Ra-Hoor-Khu

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No livro O Mistério do Áureo Florescer, do VM Samael Aun Weor, é citado um misterioso mestre, o Profeta de Ra-Hoor-Khu. Tal ser, para Samael, seria um grande mestre da Fraternidade Branca, todo sabedoria, força e glória.

Ra Hoor Khu é citado em diversas tradições ocultistas com diversos outros nomes. Entre os egípcios, ele teve diversos nomes, dos quais os mais destacados são: Herakhty, Har Khuti, Ra Hoor Khuit, Re Heru-khuti (ou seja, Ra como Hórus, senhor dos dois horizontes ou Solstícios do verão e da primavera) ou Ra Horakhte. Algumas tradições afirmam que esse Mestre da Luz se reencarnou no Egito Antigo e se tornou um grande e sábio general. No Alto Egito foi-lhe erigido um templo especial, muito hermético, chamado Templo de Ph-Ra-Har-ma-khuti, onde se oferendavam a este mestre guirlandas de flores. Os gregos o chamavam Ra-Herakhty e Harmachis e os romanos de Harmachus.

Entre os Hierofantes egípcios, o deus Ra Hoor Khu era também intitulado “o brilhante Triângulo que aparece no luminoso lugar” (ou seja, este mestre encarnou, em passado remoto, as Três Forças Primárias da Natureza, cristificando-se, solarizando-se, totalmente.

Para muitos ocultistas, o mantra mais poderoso que nos foi agraciado pelo Deus Ra Hoor Khu é o famosíssimo ABRAHADABRA. Este mantra egípcio lamentavelmente caiu em descrédito depois de ser usado de forma profana. Depois, foi Basilides, grande mestre gnóstico que viveu em Alexandria no ano 90 d.C., quem difundiu esse mantra sagrado entre suas comunidades.

O VM Samael escreve sobre sua experiência interna com este mestre da Sabedoria e Iluminação:

“Há muito tempo, quando eu ainda não havia reduzido o Ego a poeira cósmica, fiz uma invocação mágica formidável.

Chamei certo Grande Mestre dizendo: “Vem! Vem! Vem! Profeta de Raa-Hoor-Khu… Vem até mim! Queira cumpri-la! Queira cumpri-la! Queira cumpri-la! AUM… AUM… AUM… (entoando esta última palavra como é devido, abrindo a boca com o A, arredondando-a em U e fechando-a com o M).

Não é demais esclarecer que o ambiente estava saturado de infinita harmonia, carregado de OD… O resultado da invocação não se fez esperar e o Grande Profeta veio para mim. O Kabir assumiu uma figura simbólica formidável que pude ver, ouvir, tocar e apalpar em toda a presença de meu Ser cósmico.

O Venerável parecia dividido em duas metades. Da cintura para cima resplandecia gloriosamente. Sua fronte era alta como os muros invictos da Jerusalém Celestial; seus cabelos, como a lã branca caindo sobre suas costas imaculadas; seu nariz, reto como o de um Deus; seus olhos, profundos e penetrantes; sua barba, preciosa como a do Ancião dos Dias; suas mãos, como anéis de ouro engastados de jacintos; seus lábios, como os lírios que destilam mirra fraglante…

Porém, na parte inferior de seu corpo, da cintura para baixo, vi algo insólito; horripilantes formas bestiais, personificando erros, demônios vermelhos, eus-diabos, dentro dos quais está engarrafada a Consciência.

Eu te chamei para te pedir a Iluminação. Tal foi minha súplica! É óbvio que em sua forma de apresentação estava a resposta.

O ancião pôs sua destra sobre minha cabeça e me disse: ‘Chama-me cada vez que me necessites e eu te darei a Iluminação…’ Logo me bendisse e se retirou.

Com infinita alegria compreendi tudo; só eliminando a lançadas essas criaturas animalescas, que todos levamos dentro e entre as quais dorme a Consciência, advém a nós a Iluminação.”

(Samael Aun Weor, texto retirado da obra O Mistério do Áureo Florescer, capítulo A Lança Esotérica. Você pode ler esta obra gratuitamente em nossa Biblioteca GnosisOnline.)

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