Tábua dos Destinos: (Babil.) Tábua
em escrita cuneiforme na qual eram escritos os destinos. Dava
poder supremo a quem a possuísse. Antecedente do Livro
do Destino no Livro dos Jubileus e da Lei Pré-Islmâmica
Al-Mahfuz, a “tábua da preservação”,
sobre a qual eram escritos os desígnios de Allah. Acompanhada
pelo Selo dos Destinos.
Tahuil: Mestre da Loja Branca, Adepto e
chefe da poderosa Ordem dos Epoptae (Orden Esotérica
que funciona nos mundos internos), mencionado pelo Mestre
Samael no livro Tratado de Medicina Oculta e Magia Prática.
Este mestre do Raio Tibetano, assessorado por Mestras tibetanas
e por Dakinis do Ar, auxilia a todos aqueles que desejam ter
experiências de desdobramento astral consciente.
Taklimtu: Ritual assírio durante
o mês de Dumuzi (final de Junho), quando a estátua
de culto de Dumuzi-Tammuz, ainda jovem e bonito, era colocado
em um ponto de Nínive. Este ritual marcava o final
da primavera. Dumuzi é o consorte de Inanna/Ishtar.
Talmude: (hebr. tardio: “instrução”)
Corpo da lei civil e religiosa judaica, que inclui comentários
sobre a Torá, ou Pentateuco. O Talmud consta de um
código de leis, denominado Mishná, e de um comnetário
sobre a Mishná, chamado Guemará. O material
do Talmud relativo às decisões dos sábios
acerca das questões legais em disputa se conhece como
Halaká; as lendas, anedotas e refrões do Talmud
que se utilizam para ilustrar a lei tradicional se denominam
Haggadá. Existem duas compilações do
Talmud: o Talmud Palestino, às vezes chamado Talmud
de Jerusalém, e o Talmud Babilônio. Ambas as
compilações contêm a mesma Mishná,
porém cada uma tem sua própria Guemará.
O conteúdo do Talmud Palestino foi escrito por eruditos
palestinos entre os séculos 3º e 5º a.C.;
o do Talmud Babilônio, por eruditos que o escreveram
entre os séculos 3º e 6º a.C. O Talmud Babilônio
converteu-se no predominante porque as academias rabínicas
da Babilônia sobreviveram às da Palestina durante
vários séculos. O próprio Talmud, as
obras da erudição talmúdica e os comentários
referidos a ele, constituem as maiores aportações
à literatura rabínica na história do
judaísmo. Uma das obras mais importantes é o
Mishné Torá (repetição da Torá,
1180 d.C.), escrito pelo rabino, filósofo e médico
espanhol Maimônides. Trata-se de um resumo de toda a
literatura legal rabínica que existia à época.
Os comentários mais conhecidos são os realizados
sobre o Talmud Babilônio pelo rabino francês Rashi,
e por uma série de estudiosos conhecidos como Tosafistas,
que viveram na França e na Alemanha entre os séculos
12 e 14, e entre os que se contavam estavam alguns dos netos
de RAshi. O Talmud Babilônio e o Palestino foram impressos
pela primeira vez em Veneza por volta de 1520, pelo impressor
Daniel Bomberg. Em uma tradução ao latim, o
Thesaurus Antiquitatum Sacrarum (século 18), de Blasio
Ugolino (historiador e antiquário italiano do século
18), podem encontrar-se 20 tratados do Talmud Palestino.
Tamuz: (ou Dumuzi) Deus babilônico
da primavera, das flores, das plantas verdes e dos filhotes
dos rebanhos.
Tan: (jap.) No budismo Zen, plataforma de
madeira onde se pratica Zazen. No sânscrito, é
o Princípio, Substância indiferenciada Universal.
Tantra: (sânscr.; tib. Gyü/Rgyud)
No budismo Vajrayana, textos esotéricos com doutrinas
especiais para a transformação radical do ser
humano. A palavra Tantra vem do sânscrito e significa
Rede ou Segredo. É um conjunto de textos e rituais
religiosos esotéricos budistas e hindus. Os tantras
hindus foram escritos depois dos Puranas, no período
medieval, e estão organizados em forma de diálogos
entre o deus Shiva e sua consorte, Parvati, onde Ele explica
a filosofia e os mitos subjacentes no ritual tântrico.
Este ritual implica mudanças completas nas práticas
sociais hindus (por exemplo, no referente a atos sexuais incestuosos)
e mudanças no processo fisiológico normal (por
exemplo, a não expulsão do sêmen em hipótese
alguma, para a auto-realização íntima
do Ser). Também altera a ortodoxia hindu sobre os “cinco
produtos da vaca”, ou Panchagaya (leite, manteiga, requeijão,
urina e fezes), utilizados para a purificação.
Nos tantras esses produtos se convertem nos “cinco emes”:
Maithuna (intercâmbio sexual sem perda do sêmen),
Matsya (pescado), Mamsa (carne), Mudra (cereais) e Mada (frutos
e vinho). Os seguidores tântricos aprendem de um guru
como liberar sua energia psicossexual (o poder da serpente
enroscada, a Kundalini), que se localiza na base da coluna
vertebral, através de sucessivos pontos focais (chacras),
até que esta energia sagrada alcança o chacra
mais elevado, na parte superior da cabeça, e daí
até o coração. Este processo (sadhana)
começa com uma visualização sistemática
da Deidade, membro a membro, que se materializa através
da utilização de diagramas visuais (Yantras)
e de conjuros mágicos (mantras). O budismo tântrico
é um aspecto do terceiro estado do budismo, o Veículo
do Raio ou Veículo de Diamante (Vajrayana). Esta linha
tântrica budista se aperfeiçoou no Tibet e influenciou
e se viu influenciada por sua vez pelo tantra hindu, sobretudo
em Assam e Bengala. Houve seitas no Nepal e na China, ainda
que na atualidade sobrevivem praticamente somente no norte
da Índia.
Tao Te King: (o Daodejing, Libro da Via
e da Virtude) O grande tratado filosófico chinês,
quando abandonou a China para ir viver em um lugar desconhecido
para o Ocidente. Certamente, o Tao Te-King é a obra
literária mais traduzida do chinês e teve uma
enorme influência no pensamento e da cultura orientais.
Esse livro, que conta com tão-somente 10 mil caracteres,
foi redigido por volta do ano 300 a.C. e parece ser uma antologia
que recolhe antigos ensinamentos, ainda que a densidad de
seu estilo sugira que é a obra de um único autor.
A maior parte do livro está composta por rimas e pode
ser lido como um longo poema filosófico. Ensina que
“o Caminho” (Tao) do mundo se realiza com maior
aproveitamento, abandonando as categorias e dos valores a
favor da percepção espontânea. O sábio
busca “não fazer nada” (wu wei) e deixa
que as coisas sigam seu curso natural; assim como estava destinado
a um monarca, ao rei que pretenda ser inteligente e apto se
lhe recomenda que mantenha seu povo na simplicidade e na passividade
para que assim possa amoldar-se à natureza, autêntica
meta do homem.
Tara: (sânscr.; jap. Tarani Bosatsu;
tib. Drölma/Sgrol Ma) No budismo mahayana, bodisatva
feminina da compaixão, muito venerada no budismo tibetano.
Nos estudos gnósticos, as Taras são na verdade
desdobramentos distintos da mesma Deidade Cósmica,
o Aspecto Eterno Feminino de Deus.
Tat: (sânscr.) “Aquilo”,
a Existência Una. Germe, Luz, Branco, Filho Resplandescente
do Obscuro Pai Oculto. Tudo o que é, foi e será.
A incognoscível Raiz sem raiz. Deidade abstracta não
revelada. Como lemos no Bhagavad Gita (XVII, 23): “Aum
Tat Sat, é a tríplice designação
da Divindade (Brahma)”; indicando sua Divindade com
a sílaba Aum (Om), sua Universalidade com Tat, e sua
existência Real e Eterna com Sat.
Tat: (egípcio) Símbolo egípcio
que consiste em um pau vertical, redondo, adelgaçado
no extremo superior, com quatro barras cruzadas dispostas
na ponta. Era usado como um amuleto. A parte superior é
uma cruz regular eqüilátera. Esta, em sua base
fálica, representava os dois princípios da Criação,
o masculino e o feminino, e estava relacionada com a natureza
e o Cosmo; porém, quando o Tat estava só, coroado
com o Atef, a tripla coroa de Hórus (duas plumas com
o Ureus à frente), representava o homem setenário;
figurando a cruz, ou as dua peças em cruz, o quaternário
inferior; e o Atef, a tríade superior.
Tathágata: (jap. Nyorai) Perfeito.
Tau: (egípcio) Ankh. É a cruz
com asa egípcia, a Crux Ansata ou Ansada dos latinos.
Símbolo da Vida que triunfa sobre a Morte. Este sinal
pertencia exclusivamente aos Adeptos; era um símbolo
de salvação e consagração. Tau
significa também “Sendeiro que conduz ao Conhecimento
e a Verdade”.
Tau: (hebr.) É a cruz em forma de
T e a mais antiga de todas as formas, a que agora é
a letra quadrada hebraica Tau, porem que foi, séculos
antes do alfabeto judaico, a cruz com asa dos egípcios.
O Tau é também chamado de Cruz Astronômica,
e estava em uso entre os antigos mexicanos (como prova disso,
vemos essa cruz nos palácios de Palenque), o mesmo
que entre os hindus, que põem a Tau como um sinal na
fronte de seus chelas (discípulos, seguidores).
Tempo perdido ou tempo desaparecido: (ufol.)
Do inglês missing time; fenômeno que muitas testemunhas
de casos ufológicos experimentam, no qual não
conseguem se lembrar de um período de tempo imediatamente
anterior ou posterior à observação de
que se recordam; mais comumente dura de uma a três horas;
muitos sob hipnose relatam que no período foram abduzidos
e sofreram testes a bordo de naves, tendo a memória
apagada.
Terma: (tib. Gter Ma) Tesouro; no budismo
Vajrayana, texto escondido para ser descorberto por um Tertön
no tempo apropriado. Exemplos de Terma são as diversas
obras mágicas, tântricas e filosóficas
de Padma Sambhava, escondidas por esse Iluminado em diversos
locais no Tibet e fora dele. Muitos desses textos estão
ocultos até hoje, só revelados a iluminados
nos mundos internos.
Tigre: Representa o Íntimo, a nosso
Real Ser. Tambén ao ocultismo, à primeira Raça,
a Protoplasmática, que foi, segundo os mestres astecas,
devorada pelos tigres, ou seja, pela Sabedoria. Também
reprsenta os Anjos do Karma.
Tertön: (tib. Gter Ston) No budismo
Vajrayana, descobridor de Termas.
Tertuliano: (155-222) Patriarca gnóstico,
nascido en Cartago (norte da África). Sua obra é
um dos monumenos da eloqüência latina.
Tetragrammaton: (grego) O nome de Deus composto
de quatro letras. O Mistério das Quatro Letras (Iod,
He, Vau, He). Estas quatro letras são hebraicas. O
Tetragrammaton Sagrado é o Jotchavah, Tiphereth, Intermediário
entre a Coroa e o Reino, o Princípio Mediador entre
o Criador e a Criação. É a Trindade na
Unidade. Os hebreus sinceros consideravam este nome demasiado
sagrado para ser falado ou lido nas sagradas escrituras, então
o substituíam pelo termo Adonai, que significa Senhor.
Os cristãos em geral chamam o IHVH de Jeová.
Teurgia: (grego) Criação Divina.
É o resultado da Vontade operando sobre a matéria
fenomenal. É fazer sair dela a Luz Primordial Divina
e a Vida Eterna. É uma comunicação com
os anjos e espíritos planetários (os “Deuses
de Luz”) e meios para atraí-los à Terra.
Os conhecimentos do significado interno de ditos espíritos
e a pureza de vida são os únicos meios capazes
de conduzir à aquisição dos poderes necessários
para a comunicação com eles. Para chegar a uma
meta tão sublime, o aspirante deverá ser absolutamente
digno, puro e desinteressado.
Thelema: (grego) ou Thelesma. Vontade. Azoth
ou Luz Astral; é o Od dos hebreus; a Vontade. Com Thelema,
a finalidade é a Perfeição da Obra, o
Fim em si.
Theravada: (páli) Ensinamentos dos
Antigos; escola do grupo Sthavira fundada pelo monge Moggaliputta
Tissa. Também conhecida como Hinayana, ou Pequeno Veículo,
diferente em sua filosofia do Mahayana.
Tiferet: (hebr.) Beeza. A sexta Séfira.
O princípio do belo e da inspiração,
do ideal, do amor ou força atrativa que une os seres.
O Pequeno Rosto, Meleck, o Rei, Adam, o Filho, o Homem. Microprosopus
ou Face Menor.
Tilopa: (tib. Ti Lo Pa) Mahasiddha indiano
(989-1069), que trasmitiu os ensinamentos Mahamudra ao seu
discípulo Naropa; sua linhagem deu origem à
escola tibetana Kagyü.
Tiphón de Bafometo: O Bode de Mendéz.
O Arcano 15 da Cabala. Representado com uma tocha ardendo
sobre sua cabeza e a estrela de cinco pontas sobre su fronte,
na posição correta. Ele nos indica que não
é uma figura tenebrosa, mas a representação
de Lúcifer. Alude ao sexo.
Tlaloc: Deus da Chuva e do Raio entre os
astecas. É o Indivíduo Sagrado principal da
antiquíssima cultura Olmeca e aparece sempre com a
máscara do Tigre-Serpente em machados e em diversas
figuras de jade. Um homem desperto, que eliminou de sua psique
não só seus sonhos e fantasias, senão
toda possibilidade de sonhar.
Tlalocan: Sinônimo de Paraíso
no antigo reino asteca. Reino de Tláloc.
Tolerância: Virtude de indulgência
com nossos semelhantes. Não obstante, a tolerância,
levada ao extremo, cai na cumplicidade com o delito.
Toltecas: Termo que se refere à tribo
índia americana descendente dos atlantes. Assentaram-se
no antigo México e alcançaram enorme esplendor.
Tomé: (Tomas, Apóstolo) Um
dos principais apóstolos de Jesus. Chamado também
Dídimo e célebre por sua incredulidade. Predicou
o gnosticismo aos partos, aos persas e aos indianos. Os ensinamentos
do Ofitas foram tomados dele e do Evangelho dos Egípcios
Astrologicamente, representa a Constelação de
Aquário e nos ensina a manejar a Mente Superior, ou
Mente Interior. Tomé, como uma das Partes de nosso
Ser Divino, é a virtude da mente estar sempre direcionada
ao Ser, obedecer somente aos ditames do Cristo Íntimo,
para não se contaminar com teorias frias e absurdas
do Príncipe deste Mundo.
Tonantzin: Termo com o qual se conhece a
nossa Divina Mãe Kundalini, entre os astecas.
Tonatiuh: O Deus Solar, o Verbo, venerado
pelos Astecas.
To Soma Heliacon: (grego) To: Ele; Soma:
Corpo; Helios: Sol. O Corpo de Ouro do Homem Solar, especificamente
o Astral Solar.
To Soma Puchicon: Corpo Etérico,
ou Vital, solarizado. Representado esotericamente pela Cabeça
de João Batista numa bandeja de prata, ou seja, há
que renunciar ao mundano, ao profano, para se obter a Iniciação
verdadeira.
Torá: (hebr.) Lei, Doutrina. No judaísmo,
o Pentateuco, em particular quando se apresenta em forma de
rolo de pergaminho e se o lê na sinagoga. A Tora escrita
consta de 5 livros atribuídos a Moisés (Gênese,
Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio)
e são a pedra fundamental da lei e da religião
judaicas. Na Torá se pode descobrir inúmeros
tratados de Alquimia, Cabala, Numerologia, Astrologia, Ciências
Herméticas em geral etc.
Torre de Babel: Símbolo representativo
da ciência materialista que odeia a Deus. O cientificismo
de nossa idade converte a espécie humana em soberba
e orgulhosa. Está formada por pessoas dos níveis
instintivo, emocional e intelectual.
Totem: Elemental vegetal ou animal venerado
que serve de veículo à Divindade.
Tourada: Espetáculo que tem sua origem
nos antigos Mistérios de Netuno, na Atlântida.
Era uma ciência profunda com um grande significado,
porém atualmente perdeu seus princípios esotéricos
e se converteu em lamentável espetáculo circense.
Só fomenta emoçoes de tipo inferior e baixas
paixões.
Touro: Representa o Elemento Terra. Seu
aspecto negativo representa o próprio Ego em seus aspectos
passionais e irracionais. No aspecto positivo pode ser visto
nas patas traseiras da Esfinge do Egito. A carne bovina pode
ser ingerida normalmente porquanto proporciona grande vitalidade
por conter em grande quantidade o tattwa tejas.
Touro Alado: Símbolo cabalístico
de uma terra regenerada. Dito aspecto será o da Terra
na nova Idade de Ouro, da Sexta Grande Raça Raiz. Também
é o símbolo do Evangelho de Lucas.
Touro de Creta: Símbolo animal que
representa o sexto trabalho de Hércules: fortes impulsos
sexuais, passionais e irreflexivos.
Trabalho de Feitiçaria: Rituais tenebrosos
dos quais podemos nos livrar envolvendo nosso corpo físico
em uma Cinta Mágica mediante práticas diversas
de Magia Elemental, como da piteira, do eucalipto ou da saia-branca.
Trabalho em Grupo: O Trabalho interno é
altamente individual, muito pessoal e obedece a ritmos particulares.
Porém a finalidade do grupo consiste em manter a força
e o entusiasmo. Se nos isolamos, nos apagamos.
Traidores: Os três traidores de Hiram
Abif são Judas, Pilatos e Caifás, os demônios
do desejo, da mente e da má vontade respectivamente.
Traje de Bodas da Alma: Expressão
que se refere ao ‘To Soma Heliakon’. É
o Corpo de Ouro do Homem Solar, criado com o trabalho na Nona
Esfera. Em uma passagem da Bíblia, aquele que não
acudiu em traje de bodas ao banquete do Senhor foijogado às
trevas.
Transfiguração: Fato que acontece
com a Iniciação, quando Víbora Luminosa
transpassa o Umbral da Terceira Câmara Secreta do Templo-Coração.
Este processo aconteceu com Jesus e com Moisés. Diz
o relato bíblico: "E enquanto o Mestre fazia a
sua oração, ele se transformou e houve uma mudança
em seu rosto, e suas vestiduras se tornaram brancas e resplandecentes.
E com Ele falaram dois varões: Moisés e Elias,
que lhe apareceram plenos de majestade."
Transformação: Capacidade
de modificação ou de mutação de
um corpo em estado de Jinas pela qual pode adotar qualquer
figura. O mantra para levar isto a cabo é: "EST
SIT, ESTO FIAT".
Transformação das Impressões:
Interposição da Consciência ante as impresões
que chegam a nós, através de nossos sentidos
sensoriais.
Transformação Radical: Fenômeno
que se alcança quando alguém se dedica de cheio
ao trabalho sobre si mesmo.
Transmigração das Almas: Doutrina
exposta pelo Avatara Krishna. Segundo dita doutrina, cada
essência passará por um máximo de 3 mil
ciclos de 108 existências se, em nenhuma de ditas existências
se auto-realiza. Ao final de cada ciclo de 108 existências
as essências deverão, mediante a Involução,
passar pela Morte Segunda. Em cada volta da Roda, as essências
passam por um período completo evolutivo nos mundos
mineral, vegetal, animal e, finalmente, humano, com as citadas
108 existências. Seguidamente, caso de não se
haver auto-realizado, a Essência passará por
outro período involutivo em organismos animalóides,
vegetalóides e mineralóides, passando pela Morte
Segunda. Esta Roda está representada no Arcano 10 do
Tarô. À direita está Hórus evolucionante.
À esquerda Tiphón involucionante. Na parte superior
a Esfinge nos assinala o Caminho da Revolução
da Consciência.
Transmutação: A conversão
do Esperma Sagrado em Energia.
Transubstanciação: Fenômeno
de transmutação de uma substância em outra,
em essência. As três Forças Primárias
do Universo passam por esse processo em nós com o trabalho
esotérico. Necessitamos cristalizar em nós mesmos
as três Forças Primárias. Na Transubstanciação
do pão e do vinho, os átomos crísticos
passam a nosso organismo, penetrando nos corpos internos para
despertar-nos os poderes de natureza solar.
Transvalorização: Atitude
de renúncia aos valores mundanos, reconhecidos em nossa
existência, para podermos nos dedicar ao trabalho sobre
nós mesmos.
Transplantes de Glândulas: Ato que
impede o desenvolvimento dos germens do Homem, depsitados
em nossas glândulas endócrinas sexuais. O Mestre
Samael assinala especialmente os atos de mexer nas trompas,
alterar ou transplantar glândulas de animais.
Trem: Símbolo do Movimento Gnóstico.
O trem, em cada parada, recebe a alguns passageiros e outros
viajantes descem em outra. Assinala Samael que raros são
aqueles que chegam à estação final.
Triamazikamno: O Santo Triamazikamno é
a Lei do Três que, junto com a Lei do Sete, constituem-se
no fundamento sobre o qual se sustenta todo o Universo. A
Lei do Três é o Santo Afirmar, o Santo Negar
e o Santo Conciliar. Regula a manifestação das
três forças primárias de toda a criação:
a positiva, a negativa e a neutra.
Triângulo: Representa s três
Forças Primárias da Natureza: o Pai, Filho e
Espírito Santo, ou seja, as Forças Positiva,
Negativa e Neutra, necessárias para toda a Criação.
Triângulo das Bermudas: Zona geográfica
muito célebre por constituir-se num Portal de acesso
à Quarta Dimensão. Não é o único
de nosso planeta.
Triângulo Ético: É o
Segundo Triângulo dos Sefirotes da Cabala Hebraica,
composto por Chesed, Geburah e Tipheret, ou seja: Atman, Budhi
e Manas.
Triângulo Logóico: O Primeiro
Triângulo da Cabala Hebraica. Constituído pelo
Pai (Sabedoria), o Filho (Amor) e o Espírito Santo
(Poder e Sabedoria). Suas denominações cabalísticas
são: Kether, Chokmah e Binah. Em outro ordem de coisas,
o Pai é a Verdade, o Filho é oAmor e o Espírito
Santo é o Fogo Sexual.
Triângulo Mágico: O Terceiro
Triângulo dos Sephirotes da Cabala Hebraica composto
por Netzach, Hod e Yesod, ou seja, pelos Corpos Mental, Astral
e Vital.
Tribeni: (ou Triveni) Região anatômica
situada perto do coccix onde fazem contato os átomos
solares e lunares do Mercúrio Transmutado. Assim se
põe em ação o Enxofre, e o Fogo subirá
pelo canal Sushumna, ou seja, pelo canal medular.
Tridentes: (os seis) Atributo ou prêmio
simbólico, esotérico, que logran os que desenvolveram
a totalidade da Razão Objetiva do Ser, possuindo, portanto,
a total e absoluta Iluminação. Cada tridente
indica certo grau de força ou despertar da Razão
Objetiva. Os Hierofantes levam em cada um de seus cornos de
prata três tridentes.
Trimurti: Termo que alude, no hindustani,
à Tríada integrada por Brahma, Vishnu e Shiva,
ou seja, o Triângulo Logóico. Por extensão,
as outras duas tríadas, ou triângulos, oético
e o mágico, recebem este mesmo nome.
Tripitaka: (sânscr.; páli Tipitaka)
Três Cestos; cânone budista formado pelo Cesto
das Disciplinas (Vinaya Pitaka), Cesto dos Discursos (Sutra
Pitaka) e Cesto dos Ensinamentos Especiais (Abidharma Pitaka).
Triratna: (sânscr.; páli Tiratna;
jap. Sanbô; tib. Könchogsum/Dkon Mchog Gsum) As
Três Jóias, Três Preciosos; os três
refúgios do budismo: o iluminado (Buda, ou seja, nosso
Ser Interior Profundo), o ensinamento (Dharma, a Gnosis) e
a comunidade budista (Sangha, a Venerável Loja Branca).
Trithemius: (Tritemo, Johannees von Heidenberg,
1462-1516) Ocultista, teólogo e historiador alemão.
Abade do Mosteiro beneditino de Spanheim. Amigo e Mestre de
Agrippa, Fausto, Paracelso e outros Iniciados, reuniu manuscritos
herméticos e foi expert em Magia, Alquimia, Cabala.
Foi também o primeiro escritor importante sobre Criptografia.
Autor das obras Das Causas Secundárias e Stenographie.
Compilador de diversos estudos sobre Magia Elemental, Astroteurgia,
sobre o Pentagrama Esotérico e outros mais, até
hoje usados nos rituais gnósticos.
Tritocosmo: Termo que alude à sétima
ordem de mundos, ou seja, aos mundos infernais. Está
submetido a 96 leis. Também conhecido como os Nove
Círculos Dantescos.
Trogloditas: Atlantes em estado involutivo.
Trogoautoegocrático Cósmico Comum:
A Lei Cósmica de recíproca alimentação
de todos os organismos. Tem dois fatores básicos, fundamentais:
Comer e Ser Comido. Como toda manifestação da
Criação, apresenta um caráter de infinita
sabedoria e não deve ser vista, conseqüentemente,
como uma manifestação antinatural ou selvagem.
Tronos: Grau de Maestria. Estado Superlativo
de Consciência. Têm sua morada no céu de
Saturno.
Tsabaoth: (hebr.) Exército ou Hoste;
de Tsâbâ: ir para a guerra. Daí o nome
do deus da guerra, o “Senhor de Tsabaôth”
ou dos Exércitos. Exército da Voz.
Tsongkhapa: (tib. Tsong Kha Pa) Monge tibetano
(1357-1419), também conhecido como Je Rinpoche, fundador
da Escola Gelug e criador dos ensinamentos Lam Rim. Monge
reformador religioso. Até o ano de 1390 se radicou
em Lhasa, oponndo-se ao animismo e a certas linhas adulteradas
do tantrismo, organizando a seita Gelug-pa (gorros amarelos)
e establecendo uma disciplina monástica rigorosa. Samael
nos diz que foi uma das encarnações de Gautama
Buda. Nessa encarnação este Iniciado terminou
seu Trabalho Interno, encarnando de vez seu Cristo Íntimo.
Tuathas de Danand: Raça Jinas poderosa
vinda da Atlântida. Fundaram, por toda a Europa, cidades
mágicas com gentes dentro da Quarta Vertical. Levavam
sempre consigo quatro símbolos: a espada, o cálice,
a lança e uma pedra cúbica. Empreenderam terríveis
guerras contra os restantes dos magos negros que saíram
da Atlântida e tentaram se impor na Europa, especialmente
nas Ilhas Britânicas.
Tule: (ou Thule) A ilha Jinas onde viveu
a primeira Raça Humana Sagrada. Estava localizada na
atual Groenlândia e Alaska que, por então, era
o equador do planeta.
Tulku: (tib. Sprul Sku) Corpo de emanação,
Sambogakaya; no budismo tibetano, pessoa reconhecida como
o renascimento de um Lama falecido, com alto grau de consciência
desperta.
Tum: (egípcio) Divindad Solar. Deus
emanado de Osíris (o Cristo Cósmico) em seu
caráter de Grande Abismo, Nut. É o Deus Proteu,
que engendra aos demais deuses, assumindo a forma que deseja.
É o Fohat primordial, o sopro antes da respiração.
Por oposição a Ra (o Sol saído), Tum
é chamado de o Sol Poente. Ra é o Sol diurno
e Tum é o Sol noturno ou o Sol da Meia-Noite. É
o precursor do Sol nascente. Poderoso mantra que nos conecta
com nossa Divindade Interior.
Túnicas: As cores das túnicas
que os Mestres da Luz e também os Magos Negros se acham
relacionados com as cores da Grnde Obra: negro, branco, amarelo
e vermelho. A túnica de cor púrpura é
recebida quando acontece a transformação dos
Corpos Solares em veículos de Ouro Puro. O Mestre Samael
assinala que tanto os Mestres Brncos como os Magos Negros
vestem suas túnicas características. Cita, por
exemplo, a Andramelec, portando uma túnica cor negra,
e a Chavajoth, portando uma de cor sangue. Também nos
adverte o Mestre Samael que os Magos Negros, no Mundo Mental,
podem adotar a vestimenta dos verdadeiros Mestres, podendo
causar confusão aos neófitos inexperientes.
Assinala como elemento diferenciador que a túnica de
cor vermelha ou púrpura não a vestem os Mestres,
mas sim os Magos negros.
Turânios: Termo que alude aos sobreviventes
dos atlantes dedicados à Magia Negra. Lograram chegar
até o Tibet, exatamente como os Escolhidos, e emigraram
rumo à Pérsia. A Grande Lei pôde vencê-los
e estes foram destruídos. Para eles, Ahriman era o
centro vital de seu culto.
Turyias: (Sânscr.) Refere-se aos verdadeiros
Iluminados, os Deuses Homens, os que falam com o Pai que está
em Segredo e com a Divina Mãe cara a cara. Possuem
o estado de perfeita clarividência.