M Mabel Collins: (1851-1928) Teósofa e
autora inglesa. Dotada de qualidades psíquicas, foi colaboradora
de HPB na revista Lucifer. Por seu intermédio foram transmitidas
desde os Mundos Internos (pelo Mestre Hilarión, que foi
o Apóstolo Paulo de Tarso) as conhecidas obras Luz no
Sendeiro e Idílio do Lótus Branco.
Maha Asura: (sânscr.) Grande Espírito
Divino caído, degradado. Exotericamente, os Asuras são
elementais e maus deuses, considerados maléficos, gênios,
espíritos malignos, demônios e “não-deuses”
(a-suras), inimigos dos deuses (suras), com quem estavam em
perpétua guerra. Porém, esotericamente é
o contrário. Posto que nas mais antigas porções
do Rig Veda, dito termo se aplica ao Espírito Supremo,
e, portanto, os Asuras são espirituais e divinos. Unicamente
no último libro do Rig Veda, en su última parte,
e no Atharva Veda, e nos Brâhmanas, tal epíteto,
que se aplicou a Agni, a gran divindade védica, a Indra
e a Varuna, veio significar o contrário de Deuses. Maha
Asura pode Ter alguma ligação com o Lúcifer
Cósmico, o reflexo do Deus dentro do homem, segundo os
gnósticos.
Mahabharata: (sânscr.) O mais extenso
poema épico da literatura indiana antiga, e o segundo
é o Ramayana. Ainda que ambos são basicamente
obras profanas, recitam-se de maneira ritual e conferem supostamente
méritos religiosos aos que os escutam. O tema central
do Mahabharata é a luta entre dois clãs de uma
mesma família nobre, os pandavas e os kauravas, pela
posse de um reino do norte da Índia, o Kurukshetra. O
fragmento mais importante do poema é o Bhagavad Gita,
um diálogo entre Krishna, a oitava encarnação
do Deus Vishnu, e o herói pandava Arjuna, em que reflexionam
sobre o sentido da vida. Essa passagem influenciou nos devotos
do hinduísmo durante séculos. O Mahabharata foi
escrito ao redor do ano 300 a.C. e foi objeto de numerosas variações
em torno do ano 300 d.C. Está dividido em 18 livros que
contêm um total de cerca de 200 mil versos com breves
pasagens em prosa intercalados. O Harivansha, um dos últimos
apêndices do poema, trata amplamente da vida e da genealogia
de Krishna. O Bhagavad Gita é o nono livro do Mahabharata.
Mahachohan:
Chefe de uma hierarquia espiritual ou de uma ordem oculta.
Segundo a Teosofia, é o chefe do terceiro grande departamento
da hierarquia da Fraternidade Branca, chamado O Senhor da
Civilização. Vigia e dirige a obra dos membros
da Fraternidade Branca e tem a seu cargo os Arquivos de donde
se conserva todo o processo evolutivo do globo terrestre.
Samael o menciona em algumas de suas obras, apresentando-o
como o diretor ou Logos do Sistema Solar.
Mahavira: (599-527 a.C.) Santo Jainista indiano
e vigésimo quarto Tirthankara. Seu apostolado se extendeu
por toda a Índia, adquirindo o Jainismo sob sua influência
capital importância.
Mahayana: (sânscr.) Grande Veículo,
movimento surgido por volta dos séculos 1° e 2
que procura valorizar a libertação de todos
os seres por meio da compaixão dos Bodhisatvas.
Maithuna: (masculino) União sexual,
tal como se utiliza no cerimonial tântrico. Prática
e filosofia que vis a canalizar todas as energias criadoras
para um processo de auto-realização espiritual,
e não somente para se conseguir prazer sensorial. O
Maithuna Yoga é um dos braços do Tantra Yoga.
Maitreia: (sânscr; chin. Mi-Luo; jap.
Miroku; tib. Jampa/ Byams Pa) Como indivíduo, refere-se
a um grande Mestre da Fraternidade Branca do Raio Oriental.
E como força universal, refere-se aos atributos “salvadores”
do Cristo Cósmico que se manifestam em todo Iluminado
que esteja devidamente preparado para uma missão com
a humanidade. Samael Aun Weor é, portanto, o Buda Maitreia
da Era de Aquárius, pois a ele foram encarregadas missões
de entregar as Chaves da Auto-realização plena
do Ser Divino dentro de cada um de nós. Maitreia pode
ser sinônimo de O Restaurador do Dharma. O Budismo Mahayana
o considera um Bodhisatva. Buda (Sidarta Gautama) anunciou
a chegada deste buda que extenderia a doutrina e salvaria
a toda a humanidade. Nos templos budistas encontram-se imagens
de Maitreia e no Japão Ele é chamado Miroku.
Segundo Leadbeater, Ele é o Instrutor do Mundo, o Cristo,
que atualmente vive nos Himalaias, em sua porção
oriental. Samael Aun Weor é o Buda Maitreia anunciado
há milênios e que veio para desvelar a doutrina
do Salvatur Salvandus (o Cristo Cósmico), para que
cada qual possa salvar-se a si mesmo, através de trabalhos
concientes e padecimentos voluntários. O mantra de
Maitreia é OM.
Malakim: (hebr.) Reis. Anjos, bons Mensageiros
dos Deuses. Deuses regentes dos elementais. Moram no Mundo
Causal e são os senhores dos destinos da vida neste
planeta.
Malkuth: (hebr.) Malchut. O Reino. A décima
Séfira. A clausura do ciclo em cumprimento da obra
e seu selo celestial. O Umbral, é a Mãe Inferior,
a esposa do Microprosopo, chamada também Malkah, a
Rainha, Kallah, a Noiva, a Virgem.
Manas: (masculino) Mente, pensamento, órgão
mental (o cérebro e sua função, “o
pensar”) É o quarto corpo dos sete da Anatomia
Oculta do ser humano. Nas tradições medievais
européias, a mente é representada pelo labirinto,
desenhado nas entradas de algumas Catedrais góticas.
O mito do Labirinto de Creta vem representar muito bem o conceito
de Mente entre os Iniciados
Mandala: (neutro, sânscr.; jap. Mandara;
tib. Kyilkhor/ Dkyil’Khor) Disco, figura geométrica,
nome dado aos diagramas abstratos que se utilizam como instrumentos
para a meditação. Diagrama circular do budismo
Vajrayana, representando a consciência iluminada como
uma dimensão pura.
Manipura: (neutro) Terceiro dos centros do
corpo sutil, situado à altura do umbigo. O Fogo prânico
do Sol é armazenado no plexo solar, sendo que o Tattwa
Tejas, ou elemento etérico do fogo, tem aí seu
trono. Ativa-se este chacra com o mantra “U”.
Toda pessoa desgastada energeticamente tem esse chacra falido.
Maniqueu: (Mani ou Manes, 215-276) Fundador
do Maniqueísmo, que aceitava uma emanação
do céu ou do Sol (terra lúcida) feita pelos
Eons de Deus e do mal como princípios. Nasceu em Nardim,
na Babilônia. Foi perseguido, encarcerado e crucificado
por ordem de Bahram V, que ademais, fez com que seus membros
fossem pregadoss nas portas da cidade. O Maniqueísmo
é outra forma do gnosticismo. Diz a tradição
que Mani absorveu e divulgou muitos dos ensinamentos gnósticos
do Grande Avatar Ashiata Shiemash.
Manjushri: (sânsc; chin. Wen-Shu; jap.
Monju; tibet. Jampel/ ‘Jam Dpal) No budismo Mahayana,
o Bodhisatva da Sabedoria (sânscr. Prajna). O seu mantra
supremo (Haum A Rabats Samadhi dhi dhi) é
profundamente curativo, regenera os neurônios totalmente.
Manly Palmer Hall: Esoterista, escritor e
conferencista canadense, radicado nos Estados Unidos. Fundou,
em 1934, em Los Angeles, The Philosophical Research Society,
centro de investigação e biblioteca sobre a
sabedoria oculta de todas as épocas. Autor de numerosíssimos
livros sobre as ciências ocultas. Seu nome ocupa um
lugar destacado no esoterismo moderno. O Mestre Samael o menciona
positivamente na obra A Mensagem de Aquário.
Mantra: (neutro, sânscr.; jap. Shingon;
tib. Ngag/ Sngags) No budismo Vajrayana, série de sílabas
que representam a fala iluminada. Instrumento da mente interior,
fórmula secreta e ritual (de tipo iniciático),
na qual se apóia a meditação. Segundo
o mestre Samael, existem dois tipos de mantra: o articulado
e o inarticulado, o falado e o mentalizado. São termos
mágicos que visam a movimentar determinadas forças
internas, astral, mentais e causais, para o despertar de atributos
de nosso Ser Interno, como Cura, Harmonia, Paz, Poder, Força,
Transcendência etc.
Manu: (sânscr. Homem). Na mitologia
indiana, mencionam-se não menos de 14 Manus, um dos
quais é o herói de uma epopéia do Dilúvio
e o progenitor da raza humana. O Código de Manu, o
mais antigo da Índia e a base do direito religioso
e social dos indianos, atribui-se a Swayan Bhuva, o primeiro
dos Manus, que teria vivido há cerca de 30 milhões
de anos.
Maomé: (ou Muhammad, 570-632) Fundador
do Islamismo, profeta e homem de Estado. Persuadido de que
havia sido eleito por Deus para reformar a vida de seu povo,
predicou uma religião monoteísta baseada nas
tradições de judeus e cristãos, adaptada
às condições dos povos árabes.
Crê-se que Maomé para o cumprimento de sua missão
conhecia doutrinas secretas ou tinha contato direto com os
Mundos Internos. Sabemso, por meio dos Estudos Gnósticos,
que Maomé é um mestre Cristificado que lutou
incansavelmente contra os “infiéis”, ou
seja, nossos defeitos psicológicos, exatamente como
preconiza a Gnose.
Mara: (sânscr. e páli) Demônio
da ignorância, do apego.
Marcion: (séc. II) Dizem que era um
heresiarca cristão nascido em Sinope. Era na verdade
um grande Iniciado gnóstico que não aceitava
a institucionalização do Ensinamento Puro de
Cristo. Fundou uma seita gnóstica cuja doutrina tentava
uma reforma do cristianismo, ajustando-o aos evangelhos e
despojando-o de primitivos ensinamentos hebreus.
Marcos (o Essênio): Sacerdote gnóstico
do séc. II d.C., que fala claramente dos grandes mistérios
da Missa, das vogais ocultas e dos mantras preciosos para
evocar as Forças Crísticas.
Marcos: (evangelista) Um dos quatro evangelistas,
representam-no como o elemento Fogo, mediante um Leão.
Era discípulo de Paulo e Barnabé e, logo, de
Pedro. Morreu mártir no ano 68. Esotericamente tem
alguma conexão com a constelação de Escorpião,
e como força interna nos ensina as Chaves precisas
para o despertar da Kundalini. Também nos auxilia para
compreender os Mistérios da Liturgia.
Mario Roso de Luna: (1872-1931). Teósofo,
astrônomo, cientista e escritor espanhol, licenciado
em Letras, Filosofia e Direito. Dotado de grande sensibilidade
psíquica, foi um apaixonado investigador esotérico.
Em 1902, ao conhecer as obras de HP Blavatsky, filiou-se ao
Movimento Teosófico, sendo autor de eruditos livros
sobre o tema. Também conhecido como O Mago de Logrosan,
também escreveu sobre geografia e história natural,
além de artigos de imprensa com o pseudônimo
Rigel. Também publicou obras sobre ocultismo. O Mestre
Samael o chama de O Grande Escritor Teosofista e o cita em
algumas obras, especialmente com relação aos
Estados Jinas, descritos magistralmente por este iniciado.
Mar Morto, Manuscritos do: Coleção
de manuscritos em hebraico e aramaico, que foram descobertos
a partir de 1947 em uma série de covas na Jordânia,
no extremo noroeste do Mar Morto, na região de Qirbet
Qumran. Os manuscritos, escritos em sua origen sobre couro
ou papiro, somam mais de 600 em distintos estados de conservação.
Foram atribuídos aos membros de uma congregação
judaica desconhecida. Os manuscritos incluem manuais de disciplina,
livros de hinos, comentários bíblicos e textos
apocalípticos; duas das cópias mais antigas
conhecidas do Livro de Isaías quase intactas e fragmentos
de todos os livros do Antigo Testamento, à exceção
do de Ester. Entre esses fragmentos se encontra uma fantástica
paráfrase do Libro do Gênesis. Assim foram descobertos
esses textos, em seus idiomas originais, de vários
livros dos apócrifos, deuterocanônicos e pseudoepígrafos.
Esses textos, nenhum dos quais foi incluído no cânone
hebraico da Bíblia, são Tobias, Eclesiastes,
Jubileus, partes de Enoque e o Testamento de Levi, conhecido
até então somente em suas antigas versões
grega, siríaca, latina e etíope.
Martines de Pascually: (1715-1767) Esoterista
e místico de origem espanhol ou judeu-português,
figura destacada do ocultismo francês do séc.18.
Viajou pelo Oriente Médio e se pôs em contato
com o filósofo místico Swedenborg. Em 1754 fundou
na França a Ordem Hermética dos Elus Cohen,
da qual surgiu seu principal discípulo, Louis Claude
de Saint Martin, que fundamentou o Martinismo. Autor de Tratado
da Reintegração dos Seres.
Mateus: (evangelista) apóstolo e evangelista
a quem se representa acompanhado de um anjo. Escreveu o primeiro
dos quatro evangelhos até o ano 43 em aramaico. Logo,
foi modificado no ano 63 por um desconhecido (segundo a Enciclopédia
Universal Sopena).
Matias: Discípulo de Jesus de Nazaré
e mártir. Foi o instrutor de Basilides, a quem transmitiu
os ensinamentos secretos de seu Mestre. Substituiu a Judas
Iscariotes como um dos 12 Apóstolos.
Maurice Dunlop Nicoll: (1884-1953) Esoterista
e médico inglês. Estudou o sistema do Quarto
Caminho com Gurdjieff e Ouspensky, chegando a se converter
em um dos mais destacados expositores de ditos conhecimentos.
Max Heindel: (Carl Louis Grasshoff, 1865-1919)Teósofo
e rosa-cruz. Ocultista e místico dinamarquês,
discípulo de Rudolph Steiner. Autorizado a difundir
conhecimentos de tipo rosa-cruz dos que havia sido depositário,
fundou uma associação de místicos cristãos,
a qual chamou The Rosicrucian Fellowship (A Fraternidade Rosacruz),
em Oceanside, Califórnia (EUA). É também
autor de vários livros, entre eles: Conceito Rosacruz
do Cosmos. O Mestre Samael nos fala da pouca utilidade deste
livro, e ademais nos diz que Heindel foi iniciado de Mistérios
Menores.
Maya: (sânscr.) Ilusão, aparência,
decepção, delusão. Maria, Maia e Maya
formam um nome genérico. Provém da raiz Ma (mãe,
genitora) e entre os gregos veio a significar “Mãe”,
e ainda deu seu nome ao mês de maio, consagrado a todas
as deusas antes que fosse consagrado a Maria. Plutarco expõe
que “Maio é consagrado a Maia ou Vesta, nossa
Mãe Terra, nossa genitora e sustentadora, personificadas”.
Maria, mãe de Jesus, é chamada também
Mâyâ, por quanto Maria é Mare, o mar, a
Grande Ilusão, simbolicamente. Maria, ademais, tem
por inicial a letra M, a mais sagrada de todas, que simboliza
a Água em sua origem, o Grande Abismo, e em todas as
línguas, tanto orientais como ocidentais, representa
graficamente as ondas, e no esoterismo Ário, o mesmo
que no semítico, dita letra expressa as Águas.
Mead GRS: Teósofo inglês de
princípios do século 20, erudito em doutrinas
gnósticas. Foi secretário geral da seção
européi da The Theosophical Society, fundando também
um grupo independente, denominado The Quest Society. Tradutor
de textos antigos de filosofia hermética.
Meca/Makka: Cidade árabe, onde nasceu
Maomé, ou Muhammad, fundador do Islamismo.
Melchisedeck: Rei de Salem (antiga Jerusalém)
e sacerdote de Sion nos tempos de Abraão. Diz-se que
ele não teve Pai nem Mãe. Grande Mestre da Fraternidade
Branca, é o Gênio Planetário da Terra,
e vive com o mesmo corpo físico, ressurrecto, há
mais de 4 milhões de anos, na Terra. No Oriente tem
o nome de Changam. A Tradição Oculta conta que
Ele criou uma Ordem iniciática que seria mais tarde
a mesma que funcionaria nos Mundos Internos. Seu nome é
Sagrada Ordem de Melquisedeck, onde somente quem recebeu altos
graus iniciáticos por meio da Magia Sexual pode ser
aceito nessa ordem.
Menandro: Patriarca gnóstico da corrente
caldeu-síria, uma das figuras mais importantes do Gnosticismo.
Merkabah: Veículo de Luz divino usado
por ultraterrestres, seres superiores; a Merkabah consegue
assumir muitas formas nos mundos físicos. Descrições
de visões da Merkabah em trechos bíblicos são
comumente confundidas com discos voadores metálicos.
Seriam os Corpos gloriosos dos Altos Iniciados, ou Corpos
Solares Existenciais.
Merlin: Grande mago e sábio do séc.
6, de possível origem gaulesa. Foi amigo e conselheiro
do legendário Rei Arthur e está relacionado
com a lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda e do Céu
Druídico. A tradição esotérica
o considera um Adepto da Escola Ocidental de Mistérios
e o mundo mágico menciona que não era filho
de pai mortal senão de um Silfo e de uma virtuosa Dama.
Mesmer: (Franz ou Friedrich Anton, 1733-1815)
Médico e ocultista alemão que redescobriu e
aplicou o fluido magnético, método este depois
chamado de Mesmerismo, para a cura de enfermidades. Interessou-se
na astrologia e na rabdomancia, foi membro dos Fratres Lucis
e fundou em Paris, em 1872, um rito denominado A Harmonia
Universal.
Mestha, Hapi, Duamuth, Kebhsenuf: (egípcio)
Os Quatro Deuses da Morte. Gênios funerários,
filhos de Hórus, Guardiães dos Quatro Pontos
Cardeis e Protetores dos defuntos, e a quem lhes preservam
da fome e a sede. Têm a missão de mostrar aos
mortos o caminho do lugar do Juízo e de Osíris.
Michael: (hebr. Mikhail; grego Mikael) Arcanjo
Cosmocrator. Literalmente “Quem é como o Senhor?”
Regente e Embaixador do Sol, Chefe das milícias celestiais,
denominado “o da espada luminosa”. Representante
e símbolo da autoridade, do poder e da dignidade de
Deus. A arte o representa jovem, vestido com deslumbrante
malha, lança e escudo, lutando contra o dragão
infernal, ou mesmo Luzbel. É também designado
com diversos títulos: Miguel-Jeová, Anjo da
Face, Príncipe das Faces do Senhor, Glória do
Senhor, Caudilho dos Exércitos do Senhor, etc. Sua
festividade é no 29 de setembro.
Michael Scot: (1175-1232). Matemático,
teólogo e astrólogo inglês. Estudioso
das ciências ocultas, ainda que ordenado sacerdote,
sua reputação como mago rodeou sua personalidade
de um halo de lendas que foi aproveitada por grandes literatos
como Dante, Bocaccio e Walter Scott, para fazê-lo figurar
em sus obras.
Milarepa: (tib. Mi la ras pa; Jetsun, nascido
em 1038) Poeta tibetano (1025-1035), recebeu os ensinamentos
Mahamudra do tradutor Marpa e foi mestre do monge Gampopa,
fundadoo da escola tibetana Kagyu. Yogue lamaísta tibetano
discípulo de Marpa. Considerado um grande adepto e
taumaturgo da seita Kargyupa. De gênio poético
escreveu baladas e sua autobiografia. A tradição
lhe designa grandes poderes, dizendo-se que tinha o dom da
ubiqüidade presidir concílios yogues em 24 lugares
ao mesmo tempo.
Mistério do Bafometo: (grego) Trabalho
longo e paciente na Alquimia Sexual a base de compreensão
e transmutação das Energias Criadoras. (Veja:
Baphometo).
Mitra: (persa: Mithras) Veja: Kirie Mitras.
Moisés: Nasceu no ano 1571 a.C. É
a figura mais importante do Antigo Testamento e figura-clave
do judaísmo. Legislador e líder religioso. Diz-se
que seu pai era egípcio e sua mãe hebréia,
ainda que outros asseguram que era filha de Thermutis, princesa
egípcia. Ditou o Pentateuco (cinco primeiros livros
da Bíblia). Foi educado no Templo de ON, nos Mistérios
de Heliópolis. O VM Samael afirma que Moisés
era a encarnação do Mestre Osarsiph.
Moisés de León: (1250-1306)
Rabino e cabalista hebreu-espanhol de Guadalajara, que editou
em 1280 pela primeira vez o Zohar como obra revelada no séc.
2 a Simeon ben Jochai, ainda que a crítica moderna
tenha comprovado que pertence em grande parte como autor ou
compilador o próprio Moisés de León.
Moksha: (masculino) Liberação,
evasão da alma cativa de um mundo fenomênico
existencial.
Moria: Mestre Ressurrecto, o qual juntamente
com o Mestre Kouth Humi, foi o inspirador da Sociedade Teosófica,
através de HPB. Denominado Mestre M, exerce influência
sobre os estadistas mundiais e os movimentos esotéricos.
Mestre do Raio da Força, mencionado em numerosas obras
gnósticas. É um dos granes Guias das Escolas
Gnósticas, tendo auxiliado e inspirado ao próprio
Samael em seus processos internos e também didáticos.
Mozart: (Wolfgang Amadeus) (1756-1791) Compositor
austríaco, verdadeiro prodígio musical. É
considerado como un maestro da música. Na Flauta Encantada
descreve a cerimônia da Iniciação franco-maçônica.
Escreveu diversas obras que são tocadas unicamente
nos rituais maçons.
Mudra: (feminino, sânsc.; chin. Yin;
jap. Inzô; tib. Chagya/ Phyag Rgya): Selo, gestos, rituais
efetuados com as mãos, grãos tostados, também
companheira sexual.
Muktananda: (Swami, nascido em 1908) Considerado
um dos maiores kundalini-yogues de nossa época, seu
ashram é conhecido como Gurudev Ashram e se encontra
a 65 quilômetros de Bombaim. Foi discípulo de
Nityananda e Siddhadura. É conhecido como Baba e realizou
duas giras mundiais.
Mumtazar: (islam.) O esperado, aquele que
vem anunciar o Fim dos Tempos; o mesmo que o sânscrito
Kálki-Avatar.
Mustatir: O líder muçulmano
oculto, o chefe da Grande Fraternidade Branca.
N Naau: (egípcio; Naga em sânscrito)
Serpente. Adepto, homem sábio ou Mestre de Sabedoria.
São os Arhat indianos, os Seraphim hebreus.
Nada: (masculino) Som, ruído, energia
sonora que atua no microcosmos-humano (localizada no coração),
como no macrocosmos (veja Shaba).
Nadabrahmananda: (Swami, nasceu em 1896)
Músico hindu que praticava esta arte como suporte da
atenção e como meio de auto-realização.
Estudou durante 15 anos com destacados mestres e logo foi
discípulo de Swami Sivananda. Especializou-se em Nada-Yoga,
disciplina relacionada com o poder do som e em tudo o que
se trata de espiritualização através
da música.
Nádi: (feminino, sânscr.; tib.
Tsa/ Rtsa) Canais por onde circula o alento vital no corpo
sutil. São ao todo, segundo alguns tratadistas orientais,
72 mil nádis, dos quais os principais são 12
pares, chamados de Meridianos, pela Medicina Tradicional chinesa.
Existem dois nádis sagrados, chamados Ida e Pingala,
que correm ao longo da coluna vertebral, representados pelo
famoso símbolo da Medicina, o Caduceu de Mercúrio.
Naga: (sânscr.; chin. Long; jap. Ryû;
tib. Lu/ Klu) Dragão aquático com corpo de serpente
e cabeça humana. São os Instrutores dos Mestres
de Consciência Desperta. Os Guias dos Guias da humanidade.
Nagarjuna: (sânsc.; tib. Ludrub/ Klu
Sgrub; jap. Riûjun ) Monge indiano (séculos 2
e 3), fundador da filosofia Madhyamaka.
Nairatmia: (feminino) Desprovido de Atman,
também o nome tântrico da companheira sexual,
a esposa-sacerdotisa.
Nanak: (1469-1538) Místico e guru
indiano, fundador da religião Sikh. Viajante e predicador,
considerou as práticas hinduístas tão
vãs como as muçulmanas e ao Alcorão tãoincompleto
quanto os Vedas. Seu deus foi o Bhagavant, o Salvador Compassivo
e amistoso do Vishnuísmo. Sua vida foi embelecida pela
lenda. Samael relata algo de sua história.
Naraka: (sânsc.; páli Niraya)
Inferno, Reinos Inferiores da Natureza, um dos seis Gati.
Naro Chödrug: (tib. Na Ro Chos Drug)
Seis Yogas de Naropa. Ensinamentos Vajrayana do mahasidha
indiano Naropa, que foram transmitidos ao tradutor tibetano
Marpa: Chama interior (Tumo), corpo ilusório (Gyulü),
sonho (Milam), clara luz (Ösel), estado intermediário
(Bardo) e transferência de consciência (Phowa).
Naropa: (tib. Na ro pa) Mahasidha indiano
(1016-1100), discípulo de Tilopa e mestre do tradutor
Marpa. Filósofo tântrico indiano, que desempenhou
um papel importante na história filosófico-religiosa
do Tibet.
Nave-mãe: (ufol.) Tipo de Ovni de
grandes dimensões, supostamente transportando diversas
naves menores e usado nas viagens interestelares, ou servindo
de intermediário entre naves maiores ainda e a atmosfera
de planetas; normalmente apresentam formato de cilindro ou
ainda de agulha, no caso das maiores, que podem alcançar
centenas de quilômetros de comprimento. Esotericamente
são usadas para resgates de humanidades que passam
por fins de ciclos.
Nêmesis: (grego, Karma em sânscrito)
Deusa grega justa e imparcial, que reserva sua cólera
unicamente para aqueles cuja inteligência se acha extraviada
pelo orgulho, egoísmo e impiedade. É o efeito
dinâmico espiritual de causas produzidas, e forças
que nossas próprias ações despertaram
e posto em atividade. É uma lei de dinâmica oculta
que “uma quantidade dada de energia gasta no plano espiritual
ou astral produz resultados muito maiores que a mesma quantidade
gasta no plano físico, objetivo da existência”.
Karma – Nêmesis é sinônimo de Providência
sem desígnio, bondade nem qualquer outro atributo e
qualidade finitos, se não for acompanhado da Misericórdia
Divina. Ou seja, Justiça sem Misericórdia, ou
Misericórdia sem Justiça, são fatores
de desequilíbrio no Universo, um não pode viver
sem o outro. Sem embargo, guarda aos bons e vela sobre eles
tanto nesta vida como nas vindouras, e que castiga ao malfeitor
até que haja sido finalmente reajustado o efeito de
haver posto em perturbação o menor átomo
no mundo infinito de harmonia; porque o único decreto
kármico, decreto eterno e imutável, é
a Harmonia Absoluta tanto no mundo material como no espiritual.
Nemmés: (egípcio) Veja: Coroa
de Nemmes.
Netzah: (hebr.) Vitória. A sétima
Séfira. O triunfo da Vontade e da Firmeza que estabelece
o domínio do Ideal e assegura o progresso evolutivo
da manifestação. É o Mundo Mental, é
a origem de todo o Universo, já que tudo é constituído
de matéria mental, em última instância.
Nicolas Flamel: (1330-1418?) Alquimista e
escriba francês. A descoberta de um estranho livro atribuído
ao alquimista Abraão o Judeu e seus esforços
por decifrar seu significado constituem uma das epopéias
da história alquímica. Autor de uma obra sobre
as figuras hieroglíficas do citado livro, as quais
fez pintar na frente de uma igreja parisiense. O mestre samael
nos ensina que tanto Flamel quanto sua esposa Perrenelle lograram
fabricar a Pedra Filosofal e adquirir o Elixir da Longa Vida
e que esse casal auto-realizado ainda vive hoje em dia no
Tibet. O Amor Consciente é a Arma Suprema do Alquimista.
Nikaya: (páli) Coleção
dos discursos de Buda (Sutra) Digha-Nikaya, Majjhima-Nikaya,
Samyutta-Nikaya, Anguttara-Nikaya, Khuddaka-Nikaya.
Nirmanakaya: (sânscr.) Corpo de emanação;
veja Trikaya.
Nirodha: (sânscr.) Cessação
(do sofrimento); uma das Quatro Verdades Nobres.
Nirvana: (masculino, sânscr.; páli
Nibbana; jap. Nehan; tib. Myangenledepa/ Mya Ngan Las ‘Das
Pa) Extinção do sofrimento. Extinção
do sopro, estado transcendente que constitui-se na etapa final
da evolução espiritual (Sadhana). Nome de um
ramo do budismo chinês, originado o século 5,
centralizado nos ensinamentos do Mahaparinirvana Sutra. Os
mundos nirvânicos são as dimensões superiores
da natureza e do Cosmos, correspondem aos Mundos Causal e
da Consciência.
Nisaba: (Nissaba) Deusa suméria das
artes do escriba, protetora das escolas, professores e estudantes.
Seu símbolo é o cálamo, um tipo de junco
duro, usado para escrever, colocado sobre o símbolo
de altar. Ela também era considerada a deusa protetora
da agricultura, da vegetação ordenada e da mágica.
É o equivalente à Divina Mãe Natura.
Nisir: O monte bíblico Ararat, onde
finalmente aportou a arca de Ut-Napishtim, o Noé bíblico.
Este monte se encontra na Armênia, e representa nossos
mais altos ideais de evolução espiritual. Somente
por meio da ALTA Iniciação é que conseguimos
a Salvação da Alma.
Nostradamus: (Michel de; 1503-1566) Filósofo,
médico e astrólogo francês. O mais célebre
de todos os videntes através de seu libro de profecias
rimadas As Centúrias (Lyon, 1555) que originou grande
controvérsia e muitas das quais se cumpriram. Foi também
cabalista, alquimista e médico de renome durante a
grande praga da Europa. Foi um grande vidente, como demonstra
no livro As Centúrias. Samael nos diz que é
um Grande Mestre, já que só assim se explicaria
a exatidão de sus predições.
Nu: (egípcio) Nun. É o Caos,
as Águas Primordiais do Espaço, chamadas “Pai
– Mãe”, a “Face do Abismo”
da Bíblia; porque sobre o Nu cerne o alento de Knef,
que está representado tendo na boca o Ovo do Mundo.
É a origem dos Deuses, que contém os Germes
de todos os Seres. É o rio celestial que corre no Abismo
Cósmico; por razão de todos os Deuses terem
sido engendrados no rio (o Pleroma gnóstico), recebeu
o nome de “Pai - Mãe dos Deuses”.
Nuit: (ou Nut; egípcio) A Mãe
Espaço. Divindade feminina. Recipiente que contém
a Criação, a que é Fecundada e dá
forma. O Abismo celeste, segundo o Ritual do Livro dos Mortos.
É o Espaço Infinito personificado, nos Vedas,
por Aditi, a Deusa que, como Nun, é a “mãe
de todos os Deuses”.
Nyingma: [-Pa] (tib. Rnyng Ma [Pa]) Escola
Antiga, escola Vajrayana tibetana surgida a partir dos ensinamentos
Dzogchen dos indianos Padmasambhava, Vimalamitra e Vairóchana
(séc. 8).