J Jacob
Boheme: (1575-1624) Místico e filósofo
alemão. De humilde origem e escassa instrução,
viveu como sapateiro. Seu gênio natural e intuitivo e
suas iluminações místicas lhe permitiram
escrever obras que exerceram marcada influência na mística
e na filosofia. A seus ensinamentos que revelam conhecimentos
esotéricos, foi-lhe dado o nome geral de teosofia (não
se confunda com a Sociedad Teosófica, de Blavatsky).
Jacques de Molay: (morto 1314) Último
Grande Maestre da Ordem dos Templários. A Orden do Templo
adquiriu um incrível poderio religioso-militar, inspirando
o temor e a inveja da Monarquia (Felipe IV, o Formoso) e do
Papado, pelo que a Ordem foi perseguida e eliminada. Molay e
os maiores dignatários da Ordem foram levados à
fogueira, acusados de heresia. Por ter sido queimado num dia
13, esse dia ficou conhecido como um dia de mau agouro.
Jaimini: (sécs. 4 e 2 a.C.) Sábio
hindu que se supõe foi discípulo de Badarayana
e criador da escola filosófica Mimansa (ou Purva-Mimansa).
Autor do Mimasa Sutra, tratado dedicado à explicação
dos Vedas.
Jakin: (hebr.) Símbolo cabalístico
e maçônico de um dos dos pilares ou colunas de
bronze fundidos por Hiram Abif de Tiro, chamado O Filho da Viúva,
que estavam unidas por um véu, que cerrava a entrada
do Santuário do Templo de Salomão. Jakin, a coluna
branca, era o símbolo da Sabedoria: Chokmah; masculino,
o segundo sefirote.
Jâmblico: (c. 33d.C.) Filósofo
neoplatônico sírio. Discípulo de Anatólio
e Porfírio, recibeu também influências pitagóricas
e das doutrinas místicas orientais. Seus ensinamentos
se revestem de um carácter esotérico e sua filosofia
enfatiza os caracteres místicos religiosos do neoplatonismo.
O mestre Samael nos fala que Jâmblico, o Grande Teurgo,
foi capaz, na frente de uma multidão, de materializar
ao Amor a ao Contramor (Anael e Lilith).
Jamgön Kongtrül: (tib. ‘Jam
Mgon Kong Sprul) Monge tibetano (1813-1899), um dos criadores
do movimento Rime.
Jampa: (tib. Byams Pa) Veja Maitréia.
Jampel: (tib. ‘Jam Dpal) Veja Manjushri.
Japa: (masculino) Repetição,
exercício devocional consistente em repetir indefinidamente
um Mantra, o nome de una deidade.
Jataka: Seção do Khuddhaka-Nikaya
com as lendas sobre as vidas passadas do Buddha Shakyamuni.
Jeová: (hebr. “O que é”)
Nome de Deus no Antigo Testamento. O Nome revelado a Moisés
no Monte Horeb, composto por um tetragrama de letras sagradas:
YHWH (yod-he-vau-he), cuja pronunciação estaba
proibida, pronunciando-se, em seu lugar, Adonai. No esquema
gnóstico, Jeová é um Mestre regente de
todas as luas do Sistema Solar. Tetragrammaton: As quatro místicas
letras do nome de Jeová, Iod, He, Vau, He (IHVH), pelo
significado simbólico de cada uma delas, formam juntas
o perfeito emblema bissexual, o símbolo masculino-feminino
composto do Lingam e do Yoni hindus. O nome judaico da Divindad,
Jeová, é um composto de duas palavras: Yah (Y,
ou Iod, décima letra do alfabeto hebreu) e Hovah (Hâvah,
o Eva). A palavra Jeová, o Yah-Eva, tem a mesma significação
de existência ou ser como varão-fêmea. Adam-Kadmon
(Gênesis, 4:5) se divide em duas metades, varão
e fêmea, convirtendo-se deste modo em Yah-Hovah ou Yah-Eva.
Jeová Elohim: (hebr.) Elohim: Deuses.
Yehovah: Jeová. Senhor. Senhor Deus dos Deuses.
Jeová Sabaoth: (hebr.) Senhor Deus dos
Exércitos.
Je Rinpoche: (tib. Je Rin Po Che) Veja Tsong-khapa.
Jerônimo Cardan: Segundo Eliphas Levi,
um dos mais audazes investigadores e sem contradição,
o astrólogo mais hábil de seu tempo e que foi
um grande sábio da Astrologia. Segundo se diz, deixou
uma série de cálculos mediante os quais se pode
prever a boa ou má fortuna de todos os anos de sua vida.
Jesus de Nazaré: O Grande Cabir, o Divino
Rabi da Galiléia. É o mais importante dos Grandes
Mestres. Filho de dois altos iniciados, José e Maria
(dentro do simbolismo alquímico). O Mestre Jesus encarnou
ao Cristo Cósmico e sua vida e exemplos são testemunhos
disso. Entre os essênios Ele era conhecido também
como Jeshua ben Pandhira (nome de sua personalidade). Na obra
Pistis Sophia, Jesus também é chamado de Aberamentho
(nome de seu Íntimo). Dizem algumas tradições
que o nome de seu Ancião dos Dias (o Pai de seu Pai)
é Michael. Fundador do Cristianismo. É o mais
alto Iniciado Solar do Cosmo. Único Mestre que foi capaz
de representar o antigo Drama Cósmico dos iniciados em
carne e osso. É o Chefe Supremo da Igreja Gnóstica
dos Mundos Superiores. Diz-nos o mestre Samael que Jesus se
encontra comumente na Igreja Gnóstica, no Templo de Alden
e no Tibet Oriental.
Jinarajadasa: (Charles, 1875-1953). Teósofo
indiano. Estudou filosofia e letras em Cambridge. Atuou na docência
e teve ativa participação no movimento teosófico,
presidindo, en 1944, a Sociedade Teosófica, da qual se
constituiu em uma de suas mais altas personalidades. Quando
o mestre Samael, em sua adolescência, era estudante na
Sociedade Teosófica, recebeu o diploma de conclusão
das mãos do próprio Jinarajadasa.
Jiriki: (jap.) Poder próprio (para alcançar
a iluminação); o oposto de Tariki.
Jiva: (masculino): Vivente, abreviatura de
Jivan-Atman (alma vivente), utilizado para designar a alma encarnada.
Jivan-Mukta: (masculino) Vivente liberado,
se diz do Yoguin que logrou alcançar a última
etapa do Yoga.
Joana d’Arc: (1412-1431) Heroína
francesa, nascida em Domieny, de origem humilde e grande piedade.
Aparições de Santa Clara, São Miguel e
Santa Catarina a incitaram a salvar a França, ocupada
então pelos ingleses. À frente de um exército,
liberou Orleans e derrotou os ingleses em Patay. Fez coroar
a Carlos VIII em Rheims e sitiou a Paris, porém teve
de renunciar a sua empresa, por orden do próprio rei,
abandonada, talvez, traidoramente, pelos seus, caiu em poder
de seus inimigos, que a declararam culpada de heresia, e foi
condenada a morrer na fogueira. O mestre Samael nos diz que
Joana D’Arc foi uma Grande Alquimista e Mestra Ressurrecta,
que logo após ser queimada reconstruiu seu corpo das
cinzas, e vive ainda junto a outros ressurrectos no Templo da
Bohêmia, Alemanha. Está encarnada em corpo feminino
e mora atualmente na Califórnia.
Jonas: Grande mestre cabalista e teurgo, trabalhou
intensamente nas regiões babilônicas, tentanto
restaurar os Mistérios naquela área. Jonas foi
um dos 12 Oanes babilônicos. Encarnou-se depois como Cristóvão
Colombo e, posteriormente, como um discípulo de Samael
na Colômbia, um humilde camponês da raça
negra chamado Casimiro Güete.
João o Batista: Precursor de Jesus de
Nazaré. Anunciou sua chegada, e exortava ao arrependimento
em suas prédicas. Foi decapitado por ordem de Herodes
Antipas a pedido de Salomé, filha de sua concubina Herodias
e instigada por esta última. Ele era a reencarnação
do profeta Elias. Foi o Avatar de Peixes e membro destacado
da ordem gnóstica dos Batistas.
João Evangelista: Um dos 12 apóstolos
de Jesus de Nazaré. Esteve junto a ele nos momentos mais
importantes. Foi o discípulo amado. Escreveu o quarto
evangelho e o Apocalipse, ambos repletos de citações
esotéricas. É representado mediante uma águia,
símbolo do elemento ar, a Sabedoria e a Inteligência
Superiores. Bodhisatva do Mestre Johany. Representa a Constelação
do Touro, e ele nos ensina o Poder do Verbo. Seu nome nos lembra
os 7 mantras sagrados que despertam nossos 7 principais chacras
astrais: I E O U A M S.
John Dee: (1527-1608) Ocultista, astrólogo
e matemático inglês. Estudou as ciências
herméticas reunindo uma grande coleção
de manuscritos e, também, instrumentos alquímicos.
Com seu amigo Edward Kelley (1555-1595) levou a cabo práticas
mágicas e necromânticas.
Jôjitsu: (jap.) Escola da Perfeição
da Verdade, fundada no Japão pelo monge coreano Ekwan
em 625, com base na escola Ch’eng-Shih chinesa. A escola
não exite independentemente, mas sim como uma parte da
escola japonesa Sanron (chin. San-Lun).
Johfra: Artista contemporâneo, criador
de um Zodíaco que abriga algumas das tradições
esotéricas mais importantes: Neoplatônica, Hermética
e Cabalista. É autor de uma vasta obra, especialmente
os Signos Zodiacais, tão usados entre os estudantes gnósticos.
Jorge Adoum: Nasceu em Beirute, Líbano,
em 10 de março de 1897, onde começou seus estudos
superiores, e os terminou em Lyon, na França. Ali começou
o processo profundo de sua Iniciação nas Escolas
Ocultas à curiosidade dos profanos. Sofreu no Líbano
os horrores da Primeira Guerra Mundial, cujos relatos, em parte,
encontram-se em seu livro Adonai. Viveu grande parte de sua
vida no Equador, depois de ter-se diplomado em Medicina na França.
No Equador constituiu sua família. Percorreu quase todos
os países sul-americanos dando conferências gratuitamente,
editando suas obras, fazendo o bem. Viveu no Brasil os últimos
anos de sua vida terrena, aqui semeou o que tinha e o que jazia
em seu Ser, em seu Eu Sou. Foi autor de mais de 60 obras, entre
ocultismo, maçonaria, arabismo e poesia. Em 4 de maio
de 1958 renasceu no Mundo da Verdadeira Luz.
José
de Arimatéia: Discípulo de Cristo que
obteve de Poncio Pilatos o corpo de Jesus e o fez sepultar.
Segundo a lenda do Graal, Pilatos teria enviado antes o cálice
da última ceia, para recolher o sangue que manava da
ferida produzida no flanco do crucificado pela Lança
de Longinus e que logo José de Arimatéia teria
levado consigo à Espanha por volta do ano 64. O VM
Samael nos diz que Arimatéia levou este Cálice
sagrado até a região espanhola de Montserrat,
na Catalunha, onde o escondeu. Posteriormente, segundo ainda
Samael, parte do castelo onde estava o Graal submergiu-se
em estado de Jinas, ou seja, na 4ª Dimensão. A
devota comitiva que acompanhou Arimatéia, depois de
depositar o Cálice Santo na Espanha, continuou sua
peregrinação até as Ilhas Britânicas,
plantando nessas terras as primeiras sementes daquilo que
conhecemos como o Ciclo Bretão do Graal (Merlin, Rei
Arthur, Távola Redonda etc.).
Jugyu: [-No] (jap.) Zu. Dez Figuras do Boiadeiro;
representação gráfica dos diversos níveis
de realização zen.
Juju: [-Kin] -Kai (jap.) Dez Preceitos Principais
da escola zen (não matar, não roubar, não
cometer adultério, não mentir, não difamar,
não ser orgulhoso ao elogiar, não cobiçar,
não ter raiva, não difamar as Três Jóias).
Jules Doinel: Esoterista francês, de
misteriosa vida. Fundou em Paris uma Igreja Neoalbigense,
a que chamou Igreja Gnóstica Universal, a que pertenceram
renomadas figuras do esoterismo, tais como Papus e Arnold
Krumm-Heller.
Juliano: Chamado o Apóstata (331-363).
Imperador romano. Elifas Levi nos diz que era um iluminado
e um iniciado de primeira ordem. Também nos diz que:
“Juliano não era pagão, senão um
Gnóstico expert nas alegorias do Politeísmo
Grego”.
Júpiter: (Mestre) Chamado também
de Rishi Agastya e Mestre do Nílguiri. Segundo a literatura
teosófica, é o Adepto ressurrecto mais antigo,
mais velho, aqui na Terra que ainda trabalha com corpo físico
e o mais antigo na Loja dos Mestres. Se lhe considera o regente
da Índia e um profundo conhecedor da secular sabedoria
ariana. Segundo o mestre Samael, foi um dos adeptos que mais
intensamente trabalharam na Atlântida. Para Samael,
o nome Júpiter não é um símbolo,
um mito, mas um mestre real que trabalha nos mundos internos.
Justino: Foi discípulo dos apóstolos
e morreu mártir no 2° século d.C. Suas obras
foram seriamente mutiladas pela Igreja Católica e “reformadas”.
Escreveu, entre outras, O Apocalipse Baruc, que dista muito
de ser o que se conhece, segundo Krumm-Heller. Seus seguidores
gnósticos foram os Justinianos.
K Ka: (egípcio) Corpo astral.
Kabir: (1440-1518) Poeta, místico,
pensador religioso e reformador social indiano. De ofício
era um tecelão, foi discípulo de Ramananda e
suas tendências místicas ecléticas o converteram
em um dos grandes santos de sua pátria, apreciado igualmente
por hindus e muçulmanos. Autor dos universalmente famosos
Poemas.
Kabires: (fenício) Kabirim ou Cabires.
Divindades e deuses muito misteriosos entre as nações
antigas, incluindo os israelitas; alguns dos quais, como Tharé,
pai de Abraão, os adoraram com o nome de Teraphim.
Entre os cristãos, os Arcanjos são a transformação
direta destes Cabires. Em hebreaico, dito nome significa “os
poderosos”, Gibborim. Antigamente, todas as divindades
relacionadas com o fogo (fossem divinas, infernais ou vulcânicas)
eran chamadas Cabirias. A voz Kabir é derivada do hebraico
Habir, grande, e também de Kabar, um dos nomes de Vênus.
Os Cabires são os mais elevados espíritos planetários,
os maiores deuses e “os poderosos”. Todos os Deuses
de Mistérios eram Cabires. Os Mistérios dos
Cabires em Hebron estavam presididos pelos sete deuses planetários,
entre otros, por Júpiter e Saturno, e sob seus nomes
de mistério. Tanto na Fenícia como no Egito
foram sempre os sete planetas conhecidos na Antiguidade, os
quais, juntamente com seu pai o Sol, ou seu “irmão
maior”, constituem um poderoso grupo de oito entidades;
os oito poderes superiores, ou os assessores do Sol, que executavam
ao redor deste a sagrada dança circular, símbolo
da rotação dos planetas em torno do Sol. Na
Samotrácia e nos mais antigos templos egípcios,
os Cabires eram os grandes deuses cósmicos, os Siete
e os Quarenta e Nove Fogos Sagrados; enquanto que nos santuários
gregos seus ritos vieram a ser principalmente fálicos
e, portanto, obscenos para o profano. Neste último
caso, os Cabires eram três e quatro, ou sete (os princípios
masculinos e femininos). São os Sagrados Fogos Divinos,
três, sete ou quarenta e nove, segundo requer a alegoria,
os Filhos do Fogo, Gênios do Fogo etc. Seu culto era
universal e estava sempre relacionado com o fogo, razão
pela qual o cristianismo fez deles deuses infernais. O título
desses “grandes, benéficos e poderosos deuses”
era genérico; eram de um e outro sexo, assim como eram
também terrestres, celestes e cósmicos. Em seu
caráter de Regentes da humanidade, encarnados como
Reis das Dinastias Divinas, deram o primeiro impulso à
civilização e encaminharam a mente com que haviam
dotado aos homens para a invenção e o aperfeiçoamento
de todas as artes e as ciências. A eles se atribui a
invenção das letras (o devanâgarî,
o alfabeto e linguagem dos deuses), das leis, da arquitetura,
de várias espécies de magia, do emprego medicinal
das plantas etc. A eles se deve o conhecimento da agricultura.
Eram os Cabires divindades rodeadas de tão profundo
e impenetrável mistério que a nenhum profano
lhe estava permitido falar deles nem mesmo nomeá-los,
e em Mênfis tinham um templo tão sagrado que
ninguém além dos sacerdotes podia penetrar em
seus recintos. Os Cabires presidiam os Mistérios e
seu verdadeiro número jamais foi revelado, por ser
muito sagrado seu significado oculto.
Kadam: [-Pa] (tib. Bka’ Gdams [Pa])
Escola da Instrução Oral, escola Vajrayana tibetana
fundada pelo monge indiano Atisha (980/90-1055), precursora
da escola Gelug.
Kadosh: (hebr.) Sagrado. Leia Hajoth Ha Kadosh.
Kagyü: [-Pa] (tib. Bka’ Rgyud
[Pa]) Escola da Transmissão Oral, Escola Vajrayana
tibetana fundada pelo monge Gampopa (1079-1153), centralizada
nos ensinamentos Mahamudra.
Kaksisa: (babil.) Deus babilônico das
estrelas, o deus Sírius, Deus-regente de toda a Via-Láctea.
Kalachacra: (neutro; tib. Dükyi Khorlo/Dus
Kyi ‘Khor Lo) Roda do Tempo; o Tantra mais complexo
e popular do budismo Vajrayana tibetano. A roda (Chacra) de
16 raios (Kala), símbolo do universo e do tempo soberano,
se emprega a vezes para designar o Buda das origens em algumas
escolas tântricas.
Kali Yuga: (masculino) Quarto e último
estágio do Ciclo Cósmico (Mahavântara,
ou Mahamanvantara), Idade do Ferro, período que precede
imediatamente a dissolução do universo ou de
um planeta. Nosso planeta Terra encontra-se atualmente em
Kali-Yuga, regida pela Deusa Káli ou Durga, representação
da Divina Mãe Morte, ou seja, a Força Divina
Feminina Destruidora das Ilusões Egóicas Interiores.
Kama: (masculino) Desejo (amor erótico),
primeiro princípio graças ao qual se produz
a união sexual do Senhor e sua companheira (Shiva e
Shakti).
Kalpa: (sânscr.; páli Kappa)
Período de tempo correspondente a 4.320.000 anos.
Kandroma: (tib. Mka’ Gro Ma) Veja Dakini.
Kangyur-Tengyur: (ou Kandjur-Tandjur; tib.
Bka’ Gyur Bstan ‘Gyur) Tradução
da Palavra e Tradução do Ensinamento; o cânone
do budismo tibetano.
Kannon: (jap.; chinês do sul Kwan Yin
e chinês do norte Kun Yan) Veja Avalokiteshvara.
Kanzeon: (jap.) Veja Avalokiteshvara.
Karma: (neutro; sânscr.; páli
Kamma; jap. Inga, Innen; tib. Le/ Las): Ato, obra, leis de
ação e reação, segundo o hinduísmo
e o budismo cada ato realizado pelo indivíduo produz
um efeito e deixa um resíduo psíquico, a ser
limpo nesta ou em vidas posteriores. A Lei de Ação
e Reação é coordenada por determinadas
divindades, chamadas de Anjos do Karma ou anida Senhores Kármicos,
que regulam a chamada Balança Cósmica. Existem,
para o gnosticismo, diversos templos do Karma atuando e distribuindo
a Boa Lei conforme a Justiça e a Misericórdia
de Deus. Os Regentes principais de todo o Sistema Solar são
43 mestre do Karma, sendo que um deles é o Venerável
Mestre Anúbis.
Karmapa: (tib. Ka Rma Pa) Líder da
escola tibetana Karma Kagyü.
Karuna: (feminino, sânscr. e páli)
Compaixão; um dos quatro Brahma-Hiharas. Composição,
virtude que de acordo com os budistas, impulsiona os Bodhisatvas
a retardar voluntariamente sua entrada no Nirvana.
Katância: (sânscr.) Lei Cósmica.
É o Karma Superior para os Deuses e os Adeptos. Lei
aplicada aos mestres e Deuses das dimensões superiores.
Kaula: (masculino) Adepto do tantrismo (lê-se
também Kula).
Keb: (egípcio) Deus de Heliópolis.
Senhor do planeta Terra, o mesmo Melquisedeck da tradição
hebraica.
Kebhsennuf: (egípcio) Veja Mestha,
Hapi, Duamutef e Kebhsennuf.
Kekka-Fuza: (jap.; sânscr. Padmasana)
Posição de lótus completa, com cada pé
sobre a coxa oposta.
Kesa: (jap.; sânscr. Kasaya) Manto,
parte do hábito utilizado pelos monges zen. Alegoriza
os corpos existenciais solares do mestre.
Kether: (hebr.) A Coroa, o Ancião
dos Dias, o Grande Rosto. O nome da primeira Séfira
da tríade suprema e a mais elevada. É o emblema
da unidade ou primeiro princípio originário
da manifestação, a essência imanente e
transcendente de todo o que existe; o punto dentro do círculo.
Macroprosopus ou Face Maior ou Arikh Anpin.
Khabz: (egípcio) Raiz, Kha ou Khab
Princípio humano. Morada Radiante.
Khonsu: (ou Khonsa; egípcio) Deus
egípcio, filho de Ammon e Mut, personificação
da manhã. É o Harpócrates tebano. Nas
inscrições se o invoca como “sanador de
enfermidades e exterminador de todo o mal”. Igual que
Hórus, oprime com o pé um crocodilo, emblema
da noite e das trevas, ou Seb (Sebek), que é Tifón.
Tem cabeça de falcão e leva o látego
e o báculo de Osíris, o Tat e a Cruz Ansata.
Kin’hin: (jap.) Andar zen, praticado
entre os períodos do Zazen.
Kirie: (grego) Kyrie. Senhor (invocação
a Deus).
Kirie Abraxas: (grego) Kyrie. Invocação
a Deus e Arquétipo supremo dos gnósticos. Simboliza
ao Homem Completo, Cósmico. (Abraxas em Numerologia:
365 = Número das Moradas Celestes). Basílides,
gnóstico que viveu em Alexandria no ano 90 d.C., empregava
a voz Abraxas como um nome da Divindade, a suprema das Sete,ey
como que dotada de 365 virtudes. Na numeração
grega, a = 1, b = 2, r = 100, a = 1, x = 60, a = 1 e s = 200,
o que forma um total de 365 dias do ano solar, um ciclo de
ação divina. As gemas Abraxas representam geralmente
um corpo humano com cabeça de galo, um dos braços
carregando um escudo e no outro um látego (chicote
sacrificial).
Kirie Eleison: (grego). Senhor, tem piedade.
Invocação a Deus, solicitando compaixão,
misericórdia.
Kirie Mitras: (grego). Mithra em persa. Invocação
a um dos Gênios Mazdeus (persas), Espírito da
Luz Divina; Princípio ativo, masculino. Antiga divindade
iraniana, um Deus-Sol, como o demuestra o fato de ter cabeça
de leão. Este nome existe igualmente em sânscrito,
na Índia, e significa uma forma do Sol. O Mithra persa,
o que expulsou do céu a Ahrimã, é uma
espécie de Messias que, segundo se espera, voltará
como juiz dos homens, e é um Deus que carrega os pecados
e expia as iniqüidades da humanidade. Como tal, sem embargo,
se acha diretamente relacionado com o Ocultismo supremo, cujos
ensinamentos eram expostos durante os Mistérios Mitraicos,
que assim levavam seu nombre. Esta divindade é o princípio
mediador colocado entre o ben e o mal, entre Ormuzd e Ahrimã.
Mithra é Khorschid, o primeiro dos Izeds, o dispensador
de luz e de bens, mantenedor da harmonia no mundo e guardião
protetor de todas as criaturas. Mithra é a força
imanente do Sol, concebido como regulador do tempo, iluminador
do mundo e agente da vida. Os Vedas confirmam essa interpretação
do símbolo, e dá ao próprio tempo o primeiro
sentido da fórmula cristã: Per quem omnia facta
sunt, ou seja, “Pelo qual as coisas foram feitas todas
as coisas”.
Kirie Phale: (grego). Invocação
ao Símbolo da Geração. Emblema da potência
geradora masculina.
Klim Krishnaya, Govindaya, Gopijana, Vallabhaya, Swaha:
(sânscr.) Mantra poderoso das Cinco Partes, entregue
por Brahma aos Mestres de Sabedoria. Atrai a Luz dos Mundos
do Cristo Cósmico e nos dá Proteção,
Força e Iluminação. Este é um
mantra do Pentagrama Esotérico.
Klim: (sânscr.) É a semente
de atração da Força Crística Cósmica
e do Amor no Lótus do Coração. Poderoso
mantra.
Koan: (jap.; chin. Kung-An) Frase ou episódio
zen que utiliza o paradoxo para transcender a lógica
ou os preceitos mentais; utilizado especialmente pela escola
nipônica Rinzai. É um artifício, geralmente
verbal, para anular os conflitos e atitudes do corpo mental.
Cada Koan não precisa Ter necessariamente uma resposta
intelectual. A finalidade não é ter respostas,
mas sim a iluminação da Consciência por
meio de sua liberação do dualismo Mental.
Kouth Humi: Grande Mestre da Fraternidade
Universal Branca. Habita junto com os mestres Moria e Djwal
Khul um Vale do Tibet. É um Mestre da Força
e também da Sabedoria, muito venerado no Ocidente.
Samael o apresenta como um Mestre Cristificado. E o mestre
Lakhsmi nos diz que é um dos mestres que atualmente
trabalham em prol do povo gnóstico.
Kshitigarbha: (chin. Ti-T’sang; jap.
Jizô) No budismo mahayana, o bodhisatva que nos protege
dos tormentos, principalmente as crianças.
Krishna: Mestre indiano cristificado considerado
como a oitava encarnação de Vishnu, uma das
três forças da Trindade hindu. Foi um grande
mestre na Índia, uns 3 mil anos antes de Cristo. Seu
nome significa Azul, “porque veio do Céu, do
éter”. É um Cristificado e seu evangelho
é análogo ao de Jesus. O Bhagavad Guita (O Cântico
do Senhor) narra os ensinamentos que este dividia a seu discípulo
Arjuna. Deus Supremo, destrói todo o mau. É
o mais célebre Avatar de Vishnu, o “Salvador”
dos hindus. É o oitavo Avatar, filho de Vasudeva (irmão
de Kunti) e da Virgem Devaki; primo de Arjuna e sobrinho de
Khansa, o Herodes hindu, que enquanto o buscava entre os pastores
e vaqueiros que tinham oculto, matou milhares de suas crianças
recém-nascidas. A história da concepção,
nascimento e infância de Krishna é o verdadeiro
protótipo da história relatada no Novo Testamento
cristão. Representam-no em uma formosa figura, com
o corpo pintado, cabelo negro fortemente brilhante e com quatro
braços, tendo nas mãos uma maça, um disco
chamejante, uma jóia e uma concha. Para escapar da
perseguição de seu tio Khansa, o recém-nascido
Krishna, foi posto sob o amparo de uma família de pastores
que vivia do outro lado do rio Yamunâ. Desde muito jovem
começou a predicar, e acompanhado de seus discípulos,
percorreu a Índia ensinando a moral mais pura e obrando
prodígios inauditos. Krishna morreu ao principiar o
Kali Yuga, ou seja, há uns 5 mil anos, tendo seu corpo
sido transpassado e cravado em uma árvore pela flecha
de um caçador. Ao final da presente Idade, aparecerá
de novo para destruir a iniqüidade e inaugurar uma Era
de Justiça. No Bhagavad Gita, Krishna é a representação
da Divindad Suprema, Âtman ou o Espírito Imortal,
que descende para iluminar o homem e contribuir para a sua
salvação. Por este motivo se lhe representa
desempenhando a favor de Arjuna o papel de guia ou condutor
de seu carro num campo de batalha (ou seja, a nossa vida);
assim como Arjuna é a representação do
homem, ou melhor dito, da Mônada humana.
Krishnamurti: (Jiddu) Pensador e conferencista
indiano. Atuou na Sociedade Teosófica e foi o centro
da Ordem da Estrela do Oriente, a qual depois dissolveu para
atuar independentemente. Percorreu o mundo propagando sua
particular mensagem, reproduzida em inúmeros livros.
Sua mensagem propugna a liberação espiritual
do homem e a busca de sua felicidade, por meio de uma mutação
psicológica e a compreensão resultante do conhecimento
de Si Mesmo. É uma espécie de Budismo Krishnamurtiano.
Em numerosas obras, o mestre Samael menciona a Krishnamurti
e o define como uma das poucas pessoas com Autoconceitos (já
que nunca leu nada) e como uma das pessoas que melhor conheceram
o Ego. Também nos narra sobre uma importante parte
da história de sua vida, quando certos clarividentes
da Sociedade Teosófica creram ver em Krishnamurti a
reencarnação de Jesus Cristo. Samael também
afirma que existe alguma ligação entre o bodhisatva
Krishnamurti e o Deus da estrela Alcione, a principal das
Plêiades.
Kuan-Hsi-Yin: (chinês) Veja Avalokiteshvara.
Este é o mantra da Mãe Divina do Raio Chinês.
Kula: (neutro) Família, clã,
nome secreto da obediência tântrica.
Kundalini: (sânscrito, feminino) Enroscada,
nome da Serpente feminina que habita na “caverna”
situada na base do corpo sutil (símbolo da energia
cósmica Shakti, ou Mãe Divina, presente em todo
ser vivente). Kundalini-Shakti, aspecto feminino, maternal,
da Divindade. Poder serpentino eletroespiritual; energia cósmica
vital do homem, fogo serpentino enroscado 3 vezes e meia,
em espiral, no centro do chacra Muládhara, ou Básico,
exatamente entre o ânus e o sexo. É o poder de
vida; uma das forças da natureza; o poder que engendra
certa luz naqueles que se disponham ao desenvolvimento espiritual.
É um poder que só o conhecem os Iniciados; poder
divino latente em todos os seres. Esta força, chamada
também Poder Ígneo, é um dos místicos
poderes do yogue, e é o Budhi considerado como princípio
ativo; é uma força criadora que, uma vez despertada
sua atividad, pode ascender pelo canal medular pelos méritos
do Coração e criar tão facilmente como
descender e formar o órgão Kundartiguador ou
cauda de Satã, se o Iniciado não elimina dentro
de sua psique o Ego.
Kung An: (chinês) Veja Koan.
Kwan Yin: (chinês) Veja Avalokiteshvara.
É uma força cósmica, interna e externa,
que representa a Misericórdia e a Clemência do
Cristo Cósmico e da Mãe Cósmica. Kwan
significa Ouvir, e Yin significa Ver. Ou seja, é Aquela
que ouve nossas orações e vê nossas desgraças
humanas e se compadece de nós.
Kyosaku: (jap.) No budismo zen, bastão
utilizado para “despertar” os praticantes de Zazen
com uma batida no ombro.
L Lahiri Mahasaya: (1828-1895) Asceta, instrutor
e homem de negócios hindu. Consagrado à vida
espiritual, foi discípulo do Mahaguru Babaji, alcançou
poderes milagrosos. Mestre de Sri Yukteswar. O mestre Samael
afirma que ele é um Grande Mestre.
Lama: (tib. Bla Ma) Veja Guru.
Lamrim: (tib. Lam Rim) Estágios do
Caminho; principal ensinamento da escola tibetana Gelug.
Lankavatara Sutra: (sânscr.) Discurso
sobre a Descida ao (Sri) Lanka; texto do budismo Mahayana
que enfatiza o despertar da não dualidade por meio
da realização da natureza búdica.
Lao-Tsé: (séc.6 a.C.) Filósofo
chinês, junto com Confúcio, a mais influente
personalidade na vida espiritual de sua pátria. Sua
vida é quase mítica, a ponto de que alguns supõem
que nunca existiu. Seu nome quer dizer Velho Sábio,
se lhe atribui a fundação do Taoísmo.
Escreveu o Tao Te King (ou o libro da razão suprema
e da virtude). É um Cristificado.
Leadbeater: (Charles Webster, 1847-1934)
Teósofo, autor e conferencista inglês. Ordenado
na Igreja Anglicana, interessou-se pelos fenômenos psíquicos,
unindo-se com H.P. Blavatsky, a quem acompanhou até
a Índia. Atuou na The Theosophical Society e desenvolveu
suas faculdades clarividentes de forma extraordinária.
É uma das personalidades de maior renome no campo da
Teosofia. Arnold Krum-Heller, o grande Arcebispo Gnóstico,
dizia que quando Leadbeater oficiava, desciam realmente as
terríveis e poderosas Forças Crísticas.
O mestre Samael cita a Os Chacras e também o menciona
no caso Krishnamurti. O mestre Samael também afirma
que Leadbeater é um grande iniciado da Fraternidade
Branca e tem um poder mental fabuloso.
Lew: (hebr.) Coração, Intuição.
Na Cabala, o nome representa a Unidade anterior à Multiplicidade.
A Unidade que se identifica com a Força Criadora, encerra
em si a Multiplicidade, pois o número dos Sendeiros
que são 32, se escreve em hebreu Lew; palavra que se
compõe da primeira e da última letra da Torah,
simbolizando a totalidade da Revelação escrita.
Na Cabala, ensina-se que Deus fez o Mundo com 32 elementos
ou sendeiros, que são as 22 letras do alfabeto hebraico
mais os 10 sefirotes. O mesmo que Jeú.
Lilá: (feminino) Dança, jogo
erótico-espiritual (refere-se em especial ao que Krishna
ensinava às Gopis – sacerdotisas).
Lingam-Yoni: (sânscr.) Signos ou símbolos
de Criação Abstrata. A Força e a Matriz
se convertem em órgãos da procriação
masculino-femenina só no mundo da matéria. Força
criadora ou procriadora divina. Designa também ao Criador
masculino-feminino, Shiva e sua Shakti (sua esposa ou aspecto
feminino, materno, da Divindade). O mesmo símbolo estava
encoberto na Arca da Aliança, o “Santo dos Santos”
(Sanctum Sanctorum), ao centro misterioso do Templo de Salomão.
Litelantes: (Arnolda Garro de Gómez)
A poderosa Guru Litelantes é uma mestra da Loja Branca,
um dos 42 Juízes do Karma. Esposa-sacerdotisa do Mestre
Samael Aun Weor. Ela o acompanhou por toda a vida iniciática
do Mestre Samael e foisua direta colaboradora na fundação
das Instituições Gnósticas modernas.
Lingam: Distintivo, coisa importante, falo
ereto. Um dos símbolos sagrados do Senhor Shiva, o
Divino Espírito Santo. No centro de todo templo hindu
coloca-se um lingam preto com símbolos sagrados representando
que somente pela energia criadora se poder erguer o Templo
Interior.
Livro dos Mortos: (egípcio) Nome dado
em geral a uma ampla coleção de textos funerários
de várias épocas e que contêm fórmulas
mágicas, hinos e orações que, segundo
os antigos egípcios, guiavam e protegiam a alma (Ka)
durante sua viagem à região dos mortos (ou Amenti).
Para eles, o conhecimento desses textos permitia à
alma proteger-se dos demônios que tentavam impedir seu
progresso e passar as provas estabelecidas por 42 Juízes
na antesala de Osíris, Deus dos Mortos. Nesses textos
também se indica que a felicidade no mais além
dependia da vida que tivesse levado o defunto neste mundo.
Os primeiros textos religiosos conhecidos, de caráter
funerário, encontraram-se em hieroglifos esculpidos
nos muros interiores das pirâmides dos faraós
da 5ª e 6ª dinastias do Império Antigo, aos
que se conhece como Textos das Pirâmides. Um famoso
exemplo se encuentra na pirâmide de Unas (que reinou
entre os anos 2428 e 2407 a.C.), último faraó
da 5ª Dinastia. Durante o primeiro Período Intermédio
e no Império Médio alguns indivíduos
tinham esses textos pintados em seus ataúdes, daí
que também foram conhecidos como Textos dos Ataúdes.
Até a 18ª Dinastia os textos começaram
a ser escritos em papiros que eram colocados nos sarcófagos.
Esses papiros mediam entre 15 e 30 metros e tinham ilustrações
em cores. Esta completa coleção de textos mortuários
superou três revisões críticas: a Rescensão
Heliopolitana, editada pelos sacerdotes de Heliópolis,
com textos empregados entre a 5ª e a 12ª Dinastias;
a Rescensão de Tebas, de textos utilizados entre a
18ª e a 22ª Dinastias, e a Rescensão Saite,
de textos utilizados desde a 26ª Dinastia até
o ano 600 a.C., até o final da época Ptolomaica,
no ano 31 a.C. O título O Livro dos Mortos induz a
uma confusão, já que os textos não formam
um trabalho único que siga uma continuidade nem pertencem
a um só período. Os egiptólogos a miúdo
citam esta obra para referirem-se àas duas últimas
rescenções. Algumas de suas partes foram traduzidas
com diferentes títulos.
Livros
Herméticos: Recompilação de
tratados e diálogos metafísicos que datam desde
meados do século 1° a.C. ao século 4 d.C.,
e se supõe sejam as revelações de Thot,
o Dios egípcio da Sabedoria. A maior parte está
escrita em grego e em latim e trata de Alquimia, Astrologia
e magia, expondo crenças e idéias que predominaram
durante a primeira época do Império Romano.
Os 17 tratados do Corpus Hermeticum falam de questões
teológicas e filosóficas, sendo seu tema central
a Regeneração e Deificação da
humanidade através do Conhecimento (Gnose) do único
Dios transcendente. Ainda que a origem da recompilação
seja egípcia, sua orientação filosófica
é grega (platônica).
Lobsang Rampa: (Terça Lobsang Rampa)
Pseudônimo de um conhecido lama tibetano, autor de numerosas
obras de conteúdo espiritual, onde narra suas experiências
na vida monástica lamaista do Tibete, o qual ao ser
invadido pelas forças sino-comunistas, emigrou para
o Canadá, onde lutou pelo restabelecimento da Ordem
Teocrática do Dalai Lama em seu país. Autor
de obras, tais como: O Cordão de Plata, O Manto Amarelo
e O Terceiro Olho. O mestre Samael nos diz que Lobsang Rampa
é um verdadeiro Adepto da Branca Irmandade, cuja missão
é promover as inquietudes espirituais no Ocidente.
Logos: (grego) Espírito. Verbo. É
a conversão do Pensamento Oculto em expressão
objetiva. A Divindade manifestada em cada nação
e povo; a expressão exterior ou o efeito da Causa que
permanece sempre oculta ou imanifestada. Assim, a linguagem
é o logos do pensamento; por isso se traduz corretamente
com os termos “Verbo” e “Palavra”
em seu sentido metafísico. Saindo das profundidades
da Existência Una, do inconcebível e inefável
Uno, um Logos, impondo a si mesmo um limite, circunscrevendo
voluntariamente a extenssão de seu própio Ser,
faz-se o Deus Manifestado, e ao traçar os limites de
sua esfera de atividad, determina também a área
de seu Universo. Dentro de dita esfera nasce, evoluciona e
morre este universo, que no Logos vive, se move e tem seu
Ser. A matéria do universo é a emanação
do Logos e suas forças e energis são as correntes
de sua vida. O Logos é imanente em cada átomo,
é onipenetrante; tudo o sustenta, tudo o desenvolve.
É o princípio ou origem e o fim do universo,
sua causa e objeto, seu centro e circunferência; está
em todas as coisas, e todas estão nele. O Logos se
desprende de si mesmo manifestando-se em uma tríplice
forma: O Primeiro Logos, raiz ou origem do Ser; dele procede
o Segundo Logos, manifestando os dois aspectos de vida e forma,
a primitiva dualidade, que constitui os dois pólos
da Natureza entre os quais se há de tecer a trama do
Universo: Vida, Forma, Espírito – matéria,
positivo, negativo, ativo, receptivo, padre–mãe
dos mundos; e, por último, o Terceiro Logos, a Mente
Universal, na que existe o Arquétipo de todas as coisas,
fonte dos seres, manancial das energias formadoras, arca aonde
se acham armazenadas todas as formas originais que irão
se manifestar e aperfeiçoar nas classes inferiores
da matéria durante a evolução do universo.
Em outros termos: Do Absoluto, a Única Realidade, Sat,
que é ao mesmo tempo o Absoluto Ser e Não-Ser,
procede: O Primeiro Logos, o Logos impessoal e imanifestado,
precursor do manifestado. Esta é a “Causa Primeira”.
O Segundo Logos, o Espírito – Matéria,
Vida; o “Espírito do Universo”, Purusha
e Prakriti, Sujeio e objeto, que não são mais
que dois aspectos da Realidade Única no universo condicionado.
O Terceiro Logos, a Ideação Cósmica,
Mahat ou Inteligência, a Alma universal do mundo, o
Noumeno cósmico da Matéria, a base das operações
inteligentes na e da Natureza, chamado também Maha-Buddhi.
Lo-Han: (chin.) Veja Arhat. Iniciado que
alcançou a 4ª Iniciação de Mistérios
Maiores, a do Corpo Mental.
Lokapala: (sânscr.) Protetor do mundo;
imagens muito comuns na entrada dos grandes monastérios,
como guardiães do templo. Suas feições
terríveis espantam os fantaasmas débeis que
vagam pelo mundo.
Lucas: (evangelista) Um dos quatro evangelistas,
médico de Antióquia e seguidor de Paulo, também
escreveu os Atos dos Apóstolos. Morreu mártir
em Acaya, na Grécia, no ano 70. Seu símbolo
é a terra filosófica e ele é representado
por um Touro. Esotericamente nos ensina o manejo e a interpretação
dos valores numéricos: A Cabala.
Lúcifer: (latim) Portador de Luz;
o que ilumina. Em grego: Phosphoros. Tentador e Redentor.
Aspecto dual do Verbo. A Sombra Vivente do Criador, projetada
no fundo do microcosmos-homem. É o planeta Vênus,
considerado como a brilhante Estrela Matutina. Antigamente
o nome Lúcifer nunca foi o nome do Diabo. Todo o contrário,
posto que no Apocalipse (22, 16) diz o Salvador de si mesmo:
“Eu sou... a resplandescente estrela da manhã”,
ou Lúcifer. Um dos primeiros papas de Roma levava dito
nome e até havia no século 4 uma seita gnóstica
denominada de Luciferianos. A Igreja Católica dá
agora ao Diabo o nome de “trevas”, enquanto no
Livro de Jó se lhe chama “Filho de Deus”,
a brilhante Estrela Matutina, Lúcifer. Há toda
uma filosofia de artifício dogmático na razão
de por que o primeiro Arcanjo, que surgiu das profundidades
do Caos, foi chamado Lux (Lúcifer), o luminoso “Filho
da Manhã” ou Aurora Mahavantárica. A Igreja
o transformou em Lúcifer ou Satã porque é
anterior e superior a Jeová e tinha de ser sacrificado
ao novo dogma. Lúcifer é o portador da luz de
nossa Terra, tanto no sentido físico como no místico.
É o nome da Entidade angélica que preside a
Luz da Verdade, o mesmo que a Luz do Dia. É a Luz divina
e terrestre, o Espírito Santo e Satã ao mesmo
tempo. Está em nós; é nossa Mente, nosso
Tentador e Redentor, o que nos livra e salva do puro animalismo.
Sem este princípio emanado da mesma essência
do puro e divino Princípio (Inteligência), que
irradia de um modo direto da Mente Divina, con toda segurança
não seríamos superiores aos animales. Lúcifer
e o Verbo são um só em seu aspecto dual. (Veja
Cristus-Lúcifer).
Lumisial: (latim) Lúmen, Lúminis,
Luz. Centro ou lugar de luz. Esotericamente, templo de irradiación
ou emanação da Luz proveniente dos Mundos Superiores.
Templo da Santa Igreja Gnóstica.
Luxemil: (prof.-dr. Francisco A. Propato)
Eminente cientista e esoterista argentino, Grande Mestre da
Fraternidade Branca. Fundador e dirigente da Agla (Acción
Gnóstica para la Liberación de Amerindia), que
formou parte na década de 50 de uma coalizão
com os mestres Samael Aun Weor e Swami Sivananda do chamado
Triângulo Hermético para a difusão do
conhecimento.