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Grande Glossário Gnóstico

 


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D
Daath: (hebreu) Undécimo Séfira, resultado da reunião de Chokmah e Binah. A primeira é a concepção, a segunda o objeto concebido; a primeira é a compreensão, a segunda a verdade. Ambas engendram a Daath, a Ciência, o Conhecimento, que os Cabalistas não enumeram por tratar-se de um Princípio anexo e dependente, se bem que de grande importância oculta.

Daigidan: (jap.) Grande dúvida; a virtude do Discernimento. É um dos Três Pilares do Zen.

Daioshô: (jap.) Grande monge; termo honorífico de mestres Zen.

Daishikan: (jap.) Grande raiz de fé; a virtude da Fé Consciente. Um dos Três Pilares do Zen.

Daitoku-Ji: (jap.) Monastério da Grande Virtude; um dos maiores monastérios Zen de Kyôtô, no Japão.

Dakini: (tib. Ka[N]Dro[Ma]/ Mka’ Gro [Ma]) No budismo vajrayana, ser de sabedoria feminino, “irado”, que trasmite ensinamentos tântricos. Deva ligado intimamente ao Elemento Etérico do Ar. Aspecto mágico da Mãe Divina.

Dalai Lama: (tib. Ta La Li Bla Ma) Oceano de Sabedoria; título honorífico concedido pelo príncipe mongol Althan Kham ao líder da escola tibetana Gelug, em 1578. Samael nos diz que o Dalai Lama é um grande Adepto da Loja Branca. Totalmente desperto espiritualmente. Bodhisatva do Deus Avalokiteshvara.

Damkina: “Esposa Fiel”, deusa suméria, consorte de Enki, deus do Absu em Eridu.

Dana: (sânscr. e páli) Generosidade; um dos seis Paramitas.

Dangyô: (jap.) Veja Liu-Tsu-Ta-Shih Fa-Pao-T’an-Ching.

Dante Alighieri: (1265-1321) Célebre poeta italiano. Escreveu entre outras obras: “A Divina Comédia”, na que descreve magistralmente as nove regiões submersas do inframundo. O mestre Samael nos diz que Dante é um grande Ressurrecto e que e que atualmente em Florença (na Itália) com o mesmo corpo daquele mesmo corpo de então.

Darshana: (neutro) Ponto de vista, enfoque, nome genérico dado a todas as grandes escolas do hinduísmo tradicional (Yoga, Vedanta etc.).

Demiurgo: (grego) Artífice. O Supremo Poder que construiu o Universo. A Alma Universal ou Princípio Ativo do Mundo. A Hoste dos Grandes Arquitetos do Universo.

Dep: (egípcio) Senhores de Dep, ou Mundo da Mente. Na Cabala hebraica, os Arcanjos.

Depressão: (Psicol.) Um estado psicológico caracterizado por falta de energia. Energia esta que não está disponível à consciência mas regredida no inconsciente remexendo seus conteúdos (fantasias, memórias , desejos, etc) que para o bem de nossa saúde psicológica necessitam ser trazidos à luz da consciência e examinados. Desta forma a depressão deve ser entendida como uma compensação inconsciente cujo conteúdo deve ser tornar consciente para que seja totalmente efetivo. A depressão não é necessariamente patológica. Ela geralmente anuncia a renovação da personalidade ou um surto de atividade criativa. Conforme Jung, em nossas vidas existem momentos quando viramos uma nova página. Novos interesses e tendências aparecem e que até então ainda não tinham sido percebidos, ou existe uma mudança repentina de personalidade. Durante o período de incubação de tal mudança nós freqüentemente experimentamos uma perda da energia consciente. Leia também abaissement du neveau mental.

Der: Cidade a Leste do Tigre, no Norte da Babilônia. Deus patrono: Ishtaran.

Dessoto: (Efrain Villegas Quintero) Mestre da Loja Branca, do Raio da Sabedoria Grega e também do Raio da Força. Discípulo de Samael Aun Weor. Misionário Gnóstico Internacional, autor de numerosas obras, entre elas: O Grande Câmbio, Revolução Integral, Transformação Radical etc. Dessoto se encarnou na Grécia como um dos 7 Grandes Sábios gregos, Thales de Mileto. Em uma de suas encarnações gregas, esse mestre visitou Cesar e tentou ajudá-lo a se lembrar quem Ele era. Samael teve como uma de suas 3 encarnações romanas Júlio Cesar. Mas, como o cesar, ele não se importou muito com a auto-realização espiritual. Com o passar dos Ciclos de Reencarnações, esses dois mestres voltaram a se reencontrar, porém Samael estava levantado e Dessoto caído. Mestre de 2ª de Mistérios Maiores.

Deva: (sânscr. e páli) Deus, divindade; um dos seus Gati.

Devadasi: (feminino) Servidora do senhor, erroneamente chamada de prostituta sagrada.

Dhammapada: (páli) Parte do Khuddhaka-Nikaya, com 426 versos sobre o ensinamento budista.

Dharani: (sânscr.) No budismo Mahayana, pequenas escrituras com sílabas de significado simbólico, geralmente mais longos que os Mantras.

Dharma: (masculino; sânscr.; páli Dhamma; chin. Fa; jap. Hô; tib. Chö/ Chos) O ensinamento de Buda, uma das Três Jóias (Triratna); com letra minúscula, dharma geralmente se refere a um fenômeno ou manifestação da realidade. Ordem do mundo em todas as suas manifestações (cósmica, social, religiosa etc.), designa também o conjunto das normas tradicionais do hinduísmo clássico.

Dharmachakra: (sânscr.; páli Dhammachakkra) Roda do Dharma; o símbolo do budismo.

Dharmaguptaka: (sânscr.; páli Dhammaguttika; chin. Lü-Tsung; jap. Ritsu[-Shû]) Protetor do Ensinamento; escola fundada pelo monge indiano Dharmaguptaka, pertencente ao grupo Sthavira.

Dharmakaya: (sânscr.; tib. Chöku/ Chos Sku) Corpo do Dharma; um dos três corpos (Trikaya).

Dharmakirti: Monge indiano (século 7) da filosofia Yogachara.

Dharmapala: Guardião dos ensinamentos, protetor do Dharma. Mestre-guerreiro do mundo astral, pertence ao Raio da Força e que atua especialmnte na libertação do Tibet.

Dhiana: (neutro, sânscr.; páli Jhana; chin. Ch’an; jap. Zen; tib. Samten/ Bsam Gtan) Concentração, absorção meditativa. Meditação, processo de interiorização encaminhado a lograr uma transmutação e um despertar da Consciência.

Dhiani-Buda: (masculino; sânscr.) Buda meditacional; no budismo Mahayana, os cinco budas transcendentes que representam os aspectos da mente iluminada; Vairóchana, Amithaba, Amoghasidhi, Akshobhya e Ratnasambhava. Diz-se dos budas situados em diversas partes do Mandala, aos quais o adepto irá reconhecendo no curso de sua meditação. Em nosso ciclo evolucionário do Sistema Solar, os principais Dhiani-Budas são 7, que correspondem aos 7 Arcanjos ou Espíritos diante do Trono de Deus, da tradição gnóstica: Gabriel, Rafael, Uriel, Michael, Samael, Zacariel e Orifiel.

Dhum Hum: Mestre egípcio, elo entre o Islã e a tríplice tradição hermética, neoplatônica e cristã.

Diobulos Cartobu: (Hypatia Gómez Garro) Mestre da Loja Branca, filha de Samael Aun Weor.

Digha-Nikaya: (páli) Coleção Longa; uma das seções do Sutta-Pitaka.

Dignaga: Monge indiano (480-540) da escola Yogachara.

Dilmun: Cidade ou localidade, provavelmente o nome sumério para o paraíso. Ver Enki e Ninhursag.

Dimkurkurra: “Criador de leis” epíteto sumério de Marduk, no Épico da Criação.

Diógenes: (413-327 a.C.) Filósofo Grego, nascido em Sinope. Seu desprezo pela riqueza e as convenções sociais se fizeram proverbiais. Criticou com gênio mordaz os costumes e crenças de seu tiempo. Foi célebre por suas excentricidades, que lhe fizeram viver em um tonel, buscar em pleno dia a um homem iluminado em Atenas, iluminando-se com um farol (a lâmpada de Diógenes), e a dizer a Alexandre Magno que o único que desejava dele era que se afastasse porque este lhe impedia que visse a luz do Sol. Sua doutrina se resume na afirmação “Vivir conforme a natureza".

Dion Fortune: (Violeta M. Firth, 1891-1946) Ocultista e autora inglesa. Fundou a Society of the Inner Light, baseada na tradição esotérica ocidental (cabala). Escreveu livros de ocultismo e ficção, tais como: As Ordens Esotéricas e seu Trabajo., Samael nos recomenda sua obra A Cabala Mística.

Dipamkara: Buda lendário de um passado distante.

Disco voador: (Ufol.) Nave de origem desconhecida, metálica, normalmente com formato de dois pratos sobrepostos e uma cúpula em cima, dotada de grande velocidade e manobrabilidade.

Divina Comédia: A obra-mestra de Dante, a Divina Comédia começou a ser escrita por volta de 1307 e concluída pouco antes de sua morte. Trata-se de uma narração alegórica em verso de uma grande precisão e força dramática, na qual se descreve a viagem do poeta através do Inferno, Purgatório e Paraíso. Está dividida em três grandes seções, que recebem seu título dessas três etapas percorridas. Em cada um desses três mundos Dante vai se encontrando com personagens mitológicos, históricos ou contemporâneos a ele, que simbolizam, cada um deles, um defeito ou virtude, já seja no terreno da política ou a religião. Assim, os castigos ou as recompensas que recebem por suas obras ilustram um esquema universal de valores morais. Durante seu périplo através do Inferno e Purgatório, o guia do poeta é Virgílio, glorificado por Dante como o representante máximo da razão. Beatriz, a quem Dante considerou sempre tanto a manifestação como o instrumento da Vontade Divina, o guia através do Paraíso. Cada uma das seções inclui 33 cantos, exceto a primeira, que inclui um mais e serve como introdução. Este extenso poema está escrito em terza rima, uma estrutura em que a rima se distribui assim: ABA, BCB, CDC etc. A intenção de Dante ao compor este poema era chegar ao maior número possível de leitores e, por isso o escreveu em italiano e não em latim. Intitulou-o Commedia porque tem um final feliz, no Paraíso, em que chega ao final de sua viagem. O poeta pode, por fim, contemplar a Deus e sente como sua própria vontade se funde com a divina. Este adjetivo, divina, não apareceu no título até a edição de 1555, levada a cabo por Ludovico Dolce. A obra, que constitui-se num catálogo do pensamento político, científico e filosófico de seu tempo pode ser interpretado em quatro níveis: o literal, o alegórico, o moral e o místico. Certamente é uma impressionante dramatização de toda a teologia cristã medieval, porém, mais além dessa consideração, a viagem imaginária de Dante pode ser interpretada como uma alegoria da purificação da alma e da consecução da paz sob a guia da razão, do Conhecimento e do amor.

Djed: (egípcio) Tronco cilíndrico de uma árvore morta da qual saem uns brotos como discos, enchendo sua casca. Este tronco ou pilar de madeira representava, para os egípcios, a idéia da resurreição, figura com a qual se representa a Osíris. O Djed é visto custodiado por Ísis e Néftis, uma a cada lado. Simboliza, para os gnósticos, a coluna vertebral.

Djedu: (egípcio) Deus ressurrecto ou ressuscitado. Um dos símbolos de Oísiris. Pode ser traduzido também como Aquele Oculto dentro do Djed. Sabe-se que Osíris, depois de morto por seu irmão Seth, foi esquartejado por este e suas diversas partes (as partes do Ser) espalhadas por toda a Terra. Ísis, sua irmã-sacerdotisa, encarregou-se de encontrar todas as partes e juntá-las para ressuscitar a Osíris. No entanto, nem todas as partes foram achadas, restando somente perdido o Falo de Osíris, que se perdeu e precisa ser encontrado para que este Deus volte do Reino dos Mortos. Ísis, enquanto procura esta parte faltante, deposita o corpo de Osíris morto dentro de um Djed até que o Falo sagrado seja finalmente encontrado. Esta é uma profunda alegoria dos Mistérios Tântrico-sexuais, ensinados pelos gnósticos.

Djwhal Khul: Poderoso mestre ressurrecto, conhecido como D.K. ou O Tibetano, que pertence à denominada Hierarquia Oculta. Diz-se que em vidas anteriores foi o filósofo pitagórico Kleineas e também Aryashanga, discípulo de Buda. A esoterista Alice Bailey, a quem D.K. inspirou ou ditou alguns de seus livros, menciona que é um Adepto do segundo raio de Amor-Sabedoria, que recebeu sua quinta iniciação em 1875, mantendo desde então seu mesmo corpo físico à diferença dos demais Mestres de Sabedoria. Afirma-se também que ditou grande parte da Doutrina Secreta e proporcionou a H. P. Blavatsky muito das informações que se encontram nessa obra. O mestre Samael o menciona no livro As Sete Palavras e diz que seu Ser pertence ao Raio de Mercúrio.

Dokusan: (jap.) Entrevista formal, intuitiva, de estudante Zen com seu mestre.

Domdi: (feminino) Mulher pária, a bandeira e a música do sacerdote, a companheira sexual preferida pelos tântricos.

Dragões e Serpentes: Cosmogonicamente, todos os dragões e serpentes vencidos por seus “matadores” são, em sua origem, os princípios turbulentos e confusos do Caos postos em ordem pelos Deuses Solares ou Poderes Criadores. Dragões e Serpentes são chamados “Os Filhos da Rebelião”. Onde houverem Deuses Solares, e onde quer que encontremos o Sol, ali está igualmente o Dragão (do grego: Drakon), símbolo da Sabedoria: Thoth-Hermes. Os hierofantes do Egito e da Babilônia se intitulavam “Filhos do Deus-serpente” e “Filhos do Dragão”. “Eu sou uma Serpente, eu sou um Druida”, diziam os druidas das regiões céltico-britânicas, porque tanto a Serpente como o Dragão são símbolos da Sabidoria, da imortalidade e do renascimento. Como a serpente solta sua antiga pele só para reaparecer com outra nova, assim a Essência Imortal abandona uma personalidade só para adquirir outra. O primeiro símbolo da Serpente figurava a Perfeição e Sabedoria divinas, e representando sempre a Regeneração psíquica e a Imortalidade. Daí que Hermes tenha chamado a serpente como o mais espiritual de todos os seres; Moisés, iniciado na Sabedoria de Hermes, seguiu seu exemplo no Gênesis; sendo a Serpente dos Gnósticos, com as sete vogais sobre sua cabeça, o emblema das sete Hierarquias dos Criadores setenários ou planetários (Cosmocratores). Daí também a serpente Zecha ou Ananta, o Infinito, um nome de Vishnu e primeiro veículo deste deus nas Águas Primordiais. Sem embargo, o mesmo que os Logoi e as Hierarquias de Poderes distinguir-se-ão umas de outras essas serpentes. Zecha ou Ananta, ou “Leito de Vishnu”, é uma abstração alegórica que simboliza o Tempo infinito no Espaço, que contém o Germe e lança periodicamente a florescência deste Germe, o Universo manifestado. O Ophis (serpente em grego) gnóstico contém o mesmo triplo simbolismo em suas sete vogais: o Primeiro Logos Imanifestado, o Segundo Logos manifestado, logo o Triângulo condensando-se no Quaternário ou Tetragrammaton, e os raios deste no plano material. Sem embargo, todos eles estabelecem uma diferença entre a Serpente boa e a má: a primeira, encarnação da Sabedoria divina na região do Espiritual; e a segunda, o Mal, no plano da matéria. O Éter é Espírito e Matéria: começando no puro plano espiritual, se faz mais grosseiro ou denso à medida que desce, até que se converte em Maya (ilusão em sânscrito) ou tentadora e enganosa serpente em nosso plano. Jesus aceitou a serpente como sinônimo de Sabedoria, e isto formava parte de seus ensinamentos: “Sede prudentes como a serpente”. Aos sábios e aos Iniciados perfeitos lhes dá o nome de Serpentes (Nâgas em sânscrito), e em tempos antigos a serpente era considerada como o primeiro raio de luz emanado do abismo do Divino Mistério.

Drilbu: (tib. Dril Bu) Veja Gantha.

Duamutf: (egípcio) Veja Mestha, Hapi, Duamutf e Kebhsenuf.

Duat, Douat: (egípcio e sânscr.) O lugar onde residem os espíritos dos defuntos. Este Duat era, segundo a crença popular dos egípcios, um espaçoso vale circular ou semicircular que rodeava o mundo, um sítio de sumo horror. O mundo subterrâneo que a alma deverá percorrer sorteando perigos. Esotericamente, o Iniciado logrará ingressar a seus submundos internos para ser provado pelos Espíritos Guardiãnes de suas Portas. No Extremo Oriente, Duat (ou Douat) é a região subterrânea onde existem cidades sagradas que abrigam nobres e honrados moradores espiritualmente evoluídos. Muitos desses moradores são Mestres Ressurrectos da Grande Fraternidade Branca. A principal cidade do Duat chama-se Shamballah (ou Cidade Onde Moram os Deuses).

Dukkha: (sânsc.; páli Dukkha) Sofrimento, dor; uma das Quatro Nobres Verdades. Veja também: Trilakshna.

Duku: Montanha sagrada, nome sumério para o local cósmico em Ubshuukkinakku, onde os deuses se reuniam para decidir os destinos, e presente em todos os templos das maiores divindades da Mesopotâmia. Nossa coluna vertebral, semelhante ao Monte Meru hindu.

Dulce: Gigantesca base militar subterrânea localizada no Novo México (EUA), onde estariam ocorrendo há décadas intercâmbios de tecnologia entre alienígenas nocivos e militares ligados a agências obscuras, incluindo bizarras experiências genéticas usando animais e seres humanos como cobaias.

Dumb: Sigla de Deep Underground Military Base, ou base militar de grande profundidade; base militar subterrânea; há centenas em todo o mundo, mas principalmente nos EUA.

Dumuzi: “Filho fiel”, deus sumério, consorte de Ishtar, irmão de Geshtin-anna, rei-pastor de Uruk, guardião do portal dos céus de Anu, junto com Gishzida, e pescador de Ku'ara. Passa metade do ano no Mundo Subterrâneo. Nome pronunciado Du'uzi na Assíria; chamado Tammuz na Babilônia e Adônis na Grécia.

Duo In Uno: (latim) Dois em Um.

Duranki: Elo entre o céu e a terra, nome do templo de Enlil e também usado para o próprio Deus do Ar.

Dzogchen: (tib. Rdzogs Chen) Grande Perfeição; principal ensinamento da escola tibetana Nyingma.


E
Eanna: “Morada dos Céus”, nome do templo de Anu e Ishtar em Uruk, também chamado de “Puro Tesouro”.

EBE: Sigla de Entidade Biológica Extraterrestre.

Eddas: Entre os mais significativos exemplos da primitiva literatura islandesa se encontram as Eddas e a poesia escáldica. O termo Edda tem uma origem incerta, pois poderia derivar da palavra edda (grande avó), procedente da antiga língua nórdica ou, o que parece mais provável, referir-se a Oddi, uma importante sede cultural ao sul da ilha, em que residiram Saemund Sigfússon, un culto clérigo que, nos parece, foi o recompilador de uma das Eddas, e Snorri Sturlusson, que escreveu uma outra. É também possível que derive do termo nórdico antigo óthr (poesia). Em todo caso, a palavra é utilizada para designar duas conhecidíssimas coleções da literatura islandesa. A Edda Poética ou Edda Maior (séculos 9° a 12) é atribuída a Saemund, o Sábio, e é um conjunto de mais de 30 poemas que versam sobre deuses germânicos e nórdicos e de heróis, em especial de Sigurd, a versão islandesa do Sigfried germânico que aparece no Canto dos Nibelungos. Alguns desses poemas talvez tenham sido escritos fora da Islândia, porém, com maior probabilidade, foram escritos na ilha lá pelo século 12. A segunda é a Edda Prosaica ou Edda Menor (século 13). Ela é obra de Snorri Sturlusson e possui contos relacionados com a mitologia escandinava, pela qual constitui-se nuna fonte de primeira ordem para levar a cabo estudos sobre ela. Outras seções da Edda Prosaica são interessantes guias na hora de se conhecer a métrica e a dicção poéticas. A poesia escáldica, composta entre os séculos 9° e 13, foi escrita para honrar a nobres, idolatrar o Amor e satirizar ou comemorar acontecimentos da época. Seus versos não são tão livres como os das Eddas, mas possuem uma estrutura estritamente silábica e se caracterizam pelo uso de complexas perífrases que, em algumas ocasiões, criam belas metáforas, porém que, em outras, dão à poesia escáldica um aspecto enredado.

Eduard Schuré: (1841-1929) Filósofo, poeta e crítico musical francês. Pertenceu à Sociedade Teosófica e foi discípulo de Rudolf Steiner. Autor de uma das coleções máximas do ocultismo: Os Grandes Iniciados.

Educação Babilônica: Em geral, a educação de um jovem babilônio, de ambos os sexos e das camadas mais elevadas, envolvia o treinamento como escriba. Sabe-se que mulheres ricas tinham considerável liberdade e influência na Mesopotâmia. A educação de um ou uma estudante começava aos oito ou nove anos de idade. Após levantar-se ao nascer do sol, o estudante levava seu lanche para a escola, que era em geral conhecida como a "casa das tábuas". Na casa das tábuas [de escrita cuneiforme] ele encontrava seu(sua) professor(a). O diretor da escola, ou seja, a pessoa de cargo mais importante, tinha um título que pode ser traduzido como Especialista. Diferentes professores especializavam-se nos vários aspectos da cultura e da escrita da região. Em geral, um estudante mais velho tinha sob seus cuidados um estudante mais jovem. Os trabalhos estudantis em geral constituíam em fazer cópias de material contido em tábuas existentes, sendo que estas cópias eram feitas em tábuas de argila molhada. O objetivo da educação era obter o grau de escriba, e entender a linguagem dos homens e dos deuses.

E-galgina: (babil.) “O palácio do Todo-Sempre” nome de um local no Mundo Subterrâneo. Talvez seja Shamballah.

E-galmah: (babil.) Templo da deusa Gula, em Isin.

Eheieh: (hebr.) Eheyeh: Eu Sou.

Eheie-Ashr-Eheie: (hebr.) Eu Sou o que Sou. Essa é a origem da frase Eie Asereie, vista ao final da Invocação do Sábio Salomão.

E-igi-kalama: (babil.) Templo de Lugal-Marada, em Marad.

E-halanki: Altar da deusa Zarpanitum na Babilônia.

Ekur: (babil.) “Morada da Montanha”. O templo do deus Enlil, em Nippur, onde nasceu Ninurta.

E-kurmah: (babil.) "Grande Morada da Montanha". O Templo de Ninazu.

EL: (aram. e hebr.) Al ou Eloi (Deus), Singular de Elohim (Deuses). Este nome da deidade é ordinariamente traduzido como “Deus” e significa poderoso, supremo.

Elam: (babil.) País a leste da Babilônia, no Iraque moderno. Cidades importantes: Susa e Anshan. Idioma não é identificado com qualquer grupo conhecido, escrito em cuneiforme.

Eleison: (grego) Veja: Kirie Eleison.

Elias o Artista: Adepto freqüentemente citado na literatura hermética e rosa-cruz dos séculos 17 e 18. São atribuídos a ele tratados sobre a Alquimia, e sua figura emerge da tradição hebraica com os atributos de um grande mestre.

Eliphas Lévi: (Alphonse Louis Constant, Zahed, 1810-1875) Esoterista, cabalista e autor francês. Chegou a ser diácono, porém foi expulso do seminário, provavelmente por seus atos demasiadamente liberais e por mostrar demasiado interesse pelas ciências ocultas. Foi Mestre de vários ritos maçônicos e iniciado da Societas Rosicruciana in Anglia. Membro dos Frates Lucis, é considerado uma das mais altas e importantes personalidades ocultistas do século passado. Autor de: Dogma y Ritual da Alta Magia, História da Magia, O Livro dos Esplendores etc. Samael nos ratifica sua Maestria, cita-o freqüentemente e nos narra algumas de suas experiências com este Mestre. (Veja a experiência de Samael com Eliphas Lévi no link Mestres da Senda, neste mesmo site gnosisonline.)

Ellil: (Illil, do sumério Enlil) Deus sumério, cujos atributos e natureza ainda são incertos. O mais importante da geração mais nova dos deuses sumérios e acádios. Centro de culto Nippur. Templo chamado Ekur. Esposa: Ninlil/Mulittu; filho Ninurta. A interpretação antiga de seu nome como Senhor Vento/Ar é incerta. Epítetos: Rei das terras populosas. Símbolo: coroa em forma de chifre sobre o sinal de altar. Filho de Anu e Ki. Veja também Anzu, Ninurta.

Ehoah: (hebr.) Nome feminino da divindade. Como denominação se refere a Binah, a Mãe suprema, que leva à frente as sete Emanações sucessivas. Eloah Va Daath: Conhecimento do Segredo ou Sabeduria dos Mistérios.

Elohim: (hebr.) Plural de El, Al, Eloi. Deuses. Chamado também Alhim, Aleim, pois tal palavra se escreve de diversas maneiras. Os Elohim, Deuses ou Senhores, são idênticos aos Devas, Dhyâni-Budas ou Homens Celestes; Seres divinos de orden inferior; são os Sete Espíritos Criadores, um dos quais é Jeová; aspectos ou emanações mahavantáricas do Logos. A princípio, os Elohim eram chamados Achad (Uno), ou a “Deidade, Um em Muitos”; veio depois a mudança; ao setenário Elohim o transformaram em um Jeová: “Jeová é Elohim”, unificando assim a multiplicidade e dando o primeiro passo para o monoteísmo, contra o que diz o Gênesis (III, 22): “E disse o Senhor Deus: Eis aqui que o homem se fez (ou é) como um de nós, sabendo o bem e o mal”. Os tradutores da Bíblia designam os Elohim com o nome de “Deus” ou “Senhor Deus”. Adverte-se que o “Deus” do primeiro capítulo do Gênesis é o Logos; e o “Senhor Deus” do segundo capítulo se refere aos Elohim Criadores, os Logoi menores.

Elohim Gibor: (hebr.) Guibor, Geber o Gibborim. No céu são considerados como anjos poderosos e, na terra, como os gigantes mencionados no capítulo 6° do Gênesis. “Homens poderosos”; o mesmo que os Kabirim. Na Grande Fraternidade Branca há um poderoso mestre chamado Elohim Guibor, representante, no planeta Terra, das forças positivas de Marte (Samael). Seu rosto é severíssimo e amoroso ao mesmo tempo. Pode ser visualizado com uma barba abundante e capacete de guerra dourado.

Elohim Tsabaot: (hebr.) Deuses das Legiões. Tsabaoth significa um exército ou uma hoste; de Tsâbâ, ir à guerra. Daí o nome do deus da guerra: o “Senhor de Tsabaoth”, ou dos exércitos.

Emanuel Kant: (1724-1804) Filósofo alemão que, partindo da dúvida, reconstitui a certeza mediante a Razão Prática e a lei moral e conclu admitindo a existência de Deus e a imortalidade da alma. O mestre Samael cita constantemente suas obras: Crítica da Razão Pura e Crítica da Razão Objetiva.

Emerson: (Ralph Waldo, 1803-1882) Filósofo norte-americano, criador do transcendentalismo e autor de Homens Representativos. O Mestre Samael cita sua teoria sobre a “Superalma”.

E-meslam: (babil.) Templo de Nergal em Kutha.

Enantiodromia: (psicol.) Significa “passar para o lado oposto”, literalmente, “correndo no sentido contrário” referindo-se à emergência do oposto inconsciente no curso da vida. Isto normalmente ocorre quando uma tendência unilateral extrema domina a vida consciente; na mesma hora em que uma contraparte igualmente poderosa é construída e que primeiro começa a se apresentar inibindo a atuação da consciência e subseqüentemente irrompendo na consciência e tomando controle. Jung emprega este termo para caracterizar o aparecimento do contraste inconsciente, numa sucessão temporal. Sempre que predominar uma tendência unilateral na vida consciente, com o decorrer do tempo, acaba por converter-se numa posição contrária inconsciente que se manifestará como um obstáculo ao rendimento consciente e, mais tarde, como uma interrupção na direção consciente. A Enantiodromia é tipicamente experienciada em conjunto com sintomas associados a uma neurose aguda, e normalmente obscurece o renascimento da personalidade. Nas palavras de Jung: "Jamais se pode afirmar com cem por cento de certeza que as figuras espirituais do sonho sejam moralmente boas. Freqüentemente elas têm o sinal, não só da ambivalência como da malignidade. Devo porém ressaltar que o grande Plano segundo o qual é construída a vida inconsciente da alma é tão inacessível à nossa compreensão que nunca podemos saber que mal é necessário para que se produza um bem por enantiodromia, e qual o bem que pode levar em direção ao mal".

Enbilulu: Deus sumério da irrigação, canais e agricultura. Assimilado com Adad na Babilônia.

Eneida: Virgílio dedicou os últimos 11 anos de sua vida a compor a Eneida, uma epopéia mitológica em 12 livros que relata as peripécias do herói Enéas durante 7 anos, desde a queda de Tróia até sua vitória militar na Itália. Nesta obra, Virgílio se propõe a descrever sua Roma ideal e, de certo modo, prefigurar os acontecimentos da história romana. Enéas foge de Tróia com seu ancião pai, Anquises, sobre seus ombros, e seu filho Ascânio, pelas mãos. Consegue reunir uma frota e zarpa com os sobreviventes troianos rumo à Trácia, Creta, Épiro e Sicília, antes de ser abordado nas costas da África. Ali, Dido, rainha de Cartago, apaixona-se por Enéas e se suicida após sua partida. Após atracar na desembocadura do rio Tibre, na Itália, Enéas mata a Turno, rei dos rútulos, em uma luta por conseguir a mão de Lavínia, a princesa do Lácio. Segundo Virgílio, o povo romano descende diretamente de Ascânio, o fundador de Alba Longa, a cidade que mais tarde se converteria em Roma. O estilo da Eneida e seu tratamento estão inspirados nas antigas epopéias gregas, a Ilíada e a Odisséia de Homero. Virgílio também se inspirou em parte no poema épico Argonáutica, escrito pelo poeta grego do século 3° a.C. Apolônio de Rodhes, assim como nos Anais del poeta romano Quinto Ennio, que foi o primeiro a introduzir o hexâmetro dactílico na poesia épica latina. Virgílio introduziu, na Eneida, a musicalidade e a precisão técnica de sua métrica de um modo tão sutil que seu verso foi considerado desde então como um modelo de perfeição literária. A Eneida é considerada geralmente como a primeira grande epopéia literária, posto que a Ilíada possui uma grande riqueza artística, porém contém um grande número de recursos já usados na poesia oral anterior. A Eneida, diferente da Ilíada, não é uma parte herdada da conciência nacional, senão melhor ainda uma tentativa deliberada de glorificar Roma, por encargo de Augusto, cantando a suposta origem troiano de suas gentes e, em especial, os logros e ideais de Roma sob seu novo imperador. Os elementos históricos e augustos são especialmente notórios entre os livros 5 e 8, a parte central do poema. A Eneida pode ser considerada uma obra universal por sua estrutura ambiciosa, sua beleza estilística e sua preocupação pelas tribulações do indivíduo. A Eneida foi uma obra muito apreciada em sua época. Durante a Idade Média encontrou-se nela um sentido filosófico, e Virgílio foi considerado quase um vidente e um mago. Dante realiza um homenagem a Virgílio na primeira parte da Divina Comédia, convirtendo-o em guia do poeta através do Inferno e do Purgatório, até chegar às portas do Paraíso. Porém, foi a devoção de Petrarca pelo estilo virgiliano que converteu Virgílio em uma referência constante no humanismo na Renascença.

Engaku-Ji: Monastério da Iluminação Completa; monastério Zen fundado em 1282 na cidade de Kamakura, no Japão.

Engidudu: (babil.) Veja Demônios e Erra.

E-nimma-anku: (babil.) Nome de um templo desconhecido.

E-ninnu: (babil.) "Casa dos Cinco". Templo de Ningirsu, em Girsu.

Enki: Sumério deus das águas doces, da sabedoria e das artes, que podia trazer os mortos à vida, pois dele era toda a fonte do conhecimento mágico da vida e da imortalidade. Adorado principalmente em Eridu, uma das primeiras cidades do mundo, e chamado de Ea na Babilônico, Rei do Absu. Enki possuía o secredo dos "me", termo que significa 'cultura, civilização", cuja base é o progresso pelo conhecimento que deve liderar a humanidade. Ele trouxe a civilização para as pessoas e assinalou a cada um o seu destino. Enki criou a ordem do universo, encheu os rios de peixes, inventou o arado para que os fazendeiros pudessem trabalhar a terra e criar gado. Enki saiu das águas do Golfo Pérsico como deus dos peixes. Sua esposa é Ninhursag. Veja Ea; ver também Enki e reshkigal; Enki e Inana.

Enkidu: (previamente Ea-bani; babil.) Irmão de alma de Gilgamesh, o homem selvagem primitivo que se torna civilizado pela intercessão de uma iniciada do templo de Inana/Ishtar. Assimilado em parte por Shakkan como mestre dos animais e parte com Lahmu, como o herói primitivo.

Enkidu: (babil.) Deus sumério dos fazendeiros, proprietários de terra e agricultores.

Enkurkur: Senhor da Terra, título sumério.

Enlil: Na mitologia suméria, o mais importante e poderoso da nova geração dos deuses, o deus dos ares que também rege sobre a terra.

Enmesharra: (babil.) Deus do Mundo Subterrâneo.

Enoque, Livro de: (ou Enoch) Coleção de escritos, a obra mais extensa incluída nos pseudoepígrafos. O livro é atribuído como um pseudônimo do Patriarca hebreo Enoque. Ele é também chamado de Enoch, o Etíope, já que os textos foram conservados em sua integraidade principalmente na Bíblia ortosoxa etíope, além da Bíblia ortodoxa siríaca. O livro é um conjunto de diversas seções escritas por vários autores em distintos momentos dos séculos 2° e 1° a.C. Os especialistas chegaram à conclusão de que a obra original foi escrita em hebraico ou em aramaico. Pouco depois foi traduzido ao grego. Crê-se que a tradução para o etíope se realizou a partir do grego, em torno de 500 d.C. Partes do Enoch Etíope sobrevivem em grego, latim e arameu, neste último caso nos manuscritos descobiertos em Qumrán. O livro consta de 7 seções. A primeira (capítulos 1 a 5) apresenta o tema de fundo do livro, o eminente juízo de Deus. A segunda (capítulos 6 a 36) conta as desventuras da horda de anjos caídos e dos périplos de Enoque pelos lugares do Castigo e da recompensa finais. Talvez Dante Aliguieri tenha bebido dessa fonte para escrever a sua Divina Comédia. A terceira seção (capítulos 37 a 71) prediz a chegada do Messias, quem julgará a todos, seres angélicos e humanos. Descreve por sua vez o paradisíaco futuro reino de Deus. A quarta seção (capítulos 72 a 82) inclui revelações acerca das criaturas celestiais, como por exemplo, os enfrentamentos que se produzirão entre elas quando se acerquem os últimos dias do Mal. A quinta seção (capítulos 83 a 90) contém as visões de Enoque de um dilúvio enviado para castigar ao mundo por sua perversidade e a posterior instauração do Reino Messiânico. A sexta seção (capítulos 91 a 105) consola aos justos, insta-os a manterem-se assim, e condena aos injustos, predizendo seu final. Nesta seção Enoque divide a totalidade da história humana em dez semanas de diferentes durações (que simbolizam outras tantas épocas), cada uma caracterizada por personagens ou acontecimentos especiais; por exemplo, a quarta semana a protagoniza Moisés; a sétima trata de uma degeneração universal. Já na décima e última semana, o antigo céu será substituído por um novo e eterno. Na última seção (capítulos 106 a 107), a culminante, volta a falar do dilúvio, da posterior repetição da era de la depravação e dos castigos e prêmios que chegarão quando o Messias instaurar seu Reino. Os primeiros cristãos tinham em grande estima o Libro de Enoque, porém à exceção de suas pouco freqüentes referências ao mesmo, pouco se sabia acerca da obra até que em fins do século 18 foram descobertos no nordeste da África três manuscritos íntegros em etíope. Os especialistas modernos o consideram importante porque muitos de seus conceitos e inclusive sua terminologia são muito similares a conceitos escatológicos posteriores e a livros e passagens apocalípticos do Novo Testamento.

Ensô: (jap.) Círculo; no budismo Zen, símbolo do vazio, do absoluto, da iluminação.

Enugi: Deus sumério da irrigação, dos canais, diques e atendente de Enlil. Símbolo da necessidade de conhecermos correta e profundamente os mistérios da Alquimia Sexual

Enushirgal: (Babil.) Templo do deus da Lua em Ur.

Ereshkigal: (Ninmenna) “Rainha da grande terra”, “"Rainha da Terra”, irmã de Ishtar, esposa de Nergal, mãe de Ninazu. A babilônica Perséfone, esposa de Nergal, a deusa dos mortos do Mundo Subterrâneo. Muitos hinos são dedicados a ela. Veja o mito de Nergal e Ereshkigal. Representa a nossa Divina Mãe Morte.

Eridan: Rio do Mundo Subterrâneo.

Eridu: Cidade muito antiga, às margens do Golfo da Arábia. Também o nome de um bairro da Babilônia. Centro de culto do deus Ea/Enki.

Erra: (Babil.) Deus da guerra, da caça e das pragas. Etimologia "terra ardente" provavelmente incorreta. Assimilado com Nergal e Gerra. Templo Emeslam na cidade de Kutha. Epíteto Engidudu "Senhor que caça na noite". Veja Nergal. Deus babilônico da guerra, da morte e outros desastres. Seu maior aliado é a fome causada pelas secas. Pode ser identificado com Nergal, o deus da morte. Ele expressa a morte simbolicamente como letargia e estupor. A guerra tem sido sempre uma grande causa de morte ao longo de toda história da Mesopotâmia. Um dos primeiros poemas épicos a serem descobertos e gravados em tábuas de argila é o Épico de Erra. No início deste épico, Erra senta-se em seu trono no palácio, enquanto que suas armas, que são na realidade o espelho do deus, ou os demônios, Sibiti, se queixam da inatividade de seu senhor. Erra convence então o deus da Babilônia a visitar o Abzu. Erra está a ponto de destruir a Babilônia, quando o velho Ishum, ministro de Marduk, lhe diz: "Aqueles que fazem a guerra são ignorantes / A guerra mata os sacerdotes e os que não têm pecado." E apesar de Erra ter começcado a destruição da terra, ele é pacificado pelo sábio ministro, chamando seus cães de guerra de volta para si. Marduk retorna e tudo acaba em paz.

Erragal, Erakal: Provavelmente outro nome para Nergal, significando Erra, o grande. Possivelmente pronunciado como Herakles em grego.

E-sagila: Templo de Marduk na Babilônia, a "morada do céu e da terra".

Eshnuna: Reino ao leste do rio Tigre, incluiu Ishchali, onde material com o mito de Gilgamesh foi escavado, e Tell Hadad, onde foi encontrado o mito de Erra e Ishum.

Etana: (Babil.) 12º Rei de Kish após o Dilúvio, pai de Balih; 13º rei-deus da dinastia suméria que reinou na cidade de Kish. Apesar de ter sido escolhido por Anu e rezar diariamente para Shamash, pedindo por um herdeiro, Etana não tinha filhos. Shamash disse-lhe então para libertar uma águia, que havia sido aprisionada por uma serpente. Etana libertou a águia, e esta, em gratidão, carregou o rei nas costas até os céus. Lá, Etana, em frente ao trono de Ishtar, suplicou por um filho. Ishtar dá a ele a planta do nascimento, que Etana provavelmente teve de comer juntamente com sua esposa. Sabemos que finalmente Etana teve um filho. Foi encontrado um épico incompleto sobre Etana.

E-temen-anki: (babil.) Nome da grande torre Zigurate de Marduk na Babilônia. A coluna vertebral.

Eufrates: (babil.) Rio da Mesopotamia. Nome acádio: Purattu, e hittite Mala.

Eughins Arioms: (Rodolfo Rincon Vásquez) Mestre Gnóstico da época moderna. Segundo se afirma, chegou à Terra nas épocas da Lemúria, procedente de um longínquo Sistema Solar, capitaneando a nave espacial que transportava uma expedição científica, que veio observar os fenômenos que nesses momentos ocorriam no seio da terceira Raça Raíz terrestre. Caiu na Geração Animal (caiu sexualmente), ficando atado à Roda do Samsara terrestre, levantando-se de novo nos tempos modernos. Foi Arcebispo de Instrução da Igreja Gnóstica Cristã Universal da Venezuela.

Extraterrestre: Ser não originário do nosso planeta.


F
Fa-Hsiang: (chin.; jap. Hossô) Escola chinesa fundada por Hsüan-Tsang (600-664 d.C.) e K’uei-Chi (638-682), com base na filosofia indiana Yogachara.

Fantasia: (Psicol.) Um complexo de idéias ou atividades imaginativas que expressam o fluir da energia psíquica. Jung distinguia as fantasias entre ativas e passivas. As primeiras são características da mentalidade criativa e são evocadas por uma atitude intuitiva direcionada rumo à percepção dos conteúdos inconscientes. As fantasias passivas são manifestações espontâneas e autônomas dos complexos inconscientes.

Fátima: (Islam.) Filha de Mohammad. Representa a humildade e a Consciência livre.

Fátima: (Portugal) Local onde ocorreram diversas "aparições" da Virgem. Antigamente, nesse mesmo local, funcionava um grande templo mágico druida. Talvez a grande concentração de Forças Mágicas e Telúricas propiciasse a manifestação dos contatos da Mãe Divina com a humanidade.

Fausto: (Johann Faust, ou Fausto de Praga) Uma das mais misteriosas personalidades esotéricas da Idade Média. A tradição nos conta que foi discípulo do Abade Trithemius e condiscípulo de Paracelso e Agripa, sendo dos maiores magos da história. Foi nele que Goethe se inspirou para escrever sua novela iniciática O Fausto. O mestre Samael nos descreve a Fausto como um Grande Mago e Mestre da Loja Branca.

Felipe (Apóstolo): Seguidor de Jesus de Nazaré. Morreu mártir juntamente com suas duas filhas. Diz a tradição cristã que ele foi crucificado em uma cruz com forma de Xis (X), símbolo de la Revolução da Conciência, exatamente como o apóstolo André. É um grande Mestre especializado na Ciência Jinas e existem práticas para receber sua ajuda nestes conhecimentos. Representa a Constelação de Câncer, ensinando o Ocultismo do Sendeiro Crístico (como átomo autônomo do Ser). Foi eleito para ajudar aos Apóstolos. Fundou uma Igreja em Troyes. Um dos escribas da Pistis Sophia.

Fênix: Veja Ave Fênix.

Filhos da Viúva: Mistérios Isíacos (Morte de Osíris); Mistérios Órficos (Morte de Orfeu); o primeiro pelos Demônios Vermelhos de Seth e o segundo pelas Bacantes. Nome aplicado também aos maçons franceses em razão de que as cerimônias maçônicas estão principalmente baseadas nas aventuras e morte de Hiram Abif, o “Filho da Viúva”, que ajudou a construir o mítico Templo de Salomão.

Flagelum: (egípcio) Látego sagrado, símbolo do domínio e da vontade.

Foo-fighters: Bolas luminosas que surgiam e desapareciam misteriosamente nos céus da Europa durante a Segunda Guerra Mundial, chegando a interferir em alguns combates. Seu diâmetro variava de centímetros a poucos metros. Terminada a guerra, descobriu-se que tanto os Aliados quanto o Eixo acreditavam que os foo-fighters eram engenhos secretos do inimigo.

Francis Bacon: (Barão de Verulam e Visconde de São Albano, 1561-1626) Filósofo, Jurisconsulto e Estadista inglês. Um dos fundadores do Método Experimental, propôs a reforma total das ciências e a substituição do Organum Aristotélico por um Novum Organum. A literatura ocultista o conecta com o esoterismo ao considerá-lo uma das principais figuras da Autêntica Ordem Rosa-cruz. Atribuiu-se-lhe a paternidade das obras de Shakespeare. Obras escritas: A Nova Atlântida e Novum Organum Scientiarum, entre outras. O mestre Samael nos indica que Francis Bacon foi uma das personalidades adotadas pelo enigmático Mestre Ressurrecto Conde de Saint Germain.

Franz Hartmann: (1838-1912) Ocultista, teosofista e médico alemão. Eminente membro da Santa Igreja Gnóstica da Alemanha. Um dos instrutores e iniciadores de Arnold Krumm-Heller (Mestre Huiracocha). Depois de viajar pela Europa e a América, desenvolveu suas faculdades psíquicas com a paranormal Katie Wentworth. Depois, uniu-se com H.P. Blavatsky, de quem foi discípulo e devoto colaborador na Sociedade Teosófica. Em 1888 fundou na Alemanha a Ordem Rosa-cruz Esotérica, separando-se, em 1895, do Movimento Teosófico. Obras: No Pórtico do Templo da Sabedoria, Uma Aventura na Mansão dos Adeptos Rosacruzes e Os Elementais (este, disponível em nossa Biblioteca Gnóstica). O mestre Samael nos ratifica sua Maestria e cita muitas de suas obras, especialmente Os Elementais.

Fronte de Rá: (egípcio) Luz da Alma Universal e Divina manifestada.

Fukan-Zazengi: (jap.) Princípios Gerais para a Prática da Meditação; texto de Dôgen Zenji.

Fulcanelli: Pseudônimo de um misterioso alquimista contemporâneo desaparecido depois da Liberação Francesa pós Segunda Guerra Mundial. Autor de importantes trabalhos alquímicos, publicados através de Eugene Canseliet, única pessoa que o conheceu. Obras: O Mistério das Catedrais e As Moradas Filosofais. O mestre Samael o define como um grande Alquimista Ressurrecto procurado pelos nazistas para obter seus profundos conhecimentos sobre energia nuclear.

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