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Grande Glossário Gnóstico

 

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:: Curso Esotérico de Magia Elemental | Curso Esotérico de Magia Branca e Teurgia | Mapa Astral ::


B
Babaji: (ou Reverendo Pai) Mestre indiano que, segundo a tradição reside nos desfiladeiros dos Himalaias em companhia de um grupo seleto de discípulos e que conserva a aparência de um jovem de 18 anos. Foi o Guru de Lahiri Mahayasa. O mestre Samael nos fala do imortal Babaji e de sua irmã (esposa-sacerdotisa) Mataji, em sua obra O Matrimônio Perfeito. É um mestre Ascenso que possui o mesmo corpo físico há muitos milhões de anos.

Babilônia: (Babil., Bab-El) "Portal dos Deuses", capital dos babilônios, situada no rio Eufrates. Patrono: Marduk. Residência de grandes reis a partir do segundo milênio. Também chamada de Shuanna. Um dos principais Impérios da 3ª sub-raça da Raça Ariana. Seu Avatar foi Ashiata Shiemash.

Babiloniaca: Veja Berossus.

Bafometo, Baphometo: (grego) Símbolo Hermético-Cabalístico. Baphe e Methis: Batismo ou Iniciação na Sabedoria. Treinador psicológico e Guardião das Portas do Santuário (veja: Mistério do Baphometo). No centro do Labirinto da grande Catedral de Chartres havia uma estátua imponente de Bafometo, arrancada pelos católicos.

Bankei Eitaku Yotaki: Monge zen japonês (1622-1693) da linhagem Rinzai.

Barbelos: (hebr.) Os Mundos Superiores. Segundo o Evangelho gnóstico O Livro Secreto de João, “é o Pensamento feito ativo, e a que apareceu em presença do Pai saiu na luz brillante. Ela é o primeiro poder; ela precedeu a tudo e saiu da mente do Paie como o Pensamento Anterior de tudo. Sua luz se parece com a luz do Pai; como o poder perfeito, ela é a imagen do perfeito e invisível Espírito virgem. Ela é o primeiro poder, a glória, Barbelo, a glória perfeita entre os mundos, a glória emergente. Ela glorificou e louvou aol Espírito virgem, porque havia saído através do Espírito. Ela é o primeiro Pensamento, a imagem do Espírito. Ela se converteu no ventre universal, porque ela a tudo precede: o Pai comum, a primeira Humanidade, o Espírito Santo, o varão triplo, o poder triplo, o andrógino com três nomes, o reino eterno entre os seres invisíveis, o primeiro a sair...”. E continua mais adiante: “O Pai penetrou em Barbelo com uma mirada, com a luz pura, brilhante, que rodeia ao Espírito invisível. Barbelo concebeu e o Pai produziu um raio de luz que se parecia com a luz bendita, mas não era tão brilhante. Este raio de luz era a Alavanca única do Pai comum que havia saído, e o único rebento e a Alavanca única do Pai, a luz pura”. (O Verbo, Cristo).

Bardo: (tibet. Bardo; sânscr. Antarabhava) No budismo tibetano, o estado intermediário entre a morte e o renascimento; uma das seis yogas de Napora (tib. Naro Crödrug).

Bardo Thodol: (tib. Bsr Do Thos Sgrol) Liberação através do Entendimento no Estado Intermediário; popularmente conhecido como o Livro Tibetano dos Mortos, texto sobre o processo da morte e renascimento. Livro tibetano dos espíritos do Mais Além. Escrito pelo grande mestre iluminado Padma Sambhava, esta obra é um Guia espiritual de iniciação ao desconhecido. Livro Tibetano dos mortos. Livro que relata os processos da alma depois da morte, contém tratados de como se regressa a tomar novamente corpo e de como emancipar-se da Roda do Samsara. Bardo se traduz como estados post-mortem.

Bardesanes: (155-223) Filósofo Gnóstico, astrólogo e poeta sírio. Compôs uma série de escritos e hinos que são a base de um sistema místico especulativo onde também entra a astrologia.

Base subterrânea: (ufol.) Veja Dumb.

Basilides: (gnosis; séc. 2° d.C.) Filósofo Alexandrino, um dos cimentadores do gnosticismo. Seu sistema de inclinação neoplatônica e no qual revestem importância a magia e a astrologia descreve a existência de forças divinas (Abraxas) em série decrescente de esplendor através de numerosas emanações. A organização de seu grupo de discípulos tem similitude com a estrutura simbólica à maneira pitagórica. Foi o inventor da palavra Abracadabra, utilizada como Chave Mágica pelos cabalistas. Suas obras foram perdidas. Seus discípulos foram chamados Basilidianos.

Basílio Valentim: (gnosis; Basilis Valentine) Alquimista e filósofo hermético alemão do século 15. Foi uma figura enigmática na história da alquimia e se lhe atribui a descoberta do Antimônio e do Bismuto. O Mestre Samael nos fala das Doze Chaves de Basílio Valentim como chaves de interpretação da Alquimia.

Bassui Zenji: Famoso monge zen japonês (1327-1387) da Escola Rinzai.

Beethoven: (Ludwing van, 1770-1827) foi iniciado na franco-maçonaria e é um Mestre do Raio da Música. Grande devoto da Mãe Divina Kundalini, diz a tradição que tinha sempre em seu piano um busto da Deusa Neith, e ao lado dela a frase, escrita pelo próprio punho de Beethoven: “Eu sou a que foi, é e será, e nenhum mortal jamais levantou meu Véu”. O mestre Samael nos diz que no Templo da Música (6ª Dimensão) Ele oficia como Guardião.

Bel: Título, Senhor, adotado por vários deuses como cabeças de seus panteões locais. O termo se refere a Marduk na Babilônia, Assur na Assíria, e Ninurta no épico Anzu.

Belet Ili: (Nibhursag) "Senhora de todos os deuses", nome da Grande Deusa Mãe. A grande Deusa-Mãe dos sumérios, consorte adorada de Enki. Deusa suméria do útero e das formas. Os deuses lhe pediram para criar os homens, para que estes pudessem trabalhar o solo e construir canais, e mulheres, para que estas gerassem as futuras gerações de servos dos deuses. Ela criou inicialmente sete homens e sete mulheres e, como resultado, após 600 anos, homens e mulheres já se tinham tornado numerosos na terra. Entre os gnósticos é a Divina Mãe Cósmica, a Hera grega.

Belet-seri: (babil.) "Senhora dos espaços abertos (onde residem os espíritos)" deusa que faz os registros do Mundo Subterrâneo. Epíteto: Escriba da Terra.

Belili: (babil.) Um dos nomes da deusa Geshtin-anna, irmã de Dumuzi, esposa de Nin-Gishzida. Epíteto: ‘ Aquela que sempre chora.

Belzebu: Demônio descrito na Bíblia e em textos cabalísticos, Senhor das Moscas e dos Besouros, ou seja, das forças involutivas da natureza. Era reverenciado por diversos povos semitas. Segundo Samael Aun Weor, em sua obra altamente recomendável A Revolução de Bel (que se encontra em nossa Biblioteca Gnóstica para download), esse demônio foi um poderoso chefe de legiões infernais, porém foi recentemente reabilitado, tornando-se ditinguido iniciado da luz e seguidor dos mestres da Grande Fraternidade Branca.

Beni Elohim: (hebr.) Filhos dos Deuses. (Beni é o plural de Ben: filho.)

Berossus: Sacerdote de Marduk na Babilônia. Escreveu Babiloniaca em grego, cerca de 281 a.C. para Antióquio I, a fim de narrar as antigas tradições gnósticas da Mesopotâmia para os gregos. O trabalho apenas é conhecido em partes, de citações feitas por outros escritores gregos.

Bes: (egípcio) Deus tebano. Deus alado e dançante, protetor do lar. Espírito benfeitor, o qual com sua esposa assistia às jovens parturientes; protegia o amor e a alegria, e afugentava os maus espíritos. Mestre dos mundos subterrâneos, ensina os profundos segredos da Alquimia e seu uso para a desintegração do Ego.

Bhagavad Gita: (sânscr.; O Canto do Senhor) Nono livro do Mahabhárata. Poema composto por 700 versos e dividido em 18 capítulos, considerado pela maioria dos hindus como seu texto religioso mais importante e essência mesma de suas crenças. Quase todos os filósofos hindus importantes escreveram algum comentário sobre o Gita, e ainda continuam aparecendo novas interpretações e traduções desta obra. O Gita, que está incluído dentro do poema épico O Mahabhárata, foi escrito em forma de diálogo entre a encarnação do divino Krishna e um herói humano, o príncipe Arjuna, no campo santo de Kurukshetra, antes da grande batalha de Mahabhárata. Arjuna expressa sua indecisão à hora de batalhar contra amigos e parentes. A resposta de Krishna é uma exortação para que Arjuna cumpra seu dever, ou seja, que como guerreiro que é, deve lutar e vencer. Krishna, logo em seguida, explica a natureza da Alma, o Caminho verdadeiro para chegar ao Absoluto. O Gita recolhe diversas doutrinas, como a imortalidad do Ser do indivíduo (Atman) e sua identidade com a Deidade Suprema (Brahma), o processo da reencarnação e a necessidade de renunciar aos frutos da própria ação pessoal, estabelecendo os principais ensinamentos dos Upanishads e a filosofia de Sankhya. O espírito (Purusha) e a matéria ou natureza (Prakriti), que se divide na tríplice tendência da bondade, paixão e obscuridade, são complementares. Krishna reconcilia as afirmações opostas de sacrifício e dever mundano, por um lado, com a meditação e renúncia por outro, através da devoção a Deus (Bhakti). Esse Deus aparece em uma breve passagem sob sua forma terrífica de Dia do Juízo Final antes de transformar-se na forma humana compassiva de Krishna.

Bhaishajyaguru: (sânscr.; chin. Yao-Hs-Fu; jap. Yakushi Nyorai; tib. Mengyi Lama/ Sman Gyi Bla Ma) No budismo Mahayana, o Buda da Medicina, o buda curador. Também chamado de Buda Azul. Seu mantra é Begandze Begandze Maha Begandze.

Bhákti: (sânscr.; feminino) Devoção ardente.

Bhava-Chakra: (sânscr.; tib. Sipe Khorlo/ Srid Pa'i Khor Lo) A roda da vida; representação iconográgica dos seis reinos (Gati) do Samsara.

Bhavana: (sânscr. e páli) Meditação.

Bhogyá: (feminino) Nome dado à companheira sexual, àquela da qual se obtém o deleite supremo.

Bhumi: (sânscr.) No budismo mahayana, cada um dos dez estágios do Bodhisatva até alcançar a iluminação (Bodhi).

Bíblia: Também chamada Santa Bíblia, Livro Sagrado ou Escrituras de judeus e cristãos. Sem embargo, as bíblias do judaísmo e do cristianismo diferem em vários aspectos importantes. A Bíblia judaica é a escritura hebraica, com 39 livros escritos em sua versão original, à exceção de umas poucas partes que foram redigidas em aramaico. A Bíblia cristã consta de duas partes: O Antigo Testamento e os 27 livros do Novo Testamento. Os dois ramos principais do cristianismo estruturam o Antigo Testamento de modo algo diferente. A exegese do Antigo Testamento, lida pelos católicos, é a Bíblia do judaísmo mais outros sete livros e adições. Alguns dos livros adicionais foram escritos em sua versão primitiva em grego, como o Novo Testamento. Por sua parte, a tradução protestante do Antigo Testamento se limita aos 39 livros da Bíblia judaica. Os demais livros e adições são denominados apócrifos pelos protestantes, e livros deuterocanônicos pelos católicos. O termo Bíblia chegou ao latim do grego, que significa “livro”, forma diminutiva de byblos, termo para “papiro” ou “papel” que se exportava desde o antigo porto comercial fenício de Biblos (atual Líbano). Na Idade Média, os livros da Bíblia eram considerados como uma entidade unificada. Infelizmente, da Bíblia foram suprimidos mais de 160 livros, considerados hoje como apócrifos.

Bija: (neutro) Semente (vegetal, sêmen), os adeptos do tantra utilizam essa palavra para designar as vogais que, segundo eles, fecundam as consoantes, centro das fórmulas sagradas (Mantras). Também designa a Força Sexual que dá o verdadeiro poder aos mantras.

Binah: (hebreu) Inteligência. O nome da terceira Séfira da Tríade Suprema. É denominado o Grande Mar, a Mãe Suprema. Representa a potência feminina do Universo e equivale ao Espírito Santo dos cristãos e ao terceiro aspecto do Logos Cósmico. O primeiro Logos, o Pai, é o Espaço; o segundo Logos é o Filho, o Sol e o Cinturão Zodiacal; e o terceiro Logos é a Natureza.

Bindu: (masculino; sânscr.; páli Thigle/ Thig Le) No budismo Vajrayana, essência ou gota de energia sutil. Gota (principalmente do esperma), ponto essencial luminoso ou sonoro de onde procede toda a manifestação cósmica. O Átomo Ultérrimo, criado pela Mente Cósmica do Divino Espírito Santo.

Birdu: (babil.) Deus do Mundo Subterrâneo, consorte da deusa Manungal. Assimilado com Meslamta'ea, um nome de Nergal.

Blavatsky: (Helena Petrovna Hann Fadeel de Blavatsky, ou HPB, ou somente Madame Blavatsky, 1831-1891) Ocultista, teósofa e autora russa de notável e acidentada vida. Realizou numerosas viagens pelo mundo, fundando en 1875, em Nova York, con Henry S. Olcott e outros a Sociedade Teosófica. Em síntese, foi a mensageira que através de suas obras Ísis sem Véu, A Doutrina Secreta, A Voz do Silêncio, etc., transmitiu à cultura ocidental importantes conhecimentos esotéricos e deu testemunho da presença, na Terra, de uma Hierarquia Oculta formada por Meestres de Sabeduria. Fala-nos o Mestre Samael maravilhas acerca da Grande Mestra, recomenda o estudo de todas as suas obras, em especial A Doutrina Secreta e Ísis sem Véu, e nos diz que a Mestra se reencarnou na cidade de Nova York, desta vez com corpo masculino, e que cumprirá uma Grande Missão oculta mundial.

Boaz: (hebreu) ou Bohaz. Símbolo cabalístico e maçônico de um dos dos pilares ou colunas de bronze fundidos por Hiram Abif, supremo Arquiteto de Tiro, chamado “O Filho da Viúva”, que estavam unidas por um véu que cerrava a entrada do Santuário do Templo de Salomão. Boaz, a coluna negra, era o símbolo da Inteligência: Binah, feminina, a terceira Séfira.

Bodhi: (sânscr. e páli; chin. Wu; jap. Satori, Kenshô; tib. Changchub/ Byang Chub) Iluminação, despertar.

Bodhicita: (sânscr.) Mente da iluminação; no budismo mahayana, a mente altruísta que visa beneficiar a todos os seres; a mente do Bodhisatva.

Bodhidharma: (sânscr.; chin. P'u-T'i-Ta-Mo; jap. Bodai Daruma) Um dos ancestrais do Zen (sécs. 5° - 6°) que introduziu esta escola na China.

Bodhisatva: (masculino; sânscr.; páli Bodhisatta; chin. Pu-Sa; tib. Bosatsu, Bodaisatta; tib. Chang Chub Sempa / Byang Chub Sems Dpa) Ser da iluminação; no budismo Mahayana, ser de grande compaixão que procura ajudar a todos os seres, praticando as seis perfeições (Paramita) e realizando a mente da iluminação (Bodhicita). Diz-se daqueles seres que obtiveram a Bodhi, porém renunciam, por compaixão aos humanos, sua entrada no Nirvana.

Bön: [-Po] (tib. Bon Po, ou Bön) Religião xamânica tibetana anterior à introdução do budismo. Teve forte influência sobre o budismo tibetano, especialmente na linhagem Niyngma. Existem duas linhas Bön (ou Bonzo): os Böns propriamente, que são magos xamânicos completos, ligados à magia branca, e os Dugpas (ou Dagh-Dugpa), os famosos magos negros tibetanos, os quais são o pólo contrário da Sagrada Ordem do Tibet, esta última presidida pelo Mestre Ascenso Bhagavan Aclaiva. Uma terrível guerra astral entre essas duas últimas "ordens" refletiu-se no mundo físico como a Segunda Guerra Mundial.

Borobudur: Grande construção em forma da Mandala Dupla Swástica, na ilha de Java, Indonésia. Sobre esse templo há um gigantesco Deva que ilumina, cura e inspira a todos os devotos da Senda que ali visitam.

Brahma: (sânscr., masculino) O Deus Criador (primeira manifestação Brahman, o Imanifestado, o Ser do Ser do início dos ciclos cósmicos. O Pai, da Trindade judaico-cristã. Brahama: o Brahmâ, masculino, con a final larga (â), é o Deus ou Princípio Criador do Universo, ou, em outras palavras, é a personificação temporal do poder criador de Brahma. Existe periodicamente tão-somente no período de manifestação do mundo, depois do qual entra de novo em Pralaya, y volta a Brahman, do qual procedeu. Brahmâ, em união com Shiva e Vishnu, forma a Trimurti ou Trindade hindu.

Brahman: (sânscr.) ou Brahmân, é o impessoal, supremo e incognoscível Princípio do Universo, de cuja essência tudo emana e ao qual tudo volta, e que é incorpóreo, imaterial, inato, eterno, sem princípio nem fim. É onipresente, onipenetrante, anima desde o deus mais elevado até o mais diminuto átomo mineral. Segundo os Vedas, Brahma, neutro, com a final breve, ou Brahman, é o Supremo, o Absoluto, a Suprema Divindade, o Espírito Universal e Eterno, que enche, penetra, sustém e anima todo o Universo; é princípio e fim de todos os seres, pois todos emanam d’Ele e a Ele todos voltam ao terminar o Kalpa. O Absoluto, o princípio único de todas as coisas, essência que transcende todas as formas de existência, é idêntico ao Eterno Pai Cósmico Comum, o Pai de nosso Pai, o próprio Absoluto, o sem forma, Aelohim.

Brahma-Vihara: (sânscr. e páli) Meditações ilimitadas; amor (Maitri), compaixão (Karuna), alegria (Mudita) e equanimidade (Upeksha).

Buda, Budha: (sânscr.; chin. Fo; jap. Hotoke, Butsu; tib. Sangye/ Sangs Rgyas) Desperto, iluminado; aquele que alcançou a iluminação (Bodhi), um dos três preciosos (Triratna).

Budaghosha: Monge da escola Theravada (séc. 4º) que estudou no Sri Lanka; autor do Visudhi-Magga.

Budata: (sânscr. budatva; jap. Bushô; tib. Sangyen Yid/ Sangs Rgyas Nyid) Natureza búdica. Essência espiritual, fragmento da Consciência Divina encerrado nas formas mentais egóicas.

Budhi: (feminino): Inteligência, ser superior ao ser humano, sua principal função é a de refletir sobre a mente (Manas) e a Matéria a luz que emana de Atman.

Bulwer-Lytton: (Edward Cayse, 1803-1873) Escritor, político e esoterista inglês. Pertenceu ao Metropolitan College da Societas Rosicruciana in Anglia. Suas duas principais noveles ocultistas são: Zanoni (1842) e a Vril, a Raça Futura (1872), já clássicas em seu gênero.

Burka: Vestimenta feminina, que mantém o corpo, a face e as mãos cobertas. Representa a virtude do pudor. Conceito infelizmente deturpado.

Butsudan: (jap.) No budismo japonês, pequeno altar familiar.



C
Caaba: (islam.) Construção simples em forma de cubo,onde se reverencia um meteorito negro, se encontra em Meca; acredita-se ser um monumento construído originalmente por Adão. Alguns afirmam que é um centro de peregrinação das épocas da legendária Atlântida. Afirma-se também que em outras dimensões existe um poderoso templo da Grande Fraternidade Branca, onde onde as "húris" (sacerdotisas do templo) ensinam os Mistérios Tântricos.

Cabala: (hebr.) Cábala o Kabaláh. Nome da mística tradição judaica e doutrina que trata da Árvore da Vida (Otz Chaim) e dos Sephirot (aportuguesado como Sefirotes). Sabedoria derivada de doutrinas secretas mais antigas, concernentes à cosmogonia e às coisas divinas, que se combinaram para constituir uma teologia depois da época do cativeiro dos judeus na Babilônia. Todas as obras que pertencen à categoria esotérica são denominadas cabalísticas.

Cagliostro: (Alessandro, 1743-1795?) Ocultista italiano. Extraordinária personalidade de acidentada vida que influenciou as agrupações esotéricas de sua época e alcançou fama de mago, sendo notável como alquimista e médico. Tradicionalmente se estima que o Conde Cagliostro foi o nome adotado por Giussepe Balsamo, um obscuro aventureiro siciliano, porém a crítica moderna tratou de reivindicar sua memória demostrando a existência duas pessoas distintas. O mestre Samael nos fala muitas vezes do enigmático Conde Cagliostro, um dos imortais Mestres Alquimistas que ainda vivem hoje com seu corpo físico. Juntamente com Saint Germain, auxiliou a que Samael se levantasse e iniciasse sua Grande Missão Gnóstica.

Caitanya: (Krishna Caitanya Deva, 1485-1533) Místico hindu fundador da seita Vaishnava que leva seu nome. Sua doutrina de inclinação monista trata de conciliar as distintas tendências da tradição vedanta, considerando también que a salvação deve ser conseguida por meio da bhakty (devoção e amor).

Califa: Governante religioso e político, o patrono dos movimentos súfis.

Canalização: (ufol.) Processo semelhante à psicografia e transe espíritas, em que uma suposta entidade extraterrestre ou de outro “plano” repassa informações usando uma pessoa.

Carpócrates: Patriarca Gnóstico. Fundou em Alexandria, por volta do ano 130 d.C., a Ordem dos Carpocratianos, uma das fraternidades gnósticas mais conhecidas. Fundou muitos conventos esotéricos na Espanha.

Casuística: (ufol.) Conjunto dos casos e incidentes ufológicos propriamente ditos.

Chacra: (masculino, sânscr.) Roda, círculo, nome dado aos centros do corpo sutil, também chamados Padma (lótus). No tantrismo, designa também uma comunidade de adeptos.

Chacra-Puja: (sânscr.; feminino) Adoração em círculo, rito sexual, Cadeia ou Corrente. Dança Circular.

Chaire: (grego) Salve.

Chaire Pamfage: (grego) Salve, ó Resplandecente, Radiante.

Chaire Pangenetor: (grego) Salve, ó Criador do Universo.

Chaire Fale: (grego) Salve, ó Falo, Símbolo da Geração.

Ch’an: (chin.) Veja Zen.

Chandali: (feminino): Mulher pária, considerada pelos tântricos como excelente companheira sexual, por ser submissa (no aspecto positivo, ou seja, ser submissa a Deus). Para os tântricos, a esposa sacerdotisa não deve ser nem inferior nem superior ao seu sacerdote, mas obediente aos desígnios de Deus.

Channeling: Palavra do idioma inglês equivalente a canalização. Pode ser o caso de médiuns espíritas que “dizem” entrar em contato com grandes mestres da luz.

Cha-No-Yu: (jap.) Cerimônia do chá. Representa o trabalho da Alquimia Sagrada e seus instrumentos de apoio. A Alquimia deve ser exercida com muita paciência, serenidade, concentração, disciplina e tolerância. Observe que a sacerdotisa serve o chá cuidadosamente preparado para o seu “convidado”. Na sabedoria tântrica oriental, é a mulher quem coordena o ato sexual sagrado, pois é ela o atanor, o regulador do fogo sagrado dentro da relação sacerdote-sacerdotisa, ou shiva-shákti. No Japão, as Sacerdotisas do Amor eram chamadas de Gueichas.

Charuto: (ufol.) Nome usado por analogia para designar naves de grandes proporções que apresentam forma cilíndrica ou de charuto, provavelmente intermediárias entre as menores (discos e esferas), as quais transporta, e as maiores, que não chegam a entrar na atmosfera. Diz-se que há uma nave por trás da Lua que possui centenas de quilômetros, e é uma gigantesca nave de resgate, à espera do Grande Dia.

Ch’eng-Shih: (chin.; jap. Jôjitsu) Escola chinesa baseada nos ensinamentos da filosofia indiana Sautrantika; seu texto principal é o Sathya Sidhi, escrito por Harivarman (séc. 4°).

Chenrezig: (tib. Spyan Ra Gzigs) Veja Avalokiteshvara.

Chesed: (hebr.) Misericórdia. O quarto Sephirah. O princípio da graçia ou bondade divina que manifesta a Vida e origina os mundos. Uma potência masculina ou ativa. Também é chamado Gedulah.

Chien-Chen: (chin; jap. Ganjin) Monge chinês (688-763), fundador da escola Lü-Tsung (jap. Ritsu).

Chih-I: (chin; jap. Chisha) Monge chinês (538-597), fundador da escola T'ien-T'ai (jap. Tendai).

Chih-Kuan: (chin.) Veja Shamatha-Vipashyana.

Chih-Tun: Monge chinês (314-366) Fundador da escola Prajna.

Chi-Kuan: (chin.) Veja Koan.

Chilam Balam: Livro sagrado maia (Yucatan, México), de que há diferentes versões; a mais importante é a do povoado de Chumayel. O manuscrito (do século 16) foi achado no século 19, talvez procedente de antigos códices e tradições orais. Os sacerdotes (chimales) trasmitiam as profecias divinas, deitados em decúbito dorsal. Balam significa jaguar ou sacerdote, e é também o nome de uma família. De conteúdo religioso, destacam fragmentos relativos a mitos cosmogônicos; otros são rituais, os katuns, fórmulas simbólicas de iniciação; textos calendáricos e históricos sobre os principais grupos de Yucatan e a devastação causada pela conquista espanhola. O manuscrito foi examinado por diversos eruditos e fotografado; logo, foi roubado, destino freqüente desses documentos. Existem várias traduções em espanhol e outras línguas, entre outras destacam-se as de Mediz Bolio para o espanhol, Peret e Le Clézio para o francês, Roys ao inglês.

Ching-T'u: [-Tsung] (chin.; jap. Jodo- [Shû]) Escola fundada pelo monge chinês Hui-Yuan em 402, centralizada na veneração do Buda Amitaba.

Chittamatra: (sânscr.) Apenas mente; principal ensinamento da filosofia Yogachara.

Chi-Tsang: Monge chinês (549-623) da escola San-Lun (Sanron), autor de diversos comentários sobre a filosofia Madhyamaka.

Chö: (tib. Bcod) Cortar; no budismo tibetano, medição para "cortar" o conceito de personalidade. Não identificar-se com a Personalidade, mas sim com o Ser. Estar dentro do "Círculo do Ser", ou seja, não identificação.

Chokmah: (hebr.) Sabedoria, o Pai. O nome do segundo Sephirah da tríade suprema. É uma potência masculina que corresponde ao Yod (Iod, ou décima letra do alfabeto hebraico), do Tetragrammaton IHVH, e também a Ab, o Pai. Refere-se ao Cristo Cósmico, a segunda potência das 3 Forças Primárias.

Chörten: (tib. Chos Rten) Veja Stupa.

Chu-Hung: Monge chinês (1535-1615) que desenvolveu um movimento leigo, combinando as escolas Zen e Jôdo.

Chupacabras: (ufol.) Criatura desconhecida que recebeu esse nome por aparentemente sugar o sangue de animais domésticos, principalmente galinhas, cabras e cachorros. Tornou-se famoso a partir de 1994, após inúmeras ocorrências em Porto Rico e no México; houve muitos ataques no Brasil, e o fenômeno persiste. A descrição varia, mas aponta para um ser com dentes pontiagudos, violento, com olhos vermelhos, braços curtos, pernas fortes, altura entre 1,20 e 1,50 metro e capacidade de fazer pequenos vôos; militares já teriam capturado alguns, inclusive no Brasil. Parece haver vários animais desconhecidos diferentes surgindo e recebendo essa denominação. Trata-se de uma espécie de elemental aprisionado em tempos antigos e que por uma razão ou outra se libertou.

Chu-She: (chin.; jap. Kosha) Escola chinesa baseada nos ensinamentos do Abhidharma-Kosha; fazia parte da escola Fa-Hsiang (jap. Hossô).

Círculos ingleses: Enigmáticas formações surgidas em sua maioria em campos de cereais na Grã-Bretanha, notados a partir da década de 80, e que tornaram-se cada vez mais complexos com o passar dos anos; são formados durante a noite através do encurvamento dos talos das plantas.

Claude de Saint Martin: (1743-1803) Filósofo e ocultista francês connhecido como "le philosophe inconnu", pseudônimo com o qual foram publicadas sus obras. Foi o fundador, no ano 1775, do Rito Hermético Martinista, baseado nas doutrinas de seu mestre, o místico cabalista Martinez de Pascually.

Clemente de Alexandria: (150-216 d.C.) Mestre de Orígenes. Um dos mais notáveis apologistas do século 3°. Um dos grandes Patriarcas do Gnosticismo.

Contato imediato: (ufol.) Evento em que uma ou mais pessoas vêem algo extraterrestre, com graus diversos, indo desde o avistamento de uma nave até a interação física com os tripulantes.

Contatado: (ufol.) Pessoa com a qual extraterrestres estabeleceram contato, mantido ou não ao longo do tempo; um abduzido não é necessariamente um contatado, e vice-versa.

Coração de Osíris: (egípcio) O conhecimento do coração é a percepção direta da Luz inteligível; a Luz do Verbo; a Luz irradiante do Sol Espiritual; o Coração do Mundo.

Corão: (Alcorão) Livro sagrado dos mulçumanos.

Cornélio Agripa: (Heinrich Cornelius Agrippa Von Nettesheim, 1486-1535) Erudito, filósofo e médico alemão. Juntamente com Paracelso e Fausto de Praga, foi discípulo de Trithemius. Estudou alquimia, cabala e magia. Desempenhou missões diplomáticas, exerceu a medicina e ocupou a cátedra. Teve conflitos com a Igreja, morrendo com fama de mago. Uma das maiores figuras no campo da Magia Natural e sua evolução até a ciência experimental, concretizou uma primeira tentativa para investigar os mistérios do Universo. Sua filosofia é a neoplatônica e neopitagórica, mesclada com elementos cabalísticos. Sua obra capital é a De Occulta Philosophia (1510). O venerável mestre Samael nos diz que foi um grande magoe alquimista que conheceu a Pedra Filosofal, embora tanha intelectualizado demais a Grande Obra.

Coroa de Nemmés: (egípcio) Coroa dos Santos. Corresponde ao grau de Ascensão, onde se encarna as forças cabalísticas de Kether, o Pai Celestial. Tornar-se Uno com o Pai.

Coroa de Ureret: (egípcio) Coroa de Hórus. Consistia em um alto capacete, ou elmo, branco com chifres de carneiro e o Urhek (Ureus em grego) na parte anterior (uma serpente ao redor do disco de Hórus). Suas duas plumas representam as duas verdades: a vida e a morte. Esta coroa simboliza a Iniciação e a Sabedoria Oculta. Coroa egípcia usada somente pelos Homens Conscientes.

Cosmocrator: (grego) Construtores do Universo, os Arquitetos do Mundo; ou seja, as Forças Criadoras personificadas. São sete as Hierarquias Espirituais ou seres inteligentes de que se valeu o Logos ou Dios para a construção do Universo.

Court de Gebellin: Cabalista e esoterista do século 19, estudioso de Tarô, escrevendo várias obras sobre o tema. Foi o divulgador mais abnegado do Tarô Egípcio, muito usado pelos estudantes gnósticos na atualidade.

Crestos Cósmico: (grego) O Salvador, o Purificador. Sacerdote e Profeta. Na Linguagem da Iniciação, significa a morte da natureza interna, inferior ou pessoal do homem. O Princípio do Bem. Muito tempo antes da era cristã, havia “Chrestianos”, e tais eram os Essênios. Na 1ª Epístola de São Pedro, II, 3, dá-se a Jesus o título de “O Senhor Chrestos”.

Cristian Rosencreutz: (1378-1484) Nome simbólico de um elevado mestre espiritual, considerado o fundador da Ordem Rosa-cruz. Sua figura é um dos grandes enigmas da tradição esotérica ocidental.

Crocodilo: (egípcio) O grande réptil Tifón, ou Tifón Bafometo. Símbolo do Quaternário Inferior. Princípio da diferenciada matéria caótica sempre em luta. Se lhe acusa de “roubar a razão da alma”. Sumido no mal e nas trevas. O pólo superior, positivo, do simbolismo do Crocodilo representa a nosso Pai Interno, o Íntimo.

Cristos: (grego) Cristo; o Ungido, o Resurrecto. Em linguagem de Mistério ou esotérico, Christés ou Christos significava que já se havia percorrido “o Caminho”, o Sendeiro, e alcançado a meta; quando os frutos de um árduo trabalho para unir a efêmera personalidade de barro com a Individualidad indestrutível, a transformavam deste modo no Ser Imortal.

Cristus-Lúcifer: (latim) O Sendeiro ou Caminho por percorrer até alcançar a meta: fruto de un árduo trabalho para fusionar a Alma Humana com a Alma Divina, transformando-se em um Ungido; alcançada por meio da Iniciação, após longas provas e sofrimentos.

Crop Circles: Expressão da língua inglesa para os círculos ingleses.

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