Glossário Gnóstico

A

Aarão: Grande Mestre e Sacerdote Teurgo, foi companheiro e seguidor de Moisés. A última encarnação conhecida do profeta Aarão foi em El Salvador, se tornando discípulo do mestre Samael.

Abaissement du neveau mental: (psicol.) Um abaixamento do nível da consciência, uma condição mental e emocional experienciada como uma “perda da alma”. É um afrouxamento na intensidade da consciência que é sentido como falta de interesse, tristeza ou depressão, e que as vezes acontece de forma tão intensa que simplesmente toda a personalidade se desmorona perdendo assim sua unidade. Entre as causas que a provocam estão a fadiga mental e física, o adoecimento do corpo, emoções violentas e choque traumático restringindo a personalidade como um todo. ENTROPIA DA CONSCIÊNCIA.

Abdução: (ufol.) Seqüestro de pessoa por alienígenas; em grande parte dos casos o abduzido sofre exames médicos, colocação de implantes em seu corpo e supressão da memória do ocorrido.

Abel: A alma humana que deve ser encarnada e criada por meio dos três fatores de revolução da Consciência: Nascer, Morrer e Sacrifício (fundamentos do Trabalho Gnóstico).

Abhayan-Samkara: Medo inato, o fruto da ignorância em geral.

Abhedananda (Swami): (Kali Prasad Chandra, 1866-1939) Filósofo vedantista hindu, discípulo de Ramakrishna e continuador da obra de Vivekananda. Autor de Atma-Jnana ou O Conhecimento do Ser. Este Iniciado é discípulo de Samael Aun Weor no plano astral.

Abhidharma-Pitaka: (sânscr.; páli Abhidhamma-Pitaka) Compilação de ensinamentos sobre filosofia, psicologia e metafísica. Veja Tripitaka.

Abhidharma-Kosha: (sânscr.) Texto do monge indiano Vasubandhu (século V) sobre a escola Sarvastivada.

Abhisheka: (masculino) Nome técnico da Iniciação Tântrica. Ordenação.

Abracadabra: Originado de Abrahadabra. Para o doutor Jorge Adoum (Adonai), é um poderoso mantra curativo dos pulmões, além de abrir nossas “memórias de vidas passadas”, segundo o VM Samael Aun Weor. Existem diversas possíveis origens, tais como do latim Adava Kedavra (Que tudo se destrua, graças a Deus); do hebraico Ad Ben Ruach Acadoch (Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo); do árabe Abra Kadabra (Que se destrua este feitiço); e, finalmente, do aramaico Abra Cadavra (Criarei como direi).

Abraxas: (grego) Arquétipo supremo dos gnósticos. Simboliza o Homem Completo, Cósmico. (Abraxas na Numerologia: 365 = Número de las Moradas Celestes). Basilides, gnóstico que viveu na Alexandria no ano 90 d.C., empregava o termo Abraxas como um nome da Divindade, a suprema das Sete, e como dotada de 365 virtudes. Na numeração grega, o A = 1, B = 2, R = 100, A = 1, X = 60, A = 1, S = 200; o que forma um total de 365, dias do ano, Ano Solar, um ciclo de ação divina. As gemas Abraxas representam geralmente um corpo humano com cabeça de galo, um dos braços com um escudo e o outro com un látego. É também um poderoso mantra de transmutação que todo Esoterista Prático deve experimentar.

Ab-reação: (psicol.) Um método de se tornar consciente de reações emocionais reprimidas através do reviver e do recontar de uma experiência traumática. Depois de algum interesse inicial pela “Teoria do Trauma”, Jung abandonou a ab-reação (juntamente com a sugestão) como uma ferramenta efetiva na terapia da neurose, pois ele percebeu que a maioria dos traumas era de invenções fantasiosas que nunca tinha acontecido e assim não poderia imaginar que a repetição dessas experiências inteiramente exageradas pudesse ter um valor terapêutico diferente do procedimento da sugestão. Porém, a repetição do recontar a experiência (Constante Retrospectiva), que precede a meditação profunda, cria mecanismos que nos ajudam a descobrir as causas de nossos traumas. Esta técnica é uma das forma de Retrospectiva, prática gnóstica de reviver e conscientizar-se dos fatos ocorridos no dia. A Retrospectiva pode ser visual e/ou verbal.

Abroton: (grego) Divino Imortal.

Absoluto: A totalidade de tudo o que existe ou poderia existir em todos os níveis, em todos os mundos e em todos os tempos; mais especificamente, a Consciência e a compreensão que existem naquele nível e contêm, assim, a mais alta inteligência possível. Esotericamente, o Ayocosmo, origem de todos os sistemas de Cosmos. O Eterno Pai Cósmico Comum, o Aelohim dos cabalista, o Adhi-Buda dos budistas, o Incognoscível dos gnósticos.

Absu: (Apsu, Abzu, Apzu; babil.) Literalmente, água doce. Na cosmologia Suméria, o imenso espaço e fonte das águas primordiais, onde mora Ab, o pai das águas e senhor da sabedoria. Na cosmologia babilônica, o marido de Tiamat, pai dos primeiros deuses, e após a morte deste, o reino das águas doces subterrâneas, lar de Ea e dos Sete Sábios. Também é nome do templo de Ea em Eridu.

Abubu: (babil.) Personificação do dilúvio como arma, torrentes e enchentes. Usado como um epíteto e como arma por vários deuses, como Ninurta, Nergal e Adad. Também descrita como a voz de Humbaba.

Ácade/Acádio: (babil.) Primeira cidade babilônica, escolhida e fundada por Sargão I em 2475 a.C. Idioma semítico do leste, semelhante ao hebreu e ao árabe; inclui dialetos dos babilônios e assírios, escrito em sistema cuneiforme, que são sinais que possuem valores logográficos, silábicos. Idioma usado há cerca de 2400 a 100 a.C.

Acender os Fogos: (sânscr.) Evocação de um dos três grandes poderes do Fogo, o “Ir a Deus”.

Achária: (sânscr.; jap. Ajari) Professor, mestre.

Acidente: (Lei dos) Acontecimentos que ocorrem a uma pessoa, que não são nem o resultado de sua própria ação consciente, prévia, nem o resultado direto de uma intenção consciente. A influência dos Acidentes na vida de uma pessoa, em contraposição a outras influências como causa e efeito, destino e vontade consciente.

Adad: (sumério Ishkur, semítico Oriental Hadad, Adar, e Addu, também Rimmon, Ramman, “o que faz a terra tremer”) Deus das tempestades, controlador de canais de irrigação e filho de Anu. Deus dos relâmpados, chuva e da fertilidade. Identificado pelos romanos com Júpiter. No Épico de Gilgamesh, o deus dos ventos, trovões e tempestades. Símbolo: touro e relâmpado. Deus oracular. Centro de culto: Alepo. Na Mesopotâmia, sua presença surge após os tempos pré-Sargônidos. Reverenciado principlamente pelos povos ao norte da Babilônia, conforme evidências encontradas nas cidades de Mari e Ebla. No segundo milênio antes de nossa era, Adad era o deus da cidade de Alepo, mas em outras áreas da Síria, seu culto se funde com o de outros deuses do tempo, como Baal e Dagon. Adad foi um deus importante na Assíria. Tiglath-Pilesar I construiu um santuário para ele e Anu na capital Ashur. Adad é freqüentemente invocado em maldições, bem como em documentos especiais e privados, como figura de proteção e advertência para todos.

Adão: Um dos dez Sublimes Patriarcas antediluvianos. Adão representa a todos os milhões de habitantes da Lemúria.

Adão-Eva: A raça Hiperbórea. Andróginos Inativos.

Adão Kadmon: Entre os cabalistas é Iacco ou Iacchos. É o próprio Dionísio grego, o deus do vinho ou energia erótica sublimada. O Ser na sua totalidade, o Ser Total auto-realizado. Na Cabala hebraica, o corpo de Adam Kadmon é a Árvore Sefirótica. Em termos cabalistas, é a pessoa que logrou cristalizar em seu interior as três forças primárias, ganhando o direito de regressar ao Sagrado Sol Absoluto. Andrógino Divino de la primeira raça humana.

Adão Solus: A Raça Protoplasmática.

Adapa: (Uan, Oanes; babil.) De acordo com o mito, Adapa é filho do deus Ea/Enki, o deus da sabedoria, bem como também o Sacerdote-Rei de Eridu, a cidade mais antiga da Babilônia. Ele foi o primeirodos Apkallu, os Sete Sábios enviados por Ea, que trouxeram as artes e civilização para a humanidade. Enki deu a Adapa conhecimento, mas não a vida eterna. Adapa também era um pescador, e um dia, quando estava pescando para prover o templo de Ea, o Vento Sul, Sutu, entornou seu bote, atirando-o contra as rochas, e Adapa, furioso, quebrou a asa do Vento Sul. Por este ato, ele teve de responder frente a Anu nos céus. Ea aconselha Adapa a não beber ou comer da mesa de Anu, e com isto, Adapa acaba não recebendo a vida eterna. Adapa é o precursor do Adão bíblico, o primeiro homem.

Ad Deum Qui Leatificat Juventutem Meam: (latim) Para Deus, que é a alegria de minha juventude.

Adepto: (latim: Adeptus, “o que obteve”). É aquele que, mediante o desenvolvimento espiritual conseguiu o grau de Iniciação; isto e, alcançou conhecimentos e poderes transcendentais e chegou a ser Mestre da Filosofia Esotérica. O Adepto é un ser plenamente Iniciado que vela pelo progresso da humanidade e a dirige. Alguns Adeptos pertencem ao atual Mahavântara, outros proceden de outros anteriores. “Filho de Deus” e “Filho da Luz”, depois de recebir a “Palabra Perdida” (quando nasce o Cristo Interno) e os Sete divinos atributos da “Lira de Apolo” (Lira de Sete Cordas, símbolo do sétuplo mistério da Iniciação). Ao que acaba de se iniciar se lhe chama “primeiro nascido” e “duas vezes nascido”, quando alcança sua final e suprema iniciação. Sinônimo de Mestre. O Adepto está muito além dos santos, já que estes se estancaram em seu avanço, e, ainda que estejam em mundos de suprema felicidade, não eliminaram os erros de sua parte oculta da “lua psicológica”. Em ordem de méritos, depois do profano está o Santo e depois o Mestre, o Adepto.

Adi: Tatwas secretos que vibram durante a Aurora e resultam excelentes para a meditação interna. Ajudam muito a lograr o êxtase ou Samadhi. Para se captar o tatwa Adi, sugerem-se Pranayamas, Meditação e realizar as práticas antes do nascer do sol.

Adi-Buda: (bud.) Veja Samantabhadra e Absoluto.

Adi Kaya: Vazio e claridade. Inteligência iluminada. Corpo do Homem Galáctico.

Adonai: (hebr.) Meu Senhor. Astronomicamente, o Sol. Adoniram (Adonis + Hiram), Adonai, Adonis: Antigos nomes caldeo-hebraicos dos Elohim, ou forças criadoras terrestres, sintetizadas em Jeová. É o nome de um grande mestre da Fraternidade Branca, ligado ao Raio da Lua, é o mestre da Luz e da Alegria. A palavra Adonai é também um mantra curativo.

Adônis: Era filho de Mirra e de seu Pai Cyniras. As ninfas cuidaram de sua educação e quando se tornou homem, era tão formoso que Vênus enamorou-se dele. Porém Marte, o amante simbólico Dela, metamorfoseou-se em javali atacou o belo Adônis (a Essência) e o fez em pedaços. Isso representa, alegoricamente, que nossa Essência, está despedaçada em múltiplos pedaços dentro dos vários Eus psicológicos.

Adoum: (Jorge, Mago Jefa) Médico e escritor de ocultismo de origem libanesa, que assinava como Mago Jefa. Desencarnado em 1958, no Rio de Janeiro. O Mestre Samael refere-se à sua obra A Sarça de Horeb, aonde se faz a descrição de uma autêntica missa negra. Também afirma que ele é um grande escritor gnóstico e mestre de Mistérios Maiores da Loja Branca.

Adultério: Produz-se normalmente porque os casais não energeticamente afins nos cinco centros da máquina humana ou por terem distintos temperamentos. A mulher, por ser energeticamente o elemento passivo, armazenam-se nela durante o ato sexual certas substâncias atômicas do homem. Por isso, é um problema gravíssimo adulterar, já que o homem que adultera contrai os elementos energéticos dos outros parceiros com os quais a mulher se relacionou sexualmente, daí se envenenando.

Aedom, Eodon: (gnosis) Palavra pertencente à língua de ouro dos mestres da Luz. Significa Aflição Mística.

Aelohim: Nome que os antigos davam ao Eterno Pai Cósmico Comum. É a Seidade incognoscível e imanifestada.

Aeon: (latim, grego: Aión) O tempo, a eternidade. Emanações procedentes da Essência divina, seres celestiais; entre os gnósticos eram gênios e anjos; Eón, que equivale à voz castelhana “evo”, é também o 1º Logos; “Eternidade”, no sentido de um período de tempo aparentemente interminável, porém, apesar de todo, que tem limite, ou seja, um Kalpa ou Mahavântara. Os Eons, Espíritos estelares emanados do Ain Sof, são inteligências ou seres divinos idênticos aos Dhyán Chohans da filosofia oriental.

Afrodite: (grego) Deusa do Amor e da Beleza. Nascida da espuma do mar, isto é, da transmutação sexual. Em Roma passou a ser Vênus. Nos mundos internos é uma grande mestra da Fraternidade Branca.

Ágama: (sânscr.; masculino): Acesso, nome de alguns textos sagrados do hinduísmo vinculados com o tantrismo.

Agartha: (Agarthi) Reino subterrâneo onde vivem os membros da Sagrada Ordem de Melchisedeck. É o reino do Senhor Melquisedeck, o Regente Supremo do planeta Terra. São todas as cavernas da Terra, onde existem diversas cidades místicas, como Shamballah, a Cidade dos Deuses, onde oficia o Cristo Jesus.

Agna, Ajna: (sânscr.; feminino), Agna-chacra (masculino) Sexto centro, ou Chacra, do corpo sutil, situado um pouco acima do entrecenho. É o chacra da terceira visão. O terceiro olho, o qual quando desperto nos confere o sentido da Clarividência e a virtude da Sabedoria.

Agni: Deus supremo do elemento Fogo. Tradicionalmente se pinta a Agni usando uma roupagem violeta e montando um carneiro, símbolo da energia sexual sublimada. No astral, Samael diz que este mestre toma a forma de um bebê recém-nascido irradiando uma luz puríssima. Chefe supremo de todos os Deuses, Gênios, Devas e demais seres do fogo, como as salamandras. É um dos quatro supremos Devarajas, filhos da Mãe Cósmica.

Agnostos Theos: O Espaço Abstrato Absoluto Incondicionado e Eterno. A Divindade incógnita e desconhecida. O Demiurgo Arquiteto do Universo.

Agregados: (psíquicos) (bud.) Ego, Skanda.

Água Morta: É um tipo de iluminação relativa, não objetiva. Indica que o Iluminado ainda tem ataduras psicológicas. É o Samadhi momentâneo, ainda impurificado pelo Ego.

Ahamkara: É, na Yoga, a dissolução do Eu Psicológico mediante a compreensão durante a meditação e com a ajuda da Kundalini, ou seja, o fogo sexual ascendente.

Ahamkrita-Bhava: (sânscr.) Condição egóica na qual se acha a Consciência.

Ah-Hi: São os fogos inteligentes da Aurora da Criação. Estão saturados de felicidade. Esses seres de ouro, misteriosos e terrivelmente divinos, moram muito além da mente e das sombras que choram. Eles constituem-se no Exército da Voz, o Verbo, a Palavra.

Aibu: (gnosis) Palavra de saudação na língua dos mestres da Fraternidade Branca. Também Albu.

Ain: (hebr.) É o existente em estado negativo, a Divindade em repouso e absolutamente passiva. Primordial e fantasticamente desconhecida manifestação do Absoluto. Eterno Ignoto.

Ain Sof: (hebr.) É a estrela atômica interior que deve brilhar a partir do momento em que o Ego atômico seja desintegrado. O Ilimitado ou Infinito; a Deidade que emana e se estende. Na Cabala, o Ancião de todos os Anciães; o Eterno; a Causa Primeva. Ain Soph também é escrito En Soph e Ein Soph, pois ninguém, nem mesmo os rabinos, está inteiramente seguro de suas vogais. Para os antiguos filósofos hebreus é o Princípio Uno, Abstrato (o mesmo que para a filosofía oriental é Parabrahman). Entre os primitivos cabalistas caldeus, Ain Soph era o “sem forma ou ser”, “sem nenhuma semelhança com outra coisa qualquer”. A voz Ain significa “nada” ou “Olho”, no sentido de ser o Centro de todas as Infinitudes e Eternidades.

Ain Sof Aur: (hebr.) “Luz sem limites”. A Luz infinita que se reconcentra no primeiro e supremo Sefirote, que é Kether, a Coroa.

Ain Sof Paranishpana: (hebr.) Átomo auto-realizado que possui os 4 Átomos COHN: Carbono, Oxigênio, Hidrogênio e Nitrogênio. Ou seja, esta é a alegoria de todo Mestre que se auto-realizou totalmente, cristalizando uma quintessência de todos corpos internos, ou seja, de todos os 10 Sefirotes da Cabala. Só é um mestre Ascenso quem cristalizou a Árvore Cabalística em sua Consciência, e essa Árvore é em síntese uma série de Átomos Hiperdivinos que se cristalizam no Fundo Hiperlativo de nosso Ser. Mestre auto-realizado e livre.

Aka-Bolzub: É o aspecto feminino do Logos, entre os maias. A Cósmica Mãe Divina.

Akasha: (sânscr.) A causa primordial do Éter, do eletromagnetismo, o quinto elemento criador da Natureza.

Akiba: (jud.; Aquiba Ben Joseph, 50-132 d. c.). Rabino e cabalista hebreu, fundador da escola rabínica de Jafa e mestre de Simeon ben Jochai. Recolheu as tradições cabalísticas esotéricas hebraicas e sistematizou o Sepher Yetzirah que normalmente lhe é atribuído. Segundo a tradição oculta, alcançou a iniciação.

Akshobhia: (bud.) Um dos cinco Dhyani-Budas.

Alah: (islam.) Palavra árabe que designa Deus. Também Alá. Sagrado mantra do Deva que se encontra sobre a Caaba, em Meca, Arábia Saudita.

Alaya-vijnana: (sânscr.) Consciência-armazém; conceito da escola Yogachara para definir uma consciência cósmica que armazena todos os fenômenos. É a onisciência do Iluminado.

Alberto Magno: (alq.; 1206-1280 d.C.) Filósofo Escolástico alemão, da Ordem Dominicana. Um dos espíritos mais universais da Idade Média, introduziu o aristotelismo na Teologia, que soube irmanar com as ciências físico-químico-naturais. Alcançou fama de mago por seus experimentos alquímicos e físicos. São muito conhecidos nos círculos esotéricos os seus escritos, especialmente: O Grimório de Alberto o Grande.

Albumasar: (alq.; Abu Maaschar, 805-885) Astrólogo e astrônomo árabe que viveu em Bagdá. Sua Introductiorum Astronomium e outras obras astrológicas traduzidas do latim exerceram grande influência no desenvolvimento da astrologia na Idade Média.

Alcorão: Livro sagrado dos muçulmanos. Em árabe, Cur’an significa literalmente O Livro (Al-Ktab). Texto sagrado do Islã. O nome em árabe indica algo lido ou recitado. Esta palavra pode ser uma forma arabizada de origem assíria. Se aplica ao livro que contém o que para os muçulmanos foram uma série de revelações de Alá (Deus) a Maomé durante sua estância em Meca (Makka) e Medina (al-Madinah) durante as primeiras décadas do século 7.

Aldebaran: (ufol.) Situa-se na Constelação do Touro. Segundo afirmações do Mestre Samael Aun Weor, fundador do gnosticismo moderno, essa estrela possui algumas das civilizações mais evoluídas da galáxia. Tal foi sua evolução que os planetas ao redor de Aldebaran se transformaram em corpos luminosos, quase como estrelas. Sua evolução tecnológica é também espantosa. Quando esses seres viajam a outros planetas e galáxias, usam seus corpos luminosos, não necessitando mais de naves. Juntamente com a Ursa Maior, possui uma das mais adiantadas civilizações de toda a nossa galáxia.

Aleister Crowley: Nascido sob o nome Edward Alexander Crowley, no dia 12 de outubro de 1975, é o bodhisatva caído do mestre egípcio Therion. Divulgador da filosofia Thelemita. Infelizmente, por não trabalhar sobre a morte do Ego, converteu-se num hanasmussen, tergiversando os ritos sagrados passados a ele por membros da Santa Igreja Gnóstica européia.

Alfa-cinza: (ufol.) Tipo de extraterrestre extremamente magro, de pele cinza, cabeça enorme sem orelhas e nariz, grandes olhos negros sem pupilas; a maioria tem cerca de 1,20 m, mas há alguns altos. Confira zeta.

Al-Ghazali: (Abu Hamid Al-Ghazali, 1058-1111) Filósofo e Místico súfi árabe. Uma das mais proeminentes figuras do Sufismo, tentou através de suas obras a reconciliação e assimilação do Sufismo na teologia muçulmana ortodoxa. Autor de importantes trabalhos filosóficos, onde impregna as teses aristotélicas.

Al-Hallaj: (Hussein Ibn Mansur, 866-922 d.C.) Místico Súfi, discípulo do célebre mestre Junsid de Bagdá. Predicou logo sua própria doutrina na Índia e no Turquestão, regressando logo a Bagdá, onde foi condenado à morte aparentemente por haver exposto publicamente a Doutrina Oculta. Não obstante, foi anos depois muito venerado. Em sua Mensagem de Natal 1967-1968 (A Noite dos Séculos), o mestre Samael dedica todo um capítulo à história deste Grande Mestre, no qual o chama “O Cristo Súfi, O Omnicósmico”.

Alice A. Bailey: (1880-1949) Esoterista e autora inglesa. Em sua juventude formou parte de um centro teosófico de Los Angeles (EUA), logo fundando a Arcana School e a revista The Beacon. Suas numerosas obras foram inspiradas ou ditadas pelo Mestre Djwal Khul (ou simplesmente DK, O Tibetano), mediante aa faculdade de clariaudiência que a autora possuía. Obras: Psicologia EsotéricaTratado sobre os Sete RaiosTratado Sobre o Fogo Cósmico etc.

Ali ibn Abi Talib: Primo e genro do profeta, quarto califa; casou-se com Fátima, filha do profeta Mohammad, ou Maomé. É representado como o imã supremo dos súfis. Seu símbolo é a espada Zulfikar, a espada de duplo gume, símbolo da força da kundalini, que tanto pode ascender pela coluna vertebral do esoterista quanto baixar a seus infernos atômicos, transformando-se na cauda de demônio.

Allan Kardec: (Hipollyte Leon Denizard Rivail, 1804-1869) Espírita e pedagogo francês. Colaborador de Pestalozzi. Atuou na docência e desde 1865 advogou na difusão e codificação da doutrina espírita. Fundou a Revue Spirite e a Societé Parisienne d’Etudes Spirites. Sua obra Le Livre d’Esprits (O Livro dos Espíritos) se converteu em texto básico do espiritismo, ao que configurou num sistema doutrinário filosófico-moral coerente. Sua personalidade ocupa um lugar de exceção dentro do espiritualismo de todos os tempos. Samael estudou suas obras, assim como Krumm-Heller e ambos encontraram elementos que os ajudaram em suas buscas da verdade. Sem embargo, não compartilharam com os processos de mediunidade, qualificando-os como pura Magia Negra.

Allat/Allatu: Deusa babilônica da sexualidade e da cópula, esposa de Nergal. Veja Ereshkigal.

Allulu: Ser metade pássaro, metade humano, que amou Ishtar, e que teve suas asas quebradas.

Alphonse Louis Constant: (Elifas Levi Zahed, 1810-1875) Esoterista, cabalista e autor francês. Chegou a ser diácono, porém foi expulso do seminário, provavelmente por seus atos demasiado liberais e por mostrar grande interesse pelas ciências ocultas. Foi Mestre de vários ritos maçônicos e iniciado da Societas Rosicruciana in Anglia. Membro dos Frates Lucis, e é considerado uma das mais altas e importantes personalidades ocultistas do século 19. Autor de: Dogma e Ritual da Alta Magia, História da Magia, O Livro dos Esplendores etc. Samael nos ratifica sua maestria, cita-o freqüentemente e nos narra algumas de sus experiências com este Mestre.

Alternativa 2: (Ufol.) Projeto que teria sido arquitetado na década de 50 para preservar a raça humana de uma futura extinção; consistiria na construção de gigantescas cidades subterrâneas. À parte ser real a existência de enormes complexos subterrâneos, os Alternativa 1, 2 e 3 teriam sido criações de um programa inglês de ficção científica na décade de 70.

Alternativa 3: (ufol.) Proposto conjuntamente com o Alternativa 2 e com análoga finalidade, propunha a exploração e colonização de Marte, Vênus e/ou da Lua, com auxílio de tecnologia alienígena; há quem acredite que tenha resultado em pousos na Lua ou em Marte em 1962, e que existiriam bases do governo secreto nestes orbes. Pode tratar-se no entanto de fantasia (ver Alternativa 2).

Amém, Amén: (hebr.) A palavra Amém em hebraico está formada pelas letras A, M, N = 1, 40, 50 = 91, e, assim, é um similar de “Jeová Adonai” = 10, 5, 6, 5 e 1, 4, 50, 10 = 91 em conjunto. É uma forma da voz hebraica equivalente a “Verdade”. Na linguagem ordinária, Amém se diz que significa “Assim seja”. Porém, em lenguagem esotérica, Amém significa “o oculto”. Os egípcios empregavam dito termo para invocar a seu grande Deus de Mistério, Ammon (o Ammas, o Deus Oculto), afim de se fazer visível e manifestar-se a eles. Amém é intitulado “Senhor da festa da Lua Nova”. Jeová-Adonai é uma nova forma do deus de cabeça de carneiro, Amoun ou Amon, que era invocado pelos sacerdotes egípcios sob o nome de Amém.

Amén-Smen: (grego) Paraíso dos Oito (Ogdóada) A Tétrade o Quaternário, ao refletir-se, produziu a Ogdóada, o “Santo Oito” segundo os gnósticos marcosianos. Os Oito Grandes Deuses foram denominados a “Sagrada Ogdóada”. Na filosofia oriental, a Ogdóada é Aditi com seus oito filhos.

Amenti, ou Amén-Ti: (egípcio) Esotérica e literalmente, a morada do Deus Amen o Amoun, ou o Deus secreto, escondido. Exotericamente, el reino de Osíris dividido em 14 partes, cada uma das quais, estava destinada a algum fim relacionado com a vida futura do defunto. Entre outras coisas, em uma dessas divisões estava a Sala do Juízo. Era a “Terra do Ocidente”, a “Mansão Secreta”, a “Terra Tenebrosa” e a “Casa Sem Porta”. Porém também era Kerneter, a “Morada dos Deuses” e a “Tierra dos Espíritos ou Sombras”, como o Hades dos gregos. Era, também, a “Casa de Deus-Pai” (no qual há “muitas mansões”). As 14 divisões comprendiam, entre muitas outras, Aanroo, a Sala das Duas Verdades, a Terra da Bem-aventurança; Neter-xer, “ou lugar funeral ou cemitério”; Otamer-xer, os “Campos de Aprazível Silêncio”; e também outras muitas salas e mansões místicas; uma delas como o Sheol dos hebreus, outra como o Devakán dos ocultistas etc. Ademais das 15 portas da morada de Osíris, havia dois principais: a “porta de entrada” ou Rustu, e a “porta de saída” (reencarnação) ou Amh. Porém não havia no Amenti sítio algum que representasse o ortodoxo inferno cristão. A pior de todas era a Sala das Trevas e Sonhos eternos. Este lugar é Decreto Kármico; a Terra do Silêncio, a mansão daqueles que morrem absolutamente incrédulos, que falecem antes do término assinalado de sua vida, e por último do que morre no umbral do Avitchi, que jamais está no Amenti ou algum outro estado subjetivo, salvo em um só caso: quando estão nesta região de forçoso renascimento. Esses não se detinham muito tempo ainda que em seu estado de sonho profundo, de esquecimento e trevas, antes ao contrário, eram conduzidos com mais ou menos presteza até o Amh, a “porta de saída”.

Amina: Mãe do profeta Maomé, sua Mãe Divina.

Amitaba: (sânscr.; chinês O-Mi-Tuo; jap. Amida; tibet. Öpagmed/’Od Dpag Méd) Um dos cinco Dhyani-Budas, associado à Terra Pura do Oeste, Sukhavati.

Amortecedores: Mecanismos psicológicos que nos impedem de experimentar a realidade do momento presente e ver a nossa verdadeira condição mecânica; particularmente, um mecanismo através do qual a Falsa Personalidade protege o quadro fantasioso que temos de nós mesmos. O uso de um amortecedor como em “amortecer uma situação desagradável”.

Amurru: (babil.) Deus principal dos Amoritas, chamado de Deus do Oeste da Natureza, mas de templos e atribuições ainda incertas. Nome do Vento do Oeste em acádio.

Amplificação: (Psicol.) Método de interpretação de imagens oníricas e desenhos desenvolvido por Jung, no qual o motivo ou a imagem onírica são ampliados, esclarecida e dado a ela um contexto significativo comparando-a com imagens similares da mitologia,do folclore e da religião comparada. A amplificação estabelece o contexto coletivo de um sonho, permitindo que seja visto não só em seu aspecto pessoal, mas em termos arquetípicos gerais que são comuns a toda a humanidade.

Anaata, Anahat: (sânscr.; masculino) Quarto chacra do corpo sutil, localizado à altura do coração. É o chacra que nos confere a intuição e nos dá o poder de controlar os ventos, os furacões. Se bem desenvolvido, dá os poderes paranormais da Levitação e do Teletransporte.

Anael: (hebraico) Arcanjo-Cosmocrator. Regente e Embaixador planetário de Vênus. Símbolo do amor, da bondade, da arte e da virtude de Deus. É o embaixador do Logos de Vênus (Uriel) na Terra (Lembrando que Uriel é um dos quatro grandes Arcanjos, junto com Miguel, Rafael e Gabriel, que governam as estações). Seu nome significa “a luz de Deus”, e se lhe representa com um pergaminho e um livro que simboliza seu caráter de intérprete de juízos e profecias. A literatura esotérica expressa que Ele rege o verão e está relacionado com o princípio das forças do elemento sutil do enxofre. No Islã, Ele é chamado Israfil e é o Arcanjo da música que fará soar sua trombeta no Dia do Juízo para anunciar a Ressurreição.

Ananda: (sânscr.; masculino) Felicidade, bem-aventurança, estado de aptidão espiritual, objetivo do Sádhana tântrico. Primo do Buda Shakyamuni e um de seus principais discípulos.

Anapanasáti: (páli) Meditação sobre a respiração.

Anatman: (sânscr.; páli Anatta) O não-eu, não-ego, não-essência; ausência de qualquer indivíduo ou essência independente ou permanente. Veja Trilakshana.

Angal: (ou Ishtaran; babil.) Deus patrono de Der, a cidade ao leste do rio Tigre.

Angutara-Nikaya: (páli) Coleção Numérica; uma das seções do Sutta-Pitaka.

Aniquilação Budista: (sânscr.) Quando o discípulo se encontra no máximo grau de estancamento e passa por grandes crises emocionais, por um Supremo Arrependimento ou Suprema Dor, e não pode desintegrar o Ego-Causa, pois está relacionado com a Lei do Karma, a Mãe Divina Kundalini perdoa e se levanta e pulveriza a causa do erro, liberando a Essência. De um modo mais amplo, é a morte dos “venenos mentais”que aprisionam o budhata, a Essência Divina.

Ankh: (egípcio) Cruz egípcia que simboliza o Triunfo da Vida sobre a Morte; a Reencarnação e a Imortalidade. É a cruz com asa ou Ansa; é chamada também Cruz Ansata.

Ankh-Lad: (egípcio) Como um dos atributos de Ísis, era o círculo mundano; como símbolo da Lei sobre o peito de uma múmia, era o da Imortalidade, de uma eternidade sem princípio nem fim, a que descende sobre o plano da natureza material e o rebaixa, a linha horizontal feminina, sobrepujando a linha vertical masculina; o fecundante princípio masculino da Natureza, ou Espírito. Esotericamente, é um Grau relativo à Consciência Objetiva do Ser. Somente os Mestres Ressurrectos e os Ascensos é que possuem o ankh-Lad.

Anitya: (sânscr.; páli Anitta) Impermanência. Veja Trilakshana.

Annie Besant: (1847-1939) Teósofa, jornalista, reformadora social e oradora de origem irlandesa. Avançada discípula de HPB, ocupou a presidência da Sociedade Teosófica em Adhyar, desde 1907, até seu falecimento. Foi uma das mais notáveis figuras no campo da Teosofia moderna. Obras: A Sabedoria Antiga, Genealogia do Homem, O Homem e seus corpos etc. O Mestre Samael a menciona em várias ocasiões, especialmente no concernente ao Caso Krishnamurti. (Veja link Mestres da Senda, neste mesmo site gnosisonline.)

Antarabhava: (sânscr.) Veja Bardo.

Anu: Deus sumério do firmamento, filho de Nammu, pai de Enlil, esposo de Ki. deus de Uruk, templo Eanna; filho de Anshar e Kishar, consorte de Ki/Antu, pai de Ellil, Adad, Gerra, Sharra, e (em algumas tradições) Ishtar. Seu vizir é o deus Ilabrat. Deus principal da geração mais antiga. Símbolo: coroa de chifres sob o sinal de templo/altar.

Anshan: Moderna Tell Malyan. Capital da civilização iraniana antiga, próxima de Persépolis. Incluída na Lista dos Reis Sumérios.

Anshar: “Céu pleno”, deus sumério e acádio da antiga geração, pai de Anu, geralmente tido como consorte de Kishar, e assimilado com Assur por semelhança fonética. Seu vizir é o deus Kakka.

Antu: (Antum, Anunitu; babil.) Esposa de Anu em Uruk, mãe de Ishtar. Também chamado Anunitu, especialmente em Sipar.

Anunaki: (Anunna, Anukki, Enunaki; babil.) Termo coletivo sumério e acádio para os deuses da fertilidade e do Mundo Subterrâneo, sob a liderança de Anu. Posteriormente, tornam-se juízes no Mundo Subterrâneo, algumas vezes identificados com os Apkalu. Algumas vezes também chamados de Igigi. Dizem certas tradições que são Deuses vindos de outros planetas para nos ajudarem em nosso crescimento interior.

Anuttara-Samyak-Sambodhi: (sânscr.; jap. Anokutara-Sanmyaku-Sanbodai) Iluminação insuperável, completa e perfeita. Encarnação das 3 Forças Primárias, último degrau antes da entrada ao Absoluto.

Anzu: (sumério Imdugug; Zu em acádio, também Azzu) Águia de cabeça de leão, porteiro de Enlil, nascido na montanha Hehe. Apresentado como o ladrão mal-intencionado no mito de Anzu, mas benevolente no épico sumério de Lugalbanda. Freqüentemente mostrado na iconografia na pose de Mestre dos Animais. No mito babilônico Anzu, ele era o vizir do deus supremo Enlil. Um dia, quando Enlil estava se banhando, Anzu roubou as Tábuas do Destino e escapou para o deserto. Aquele que possuísse as Tábuas do Destino se tornaria regente do universo. Ea então pede à deusa-mãe Belet-Ili para dar à luz a um herói divino capaz de derrotar Anzu. Belet-Ili dá à luz a Ninurta, mandando-o então para a batalha. Depois de uma luta eletrizante, Ninurta espeta o pulmão de Anzu com uma flecha, recapturando as Tábuas do Destino. O épico termina com elogios a Ninurta. Este mito possui produnda semelhança com os mitos de Lúcifer-Prometeu-Xolotl.

Ao: (grego) Pai do Pleroma. (Ain Soph).

Ápis: (egípcio; Ápis ou Hapi-Ankh: “O morto vivente”) Osíris encarnado no Sagrado Touro Branco. Ápis era o deus-touro, a quem deram morte com muita cerimônia ao chegar à idade de 28 anos, idade em que Osíris foi morto por Tifón. Não se adorava ao Touro, senão o símbolo de Osíris; exatamente o mesmo que os cristãos em seus templos dobram agora os joelhos ante o cordeiro, símbolo de Jesus o Cristo.

Apkalu: (babil.) De acordo com as tradições mesopotâmicas, e conhecidos apenas por referências indiretas e por Berossus, Ea mandou sete sábios divinos, Apkalus, sob a forma de peixes “puradu”, vindos do Absu para ensinar as artes da civilização (sumério: “me”) para a humanidade antes do Dilúvio. Seus nomes são:
Adapa (U-an, chamado Oannes, por Berossus); U-an duga; E-me-duga; En-me-galama; En-me-bulaga; An-Enlida; Utu-abzu. Cada um é conhecido por outros nomes ou epítetos, sendo equivalentes a um rei da época antediluviana, daí seus nomes coletivos de “conselheiros” ou “muntalku”. Nessa capacidade, a eles é dado o crédito de terem construído as muralhas da cidade. Responsáveis por habilidades técnicas, ficaram também conhecidos como artífices, “um mianu”, termo que mostra um possível trocadilho com um dos nomes de Adapa ou U-an. Alguns deles foram poetas, sendo a eles atribuídos os épicos de Gilgamesh e Erra. Eles foram banidos de volta para o Abzu por terem desagradado a Enki. Após o Dilúvio, certos grandes homens das letras e exorcistas receberam o status de sábios, mas apenas como mortais. Alguns deuses como Ishtar, Nabu e Marduk – também reivindicam o poder de controlar os sábios. Na iconografia, os sábios são mostrados como homens-peixe ou com atributos de pássaros apropriados a seres do Mundo Subterrâneo.

Apócrifos, Livros: (grego apokryphos, ‘ocultos’) denominação dada aos escritos de tema bíblico aparecidos nos primeiros séculos da era cristã, porém que não se consideram inspirados e em conseqüência, não se incluíram no cânone da Bíblia. Dentro de toda esta literatura, os católicos e os ortodoxos distinguem certos livros, que denominam deuterocanônicos. Os protestantes distinguem por sua vez outros livros, os denominados pseudoepígrafos, que para os católicos são livros apócrifos. Com a ampliação dos horizontes históricos nos estudos bíblicos que se produziu no século 19, começou a reconhecer-se o valor dos Apócrifos como fontes históricas. Escritos em 300 a.C. até o Novo Testamento, os Apócrifos arrojaram uma valiosa luz sobre o período que compreende desde o final das narrações do Antigo Testamento até o início do Novo Testamento. São ademais importantes fontes de informação acerca do desenvolvimento da crença na imortalidade, a resurreição e outros temas escatológicos, assim como da crescente influência das idéias helenistas sobre o judaísmo.

Apolônio de Tiana: (morto em 97 d.C.) Filósofo Neoplatônico e Taumaturgo grego, a maior figura da magia da Antiguidade Clássica. Sua biografia, escrita por Filostrato, narra seus milagres, que o convirteram em um equivalente pagão de Cristo. Se declarava preceptor da humanidade, visitava os templos, corrigia os costumes e predicava a reforma de todos os abusos. Foi acusado de magia e encerrado em um calabouço onde depois de humilhá-lo cortando seu cabelo e a barba, o encadearam. Foi desterrado e morreu em pouco tempo. Porém, depois de sua morte lhe renderam honras divinas. Possuía muito desenvolvido o dom da clarividência. O mestre Samael o menciona em reiteradas ocasiões e no esoterismo gnóstico são muito conhecidas suas 12 Horas de Apolônio, que representam as Etapas da Iniciação. Grande mestre da Venerável Fraternidade Branca, citado no Novo Testamento como Apolo.

Aquário: (Era de, Signo de) Constelação governada pelos planetas Urano (revolucionario) e Saturno (representado na Alquimia pelo corvo negro da morte). Seu avatar, ou anunciador, é Samael Aun Weor.

Arali: (Arallu; babil.) Nome do deserto entre Bad-tibra e Uruk, onde Dumuzi foi aprisionado, e talvez também uma terra mítica onde se achava Oura, conhecida como Harallum. Mais tarde também um nome para o Mundo Subterrâneo, ou os Reinos Infernais.

Aralim: (hebr.) Tronos. São os Seres Divinos do Mundo do Divino Espírito Santo, ou Sefirote Binah.

Área 51: (ufol.) Base militar secreta norte-americana usada para testes de novos aviões, localizada em Nevada. Lá estariam também naves extraterrestres recuperadas de acidentes, sendo testadas e estudadas. O lugar também é conhecido como Groom Lake, Dreamland e S-4.

Arhat: (sânscr.; páli Arahat, chinês Lo-Han, jap. Rakan; tibet. Drachompa/Dgra Bcom Pa) Ser perfeito, aquele que conseguiu superar o sofrimento do Samsara e alcançar o Nirvana. O objetivo das escolas não-mahaiânicas. Pode ser ouvinte (Shravaka) ou realizador solitário (Pratyeka-Buda). Também o nome dado ao Iniciado (homem ou mulher) que atingiu a 4ª Iniciação de Mistérios Maiores.

Arnaldo de Villanova: (1235-1313) Médico, alquimista, astrólogo e naturalista de origem espanhola. Considerado a mais alta autoridade astrológica de sua época. O Mestre Samael o define como um grande Alquimista e cita alguns de seus aforismos.

Arnold Krumm-Heller: (Guru Huiracocha, 1876-1949) Ocultista e médico alemão. Atuou em mais de 20 movimentos esotéricos, entre eles a Ordo Templi Orientis e a AA. Mestre Maçom com os graus 3, 33 e 96, e intitulando-se como Soberano Comendador da Fraternidade Rosacruz Antiqua (FRA, que ele mesmo fundara). É uma das figuras mais destacadas no Ocultismo Moderno. Obras: BiorritmoTatwâmetroRosa EsotéricaCurso ZodiacalPlantas SagradasNovela Rosacruz etc. O mestre Samael nos fala de Huiracocha em muitas de suas obras, descrevendo os grandes dotes deste sublime Mestre. Nos Mundos Internos, Huiracocha é Arcebispo da Santa Igreja Gnóstica

Arthur: (mitol.) Chefe galês legendário, que animou a resistência dos celtas à conquista anglo-saxã (fins do século 5° e princípios do 6°), e cujas aventuras deram origem ao denominado Ciclo Arthuriano, chamado também Ciclo Bretão, herói da antiga Inglaterra, fundador dos Cavaleiros da Távola Redonda, personagens dedicados aos Mistérios do Santo Graal. Seu mito constitui-se nuna das epopéias mais formosas e profundas do Esoterismo. Na Cosmogonia, esse mito arturiano relaciona-se com a estrela Arcturus e a Constelação da Ursa Maior.

Arthur E. Powell: Teósofo e militar inglês, compilador de numerosos trabalhos sobre temas esotéricos, tais como: O Duplo Etérico, O Corpo Astral etc.

Arthur Edward Waite: (1867-1940) Erudito esoterista da tradição ocidental, maçom e autor americano. Escreveu mais de 200 obras sobre temas ocultistas que ocupam um lugar proeminente no campo da investigação hermética.

Arundale: (George Sidney, 1878-1945) Teósofo, escritor e orador inglês. Exerceu a docência na Índia e foi colaborador de Annie Besant. Presidente em 1934 da Sociedade Teosófica, em Adyar (Índia).

Aruru: Um dos nomes da Deusa-Mãe na mitologia babilônica.

Aryadeva: Monge indiano (séc. 3º d.C.), discípulo de Nagarjuna, um dos fundadores da filosofia Madhyamaka.

Aryasatya: (sânscr.; páli Aryasatta) Veja as Quatro Verdades Nobres.

Ásana: (sânscr.; masculino) Postura, posição, de yoga.

Asakku: (babil.) Veja Demônios.

Asanga: Monge indiano (século 4º d.C.), fundador da escola Yogachara, irmão de Vasubandhu.

Asarluhi: (babil.; também escrito Asalluhi, Asarluxi) Deus de Ku’ara, filho de Ea, assimilado por Marduk. Possui poderes mágicos e de cura, sendo muito evocado na literatura de encantos e alta magia.

Asculalu: (babil.) Objeto, ou arma, ainda sem identificação definida, arma de atirar. A palavra também pode significar um planta e um fenômeno atmosférico. Pode designar o poder ígneo da Kundalini, que tem a capacidade de destruir toda forma mental negativa.

Ashiata Shiemash: Grande mestre de compaixão que se encarnou para ensinar aos povos da terceira sub-raça ariana, especialmente no período áureo da Babilônia, as origens ultérrimas do Sofrimento, que é o Eu Psicológico. Seus ensinamentos influenciaram muitos povos do Oriente, e seus apóstolos chegaram até o Extremo Oriente, possivelmente até o Vietnã e Japão.

Ashnan: (babil.) Deusa dos grãos e cereais, tal qual Ceres. Filha de Enlil. A ela foram dados por Enki os campos férteis da Suméria. Deusa de grande poder, com um culto forte, e tendo Shakkan por consorte.

Ashoka: Rei indiano (século 3º d.C.) da dinastia Maurya, grande propagador do budismo.

Ashvaghosha: Poeta e filósofo mahayana indiano (séculos 1º e 2º).

Ashram: (sânscr.; masculino): Do termo Ashrama, esforço, reunião dos discípulos em torno de seu mestre espiritual (ou Guru).

Ashtar Sheran: (ufol.) Suposto e altamente polêmico comandante extraterrestre que comandaria uma gigantesca frota de naves com milhões de tripulantes, que teria como objetivo ajudar no “resgate” dos terráqueos durante um futuro cataclismo mundial. É personagem constante em canalizações no Ocidente, inclusive no Brasil. Entre os estudiosos de Ufologia, há os que endossam sua existência e pretenso papel, mas a maioria o considera um mito; outros ainda acreditam que trata-se do líder de uma facção negativa e nociva de alienígenas, fazendo-se passar por salvador.

Associação: (psicol.) Fluxo espontâneo de pensamentos e imagens suerficialmente interconectados e imagens que surgem em torno de uma idéia específica e normalmente determinado por conexões significativas e não causais inconscientes.

Assur: (Ashur) Deus nacional da Assíria, epíteto do Enlil assírio. Substitui Marduk como herói do Enuma Elish, na versão assíria. Patrono da cidade de Assur.

Asura: (sânscr. e páli) Semideus, titã; um dos seis Gati. Internamente, representa as forças instintivas egóicas. Ver também Maha – Asura.

Athanaton: (grego, Thanatos = Morte.). Imortal.

Atisha Dipamkara Shrijnana: (sânscr.; tibet. Jowoje/ Jo Bo Rje) Monge indiano que fundou a escola Kadam do budismo tibetano.

Ati-Yoga: (sânscr.) Yoga primordial, Dzogchen.

Atman: (sânscr.; masculino) Espírito, princípio eterno, o Absoluto presente no interior de cada ser vivente, se traduz ocasionalmente como Ocaso. Também conhecido como Íntimo, Ser, Espírito Divino etc.

Atrahasis: Em sumério, o mais sábio herói do mito do Dilúvio. Ensinado pelo deus Enki/Ea (o Pai-Mãe interior) para construir a arca e escapar das águas torrenciais. O venerável rei de Shuruppak (próximo a atual povoação de Tell Fara), pai de Utanapishtim, o babilônio Noé. Epíteto de Utnapishtim e de Adapa. Seria o grande rei e herói atlante Noen-Rá, que conduziu o Povo Eleito da Atlântida às terras dos planaltos tibetanos, iniciando-se aí a primeira sub-raça da 5ª Raça-Raiz Ariana. O mesmo Vaivasvata da Teosofia.

Aum: (sânscr.) A sílaba sagrada, a unidade de três letras, daí que a Trindade é o Uno. Sílaba composta das letras A, U e M (das quais as duas primeiras se combinan para formar la vocal compuesta O, cuya pronunciación generalizada es OM). Es la sílaba mística, imanante da Vibração Cósmica, emblema da Divindade, ou seja, a Trindade na Unidade (representando A o nome de Brahma; U o de Vishnu; e M o de Shiva). É o mistério dos mistérios, o nome místico da Divindade, a palavra mais sagrada de todas, a expressão laudatória ou glorificadora com que se encabeçam os Vedas e todos os livros sagrados ou místicos. Na filosofia esotérica, esses são os três fogos sagrados, ou o “triplo fogo” no Universo e no Homem, e representa igualmente a suprema Tetráktis, simbolizada por Agni (Fogo) e sua transformação em seus três filhos “que bebe a água até a última gota”, o que significa que aniquila os desejos materiais. Segundo Patanjali, a contínua repetição deste nome em voz baixa deve ser practicada meditando profundamente sobre seu significado; disso surge o conhecimento do interno e o desaparecimento dos obstáculos ou distrações que impedem chegar ao Samádhi. Segundo os Vedas, a palavra AUM, que corresponde al Triângulo Superior, se é pronunciada por um homem muito puro e santo, chamará ou despertará não só as potências menos elevadas que residem nos elementos e espaços planetários, mas também ao “Pai” que está em seu interior. Pronunciada de modo devido por um homem medianamente bom, contribuirá para fortalecer sua moralidade, sobretudo se entre cada pronúncia medita profundamente sobre o AUM que reside dentro dele, concentrando toda a su atenção em sua glória inefável. Porém, ai daquele que a pronuncia depois de cometer uma falta grave e transcendental! Por este único fato atrairá sobre seus próprios cuopos sutis impuros, forças e presenças invisíveis, que de outra forma não poderisam atravessar a divina envoltura. Segundo Samael Aun Weor, escreve-se AUM, mas pronuncia-se AOM. Aum também representa o poder depositado sobre nossos 3 Centros, ou Cérebros psíquicos: A é a energia do Centro Intelectual, onde vibra a cor azul; O é a energia do Centro Emocional, cuja cor é o dourado; e M é a energia do Centro Sexual, cuja cor é o rosa.

Aur: (hebr.) Luz.

Aurobindo: (Sri, 1872-1950) Filósofo e místico hindu. Educado na Inglaterra, adquiriu grande cultura e participou do movimento emancipador de sua pátria. Em 1910 retirou-se a Pondichery, onde fundou o famoso Ashram Aurobindo, e passou o resto de sua vida na contemplação mística e escrivendo seus livros. É considerado um dos maiores místicos e comentaristas das escrituras sagradas da Índia moderna. Grande devoto da Mãe Divina, chamada por ele simplesmente de A Mãe.

Auto-observação: A prática de estar atento às funções internas, ao mesmo tempo em que se percebe as ações e o ambiente; o aspecto da Lembrança de Si, que envolve estar atento às manifestações da sua Máquina Egóica.

Avalokiteshvara: (sânscr.; chinês. Kwan-Yin, Kwan-Hsi-Yin; jap. Kannon, Kanzeon, Kanjizai; tibet. Chenrezig/Spyan Râs Gzigs) No budismo Mahayana, o Bodhisatva da Grande Compaixão. É um dos desdobramentos do Cristo Cósmico.

Avatamsaka-Sutra: (sânscr.; jap. Kegon-Kyô) Discurso da Guirlanda de Flores; texto do budismo Mahayana de grade importância para as escolas Hua-Yen e Kegon.

Avatara, Avatar: (sânscr.; masculino) Forma de uma deidade que baixou, desceu à terra e se encarnou para salvar o mundo da decadência total. Na tradição hinduísta, afirma-se que o deus supremo Vishnu (o Cristo Cósmico) se manifestaria dez vezes desde o começo da Káli Yuga até o fim dos tempos, sendo o último deles chamado de Kálki Avatar (o Mensageiro de Káli Yuga, ou Idade do Ferro, ou das Trevas), ou seja, aquele que vem para dissipar as trevas finais. Este Kálki Avatar tem o nome de Samael Aun Weor.

Ave Fênix: Ave fabulosa do tamanho de uma águia, que depois de uma vida dilatada se consumia a si mesma por meio do fogo e renascia de suas próprias cinzas. Quando seu fim se aproximava, reunia madeiras e resinas aromáticas, que expunha aos raios do Sol para que ardessem e em cujas chamas se consumia e renascia de suas próprias cinzas. É o símbolo da Resurreição na Eternidade, na qual a Noite segue ao Dia e o Dia à Noite; alusão aos ciclos periódicos de resurreição cósmica e reencarnação humana. A Ave Fênix vive mil anos, ao término dos quais, acendendo um fogo chamejante se consome a si mesma. Renascida logo de suas cinzas, vive outros mil anos, e assim até sete vezes sete. As “sete vezes sete”, ou 49, são uma transparente alegoria e uma alusão aos 49 Manus, às 7 Rodas, aos 49 níveis profundos da mente humana, e aos 49 ciclos humanos na Ronda verificada em cada Globo. Na Alquimia é símbolo da Regeneração da Vida Universal. Pode, também, na sua simbologia invertida, representar o Eu Psicológico, que pode renascer em nossa mente.

Avicena: (Abu’Ali Ibn’Abdullah Ibn Sina, 980-1037) Médico e filósofo árabe. Deve-se a ele a classificação das ciências usadas na Idade Média. Cultivou a alquimia e a astrologia e a tradução latina de seus escritos alquímicos difundiu essa ciência na Europa. Em suas doctrinas filosóficas se encontram muitos elementos neoplatônicos.

Avidya: (sânscr.; páli Avijja; jap. Mumyô; tib. Marigpa/ Ma Rig Pa) Ignorância, delusão.

Aya: (Ai) “Aurora”, a esposa do deus-sol babilônico Shamash.

Ayabba: O mar, o oceano, em semítico.[/tab]

B

Babaji: (ou Reverendo Pai) Mestre indiano que, segundo a tradição reside nos desfiladeiros dos Himalaias em companhia de um grupo seleto de discípulos e que conserva a aparência de um jovem de 18 anos. Foi o Guru de Lahiri Mahayasa. O mestre Samael nos fala do imortal Babaji e de sua irmã (esposa-sacerdotisa) Mataji, em sua obra O Matrimônio Perfeito. É um mestre Ascenso que possui o mesmo corpo físico há muitos milhões de anos.

Babilônia: (Babil., Bab-El) “Portal dos Deuses”, capital dos babilônios, situada no rio Eufrates. Patrono: Marduk. Residência de grandes reis a partir do segundo milênio. Também chamada de Shuanna. Um dos principais Impérios da 3ª sub-raça da Raça Ariana. Seu Avatar foi Ashiata Shiemash.

Babiloniaca: Veja Berossus.

Bafometo, Baphometo: (grego) Símbolo Hermético-Cabalístico. Baphe e Methis: Batismo ou Iniciação na Sabedoria. Treinador psicológico e Guardião das Portas do Santuário (veja: Mistério do Baphometo). No centro do Labirinto da grande Catedral de Chartres havia uma estátua imponente de Bafometo, arrancada pelos católicos.

Bankei Eitaku Yotaki: Monge zen japonês (1622-1693) da linhagem Rinzai.

Barbelos: (hebr.) Os Mundos Superiores. Segundo o Evangelho gnóstico O Livro Secreto de João, “é o Pensamento feito ativo, e a que apareceu em presença do Pai saiu na luz brillante. Ela é o primeiro poder; ela precedeu a tudo e saiu da mente do Paie como o Pensamento Anterior de tudo. Sua luz se parece com a luz do Pai; como o poder perfeito, ela é a imagen do perfeito e invisível Espírito virgem. Ela é o primeiro poder, a glória, Barbelo, a glória perfeita entre os mundos, a glória emergente. Ela glorificou e louvou aol Espírito virgem, porque havia saído através do Espírito. Ela é o primeiro Pensamento, a imagem do Espírito. Ela se converteu no ventre universal, porque ela a tudo precede: o Pai comum, a primeira Humanidade, o Espírito Santo, o varão triplo, o poder triplo, o andrógino com três nomes, o reino eterno entre os seres invisíveis, o primeiro a sair…”. E continua mais adiante: “O Pai penetrou em Barbelo com uma mirada, com a luz pura, brilhante, que rodeia ao Espírito invisível. Barbelo concebeu e o Pai produziu um raio de luz que se parecia com a luz bendita, mas não era tão brilhante. Este raio de luz era a Alavanca única do Pai comum que havia saído, e o único rebento e a Alavanca única do Pai, a luz pura”. (O Verbo, Cristo).

Bardo: (tibet. Bardo; sânscr. Antarabhava) No budismo tibetano, o estado intermediário entre a morte e o renascimento; uma das seis yogas de Napora (tib. Naro Crödrug).

Bardo Thodol: (tib. Bsr Do Thos Sgrol) Liberação através do Entendimento no Estado Intermediário; popularmente conhecido como o Livro Tibetano dos Mortos, texto sobre o processo da morte e renascimento. Livro tibetano dos espíritos do Mais Além. Escrito pelo grande mestre iluminado Padma Sambhava, esta obra é um Guia espiritual de iniciação ao desconhecido. Livro Tibetano dos mortos. Livro que relata os processos da alma depois da morte, contém tratados de como se regressa a tomar novamente corpo e de como emancipar-se da Roda do Samsara. Bardo se traduz como estados post-mortem.

Bardesanes: (155-223) Filósofo Gnóstico, astrólogo e poeta sírio. Compôs uma série de escritos e hinos que são a base de um sistema místico especulativo onde também entra a astrologia.

Base subterrânea: (ufol.) Veja Dumb.

Basilides: (gnosis; séc. 2° d.C.) Filósofo Alexandrino, um dos cimentadores do gnosticismo. Seu sistema de inclinação neoplatônica e no qual revestem importância a magia e a astrologia descreve a existência de forças divinas (Abraxas) em série decrescente de esplendor através de numerosas emanações. A organização de seu grupo de discípulos tem similitude com a estrutura simbólica à maneira pitagórica. Foi o inventor da palavra Abracadabra, utilizada como Chave Mágica pelos cabalistas. Suas obras foram perdidas. Seus discípulos foram chamados Basilidianos.

Basílio Valentim: (gnosis; Basilis Valentine) Alquimista e filósofo hermético alemão do século 15. Foi uma figura enigmática na história da alquimia e se lhe atribui a descoberta do Antimônio e do Bismuto. O Mestre Samael nos fala das Doze Chaves de Basílio Valentim como chaves de interpretação da Alquimia.

Bassui Zenji: Famoso monge zen japonês (1327-1387) da Escola Rinzai.

Beethoven: (Ludwing van, 1770-1827) foi iniciado na franco-maçonaria e é um Mestre do Raio da Música. Grande devoto da Mãe Divina Kundalini, diz a tradição que tinha sempre em seu piano um busto da Deusa Neith, e ao lado dela a frase, escrita pelo próprio punho de Beethoven: “Eu sou a que foi, é e será, e nenhum mortal jamais levantou meu Véu”. O mestre Samael nos diz que no Templo da Música (6ª Dimensão) Ele oficia como Guardião.

Bel: Título, Senhor, adotado por vários deuses como cabeças de seus panteões locais. O termo se refere a Marduk na Babilônia, Assur na Assíria, e Ninurta no épico Anzu.

Belet Ili: (Nibhursag) “Senhora de todos os deuses”, nome da Grande Deusa Mãe. A grande Deusa-Mãe dos sumérios, consorte adorada de Enki. Deusa suméria do útero e das formas. Os deuses lhe pediram para criar os homens, para que estes pudessem trabalhar o solo e construir canais, e mulheres, para que estas gerassem as futuras gerações de servos dos deuses. Ela criou inicialmente sete homens e sete mulheres e, como resultado, após 600 anos, homens e mulheres já se tinham tornado numerosos na terra. Entre os gnósticos é a Divina Mãe Cósmica, a Hera grega.

Belet-seri: (babil.) “Senhora dos espaços abertos (onde residem os espíritos)” deusa que faz os registros do Mundo Subterrâneo. Epíteto: Escriba da Terra.

Belili: (babil.) Um dos nomes da deusa Geshtin-anna, irmã de Dumuzi, esposa de Nin-Gishzida. Epíteto: ‘ Aquela que sempre chora.

Belzebu: Demônio descrito na Bíblia e em textos cabalísticos, Senhor das Moscas e dos Besouros, ou seja, das forças involutivas da natureza. Era reverenciado por diversos povos semitas. Segundo Samael Aun Weor, em sua obra altamente recomendável A Revolução de Bel (que se encontra em nossa Biblioteca Gnóstica para download), esse demônio foi um poderoso chefe de legiões infernais, porém foi recentemente reabilitado, tornando-se ditinguido iniciado da luz e seguidor dos mestres da Grande Fraternidade Branca.

Beni Elohim: (hebr.) Filhos dos Deuses. (Beni é o plural de Ben: filho.)

Berossus: Sacerdote de Marduk na Babilônia. Escreveu Babiloniaca em grego, cerca de 281 a.C. para Antióquio I, a fim de narrar as antigas tradições gnósticas da Mesopotâmia para os gregos. O trabalho apenas é conhecido em partes, de citações feitas por outros escritores gregos.

Bes: (egípcio) Deus tebano. Deus alado e dançante, protetor do lar. Espírito benfeitor, o qual com sua esposa assistia às jovens parturientes; protegia o amor e a alegria, e afugentava os maus espíritos. Mestre dos mundos subterrâneos, ensina os profundos segredos da Alquimia e seu uso para a desintegração do Ego.

Bhagavad Gita: (sânscr.; O Canto do Senhor) Nono livro do Mahabhárata. Poema composto por 700 versos e dividido em 18 capítulos, considerado pela maioria dos hindus como seu texto religioso mais importante e essência mesma de suas crenças. Quase todos os filósofos hindus importantes escreveram algum comentário sobre o Gita, e ainda continuam aparecendo novas interpretações e traduções desta obra. O Gita, que está incluído dentro do poema épico O Mahabhárata, foi escrito em forma de diálogo entre a encarnação do divino Krishna e um herói humano, o príncipe Arjuna, no campo santo de Kurukshetra, antes da grande batalha de Mahabhárata. Arjuna expressa sua indecisão à hora de batalhar contra amigos e parentes. A resposta de Krishna é uma exortação para que Arjuna cumpra seu dever, ou seja, que como guerreiro que é, deve lutar e vencer. Krishna, logo em seguida, explica a natureza da Alma, o Caminho verdadeiro para chegar ao Absoluto. O Gita recolhe diversas doutrinas, como a imortalidad do Ser do indivíduo (Atman) e sua identidade com a Deidade Suprema (Brahma), o processo da reencarnação e a necessidade de renunciar aos frutos da própria ação pessoal, estabelecendo os principais ensinamentos dos Upanishads e a filosofia de Sankhya. O espírito (Purusha) e a matéria ou natureza (Prakriti), que se divide na tríplice tendência da bondade, paixão e obscuridade, são complementares. Krishna reconcilia as afirmações opostas de sacrifício e dever mundano, por um lado, com a meditação e renúncia por outro, através da devoção a Deus (Bhakti). Esse Deus aparece em uma breve passagem sob sua forma terrífica de Dia do Juízo Final antes de transformar-se na forma humana compassiva de Krishna.

Bhaishajyaguru: (sânscr.; chin. Yao-Hs-Fu; jap. Yakushi Nyorai; tib. Mengyi Lama/ Sman Gyi Bla Ma) No budismo Mahayana, o Buda da Medicina, o buda curador. Também chamado de Buda Azul. Seu mantra é Begandze Begandze Maha Begandze.

Bhákti: (sânscr.; feminino) Devoção ardente.

Bhava-Chakra: (sânscr.; tib. Sipe Khorlo/ Srid Pa’i Khor Lo) A roda da vida; representação iconográgica dos seis reinos (Gati) do Samsara.

Bhavana: (sânscr. e páli) Meditação.

Bhogyá: (feminino) Nome dado à companheira sexual, àquela da qual se obtém o deleite supremo.

Bhumi: (sânscr.) No budismo mahayana, cada um dos dez estágios do Bodhisatva até alcançar a iluminação (Bodhi).

Bíblia: Também chamada Santa Bíblia, Livro Sagrado ou Escrituras de judeus e cristãos. Sem embargo, as bíblias do judaísmo e do cristianismo diferem em vários aspectos importantes. A Bíblia judaica é a escritura hebraica, com 39 livros escritos em sua versão original, à exceção de umas poucas partes que foram redigidas em aramaico. A Bíblia cristã consta de duas partes: O Antigo Testamento e os 27 livros do Novo Testamento. Os dois ramos principais do cristianismo estruturam o Antigo Testamento de modo algo diferente. A exegese do Antigo Testamento, lida pelos católicos, é a Bíblia do judaísmo mais outros sete livros e adições. Alguns dos livros adicionais foram escritos em sua versão primitiva em grego, como o Novo Testamento. Por sua parte, a tradução protestante do Antigo Testamento se limita aos 39 livros da Bíblia judaica. Os demais livros e adições são denominados apócrifos pelos protestantes, e livros deuterocanônicos pelos católicos. O termo Bíblia chegou ao latim do grego, que significa “livro”, forma diminutiva de byblos, termo para “papiro” ou “papel” que se exportava desde o antigo porto comercial fenício de Biblos (atual Líbano). Na Idade Média, os livros da Bíblia eram considerados como uma entidade unificada. Infelizmente, da Bíblia foram suprimidos mais de 160 livros, considerados hoje como apócrifos.

Bija: (neutro) Semente (vegetal, sêmen), os adeptos do tantra utilizam essa palavra para designar as vogais que, segundo eles, fecundam as consoantes, centro das fórmulas sagradas (Mantras). Também designa a Força Sexual que dá o verdadeiro poder aos mantras.

Binah: (hebreu) Inteligência. O nome da terceira Séfira da Tríade Suprema. É denominado o Grande Mar, a Mãe Suprema. Representa a potência feminina do Universo e equivale ao Espírito Santo dos cristãos e ao terceiro aspecto do Logos Cósmico. O primeiro Logos, o Pai, é o Espaço; o segundo Logos é o Filho, o Sol e o Cinturão Zodiacal; e o terceiro Logos é a Natureza.

Bindu: (masculino; sânscr.; páli Thigle/ Thig Le) No budismo Vajrayana, essência ou gota de energia sutil. Gota (principalmente do esperma), ponto essencial luminoso ou sonoro de onde procede toda a manifestação cósmica. O Átomo Ultérrimo, criado pela Mente Cósmica do Divino Espírito Santo.

Birdu: (babil.) Deus do Mundo Subterrâneo, consorte da deusa Manungal. Assimilado com Meslamta’ea, um nome de Nergal.

Blavatsky: (Helena Petrovna Hann Fadeel de Blavatsky, ou HPB, ou somente Madame Blavatsky, 1831-1891) Ocultista, teósofa e autora russa de notável e acidentada vida. Realizou numerosas viagens pelo mundo, fundando en 1875, em Nova York, con Henry S. Olcott e outros a Sociedade Teosófica. Em síntese, foi a mensageira que através de suas obras Ísis sem Véu, A Doutrina Secreta, A Voz do Silêncio, etc., transmitiu à cultura ocidental importantes conhecimentos esotéricos e deu testemunho da presença, na Terra, de uma Hierarquia Oculta formada por Meestres de Sabeduria. Fala-nos o Mestre Samael maravilhas acerca da Grande Mestra, recomenda o estudo de todas as suas obras, em especial A Doutrina Secreta e Ísis sem Véu, e nos diz que a Mestra se reencarnou na cidade de Nova York, desta vez com corpo masculino, e que cumprirá uma Grande Missão oculta mundial.

Boaz: (hebreu) ou Bohaz. Símbolo cabalístico e maçônico de um dos dos pilares ou colunas de bronze fundidos por Hiram Abif, supremo Arquiteto de Tiro, chamado “O Filho da Viúva”, que estavam unidas por um véu que cerrava a entrada do Santuário do Templo de Salomão. Boaz, a coluna negra, era o símbolo da Inteligência: Binah, feminina, a terceira Séfira.

Bodhi: (sânscr. e páli; chin. Wu; jap. Satori, Kenshô; tib. Changchub/ Byang Chub) Iluminação, despertar.

Bodhicita: (sânscr.) Mente da iluminação; no budismo mahayana, a mente altruísta que visa beneficiar a todos os seres; a mente do Bodhisatva.

Bodhidharma: (sânscr.; chin. P’u-T’i-Ta-Mo; jap. Bodai Daruma) Um dos ancestrais do Zen (sécs. 5° – 6°) que introduziu esta escola na China.

Bodhisatva: (masculino; sânscr.; páli Bodhisatta; chin. Pu-Sa; tib. Bosatsu, Bodaisatta; tib. Chang Chub Sempa / Byang Chub Sems Dpa) Ser da iluminação; no budismo Mahayana, ser de grande compaixão que procura ajudar a todos os seres, praticando as seis perfeições (Paramita) e realizando a mente da iluminação (Bodhicita). Diz-se daqueles seres que obtiveram a Bodhi, porém renunciam, por compaixão aos humanos, sua entrada no Nirvana.

Bön: [-Po] (tib. Bon Po, ou Bön) Religião xamânica tibetana anterior à introdução do budismo. Teve forte influência sobre o budismo tibetano, especialmente na linhagem Niyngma. Existem duas linhas Bön (ou Bonzo): os Böns propriamente, que são magos xamânicos completos, ligados à magia branca, e os Dugpas (ou Dagh-Dugpa), os famosos magos negros tibetanos, os quais são o pólo contrário da Sagrada Ordem do Tibet, esta última presidida pelo Mestre Ascenso Bhagavan Aclaiva. Uma terrível guerra astral entre essas duas últimas “ordens” refletiu-se no mundo físico como a Segunda Guerra Mundial.

Borobudur: Grande construção em forma da Mandala Dupla Swástica, na ilha de Java, Indonésia. Sobre esse templo há um gigantesco Deva que ilumina, cura e inspira a todos os devotos da Senda que ali visitam.

Brahma: (sânscr., masculino) O Deus Criador (primeira manifestação Brahman, o Imanifestado, o Ser do Ser do início dos ciclos cósmicos. O Pai, da Trindade judaico-cristã. Brahama: o Brahmâ, masculino, con a final larga (â), é o Deus ou Princípio Criador do Universo, ou, em outras palavras, é a personificação temporal do poder criador de Brahma. Existe periodicamente tão-somente no período de manifestação do mundo, depois do qual entra de novo em Pralaya, y volta a Brahman, do qual procedeu. Brahmâ, em união com Shiva e Vishnu, forma a Trimurti ou Trindade hindu.

Brahman: (sânscr.) ou Brahmân, é o impessoal, supremo e incognoscível Princípio do Universo, de cuja essência tudo emana e ao qual tudo volta, e que é incorpóreo, imaterial, inato, eterno, sem princípio nem fim. É onipresente, onipenetrante, anima desde o deus mais elevado até o mais diminuto átomo mineral. Segundo os Vedas, Brahma, neutro, com a final breve, ou Brahman, é o Supremo, o Absoluto, a Suprema Divindade, o Espírito Universal e Eterno, que enche, penetra, sustém e anima todo o Universo; é princípio e fim de todos os seres, pois todos emanam d’Ele e a Ele todos voltam ao terminar o Kalpa. O Absoluto, o princípio único de todas as coisas, essência que transcende todas as formas de existência, é idêntico ao Eterno Pai Cósmico Comum, o Pai de nosso Pai, o próprio Absoluto, o sem forma, Aelohim.

Brahma-Vihara: (sânscr. e páli) Meditações ilimitadas; amor (Maitri), compaixão (Karuna), alegria (Mudita) e equanimidade (Upeksha).

Buda, Budha: (sânscr.; chin. Fo; jap. Hotoke, Butsu; tib. Sangye/ Sangs Rgyas) Desperto, iluminado; aquele que alcançou a iluminação (Bodhi), um dos três preciosos (Triratna).

Budaghosha: Monge da escola Theravada (séc. 4º) que estudou no Sri Lanka; autor do Visudhi-Magga.

Budata: (sânscr. budatva; jap. Bushô; tib. Sangyen Yid/ Sangs Rgyas Nyid) Natureza búdica. Essência espiritual, fragmento da Consciência Divina encerrado nas formas mentais egóicas.

Budhi: (feminino): Inteligência, ser superior ao ser humano, sua principal função é a de refletir sobre a mente (Manas) e a Matéria a luz que emana de Atman.

Bulwer-Lytton: (Edward Cayse, 1803-1873) Escritor, político e esoterista inglês. Pertenceu ao Metropolitan College da Societas Rosicruciana in Anglia. Suas duas principais noveles ocultistas são: Zanoni (1842) e a Vril, a Raça Futura (1872), já clássicas em seu gênero.

Burka: Vestimenta feminina, que mantém o corpo, a face e as mãos cobertas. Representa a virtude do pudor. Conceito infelizmente deturpado.

Butsudan: (jap.) No budismo japonês, pequeno altar familiar.[/tab]

C

Caaba: (islam.) Construção simples em forma de cubo,onde se reverencia um meteorito negro, se encontra em Meca; acredita-se ser um monumento construído originalmente por Adão. Alguns afirmam que é um centro de peregrinação das épocas da legendária Atlântida. Afirma-se também que em outras dimensões existe um poderoso templo da Grande Fraternidade Branca, onde onde as “húris” (sacerdotisas do templo) ensinam os Mistérios Tântricos.

Cabala: (hebr.) Cábala o Kabaláh. Nome da mística tradição judaica e doutrina que trata da Árvore da Vida (Otz Chaim) e dos Sephirot (aportuguesado como Sefirotes). Sabedoria derivada de doutrinas secretas mais antigas, concernentes à cosmogonia e às coisas divinas, que se combinaram para constituir uma teologia depois da época do cativeiro dos judeus na Babilônia. Todas as obras que pertencen à categoria esotérica são denominadas cabalísticas.

Cagliostro: (Alessandro, 1743-1795?) Ocultista italiano. Extraordinária personalidade de acidentada vida que influenciou as agrupações esotéricas de sua época e alcançou fama de mago, sendo notável como alquimista e médico. Tradicionalmente se estima que o Conde Cagliostro foi o nome adotado por Giussepe Balsamo, um obscuro aventureiro siciliano, porém a crítica moderna tratou de reivindicar sua memória demostrando a existência duas pessoas distintas. O mestre Samael nos fala muitas vezes do enigmático Conde Cagliostro, um dos imortais Mestres Alquimistas que ainda vivem hoje com seu corpo físico. Juntamente com Saint Germain, auxiliou a que Samael se levantasse e iniciasse sua Grande Missão Gnóstica.

Caitanya: (Krishna Caitanya Deva, 1485-1533) Místico hindu fundador da seita Vaishnava que leva seu nome. Sua doutrina de inclinação monista trata de conciliar as distintas tendências da tradição vedanta, considerando también que a salvação deve ser conseguida por meio da bhakty (devoção e amor).

Califa: Governante religioso e político, o patrono dos movimentos súfis.

Canalização: (ufol.) Processo semelhante à psicografia e transe espíritas, em que uma suposta entidade extraterrestre ou de outro “plano” repassa informações usando uma pessoa.

Carpócrates: Patriarca Gnóstico. Fundou em Alexandria, por volta do ano 130 d.C., a Ordem dos Carpocratianos, uma das fraternidades gnósticas mais conhecidas. Fundou muitos conventos esotéricos na Espanha.

Casuística: (ufol.) Conjunto dos casos e incidentes ufológicos propriamente ditos.

Chacra: (masculino, sânscr.) Roda, círculo, nome dado aos centros do corpo sutil, também chamados Padma (lótus). No tantrismo, designa também uma comunidade de adeptos.

Chacra-Puja: (sânscr.; feminino) Adoração em círculo, rito sexual, Cadeia ou Corrente. Dança Circular.

Chaire: (grego) Salve.

Chaire Pamfage: (grego) Salve, ó Resplandecente, Radiante.

Chaire Pangenetor: (grego) Salve, ó Criador do Universo.

Chaire Fale: (grego) Salve, ó Falo, Símbolo da Geração.

Ch’an: (chin.) Veja Zen.

Chandali: (feminino): Mulher pária, considerada pelos tântricos como excelente companheira sexual, por ser submissa (no aspecto positivo, ou seja, ser submissa a Deus). Para os tântricos, a esposa sacerdotisa não deve ser nem inferior nem superior ao seu sacerdote, mas obediente aos desígnios de Deus.

Channeling: Palavra do idioma inglês equivalente a canalização. Pode ser o caso de médiuns espíritas que “dizem” entrar em contato com grandes mestres da luz.

Cha-No-Yu: (jap.) Cerimônia do chá. Representa o trabalho da Alquimia Sagrada e seus instrumentos de apoio. A Alquimia deve ser exercida com muita paciência, serenidade, concentração, disciplina e tolerância. Observe que a sacerdotisa serve o chá cuidadosamente preparado para o seu “convidado”. Na sabedoria tântrica oriental, é a mulher quem coordena o ato sexual sagrado, pois é ela o atanor, o regulador do fogo sagrado dentro da relação sacerdote-sacerdotisa, ou shiva-shákti. No Japão, as Sacerdotisas do Amor eram chamadas de Gueichas.

Charuto: (ufol.) Nome usado por analogia para designar naves de grandes proporções que apresentam forma cilíndrica ou de charuto, provavelmente intermediárias entre as menores (discos e esferas), as quais transporta, e as maiores, que não chegam a entrar na atmosfera. Diz-se que há uma nave por trás da Lua que possui centenas de quilômetros, e é uma gigantesca nave de resgate, à espera do Grande Dia.

Ch’eng-Shih: (chin.; jap. Jôjitsu) Escola chinesa baseada nos ensinamentos da filosofia indiana Sautrantika; seu texto principal é o Sathya Sidhi, escrito por Harivarman (séc. 4°).

Chenrezig: (tib. Spyan Ra Gzigs) Veja Avalokiteshvara.

Chesed: (hebr.) Misericórdia. O quarto Sephirah. O princípio da graçia ou bondade divina que manifesta a Vida e origina os mundos. Uma potência masculina ou ativa. Também é chamado Gedulah.

Chien-Chen: (chin; jap. Ganjin) Monge chinês (688-763), fundador da escola Lü-Tsung (jap. Ritsu).

Chih-I: (chin; jap. Chisha) Monge chinês (538-597), fundador da escola T’ien-T’ai (jap. Tendai).

Chih-Kuan: (chin.) Veja Shamatha-Vipashyana.

Chih-Tun: Monge chinês (314-366) Fundador da escola Prajna.

Chi-Kuan: (chin.) Veja Koan.

Chilam Balam: Livro sagrado maia (Yucatan, México), de que há diferentes versões; a mais importante é a do povoado de Chumayel. O manuscrito (do século 16) foi achado no século 19, talvez procedente de antigos códices e tradições orais. Os sacerdotes (chimales) trasmitiam as profecias divinas, deitados em decúbito dorsal. Balam significa jaguar ou sacerdote, e é também o nome de uma família. De conteúdo religioso, destacam fragmentos relativos a mitos cosmogônicos; otros são rituais, os katuns, fórmulas simbólicas de iniciação; textos calendáricos e históricos sobre os principais grupos de Yucatan e a devastação causada pela conquista espanhola. O manuscrito foi examinado por diversos eruditos e fotografado; logo, foi roubado, destino freqüente desses documentos. Existem várias traduções em espanhol e outras línguas, entre outras destacam-se as de Mediz Bolio para o espanhol, Peret e Le Clézio para o francês, Roys ao inglês.

Ching-T’u: [-Tsung] (chin.; jap. Jodo- [Shû]) Escola fundada pelo monge chinês Hui-Yuan em 402, centralizada na veneração do Buda Amitaba.

Chittamatra: (sânscr.) Apenas mente; principal ensinamento da filosofia Yogachara.

Chi-Tsang: Monge chinês (549-623) da escola San-Lun (Sanron), autor de diversos comentários sobre a filosofia Madhyamaka.

Chö: (tib. Bcod) Cortar; no budismo tibetano, medição para “cortar” o conceito de personalidade. Não identificar-se com a Personalidade, mas sim com o Ser. Estar dentro do “Círculo do Ser”, ou seja, não identificação.

Chokmah: (hebr.) Sabedoria, o Pai. O nome do segundo Sephirah da tríade suprema. É uma potência masculina que corresponde ao Yod (Iod, ou décima letra do alfabeto hebraico), do Tetragrammaton IHVH, e também a Ab, o Pai. Refere-se ao Cristo Cósmico, a segunda potência das 3 Forças Primárias.

Chörten: (tib. Chos Rten) Veja Stupa.

Chu-Hung: Monge chinês (1535-1615) que desenvolveu um movimento leigo, combinando as escolas Zen e Jôdo.

Chupacabras: (ufol.) Criatura desconhecida que recebeu esse nome por aparentemente sugar o sangue de animais domésticos, principalmente galinhas, cabras e cachorros. Tornou-se famoso a partir de 1994, após inúmeras ocorrências em Porto Rico e no México; houve muitos ataques no Brasil, e o fenômeno persiste. A descrição varia, mas aponta para um ser com dentes pontiagudos, violento, com olhos vermelhos, braços curtos, pernas fortes, altura entre 1,20 e 1,50 metro e capacidade de fazer pequenos vôos; militares já teriam capturado alguns, inclusive no Brasil. Parece haver vários animais desconhecidos diferentes surgindo e recebendo essa denominação. Trata-se de uma espécie de elemental aprisionado em tempos antigos e que por uma razão ou outra se libertou.

Chu-She: (chin.; jap. Kosha) Escola chinesa baseada nos ensinamentos do Abhidharma-Kosha; fazia parte da escola Fa-Hsiang (jap. Hossô).

Círculos ingleses: Enigmáticas formações surgidas em sua maioria em campos de cereais na Grã-Bretanha, notados a partir da década de 80, e que tornaram-se cada vez mais complexos com o passar dos anos; são formados durante a noite através do encurvamento dos talos das plantas.

Claude de Saint Martin: (1743-1803) Filósofo e ocultista francês connhecido como “le philosophe inconnu”, pseudônimo com o qual foram publicadas sus obras. Foi o fundador, no ano 1775, do Rito Hermético Martinista, baseado nas doutrinas de seu mestre, o místico cabalista Martinez de Pascually.

Clemente de Alexandria: (150-216 d.C.) Mestre de Orígenes. Um dos mais notáveis apologistas do século 3°. Um dos grandes Patriarcas do Gnosticismo.

Contato imediato: (ufol.) Evento em que uma ou mais pessoas vêem algo extraterrestre, com graus diversos, indo desde o avistamento de uma nave até a interação física com os tripulantes.

Contatado: (ufol.) Pessoa com a qual extraterrestres estabeleceram contato, mantido ou não ao longo do tempo; um abduzido não é necessariamente um contatado, e vice-versa.

Coração de Osíris: (egípcio) O conhecimento do coração é a percepção direta da Luz inteligível; a Luz do Verbo; a Luz irradiante do Sol Espiritual; o Coração do Mundo.

Corão: (Alcorão) Livro sagrado dos mulçumanos.

Cornélio Agripa: (Heinrich Cornelius Agrippa Von Nettesheim, 1486-1535) Erudito, filósofo e médico alemão. Juntamente com Paracelso e Fausto de Praga, foi discípulo de Trithemius. Estudou alquimia, cabala e magia. Desempenhou missões diplomáticas, exerceu a medicina e ocupou a cátedra. Teve conflitos com a Igreja, morrendo com fama de mago. Uma das maiores figuras no campo da Magia Natural e sua evolução até a ciência experimental, concretizou uma primeira tentativa para investigar os mistérios do Universo. Sua filosofia é a neoplatônica e neopitagórica, mesclada com elementos cabalísticos. Sua obra capital é a De Occulta Philosophia (1510). O venerável mestre Samael nos diz que foi um grande magoe alquimista que conheceu a Pedra Filosofal, embora tanha intelectualizado demais a Grande Obra.

Coroa de Nemmés: (egípcio) Coroa dos Santos. Corresponde ao grau de Ascensão, onde se encarna as forças cabalísticas de Kether, o Pai Celestial. Tornar-se Uno com o Pai.

Coroa de Ureret: (egípcio) Coroa de Hórus. Consistia em um alto capacete, ou elmo, branco com chifres de carneiro e o Urhek (Ureus em grego) na parte anterior (uma serpente ao redor do disco de Hórus). Suas duas plumas representam as duas verdades: a vida e a morte. Esta coroa simboliza a Iniciação e a Sabedoria Oculta. Coroa egípcia usada somente pelos Homens Conscientes.

Cosmocrator: (grego) Construtores do Universo, os Arquitetos do Mundo; ou seja, as Forças Criadoras personificadas. São sete as Hierarquias Espirituais ou seres inteligentes de que se valeu o Logos ou Dios para a construção do Universo.

Court de Gebellin: Cabalista e esoterista do século 19, estudioso de Tarô, escrevendo várias obras sobre o tema. Foi o divulgador mais abnegado do Tarô Egípcio, muito usado pelos estudantes gnósticos na atualidade.

Crestos Cósmico: (grego) O Salvador, o Purificador. Sacerdote e Profeta. Na Linguagem da Iniciação, significa a morte da natureza interna, inferior ou pessoal do homem. O Princípio do Bem. Muito tempo antes da era cristã, havia “Chrestianos”, e tais eram os Essênios. Na 1ª Epístola de São Pedro, II, 3, dá-se a Jesus o título de “O Senhor Chrestos”.

Cristian Rosencreutz: (1378-1484) Nome simbólico de um elevado mestre espiritual, considerado o fundador da Ordem Rosa-cruz. Sua figura é um dos grandes enigmas da tradição esotérica ocidental.

Crocodilo: (egípcio) O grande réptil Tifón, ou Tifón Bafometo. Símbolo do Quaternário Inferior. Princípio da diferenciada matéria caótica sempre em luta. Se lhe acusa de “roubar a razão da alma”. Sumido no mal e nas trevas. O pólo superior, positivo, do simbolismo do Crocodilo representa a nosso Pai Interno, o Íntimo.

Cristos: (grego) Cristo; o Ungido, o Resurrecto. Em linguagem de Mistério ou esotérico, Christés ou Christos significava que já se havia percorrido “o Caminho”, o Sendeiro, e alcançado a meta; quando os frutos de um árduo trabalho para unir a efêmera personalidade de barro com a Individualidad indestrutível, a transformavam deste modo no Ser Imortal.

Cristus-Lúcifer: (latim) O Sendeiro ou Caminho por percorrer até alcançar a meta: fruto de un árduo trabalho para fusionar a Alma Humana com a Alma Divina, transformando-se em um Ungido; alcançada por meio da Iniciação, após longas provas e sofrimentos.

Crop Circles: Expressão da língua inglesa para os círculos ingleses.[/tab]

D

Daath: (hebreu) Undécimo Séfira, resultado da reunião de Chokmah e Binah. A primeira é a concepção, a segunda o objeto concebido; a primeira é a compreensão, a segunda a verdade. Ambas engendram a Daath, a Ciência, o Conhecimento, que os Cabalistas não enumeram por tratar-se de um Princípio anexo e dependente, se bem que de grande importância oculta.

Daigidan: (jap.) Grande dúvida; a virtude do Discernimento. É um dos Três Pilares do Zen.

Daioshô: (jap.) Grande monge; termo honorífico de mestres Zen.

Daishikan: (jap.) Grande raiz de fé; a virtude da Fé Consciente. Um dos Três Pilares do Zen.

Daitoku-Ji: (jap.) Monastério da Grande Virtude; um dos maiores monastérios Zen de Kyôtô, no Japão.

Dakini: (tib. Ka[N]Dro[Ma]/ Mka’ Gro [Ma]) No budismo vajrayana, ser de sabedoria feminino, “irado”, que trasmite ensinamentos tântricos. Deva ligado intimamente ao Elemento Etérico do Ar. Aspecto mágico da Mãe Divina.

Dalai Lama: (tib. Ta La Li Bla Ma) Oceano de Sabedoria; título honorífico concedido pelo príncipe mongol Althan Kham ao líder da escola tibetana Gelug, em 1578. Samael nos diz que o Dalai Lama é um grande Adepto da Loja Branca. Totalmente desperto espiritualmente. Bodhisatva do Deus Avalokiteshvara.

Damkina: “Esposa Fiel”, deusa suméria, consorte de Enki, deus do Absu em Eridu.

Dana: (sânscr. e páli) Generosidade; um dos seis Paramitas.

Dangyô: (jap.) Veja Liu-Tsu-Ta-Shih Fa-Pao-T’an-Ching.

Dante Alighieri: (1265-1321) Célebre poeta italiano. Escreveu entre outras obras: “A Divina Comédia”, na que descreve magistralmente as nove regiões submersas do inframundo. O mestre Samael nos diz que Dante é um grande Ressurrecto e que e que atualmente em Florença (na Itália) com o mesmo corpo daquele mesmo corpo de então.

Darshana: (neutro) Ponto de vista, enfoque, nome genérico dado a todas as grandes escolas do hinduísmo tradicional (Yoga, Vedanta etc.).

Demiurgo: (grego) Artífice. O Supremo Poder que construiu o Universo. A Alma Universal ou Princípio Ativo do Mundo. A Hoste dos Grandes Arquitetos do Universo.

Dep: (egípcio) Senhores de Dep, ou Mundo da Mente. Na Cabala hebraica, os Arcanjos.

Depressão: (Psicol.) Um estado psicológico caracterizado por falta de energia. Energia esta que não está disponível à consciência mas regredida no inconsciente remexendo seus conteúdos (fantasias, memórias , desejos, etc) que para o bem de nossa saúde psicológica necessitam ser trazidos à luz da consciência e examinados. Desta forma a depressão deve ser entendida como uma compensação inconsciente cujo conteúdo deve ser tornar consciente para que seja totalmente efetivo. A depressão não é necessariamente patológica. Ela geralmente anuncia a renovação da personalidade ou um surto de atividade criativa. Conforme Jung, em nossas vidas existem momentos quando viramos uma nova página. Novos interesses e tendências aparecem e que até então ainda não tinham sido percebidos, ou existe uma mudança repentina de personalidade. Durante o período de incubação de tal mudança nós freqüentemente experimentamos uma perda da energia consciente. Leia também abaissement du neveau mental.

Der: Cidade a Leste do Tigre, no Norte da Babilônia. Deus patrono: Ishtaran.

Dessoto: (Efrain Villegas Quintero) Mestre da Loja Branca, do Raio da Sabedoria Grega e também do Raio da Força. Discípulo de Samael Aun Weor. Misionário Gnóstico Internacional, autor de numerosas obras, entre elas: O Grande Câmbio, Revolução Integral, Transformação Radical etc. Dessoto se encarnou na Grécia como um dos 7 Grandes Sábios gregos, Thales de Mileto. Em uma de suas encarnações gregas, esse mestre visitou Cesar e tentou ajudá-lo a se lembrar quem Ele era. Samael teve como uma de suas 3 encarnações romanas Júlio Cesar. Mas, como o cesar, ele não se importou muito com a auto-realização espiritual. Com o passar dos Ciclos de Reencarnações, esses dois mestres voltaram a se reencontrar, porém Samael estava levantado e Dessoto caído. Mestre de 2ª de Mistérios Maiores.

Deva: (sânscr. e páli) Deus, divindade; um dos seus Gati.

Devadasi: (feminino) Servidora do senhor, erroneamente chamada de prostituta sagrada.

Dhammapada: (páli) Parte do Khuddhaka-Nikaya, com 426 versos sobre o ensinamento budista.

Dharani: (sânscr.) No budismo Mahayana, pequenas escrituras com sílabas de significado simbólico, geralmente mais longos que os Mantras.

Dharma: (masculino; sânscr.; páli Dhamma; chin. Fa; jap. Hô; tib. Chö/ Chos) O ensinamento de Buda, uma das Três Jóias (Triratna); com letra minúscula, dharma geralmente se refere a um fenômeno ou manifestação da realidade. Ordem do mundo em todas as suas manifestações (cósmica, social, religiosa etc.), designa também o conjunto das normas tradicionais do hinduísmo clássico.

Dharmachakra: (sânscr.; páli Dhammachakkra) Roda do Dharma; o símbolo do budismo.

Dharmaguptaka: (sânscr.; páli Dhammaguttika; chin. Lü-Tsung; jap. Ritsu[-Shû]) Protetor do Ensinamento; escola fundada pelo monge indiano Dharmaguptaka, pertencente ao grupo Sthavira.

Dharmakaya: (sânscr.; tib. Chöku/ Chos Sku) Corpo do Dharma; um dos três corpos (Trikaya).

Dharmakirti: Monge indiano (século 7) da filosofia Yogachara.

Dharmapala: Guardião dos ensinamentos, protetor do Dharma. Mestre-guerreiro do mundo astral, pertence ao Raio da Força e que atua especialmnte na libertação do Tibet.

Dhiana: (neutro, sânscr.; páli Jhana; chin. Ch’an; jap. Zen; tib. Samten/ Bsam Gtan) Concentração, absorção meditativa. Meditação, processo de interiorização encaminhado a lograr uma transmutação e um despertar da Consciência.

Dhiani-Buda: (masculino; sânscr.) Buda meditacional; no budismo Mahayana, os cinco budas transcendentes que representam os aspectos da mente iluminada; Vairóchana, Amithaba, Amoghasidhi, Akshobhya e Ratnasambhava. Diz-se dos budas situados em diversas partes do Mandala, aos quais o adepto irá reconhecendo no curso de sua meditação. Em nosso ciclo evolucionário do Sistema Solar, os principais Dhiani-Budas são 7, que correspondem aos 7 Arcanjos ou Espíritos diante do Trono de Deus, da tradição gnóstica: Gabriel, Rafael, Uriel, Michael, Samael, Zacariel e Orifiel.

Dhum Hum: Mestre egípcio, elo entre o Islã e a tríplice tradição hermética, neoplatônica e cristã.

Diobulos Cartobu: (Hypatia Gómez Garro) Mestre da Loja Branca, filha de Samael Aun Weor.

Digha-Nikaya: (páli) Coleção Longa; uma das seções do Sutta-Pitaka.

Dignaga: Monge indiano (480-540) da escola Yogachara.

Dilmun: Cidade ou localidade, provavelmente o nome sumério para o paraíso. Ver Enki e Ninhursag.

Dimkurkurra: “Criador de leis” epíteto sumério de Marduk, no Épico da Criação.

Diógenes: (413-327 a.C.) Filósofo Grego, nascido em Sinope. Seu desprezo pela riqueza e as convenções sociais se fizeram proverbiais. Criticou com gênio mordaz os costumes e crenças de seu tiempo. Foi célebre por suas excentricidades, que lhe fizeram viver em um tonel, buscar em pleno dia a um homem iluminado em Atenas, iluminando-se com um farol (a lâmpada de Diógenes), e a dizer a Alexandre Magno que o único que desejava dele era que se afastasse porque este lhe impedia que visse a luz do Sol. Sua doutrina se resume na afirmação “Vivir conforme a natureza”.

Dion Fortune: (Violeta M. Firth, 1891-1946) Ocultista e autora inglesa. Fundou a Society of the Inner Light, baseada na tradição esotérica ocidental (cabala). Escreveu livros de ocultismo e ficção, tais como: As Ordens Esotéricas e seu Trabajo., Samael nos recomenda sua obra A Cabala Mística.

Dipamkara: Buda lendário de um passado distante.

Disco voador: (Ufol.) Nave de origem desconhecida, metálica, normalmente com formato de dois pratos sobrepostos e uma cúpula em cima, dotada de grande velocidade e manobrabilidade.

Divina Comédia: A obra-mestra de Dante, a Divina Comédia começou a ser escrita por volta de 1307 e concluída pouco antes de sua morte. Trata-se de uma narração alegórica em verso de uma grande precisão e força dramática, na qual se descreve a viagem do poeta através do Inferno, Purgatório e Paraíso. Está dividida em três grandes seções, que recebem seu título dessas três etapas percorridas. Em cada um desses três mundos Dante vai se encontrando com personagens mitológicos, históricos ou contemporâneos a ele, que simbolizam, cada um deles, um defeito ou virtude, já seja no terreno da política ou a religião. Assim, os castigos ou as recompensas que recebem por suas obras ilustram um esquema universal de valores morais. Durante seu périplo através do Inferno e Purgatório, o guia do poeta é Virgílio, glorificado por Dante como o representante máximo da razão. Beatriz, a quem Dante considerou sempre tanto a manifestação como o instrumento da Vontade Divina, o guia através do Paraíso. Cada uma das seções inclui 33 cantos, exceto a primeira, que inclui um mais e serve como introdução. Este extenso poema está escrito em terza rima, uma estrutura em que a rima se distribui assim: ABA, BCB, CDC etc. A intenção de Dante ao compor este poema era chegar ao maior número possível de leitores e, por isso o escreveu em italiano e não em latim. Intitulou-o Commedia porque tem um final feliz, no Paraíso, em que chega ao final de sua viagem. O poeta pode, por fim, contemplar a Deus e sente como sua própria vontade se funde com a divina. Este adjetivo, divina, não apareceu no título até a edição de 1555, levada a cabo por Ludovico Dolce. A obra, que constitui-se num catálogo do pensamento político, científico e filosófico de seu tempo pode ser interpretado em quatro níveis: o literal, o alegórico, o moral e o místico. Certamente é uma impressionante dramatização de toda a teologia cristã medieval, porém, mais além dessa consideração, a viagem imaginária de Dante pode ser interpretada como uma alegoria da purificação da alma e da consecução da paz sob a guia da razão, do Conhecimento e do amor.

Djed: (egípcio) Tronco cilíndrico de uma árvore morta da qual saem uns brotos como discos, enchendo sua casca. Este tronco ou pilar de madeira representava, para os egípcios, a idéia da resurreição, figura com a qual se representa a Osíris. O Djed é visto custodiado por Ísis e Néftis, uma a cada lado. Simboliza, para os gnósticos, a coluna vertebral.

Djedu: (egípcio) Deus ressurrecto ou ressuscitado. Um dos símbolos de Oísiris. Pode ser traduzido também como Aquele Oculto dentro do Djed. Sabe-se que Osíris, depois de morto por seu irmão Seth, foi esquartejado por este e suas diversas partes (as partes do Ser) espalhadas por toda a Terra. Ísis, sua irmã-sacerdotisa, encarregou-se de encontrar todas as partes e juntá-las para ressuscitar a Osíris. No entanto, nem todas as partes foram achadas, restando somente perdido o Falo de Osíris, que se perdeu e precisa ser encontrado para que este Deus volte do Reino dos Mortos. Ísis, enquanto procura esta parte faltante, deposita o corpo de Osíris morto dentro de um Djed até que o Falo sagrado seja finalmente encontrado. Esta é uma profunda alegoria dos Mistérios Tântrico-sexuais, ensinados pelos gnósticos.

Djwhal Khul: Poderoso mestre ressurrecto, conhecido como D.K. ou O Tibetano, que pertence à denominada Hierarquia Oculta. Diz-se que em vidas anteriores foi o filósofo pitagórico Kleineas e também Aryashanga, discípulo de Buda. A esoterista Alice Bailey, a quem D.K. inspirou ou ditou alguns de seus livros, menciona que é um Adepto do segundo raio de Amor-Sabedoria, que recebeu sua quinta iniciação em 1875, mantendo desde então seu mesmo corpo físico à diferença dos demais Mestres de Sabedoria. Afirma-se também que ditou grande parte da Doutrina Secreta e proporcionou a H. P. Blavatsky muito das informações que se encontram nessa obra. O mestre Samael o menciona no livro As Sete Palavras e diz que seu Ser pertence ao Raio de Mercúrio.

Dokusan: (jap.) Entrevista formal, intuitiva, de estudante Zen com seu mestre.

Domdi: (feminino) Mulher pária, a bandeira e a música do sacerdote, a companheira sexual preferida pelos tântricos.

Dragões e Serpentes: Cosmogonicamente, todos os dragões e serpentes vencidos por seus “matadores” são, em sua origem, os princípios turbulentos e confusos do Caos postos em ordem pelos Deuses Solares ou Poderes Criadores. Dragões e Serpentes são chamados “Os Filhos da Rebelião”. Onde houverem Deuses Solares, e onde quer que encontremos o Sol, ali está igualmente o Dragão (do grego: Drakon), símbolo da Sabedoria: Thoth-Hermes. Os hierofantes do Egito e da Babilônia se intitulavam “Filhos do Deus-serpente” e “Filhos do Dragão”. “Eu sou uma Serpente, eu sou um Druida”, diziam os druidas das regiões céltico-britânicas, porque tanto a Serpente como o Dragão são símbolos da Sabidoria, da imortalidade e do renascimento. Como a serpente solta sua antiga pele só para reaparecer com outra nova, assim a Essência Imortal abandona uma personalidade só para adquirir outra. O primeiro símbolo da Serpente figurava a Perfeição e Sabedoria divinas, e representando sempre a Regeneração psíquica e a Imortalidade. Daí que Hermes tenha chamado a serpente como o mais espiritual de todos os seres; Moisés, iniciado na Sabedoria de Hermes, seguiu seu exemplo no Gênesis; sendo a Serpente dos Gnósticos, com as sete vogais sobre sua cabeça, o emblema das sete Hierarquias dos Criadores setenários ou planetários (Cosmocratores). Daí também a serpente Zecha ou Ananta, o Infinito, um nome de Vishnu e primeiro veículo deste deus nas Águas Primordiais. Sem embargo, o mesmo que os Logoi e as Hierarquias de Poderes distinguir-se-ão umas de outras essas serpentes. Zecha ou Ananta, ou “Leito de Vishnu”, é uma abstração alegórica que simboliza o Tempo infinito no Espaço, que contém o Germe e lança periodicamente a florescência deste Germe, o Universo manifestado. O Ophis (serpente em grego) gnóstico contém o mesmo triplo simbolismo em suas sete vogais: o Primeiro Logos Imanifestado, o Segundo Logos manifestado, logo o Triângulo condensando-se no Quaternário ou Tetragrammaton, e os raios deste no plano material. Sem embargo, todos eles estabelecem uma diferença entre a Serpente boa e a má: a primeira, encarnação da Sabedoria divina na região do Espiritual; e a segunda, o Mal, no plano da matéria. O Éter é Espírito e Matéria: começando no puro plano espiritual, se faz mais grosseiro ou denso à medida que desce, até que se converte em Maya (ilusão em sânscrito) ou tentadora e enganosa serpente em nosso plano. Jesus aceitou a serpente como sinônimo de Sabedoria, e isto formava parte de seus ensinamentos: “Sede prudentes como a serpente”. Aos sábios e aos Iniciados perfeitos lhes dá o nome de Serpentes (Nâgas em sânscrito), e em tempos antigos a serpente era considerada como o primeiro raio de luz emanado do abismo do Divino Mistério.

Drilbu: (tib. Dril Bu) Veja Gantha.

Duamutf: (egípcio) Veja Mestha, Hapi, Duamutf e Kebhsenuf.

Duat, Douat: (egípcio e sânscr.) O lugar onde residem os espíritos dos defuntos. Este Duat era, segundo a crença popular dos egípcios, um espaçoso vale circular ou semicircular que rodeava o mundo, um sítio de sumo horror. O mundo subterrâneo que a alma deverá percorrer sorteando perigos. Esotericamente, o Iniciado logrará ingressar a seus submundos internos para ser provado pelos Espíritos Guardiãnes de suas Portas. No Extremo Oriente, Duat (ou Douat) é a região subterrânea onde existem cidades sagradas que abrigam nobres e honrados moradores espiritualmente evoluídos. Muitos desses moradores são Mestres Ressurrectos da Grande Fraternidade Branca. A principal cidade do Duat chama-se Shamballah (ou Cidade Onde Moram os Deuses).

Dukkha: (sânsc.; páli Dukkha) Sofrimento, dor; uma das Quatro Nobres Verdades. Veja também: Trilakshna.

Duku: Montanha sagrada, nome sumério para o local cósmico em Ubshuukkinakku, onde os deuses se reuniam para decidir os destinos, e presente em todos os templos das maiores divindades da Mesopotâmia. Nossa coluna vertebral, semelhante ao Monte Meru hindu.

Dulce: Gigantesca base militar subterrânea localizada no Novo México (EUA), onde estariam ocorrendo há décadas intercâmbios de tecnologia entre alienígenas nocivos e militares ligados a agências obscuras, incluindo bizarras experiências genéticas usando animais e seres humanos como cobaias.

Dumb: Sigla de Deep Underground Military Base, ou base militar de grande profundidade; base militar subterrânea; há centenas em todo o mundo, mas principalmente nos EUA.

Dumuzi: “Filho fiel”, deus sumério, consorte de Ishtar, irmão de Geshtin-anna, rei-pastor de Uruk, guardião do portal dos céus de Anu, junto com Gishzida, e pescador de Ku’ara. Passa metade do ano no Mundo Subterrâneo. Nome pronunciado Du’uzi na Assíria; chamado Tammuz na Babilônia e Adônis na Grécia.

Duo In Uno: (latim) Dois em Um.

Duranki: Elo entre o céu e a terra, nome do templo de Enlil e também usado para o próprio Deus do Ar.

Dzogchen: (tib. Rdzogs Chen) Grande Perfeição; principal ensinamento da escola tibetana Nyingma.[/tab]

E

Eanna: “Morada dos Céus”, nome do templo de Anu e Ishtar em Uruk, também chamado de “Puro Tesouro”.

EBE: Sigla de Entidade Biológica Extraterrestre.

Eddas: Entre os mais significativos exemplos da primitiva literatura islandesa se encontram as Eddas e a poesia escáldica. O termo Edda tem uma origem incerta, pois poderia derivar da palavra edda (grande avó), procedente da antiga língua nórdica ou, o que parece mais provável, referir-se a Oddi, uma importante sede cultural ao sul da ilha, em que residiram Saemund Sigfússon, un culto clérigo que, nos parece, foi o recompilador de uma das Eddas, e Snorri Sturlusson, que escreveu uma outra. É também possível que derive do termo nórdico antigo óthr (poesia). Em todo caso, a palavra é utilizada para designar duas conhecidíssimas coleções da literatura islandesa. A Edda Poética ou Edda Maior (séculos 9° a 12) é atribuída a Saemund, o Sábio, e é um conjunto de mais de 30 poemas que versam sobre deuses germânicos e nórdicos e de heróis, em especial de Sigurd, a versão islandesa do Sigfried germânico que aparece no Canto dos Nibelungos. Alguns desses poemas talvez tenham sido escritos fora da Islândia, porém, com maior probabilidade, foram escritos na ilha lá pelo século 12. A segunda é a Edda Prosaica ou Edda Menor (século 13). Ela é obra de Snorri Sturlusson e possui contos relacionados com a mitologia escandinava, pela qual constitui-se nuna fonte de primeira ordem para levar a cabo estudos sobre ela. Outras seções da Edda Prosaica são interessantes guias na hora de se conhecer a métrica e a dicção poéticas. A poesia escáldica, composta entre os séculos 9° e 13, foi escrita para honrar a nobres, idolatrar o Amor e satirizar ou comemorar acontecimentos da época. Seus versos não são tão livres como os das Eddas, mas possuem uma estrutura estritamente silábica e se caracterizam pelo uso de complexas perífrases que, em algumas ocasiões, criam belas metáforas, porém que, em outras, dão à poesia escáldica um aspecto enredado.

Eduard Schuré: (1841-1929) Filósofo, poeta e crítico musical francês. Pertenceu à Sociedade Teosófica e foi discípulo de Rudolf Steiner. Autor de uma das coleções máximas do ocultismo: Os Grandes Iniciados.

Educação Babilônica: Em geral, a educação de um jovem babilônio, de ambos os sexos e das camadas mais elevadas, envolvia o treinamento como escriba. Sabe-se que mulheres ricas tinham considerável liberdade e influência na Mesopotâmia. A educação de um ou uma estudante começava aos oito ou nove anos de idade. Após levantar-se ao nascer do sol, o estudante levava seu lanche para a escola, que era em geral conhecida como a “casa das tábuas”. Na casa das tábuas [de escrita cuneiforme] ele encontrava seu(sua) professor(a). O diretor da escola, ou seja, a pessoa de cargo mais importante, tinha um título que pode ser traduzido como Especialista. Diferentes professores especializavam-se nos vários aspectos da cultura e da escrita da região. Em geral, um estudante mais velho tinha sob seus cuidados um estudante mais jovem. Os trabalhos estudantis em geral constituíam em fazer cópias de material contido em tábuas existentes, sendo que estas cópias eram feitas em tábuas de argila molhada. O objetivo da educação era obter o grau de escriba, e entender a linguagem dos homens e dos deuses.

E-galgina: (babil.) “O palácio do Todo-Sempre” nome de um local no Mundo Subterrâneo. Talvez seja Shamballah.

E-galmah: (babil.) Templo da deusa Gula, em Isin.

Eheieh: (hebr.) Eheyeh: Eu Sou.

Eheie-Ashr-Eheie: (hebr.) Eu Sou o que Sou. Essa é a origem da frase Eie Asereie, vista ao final da Invocação do Sábio Salomão.

E-igi-kalama: (babil.) Templo de Lugal-Marada, em Marad.

E-halanki: Altar da deusa Zarpanitum na Babilônia.

Ekur: (babil.) “Morada da Montanha”. O templo do deus Enlil, em Nippur, onde nasceu Ninurta.

E-kurmah: (babil.) “Grande Morada da Montanha”. O Templo de Ninazu.

EL: (aram. e hebr.) Al ou Eloi (Deus), Singular de Elohim (Deuses). Este nome da deidade é ordinariamente traduzido como “Deus” e significa poderoso, supremo.

Elam: (babil.) País a leste da Babilônia, no Iraque moderno. Cidades importantes: Susa e Anshan. Idioma não é identificado com qualquer grupo conhecido, escrito em cuneiforme.

Eleison: (grego) Veja: Kirie Eleison.

Elias o Artista: Adepto freqüentemente citado na literatura hermética e rosa-cruz dos séculos 17 e 18. São atribuídos a ele tratados sobre a Alquimia, e sua figura emerge da tradição hebraica com os atributos de um grande mestre.

Eliphas Lévi: (Alphonse Louis Constant, Zahed, 1810-1875) Esoterista, cabalista e autor francês. Chegou a ser diácono, porém foi expulso do seminário, provavelmente por seus atos demasiadamente liberais e por mostrar demasiado interesse pelas ciências ocultas. Foi Mestre de vários ritos maçônicos e iniciado da Societas Rosicruciana in Anglia. Membro dos Frates Lucis, é considerado uma das mais altas e importantes personalidades ocultistas do século passado. Autor de: Dogma y Ritual da Alta Magia, História da Magia, O Livro dos Esplendores etc. Samael nos ratifica sua Maestria, cita-o freqüentemente e nos narra algumas de suas experiências com este Mestre. (Veja a experiência de Samael com Eliphas Lévi no link Mestres da Senda, neste mesmo site gnosisonline.)

Ellil: (Illil, do sumério Enlil) Deus sumério, cujos atributos e natureza ainda são incertos. O mais importante da geração mais nova dos deuses sumérios e acádios. Centro de culto Nippur. Templo chamado Ekur. Esposa: Ninlil/Mulittu; filho Ninurta. A interpretação antiga de seu nome como Senhor Vento/Ar é incerta. Epítetos: Rei das terras populosas. Símbolo: coroa em forma de chifre sobre o sinal de altar. Filho de Anu e Ki. Veja também Anzu, Ninurta.

Ehoah: (hebr.) Nome feminino da divindade. Como denominação se refere a Binah, a Mãe suprema, que leva à frente as sete Emanações sucessivas. Eloah Va Daath: Conhecimento do Segredo ou Sabeduria dos Mistérios.

Elohim: (hebr.) Plural de El, Al, Eloi. Deuses. Chamado também Alhim, Aleim, pois tal palavra se escreve de diversas maneiras. Os Elohim, Deuses ou Senhores, são idênticos aos Devas, Dhyâni-Budas ou Homens Celestes; Seres divinos de orden inferior; são os Sete Espíritos Criadores, um dos quais é Jeová; aspectos ou emanações mahavantáricas do Logos. A princípio, os Elohim eram chamados Achad (Uno), ou a “Deidade, Um em Muitos”; veio depois a mudança; ao setenário Elohim o transformaram em um Jeová: “Jeová é Elohim”, unificando assim a multiplicidade e dando o primeiro passo para o monoteísmo, contra o que diz o Gênesis (III, 22): “E disse o Senhor Deus: Eis aqui que o homem se fez (ou é) como um de nós, sabendo o bem e o mal”. Os tradutores da Bíblia designam os Elohim com o nome de “Deus” ou “Senhor Deus”. Adverte-se que o “Deus” do primeiro capítulo do Gênesis é o Logos; e o “Senhor Deus” do segundo capítulo se refere aos Elohim Criadores, os Logoi menores.

Elohim Gibor: (hebr.) Guibor, Geber o Gibborim. No céu são considerados como anjos poderosos e, na terra, como os gigantes mencionados no capítulo 6° do Gênesis. “Homens poderosos”; o mesmo que os Kabirim. Na Grande Fraternidade Branca há um poderoso mestre chamado Elohim Guibor, representante, no planeta Terra, das forças positivas de Marte (Samael). Seu rosto é severíssimo e amoroso ao mesmo tempo. Pode ser visualizado com uma barba abundante e capacete de guerra dourado.

Elohim Tsabaot: (hebr.) Deuses das Legiões. Tsabaoth significa um exército ou uma hoste; de Tsâbâ, ir à guerra. Daí o nome do deus da guerra: o “Senhor de Tsabaoth”, ou dos exércitos.

Emanuel Kant: (1724-1804) Filósofo alemão que, partindo da dúvida, reconstitui a certeza mediante a Razão Prática e a lei moral e conclu admitindo a existência de Deus e a imortalidade da alma. O mestre Samael cita constantemente suas obras: Crítica da Razão Pura e Crítica da Razão Objetiva.

Emerson: (Ralph Waldo, 1803-1882) Filósofo norte-americano, criador do transcendentalismo e autor de Homens Representativos. O Mestre Samael cita sua teoria sobre a “Superalma”.

E-meslam: (babil.) Templo de Nergal em Kutha.

Enantiodromia: (psicol.) Significa “passar para o lado oposto”, literalmente, “correndo no sentido contrário” referindo-se à emergência do oposto inconsciente no curso da vida. Isto normalmente ocorre quando uma tendência unilateral extrema domina a vida consciente; na mesma hora em que uma contraparte igualmente poderosa é construída e que primeiro começa a se apresentar inibindo a atuação da consciência e subseqüentemente irrompendo na consciência e tomando controle. Jung emprega este termo para caracterizar o aparecimento do contraste inconsciente, numa sucessão temporal. Sempre que predominar uma tendência unilateral na vida consciente, com o decorrer do tempo, acaba por converter-se numa posição contrária inconsciente que se manifestará como um obstáculo ao rendimento consciente e, mais tarde, como uma interrupção na direção consciente. A Enantiodromia é tipicamente experienciada em conjunto com sintomas associados a uma neurose aguda, e normalmente obscurece o renascimento da personalidade. Nas palavras de Jung: “Jamais se pode afirmar com cem por cento de certeza que as figuras espirituais do sonho sejam moralmente boas. Freqüentemente elas têm o sinal, não só da ambivalência como da malignidade. Devo porém ressaltar que o grande Plano segundo o qual é construída a vida inconsciente da alma é tão inacessível à nossa compreensão que nunca podemos saber que mal é necessário para que se produza um bem por enantiodromia, e qual o bem que pode levar em direção ao mal”.

Enbilulu: Deus sumério da irrigação, canais e agricultura. Assimilado com Adad na Babilônia.

Eneida: Virgílio dedicou os últimos 11 anos de sua vida a compor a Eneida, uma epopéia mitológica em 12 livros que relata as peripécias do herói Enéas durante 7 anos, desde a queda de Tróia até sua vitória militar na Itália. Nesta obra, Virgílio se propõe a descrever sua Roma ideal e, de certo modo, prefigurar os acontecimentos da história romana. Enéas foge de Tróia com seu ancião pai, Anquises, sobre seus ombros, e seu filho Ascânio, pelas mãos. Consegue reunir uma frota e zarpa com os sobreviventes troianos rumo à Trácia, Creta, Épiro e Sicília, antes de ser abordado nas costas da África. Ali, Dido, rainha de Cartago, apaixona-se por Enéas e se suicida após sua partida. Após atracar na desembocadura do rio Tibre, na Itália, Enéas mata a Turno, rei dos rútulos, em uma luta por conseguir a mão de Lavínia, a princesa do Lácio. Segundo Virgílio, o povo romano descende diretamente de Ascânio, o fundador de Alba Longa, a cidade que mais tarde se converteria em Roma. O estilo da Eneida e seu tratamento estão inspirados nas antigas epopéias gregas, a Ilíada e a Odisséia de Homero. Virgílio também se inspirou em parte no poema épico Argonáutica, escrito pelo poeta grego do século 3° a.C. Apolônio de Rodhes, assim como nos Anais del poeta romano Quinto Ennio, que foi o primeiro a introduzir o hexâmetro dactílico na poesia épica latina. Virgílio introduziu, na Eneida, a musicalidade e a precisão técnica de sua métrica de um modo tão sutil que seu verso foi considerado desde então como um modelo de perfeição literária. A Eneida é considerada geralmente como a primeira grande epopéia literária, posto que a Ilíada possui uma grande riqueza artística, porém contém um grande número de recursos já usados na poesia oral anterior. A Eneida, diferente da Ilíada, não é uma parte herdada da conciência nacional, senão melhor ainda uma tentativa deliberada de glorificar Roma, por encargo de Augusto, cantando a suposta origem troiano de suas gentes e, em especial, os logros e ideais de Roma sob seu novo imperador. Os elementos históricos e augustos são especialmente notórios entre os livros 5 e 8, a parte central do poema. A Eneida pode ser considerada uma obra universal por sua estrutura ambiciosa, sua beleza estilística e sua preocupação pelas tribulações do indivíduo. A Eneida foi uma obra muito apreciada em sua época. Durante a Idade Média encontrou-se nela um sentido filosófico, e Virgílio foi considerado quase um vidente e um mago. Dante realiza um homenagem a Virgílio na primeira parte da Divina Comédia, convirtendo-o em guia do poeta através do Inferno e do Purgatório, até chegar às portas do Paraíso. Porém, foi a devoção de Petrarca pelo estilo virgiliano que converteu Virgílio em uma referência constante no humanismo na Renascença.

Engaku-Ji: Monastério da Iluminação Completa; monastério Zen fundado em 1282 na cidade de Kamakura, no Japão.

Engidudu: (babil.) Veja Demônios e Erra.

E-nimma-anku: (babil.) Nome de um templo desconhecido.

E-ninnu: (babil.) “Casa dos Cinco”. Templo de Ningirsu, em Girsu.

Enki: Sumério deus das águas doces, da sabedoria e das artes, que podia trazer os mortos à vida, pois dele era toda a fonte do conhecimento mágico da vida e da imortalidade. Adorado principalmente em Eridu, uma das primeiras cidades do mundo, e chamado de Ea na Babilônico, Rei do Absu. Enki possuía o secredo dos “me”, termo que significa ‘cultura, civilização”, cuja base é o progresso pelo conhecimento que deve liderar a humanidade. Ele trouxe a civilização para as pessoas e assinalou a cada um o seu destino. Enki criou a ordem do universo, encheu os rios de peixes, inventou o arado para que os fazendeiros pudessem trabalhar a terra e criar gado. Enki saiu das águas do Golfo Pérsico como deus dos peixes. Sua esposa é Ninhursag. Veja Ea; ver também Enki e reshkigal; Enki e Inana.

Enkidu: (previamente Ea-bani; babil.) Irmão de alma de Gilgamesh, o homem selvagem primitivo que se torna civilizado pela intercessão de uma iniciada do templo de Inana/Ishtar. Assimilado em parte por Shakkan como mestre dos animais e parte com Lahmu, como o herói primitivo.

Enkidu: (babil.) Deus sumério dos fazendeiros, proprietários de terra e agricultores.

Enkurkur: Senhor da Terra, título sumério.

Enlil: Na mitologia suméria, o mais importante e poderoso da nova geração dos deuses, o deus dos ares que também rege sobre a terra.

Enmesharra: (babil.) Deus do Mundo Subterrâneo.

Enoque, Livro de: (ou Enoch) Coleção de escritos, a obra mais extensa incluída nos pseudoepígrafos. O livro é atribuído como um pseudônimo do Patriarca hebreo Enoque. Ele é também chamado de Enoch, o Etíope, já que os textos foram conservados em sua integraidade principalmente na Bíblia ortosoxa etíope, além da Bíblia ortodoxa siríaca. O livro é um conjunto de diversas seções escritas por vários autores em distintos momentos dos séculos 2° e 1° a.C. Os especialistas chegaram à conclusão de que a obra original foi escrita em hebraico ou em aramaico. Pouco depois foi traduzido ao grego. Crê-se que a tradução para o etíope se realizou a partir do grego, em torno de 500 d.C. Partes do Enoch Etíope sobrevivem em grego, latim e arameu, neste último caso nos manuscritos descobiertos em Qumrán. O livro consta de 7 seções. A primeira (capítulos 1 a 5) apresenta o tema de fundo do livro, o eminente juízo de Deus. A segunda (capítulos 6 a 36) conta as desventuras da horda de anjos caídos e dos périplos de Enoque pelos lugares do Castigo e da recompensa finais. Talvez Dante Aliguieri tenha bebido dessa fonte para escrever a sua Divina Comédia. A terceira seção (capítulos 37 a 71) prediz a chegada do Messias, quem julgará a todos, seres angélicos e humanos. Descreve por sua vez o paradisíaco futuro reino de Deus. A quarta seção (capítulos 72 a 82) inclui revelações acerca das criaturas celestiais, como por exemplo, os enfrentamentos que se produzirão entre elas quando se acerquem os últimos dias do Mal. A quinta seção (capítulos 83 a 90) contém as visões de Enoque de um dilúvio enviado para castigar ao mundo por sua perversidade e a posterior instauração do Reino Messiânico. A sexta seção (capítulos 91 a 105) consola aos justos, insta-os a manterem-se assim, e condena aos injustos, predizendo seu final. Nesta seção Enoque divide a totalidade da história humana em dez semanas de diferentes durações (que simbolizam outras tantas épocas), cada uma caracterizada por personagens ou acontecimentos especiais; por exemplo, a quarta semana a protagoniza Moisés; a sétima trata de uma degeneração universal. Já na décima e última semana, o antigo céu será substituído por um novo e eterno. Na última seção (capítulos 106 a 107), a culminante, volta a falar do dilúvio, da posterior repetição da era de la depravação e dos castigos e prêmios que chegarão quando o Messias instaurar seu Reino. Os primeiros cristãos tinham em grande estima o Libro de Enoque, porém à exceção de suas pouco freqüentes referências ao mesmo, pouco se sabia acerca da obra até que em fins do século 18 foram descobertos no nordeste da África três manuscritos íntegros em etíope. Os especialistas modernos o consideram importante porque muitos de seus conceitos e inclusive sua terminologia são muito similares a conceitos escatológicos posteriores e a livros e passagens apocalípticos do Novo Testamento.

Ensô: (jap.) Círculo; no budismo Zen, símbolo do vazio, do absoluto, da iluminação.

Enugi: Deus sumério da irrigação, dos canais, diques e atendente de Enlil. Símbolo da necessidade de conhecermos correta e profundamente os mistérios da Alquimia Sexual

Enushirgal: (Babil.) Templo do deus da Lua em Ur.

Ereshkigal: (Ninmenna) “Rainha da grande terra”, “”Rainha da Terra”, irmã de Ishtar, esposa de Nergal, mãe de Ninazu. A babilônica Perséfone, esposa de Nergal, a deusa dos mortos do Mundo Subterrâneo. Muitos hinos são dedicados a ela. Veja o mito de Nergal e Ereshkigal. Representa a nossa Divina Mãe Morte.

Eridan: Rio do Mundo Subterrâneo.

Eridu: Cidade muito antiga, às margens do Golfo da Arábia. Também o nome de um bairro da Babilônia. Centro de culto do deus Ea/Enki.

Erra: (Babil.) Deus da guerra, da caça e das pragas. Etimologia “terra ardente” provavelmente incorreta. Assimilado com Nergal e Gerra. Templo Emeslam na cidade de Kutha. Epíteto Engidudu “Senhor que caça na noite”. Veja Nergal. Deus babilônico da guerra, da morte e outros desastres. Seu maior aliado é a fome causada pelas secas. Pode ser identificado com Nergal, o deus da morte. Ele expressa a morte simbolicamente como letargia e estupor. A guerra tem sido sempre uma grande causa de morte ao longo de toda história da Mesopotâmia. Um dos primeiros poemas épicos a serem descobertos e gravados em tábuas de argila é o Épico de Erra. No início deste épico, Erra senta-se em seu trono no palácio, enquanto que suas armas, que são na realidade o espelho do deus, ou os demônios, Sibiti, se queixam da inatividade de seu senhor. Erra convence então o deus da Babilônia a visitar o Abzu. Erra está a ponto de destruir a Babilônia, quando o velho Ishum, ministro de Marduk, lhe diz: “Aqueles que fazem a guerra são ignorantes / A guerra mata os sacerdotes e os que não têm pecado.” E apesar de Erra ter começcado a destruição da terra, ele é pacificado pelo sábio ministro, chamando seus cães de guerra de volta para si. Marduk retorna e tudo acaba em paz.

Erragal, Erakal: Provavelmente outro nome para Nergal, significando Erra, o grande. Possivelmente pronunciado como Herakles em grego.

E-sagila: Templo de Marduk na Babilônia, a “morada do céu e da terra”.

Eshnuna: Reino ao leste do rio Tigre, incluiu Ishchali, onde material com o mito de Gilgamesh foi escavado, e Tell Hadad, onde foi encontrado o mito de Erra e Ishum.

Etana: (Babil.) 12º Rei de Kish após o Dilúvio, pai de Balih; 13º rei-deus da dinastia suméria que reinou na cidade de Kish. Apesar de ter sido escolhido por Anu e rezar diariamente para Shamash, pedindo por um herdeiro, Etana não tinha filhos. Shamash disse-lhe então para libertar uma águia, que havia sido aprisionada por uma serpente. Etana libertou a águia, e esta, em gratidão, carregou o rei nas costas até os céus. Lá, Etana, em frente ao trono de Ishtar, suplicou por um filho. Ishtar dá a ele a planta do nascimento, que Etana provavelmente teve de comer juntamente com sua esposa. Sabemos que finalmente Etana teve um filho. Foi encontrado um épico incompleto sobre Etana.

E-temen-anki: (babil.) Nome da grande torre Zigurate de Marduk na Babilônia. A coluna vertebral.

Eufrates: (babil.) Rio da Mesopotamia. Nome acádio: Purattu, e hittite Mala.

Eughins Arioms: (Rodolfo Rincon Vásquez) Mestre Gnóstico da época moderna. Segundo se afirma, chegou à Terra nas épocas da Lemúria, procedente de um longínquo Sistema Solar, capitaneando a nave espacial que transportava uma expedição científica, que veio observar os fenômenos que nesses momentos ocorriam no seio da terceira Raça Raíz terrestre. Caiu na Geração Animal (caiu sexualmente), ficando atado à Roda do Samsara terrestre, levantando-se de novo nos tempos modernos. Foi Arcebispo de Instrução da Igreja Gnóstica Cristã Universal da Venezuela.

Extraterrestre: Ser não originário do nosso planeta.[/tab]

F

Fa-Hsiang: (chin.; jap. Hossô) Escola chinesa fundada por Hsüan-Tsang (600-664 d.C.) e K’uei-Chi (638-682), com base na filosofia indiana Yogachara.

Fantasia: (Psicol.) Um complexo de idéias ou atividades imaginativas que expressam o fluir da energia psíquica. Jung distinguia as fantasias entre ativas e passivas. As primeiras são características da mentalidade criativa e são evocadas por uma atitude intuitiva direcionada rumo à percepção dos conteúdos inconscientes. As fantasias passivas são manifestações espontâneas e autônomas dos complexos inconscientes.

Fátima: (Islam.) Filha de Mohammad. Representa a humildade e a Consciência livre.

Fátima: (Portugal) Local onde ocorreram diversas “aparições” da Virgem. Antigamente, nesse mesmo local, funcionava um grande templo mágico druida. Talvez a grande concentração de Forças Mágicas e Telúricas propiciasse a manifestação dos contatos da Mãe Divina com a humanidade.

Fausto: (Johann Faust, ou Fausto de Praga) Uma das mais misteriosas personalidades esotéricas da Idade Média. A tradição nos conta que foi discípulo do Abade Trithemius e condiscípulo de Paracelso e Agripa, sendo dos maiores magos da história. Foi nele que Goethe se inspirou para escrever sua novela iniciática O Fausto. O mestre Samael nos descreve a Fausto como um Grande Mago e Mestre da Loja Branca.

Felipe (Apóstolo): Seguidor de Jesus de Nazaré. Morreu mártir juntamente com suas duas filhas. Diz a tradição cristã que ele foi crucificado em uma cruz com forma de Xis (X), símbolo de la Revolução da Conciência, exatamente como o apóstolo André. É um grande Mestre especializado na Ciência Jinas e existem práticas para receber sua ajuda nestes conhecimentos. Representa a Constelação de Câncer, ensinando o Ocultismo do Sendeiro Crístico (como átomo autônomo do Ser). Foi eleito para ajudar aos Apóstolos. Fundou uma Igreja em Troyes. Um dos escribas da Pistis Sophia.

Fênix: Veja Ave Fênix.

Filhos da Viúva: Mistérios Isíacos (Morte de Osíris); Mistérios Órficos (Morte de Orfeu); o primeiro pelos Demônios Vermelhos de Seth e o segundo pelas Bacantes. Nome aplicado também aos maçons franceses em razão de que as cerimônias maçônicas estão principalmente baseadas nas aventuras e morte de Hiram Abif, o “Filho da Viúva”, que ajudou a construir o mítico Templo de Salomão.

Flagelum: (egípcio) Látego sagrado, símbolo do domínio e da vontade.

Foo-fighters: Bolas luminosas que surgiam e desapareciam misteriosamente nos céus da Europa durante a Segunda Guerra Mundial, chegando a interferir em alguns combates. Seu diâmetro variava de centímetros a poucos metros. Terminada a guerra, descobriu-se que tanto os Aliados quanto o Eixo acreditavam que os foo-fighters eram engenhos secretos do inimigo.

Francis Bacon: (Barão de Verulam e Visconde de São Albano, 1561-1626) Filósofo, Jurisconsulto e Estadista inglês. Um dos fundadores do Método Experimental, propôs a reforma total das ciências e a substituição do Organum Aristotélico por um Novum Organum. A literatura ocultista o conecta com o esoterismo ao considerá-lo uma das principais figuras da Autêntica Ordem Rosa-cruz. Atribuiu-se-lhe a paternidade das obras de Shakespeare. Obras escritas: A Nova Atlântida e Novum Organum Scientiarum, entre outras. O mestre Samael nos indica que Francis Bacon foi uma das personalidades adotadas pelo enigmático Mestre Ressurrecto Conde de Saint Germain.

Franz Hartmann: (1838-1912) Ocultista, teosofista e médico alemão. Eminente membro da Santa Igreja Gnóstica da Alemanha. Um dos instrutores e iniciadores de Arnold Krumm-Heller (Mestre Huiracocha). Depois de viajar pela Europa e a América, desenvolveu suas faculdades psíquicas com a paranormal Katie Wentworth. Depois, uniu-se com H.P. Blavatsky, de quem foi discípulo e devoto colaborador na Sociedade Teosófica. Em 1888 fundou na Alemanha a Ordem Rosa-cruz Esotérica, separando-se, em 1895, do Movimento Teosófico. Obras: No Pórtico do Templo da Sabedoria, Uma Aventura na Mansão dos Adeptos Rosacruzes e Os Elementais (este, disponível em nossa Biblioteca Gnóstica). O mestre Samael nos ratifica sua Maestria e cita muitas de suas obras, especialmente Os Elementais.

Fronte de Rá: (egípcio) Luz da Alma Universal e Divina manifestada.

Fukan-Zazengi: (jap.) Princípios Gerais para a Prática da Meditação; texto de Dôgen Zenji.

Fulcanelli: Pseudônimo de um misterioso alquimista contemporâneo desaparecido depois da Liberação Francesa pós Segunda Guerra Mundial. Autor de importantes trabalhos alquímicos, publicados através de Eugene Canseliet, única pessoa que o conheceu. Obras: O Mistério das Catedrais e As Moradas Filosofais. O mestre Samael o define como um grande Alquimista Ressurrecto procurado pelos nazistas para obter seus profundos conhecimentos sobre energia nuclear.[/tab]

G

Gabriel: (hebr.) Significa “Deus enviou” (enviado por Deus para dar a Boa Nova). Nome do anjo que revelou as verdades de Deus a Maomé, é o mesmo anjo que anunciou o nascimento de Jesus a Maria. Arcanjo Cosmocrator. Regente e Embaixador planetário da Lua. O Anjo da Anunciação e das Iniciações. Representam-no majestosamente com cetro e coroa para indicar seu caráter soberano e com grandes asas. Sua destra aparece em atitude de saudação e bênção. Esotericamente é o heraldo do nascimento e o divino guardião dos processos de geração. A tradição cristã indica a Gabriel como o trombeteiro do Juízo Final. Segundo os gnósticos, é o Mensageiro da Vida, o Poderoso ou Herói de Deus; o Espírito Santo era considerado um com o Eon da Vida, uma potência feminina, irradiado pela divindade e que reside em nosso interior. Sua festividade é normalmente no dia 24 de março.

Gadu: (maçon.) Grande Arquiteto do Universo; personificação do Poder Criador, autor de todas as coisas. A palavra Arquiteto vem do grego Arché: Substância Primordial; e Tekton: Construtor.

Gampopa: (tib. Sgam Po Pa) Monge tibetano (1079-1153), fundador da escola Kagyü.

Ganímedes: (Ufol.) Satélite de Júpiter. Ali residem pessoas que nos visitam constantemente para nos alertar sobre possíveis desequilíbrios ecológicos e nucleares que podem desestabilizar todo o Sistema Solar. Eles explicaram a alguns contatados que os habitantes de Ganímedes são os sobreviventes de uma raça que viveu num planeta que foi destruído graças a experiências atômicas. Esse planeta girava ao redor do Sol entre as órbitas de Marte e Júpiter. Agora, encontram-se ali somente o famoso Cinturão de Asteróides, como que para nos recordar da existência de um possível planeta que existiu há muito tempo.

Gantha: (sânscr.; jap. Kongô-Rei; tib. Drilbu) No budismo Vajrayana, instrumento que representa a sabedoria (Prajna).

Ganjin: (jap.) Veja Chien-Chen.

Gargha Kuichines: (gnose; Julio Medina Vizcaino) Nome sagrado de um Grande Mestre da Loja Branca. Mestre do Raio do Amor, impulsionador da Gnose moderna, primeiro discípulo de Samael Aun Weor. Autor de: Conhecimentos, História e Anedotas da Gnosis na Era de Aquário, As Respostas que Deu um Buda e da maioria dos prólogos das obras do Mestre Samael. Na 5ª de Mistérios Maiores, escolheu o Caminho da Senda Nirvânica, e não a Direta.

Gar Hirá: (Islam.) Caverna, perto da montanha da Luz, onde o profeta Maomé meditava.

Gati: (sânscr.) Modo de existência em um Reino do Samsara; divino (Deva), semidivino (Asura), humano (Manushya), animal (Tiryak), fantasmagórico (Preta) ou infernal (Naraka).

Gaudapada: Mestre filósofo hindu do século 7°, o qual juntamente com seu discípulo Shankara, transformou a Vedanta (estudo dos Vedas). Autor de Agamasastra (Mandukya-Kharma) interpretação idealista do Vedantismo.

Gautama: (não se confunda com Gautama Buda; 550 a.C.) Filósofo indiano a quem se lhe atribui os Nyaya Sutras, texto fundamental do Sistema Nyaya de quem foi fundamentador.

Geburah: (hebr.) Poder, severidade. É a quinta Séfira. Uma potência feminina e passiva, que significa severidade e poder. O nome Pilar da Severidade recebeu Dela. O princípio da força, da fé e do juízo, do dever e do livre arbítrio; a vontade, filha da razão que escolhe e determina a direção individual.

Geburael: Seres Divinos das Dimensões da Consciência Cósmica, ou Sefirote Geburah, regido pelo Sol.

Gedulah: (hebr.) É a quarta Séfira, geralmente chamada Chesed.

Gedulael: Seres Divinos reinantes em Chesed, ou mundo do espírito Divino, de Atman.

Gelug: [-Pa] (tib. Dge Lugs [Pa]) Escola Vajrayana, fundada pelo mestre tibetano Tsong Kapa (1357-1419; este mestre foi, em sua encarnação precedente, o grande Buda Sidharta Gautama, bodhisatva do Buda Amithaba), centralizada nos ensinamentos do Lam Rim.

Genjokoan: (jap.) O Koan da Vida Diária; texto de Dogen Zenji.

Genovese, Narciso: Cientista e lingüista italiano que viveu no México. Foi seguidor e amigo do famoso Guglielmo Marconi, o criador do telégrafo sem fio e de outros inventos. Genovese e outros cientistas seguidores de Marconi formaram uma sociedade científica hermética que construiu um laboratório no interior do Mato Grosso, em finais da década de 40, para tentar algum contato com extraterrestres. Isso foi conseguido, pois numa data qualquer desceu um grupo de naves de origem marciana. Narciso e outros cientistas foram levados a Marte, onde pesquisaram profundamente diversos mistérios. Os detalhes dessa viagem, do laboratório e do próprio planeta Marte, estão relatados no livro Aventura no Planeta Marte (traduzido no Brasil com o nome de Estive em Marte).

Ghandi: (Mohandas Kharancham, 1869-1948) Chamado o Mahatma (Alma Grande). Advogado e político indiano, teve a ver muito com a independência da Índia, em 1947. Não via diferenças substanciais entre as religiões, todas eram boas para ele. Sua principal preocupação foi conseguir a Paz. Sua doutrina se baseava na Não Violência (A Himsa). Morreu assassinado por um extremista. Samael nos dize que este grande Ser não terminou seu trabalho (pois lhe faltou o aspecto sexual, ou seja, o conhecimento tântrico, a Magia Sexual) já que se dedicou por inteiro à liberação de seu povo e que por isso terá de retornar, se reencarnar.

Gibor: (hebr.) Veja Elohim Gibor.

Gilganesh: (Bilgamesh, Galgamishul, anteriormente também escrito como Izdubar): Rei de Uruk, filho de Lugalbea e Ninsun no épico do mesmo nome. Nome pode significar “o antigo ancestral tornado jovem” em sumério. Chamado de deus em alguns textos antigos. Epíteto mais recente: Rei da Terra. No épico de Gilgamesh encontra-se a história do Dilúvio Universal, contada por um dos Oanes (sacerdote que usa manto com aparência de peixe; Oanes nos lembra Jonas, o que foi cuspido por um peixe nas costas de Nínive, na Babilônia).

Giovanni Papini: Escritor europeu, de profundas e inquietas inclinações investigativas. Em uma de suas obras, intitulada Gog, narra um encontro com o enigmático e misterioso Conde de Saint Germain.

Girsu: Importante cidade Suméria do terceiro milênio antes da nossa era. Deus patrono: Ningirsu.

Goethe: (Johann Wolfgang von, 1749-1832) Poeta, dramaturgo, novelista e filósofo. Autor do Fausto, em que se observa o trabalho e os conhecimentos de um Iniciado. O mestre Samael no diz que Goethe foi um iniciado e nos narra em uma de suas obras um encontro com ele nos mundos internos, dizendo que esse iniciado está encarnado como uma princesa holandesa.

Gopi: (feminino) Mulher casta, companheira do senhor Krishna em seus jogos eróticos.

Gopijana: (sânscr.) Pastor. O que guia a todos os seres preparados. As Gopis eram pastoras de vacas, companheiras de jogo com as quais Krishna viveu, entre as quais figurava sua esposa Radha. (Veja Klim Krishnaya, Govindaya, Gopijana, Vallabhaya, Swaha.)

Govindaya: (sânscr.) O Conhecedor de todas as coisas. Senhor ou chefe de pastores. Govinda era o sobrenome de Krishna, por ter-se criado na família de um vaqueiro chamado Nanda. (Veja Klim Krishnaya, Govindaya, Gopijana, Vallabhaya, Swaha.)

Grande Veículo: Veja Mahayana.

Grey: (ufol.) Cinza, em inglês; designação usada para os ETs do tipo alfa-cinza ou simplesmente cinza; também conhecidos como zetas, por supostamente serem originários de Zeta Reticuli.

Gridhrakuta: (sânscr.) Pico dos Abutres; montanha indiana onde Sakyamuni teria transmitido os ensinamentos Mahayana.

Gurdjieff: (George Ivanovitch, 1877-1949) Esoterista russo, criador do denominado Sistema do Quarto Caminho e fundador, em 1922, do Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem. Estranha e discutida personalidade, transmitiu uma doutrina filsófico-científica amalgamada com tradições esotéricas do Oriente. O Sistema não deixa de ter certa autenticidade inovadora e foi metodizado por seu discípulo principal, Piotr Ouspensky. Antigo discípulo de vidas passadas do Mestre Samael, este o chama, em alguns de seus livros como Mestre G. Diz-nos o Mestre que cometeu o erro de confundir a Kundalini com o Abominável Órgão Kundartiguador e esta foi a causa de seu estancamento. Foi Samael quem ensinou os princípios da Psicologia do Ego a gurdjieff.

Guru: (masculino, sânscr.; tib. Lama/ Bla Ma) Mestre espiritual, uma das Três Raízes do budismo Vajrayana. Mestre espiritual, Guia.

Guru Rinpoche: (tib.) Mestre Precioso; veja Padmasambhava.

Gyulu: (tib. Sgyu Lus) Corpo ilusório; uma das seis yogas de Naropa (Naro Chodrug)[/tab]

H

Hadith: (egípcio) Espaço, Entidade Feminina Maternal, relacionada com esse ponto matemático, no qual se gesta sempre o Rei-Sol, o Ninho de Ouro da Alquimia. Nesse ponto misterioso reside a raiz mesma de nossa Mônada Sagrada. O ponto em si mesmo é nossa Mãe Divina Particular, adorável e eterna, sem princípio nem fim.

Hagios: (grego) Santo.

Hajj: (islam.) Peregrinação. Indica o Caminho Iniciático até os Centros de Poder. O Caminho a Meca assemelha-se aos caminhos de Santiago, do Inca, da Grande Muralha.

Hajoth: (hebr.) Hayyot. O Carro de Ezequiel; os Quatro Pontos cardeais; a Alma ou Espírito dos Quatro Elementos; a sua Assinatura Astral, o Fogo do fogo, o Ar do ar, a Água da água, a Terra da terra.

Hajoth Ha Kadosh: (hebr.) Hayyot ha Qadosh, os Santos Seres Viventes. Santa Palavra, Santa Aliança. As santas criaturas viventes da visão da Merkabah, veículo ou Carro de Ezequiel. São os Quatro Animais Simbólicos, os Querubins de Ezequiel, e no Zodíaco são: Taurus (o touro), Leo (o Leão), Scorpio (ou a águia) e Acuarius (o homem).

Hakuin Zenji: Monge Zen japonês (1689-1769) da Escola Rinzai, autor do famoso Koan “Qual o som de uma só mão batendo palmas?”

Hamsa: (sânscr., masculino) Ave migratória, símbolo da alma condenada à transmigração de uma alma de corpo em corpo, até o final de um Ciclo Cósmico. Esse Ciclo no microcosmos-homem corresponde a um número exato de 108 encarnações. É também o nome de um Mantra de ritmo igual. Cisne ou ánsar, segundo os orientalistas; Ave mística do Ocultismo, análoga ao Pelicano dos Rosa-cruzes. Sagrado nome místico, Eu Sou Isso. Nessa palavra está contido o mistério universal, a doutrina da identidade da essência humana com a Essência Divina. A mesma palavra pode ler-se Kâlahamsa, ou “Eu sou Eu, na eternidade da tempo”, correspondendo ao termo bíblico, ou mais bem ao zoroastriano “Eu sou o que sou”. Este mesmo ensinamento se encontra também na Cabala. Hamsa representa a sabedoria divina, a sabedoria na obscuridade e fora do alcance humano. Está intimamente relacionado com a sagrada palabra Aum: a asa direita do cisne é A; a asa esquerda, é U; e a cauda, M.

Hamurabi: Rei da Babilônia 1848-1806 a.C. Autor do famoso Código de Leis da Babilônia.

Hanka-Fuza: (jap.) Postura de meio-lótus, na qual uma perna fica sobre a outra.

Hapi: (egípcio). Veja Mestha, Hapi, Duamutf e Kebhsennuf.

Hashmalim: (hebr.) Seres luminosos.

Hatha Yoga: (masculino) Método de salvação (Yoga) através do equilíbrio das energias positiva, Solar (Ha), e negativa, Lunar (Tha), da força física (Hatha) que outorga uma grande importância na aprendizagem de posturas difíceis.

Hathor: (egípcio) Deusa do Céu. Irmã da deusa Ísia, é representada com cabeça de vaca, coroada pelo disco solar e duas plumas de avestruz entre os cornos, ou como uma mulher com cornos de vaca. Símbolo da maternidade.

Hégira: Migração, grande peregrinação do profeta Mohammad, de Meca a Medina, representa a peregrinação espiritual do mundo profano para o Iniciático. Dos Mistérios Menores para os Maiores.

Helemitas: (hebr.) Elamitas. A literatura profética do Antigo Testamento os menciona como um povo estrangeiro, inimigo de Babilônia, porém também como mercenários do exército Assírio.

Heliacon: (grego; Heliakon) Veja To Soma Heliacon.

Heliópolis: (grego) Helios, o Sol. Polis, Cidade. Antiga cidade do Egito, centro do culto a Rá.

Helvetius: (Johan Frederick Schwitzer, 1625-1709). Médico e alquimista alemão. Autor de tratados alquímicos e recordado pelo encontro que disse ter havido com Elias Artista em 1666, o qual registrou em sua obra Vitulus Aureus.

Henry Kunrath: (1560-1605) Médico, alquimista e cabalista alemão que difundiu as obras de Paracelso e os ensinamentos rosa-cruces, sendo um de seus mais importantes tratados o intitulado: Anphiteatrum Sapientiae. Esoterista e mago medieval, que criou a figura de um Andrógino, representação do Bode de Mendés, o Baphometo dos Templários, mencionado por Eliphas Levi e pelo Mestre Samael, em seus tratados de Alquimia.

Heráclito: (540-480 a.C.) Filósofo Grego chamado “O Obscuro”. Segundo ele, o fogo é elemento primitivo da matéria, submetida a uma evolução constante. Possível iniciado nos Mistérios Órficos ou Dionisíacos.

Henry Steel Olcott: (1832-1907) Teósofo americano. Depois de atuar como coronel na guerra de secesión, em 1874 se interessou nos fenômenos metapsíquicos e conheceu a HPB com quem fundou em 1875 The Theosophycal Society, da qual foi um de seus principais difusores e dirigentes. Autor de: História da Sociedade Teosófica. Samael nos diz que ao morrero o Conde Blavatsky, a Gran Mestra teve que casar-se com o Coronel Olcott para terminar a Grande Obra.

Hermes Trismegisto: (Grego; Tri – Megas = Três Vezes Grande) Nome do deus egípcio Thot, fonte de sabedoria e cultura. O nome foi consignado ao deus possivelmente pelos Neoplatônicos dos séculos 3° e 4°. Desta forma grega do nome provém o título dos Livros Herméticos, aplicado a 42 obras sagradas de sabedoria egípcia atribuídos ao deus. Mas que a um deus sem embargo, esses escritos parecem referir-se com este nome a um mítico rei egípcio do século 20 a.C., inventor de todas as ciências. Unicamente se conservam fragmentos desta literatura (Poimandres, A chave, Asclépios, Tábua Esmeraldina), alguns em grego, outros em latim, achados sobre paredes e templos ou em vejos papiros que parecem haver sido transmitidos por um egípcio helenizado (séculos 2 e 3). É o mesmo deus Mercúrio do panteão Romano. O mestre nos diz que que é o mais exaltado Mestre depois de Jesus o Cristo. Um Cristificado.

Herói: (psicol.) Motivo arquetípico baseado na superação de obstáculos e conquista de determinados objetivos. A principal façanha do herói é ter superado o monstro e a escuridão, e como imagem arquetípica se apresenta empiricamente como a soma total de todos os arquétipos incluindo o arquétipo paterno e do velho sábio. Mitologicamente o herói é aquele que conquista o dragão, a princesa, o anel, o ovo de ouro, o elixir da vida, etc. Psicologicamente estes são metáforas para os sentimentos verdadeiros e o potencial único de alguém. No processo de individuação a tarefa do herói é assimilar os conteúdos inconscientes em vez de ser sobrepujado por eles.

Heru-Pa-Kroat: (egípcio) Harpócrates. Filho de Ísis e Osíris; é representado por Hórus-menino, com um dedo sobre os lábios, o disco solar sobre sua cabeça e com cabelo dourado. É o “Deus do Silêncio e do Mistério”. Harpócrates era também adorado na Europa pelos gregos e os romanos, como filho de Ísis.

Hic Est Enim Calix Sanguinis Mei: (latim) “Este é o Cálice com meu sangue.” Palavras de Jesus o Cristo a seus apóstolos na Última Ceia, ao dar-lhes de beber de seu Cálice de vinho, com as que compartilhava simbolicamente sua união com eles.

Hierofante: (grego) Hierophantes: “O que explica coisas sagradas”. O Revelador da Ciência Sagrada e Chefe dos Iniciados (feminino: Hierofântida). Título pertencente aos mais elevados Adeptos nos templos da Antiguidade, que eram os mestres e expositores dos Mistérios e os iniciadores nos grandes Mistérios finais. O Hierofante representava ao Demiurgo e explicava aos candidatos à Iniciação os vários fenômenos da Criação que se expunham para seu ensinamento. Era o único expositor das doutrinas e arcanos esotéricos, oralmente, de geração em geração. Estava proibido até pronunciar seu nome diante de uma pessoa não iniciada. Residia no Oriente e levava como símbolo de sua autoridade um globo de ouro depositado no peito. Se lhe denominava tambén Mistagogo. Em hebraico e caldeu, o termo era Peter, o abridor, o descobridor ou o revelador. Cada nação teve seus Mistérios e Hierofantes. Os judeus tinham seu Peter-Tanahim ou Rabino, como Hillel, Akiba e outros famosos cabalistas, que só podiam comunicar o tremendo conhecimento contido no Merkabah. No Tibet, o hierofante principal é o Dalai Lama.

Hilarion: Instrutor espiritual que segundo a literatura teosófica é um erudito em simbolismo transcendente. Se lhe considera uma reencarnação do filósofo neoplatônico Jâmblico. Por seu intermédio foram transmitidas a Mabel Collins as obras: Luz no Sendeiro e Idílio do Lótus Branco. O Mestre Samael nos diz que é a reencarnação do Apóstolo Paulo. Este mestre geralmente trabalha com o Raio Verde da Cura.

Hinayana: (sânscr.) Pequeno Veículo; não Mahayana, termo pejorativo originalmente usado para denegrir a escola Sarvastivada e suas dissidências, Sautrantika e Vaibhashika; no Vajrayana, a primeira etapa do caminho espiritual, o fundamento para as práticas do Mahayana.

Hipócrates: (460-375 a.C.) Chamado de O Pai da Medicina, nasceu na Grécia, na ilha de Cos. É um grande Mestro Espiritual da Medicina, invocado na Liturgia Gnóstica. Diz a Tradição Iniciática que este grande mestre atua num Templo-Hospital do mundo astral chamado de Alden.

Hipólito: Gnóstico discípulo de Irineu e depois Clemente de Alexandria. Um dos maiores expoentes do Gnosticismo antigo.

Hiram Abiff: Mestre construtor, enviado por Hiram, o rei de Tiro (Fenícia, hoje Líbano) a Israel a pedido de Salomão, para a construção de seu famoso templo. Foi assassinado por três traidores, viva representação dos três demônios internos em cada ser humano (mente, desejo e má vontade). Sobre sua lenda foi levantado todo um simbolismo da Maçonaria.

Hoc Est Enim Corpus Meum: (latim) “Eis aqui o meu Corpo.” Palavras de Jesus o Cristo a seus apóstolos na Última Ceia, ao lhes dar de comer de seu próprio pão, com as que compartilhava simbolicamente sua união com eles.

Hod: (hebr.) Glória. A oitava séfira. O esplendor que manifesta a graça inspiradora do Grande Arquiteto, a coordenação harmônica e a lei de justiça que governa todas as coisas e relaciona todo o efeito com uma causa e toda causa a um efeito.

Homem/Mulher Escorpião: (babil.) Criaturas compostas, algumas vezes benéficas ao homem. Guardiães da montanha Mashu. Na mitologia suméria, os guardiães da terra dos imortais. Um dos desafios enfrentados por Gilgamesh em sua busca pela imortalidade.

Homem-touro: Palavra kusarikku, anteriormente traduzida como bisão. Criatura composta, morta em combate no mar por Ninurta, e um dos seres mortos por Marduk no Enuma. Elish. Presente na iconografia a partir dos primeiros períodos dinásticos. Uma das representações do Ego na babilônia.

Homens de Preto: Ver MIB.

Hórus: (egípcio) O último da série de soberanos divinos de Egito; filho de Osíris e Ísis. É o grande deus “amado dos céus, amado do Sol, vassalo dos deuses, subjugador do mundo”. No solstício de inverno (nosso Natal), sua imagem, na forma de criança recém-nascido, era tirada do santuário para expô-la à adoração das multidões. Como Hórus é a representação da abóbada celeste, diz-se dele que veio do Maem Misi, o sagrado lugar nativo (a matriz do mundo), e é, portanto, o “místico menino da Arca” ou Argha, símbolo da matriz. Cosmicamente, é o Sol do inverno. Uma tábua o descreve dizendo que é a “substância de seu pai”, Osíris, de quem é uma encarnação, e que também é idêntico com ele. Hórus é uma divindade casta e, de igual maneira que Apolo, seu papel no mundo inferior está relacionado com o Juízo. Apresenta as almas a seu Pai, o Juiz. Dele diz um antigo hino: “Por ele o mundo é julgado naquilo que contém. O Céu e a Terra se acham sob sua presença imediata. Governa todos os seres humanos. O Sol dá voltas conforme sua Vontade. Produz a abundância e a distribui a toda a Terra. Todos adoram sua beleza. Doce é seu amor em nós”. Hórus é um desdobramento do Christos, e simboliza o Sol.

Hua-Yen: (jap. Kegon) Escola da Guirlanda de Flores; escola chinesa fundada pelo monge Fa-Tsang (643-712) com base nos ensinamentos do Avatamsaka Sutra.

Hui-K’o: (jap. Eka) Monge Zen chinês (487-593), discípulo e sucessor de Bodhidharma.

Hui-Neng: (jap. En’ô) Monge Zen chinês (638-713), sexto patricarca do Zen na China.

Hui-Yüan: Monge chinês (336-416), fundador da escola da Terra Pura (chin. Ching-T’u-Tsung).

Humbaba: (Humwawa) Guardião da floresta dos pinheiros, derrotado por Gilgamesh e Enkidu, ancestral das Górgonas gregas. Sua voz é chamada de arma de Abubu. Representação do Egos animalescos mais grotescos de nosso interior.

Hung-Jen: (jap. Gunin, Kônin) Monge chinês (601-674), quinto patriarca do Zen na China.

Hurabtil: (babil.) Deus elamita, também chamado Lahurabtil.[/tab]

I

IAO: (grego) Etimologicamente, “Alento de Vida”. O Deus supremo dos fenícios: “luz sómente concebível pelo intelecto”, o Princípio físico e espiritual de todas as coisas, “a Essência masculina da Sabedoria”. É a luz solar ideal. Entre os fenícios, IAO é o Deus Supremo, cujo nome secreto e triliteral encerra uma profunda alegoria. É um “nome de mistério”. Entre os caldeus, IAOS era o nombre da Divindad suprema, entronizada sobre os sete céus representando o Espiritual Princípio da Luz, e era também concebido como Demiurgo.

Igigi: Termo sumério para os grandes deuses e deusas da geração mais nova, liderados por Enlil, freqüentemente identificados com os Anunnaki.

Iglesias Janeiro: Esoterista espanhol radicado na Argentina, já falecido. Autor de livros sobre numerologia, auto-superação pessoal e temas afins. Obras: Cabala de Predição. Samael o menciona em seu livro Curso Zodiacal.

Ilíada: Esta obra situa-se no último ano da Guerra de Tróia, que constitui-se no fundo de toda uma trama. Narra a história da cólera do herói grego Aquiles. Insultado por seu comandante-em-chefe, Agamenon, o jovem guerrerio Aquiles se retira da batalha, abandonando à sorte seus compatriotas gregos, que sofrem terríveis derrotas na mãos dos troianos. Aquiles rechaça todas as tentativas de reconciliação por parte dos gregos, mas finalmente cede em certo modo ao permitir a seu companheiro Patroclo pôr-se à frente de suas tropas. Patroclo morre em combate e Aquiles, presa de fúria e rancor, dirige seu ódio aos troianos, cujo líder, Heitor (filho do rei Príamo), derrota em combate singular. O poema conclui quando Aquiles entrega o cadáver de Heitor a Príamo, para que este o enterre, reconhecendo assim uma certa afinidade com o rei troiano, posto que ambos devem enfrentar-se com a tragédia da morte e do luto.

Iluminação: Veja Bodhi.

Imã, Imam: (islam.) Sucessor e líder. Título dado aos grandes illuminados súfis.

Imgur-Ellil: Nome das muralhas defensoras da Babilônia. Representa também os Corpos Solares do mestre.

Imitatus: (latim) Imitar, reproduzir imitando, representar, copiar. Esotericamente, aquele que atua imitando/obedecendo a seu Mestre externo, pois ainda nã se revelou seu Mestre Interno manifestando-se nos atos de sua vida. É uma fase mais do que natural o iniciante seguir os passos de seu Guru até que ele consiga seguir sua Estrela Interior, sua Sabedoria Íntima.

Implantes: (ufol.) Diminutos dispositivos, normalmente da ordem de milímetros, implantados por extraterrestres (ou em alguns casos por militares) em abduzidos e contatados; suas funções são desconhecidas, mas algumas hipóteses são: monitoramento; localização; manipulação mental; alterações biológicas; indução de poderes paranormais artificialmente.

Inga: (jap.) Causa e efeito, Karma.

Inka-Shomei: (jap.) Confirmação da transmissão Zen de um mestre a um discípulo.

Introibo Ad Altare Dei: (latim) Acerco-me ao Altar de Deus.

Irineus Agnostus: Pseudônimo de um escritor anônimo do século 17, autor de vários escritos sobre os Rosa-cruzes, considerado por alguns eruditos como o mais importante apologista da fraternidade.

Iscurion: (grego) Poderoso, potente, grande.

Ishara: (Babil.) Deusa do casamento e do parto, protetora de juramentos. Centro de culto: Kisurra na Babilônia. Símbolo: escorpião.

Ishin: (hebr.) Os Viventes. Almas do Fogo. Filhos de Dios, Anjos Inferiores. Em caldeu: Ishim, os “belos filhos de Deus”, os originais e protótipos dos posteriores “Anjos caídos”. Pronuncia-se “Aishín”.

Ishta-Devata: (sânscr.; tib. Yi Dam) No budismo Vajrayana, divindade meditacional.

Ishin-Denshin: (jap.) No budismo Zen, transmissão de coração-mente para coração mente. É uma forma de telepatia superior, mais intuitiva que outra coisa qualquer.

Ísis: (egípcio) Issa, A Deusa Virgem-Mãe; personificação feminina da Natureza e do Cosmos. Em egípcio e copta, Uasi, reflexão feminina de Uasar ou Osíris. É a “mulher vestida de Sol” (porque seu exterior branco e brilhante é um reflexo da luz solar) do país de Kem (antigo nome do Egito). Ísis-Latona é a Ísis romana. Filha e mãe de Osíris; de igual modo que Vâch é filha e mãe do Logos. Corresponde à Aditi e Vâch dos hindus; à Io dos gregos; e a Eva. É a mãe ou matriz da Terra; é a deusa que dá vida e saúde. Ísis é uma deusa lunar por estar relacionada com nosso satélite à causa dos mistérios lunares e por certas considerações acerca da fisiologia e natureza da mulher, tanto na ordem física como na psíquica. A Ísis estavam consagrados a íbis e o gato. Como deusa lunar, era representada freqüentemente com cabeça de dita ave, posto que a íbis branca e negra era uma imagem da lua, que é branca e brilhante pelo lado iluminado pelo Sol, e negra e obscura pala parte oposta à Terra. O gato é outro dos símbolos lunares. O ovo estaba igualmente consagrado a dita divindade porque simboliza a origem da vida. Ísis está quase sempre representada tendo um lótus em uma mão e na outra um círculo e uma cruz ansata. Como deusa de mistério, representam-na geralmente com o rosto coberto por um véu impenetrável, e no frontispício de seu templo, em Saís,viam-se escritas as seguintes palavras: “Sou tudo o que foi, é e será, e nenhum mortal jamais tirou o véu que oculta minha divindad aos olhos humanos”.

Islã/Islamismo: Em árabe significa submissão, rendição, entrega; no sentido religioso, total submissão à vontade de Deus. Religião fundada por Maomé, erroneamente chamada por Maometanismo.

Inana/Ishtar: (babil.) Grande deusa suméria do amor e da guerra, cujo consorte é Dumuzi. 2. De Tamuz, sendo personagem de muitos mitos importantes e hinos. O leão, o touro e dragões também são animais consagrados a ela.

Ishkhara: Deusa babilônica do amor, sacerdotisa de Ishtar.

Ishullanu: Jardineiro do deus sumério Anu, que oferecia cestas de tâmaras para Ishtar, por quem era apaixonado. Por ter sido extremamente possessivo com relação a ela, Ishtar transforma-o num sapo. Representa o uso vulgar do Conhecimento Iniciático.

Ishum: Deus do fogo e conselheiro de Erra. Assimilado com Hendursanga. Sábio ministro de Marduk no épico de Erra.[/tab]

J

Jacob Boheme: (1575-1624) Místico e filósofo alemão. De humilde origem e escassa instrução, viveu como sapateiro. Seu gênio natural e intuitivo e suas iluminações místicas lhe permitiram escrever obras que exerceram marcada influência na mística e na filosofia. A seus ensinamentos que revelam conhecimentos esotéricos, foi-lhe dado o nome geral de teosofia (não se confunda com a Sociedad Teosófica, de Blavatsky).

Jacques de Molay: (morto 1314) Último Grande Maestre da Ordem dos Templários. A Orden do Templo adquiriu um incrível poderio religioso-militar, inspirando o temor e a inveja da Monarquia (Felipe IV, o Formoso) e do Papado, pelo que a Ordem foi perseguida e eliminada. Molay e os maiores dignatários da Ordem foram levados à fogueira, acusados de heresia. Por ter sido queimado num dia 13, esse dia ficou conhecido como um dia de mau agouro.

Jaimini: (sécs. 4 e 2 a.C.) Sábio hindu que se supõe foi discípulo de Badarayana e criador da escola filosófica Mimansa (ou Purva-Mimansa). Autor do Mimasa Sutra, tratado dedicado à explicação dos Vedas.

Jakin: (hebr.) Símbolo cabalístico e maçônico de um dos dos pilares ou colunas de bronze fundidos por Hiram Abif de Tiro, chamado O Filho da Viúva, que estavam unidas por um véu, que cerrava a entrada do Santuário do Templo de Salomão. Jakin, a coluna branca, era o símbolo da Sabedoria: Chokmah; masculino, o segundo sefirote.

Jâmblico: (c. 33d.C.) Filósofo neoplatônico sírio. Discípulo de Anatólio e Porfírio, recibeu também influências pitagóricas e das doutrinas místicas orientais. Seus ensinamentos se revestem de um carácter esotérico e sua filosofia enfatiza os caracteres místicos religiosos do neoplatonismo. O mestre Samael nos fala que Jâmblico, o Grande Teurgo, foi capaz, na frente de uma multidão, de materializar ao Amor a ao Contramor (Anael e Lilith).

Jamgön Kongtrül: (tib. ‘Jam Mgon Kong Sprul) Monge tibetano (1813-1899), um dos criadores do movimento Rime.

Jampa: (tib. Byams Pa) Veja Maitréia.

Jampel: (tib. ‘Jam Dpal) Veja Manjushri.

Japa: (masculino) Repetição, exercício devocional consistente em repetir indefinidamente um Mantra, o nome de una deidade.

Jataka: Seção do Khuddhaka-Nikaya com as lendas sobre as vidas passadas do Buddha Shakyamuni.

Jeová: (hebr. “O que é”) Nome de Deus no Antigo Testamento. O Nome revelado a Moisés no Monte Horeb, composto por um tetragrama de letras sagradas: YHWH (yod-he-vau-he), cuja pronunciação estaba proibida, pronunciando-se, em seu lugar, Adonai. No esquema gnóstico, Jeová é um Mestre regente de todas as luas do Sistema Solar. Tetragrammaton: As quatro místicas letras do nome de Jeová, Iod, He, Vau, He (IHVH), pelo significado simbólico de cada uma delas, formam juntas o perfeito emblema bissexual, o símbolo masculino-feminino composto do Lingam e do Yoni hindus. O nome judaico da Divindad, Jeová, é um composto de duas palavras: Yah (Y, ou Iod, décima letra do alfabeto hebreu) e Hovah (Hâvah, o Eva). A palavra Jeová, o Yah-Eva, tem a mesma significação de existência ou ser como varão-fêmea. Adam-Kadmon (Gênesis, 4:5) se divide em duas metades, varão e fêmea, convirtendo-se deste modo em Yah-Hovah ou Yah-Eva.

Jeová Elohim: (hebr.) Elohim: Deuses. Yehovah: Jeová. Senhor. Senhor Deus dos Deuses.

Jeová Sabaoth: (hebr.) Senhor Deus dos Exércitos.

Je Rinpoche: (tib. Je Rin Po Che) Veja Tsong-khapa.

Jerônimo Cardan: Segundo Eliphas Levi, um dos mais audazes investigadores e sem contradição, o astrólogo mais hábil de seu tempo e que foi um grande sábio da Astrologia. Segundo se diz, deixou uma série de cálculos mediante os quais se pode prever a boa ou má fortuna de todos os anos de sua vida.

Jesus de Nazaré: O Grande Cabir, o Divino Rabi da Galiléia. É o mais importante dos Grandes Mestres. Filho de dois altos iniciados, José e Maria (dentro do simbolismo alquímico). O Mestre Jesus encarnou ao Cristo Cósmico e sua vida e exemplos são testemunhos disso. Entre os essênios Ele era conhecido também como Jeshua ben Pandhira (nome de sua personalidade). Na obra Pistis Sophia, Jesus também é chamado de Aberamentho (nome de seu Íntimo). Dizem algumas tradições que o nome de seu Ancião dos Dias (o Pai de seu Pai) é Michael. Fundador do Cristianismo. É o mais alto Iniciado Solar do Cosmo. Único Mestre que foi capaz de representar o antigo Drama Cósmico dos iniciados em carne e osso. É o Chefe Supremo da Igreja Gnóstica dos Mundos Superiores. Diz-nos o mestre Samael que Jesus se encontra comumente na Igreja Gnóstica, no Templo de Alden e no Tibet Oriental.

Jinarajadasa: (Charles, 1875-1953). Teósofo indiano. Estudou filosofia e letras em Cambridge. Atuou na docência e teve ativa participação no movimento teosófico, presidindo, en 1944, a Sociedade Teosófica, da qual se constituiu em uma de suas mais altas personalidades. Quando o mestre Samael, em sua adolescência, era estudante na Sociedade Teosófica, recebeu o diploma de conclusão das mãos do próprio Jinarajadasa.

Jiriki: (jap.) Poder próprio (para alcançar a iluminação); o oposto de Tariki.

Jiva: (masculino): Vivente, abreviatura de Jivan-Atman (alma vivente), utilizado para designar a alma encarnada.

Jivan-Mukta: (masculino) Vivente liberado, se diz do Yoguin que logrou alcançar a última etapa do Yoga.

Joana d’Arc: (1412-1431) Heroína francesa, nascida em Domieny, de origem humilde e grande piedade. Aparições de Santa Clara, São Miguel e Santa Catarina a incitaram a salvar a França, ocupada então pelos ingleses. À frente de um exército, liberou Orleans e derrotou os ingleses em Patay. Fez coroar a Carlos VIII em Rheims e sitiou a Paris, porém teve de renunciar a sua empresa, por orden do próprio rei, abandonada, talvez, traidoramente, pelos seus, caiu em poder de seus inimigos, que a declararam culpada de heresia, e foi condenada a morrer na fogueira. O mestre Samael nos diz que Joana D’Arc foi uma Grande Alquimista e Mestra Ressurrecta, que logo após ser queimada reconstruiu seu corpo das cinzas, e vive ainda junto a outros ressurrectos no Templo da Bohêmia, Alemanha. Está encarnada em corpo feminino e mora atualmente na Califórnia.

Jonas: Grande mestre cabalista e teurgo, trabalhou intensamente nas regiões babilônicas, tentanto restaurar os Mistérios naquela área. Jonas foi um dos 12 Oanes babilônicos. Encarnou-se depois como Cristóvão Colombo e, posteriormente, como um discípulo de Samael na Colômbia, um humilde camponês da raça negra chamado Casimiro Güete.

João o Batista: Precursor de Jesus de Nazaré. Anunciou sua chegada, e exortava ao arrependimento em suas prédicas. Foi decapitado por ordem de Herodes Antipas a pedido de Salomé, filha de sua concubina Herodias e instigada por esta última. Ele era a reencarnação do profeta Elias. Foi o Avatar de Peixes e membro destacado da ordem gnóstica dos Batistas.

João Evangelista: Um dos 12 apóstolos de Jesus de Nazaré. Esteve junto a ele nos momentos mais importantes. Foi o discípulo amado. Escreveu o quarto evangelho e o Apocalipse, ambos repletos de citações esotéricas. É representado mediante uma águia, símbolo do elemento ar, a Sabedoria e a Inteligência Superiores. Bodhisatva do Mestre Johany. Representa a Constelação do Touro, e ele nos ensina o Poder do Verbo. Seu nome nos lembra os 7 mantras sagrados que despertam nossos 7 principais chacras astrais: I E O U A M S.

John Dee: (1527-1608) Ocultista, astrólogo e matemático inglês. Estudou as ciências herméticas reunindo uma grande coleção de manuscritos e, também, instrumentos alquímicos. Com seu amigo Edward Kelley (1555-1595) levou a cabo práticas mágicas e necromânticas.

Jôjitsu: (jap.) Escola da Perfeição da Verdade, fundada no Japão pelo monge coreano Ekwan em 625, com base na escola Ch’eng-Shih chinesa. A escola não exite independentemente, mas sim como uma parte da escola japonesa Sanron (chin. San-Lun).

Johfra: Artista contemporâneo, criador de um Zodíaco que abriga algumas das tradições esotéricas mais importantes: Neoplatônica, Hermética e Cabalista. É autor de uma vasta obra, especialmente os Signos Zodiacais, tão usados entre os estudantes gnósticos.

Jorge Adoum: Nasceu em Beirute, Líbano, em 10 de março de 1897, onde começou seus estudos superiores, e os terminou em Lyon, na França. Ali começou o processo profundo de sua Iniciação nas Escolas Ocultas à curiosidade dos profanos. Sofreu no Líbano os horrores da Primeira Guerra Mundial, cujos relatos, em parte, encontram-se em seu livro Adonai. Viveu grande parte de sua vida no Equador, depois de ter-se diplomado em Medicina na França. No Equador constituiu sua família. Percorreu quase todos os países sul-americanos dando conferências gratuitamente, editando suas obras, fazendo o bem. Viveu no Brasil os últimos anos de sua vida terrena, aqui semeou o que tinha e o que jazia em seu Ser, em seu Eu Sou. Foi autor de mais de 60 obras, entre ocultismo, maçonaria, arabismo e poesia. Em 4 de maio de 1958 renasceu no Mundo da Verdadeira Luz.

José de Arimatéia: Discípulo de Cristo que obteve de Poncio Pilatos o corpo de Jesus e o fez sepultar. Segundo a lenda do Graal, Pilatos teria enviado antes o cálice da última ceia, para recolher o sangue que manava da ferida produzida no flanco do crucificado pela Lança de Longinus e que logo José de Arimatéia teria levado consigo à Espanha por volta do ano 64. O VM Samael nos diz que Arimatéia levou este Cálice sagrado até a região espanhola de Montserrat, na Catalunha, onde o escondeu. Posteriormente, segundo ainda Samael, parte do castelo onde estava o Graal submergiu-se em estado de Jinas, ou seja, na 4ª Dimensão. A devota comitiva que acompanhou Arimatéia, depois de depositar o Cálice Santo na Espanha, continuou sua peregrinação até as Ilhas Britânicas, plantando nessas terras as primeiras sementes daquilo que conhecemos como o Ciclo Bretão do Graal (Merlin, Rei Arthur, Távola Redonda etc.).

Jugyu: [-No] (jap.) Zu. Dez Figuras do Boiadeiro; representação gráfica dos diversos níveis de realização zen.

Juju: [-Kin] -Kai (jap.) Dez Preceitos Principais da escola zen (não matar, não roubar, não cometer adultério, não mentir, não difamar, não ser orgulhoso ao elogiar, não cobiçar, não ter raiva, não difamar as Três Jóias).

Jules Doinel: Esoterista francês, de misteriosa vida. Fundou em Paris uma Igreja Neoalbigense, a que chamou Igreja Gnóstica Universal, a que pertenceram renomadas figuras do esoterismo, tais como Papus e Arnold Krumm-Heller.

Juliano: Chamado o Apóstata (331-363). Imperador romano. Elifas Levi nos diz que era um iluminado e um iniciado de primeira ordem. Também nos diz que: “Juliano não era pagão, senão um Gnóstico expert nas alegorias do Politeísmo Grego”.

Júpiter: (Mestre) Chamado também de Rishi Agastya e Mestre do Nílguiri. Segundo a literatura teosófica, é o Adepto ressurrecto mais antigo, mais velho, aqui na Terra que ainda trabalha com corpo físico e o mais antigo na Loja dos Mestres. Se lhe considera o regente da Índia e um profundo conhecedor da secular sabedoria ariana. Segundo o mestre Samael, foi um dos adeptos que mais intensamente trabalharam na Atlântida. Para Samael, o nome Júpiter não é um símbolo, um mito, mas um mestre real que trabalha nos mundos internos.

Justino: Foi discípulo dos apóstolos e morreu mártir no 2° século d.C. Suas obras foram seriamente mutiladas pela Igreja Católica e “reformadas”. Escreveu, entre outras, O Apocalipse Baruc, que dista muito de ser o que se conhece, segundo Krumm-Heller. Seus seguidores gnósticos foram os Justinianos.[/tab]

K

Ka: (egípcio) Corpo astral.

Kabir: (1440-1518) Poeta, místico, pensador religioso e reformador social indiano. De ofício era um tecelão, foi discípulo de Ramananda e suas tendências místicas ecléticas o converteram em um dos grandes santos de sua pátria, apreciado igualmente por hindus e muçulmanos. Autor dos universalmente famosos Poemas.

Kabires: (fenício) Kabirim ou Cabires. Divindades e deuses muito misteriosos entre as nações antigas, incluindo os israelitas; alguns dos quais, como Tharé, pai de Abraão, os adoraram com o nome de Teraphim. Entre os cristãos, os Arcanjos são a transformação direta destes Cabires. Em hebreaico, dito nome significa “os poderosos”, Gibborim. Antigamente, todas as divindades relacionadas com o fogo (fossem divinas, infernais ou vulcânicas) eran chamadas Cabirias. A voz Kabir é derivada do hebraico Habir, grande, e também de Kabar, um dos nomes de Vênus. Os Cabires são os mais elevados espíritos planetários, os maiores deuses e “os poderosos”. Todos os Deuses de Mistérios eram Cabires. Os Mistérios dos Cabires em Hebron estavam presididos pelos sete deuses planetários, entre otros, por Júpiter e Saturno, e sob seus nomes de mistério. Tanto na Fenícia como no Egito foram sempre os sete planetas conhecidos na Antiguidade, os quais, juntamente com seu pai o Sol, ou seu “irmão maior”, constituem um poderoso grupo de oito entidades; os oito poderes superiores, ou os assessores do Sol, que executavam ao redor deste a sagrada dança circular, símbolo da rotação dos planetas em torno do Sol. Na Samotrácia e nos mais antigos templos egípcios, os Cabires eram os grandes deuses cósmicos, os Siete e os Quarenta e Nove Fogos Sagrados; enquanto que nos santuários gregos seus ritos vieram a ser principalmente fálicos e, portanto, obscenos para o profano. Neste último caso, os Cabires eram três e quatro, ou sete (os princípios masculinos e femininos). São os Sagrados Fogos Divinos, três, sete ou quarenta e nove, segundo requer a alegoria, os Filhos do Fogo, Gênios do Fogo etc. Seu culto era universal e estava sempre relacionado com o fogo, razão pela qual o cristianismo fez deles deuses infernais. O título desses “grandes, benéficos e poderosos deuses” era genérico; eram de um e outro sexo, assim como eram também terrestres, celestes e cósmicos. Em seu caráter de Regentes da humanidade, encarnados como Reis das Dinastias Divinas, deram o primeiro impulso à civilização e encaminharam a mente com que haviam dotado aos homens para a invenção e o aperfeiçoamento de todas as artes e as ciências. A eles se atribui a invenção das letras (o devanâgarî, o alfabeto e linguagem dos deuses), das leis, da arquitetura, de várias espécies de magia, do emprego medicinal das plantas etc. A eles se deve o conhecimento da agricultura. Eram os Cabires divindades rodeadas de tão profundo e impenetrável mistério que a nenhum profano lhe estava permitido falar deles nem mesmo nomeá-los, e em Mênfis tinham um templo tão sagrado que ninguém além dos sacerdotes podia penetrar em seus recintos. Os Cabires presidiam os Mistérios e seu verdadeiro número jamais foi revelado, por ser muito sagrado seu significado oculto.

Kadam: [-Pa] (tib. Bka’ Gdams [Pa]) Escola da Instrução Oral, escola Vajrayana tibetana fundada pelo monge indiano Atisha (980/90-1055), precursora da escola Gelug.

Kadosh: (hebr.) Sagrado. Leia Hajoth Ha Kadosh.

Kagyü: [-Pa] (tib. Bka’ Rgyud [Pa]) Escola da Transmissão Oral, Escola Vajrayana tibetana fundada pelo monge Gampopa (1079-1153), centralizada nos ensinamentos Mahamudra.

Kaksisa: (babil.) Deus babilônico das estrelas, o deus Sírius, Deus-regente de toda a Via-Láctea.

Kalachacra: (neutro; tib. Dükyi Khorlo/Dus Kyi ‘Khor Lo) Roda do Tempo; o Tantra mais complexo e popular do budismo Vajrayana tibetano. A roda (Chacra) de 16 raios (Kala), símbolo do universo e do tempo soberano, se emprega a vezes para designar o Buda das origens em algumas escolas tântricas.

Kali Yuga: (masculino) Quarto e último estágio do Ciclo Cósmico (Mahavântara, ou Mahamanvantara), Idade do Ferro, período que precede imediatamente a dissolução do universo ou de um planeta. Nosso planeta Terra encontra-se atualmente em Kali-Yuga, regida pela Deusa Káli ou Durga, representação da Divina Mãe Morte, ou seja, a Força Divina Feminina Destruidora das Ilusões Egóicas Interiores.

Kama: (masculino) Desejo (amor erótico), primeiro princípio graças ao qual se produz a união sexual do Senhor e sua companheira (Shiva e Shakti).

Kalpa: (sânscr.; páli Kappa) Período de tempo correspondente a 4.320.000 anos.

Kandroma: (tib. Mka’ Gro Ma) Veja Dakini.

Kangyur-Tengyur: (ou Kandjur-Tandjur; tib. Bka’ Gyur Bstan ‘Gyur) Tradução da Palavra e Tradução do Ensinamento; o cânone do budismo tibetano.

Kannon: (jap.; chinês do sul Kwan Yin e chinês do norte Kun Yan) Veja Avalokiteshvara.

Kanzeon: (jap.) Veja Avalokiteshvara.

Karma: (neutro; sânscr.; páli Kamma; jap. Inga, Innen; tib. Le/ Las): Ato, obra, leis de ação e reação, segundo o hinduísmo e o budismo cada ato realizado pelo indivíduo produz um efeito e deixa um resíduo psíquico, a ser limpo nesta ou em vidas posteriores. A Lei de Ação e Reação é coordenada por determinadas divindades, chamadas de Anjos do Karma ou anida Senhores Kármicos, que regulam a chamada Balança Cósmica. Existem, para o gnosticismo, diversos templos do Karma atuando e distribuindo a Boa Lei conforme a Justiça e a Misericórdia de Deus. Os Regentes principais de todo o Sistema Solar são 43 mestre do Karma, sendo que um deles é o Venerável Mestre Anúbis.

Karmapa: (tib. Ka Rma Pa) Líder da escola tibetana Karma Kagyü.

Karuna: (feminino, sânscr. e páli) Compaixão; um dos quatro Brahma-Hiharas. Composição, virtude que de acordo com os budistas, impulsiona os Bodhisatvas a retardar voluntariamente sua entrada no Nirvana.

Katância: (sânscr.) Lei Cósmica. É o Karma Superior para os Deuses e os Adeptos. Lei aplicada aos mestres e Deuses das dimensões superiores.

Kaula: (masculino) Adepto do tantrismo (lê-se também Kula).

Keb: (egípcio) Deus de Heliópolis. Senhor do planeta Terra, o mesmo Melquisedeck da tradição hebraica.

Kebhsennuf: (egípcio) Veja Mestha, Hapi, Duamutef e Kebhsennuf.

Kekka-Fuza: (jap.; sânscr. Padmasana) Posição de lótus completa, com cada pé sobre a coxa oposta.

Kesa: (jap.; sânscr. Kasaya) Manto, parte do hábito utilizado pelos monges zen. Alegoriza os corpos existenciais solares do mestre.

Kether: (hebr.) A Coroa, o Ancião dos Dias, o Grande Rosto. O nome da primeira Séfira da tríade suprema e a mais elevada. É o emblema da unidade ou primeiro princípio originário da manifestação, a essência imanente e transcendente de todo o que existe; o punto dentro do círculo. Macroprosopus ou Face Maior ou Arikh Anpin.

Khabz: (egípcio) Raiz, Kha ou Khab Princípio humano. Morada Radiante.

Khonsu: (ou Khonsa; egípcio) Deus egípcio, filho de Ammon e Mut, personificação da manhã. É o Harpócrates tebano. Nas inscrições se o invoca como “sanador de enfermidades e exterminador de todo o mal”. Igual que Hórus, oprime com o pé um crocodilo, emblema da noite e das trevas, ou Seb (Sebek), que é Tifón. Tem cabeça de falcão e leva o látego e o báculo de Osíris, o Tat e a Cruz Ansata.

Kin’hin: (jap.) Andar zen, praticado entre os períodos do Zazen.

Kirie: (grego) Kyrie. Senhor (invocação a Deus).

Kirie Abraxas: (grego) Kyrie. Invocação a Deus e Arquétipo supremo dos gnósticos. Simboliza ao Homem Completo, Cósmico. (Abraxas em Numerologia: 365 = Número das Moradas Celestes). Basílides, gnóstico que viveu em Alexandria no ano 90 d.C., empregava a voz Abraxas como um nome da Divindade, a suprema das Sete,ey como que dotada de 365 virtudes. Na numeração grega, a = 1, b = 2, r = 100, a = 1, x = 60, a = 1 e s = 200, o que forma um total de 365 dias do ano solar, um ciclo de ação divina. As gemas Abraxas representam geralmente um corpo humano com cabeça de galo, um dos braços carregando um escudo e no outro um látego (chicote sacrificial).

Kirie Eleison: (grego). Senhor, tem piedade. Invocação a Deus, solicitando compaixão, misericórdia.

Kirie Mitras: (grego). Mithra em persa. Invocação a um dos Gênios Mazdeus (persas), Espírito da Luz Divina; Princípio ativo, masculino. Antiga divindade iraniana, um Deus-Sol, como o demuestra o fato de ter cabeça de leão. Este nome existe igualmente em sânscrito, na Índia, e significa uma forma do Sol. O Mithra persa, o que expulsou do céu a Ahrimã, é uma espécie de Messias que, segundo se espera, voltará como juiz dos homens, e é um Deus que carrega os pecados e expia as iniqüidades da humanidade. Como tal, sem embargo, se acha diretamente relacionado com o Ocultismo supremo, cujos ensinamentos eram expostos durante os Mistérios Mitraicos, que assim levavam seu nombre. Esta divindade é o princípio mediador colocado entre o ben e o mal, entre Ormuzd e Ahrimã. Mithra é Khorschid, o primeiro dos Izeds, o dispensador de luz e de bens, mantenedor da harmonia no mundo e guardião protetor de todas as criaturas. Mithra é a força imanente do Sol, concebido como regulador do tempo, iluminador do mundo e agente da vida. Os Vedas confirmam essa interpretação do símbolo, e dá ao próprio tempo o primeiro sentido da fórmula cristã: Per quem omnia facta sunt, ou seja, “Pelo qual as coisas foram feitas todas as coisas”.

Kirie Phale: (grego). Invocação ao Símbolo da Geração. Emblema da potência geradora masculina.

Klim Krishnaya, Govindaya, Gopijana, Vallabhaya, Swaha: (sânscr.) Mantra poderoso das Cinco Partes, entregue por Brahma aos Mestres de Sabedoria. Atrai a Luz dos Mundos do Cristo Cósmico e nos dá Proteção, Força e Iluminação. Este é um mantra do Pentagrama Esotérico.

Klim: (sânscr.) É a semente de atração da Força Crística Cósmica e do Amor no Lótus do Coração. Poderoso mantra.

Koan: (jap.; chin. Kung-An) Frase ou episódio zen que utiliza o paradoxo para transcender a lógica ou os preceitos mentais; utilizado especialmente pela escola nipônica Rinzai. É um artifício, geralmente verbal, para anular os conflitos e atitudes do corpo mental. Cada Koan não precisa Ter necessariamente uma resposta intelectual. A finalidade não é ter respostas, mas sim a iluminação da Consciência por meio de sua liberação do dualismo Mental.

Kouth Humi: Grande Mestre da Fraternidade Universal Branca. Habita junto com os mestres Moria e Djwal Khul um Vale do Tibet. É um Mestre da Força e também da Sabedoria, muito venerado no Ocidente. Samael o apresenta como um Mestre Cristificado. E o mestre Lakhsmi nos diz que é um dos mestres que atualmente trabalham em prol do povo gnóstico.

Kshitigarbha: (chin. Ti-T’sang; jap. Jizô) No budismo mahayana, o bodhisatva que nos protege dos tormentos, principalmente as crianças.

Krishna: Mestre indiano cristificado considerado como a oitava encarnação de Vishnu, uma das três forças da Trindade hindu. Foi um grande mestre na Índia, uns 3 mil anos antes de Cristo. Seu nome significa Azul, “porque veio do Céu, do éter”. É um Cristificado e seu evangelho é análogo ao de Jesus. O Bhagavad Guita (O Cântico do Senhor) narra os ensinamentos que este dividia a seu discípulo Arjuna. Deus Supremo, destrói todo o mau. É o mais célebre Avatar de Vishnu, o “Salvador” dos hindus. É o oitavo Avatar, filho de Vasudeva (irmão de Kunti) e da Virgem Devaki; primo de Arjuna e sobrinho de Khansa, o Herodes hindu, que enquanto o buscava entre os pastores e vaqueiros que tinham oculto, matou milhares de suas crianças recém-nascidas. A história da concepção, nascimento e infância de Krishna é o verdadeiro protótipo da história relatada no Novo Testamento cristão. Representam-no em uma formosa figura, com o corpo pintado, cabelo negro fortemente brilhante e com quatro braços, tendo nas mãos uma maça, um disco chamejante, uma jóia e uma concha. Para escapar da perseguição de seu tio Khansa, o recém-nascido Krishna, foi posto sob o amparo de uma família de pastores que vivia do outro lado do rio Yamunâ. Desde muito jovem começou a predicar, e acompanhado de seus discípulos, percorreu a Índia ensinando a moral mais pura e obrando prodígios inauditos. Krishna morreu ao principiar o Kali Yuga, ou seja, há uns 5 mil anos, tendo seu corpo sido transpassado e cravado em uma árvore pela flecha de um caçador. Ao final da presente Idade, aparecerá de novo para destruir a iniqüidade e inaugurar uma Era de Justiça. No Bhagavad Gita, Krishna é a representação da Divindad Suprema, Âtman ou o Espírito Imortal, que descende para iluminar o homem e contribuir para a sua salvação. Por este motivo se lhe representa desempenhando a favor de Arjuna o papel de guia ou condutor de seu carro num campo de batalha (ou seja, a nossa vida); assim como Arjuna é a representação do homem, ou melhor dito, da Mônada humana.

Krishnamurti: (Jiddu) Pensador e conferencista indiano. Atuou na Sociedade Teosófica e foi o centro da Ordem da Estrela do Oriente, a qual depois dissolveu para atuar independentemente. Percorreu o mundo propagando sua particular mensagem, reproduzida em inúmeros livros. Sua mensagem propugna a liberação espiritual do homem e a busca de sua felicidade, por meio de uma mutação psicológica e a compreensão resultante do conhecimento de Si Mesmo. É uma espécie de Budismo Krishnamurtiano. Em numerosas obras, o mestre Samael menciona a Krishnamurti e o define como uma das poucas pessoas com Autoconceitos (já que nunca leu nada) e como uma das pessoas que melhor conheceram o Ego. Também nos narra sobre uma importante parte da história de sua vida, quando certos clarividentes da Sociedade Teosófica creram ver em Krishnamurti a reencarnação de Jesus Cristo. Samael também afirma que existe alguma ligação entre o bodhisatva Krishnamurti e o Deus da estrela Alcione, a principal das Plêiades.

Kuan-Hsi-Yin: (chinês) Veja Avalokiteshvara. Este é o mantra da Mãe Divina do Raio Chinês.

Kula: (neutro) Família, clã, nome secreto da obediência tântrica.

Kundalini: (sânscrito, feminino) Enroscada, nome da Serpente feminina que habita na “caverna” situada na base do corpo sutil (símbolo da energia cósmica Shakti, ou Mãe Divina, presente em todo ser vivente). Kundalini-Shakti, aspecto feminino, maternal, da Divindade. Poder serpentino eletroespiritual; energia cósmica vital do homem, fogo serpentino enroscado 3 vezes e meia, em espiral, no centro do chacra Muládhara, ou Básico, exatamente entre o ânus e o sexo. É o poder de vida; uma das forças da natureza; o poder que engendra certa luz naqueles que se disponham ao desenvolvimento espiritual. É um poder que só o conhecem os Iniciados; poder divino latente em todos os seres. Esta força, chamada também Poder Ígneo, é um dos místicos poderes do yogue, e é o Budhi considerado como princípio ativo; é uma força criadora que, uma vez despertada sua atividad, pode ascender pelo canal medular pelos méritos do Coração e criar tão facilmente como descender e formar o órgão Kundartiguador ou cauda de Satã, se o Iniciado não elimina dentro de sua psique o Ego.

Kung An: (chinês) Veja Koan.

Kwan Yin: (chinês) Veja Avalokiteshvara. É uma força cósmica, interna e externa, que representa a Misericórdia e a Clemência do Cristo Cósmico e da Mãe Cósmica. Kwan significa Ouvir, e Yin significa Ver. Ou seja, é Aquela que ouve nossas orações e vê nossas desgraças humanas e se compadece de nós.

Kyosaku: (jap.) No budismo zen, bastão utilizado para “despertar” os praticantes de Zazen com uma batida no ombro.[/tab]

L

Lahiri Mahasaya: (1828-1895) Asceta, instrutor e homem de negócios hindu. Consagrado à vida espiritual, foi discípulo do Mahaguru Babaji, alcançou poderes milagrosos. Mestre de Sri Yukteswar. O mestre Samael afirma que ele é um Grande Mestre.

Lama: (tib. Bla Ma) Veja Guru.

Lamrim: (tib. Lam Rim) Estágios do Caminho; principal ensinamento da escola tibetana Gelug.

Lankavatara Sutra: (sânscr.) Discurso sobre a Descida ao (Sri) Lanka; texto do budismo Mahayana que enfatiza o despertar da não dualidade por meio da realização da natureza búdica.

Lao-Tsé: (séc.6 a.C.) Filósofo chinês, junto com Confúcio, a mais influente personalidade na vida espiritual de sua pátria. Sua vida é quase mítica, a ponto de que alguns supõem que nunca existiu. Seu nome quer dizer Velho Sábio, se lhe atribui a fundação do Taoísmo. Escreveu o Tao Te King (ou o libro da razão suprema e da virtude). É um Cristificado.

Leadbeater: (Charles Webster, 1847-1934) Teósofo, autor e conferencista inglês. Ordenado na Igreja Anglicana, interessou-se pelos fenômenos psíquicos, unindo-se com H.P. Blavatsky, a quem acompanhou até a Índia. Atuou na The Theosophical Society e desenvolveu suas faculdades clarividentes de forma extraordinária. É uma das personalidades de maior renome no campo da Teosofia. Arnold Krum-Heller, o grande Arcebispo Gnóstico, dizia que quando Leadbeater oficiava, desciam realmente as terríveis e poderosas Forças Crísticas. O mestre Samael cita a Os Chacras e também o menciona no caso Krishnamurti. O mestre Samael também afirma que Leadbeater é um grande iniciado da Fraternidade Branca e tem um poder mental fabuloso.

Lew: (hebr.) Coração, Intuição. Na Cabala, o nome representa a Unidade anterior à Multiplicidade. A Unidade que se identifica com a Força Criadora, encerra em si a Multiplicidade, pois o número dos Sendeiros que são 32, se escreve em hebreu Lew; palavra que se compõe da primeira e da última letra da Torah, simbolizando a totalidade da Revelação escrita. Na Cabala, ensina-se que Deus fez o Mundo com 32 elementos ou sendeiros, que são as 22 letras do alfabeto hebraico mais os 10 sefirotes. O mesmo que Jeú.

Lilá: (feminino) Dança, jogo erótico-espiritual (refere-se em especial ao que Krishna ensinava às Gopis – sacerdotisas).

Lingam-Yoni: (sânscr.) Signos ou símbolos de Criação Abstrata. A Força e a Matriz se convertem em órgãos da procriação masculino-femenina só no mundo da matéria. Força criadora ou procriadora divina. Designa também ao Criador masculino-feminino, Shiva e sua Shakti (sua esposa ou aspecto feminino, materno, da Divindade). O mesmo símbolo estava encoberto na Arca da Aliança, o “Santo dos Santos” (Sanctum Sanctorum), ao centro misterioso do Templo de Salomão.

Litelantes: (Arnolda Garro de Gómez) A poderosa Guru Litelantes é uma mestra da Loja Branca, um dos 42 Juízes do Karma. Esposa-sacerdotisa do Mestre Samael Aun Weor. Ela o acompanhou por toda a vida iniciática do Mestre Samael e foisua direta colaboradora na fundação das Instituições Gnósticas modernas.

Lingam: Distintivo, coisa importante, falo ereto. Um dos símbolos sagrados do Senhor Shiva, o Divino Espírito Santo. No centro de todo templo hindu coloca-se um lingam preto com símbolos sagrados representando que somente pela energia criadora se poder erguer o Templo Interior.

Livro dos Mortos: (egípcio) Nome dado em geral a uma ampla coleção de textos funerários de várias épocas e que contêm fórmulas mágicas, hinos e orações que, segundo os antigos egípcios, guiavam e protegiam a alma (Ka) durante sua viagem à região dos mortos (ou Amenti). Para eles, o conhecimento desses textos permitia à alma proteger-se dos demônios que tentavam impedir seu progresso e passar as provas estabelecidas por 42 Juízes na antesala de Osíris, Deus dos Mortos. Nesses textos também se indica que a felicidade no mais além dependia da vida que tivesse levado o defunto neste mundo. Os primeiros textos religiosos conhecidos, de caráter funerário, encontraram-se em hieroglifos esculpidos nos muros interiores das pirâmides dos faraós da 5ª e 6ª dinastias do Império Antigo, aos que se conhece como Textos das Pirâmides. Um famoso exemplo se encuentra na pirâmide de Unas (que reinou entre os anos 2428 e 2407 a.C.), último faraó da 5ª Dinastia. Durante o primeiro Período Intermédio e no Império Médio alguns indivíduos tinham esses textos pintados em seus ataúdes, daí que também foram conhecidos como Textos dos Ataúdes. Até a 18ª Dinastia os textos começaram a ser escritos em papiros que eram colocados nos sarcófagos. Esses papiros mediam entre 15 e 30 metros e tinham ilustrações em cores. Esta completa coleção de textos mortuários superou três revisões críticas: a Rescensão Heliopolitana, editada pelos sacerdotes de Heliópolis, com textos empregados entre a 5ª e a 12ª Dinastias; a Rescensão de Tebas, de textos utilizados entre a 18ª e a 22ª Dinastias, e a Rescensão Saite, de textos utilizados desde a 26ª Dinastia até o ano 600 a.C., até o final da época Ptolomaica, no ano 31 a.C. O título O Livro dos Mortos induz a uma confusão, já que os textos não formam um trabalho único que siga uma continuidade nem pertencem a um só período. Os egiptólogos a miúdo citam esta obra para referirem-se àas duas últimas rescenções. Algumas de suas partes foram traduzidas com diferentes títulos.

Livros Herméticos: Recompilação de tratados e diálogos metafísicos que datam desde meados do século 1° a.C. ao século 4 d.C., e se supõe sejam as revelações de Thot, o Dios egípcio da Sabedoria. A maior parte está escrita em grego e em latim e trata de Alquimia, Astrologia e magia, expondo crenças e idéias que predominaram durante a primeira época do Império Romano. Os 17 tratados do Corpus Hermeticum falam de questões teológicas e filosóficas, sendo seu tema central a Regeneração e Deificação da humanidade através do Conhecimento (Gnose) do único Dios transcendente. Ainda que a origem da recompilação seja egípcia, sua orientação filosófica é grega (platônica).

Lobsang Rampa: (Terça Lobsang Rampa) Pseudônimo de um conhecido lama tibetano, autor de numerosas obras de conteúdo espiritual, onde narra suas experiências na vida monástica lamaista do Tibete, o qual ao ser invadido pelas forças sino-comunistas, emigrou para o Canadá, onde lutou pelo restabelecimento da Ordem Teocrática do Dalai Lama em seu país. Autor de obras, tais como: O Cordão de Plata, O Manto Amarelo e O Terceiro Olho. O mestre Samael nos diz que Lobsang Rampa é um verdadeiro Adepto da Branca Irmandade, cuja missão é promover as inquietudes espirituais no Ocidente.

Logos: (grego) Espírito. Verbo. É a conversão do Pensamento Oculto em expressão objetiva. A Divindade manifestada em cada nação e povo; a expressão exterior ou o efeito da Causa que permanece sempre oculta ou imanifestada. Assim, a linguagem é o logos do pensamento; por isso se traduz corretamente com os termos “Verbo” e “Palavra” em seu sentido metafísico. Saindo das profundidades da Existência Una, do inconcebível e inefável Uno, um Logos, impondo a si mesmo um limite, circunscrevendo voluntariamente a extenssão de seu própio Ser, faz-se o Deus Manifestado, e ao traçar os limites de sua esfera de atividad, determina também a área de seu Universo. Dentro de dita esfera nasce, evoluciona e morre este universo, que no Logos vive, se move e tem seu Ser. A matéria do universo é a emanação do Logos e suas forças e energis são as correntes de sua vida. O Logos é imanente em cada átomo, é onipenetrante; tudo o sustenta, tudo o desenvolve. É o princípio ou origem e o fim do universo, sua causa e objeto, seu centro e circunferência; está em todas as coisas, e todas estão nele. O Logos se desprende de si mesmo manifestando-se em uma tríplice forma: O Primeiro Logos, raiz ou origem do Ser; dele procede o Segundo Logos, manifestando os dois aspectos de vida e forma, a primitiva dualidade, que constitui os dois pólos da Natureza entre os quais se há de tecer a trama do Universo: Vida, Forma, Espírito – matéria, positivo, negativo, ativo, receptivo, padre–mãe dos mundos; e, por último, o Terceiro Logos, a Mente Universal, na que existe o Arquétipo de todas as coisas, fonte dos seres, manancial das energias formadoras, arca aonde se acham armazenadas todas as formas originais que irão se manifestar e aperfeiçoar nas classes inferiores da matéria durante a evolução do universo. Em outros termos: Do Absoluto, a Única Realidade, Sat, que é ao mesmo tempo o Absoluto Ser e Não-Ser, procede: O Primeiro Logos, o Logos impessoal e imanifestado, precursor do manifestado. Esta é a “Causa Primeira”. O Segundo Logos, o Espírito – Matéria, Vida; o “Espírito do Universo”, Purusha e Prakriti, Sujeio e objeto, que não são mais que dois aspectos da Realidade Única no universo condicionado. O Terceiro Logos, a Ideação Cósmica, Mahat ou Inteligência, a Alma universal do mundo, o Noumeno cósmico da Matéria, a base das operações inteligentes na e da Natureza, chamado também Maha-Buddhi.

Lo-Han: (chin.) Veja Arhat. Iniciado que alcançou a 4ª Iniciação de Mistérios Maiores, a do Corpo Mental.

Lokapala: (sânscr.) Protetor do mundo; imagens muito comuns na entrada dos grandes monastérios, como guardiães do templo. Suas feições terríveis espantam os fantaasmas débeis que vagam pelo mundo.

Lucas: (evangelista) Um dos quatro evangelistas, médico de Antióquia e seguidor de Paulo, também escreveu os Atos dos Apóstolos. Morreu mártir em Acaya, na Grécia, no ano 70. Seu símbolo é a terra filosófica e ele é representado por um Touro. Esotericamente nos ensina o manejo e a interpretação dos valores numéricos: A Cabala.

Lúcifer: (latim) Portador de Luz; o que ilumina. Em grego: Phosphoros. Tentador e Redentor. Aspecto dual do Verbo. A Sombra Vivente do Criador, projetada no fundo do microcosmos-homem. É o planeta Vênus, considerado como a brilhante Estrela Matutina. Antigamente o nome Lúcifer nunca foi o nome do Diabo. Todo o contrário, posto que no Apocalipse (22, 16) diz o Salvador de si mesmo: “Eu sou… a resplandescente estrela da manhã”, ou Lúcifer. Um dos primeiros papas de Roma levava dito nome e até havia no século 4 uma seita gnóstica denominada de Luciferianos. A Igreja Católica dá agora ao Diabo o nome de “trevas”, enquanto no Livro de Jó se lhe chama “Filho de Deus”, a brilhante Estrela Matutina, Lúcifer. Há toda uma filosofia de artifício dogmático na razão de por que o primeiro Arcanjo, que surgiu das profundidades do Caos, foi chamado Lux (Lúcifer), o luminoso “Filho da Manhã” ou Aurora Mahavantárica. A Igreja o transformou em Lúcifer ou Satã porque é anterior e superior a Jeová e tinha de ser sacrificado ao novo dogma. Lúcifer é o portador da luz de nossa Terra, tanto no sentido físico como no místico. É o nome da Entidade angélica que preside a Luz da Verdade, o mesmo que a Luz do Dia. É a Luz divina e terrestre, o Espírito Santo e Satã ao mesmo tempo. Está em nós; é nossa Mente, nosso Tentador e Redentor, o que nos livra e salva do puro animalismo. Sem este princípio emanado da mesma essência do puro e divino Princípio (Inteligência), que irradia de um modo direto da Mente Divina, con toda segurança não seríamos superiores aos animales. Lúcifer e o Verbo são um só em seu aspecto dual. (Veja Cristus-Lúcifer).

Lumisial: (latim) Lúmen, Lúminis, Luz. Centro ou lugar de luz. Esotericamente, templo de irradiación ou emanação da Luz proveniente dos Mundos Superiores. Templo da Santa Igreja Gnóstica.

Luxemil: (prof.-dr. Francisco A. Propato) Eminente cientista e esoterista argentino, Grande Mestre da Fraternidade Branca. Fundador e dirigente da Agla (Acción Gnóstica para la Liberación de Amerindia), que formou parte na década de 50 de uma coalizão com os mestres Samael Aun Weor e Swami Sivananda do chamado Triângulo Hermético para a difusão do conhecimento.[/tab]

M

Mabel Collins: (1851-1928) Teósofa e autora inglesa. Dotada de qualidades psíquicas, foi colaboradora de HPB na revista Lucifer. Por seu intermédio foram transmitidas desde os Mundos Internos (pelo Mestre Hilarión, que foi o Apóstolo Paulo de Tarso) as conhecidas obras Luz no Sendeiro e Idílio do Lótus Branco.

Maha Asura: (sânscr.) Grande Espírito Divino caído, degradado. Exotericamente, os Asuras são elementais e maus deuses, considerados maléficos, gênios, espíritos malignos, demônios e “não-deuses” (a-suras), inimigos dos deuses (suras), com quem estavam em perpétua guerra. Porém, esotericamente é o contrário. Posto que nas mais antigas porções do Rig Veda, dito termo se aplica ao Espírito Supremo, e, portanto, os Asuras são espirituais e divinos. Unicamente no último libro do Rig Veda, en su última parte, e no Atharva Veda, e nos Brâhmanas, tal epíteto, que se aplicou a Agni, a gran divindade védica, a Indra e a Varuna, veio significar o contrário de Deuses. Maha Asura pode Ter alguma ligação com o Lúcifer Cósmico, o reflexo do Deus dentro do homem, segundo os gnósticos.

Mahabharata: (sânscr.) O mais extenso poema épico da literatura indiana antiga, e o segundo é o Ramayana. Ainda que ambos são basicamente obras profanas, recitam-se de maneira ritual e conferem supostamente méritos religiosos aos que os escutam. O tema central do Mahabharata é a luta entre dois clãs de uma mesma família nobre, os pandavas e os kauravas, pela posse de um reino do norte da Índia, o Kurukshetra. O fragmento mais importante do poema é o Bhagavad Gita, um diálogo entre Krishna, a oitava encarnação do Deus Vishnu, e o herói pandava Arjuna, em que reflexionam sobre o sentido da vida. Essa passagem influenciou nos devotos do hinduísmo durante séculos. O Mahabharata foi escrito ao redor do ano 300 a.C. e foi objeto de numerosas variações em torno do ano 300 d.C. Está dividido em 18 livros que contêm um total de cerca de 200 mil versos com breves pasagens em prosa intercalados. O Harivansha, um dos últimos apêndices do poema, trata amplamente da vida e da genealogia de Krishna. O Bhagavad Gita é o nono livro do Mahabharata.

Mahachohan: Chefe de uma hierarquia espiritual ou de uma ordem oculta. Segundo a Teosofia, é o chefe do terceiro grande departamento da hierarquia da Fraternidade Branca, chamado O Senhor da Civilização. Vigia e dirige a obra dos membros da Fraternidade Branca e tem a seu cargo os Arquivos de donde se conserva todo o processo evolutivo do globo terrestre. Samael o menciona em algumas de suas obras, apresentando-o como o diretor ou Logos do Sistema Solar.

Mahavira: (599-527 a.C.) Santo Jainista indiano e vigésimo quarto Tirthankara. Seu apostolado se extendeu por toda a Índia, adquirindo o Jainismo sob sua influência capital importância.

Mahayana: (sânscr.) Grande Veículo, movimento surgido por volta dos séculos 1° e 2 que procura valorizar a libertação de todos os seres por meio da compaixão dos Bodhisatvas.

Maithuna: (masculino) União sexual, tal como se utiliza no cerimonial tântrico. Prática e filosofia que vis a canalizar todas as energias criadoras para um processo de auto-realização espiritual, e não somente para se conseguir prazer sensorial. O Maithuna Yoga é um dos braços do Tantra Yoga.

Maitreia: (sânscr; chin. Mi-Luo; jap. Miroku; tib. Jampa/ Byams Pa) Como indivíduo, refere-se a um grande Mestre da Fraternidade Branca do Raio Oriental. E como força universal, refere-se aos atributos “salvadores” do Cristo Cósmico que se manifestam em todo Iluminado que esteja devidamente preparado para uma missão com a humanidade. Samael Aun Weor é, portanto, o Buda Maitreia da Era de Aquárius, pois a ele foram encarregadas missões de entregar as Chaves da Auto-realização plena do Ser Divino dentro de cada um de nós. Maitreia pode ser sinônimo de O Restaurador do Dharma. O Budismo Mahayana o considera um Bodhisatva. Buda (Sidarta Gautama) anunciou a chegada deste buda que extenderia a doutrina e salvaria a toda a humanidade. Nos templos budistas encontram-se imagens de Maitreia e no Japão Ele é chamado Miroku. Segundo Leadbeater, Ele é o Instrutor do Mundo, o Cristo, que atualmente vive nos Himalaias, em sua porção oriental. Samael Aun Weor é o Buda Maitreia anunciado há milênios e que veio para desvelar a doutrina do Salvatur Salvandus (o Cristo Cósmico), para que cada qual possa salvar-se a si mesmo, através de trabalhos concientes e padecimentos voluntários. O mantra de Maitreia é OM.

Malakim: (hebr.) Reis. Anjos, bons Mensageiros dos Deuses. Deuses regentes dos elementais. Moram no Mundo Causal e são os senhores dos destinos da vida neste planeta.

Malkuth: (hebr.) Malchut. O Reino. A décima Séfira. A clausura do ciclo em cumprimento da obra e seu selo celestial. O Umbral, é a Mãe Inferior, a esposa do Microprosopo, chamada também Malkah, a Rainha, Kallah, a Noiva, a Virgem.

Manas: (masculino) Mente, pensamento, órgão mental (o cérebro e sua função, “o pensar”) É o quarto corpo dos sete da Anatomia Oculta do ser humano. Nas tradições medievais européias, a mente é representada pelo labirinto, desenhado nas entradas de algumas Catedrais góticas. O mito do Labirinto de Creta vem representar muito bem o conceito de Mente entre os Iniciados

Mandala: (neutro, sânscr.; jap. Mandara; tib. Kyilkhor/ Dkyil’Khor) Disco, figura geométrica, nome dado aos diagramas abstratos que se utilizam como instrumentos para a meditação. Diagrama circular do budismo Vajrayana, representando a consciência iluminada como uma dimensão pura.

Manipura: (neutro) Terceiro dos centros do corpo sutil, situado à altura do umbigo. O Fogo prânico do Sol é armazenado no plexo solar, sendo que o Tattwa Tejas, ou elemento etérico do fogo, tem aí seu trono. Ativa-se este chacra com o mantra “U”. Toda pessoa desgastada energeticamente tem esse chacra falido.

Maniqueu: (Mani ou Manes, 215-276) Fundador do Maniqueísmo, que aceitava uma emanação do céu ou do Sol (terra lúcida) feita pelos Eons de Deus e do mal como princípios. Nasceu em Nardim, na Babilônia. Foi perseguido, encarcerado e crucificado por ordem de Bahram V, que ademais, fez com que seus membros fossem pregadoss nas portas da cidade. O Maniqueísmo é outra forma do gnosticismo. Diz a tradição que Mani absorveu e divulgou muitos dos ensinamentos gnósticos do Grande Avatar Ashiata Shiemash.

Manjushri: (sânsc; chin. Wen-Shu; jap. Monju; tibet. Jampel/ ‘Jam Dpal) No budismo Mahayana, o Bodhisatva da Sabedoria (sânscr. Prajna). O seu mantra supremo (Haum A Rabats Samadhi dhi dhi) é profundamente curativo, regenera os neurônios totalmente.

Manly Palmer Hall: Esoterista, escritor e conferencista canadense, radicado nos Estados Unidos. Fundou, em 1934, em Los Angeles, The Philosophical Research Society, centro de investigação e biblioteca sobre a sabedoria oculta de todas as épocas. Autor de numerosíssimos livros sobre as ciências ocultas. Seu nome ocupa um lugar destacado no esoterismo moderno. O Mestre Samael o menciona positivamente na obra A Mensagem de Aquário.

Mantra: (neutro, sânscr.; jap. Shingon; tib. Ngag/ Sngags) No budismo Vajrayana, série de sílabas que representam a fala iluminada. Instrumento da mente interior, fórmula secreta e ritual (de tipo iniciático), na qual se apóia a meditação. Segundo o mestre Samael, existem dois tipos de mantra: o articulado e o inarticulado, o falado e o mentalizado. São termos mágicos que visam a movimentar determinadas forças internas, astral, mentais e causais, para o despertar de atributos de nosso Ser Interno, como Cura, Harmonia, Paz, Poder, Força, Transcendência etc.

Manu: (sânscr. Homem). Na mitologia indiana, mencionam-se não menos de 14 Manus, um dos quais é o herói de uma epopéia do Dilúvio e o progenitor da raza humana. O Código de Manu, o mais antigo da Índia e a base do direito religioso e social dos indianos, atribui-se a Swayan Bhuva, o primeiro dos Manus, que teria vivido há cerca de 30 milhões de anos.

Maomé: (ou Muhammad, 570-632) Fundador do Islamismo, profeta e homem de Estado. Persuadido de que havia sido eleito por Deus para reformar a vida de seu povo, predicou uma religião monoteísta baseada nas tradições de judeus e cristãos, adaptada às condições dos povos árabes. Crê-se que Maomé para o cumprimento de sua missão conhecia doutrinas secretas ou tinha contato direto com os Mundos Internos. Sabemso, por meio dos Estudos Gnósticos, que Maomé é um mestre Cristificado que lutou incansavelmente contra os “infiéis”, ou seja, nossos defeitos psicológicos, exatamente como preconiza a Gnose.

Mara: (sânscr. e páli) Demônio da ignorância, do apego.

Marcion: (séc. II) Dizem que era um heresiarca cristão nascido em Sinope. Era na verdade um grande Iniciado gnóstico que não aceitava a institucionalização do Ensinamento Puro de Cristo. Fundou uma seita gnóstica cuja doutrina tentava uma reforma do cristianismo, ajustando-o aos evangelhos e despojando-o de primitivos ensinamentos hebreus.

Marcos (o Essênio): Sacerdote gnóstico do séc. II d.C., que fala claramente dos grandes mistérios da Missa, das vogais ocultas e dos mantras preciosos para evocar as Forças Crísticas.

Marcos: (evangelista) Um dos quatro evangelistas, representam-no como o elemento Fogo, mediante um Leão. Era discípulo de Paulo e Barnabé e, logo, de Pedro. Morreu mártir no ano 68. Esotericamente tem alguma conexão com a constelação de Escorpião, e como força interna nos ensina as Chaves precisas para o despertar da Kundalini. Também nos auxilia para compreender os Mistérios da Liturgia.

Mario Roso de Luna: (1872-1931). Teósofo, astrônomo, cientista e escritor espanhol, licenciado em Letras, Filosofia e Direito. Dotado de grande sensibilidade psíquica, foi um apaixonado investigador esotérico. Em 1902, ao conhecer as obras de HP Blavatsky, filiou-se ao Movimento Teosófico, sendo autor de eruditos livros sobre o tema. Também conhecido como O Mago de Logrosan, também escreveu sobre geografia e história natural, além de artigos de imprensa com o pseudônimo Rigel. Também publicou obras sobre ocultismo. O Mestre Samael o chama de O Grande Escritor Teosofista e o cita em algumas obras, especialmente com relação aos Estados Jinas, descritos magistralmente por este iniciado.

Mar Morto, Manuscritos do: Coleção de manuscritos em hebraico e aramaico, que foram descobertos a partir de 1947 em uma série de covas na Jordânia, no extremo noroeste do Mar Morto, na região de Qirbet Qumran. Os manuscritos, escritos em sua origen sobre couro ou papiro, somam mais de 600 em distintos estados de conservação. Foram atribuídos aos membros de uma congregação judaica desconhecida. Os manuscritos incluem manuais de disciplina, livros de hinos, comentários bíblicos e textos apocalípticos; duas das cópias mais antigas conhecidas do Livro de Isaías quase intactas e fragmentos de todos os livros do Antigo Testamento, à exceção do de Ester. Entre esses fragmentos se encontra uma fantástica paráfrase do Libro do Gênesis. Assim foram descobertos esses textos, em seus idiomas originais, de vários livros dos apócrifos, deuterocanônicos e pseudoepígrafos. Esses textos, nenhum dos quais foi incluído no cânone hebraico da Bíblia, são Tobias, Eclesiastes, Jubileus, partes de Enoque e o Testamento de Levi, conhecido até então somente em suas antigas versões grega, siríaca, latina e etíope.

Martines de Pascually: (1715-1767) Esoterista e místico de origem espanhol ou judeu-português, figura destacada do ocultismo francês do séc.18. Viajou pelo Oriente Médio e se pôs em contato com o filósofo místico Swedenborg. Em 1754 fundou na França a Ordem Hermética dos Elus Cohen, da qual surgiu seu principal discípulo, Louis Claude de Saint Martin, que fundamentou o Martinismo. Autor de Tratado da Reintegração dos Seres.

Mateus: (evangelista) apóstolo e evangelista a quem se representa acompanhado de um anjo. Escreveu o primeiro dos quatro evangelhos até o ano 43 em aramaico. Logo, foi modificado no ano 63 por um desconhecido (segundo a Enciclopédia Universal Sopena).

Matias: Discípulo de Jesus de Nazaré e mártir. Foi o instrutor de Basilides, a quem transmitiu os ensinamentos secretos de seu Mestre. Substituiu a Judas Iscariotes como um dos 12 Apóstolos.

Maurice Dunlop Nicoll: (1884-1953) Esoterista e médico inglês. Estudou o sistema do Quarto Caminho com Gurdjieff e Ouspensky, chegando a se converter em um dos mais destacados expositores de ditos conhecimentos.

Max Heindel: (Carl Louis Grasshoff, 1865-1919)Teósofo e rosa-cruz. Ocultista e místico dinamarquês, discípulo de Rudolph Steiner. Autorizado a difundir conhecimentos de tipo rosa-cruz dos que havia sido depositário, fundou uma associação de místicos cristãos, a qual chamou The Rosicrucian Fellowship (A Fraternidade Rosacruz), em Oceanside, Califórnia (EUA). É também autor de vários livros, entre eles: Conceito Rosacruz do Cosmos. O Mestre Samael nos fala da pouca utilidade deste livro, e ademais nos diz que Heindel foi iniciado de Mistérios Menores.

Maya: (sânscr.) Ilusão, aparência, decepção, delusão. Maria, Maia e Maya formam um nome genérico. Provém da raiz Ma (mãe, genitora) e entre os gregos veio a significar “Mãe”, e ainda deu seu nome ao mês de maio, consagrado a todas as deusas antes que fosse consagrado a Maria. Plutarco expõe que “Maio é consagrado a Maia ou Vesta, nossa Mãe Terra, nossa genitora e sustentadora, personificadas”. Maria, mãe de Jesus, é chamada também Mâyâ, por quanto Maria é Mare, o mar, a Grande Ilusão, simbolicamente. Maria, ademais, tem por inicial a letra M, a mais sagrada de todas, que simboliza a Água em sua origem, o Grande Abismo, e em todas as línguas, tanto orientais como ocidentais, representa graficamente as ondas, e no esoterismo Ário, o mesmo que no semítico, dita letra expressa as Águas.

Mead GRS: Teósofo inglês de princípios do século 20, erudito em doutrinas gnósticas. Foi secretário geral da seção européi da The Theosophical Society, fundando também um grupo independente, denominado The Quest Society. Tradutor de textos antigos de filosofia hermética.

Meca/Makka: Cidade árabe, onde nasceu Maomé, ou Muhammad, fundador do Islamismo.

Melchisedeck: Rei de Salem (antiga Jerusalém) e sacerdote de Sion nos tempos de Abraão. Diz-se que ele não teve Pai nem Mãe. Grande Mestre da Fraternidade Branca, é o Gênio Planetário da Terra, e vive com o mesmo corpo físico, ressurrecto, há mais de 4 milhões de anos, na Terra. No Oriente tem o nome de Changam. A Tradição Oculta conta que Ele criou uma Ordem iniciática que seria mais tarde a mesma que funcionaria nos Mundos Internos. Seu nome é Sagrada Ordem de Melquisedeck, onde somente quem recebeu altos graus iniciáticos por meio da Magia Sexual pode ser aceito nessa ordem.

Menandro: Patriarca gnóstico da corrente caldeu-síria, uma das figuras mais importantes do Gnosticismo.

Merkabah: Veículo de Luz divino usado por ultraterrestres, seres superiores; a Merkabah consegue assumir muitas formas nos mundos físicos. Descrições de visões da Merkabah em trechos bíblicos são comumente confundidas com discos voadores metálicos. Seriam os Corpos gloriosos dos Altos Iniciados, ou Corpos Solares Existenciais.

Merlin: Grande mago e sábio do séc. 6, de possível origem gaulesa. Foi amigo e conselheiro do legendário Rei Arthur e está relacionado com a lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda e do Céu Druídico. A tradição esotérica o considera um Adepto da Escola Ocidental de Mistérios e o mundo mágico menciona que não era filho de pai mortal senão de um Silfo e de uma virtuosa Dama.

Mesmer: (Franz ou Friedrich Anton, 1733-1815) Médico e ocultista alemão que redescobriu e aplicou o fluido magnético, método este depois chamado de Mesmerismo, para a cura de enfermidades. Interessou-se na astrologia e na rabdomancia, foi membro dos Fratres Lucis e fundou em Paris, em 1872, um rito denominado A Harmonia Universal.

Mestha, Hapi, Duamuth, Kebhsenuf: (egípcio) Os Quatro Deuses da Morte. Gênios funerários, filhos de Hórus, Guardiães dos Quatro Pontos Cardeis e Protetores dos defuntos, e a quem lhes preservam da fome e a sede. Têm a missão de mostrar aos mortos o caminho do lugar do Juízo e de Osíris.

Michael: (hebr. Mikhail; grego Mikael) Arcanjo Cosmocrator. Literalmente “Quem é como o Senhor?” Regente e Embaixador do Sol, Chefe das milícias celestiais, denominado “o da espada luminosa”. Representante e símbolo da autoridade, do poder e da dignidade de Deus. A arte o representa jovem, vestido com deslumbrante malha, lança e escudo, lutando contra o dragão infernal, ou mesmo Luzbel. É também designado com diversos títulos: Miguel-Jeová, Anjo da Face, Príncipe das Faces do Senhor, Glória do Senhor, Caudilho dos Exércitos do Senhor, etc. Sua festividade é no 29 de setembro.

Michael Scot: (1175-1232). Matemático, teólogo e astrólogo inglês. Estudioso das ciências ocultas, ainda que ordenado sacerdote, sua reputação como mago rodeou sua personalidade de um halo de lendas que foi aproveitada por grandes literatos como Dante, Bocaccio e Walter Scott, para fazê-lo figurar em sus obras.

Milarepa: (tib. Mi la ras pa; Jetsun, nascido em 1038) Poeta tibetano (1025-1035), recebeu os ensinamentos Mahamudra do tradutor Marpa e foi mestre do monge Gampopa, fundadoo da escola tibetana Kagyu. Yogue lamaísta tibetano discípulo de Marpa. Considerado um grande adepto e taumaturgo da seita Kargyupa. De gênio poético escreveu baladas e sua autobiografia. A tradição lhe designa grandes poderes, dizendo-se que tinha o dom da ubiqüidade presidir concílios yogues em 24 lugares ao mesmo tempo.

Mistério do Bafometo: (grego) Trabalho longo e paciente na Alquimia Sexual a base de compreensão e transmutação das Energias Criadoras. (Veja: Baphometo).

Mitra: (persa: Mithras) Veja: Kirie Mitras.

Moisés: Nasceu no ano 1571 a.C. É a figura mais importante do Antigo Testamento e figura-clave do judaísmo. Legislador e líder religioso. Diz-se que seu pai era egípcio e sua mãe hebréia, ainda que outros asseguram que era filha de Thermutis, princesa egípcia. Ditou o Pentateuco (cinco primeiros livros da Bíblia). Foi educado no Templo de ON, nos Mistérios de Heliópolis. O VM Samael afirma que Moisés era a encarnação do Mestre Osarsiph.

Moisés de León: (1250-1306) Rabino e cabalista hebreu-espanhol de Guadalajara, que editou em 1280 pela primeira vez o Zohar como obra revelada no séc. 2 a Simeon ben Jochai, ainda que a crítica moderna tenha comprovado que pertence em grande parte como autor ou compilador o próprio Moisés de León.

Moksha: (masculino) Liberação, evasão da alma cativa de um mundo fenomênico existencial.

Moria: Mestre Ressurrecto, o qual juntamente com o Mestre Kouth Humi, foi o inspirador da Sociedade Teosófica, através de HPB. Denominado Mestre M, exerce influência sobre os estadistas mundiais e os movimentos esotéricos. Mestre do Raio da Força, mencionado em numerosas obras gnósticas. É um dos granes Guias das Escolas Gnósticas, tendo auxiliado e inspirado ao próprio Samael em seus processos internos e também didáticos.

Mozart: (Wolfgang Amadeus) (1756-1791) Compositor austríaco, verdadeiro prodígio musical. É considerado como un maestro da música. Na Flauta Encantada descreve a cerimônia da Iniciação franco-maçônica. Escreveu diversas obras que são tocadas unicamente nos rituais maçons.

Mudra: (feminino, sânsc.; chin. Yin; jap. Inzô; tib. Chagya/ Phyag Rgya): Selo, gestos, rituais efetuados com as mãos, grãos tostados, também companheira sexual.

Muktananda: (Swami, nascido em 1908) Considerado um dos maiores kundalini-yogues de nossa época, seu ashram é conhecido como Gurudev Ashram e se encontra a 65 quilômetros de Bombaim. Foi discípulo de Nityananda e Siddhadura. É conhecido como Baba e realizou duas giras mundiais.

Mumtazar: (islam.) O esperado, aquele que vem anunciar o Fim dos Tempos; o mesmo que o sânscrito Kálki-Avatar.

Mustatir: O líder muçulmano oculto, o chefe da Grande Fraternidade Branca.[/tab]

N

Naau: (egípcio; Naga em sânscrito) Serpente. Adepto, homem sábio ou Mestre de Sabedoria. São os Arhat indianos, os Seraphim hebreus.

Nada: (masculino) Som, ruído, energia sonora que atua no microcosmos-humano (localizada no coração), como no macrocosmos (veja Shaba).

Nadabrahmananda: (Swami, nasceu em 1896) Músico hindu que praticava esta arte como suporte da atenção e como meio de auto-realização. Estudou durante 15 anos com destacados mestres e logo foi discípulo de Swami Sivananda. Especializou-se em Nada-Yoga, disciplina relacionada com o poder do som e em tudo o que se trata de espiritualização através da música.

Nádi: (feminino, sânscr.; tib. Tsa/ Rtsa) Canais por onde circula o alento vital no corpo sutil. São ao todo, segundo alguns tratadistas orientais, 72 mil nádis, dos quais os principais são 12 pares, chamados de Meridianos, pela Medicina Tradicional chinesa. Existem dois nádis sagrados, chamados Ida e Pingala, que correm ao longo da coluna vertebral, representados pelo famoso símbolo da Medicina, o Caduceu de Mercúrio.

Naga: (sânscr.; chin. Long; jap. Ryû; tib. Lu/ Klu) Dragão aquático com corpo de serpente e cabeça humana. São os Instrutores dos Mestres de Consciência Desperta. Os Guias dos Guias da humanidade.

Nagarjuna: (sânsc.; tib. Ludrub/ Klu Sgrub; jap. Riûjun ) Monge indiano (séculos 2 e 3), fundador da filosofia Madhyamaka.

Nairatmia: (feminino) Desprovido de Atman, também o nome tântrico da companheira sexual, a esposa-sacerdotisa.

Nanak: (1469-1538) Místico e guru indiano, fundador da religião Sikh. Viajante e predicador, considerou as práticas hinduístas tão vãs como as muçulmanas e ao Alcorão tãoincompleto quanto os Vedas. Seu deus foi o Bhagavant, o Salvador Compassivo e amistoso do Vishnuísmo. Sua vida foi embelecida pela lenda. Samael relata algo de sua história.

Naraka: (sânsc.; páli Niraya) Inferno, Reinos Inferiores da Natureza, um dos seis Gati.

Naro Chödrug: (tib. Na Ro Chos Drug) Seis Yogas de Naropa. Ensinamentos Vajrayana do mahasidha indiano Naropa, que foram transmitidos ao tradutor tibetano Marpa: Chama interior (Tumo), corpo ilusório (Gyulü), sonho (Milam), clara luz (Ösel), estado intermediário (Bardo) e transferência de consciência (Phowa).

Naropa: (tib. Na ro pa) Mahasidha indiano (1016-1100), discípulo de Tilopa e mestre do tradutor Marpa. Filósofo tântrico indiano, que desempenhou um papel importante na história filosófico-religiosa do Tibet.

Nave-mãe: (ufol.) Tipo de Ovni de grandes dimensões, supostamente transportando diversas naves menores e usado nas viagens interestelares, ou servindo de intermediário entre naves maiores ainda e a atmosfera de planetas; normalmente apresentam formato de cilindro ou ainda de agulha, no caso das maiores, que podem alcançar centenas de quilômetros de comprimento. Esotericamente são usadas para resgates de humanidades que passam por fins de ciclos.

Nêmesis: (grego, Karma em sânscrito) Deusa grega justa e imparcial, que reserva sua cólera unicamente para aqueles cuja inteligência se acha extraviada pelo orgulho, egoísmo e impiedade. É o efeito dinâmico espiritual de causas produzidas, e forças que nossas próprias ações despertaram e posto em atividade. É uma lei de dinâmica oculta que “uma quantidade dada de energia gasta no plano espiritual ou astral produz resultados muito maiores que a mesma quantidade gasta no plano físico, objetivo da existência”. Karma – Nêmesis é sinônimo de Providência sem desígnio, bondade nem qualquer outro atributo e qualidade finitos, se não for acompanhado da Misericórdia Divina. Ou seja, Justiça sem Misericórdia, ou Misericórdia sem Justiça, são fatores de desequilíbrio no Universo, um não pode viver sem o outro. Sem embargo, guarda aos bons e vela sobre eles tanto nesta vida como nas vindouras, e que castiga ao malfeitor até que haja sido finalmente reajustado o efeito de haver posto em perturbação o menor átomo no mundo infinito de harmonia; porque o único decreto kármico, decreto eterno e imutável, é a Harmonia Absoluta tanto no mundo material como no espiritual.

Nemmés: (egípcio) Veja: Coroa de Nemmes.

Netzah: (hebr.) Vitória. A sétima Séfira. O triunfo da Vontade e da Firmeza que estabelece o domínio do Ideal e assegura o progresso evolutivo da manifestação. É o Mundo Mental, é a origem de todo o Universo, já que tudo é constituído de matéria mental, em última instância.

Nicolas Flamel: (1330-1418?) Alquimista e escriba francês. A descoberta de um estranho livro atribuído ao alquimista Abraão o Judeu e seus esforços por decifrar seu significado constituem uma das epopéias da história alquímica. Autor de uma obra sobre as figuras hieroglíficas do citado livro, as quais fez pintar na frente de uma igreja parisiense. O mestre samael nos ensina que tanto Flamel quanto sua esposa Perrenelle lograram fabricar a Pedra Filosofal e adquirir o Elixir da Longa Vida e que esse casal auto-realizado ainda vive hoje em dia no Tibet. O Amor Consciente é a Arma Suprema do Alquimista.

Nikaya: (páli) Coleção dos discursos de Buda (Sutra) Digha-Nikaya, Majjhima-Nikaya, Samyutta-Nikaya, Anguttara-Nikaya, Khuddaka-Nikaya.

Nirmanakaya: (sânscr.) Corpo de emanação; veja Trikaya.

Nirodha: (sânscr.) Cessação (do sofrimento); uma das Quatro Verdades Nobres.

Nirvana: (masculino, sânscr.; páli Nibbana; jap. Nehan; tib. Myangenledepa/ Mya Ngan Las ‘Das Pa) Extinção do sofrimento. Extinção do sopro, estado transcendente que constitui-se na etapa final da evolução espiritual (Sadhana). Nome de um ramo do budismo chinês, originado o século 5, centralizado nos ensinamentos do Mahaparinirvana Sutra. Os mundos nirvânicos são as dimensões superiores da natureza e do Cosmos, correspondem aos Mundos Causal e da Consciência.

Nisaba: (Nissaba) Deusa suméria das artes do escriba, protetora das escolas, professores e estudantes. Seu símbolo é o cálamo, um tipo de junco duro, usado para escrever, colocado sobre o símbolo de altar. Ela também era considerada a deusa protetora da agricultura, da vegetação ordenada e da mágica. É o equivalente à Divina Mãe Natura.

Nisir: O monte bíblico Ararat, onde finalmente aportou a arca de Ut-Napishtim, o Noé bíblico. Este monte se encontra na Armênia, e representa nossos mais altos ideais de evolução espiritual. Somente por meio da ALTA Iniciação é que conseguimos a Salvação da Alma.

Nostradamus: (Michel de; 1503-1566) Filósofo, médico e astrólogo francês. O mais célebre de todos os videntes através de seu libro de profecias rimadas As Centúrias (Lyon, 1555) que originou grande controvérsia e muitas das quais se cumpriram. Foi também cabalista, alquimista e médico de renome durante a grande praga da Europa. Foi um grande vidente, como demonstra no livro As Centúrias. Samael nos diz que é um Grande Mestre, já que só assim se explicaria a exatidão de sus predições.

Nu: (egípcio) Nun. É o Caos, as Águas Primordiais do Espaço, chamadas “Pai – Mãe”, a “Face do Abismo” da Bíblia; porque sobre o Nu cerne o alento de Knef, que está representado tendo na boca o Ovo do Mundo. É a origem dos Deuses, que contém os Germes de todos os Seres. É o rio celestial que corre no Abismo Cósmico; por razão de todos os Deuses terem sido engendrados no rio (o Pleroma gnóstico), recebeu o nome de “Pai – Mãe dos Deuses”.

Nuit: (ou Nut; egípcio) A Mãe Espaço. Divindade feminina. Recipiente que contém a Criação, a que é Fecundada e dá forma. O Abismo celeste, segundo o Ritual do Livro dos Mortos. É o Espaço Infinito personificado, nos Vedas, por Aditi, a Deusa que, como Nun, é a “mãe de todos os Deuses”.

Nyingma: [-Pa] (tib. Rnyng Ma [Pa]) Escola Antiga, escola Vajrayana tibetana surgida a partir dos ensinamentos Dzogchen dos indianos Padmasambhava, Vimalamitra e Vairóchana (séc. 8).[/tab]

O

Oannes: Grego para Uan, um dos nomes de Adapa. Daí nasceu o nome Jonas. Deus-peixe dos Mistérios babilônios de Gilgamesh.

Odisséia: A Odisséia narra o regresso do herói grego Odisseu (Ulisses na tradição latina) da guerra de Tróia. Nas cenas iniciais se relata a desordem em que ficou a casa de Odisseu após sua longa ausência. Um grupo de pretendentes de sua esposa Penélope está acabando com suas propriedades. Em continuação, a história centra-se no próprio herói. O relato abarca seus dez anos de viagens, no curso dos quais se enfrenta com diversos perigos, como o ciclope devorador de homens, Polifemo, e a ameaças tão sutis como a que representa a deusa Calipso, que lhe promete a imortalidade se renunciar a voltar à sua casa. A segunda metade do poema começa com a chegada de Odisseu a sua ilha natal, Ítaca. Aqui, fazendo gala de sangue frio e uma paciência infinitos, põe à prova a lealdade de seus servos, trama e leva a efeito uma sangrenta vingança contra os pretendentes de Penélope (esses seriam a viva representação do Ego tentando dominar e aprisionar a Alma Divina, de Odisseu, o herói solar), e se reúne de novo com se filho (a Essência aprisionada), sua esposa e seu velho pai (o Ser).

Odiana: (sânscr.; tib. Orgyen, tib. O Rgyan) Região no Vale do Swat, entre o Afeganistão e o Paquistão, onde teriam surgido os Tantras dos budismo Vajrayana.

Ofanim: (hebr.) Auphanim, Rodas. Anjos das Esferas e Estrelas, rodas moventes da Criação. São as “rodas” vistas por Ezequiel e por São João no Apocalipse: Esferas – mundos. Símbolo dos querubins ou Kharub (as esfinges assírias). Como esses seres estão representados no Zodíaco por Touro, Leão, Escorpião e Aquário, ou seja o Touro, o Leão, a Águia e o Homem, resulta evidente o significado oculto destes seres colocados em companhia dos Quatro Evangelistas. Na Cabala constituem un grupo de seres assinalados na Séfira Chokmah, a Sabedoria.

Olho de Hórus: (egípcio) Símbolo muito sagrado no antigo Egito. Se lhe chamava Outa: o olho direito representava o Sol e o esquerdo a Lua. O “olho” direito de Hórus era chamado “vaca de Hathor” e servia como poderoso amuleto ou talismã, emblema do Sol Espiritual, rei do mundo, que desde seu encoberto trono vê debaixo dele todo o Universo. O Olho é símbolo do conhecimento e também da divindade, para quem nada permanece oculto. “Olho que tudo vê”. Para os gregos era “o Olho de Júpiter”, para os pársis era “o Olho de Ormuzd”. Deus Onividente, Salvador e Preservador.

OM: Monossílabo sagrado, que vem a ser o mesmo Brahman, manifestado como som, está formado por três letras “A”, “U” e “M”, que se fusionam em una só, OM, segundo as normas fonéticas Tântrico-sânscritas, prolongada em um ponto de vibração (masculino).

Om Mani Padme Hum: (sânscr.) Literalmente A Jóia no Lótus (do Coração), o que se traduz esotericamente: “Ó meu Deus que estás dentro de Mim”. Palavras sagradas que repetidas como mantra na meditação, conduzem à manifestação do Centro Emocional Superior ou Amor Consciente.

Omnia In Duobus: (latim) Tudo em Dois.

Orifiel: (hebreu) Oriphiel. Arcanjo Cosmocrator. Regente e Embaixador planetário de Saturno na Terra. Símbolo da experiência e governa a todos os Anjos da Morte.

Orígenes: (séc. 3) Mestre Gnóstico. Fala dos mantras ou palavras mágicas a Bíblia que possui e diz que as Sagradas Escrituras são letra morta sem se tire a clave (gnosis) para entendê-la. Afirma que o Gênese é simbólico e encerra grandes mistérios sexuais.

Ortotenias: (ufol.) Linhas imaginárias que seriam rotas preferenciais dos Ufos. O primeiro a citar as linhas ortotênicas foi o francês Aimeé Michel, nos anos 50. A mais conhecida é o Corredor BAVIC, que recebeu esse nome porque passaria pelas cidades Bayonne e Vicchi, na França; posteriormente, sua trajetória foi expandida. Michel descobriu as ortotenias ligando os pontos de avistamentos; observou que onde as linhas se cruzavam havia muitos casos de observação de naves-mãe, com formato de charuto, e as trajetórias entre esses pontos de cruzamento pareciam ser rotas comuns de Ovnis.

Osíris-Rá: (egípcio) O supremo Deus do Egito; filho de Seb (Saturno), o Fogo Celeste, e de Neith, a Matéria Primordial e Espaço Infinito. Apresentam-no como o Deus existente por si mesmo e autocriado, a primeira deidade manifestada, idêntico ao Ahura Mazda persa e a outras Primeiras Causas. Porque como Ahura Mazda é uno com os Amshaspends, ou a síntese deles, assim Osíris, a Unidade colectiva, quando está diferenciada e personificada, converte-se em Tifón, seu irmão; Ísis e Néftis, suas hermanas; Hórus, seu filho, e seus outros aspectos. Nasceu no monte Sinai, o Nyssa do Antigo Testamento, e foi sepultado em Abidos, depois de Tifón o assassinar na pouca idade de 28 anos, segundo a alegoria. Segundo Eurípides, é o mesmo que Zeus e Dionisos, ou Dio-Nysos, “o Deus de Nyssa”; posto que Osíris foi criado em Nissa, na Arábia Feliz. Esta tradição tem em comum com a Bíblia a afirmação de que “Moisés eregiu um altar e clamou o nome Jeová-Nissi”, ou cabalisticamente “Dio – IAO – Nyssi”. Os quatro principais aspectos de Osíris eram: Osíris-Ptah (Luz), o aspecto espiritual; Osíris-Hórus (a Mente cristificada), o aspecto intelectual ou Manas; Osíris-Lunus, o aspecto “lunar”, ou psíquico, astral; e Osíris-Tifón, o aspecto daimônico, ou físico-sexual, material; e por conseguinte, passional, turbulento. Nesses quatro aspectos Osíris simboliza a dualidade; isto é, o divino e o humano, o cósmico-espiritual e o terrestre. Dos numerosos deuses supremos, este conceito egípcio é o maior e o mais significativo, por quanto abarca todo o campo do pensamento físico e metafísico. Como divindade solar, tem sob ele 12 deuses menores, os 12 signos do Zodíaco. Apesar de seu nome significar O Inefável, seus 42 atributos levam cada um deles um de seus nomes, e seus sete aspectos duais completam o número de 49, ou 7 vezes 7; simbolizados os primeiros pelos 14 membros de seu corpo, ou duas vezes sete. Assim o deus está fundido no homem, e o homem é deificado ou convertido em um deus. Se invocava com o nome Osíris-Eloh (Deus em hebreu). Osíris é um dos Salvadores ou Libertadores da humanidade e como tal nasceu no mundo. Veio como benfeitor para remediar as tribulações do homem. Em seus esforços para fazer o bem, encontra o mal e é temporariamente vencido. É morto por Seth, seu irmão, e é sepultado. Sua tumba foi objeto de peregrinação pelo espaço de milhares de anos, porém não permaneceu em sua sepultura; ao cabo de 3 dias, ressuscitou e depois de 40 dias, ascendeu ao céu. El Livro dos Mortos diz: “Osíris é o Princípio bom e mau; o Sol diurno e o noturno; o Deus e o homem mortal”. Reinou como príncipe na Terra, onde, por seus benefícios, veio a ser a representação do bem, assim como Seth, se matador, é a representação do mal, dentro e fora de nós. Desde outro ponto de vista mais elevado, Osíris é a própria Deidade, o Deus “cujo nome é desconhecido”, o Senhor que está sobre todas as coisas, o Criador, o Senhor da Eternidade, o “Único”, cuja manifestação material é o Sol (Rá), o próprio Cristo Cósmico, cuja manifestação é o próprio Bem e o Amor infinitos e eternos. Morre o Sol, porém renasce sob a forma de Hórus, filho de Osíris; o Bem sucumbe sob os golpes do Mal, porém renasce em forma de Hórus, filho e vingador de Osíris, representação de todo renascimento, e com este nome reaparece o Sol no horizonte oriental do céu. Em sua qualidade de Sol morto ou desaparecido, Osíris é o Rei da Divina região inferior ou Amenthi.

Ouspensky: (Piotr Damianovich, 1878-1947) Esoterista russo. Sua busca de experiências ocultas lhe fizeram conectar-se com Gurdjieff em 1914. Ainda que distanciado em seguida de seu Mestre, foi seu mais distinguido discípulo e brilhante expositor, como codificador do Sistema do Quarto Caminho. Autor de: Tertium Organum, Um Novo Modelo do Universo, Em Busca do Milagroso etc. É mencionado em diverss obras gnósticas com relação a seu mestre Gurdjieff e sobre suas opiniões sobre tópicos psicológicos. O mestre Samael o chama Grande Mestre Ouspensky.

Ovni: Sigla de Objeto Voador Não-Identificado; não significa necessariamente um disco voador ou algo extraterrestre.[/tab]

P

Paulo de Tarso: Apóstolo dos gentios. Nasceu no ano 2 a.C. na Sicília e morreu em Roma, em 66 d.C. Era fariseu e a princípio perseguiu os seguidores de Jesus de Nazaré. O mesmo conta sua mudança total quando ia pelo caminho de Damasco. A partir desse momento se converte em um dos grandes propagadores dos ensinamentos de Jesus. Primeiro entre os judeus e logo entre os gentis. Hoje em dia está reencarnado e é o Mestre Hilarión. Grande Mestre Ressurrecto, Cristificado.

Padma: (masculino, sânscr.; tib. Pema/Pad Ma) Lótus, nome dado aos centros do corpo sutil (chacras). Um dos oito Símbolos Auspiciosos, representando a pureza.

Padmasambhava: (sânscr.; tib. Pemajungne/Pad Ma ‘Byung Nas) Também conhecido como Guru Rinpoche (Mestre Precioso), um dos introdutores do budismo no Tibet (século 8° d.C.), considerado fundador da Escola Nyingma. Monge budista indiano e grande guru do sistema tântrico vajrayana. Convidado pelo soberano tibetano Thi-Srong-Detsan no ano 1747, radicou-se no Tibet para reativar o budismo, fundando a seita Nyingma-pa e organizando seu culto. Atribuem-lhe terríveis poderes taumatúrgicos. Diz a tradição gnóstica que Padmasambhava é a reencarnação de Senhor Jeová.

Paganini: (Nicollo, 1782-1840). Violinista italiano, de prodigioso virtuosismo, é autor de 24 caprichos e de concertos para violino. Samael nos diz que foi um mago negro e grande “inimigo artístico do Conde de Saint Germain no violino.

Pam: (egípcio) O Touro Branco Sagrado Apis, símbolo de Osíris: Pam Paz: Touro da Paz. Condição Divina. Senhor da Vida e da Morte. O divino Touro de Hermontis, consagrado a Amon-Hórus. Assim como o Touro Netos de Heliópolis, o era a Amon-Rá. O culto do touro e do carneiro se tributava a um só e mesmo poder, o da criação geratriz, sob dois aspectos: o celeste ou cósmico, e o terrestre ou humano. Os deuses de cabeça de carneiro pertencem todos eles ao último dos dois aspectos, enquanto os de cabeça de touro pertencem ao primeiro. Osíris, a quem estava consagrado o touro, era emblema do poder gerador ou evolucionário no cosmos universal. O Touro Branco Sagrado Ápis não era um animal macho, mas hermafrodita, o qual demonstra seu caráter cósmico; como o Touro do Zodíaco.

Pamfage: (grego). Veja: Chaire Pamphage.

Pan: (ou Pã, grego) O Todo. Manifestação visível de Deus na Natureza; são as Forças Instintivas da Natureza em toda a sua potência; é só o aspecto físico ou corpo da Divindade Suprema ou da Alma do Mundo; Princípio infinito e onipresente que a tudo anima. Segundo o Bhagavad Gita, a Divindade suprema (Brahma), o Absoluto, é ao mesmo tempo Espírito e Matéria. Sua natureza inferior, a matéria, é origem ou matriz de todos os seres; enquanto sua natureza superior, a espiritual, é o vital elemento que os anima e sustenta. Brahma é, portanto, o Grande Todo, a Causa eficiente e material de todas as criaturas e de todas as formas de matéria; ou, segundo se expressa em uma gráfica comparação, é o moleiro e o barro de que se forma o vaso.

Pangenetor: (grego) Veja: Chaire Pangenetor.

Papus: (Gerard Encausse, 1865-1916). Ocultista nascido em La Coruña (Espanha) porém viveu na França e chegou a polarizar em seu momento toda a atividade esotérica de Paris. Doutor em medicina e cirurgião, atraído pelas ciências ocultas fundou o Groupe Independentant d’Etudes Esoteriques, una Faculté de Sciences Hermétiques, reorganizou a Ordem Martinista e dirigiu a Orde Kabalistique de la Roxe Crois, atuando também na Maçonaria. Apesar de todo este labor esotérico, o mestre Samael nos adverte que este indivíduo é um mago negro.

Paracelso: (Filipus Aureolus Teophrastus Bombast Von Hohenheim, 1493-1541?) Médico, filósofo hermético e alquimista. Estudou na Universidade de Basiléia e viajou muito. Foi discípulo de Trithemius e possivelmente dos alquimistas Trimousin e Valentino. Van Helmont expressa que teria sido iniciado por uma escola de sábios islâmicos em Constantinopla. Em 1526 radicou-se como médico na Basiléia, combatendo os velhos sistemas curativos e convertendo-se em um dos grandes precursores da medicina química. No campo esotérico ocupa uma posição excepcional, sendo considerado um grande mago e astrólogo e membro ou cabeça dos rosa-cruzes. Sua filosofia tem tendências neoplatônicas. O mestre Samael nos afirma que Paracelso É um dos maiores mestre alquimistas que jamais existiram, pois ele também alcançou o Elixir da Longa Vida, e como diz Samael, ainda vive no Templo da Boêmia (Alemanha), junto com outros Mestre Imortais. Paracelso foi o mestre que revisou os originais do livro Medicina Oculta, do mestre Samael.

Paramita: (sânscr.) Perfeição. No budismo mahayana, seis atitudes de um Bodhisatva: generosidade (Dana), ética (Shila), paciência (Kshanti), esforço (Virya) concentração (Dhyana) e sabedoria (Prajna).

Paranirvana: (sânscr.; páli Paranibbana) Extinção final do sofrimento, Nirvana final, superior.

Parmênides: (540-450 a.C.) Nasceu em Eléia, Grécia. Platão o chama “O Grande”. Dizia que o homem vem do fogo e da terra, e que esta era redonda e que se mantinha em equilíbrio em um fluido mais ligeiro que o ar em cuja superfície flutuam os corpos.

Patala: (sânscr.) O mundo inferior; as regiões infernais. É uma das sete regiões do mundo inferior, e nela reina Vâsuki, o grandei deus-serpente, sobre os Nâgas. É um abismo, uma tumba, o lugar da morte e a porta do Hades (o inferno grego) ou Sheol (inferno hebreu). Em seu simbolismo está relacionado diretamente a Iniciação, pois o candidato tem de passar pelo Patala. Vâsuki, a divindade que reina no Patala, está representado no Panteão indo como o Grande Nâga (Serpente), que foi utilizado pelos Deuses e os Asuras como corda ao redor do monte Mandara, quando batiam o oceano para extrair o Amrita, a Água da Imortalidade, o mesmo que o Maná hebraico.

Patanjali: Filósofo hindu do qual se possui escassa informação e ao qual se atribui a paternidade dos famosos Yoga Sutras, exposição clássica sobre yoga.

Paz: Luz, Essência emanada do Absoluto; fruto do Espíritu Santo. Diz o Bhagavad Gîtâ: “Consegue a paz aquele em cujo coração extinguem-se os desejos, como se perdem os rios no mar, o qual, ainda que cheio, jamais transborda; porém muito distante da paz está quem acaricia os desejos. O homem que, havendo extirpado de seu coração toda classe de desejos vive livre de afãs, interesses e egoísmo, obtém a paz. Tal é a meta, a condição divina”. Disse o Buda: “Jamis irei querer somente apa final, antes sempre e em todas as partes sofrerei e lutarei até que toda a humanidade a alcance comigo”.

Pe: (egípcio) Senhores de Pe, o Mundo do Desejo, o Mundo Astral.

Pedro: (apóstolo) Nasceu em Betsaida no ano 19 a.C. Seu nome era Simão, porém Jesus o chamou Cefas (pedra) . É mestre da ciência Jinas. Seu nome oculto é Patar. Esotericamente representa a Constelação de Áries e nos ensina os Mistérios do Sexo.

Pendum: (latim; Hyq em egípcio) Espécie de cajado ou báculo, cetro, insígnia símbolo do mando posta nas mãos de Osíris e dos faraós.

Phalle: (grego) Veja Chaire Phalle.

Phowa: (tib. ‘Pho Ba) Transferência de consciência; um do seis yôgas de Naropa (Naro Chödrug). São diferentes técnicas em que se transfere a Consciência para distintas dimensões da natureza e do cosmos, mas também práticas de transferência de nossa Energia Interna para, por exemplo, cura a distância. O eixo central dessas práticas do Phowa é a Mãe Divina.

Phurbu: (tib. Phur Pa) No budismo Vajrayana, faca que simboliza a eliminação do apego ao Eu, a transmutação das energias negativas através da compaixão. Geralmente feita de fêmur humano.

Pistis Sophia: (grego) Conhecimento, Sabedoria. Um livro sagrado dos antigos gnósticos ou primitivos cristãos. Manuscrito copto adquirido pelo Museu Britânico em 1784 aos herdeiros do doutor A.Askew, cuja importância foi por longo tempo desconhecida, até que foi traduzido ao latim por J. H. Peterman e M.G. Schawatze em 1851. Comprovou-se então que é um dos principais escritos gnósticos completos que chegaram até nossos dias. Desconhece-se a origem e a data deste importante e único documento, ainda que os eruditos o situam entre os séculos 3 e 4. Escrito sobre pergaminho no dialeto sahídico do Alto Egito, consta de 346 páginas e se bem que não tem título principal, leva o subtítulo de Pistis Sophia, pelo qual é conhecido. G. Horner divide seu conteúdo nas cinco partes seguintes: Páginas 1 a 114, texto proveniente de fontes Valentinianas, talvez do próprio mestre Valentino; páginas 115 a 233, original de Valentino e de um de seus discípulos; páginas 234 a 318, texto proveniente dos “Livros do Salvador”; páginas 319 a 336, texto independente sobre magia sacramental; páginas 336 a 346, um apêndice sobre os Deuses e Espíritos. Em síntese, o livro relata a glorificação de Jesus em sua Ascensão e seus diálogos com seus discípulos, onde lhes revela sua ascensão pelas Esferas sobrenaturais até chegar ao Eón que havia ocupado antes Pistis Sophia, a qual por elevar-se até a suprema fonte se precipitou no Caos, alcançada pela “vingança” dos Eons superiores. O triunfo de Sophia sobre os Arcontes “vingativos” e sua aproximação ao Absoluto, é conseguido pela oração e a ajuda de Jesus. Pistis Sophia foi denominado a miúdo O Evangelho Gnóstico. Pistis Sophia (ou sofia) significam Fé e Sabedoria. O Mestre Samael afirma que “Nós, os Gnósticos, temos também uma Bíblia muito especial. Quero referir-me, de forma enfática, ao Pistis Sophia, cujo original está em copto. Foi encontrado no subsolo egípcio, a terra dos faraós. O Pistis Sophia contém todas as palavras do Adorável Salvador do Mundo; foi escrita pelos Apóstolos, vertendo nele, em tal livro, todas as instruções esotéricas crísticas que Ele deu a seus discípulos no Monte das Oliveiras, e também em outros lugares santos. Esse livro estava sendo conservado em segredo durante muitos séculos… O Adorável deixou um corpo de doutrina extraordinário, formidável. A esse que está aqui dentro, a meu Real Ser Interior profundo, teve a missão de comentar cada parágrafo da doutrina do Nazareno, desvelar cada parágrafo, explicá-lo corretamente. Estamos, nestes precisos instantes, em dito trabalho. O ano entrante (1977) poderemos entregar à humanidade o Pistis Sophia desvelado e explicado: o corpo de doutrina do Adorável Salvador do Mundo, o Cristo Jesus. Inquestionavelmente, a humanidade ficará surpreendida. A doutrina do Nazareno é formidável, é Sabedoria Oculta, no sentido mais transcendental da palavra, e vocês todos irão receber o Pistis Sophia.” Este livro se divide em 148 capítulos (91 desvelados pelo mestre Samael) e em quatro livros: O primeiro e o quarto não levam nenhuma inscrição, o segundo é encabeçado pelo título “Segundo Livro de Pistis Sophia. Ademais, leva uma nota que diz: Parte dos volumes do Salvador, este mesmo se repete ao final do livro terceio que aparece sem encabeçamento. Segundo parece, quase todos os escritos são de diferentes épocas e o quarto o mais antigo. Os textos primitivos estão em copto e foi encontrado no Egito, só se tem o manuscrito Sahídico, que é uma tradução do Copto (egípcio primitivo), o grego original não se pôde encontrar. Foi publicado com o código da cidade de Londres e chamado de Código Asqueniano, e cuja antiguidade remonta ao terceiro século de nossa Era Cristã. O Pistis Sophia é também batizado com o nome Opus Gnosticum Valentino Adjucatum Est. Pitágoras: Nasceu na Ilha de Samnos em 532 a.C. A Pitonisa de Delfos havia anunciado a seus pais que teriam “um filho que seria útil aos homens de todos os tempos”. Foi para o Egito e ficou lá por 22 anos, iniciando-se ali, e depois ficou mais 12 na Babilônia, dominando todos os conhecimentos de seu tempo, tanto materiais quanto espirituais. Músico, astrônomo, astrólogo, matemático, geômetra, político, mago e sacerdote gnóstico. Voltou à sua terra natal e converteu-se em Mestre dos Mistérios Órficos, dando-lhes um novo impulso. Segundo Diógenes Learcio, morreu junto a seus melhores discípulos em um incêndio.

Platão: (429-347 a.C.) Filósofo e poeta ateniense. Foi discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles, e estudou profundamente Pitágoras. Fundou A Academia e outra escola em Siracusa e a ele devemos a palavra Ideal para definir aquele anelo de perfeição que bate no coração do homem. Construiu um tipo Ideal de Estado, em que o egoísmo era sacrificado pelo bem comum. Para o mestre Samael, Platão se auto-realizou, transformando-se num Adepto da Grande Fraternidade Branca.

Pleiadianos: Habitantes das Plêiades, que são uma constelação menor localizada na grande constelação do Touro. Segundo certas tradições, os pleiadianos foram os que cultivaram a possibilidade de vida no planeta Terra, eles seriam nossos ancestrais cósmicos. O suíço Eduard Meier é o principal contatado dos pleiadianos aqui na Terra. Há bases desses extraterrestres na Suíça, na Flórida e em um país desconhecido da Ásia.

Pleroma: (grego) Em hebreu, Ain Soph. Plenitude. As Regiões Superiores. Soma total das divinas manifestações e emanações. Termo gnóstico adotado para significar o mundo divino ou Alma Universal. O Espaço, desenvolvido e dividido em séries de Eons. A mansão dos deuses invisíveis. Há três graus. É o Veículo da Luz e receptáculo de todas as formas, uma força difundida em todo o universo, com seus efeitos diretos ou indiretos. O Pleroma é um só, não muitos; e seus estados de existência são graus do autodesenvolvimento da Mente Universal, desde a única e distinta Causa que está por trás dela.

Plutão: (latim) Deus romano do inframundo ou mundos subterrâneos. Morada das sombras ou dos mortos. O Hades dos gregos. Manten prisioneira a Prosérpina (Psique ou Alma, a Perséfone dos gregos), que caiu sob a tentação ou desejo de Eros e se precipitou na matéria, encontrando-se encerrada nesta até que seja resgatada por Apolo, o Deus-Sol (o Salvador do Mundo). Existe no mundo astral um poderoso mestre da Branca Irmandade de nome Plutão, cujo templo principal encontra-se numa caverna profunda. Auxilia a todos os caminhantes da Senda em seu trabalho de autoconhecimento. Este mestre é todo misericórdia, Felicidade, poder e amor.

Popol Vuh: Texto maia do século 16 (quiché, Guatemala) vertido ao espanhol pelo frade dominicano Francisco Jiménez (começos do século 18); Carl Scherzer o traduziu ao alemão (Viena, 1857). Hoje se conhece pela tradução ao francês (Paris, 1861) do abade Brasseur de Bourbourg, que o levou à Europa como parte de sua coleção americana; agora se encontra na Biblioteca Newberry, de Chicago. O erudito Adrián Recinos comparou e corrigiu as versões para elaborar uma nova tradução (1946), fruto de uma árdua investigação e profundo conhecimento da língua original. Recinos explica: “O documento… contém as idéias cosmogônicas e as tradições dste povo, a história de suas origens e a cronologia de seus reis, até o ano 1550”.

Prajña: (sânscr; páli Panna; jap. Hannya; tib. Sherab/Shes Rab) Conhecimento dinâmico, sabedoria, intuição intelectual. Sabedoria; uma das seis Paramitas. Conhecimento Direto da Verdade.

Prajñaparamita: (sânscr.) O mesmo que o termo anterior, porém em seu mais alto grau, outro dos nomes do casal sexual dos tântricos budistas. Discurso sobre a Perfeição da Sabedoria; coleção de aproximadamente 40 textos do budismo Mahayana, incluindo o Sutra do Coração (Mahaprajnaparamita-Hridaya Sutra) e o Sutra do Diamante (Vajrachedika-Prajnaparamita Sutra).

Prakriti: (feminino) A natureza como oposto do espírito (Purusha) que forma, junto com este, o casal Deus-Deusa. É a Mãe Cósmica, origem da Matéria Primordial, a qual é a matriz dos elementos da Natureza.

Prana: (sânscr.; tib. Lung/Rlung) Vento de energia sutil. Plenitude, nome dado ao alento vital e, por extensão, ao ar que se inspira. Átomos de Vitalidade que advêm do Sol e se fixam no Oxigênio e na Clorofila.

Pranayama: (masculino) Controle do alento, quarto grau do Yoga, no qual se chega a regular a respiração, reduzindo-a e mantendo o ar inspirado o maior tempo possível.

Pratimoksha: (sânscr.; páli Patimokka) Libertação individual. Liberação, emancipação. Literalmente: “descargo”. No Budismo, é a confissão pública dos próprios pecados. Uma vez a cada 15 dias, todo Bhikchu (monge ou sacerdote budista) faz ante a assembléia uma confissão pública de suas faltas e recebe a penitência que se lhe impõe. O Patimokka páli, O Livro dos Deveres, é um texto budista do cânone páli, confissão de fé ou regra de conduta moral que enumera 227 mandamentos, que em grande parte foram formulados pelo próprio Buda. Data do século 5 a.C.

Pratyeka-Buda: (sânscr.; páli Pacheka-Buddha) Realizador solitário; Arhat que alcança o Nirvana solitariamente.

Profeta: O que prediz as coisas por inspiração divina; o que se comunica diretamente com Deus; o Iluminado pela Graça Divina, conhecedor de todas as coisas por intuição.

Prosérpina: (latim) Deusa romana (a Perséfone, Psique ou Alma dos gregos), rainha do mundo das sombras raptada por Plutão (o Hades grego). Psique foi tentada por Eros e, desobedecendo a sua mãe, cheirou a flor de narciso (o desejo) o qual lhe apresentou Eros. No ato abriram-se as entranhas da terra e emergiu Hades, raptando-a e levando-a consigo para as profundidades subterrâneas (a matéria). Sofreu por muitos séculos prisioneira até que o Deus-Sol Apolo (o Salvador do Mundo) foi em seu resgate.

Puchicon: (grego) Veja Soma Puchicon.

PTR, Patar: Pedra. Altar. Coloca o Mestre e discípulo no Círculo da Iniciação, relacionando esta palabra com a interpretação dos Mistérios. Nome do Ser Interno do Apóstolo Pedro.

Puja: (sânscr.) Serviço religioso, devocional.

Purusha: (masculino) Designa o espírito, como oposto à natureza feminina.

Pu-Tai: Monge zen chinês (séc. 10°), considerado uma encarnação do bodhisatva Maitréia e geralmente representado como o Buda da Felicidade (Mi-Lo-Fo).

P’u-Ti-Ta-Mo: (chinês) Veja Bodhidharma.[/tab]

Q

Quetzalcoatl: Serpente Emplumada. É o Cristo mexicano. Suprema divindade entre o povo tolteca, ao que educou e ensinou as leis divinas.

Quatro Nobres Verdades: (sânscr. Aryasatva; páli Aryasatta) Os ensinamentos básicos do budismo. As verdades do sofrimento (Duhkha), da causa (Samudaya), da cessação (Nirodha) e do caminho (Margha).

Querubim: (hebr.) Querubim. Anjos. Chamados também Os Poderosos.[/tab]

R

Rabolu: (Joaquin Amortegui Balbuena) Venerável Mestre da Loja Branca, do Raio da Justiça. Um dos 42 Juízes do Karma. Discípulo de Samael Aun Weor. Foi o dirigente do Movimento Gnóstico da Nova Ordem, com sede na Colômbia. Obras: Mensagem Suprema de Natal 1986-1987 e Hercólobus, entre otras.

Rafael: (hebreu) Arcanjo Cosmocrator. Regente planetário de Mercúrio. Chefe dos Anjos Custódios e Sanadores. É representado com traje de peregrino e o cabelo atado com um diadema, levando na mão uma vara, uma cabaça ou bolsa no cinturão e uma espada. É também chamado de “o Mercúrio Cristão”. Sua festividade se dá no dia 24 de outubro.

Ragoczy: (ou príncipe Racoczy) Mestre húngaro considerado o Chefe supremo da Ordem Rosa-cruz. Foi muito estudado pela literatura esotérica e se o identifica como o Conde de Saint Germain. Menciona-se que estão particularmente a seu cargo os assuntos do Hemisfério Ocidental. Diz o mestre Samael que Racoczy é o Nome Interno do famoso e enigmático Conde de Saint Germain.

Ra Hoor Khu: (egípcio) Nome de um poderoso mestre do Raio da Força, que atua intensamente também no Raio Egípcio (quando esteve encarnado no Egito Antigo, foi um grande general, adorado pelo povo e reverenciado pela casta sacerdotal) Seu nome divide-se em 3 palavras, a saber: Rá: É a Divina Alma Universal em seu aspecto manifestado; a Luz sempre ardente do Ser, o Sol personificado. Se lhe representa como um Homem com o Disco Solar sobre sua cabeça de falcão, levando em uma das mãos o Cetro Real e na outra o Ankh (a cruz egípcia, o símbolo da vida). Rá significa também fazer, dispor e, em efeito, Rá dispos e organizou o Mundo, cuja matéria lhe havia deparado o deus Ptah. Hoor: Hórus, o deus solar, filho de Ísis e Osíris. Se lhe representa com cabeça de falcão e levando o disco emblemático solar sobre sua fronte. É o vencedor de Seth, por isso simboliza o sol nascente em seu duplo caráter de vencedor das trevas e como elemento renovador da vida. No solstício de inverno (Natal, no Hemisfério Norte) sua imagen tem forma de criança recém-nascida que veio da Matriz do Mundo, é o “Místico Menino da Arca”. Cosmicamente é o Sol de Inverno. Substância de seu Pai Osíris, idêntico com Ele. Divindade casta. Khu: O Uno Resplandecente, a Inteligência, luminosa radiação divina, a Alma Humana. Com este nome se designa com freqüência ao defunto, no Livro dos Mortos. Porém, este nome não se refere ao Espírito puro, senão ao corpo astral. Lembrando que Ra Hoor Khu, como mestre, como indivíduo sagrado, é um grande mestre do Raio da Força, todo Luz, Força e Sabedoria. Seu mantra é Abrahadabra.

Raimundo Lulio: (Lul o Llul; 1235-1315) Filósofo e místico espanhol de acidentada vida. Tratou de evangelizar os muçulmanos, foi mestre de filosofia em Paris e incursionou no hermetismo, sendo, segundo a tradição, um alquimista. Escritor fecundo, é considerado figura principal da literatura catalã. Entre as obras do chamado Doutor Iluminatus, figura a Ars Magna (1273), a novela mística Blanquerna (1283) e alguns tratados alquímicos que se lhe atribuem. O Mestre Samael o define como outro dos grandes alquimistas do passado, cita-o em muitas de suas obras e nos diz que morreu precisamente tentando evangelizar os islamitas.

Rajas: (neutro) Segundo o contexto: Primeiro, Cinzas; segundo: Sangue menstrual; terceiro: Dinamismo, faculdade expansiva, constitui-se na potência criadora que caracteriza a Shakti e ao Vira.

Rama: (ou Yima) Grande Mestre indiano, sétimo Avatar que veio à Terra encarnando a Vishnu, o Cristo Cósmico, para libertá-la. Grande iniciador e conquistador da Índia. Instituiu o Culto ao Fogo Sagrado e aboliu a escravidão e os sacrifícios humanos. Fundou a cidade de Ver. Ensiñou o cultivo da Videira. Foi um grande mago em segundo hipóteses de Fabre D’Olivet, o revelador do Zodíaco.

Ramakrishna: (1834-1886) Místico hindu. Incursionou em várias religiões (budismo, Islã, cristianismo), firmando-se finalmente no estudo do Vedanta e do Yoga. Seu ensinamento essencialmente hinduísta tem um caráter universalista e compromete a totalidade da personalidade humana. Grande Iniciado expert no Sunyata, no Êxtase Místico.

Ramayana: (sanscr., História de Rama) A menor das duas grandes epopéias em sânscrito da Índia antiga, a maior é o Mahabhárata. Destaca-se pela riqueza de suas descrições e sua linguagem poética, e consta de sete livros e cerca de 24 mil dísticos, traduzidos para inúmeras línguas. Foi escrito possivelmente no século 3° d.C. e diversos textos foram agregados posteriomente. O Ramayana narra o nascimento e a educação de Rama, príncipe e sétima encarnação do Deus Vishnu, o Cristo Cósmico, e suas peripécias até conseguir a mão de Sita, com a qual finalmente contrai matrimônio. Depois de ser substituído por um de seus irmãos como legítico herdeiro do trono de seu pai, o rei Bhárata, Rama parte para o exílio em companhia de sua esposa-sacerdotisa e de seu irmão, Kakshmana. Sita é raptada pelo rei-demônio Ravana, que a leva para seu reino, localizado na ilha de Sri Lanka. Com a ajuda do rei dos macacos Hanuman e de um exército de ursos, Rama consegue, após muitas batalhas, derrotar a Ravana e resgatar sua esposa. Depois recupera o trono e governa a Índia (Bhárata) com sabedoria. Em toda a Índia se encenam peças em memória desse épico heróico.

Rasa: (masculino) Suco sagrado, sêmen, aquilo que tem um sabor delicioso, o deleite sexual.

Rasputin: (Gregori Efimovich Rasputin; ? – 1916) Monge russo chamado de O Diabo Sagrado. Diz-se que ele possuía controle completo sobre o Czar Nicolai da Rússia, assim como a Czarina, de tal maneira que praticamente a Rússia inteira estava a seus pés. Diz-se que desenvolveu extraordinário poder hipnótico com o qual controlava a todos, nobres e plebeus. Sua avidez sexual era muito conhecida pelas mulheres russas, especialmente as nobres. Foi assassinado pelo príncipe Yussupov e outros nobres russos. O Mestre Samael dedica a este personagem um capítulo especial no livro O Mistério do Áureo Florescer.

Ratnasambhava: (sânscr.) Um dos cinco Dhyani-Budas.

Raumsol: (Carlos Bernardo González Pecotche; 1901 – 1963) Espiritualista e autor argentino, fundador do Movimento Logosófico, através da Escola Logosófica e posteriormente da Fundação Logosófica. Foi discípulo de Arnold Krumm-Heller, porém este pensador não teve acesso ao Grande Arcano Gnóstico, dado que seus textos são superficiais.

René Guénon: (1866 – 1951) Esoterista francês. Depois de incursionar em diversos movimentos herméticos, adotou em 1912 a religião islâmica, radicando-se no Egito em 1930. Autor de um elaborado sistema metafísico e de obras como Símbolos Fundamentais da Ciência Sagrada.

Rinpoche: (tib. Rin Po Che) O precioso; título honorífico tibetano, dado a grandes lamas e professores.

Rinzai: (jap.; chin. Lin-Chi-Tsung) Uma das escolas do budismo zen japonês, dividida em duas linhagens (Yôgi e Ôryô); enfatiza a prática do Koan.

Rishi: (masculino) Profeta, vidente, personagem místico que teve acesso às sagradas escrituras do hinduísmo.

Ritsu: (jap.) Escola da Disciplina; escola japonesa fundada pelo monge chinês Chien-Chen (jap. Ganjin) em 754, com base na escola chinesa Lü-Tsung.

Roger Bacon: (1214 – 1294) Filósofo, místico e alquimista inglês, membro da Ordem Franciscana. Chegou a ser um das personalidades mais doutas de seu século, precursor da ciência experimental modera. Autor de notáveis invenções, interessou-se também pela Magia e seua sabedoria ocasionou diversas perseguições. Obras: Opus Mius, Opus Minus e Opus Tertium, entre outras. Outra das personalidades adotadas pelo Conde de Saint Germain, segundo o Mestre Samael.

Rohatsu-Seshin: (jap.) Retiro zen, tradicionalmente feito nos oito primeiros dias de dezembro para celebrar o dia da iluminação do Buda Shakyamuni (8 de dezembro).

Rôshi: (jap.) Venerável Mestre; título honorífico dos mestres zen japoneses.

Roswell: Cidade do Estado do Novo México, nos Estados Unidos, onde ocorreu a mais famosa queda de disco voador, em julho de 1947.

Ruach: (hebr.) Alento, Espírito Divino. Entre os cabalistas, Ruach é a Alma Espiritual ou o Budhi dos orientais. Corresponde ao Espírito Santo dos cristãos.

Rudolph Steiner: (1861 – 1925) Teósofo, discípulo de Helena Blavatsky. Quando a senhora Besant afirmou publicamente que Krishnamurti era a reencarnação de Cristo, este se separou da Sociedade Teosófica, formando uma fraternidade a qual denominou Sociedade Geral Antroposófica, para o ensinamento e a difusão da Antropologia (estudo dos mistérios e da sabedoria do Homem). O tamanho de sua obra é imenso, instituiu as chamadas Escolas Waldorf, para o desenvolvimento culturas, intelectual e espiritual de seus membros. Criou também sistemas para a criação de alimentos e medicamentos dentro de uma filosofia mais biodinâmica. Ensinou e praticou a Arquitetura Esotérica, que plasmou pela primeira vez na sede central de sua instituição, o Goethenaum, em honra a Goethe, localizada na Suíça. Estudioso de todas as facetas do saber humano, é considerado um dos maiores ocultistas do século 20. Obras: A Filosofia da Liberdade, Teosofia, a Ciência Oculta etc. O Mestre Samael refere-se a ele como “poderoso clarividente iluminado” e “Grande Iniciado alemão”, além de nos dizer que suas obras são poços de profunda sabedoria esotérica.[/tab]

S

Sabaoth: Como Mestre da Loja Branca, que pactuou com os Juízes da Lei o pagamento de todas as suas dívidas Kármicas nesta vida. Como conseqüência de sua petição foi atacado pela lepra durante anos. Discípulo de Samael Aun Weor, vive atualmente na Colômbia. Como o Exército da Voz, é o Sabaoth, ou Hoste. De Tsâbâ, ir à guerra. Daí o nome do deus da guerra: o “Senhor de Sabaot” ou dos Exércitos. Exército da Voz.

Sacerdote: (latim) Sacer: Sagrado. Sacerdos: Sacerdote, sacerdotisa. Pessoa consagrada à Divindade.

Sádhaka: (masculino) Adepto que logrou um alto nível em seu desenvolvimento espiritual.

Sádhana: (neutro, sânsc): Vitória, realização espiritual (e meios para obtê-la). Texto que descreve uma liturgia, especialmente utilizado no budismo Vajrayana.

Sadharma-Pundarika Sutra: (jap. Myohorenge-Kyô) Discurso do Lótus do Dharma maravilhoso; texto do budismo Mahayana, de central importância para as escolas Tendai e Nichiren.

Sádhu: (masculino) Santo, nome que se dá aos renunciantes, os quais decidiram abandonar o mundo para se entregar à busca do Absoluto.

Sadhu, Mouni: Esoterista e linguista alemão. Atuou na Sociedade Teosófica e no Martinismo, dando também conferênvias sobre ocultismo e yoga. Tomou contato com Ramana Maharishi, que o enviou ao Occidente para divulgar seus ensinamentos.

Sagas: A Islândia é famosa por suas sagas medievais, escritas entre os séculos 12 e 14. As sagas são contos que tratam de reis noruegueses ou de heróis legendários, homens ou mulheres, da Islândia e da Escandinávia. Escritas em prosa, geralmente por autores desconhecidos, supõe-se que eram recitadas por sábios antes deseres transcritos, apesar de que não tenham chegado a nós estes manuscritos, senão somente suas revisões ou ampliações posteriores ao século 13. Na Islândia medieval escreveram-se centenas de sagas, que se podem dividir em três grupos: as sagas dos reis, como o Heimskringla de Snorri Sturluson, que relata as gestas dos dominadores noruegueses desde os tempos legendários até 1177, e as sagas Knýtlinga, centradas nos reis dinamarqueses, desde Gorm o velho até Canuto 4°; em segundo lugar, as sagas legendárias, basicamente romances cavalheirescos e fantasias (chamadas às vezes “falsas sagas”) de flutuante valor literário e, por último, as sagas de islandeses, em sua maioria novelizações de fatos mais ou menos reais, ocorridos na Islândia durante a denominada “era das sagas” (900-1150). A esta última categoria pertencem obras de tão alto valor literário como a saga de Egill, que narra a vida do poeta guerreiro Egill Skallagrimsson, a saga dos povos de Laxdale, uma história centrada em um triângulo amoroso, a saga de Gisli, a tragédia de um herói fora-da-lei, e a Saga Njal, considerada pelo general como o punto culminante da literatura islandesa, uma rica e complexa revisão de numerosos conflitos humanos e sociais. A saga como forma literária foi utilizada no século 13 para escrever textos de história que giravam ao redor de destacados personagens da época, as quais se conhecem com o nome de Saga Sturlunga e narram as encarniçadas lutas pelo poder que desmembraram a antiga comunidade islandesa. A melhor das sagas deste conjunto, a Saga Islendica, foi escrita por Sturla Thórdarson, sobrinho de Snorri Sturluson. Entre as demais obras históricas da literatura islandesa se encontram o Livro dos Islandeses, de Ari Thorgilsson, e o Livro da Colonização, composta em parte também por Ari Thorgilsson.

Sahasrara: (masculino) Sétimo e último dos centros do corpo sutil, simbolizado com a figura de uma roda (com mil raios) e um lótus com mil pétalas.

Sahu: (egípcio) Corpo Espiritual. É o corpo do Ser, glorificado. É também o nome egípcio da múmia. Simbólicamente, está representado pela ave com cabeça humana que voa até uma múmia, um cuerpo, ou a Alma que se une com seu Sahu.

Saint Germain: Veja a palavra Racoczy, além do livro A Pedra Filosofal, do VM Samael.

Saint Yves D’Alveydre: (Marquês de Alveydre, 1842-1909). Esoterista, orientalista, músico e autor francês, fundador do Institute International des Hautes Etudes de Paris. Diz-se dele que jamais pertenceu a instituição alguma e foi um dos esoteristas mais respeitados do século 19. Autor de O Arqueômetro, Missão dos Judeus, O Mundo Subterrâneo e outros tantos. Grande estudioso dos mistérios do Reino Subterrâneo e de seu Regente, Melquisedeck, o Gênio da Terra.

Sakáki: Poderoso extraterrestre, o qual, junto com Loisos, foi o responsável por uma comitiva de naves cósmicas que visitaram a Terra há muitos milhões de anos e que foram os responsáveis pelo implante de um aparato ósseo artificial em toda a humanidade da época. Esse implante extraterrestre, chamado órgão kundartiguador, foi necessário para se captar um tipo de vibração cósmica (o Askokin) necessária para o equilíbrio telúrico. Erros de cálculo fizeram com que esse implante fosse retirado num período muito posterior ao que deveria ter sido feito e houve uma série de conseqüências energéticas e psicológicas que vemos até os dias de hoje, como o egoísmo e os múltiplos defeitos de ordem mental e emocional, dentro da psique de toda a espécie humana.

Sakya: (tib. Sa Skya [Pa]) Escola Vajrayana tibetana responsável pela transmissão dos ensinamentos Lam Drim.

Salat: (Islam.) Oração. O muçulmano verdadeiramente devoto deve orar 5 vezes ao dia e suplicar proteção, força e iluminação, e sempre direcionado para o poderoso Chacra Planetário que se localiza exatamente sobre a Caaba. Sobre a Mesquita da Caaba, em Meca (Arábia Saudita) encontra-se um poderoso e gigantesco Deva, que canaliza as preces e pedidos de todos os muçulmonos de todo o mundo e as direciona para a Divindade. Este Ser Dévico, quando espalha suas bênçãos e força para o mundo islâmico, assemelha-se a um verdadeiro sol de luz, poder e glória. Tal Deva é também visto como tendo a forma de um Gênio da Lâmpada Mágica.

Salbatanu: Deus babilônico, é o planeta Marte. Equivalente ao Arcanjo Samael.

Salomão: Filho e sucesor do rei Davi (c. 970 a.C.). Sua sabedoria foi legendária em todo o Oriente. Foi o Construtor do Templo de Jerusalém e cultivou a poesia e a música, além de práticas profundas de Cabala, Teurgia e Goécia. A rainha Bélquis, de Sabá, viajou através do Oriente para estar junto a ele. Foi um grande mestre maçom e mago prático, a ele se atribuem certas conjurações e exorcismos especiais. A Maçonaria vê nele um Grande Venerável Mestre. Samael nos encina que Salomão foi realmente um grande Mestre, o qual nos legou entre outros as conjurações dos Quatro e dos Sete e a Invocação que leva seu nome (que se encontram na Liturgia Gnóstica), assim como muitos outros elementos para a Magia. Ademais, nos diz que seu bodhisatva, ou alma humana, por estes tempos ainda se encontra caído. Este mestre, nos mundos internos, se chama Querubim Azazel, citado pelo mestre Samael em algumas obras suas, como O Parsifal Desvelado. Azazel caiu nas terríveis épocas lemurianas relatadas na Bíblia como a saída de Adão e Eva do Paraíso.

Samadhi: (sânsc; jap. Zanmai) Concentração, meditação; estado mental não-dualista, calmo e concentrado; uma das seis Paramitas.

Samael Aun Weor: Arcanjo Cosmocrator. Regente e Embaixador planetário de Marte na Terra; símbolo da Energia Dinâmica de Deus, a força construtiva e o entusiasmo. Avatar da Era de Aquário. Sua festividade é o dia 6 de março. Grande mestre espiritual e guia das instituições gnósticas modernas. Este mestre afirma ser a encarnação de um extraterrestre vindo de Marte. Toda a sua doutrina é baseada na Ufopsicologia, ou seja, no conceito de que nossa humanidade terrestre teve seus destinos traçados, seus dramas e tragédias, por seres extraterrestres em diversos momentos de nossa história conhecida ou não publicamente. Ou seja, os fundamentos da sabedoria gnóstica são extraterrestres: a criação de implantes extraterrestres, a comitiva dos mestres-cientistas que criaram o órgão Kundartiguador, a criação do Ego em nossa psique, o auxílio dos seres de outros planetas etc. Para mais informações, estude nosso link Ufognose e os livros deste grande mestre e avatar (mensageiro) da Era de Aquário no link Biblioteca Gnóstica. Veja nosso link Quem é Samael.

Samantabhadra: (sânscr.; chin. Pu-Hsian; jap. Fu Gen; tib. Kuntuzangpo/ Kun Tu Bzan Po) No budismo Mahayana, o Bodhicitta das oferendas supremas e protetor dos professores do Dharma; na escola Nyingma do budismo Vajrayana tibetano, o buda primordial (Adi-Buda), que representa o Dharmakaya. Para os gnósticos, é o Incognoscível, o Imanifestado. Não entra na Criação. É a primeira face de Deus. É o Pai de nosso Pai. É o Lew ou Jeú gnóstico. Jesus o chamou de Lew: “O Pai, Lew, o Incognoscível, Imanifestado, nunca entra na Criação”. A Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) emana diretamente de Adhi-Buda.

Sambhogakaya: (sânscr.; tib. Longchöpeku/Longs Spyod P’ai Sku) Veja Trikaya.

Samdhiabhasha: (feminino) Linguagem crepuscular.

Samsara: (masculino, sânscr.) Curso normal, lei universal da trasmigração da alma, de um corpo a outro, durante o período de um ciclo cósmico. Existência cíclica, na qual todos os seres estão sujeitos a constantes renascimentos e sofrimentos.

Samudaya: (sânscr.) Causa; uma das Quatro Nobres Verdades.

Samyak-Sambuda: (sânscr.; páli Sama-Sambudha) Completamente iluminado.

Samyutta-Nykaya: (páli) Coleção Agrupada; uma das seções do Sutra Pitaka.

Sanat Kummara: O maior dos avataras. Chefe dos 7 Kummaras, que desceu a este plano físico. Ele é chamado também de O Ancião dos Dias, o Vigilante Silencioso, O Senhor do Mundo. Segundo a tradição do hinduísmo seu nome significa A Juventude Eternamente Virginal e seu corpo, se bem que seja físico, não nasceu de mulher, senão que foi formado pelo poder da Potência Criadora (kriyashakty), jamais envelhece e mantém a aparência de um aposto jovem. Sanat Kummara, durante a etapa média da terceira raça raiz (lemuriana), chegou à Terra procedente do planeta vênus, com outros três Kummaras e mais 30 assistentes, que cumpriram sua missão de ajuda à humanidade, e há muitíssimo tempo se afastaram de nosso planeta para cumprir com a Grande Obra em outros planetas. Segundo a lenda, desceram na misteriosa cidade de Shamballa, localizada no Mar de Gobi (hoje um deserto, na China). Sanat Kummara, grande regente do mundo sob a deidade solar, retém ainda o posto de Chefe do Colégio de Iniciados da Loja Branca, e também representa o Logos ao que diz respeito a este mundo. Samael nos diz que Ele é o fundador do Sagrado Colégio de Iniciaods da Loja Branca e que todas as grandes Iniciações de Mistérios Maiores são recevidas de Suas mãos.

San-Chieh-Chiao: (chin.) Escola dos Três Estágios; escola chinesa dos períodos Sui (584-618) e T’ang (618-907).

Sangha: (sânscr. e páli; jap. Sô; tib. Gedün/ Dge’Dun) Comunidade budista, formada pelos monges, monjas, noviços, noviças, leigos e leigas; uma das Três Jóias (Triratna). Porém, sob ótica estritamente esotérica, é o Colégio de Iniciados da Venerável Loja Branca, todos os Iniciados deste mundo, que se sacrificam em prol da humanidade.

Sankara: (788-820). Filósofo e reformador religioso indiano, grande mestre do Vedanta na doutrina monista Advaita, que defendeu tenazmente as escolas que negavam ou ignoravam a unidad ou entidad dos seres. A lenda rodeou os fatos de sua vida, plenos de prodígios, e se o considera o maior filósofo da Índia.

Sânscrito: (De samscritam, perfeito) Língua indo-européia (irmã do latim e do grego), em que se escreveram os textos sagrados do hinduísmo e alguns do budismo.

Santiago: (apóstolo) Chamado O Maior. Irmão de João, o Evangelista. Diz a tradição que foi divulgar a Obra na Espanha por volta do ano 30, sendo assassinado ali. O famoso Caminho de Santiago refere-se à peregrinação dos sacerdotes e iniciados druidas. Esta peregrinação simboliza o Caminho Iniciático do Iniciado Alquimista. Tiago reformou essa Peregrinação, dando-lhe conotações mais cristianizadas. Internamente, existe uma Parte de Nosso Ser, o Tiago (ou Santiago) Interior, que nos ensina os processos da cristalização dos corpos solares por meio da Alquimia Tântrica. O Tiago Maior alegoriza os Mistérios Maiores e o Tiago Interior Menor, aos Mistérios Menores.

Santiago: (apóstolo) Chamado O Menor. Irmão de Judas Tadeu. Morreu mártir no ano 62. Representa cosmicamente a Constelação de Libra e nos ensina a conhecer e viver os Mistérios Crísticos.

Sat: (sânscr.) O Imutável. O Antigo. O Absoluto. Indica o “Algo” que faz que o Ser seja; a qualidad do Ser. Princípio absoluto, Presença universal, desconhecida e sempre incognoscível. Segundo o Rig Veda, é A Raiz sempre presente, eterna e sem câmbio, da qual e por meio da qual procede tudo. A única sempre presente Realidade no mundo infinito.

Satori: (jap.) Veja Bodhi.

Saturnino de Antioquia: (séc. 2° d.C.) Grande Cabalista e conhecedor profundo do Zend Avesta. Papus confessa haver tomado muitas de suas fórmulas de Saturnino. Predicou entre seus discípulos a Sobriedade e a Castidade.

Seidade: (grego) Em hebreu, Ain Soph. O Absoluto. O Todo Único, sem segundo, indiviso e indivisível; a Raiz da Natureza visível e invisível, objetiva e subjetiva, que debe ser percebida por meio da mais elevada intuição espiritual, porém que jamais poderia ser plenamente compreendida. Enquanto a Personalidade serve de veículo do ser humano para sua manifestação, a Seidade é o veículo que dá forma à Divindade que não tem forma.

Sephan Rittangel: Destacado cabalista que publicou, em 1642, uma versão latina do Sepher Yetsirah.

Sepher: (hebr.) Esfera, Círculo, Livro.

Septu: (egípcio) Divindade Solar, os Deuses Solares, os Leões de Fogo da Cabala Interior.

Serafim: (hebr.) As Serpentes de Fogo. Seres celestiais descritos por Isaías (6: 2) como de forma humana, com a adição de 3 pares de asas. A palavra hebraica “Sharafim”, traduzida como “serpentes”, e está relacionada com a raiz verbal “ShRP”, que significa Consumir. Essa palavra se aplica às serpentes que figuram na Bíblia nos livros de Números e no Deuteronômio. De Moisés se diz que encarnou no deserto a um ShRP, ou Serafim de bronze como um símbolo hierático. Essa brilhante serpente é usada também como um emblema da Luz. Compare-se o mito de Esculápio, a divindad sanadora, que, segundo dizem, foi trazida a Roma desde Epidauro como uma serpente, e cujas estátuas a representam empunhando uma vara na qual há enroscada uma serpente. Na Cabala os Seraphim são um grupo de poderes angélicos assignados à Séfira Geburah, a Severidade.

Serápis: Mestre grego chamado “O Egípcio”, porque sua atividade principal de irradiação se desenvolve no Egito. Segundo a Teosofia moderna, de HPB, esse mestre tabalha com os Anjos do som e com todos os relacionados com o Raio da Arte em geral. É um mestre do Raio da Arte, um Mestre do Raio Venusiano.

Serge Raynaud de la Ferriere: (1916-1949) Esoterista francês, do que se menciona recibeu grauos iniciáticos em santuários indianos. Fundador da Suprema Ordem de Aquárius, em Caracas (Colômbia, 1948).Ele foi qualificado por alguns como o Avatar de Aquárius e o Mestre Samael, em sua obra Zodíaco Humano que ele nem sequer era um simples Chela. Sua Ordem combateu ferozmente o Movimento Gnóstico, pois não aceitava os princípios tântrico-sexuais para a auto-realização.

Serket: (egípcio) Sekhet o Sejet. Chamada também pelos egípcios: Pasht. A deusa com cabeça de gato, a Lua. É a esposa ou o aspecto feminino de Ptah (filho de Knef), o princípio criador, ou o Demiurgo egípcio. É chamada também de Beset ou Bubastis, e é então tanto o princípio que reúne como o que divide ou separa. Seu lema-divisa é: “Castiga o culpado e extirpa o vício”, e um de seus emblemas é o gato.

Serpente: (Babil.) O predecessor mitológico da Serpente é o deus sumério Enki, o babilônico Ea, deus que rege a terra onde vivem todas as criaturas. Os antigos semitas associavam a serpente com o deus da lua, Nana, talvez pela capacidade de renovação atribuída às serpentes.

Seth: (egípcio) Irmão de Osíris, simbolicamente representa, na dualidade cósmica, o Mal. Na polaridade negativa internamente, psicologicamente, é o Ego, Satã, o demônio vermelho. O mesmo que Tifón, representa o lado obscuro de Osíris, Lúcifer mal polarizado dentro de nós, o adversário, o Tentator, o Treinador Psicológico.

Shadai: (hebr.) El Shaddai. Deus Todo-poderoso e Vivente. O Verbo; Deus Autodoador. Este nome da Deidade hebréia encontra-se na Bíblia (no Gênesis, Êxodo, Números, Ruth e Jô). Sua equivalência no grego é Kurios Pantokrator, que significa “O derramador”.

Shakya: (sânsc.; páli SAKKA) Clã nobre da antiga Índia, no qual nasceu o Buda histórico, Shakyamuni.

Shakyamuni: (sânscr.; páli ) Sábio dos Shakyas; o Buda histórico, Sidarta Gautama.

Shamash: (Babil.; Sumério Utu, hebreu Shemesh, árabe Shams): Deus-sol, patrono de Sipar e Larsa, templos chamado E-babbar. Deus da justiça e das profecias. Título “meu sol” significa “majestade”, conferido a reis mortais e deuses chefes de um panteão específico. Na Babilônia, o deus-sol era o protetor da justiça e da verdade, juiz do céu e da terra, patrono de Gilgamesh. Filho do deus da lua Sin, irmão de Ishtar e marido de Aya. Primeiramente venerado em Sipar e Larsa, seu culto se espalhou por Canaã e pela Palestina, Arábia e Pérsia. Shamash é mostrado com raios flamejantes saindo de seus ombros, saltando entre montanhas, com tiara de chamas na cabeça e espada de serra. Foi sob sua autoridade que o rei Hamurabi compôs o primeiro código de leis da humanidade ariana. No Egito, era identificado com o Deus Ra.

Shamballa: (sânscr.) Reino mítico da Índia, onde teriam se originado os ensinamentos tântricos de Kalachakra do budismo Vajrayana. Capital dos Mestres Mutantes do Reino Subterrâneo. Encontra-se na quarta dimensão da natureza, ou Jinas.

Shao-Lin: (chin.; jap. Shôrin Ji) Monastério chinês, construído em 477 d.C., onde Bodidharma se fixou e iniciou o budismo Chan na China. Templos especializados nas práticas Jinas, onde os sacerdotes utilizavam técnicas para se transformarem em naguais.

Shariputra: (páli Sariputta) Um dos principais discípulos do Buda Sakyamuni. Iniciado de memória notável, guardou diversos ensinamentos de memória, de forma perfeita.

Shekinah: (hebr.) Séfira, a Mãe dos Sefirotes; Filha da Voz divina ou Luz Primordial. A Divina Presença da Matrona, a Mãe Divina. A mediadora perfeita entre o céu e a terra, segundo o Zohar. É o véu do Ain Soph, o Infinito e o Absoluto. É a Graça Divina; Substância primordial emanada pela Luz infinita. Para os judeus era a nuvem de glória que permanecia sobre o lugar de Misericórdia no Santo dos Santos (Sanctum Sanctorum), do Tabernáculo. É também o nome do Altar Triangular de certas ordens maçônicas influenciadas fortemente pelo Conde Cagliostro.

Shiguseigan: (jap.) Quatro grandes votos do bodisatva: Salvar todos os seres, eliminar todas as ilusões, penetrar em todos os Dharmas e realizar o caminho de Buda.

Shiva: (sânscr.) Terceira Pessoa da Trimurti ou Trindad indiana. Rudra é o nome védico de Shiva; nos Vedas, nasce como Rudra, o Kummara, e é o patrono de todos os yogues, sendo chamado como tal: Maha-yogue, “O Grande Asceta”; Mahadeva, “O Grande Deuss”; Trilochana, “O dos Três Olhos”; e Shankara.

Shu: (egípcio) Deus do Ar, esposo de Tefnut. Emanação de Atum, o Deus incriado que possui em si mesmo a força geratriz saída dele mesmo, representada por Shu, que nasce no mesmo dia que Tum emerge do Caos. Shu é a força vital do mundo, do que, sem embargo, não é o Criador, senão só o Ordenador, e que separa os elementos e faz aparecer a Terra e o Céu, dando nascimento a toda a hierarquia de seres sob os mais diversos aspectos.

Shuniata: (feminino) Vacuidade, equivalente budista do Absoluto brahmânico, enquanto este se encontrar vazio (Shunia) de toda substância.

Sibitti: Na mitologia babilônica, os deuses do inferno e servos de Erra, o deus da morte. Eram os deuses das batalhas e das armas, adoradores do combate e detestando a vida calma das cidades. Erra persuadiu Marduk, o deus da ordem e da justiça, a tirar férias nas Esferas Superiores. Assim que Marduk se foi, confusão e desordem foram instaladas. Veja o mito Erra e Ishum. Forças caóticas da natureza.

Sidhi: (feminino, sânscr.): Perfeição, realização, aplica-se também aos maravilhosos poderes que se pode obter mediante a prática da meditação. No budismo Vajrayana, poderes sobrenaturais surgidos a partir do controle do corpo e da mente pela Essência Divina.

Simeon Ben Jochai: (séc. 2° d.C.) Rabino e cabalista hebreu, discípulo de Akiba. Segundo a lenda, o Profeta Elias lhe revelou o Zohar (cuja paternidade a crítica moderna assinala a Moisés de León). Considerado um taumaturgo, teve importante participação na fixação das leis sagradas hebraicas.

Simão o Mago: Mago da cidade de Samaria, que, conhecendo os discípulos de Jesus, lhes ofereceu dinheiro para comprar seus segredos e, assim, poder realizar milagres. São Pedro o repudiou criticando sua conduta, ao que Simão respondeu com temor que não queria ser castigado por seu Deus. Logo, foi instruído e supostamente foi um dos fundadores do Gnosticismo. De acordo com Krumm-Heller, há muitos autores que nos últimos anos tenham recebido informações do próprio Simão. Predicava o amor ideal e a obrigação de combater a voluptuosidade carnal. Quando morreu, foram-lhe rendidos honras divinas. HPB e Krumm-Heller o consideravam um grande mestre, porém Dante em sua Divina Comédia o vê em um dos infernos. Samael o invocou em uma prática de Alta Magia, nos Mundos Internos, e pôde comprovar que Simão o Mago é na verdade um terrível mago negro do Mundo da Mente. Este mago negro é a antítese de Simão Pedro

Sinesyus: (743-814). Filósofo cristão neoplatônico, discípulo de Hipatia, uma grande iniciada gnóstica. Foi iniciado nos Mistérios de Hermes e nomeado bispo de Ptolemaica. Em seus escritos, ocupou-se também de Alquimia e Astrologia.

Sivananda: (swami; Kuppreswani Aiyer, 1887-1963) Yogue, místico e médico indiano, estabeleceu-se em Rishikesh. Fundador da Divine Life Society e a Yoga Vedanta Forest University. Autor de muitos livros sobre temas espirituais r medicina. O Mestre Samael o considera um grande Mestre da Fraternidade Branca, recomandando especialmente uma obra sua Kundalini Yoga.

Skandha: (sânscr.; páli Khanda) Agregados que constituem a realidade; forma, sensação, percepção, vontade e consciência egóicas.

Smen: (grego) Veja Amen-Smen.

Sócrates: (470-399 a.C.) Filósofo grego, nascido em Atenas. Símbolo do gênio de sua civilização à qual serviu com incansável denodo. Seu método de ensinamento é chamado de Maiêutica, mediante preguntas a seus interlocutores (ironia) e obrigando-os a encontrar suas próprias contradições (dialética), a fim de pôr em prática a sábia máxima; Conhece-te a ti Mesmo. Acusado de atacar os Deuses e corromper os jovens com idéias estranhas à tradição, foi condenado a beber a Cicuta, o qual fez com suma serenidade em meio a seus principais discípulos. Suas últimas palavras foram Non Omnis Moriar (Não morrerei de todo).

Sol: Deriva de Solis ou Solus, o Único, o que está só, e seu nome grego, Helios, significa O Altísismo. O Sol da Justiça fulgura no Céu da Meia-Noite, e enquanto as trevam planejam sobre o mundo profano, a eterna Luz de Adytia ilumina as noites da Iniciação. Este astro é ao mesmo tempo Espírito e Matéria, é um perene manancial de vida, que, como a luz, emana dele mesmo sem cessar. Como “doador de vida” que é, conserva e sustenta todas as criaturas, e é o coração de todo o Sistema Solar. Porém, o Sol que vemos é somente uma reflexão, sombra ou casca do verdadeiro Sol Central Espiritual; é o veículo do verdadeiro Sol e nesta reflexão estão todas as forças Foháticas. Em todas as religiões, o Sol tem sido o símbolo divino por excelência, e sua luz solar é o corpo, ou seja, a manifestação sensível da Divindade. No Egito, o Sol era personificado pelo Deus Rá, o Sol Nascente por Hórus, o Sol do Meio-dia por Átin, e o Sol Poente por Tum. Algumas divindades secundárias simbolizavam outros aspectos do astro. Assim como o Sol físico dá luz e vida aos planetas que constituem nosso Sistema Solar, o verdadeiro Sol é invisível e espiritual da vida aos reinos espiritual e psíquico de todo o Cosmos ou Universo.

Soma Heliacon: (grego). Veja To Soma Heliacon.

Soma Puchicon: (grego) Soma: Corpo; Puchi: Compacto, sólido, forte, prudente, desperto. Esotericamente, é a vestidura espiritual luminosa denominada Corpo da Alma, formada do “aroma extraído do Pão de Proposição” (entre os rosa-cruzes). Isso consistia de 12 pães, em dois montes de seis, feitos de grãos diversos, subministrados por Deus. Isso significa as oportunidades para o crescimento anímico que Ele nos concede. Este pão não era queimado, porém eram colocados sobre eles duas porções de incenso, representando seu aroma, e depois se incineraca no Altar do Incenso, quando se cambiava o pão a cada dia. Queimar o Incenso é oferecer o Aroma do Serviço. Assim, o sustento da Alma, o Pão da Vida, é colhido diariamentepelo candidato pulverizando-o no moinho da Retrospecção.

Stanislas De Guaita: (Marquês Marie Victor, 1867-1897). Ocultista, cabalista e orientalista francês. Foi o principal discípulo de Eliphas Levi e fundou em 1889 a Ordre Kabbalistique de la Roxe Crois, que presidiu até sua morte. Escreveu várias obras sobre magia.

Sonda: (ufol.) Tipo de Ovni normalmente esférico, com diâmetro inferior a um metro, luminoso e provavelmente não tripulado; há casos também de objetos luminosos desse tamanho que pareciam ser seres vivos sob uma forma muito avançada de transporte.

Stupa: (sânscr.; páli Thupa; tib. Chörten/Chos Rten) Relicário para guardar restos mortais de grandes mestres. Oratório budista, templo. Simboliza nosso coração, onde se encontra potencializado o poder, o amor e a presença de nosso Real e Verdadeiro Ser.

Summum Supremum Sanctuarium: (latim) Summum: A parte mais alta, o cume, o sumo, a perfeição, o ponto culminante. Supremum: Superior, o mais alto, o mais de cima. (Em grego, Adytum, Adyton). Santo dos Santos. Santuário, parte mais retirada de um Templo ou Lugar Sagrado, reservada aos Sacerdotes, oculto por um véu à vista dos profanos. Ali, “no começo do ano, senta-se o Divino Rei do Céu e da Terra”, segundo Heródoto. Templo da Venerável Loja Branca oficialmente criado pelo VM Samael Aun Weor na Colômbia. Ali foram iniciaos os primeiros seguidores e missionários gnósticos, entre eles os Mestres Kreston, Sancario Korrenza, Sum-Sum Dum, Apóstolo André, Johani, Litelantes, Jonas e outros tantos.

Sushumna: (feminino) Nome da mais importante dos três Nádis (aplicado também à corrente Sarasvati).

Sutra: (sânscr.: União de Conceitos; páli Sutta; jap. Kyô; tib. Do/ Mdo) Discurso de Buda. Texto religioso ou especulativo do hinduísmo ou do budismo. Este termo foi originado na filosofia hindu primitiva, que era sobretudo de caráter oral e, por isso, requeria fórmulas aforísticas concisas para o ensinamento e a argumentação. Utilizaram-se na maioria das escolas filosóficas hindus, sendo talvez os mais reputados tenham sido os reputados sutras do gramático Panini (séc. 6° a.C.) sobre a gramática sânscrita, que constitui-se na análise gramatical pré-moderna mais completa de todas as línguas. No budismo, o termo foi utilizado para qualificar certas exposições doutrinais, a miúdo bastante mais lojngas que os sutras hindus, muitos dos quais reproduzem as exposições do Buda. Em um princípio, também eram orais. A primeira coleção canônica dos primitivos sutras budistas está contida no Tripitaka. No budismo, mahayana, este termo também se aplica a discursos atribuídos em sua maioria ao Buda histórico, apesar de que foram compilados vários séculos depois de sua morte. A literatura-sutra budista, em especial a mahayana, é bastante volumosa: a edição Taisho mais estentida de textos budistas chineses, publicada no Japão (1924-28), que contém 1.962 trabalhos traduzidos de línguas indianas e da Ásia Central, que somam um total de mais de 32 mil páginas. Vajrachedika Sutra (Sutra do Cortador de Diamantes) é também conhecido como o Sutra da Jóia de Diamante. Este sutra é quiçá o mais conhecida da famosa coleção de sutras Prajñaparamita (Perfeição da Sabedoria) e resume suas doutrinas primigênias. Escrito em sânscrito, o Sutra do Diamante foi composto em torno do séc. 2° a.C. e foi traduzido ao chinês perto do ano 400d.C. Acha-se estruturado em forma de diálogos entre Buda e um discípulo ante uma assembléia de monges e bodhisatvas, e trata da doutrina do Prajñaparamita, que é o Sunyata, ou a Irrealidade de todos os fenômenos.

Swadishtana: (masculino) Segundo centro (Chacra) do corpo sutil localizado à altura da próstata ou útero. Seu mantra mais poderoso que o ativa é a letra “M”, prolongada. É um dos chacras principais que ajudam o esoterista a desdobrar-se astralmente de forma consciente.

Swaha: (sânscr.) Suâhâ. É o Poder de Krishna, uma exclamação usual que significa Assim Seja, Que Seja para Sempre. (Veja: Klim Krishnaya, Govindaya, Gopijana, Vallabhaya, Swaha).

Swastika: (sânscr.) Na Ásia, símbolo milenar de boa sorte e felicidade, sem qualquer relação com o nazismo. Simboliza uma cruz sobreposta a outra, cada uma delas em sentido oposto à outra. É um dos símbolos da Magia Sexual. Poderoso mandala de proteção.

Swyburne Clymer: (1878-1966). Médico e esoterista estadunidense, autoridade no uso medicinal das ervas. Ingressou na The Rosicrucian Fratenity in América em 1897, onde escalou os mais altos graus, separando-se depois e fundando a Fraternity Rosae Crucis na Pensilvânia. Discípulo de Arnold Krumm-Heller (Mestre Huiracocha), os dois combateram o comercialismo pseudo-esotérico da Amorc.[/tab]

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Tábua dos Destinos: (Babil.) Tábua em escrita cuneiforme na qual eram escritos os destinos. Dava poder supremo a quem a possuísse. Antecedente do Livro do Destino no Livro dos Jubileus e da Lei Pré-Islmâmica Al-Mahfuz, a “tábua da preservação”, sobre a qual eram escritos os desígnios de Allah. Acompanhada pelo Selo dos Destinos.

Tahuil: Mestre da Loja Branca, Adepto e chefe da poderosa Ordem dos Epoptae (Orden Esotérica que funciona nos mundos internos), mencionado pelo Mestre Samael no livro Tratado de Medicina Oculta e Magia Prática. Este mestre do Raio Tibetano, assessorado por Mestras tibetanas e por Dakinis do Ar, auxilia a todos aqueles que desejam ter experiências de desdobramento astral consciente.

Taklimtu: Ritual assírio durante o mês de Dumuzi (final de Junho), quando a estátua de culto de Dumuzi-Tammuz, ainda jovem e bonito, era colocado em um ponto de Nínive. Este ritual marcava o final da primavera. Dumuzi é o consorte de Inanna/Ishtar.

Talmude: (hebr. tardio: “instrução”) Corpo da lei civil e religiosa judaica, que inclui comentários sobre a Torá, ou Pentateuco. O Talmud consta de um código de leis, denominado Mishná, e de um comnetário sobre a Mishná, chamado Guemará. O material do Talmud relativo às decisões dos sábios acerca das questões legais em disputa se conhece como Halaká; as lendas, anedotas e refrões do Talmud que se utilizam para ilustrar a lei tradicional se denominam Haggadá. Existem duas compilações do Talmud: o Talmud Palestino, às vezes chamado Talmud de Jerusalém, e o Talmud Babilônio. Ambas as compilações contêm a mesma Mishná, porém cada uma tem sua própria Guemará. O conteúdo do Talmud Palestino foi escrito por eruditos palestinos entre os séculos 3º e 5º a.C.; o do Talmud Babilônio, por eruditos que o escreveram entre os séculos 3º e 6º a.C. O Talmud Babilônio converteu-se no predominante porque as academias rabínicas da Babilônia sobreviveram às da Palestina durante vários séculos. O próprio Talmud, as obras da erudição talmúdica e os comentários referidos a ele, constituem as maiores aportações à literatura rabínica na história do judaísmo. Uma das obras mais importantes é o Mishné Torá (repetição da Torá, 1180 d.C.), escrito pelo rabino, filósofo e médico espanhol Maimônides. Trata-se de um resumo de toda a literatura legal rabínica que existia à época. Os comentários mais conhecidos são os realizados sobre o Talmud Babilônio pelo rabino francês Rashi, e por uma série de estudiosos conhecidos como Tosafistas, que viveram na França e na Alemanha entre os séculos 12 e 14, e entre os que se contavam estavam alguns dos netos de RAshi. O Talmud Babilônio e o Palestino foram impressos pela primeira vez em Veneza por volta de 1520, pelo impressor Daniel Bomberg. Em uma tradução ao latim, o Thesaurus Antiquitatum Sacrarum (século 18), de Blasio Ugolino (historiador e antiquário italiano do século 18), podem encontrar-se 20 tratados do Talmud Palestino.

Tamuz: (ou Dumuzi) Deus babilônico da primavera, das flores, das plantas verdes e dos filhotes dos rebanhos.

Tan: (jap.) No budismo Zen, plataforma de madeira onde se pratica Zazen. No sânscrito, é o Princípio, Substância indiferenciada Universal.

Tantra: (sânscr.; tib. Gyü/Rgyud) No budismo Vajrayana, textos esotéricos com doutrinas especiais para a transformação radical do ser humano. A palavra Tantra vem do sânscrito e significa Rede ou Segredo. É um conjunto de textos e rituais religiosos esotéricos budistas e hindus. Os tantras hindus foram escritos depois dos Puranas, no período medieval, e estão organizados em forma de diálogos entre o deus Shiva e sua consorte, Parvati, onde Ele explica a filosofia e os mitos subjacentes no ritual tântrico. Este ritual implica mudanças completas nas práticas sociais hindus (por exemplo, no referente a atos sexuais incestuosos) e mudanças no processo fisiológico normal (por exemplo, a não expulsão do sêmen em hipótese alguma, para a auto-realização íntima do Ser). Também altera a ortodoxia hindu sobre os “cinco produtos da vaca”, ou Panchagaya (leite, manteiga, requeijão, urina e fezes), utilizados para a purificação. Nos tantras esses produtos se convertem nos “cinco emes”: Maithuna (intercâmbio sexual sem perda do sêmen), Matsya (pescado), Mamsa (carne), Mudra (cereais) e Mada (frutos e vinho). Os seguidores tântricos aprendem de um guru como liberar sua energia psicossexual (o poder da serpente enroscada, a Kundalini), que se localiza na base da coluna vertebral, através de sucessivos pontos focais (chacras), até que esta energia sagrada alcança o chacra mais elevado, na parte superior da cabeça, e daí até o coração. Este processo (sadhana) começa com uma visualização sistemática da Deidade, membro a membro, que se materializa através da utilização de diagramas visuais (Yantras) e de conjuros mágicos (mantras). O budismo tântrico é um aspecto do terceiro estado do budismo, o Veículo do Raio ou Veículo de Diamante (Vajrayana). Esta linha tântrica budista se aperfeiçoou no Tibet e influenciou e se viu influenciada por sua vez pelo tantra hindu, sobretudo em Assam e Bengala. Houve seitas no Nepal e na China, ainda que na atualidade sobrevivem praticamente somente no norte da Índia.

Tao Te King: (o Daodejing, Libro da Via e da Virtude) O grande tratado filosófico chinês, quando abandonou a China para ir viver em um lugar desconhecido para o Ocidente. Certamente, o Tao Te-King é a obra literária mais traduzida do chinês e teve uma enorme influência no pensamento e da cultura orientais. Esse livro, que conta com tão-somente 10 mil caracteres, foi redigido por volta do ano 300 a.C. e parece ser uma antologia que recolhe antigos ensinamentos, ainda que a densidad de seu estilo sugira que é a obra de um único autor. A maior parte do livro está composta por rimas e pode ser lido como um longo poema filosófico. Ensina que “o Caminho” (Tao) do mundo se realiza com maior aproveitamento, abandonando as categorias e dos valores a favor da percepção espontânea. O sábio busca “não fazer nada” (wu wei) e deixa que as coisas sigam seu curso natural; assim como estava destinado a um monarca, ao rei que pretenda ser inteligente e apto se lhe recomenda que mantenha seu povo na simplicidade e na passividade para que assim possa amoldar-se à natureza, autêntica meta do homem.

Tara: (sânscr.; jap. Tarani Bosatsu; tib. Drölma/Sgrol Ma) No budismo mahayana, bodisatva feminina da compaixão, muito venerada no budismo tibetano. Nos estudos gnósticos, as Taras são na verdade desdobramentos distintos da mesma Deidade Cósmica, o Aspecto Eterno Feminino de Deus.

Tat: (sânscr.) “Aquilo”, a Existência Una. Germe, Luz, Branco, Filho Resplandescente do Obscuro Pai Oculto. Tudo o que é, foi e será. A incognoscível Raiz sem raiz. Deidade abstracta não revelada. Como lemos no Bhagavad Gita (XVII, 23): “Aum Tat Sat, é a tríplice designação da Divindade (Brahma)”; indicando sua Divindade com a sílaba Aum (Om), sua Universalidade com Tat, e sua existência Real e Eterna com Sat.

Tat: (egípcio) Símbolo egípcio que consiste em um pau vertical, redondo, adelgaçado no extremo superior, com quatro barras cruzadas dispostas na ponta. Era usado como um amuleto. A parte superior é uma cruz regular eqüilátera. Esta, em sua base fálica, representava os dois princípios da Criação, o masculino e o feminino, e estava relacionada com a natureza e o Cosmo; porém, quando o Tat estava só, coroado com o Atef, a tripla coroa de Hórus (duas plumas com o Ureus à frente), representava o homem setenário; figurando a cruz, ou as dua peças em cruz, o quaternário inferior; e o Atef, a tríade superior.

Tathágata: (jap. Nyorai) Perfeito.

Tau: (egípcio) Ankh. É a cruz com asa egípcia, a Crux Ansata ou Ansada dos latinos. Símbolo da Vida que triunfa sobre a Morte. Este sinal pertencia exclusivamente aos Adeptos; era um símbolo de salvação e consagração. Tau significa também “Sendeiro que conduz ao Conhecimento e a Verdade”.

Tau: (hebr.) É a cruz em forma de T e a mais antiga de todas as formas, a que agora é a letra quadrada hebraica Tau, porem que foi, séculos antes do alfabeto judaico, a cruz com asa dos egípcios. O Tau é também chamado de Cruz Astronômica, e estava em uso entre os antigos mexicanos (como prova disso, vemos essa cruz nos palácios de Palenque), o mesmo que entre os hindus, que põem a Tau como um sinal na fronte de seus chelas (discípulos, seguidores).

Tempo perdido ou tempo desaparecido: (ufol.) Do inglês missing time; fenômeno que muitas testemunhas de casos ufológicos experimentam, no qual não conseguem se lembrar de um período de tempo imediatamente anterior ou posterior à observação de que se recordam; mais comumente dura de uma a três horas; muitos sob hipnose relatam que no período foram abduzidos e sofreram testes a bordo de naves, tendo a memória apagada.

Terma: (tib. Gter Ma) Tesouro; no budismo Vajrayana, texto escondido para ser descorberto por um Tertön no tempo apropriado. Exemplos de Terma são as diversas obras mágicas, tântricas e filosóficas de Padma Sambhava, escondidas por esse Iluminado em diversos locais no Tibet e fora dele. Muitos desses textos estão ocultos até hoje, só revelados a iluminados nos mundos internos.

Tigre: Representa o Íntimo, a nosso Real Ser. Tambén ao ocultismo, à primeira Raça, a Protoplasmática, que foi, segundo os mestres astecas, devorada pelos tigres, ou seja, pela Sabedoria. Também reprsenta os Anjos do Karma.

Tertön: (tib. Gter Ston) No budismo Vajrayana, descobridor de Termas.

Tertuliano: (155-222) Patriarca gnóstico, nascido en Cartago (norte da África). Sua obra é um dos monumenos da eloqüência latina.

Tetragrammaton: (grego) O nome de Deus composto de quatro letras. O Mistério das Quatro Letras (Iod, He, Vau, He). Estas quatro letras são hebraicas. O Tetragrammaton Sagrado é o Jotchavah, Tiphereth, Intermediário entre a Coroa e o Reino, o Princípio Mediador entre o Criador e a Criação. É a Trindade na Unidade. Os hebreus sinceros consideravam este nome demasiado sagrado para ser falado ou lido nas sagradas escrituras, então o substituíam pelo termo Adonai, que significa Senhor. Os cristãos em geral chamam o IHVH de Jeová.

Teurgia: (grego) Criação Divina. É o resultado da Vontade operando sobre a matéria fenomenal. É fazer sair dela a Luz Primordial Divina e a Vida Eterna. É uma comunicação com os anjos e espíritos planetários (os “Deuses de Luz”) e meios para atraí-los à Terra. Os conhecimentos do significado interno de ditos espíritos e a pureza de vida são os únicos meios capazes de conduzir à aquisição dos poderes necessários para a comunicação com eles. Para chegar a uma meta tão sublime, o aspirante deverá ser absolutamente digno, puro e desinteressado.

Thangka: (tib. Thang Ka) Pintura budista tibetana.

Thelema: (grego) ou Thelesma. Vontade. Azoth ou Luz Astral; é o Od dos hebreus; a Vontade. Com Thelema, a finalidade é a Perfeição da Obra, o Fim em si.

Theravada: (páli) Ensinamentos dos Antigos; escola do grupo Sthavira fundada pelo monge Moggaliputta Tissa. Também conhecida como Hinayana, ou Pequeno Veículo, diferente em sua filosofia do Mahayana.

Tiferet: (hebr.) Beeza. A sexta Séfira. O princípio do belo e da inspiração, do ideal, do amor ou força atrativa que une os seres. O Pequeno Rosto, Meleck, o Rei, Adam, o Filho, o Homem. Microprosopus ou Face Menor.

Tilopa: (tib. Ti Lo Pa) Mahasiddha indiano (989-1069), que trasmitiu os ensinamentos Mahamudra ao seu discípulo Naropa; sua linhagem deu origem à escola tibetana Kagyü.

Tiphón de Bafometo: O Bode de Mendéz. O Arcano 15 da Cabala. Representado com uma tocha ardendo sobre sua cabeza e a estrela de cinco pontas sobre su fronte, na posição correta. Ele nos indica que não é uma figura tenebrosa, mas a representação de Lúcifer. Alude ao sexo.

Tlaloc: Deus da Chuva e do Raio entre os astecas. É o Indivíduo Sagrado principal da antiquíssima cultura Olmeca e aparece sempre com a máscara do Tigre-Serpente em machados e em diversas figuras de jade. Um homem desperto, que eliminou de sua psique não só seus sonhos e fantasias, senão toda possibilidade de sonhar.

Tlalocan: Sinônimo de Paraíso no antigo reino asteca. Reino de Tláloc.

Tolerância: Virtude de indulgência com nossos semelhantes. Não obstante, a tolerância, levada ao extremo, cai na cumplicidade com o delito.

Toltecas: Termo que se refere à tribo índia americana descendente dos atlantes. Assentaram-se no antigo México e alcançaram enorme esplendor.

Tomé: (Tomas, Apóstolo) Um dos principais apóstolos de Jesus. Chamado também Dídimo e célebre por sua incredulidade. Predicou o gnosticismo aos partos, aos persas e aos indianos. Os ensinamentos do Ofitas foram tomados dele e do Evangelho dos Egípcios Astrologicamente, representa a Constelação de Aquário e nos ensina a manejar a Mente Superior, ou Mente Interior. Tomé, como uma das Partes de nosso Ser Divino, é a virtude da mente estar sempre direcionada ao Ser, obedecer somente aos ditames do Cristo Íntimo, para não se contaminar com teorias frias e absurdas do Príncipe deste Mundo.

Tonantzin: Termo com o qual se conhece a nossa Divina Mãe Kundalini, entre os astecas.

Tonatiuh: O Deus Solar, o Verbo, venerado pelos Astecas.

To Soma Heliacon: (grego) To: Ele; Soma: Corpo; Helios: Sol. O Corpo de Ouro do Homem Solar, especificamente o Astral Solar.

To Soma Puchicon: Corpo Etérico, ou Vital, solarizado. Representado esotericamente pela Cabeça de João Batista numa bandeja de prata, ou seja, há que renunciar ao mundano, ao profano, para se obter a Iniciação verdadeira.

Torá: (hebr.) Lei, Doutrina. No judaísmo, o Pentateuco, em particular quando se apresenta em forma de rolo de pergaminho e se o lê na sinagoga. A Tora escrita consta de 5 livros atribuídos a Moisés (Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) e são a pedra fundamental da lei e da religião judaicas. Na Torá se pode descobrir inúmeros tratados de Alquimia, Cabala, Numerologia, Astrologia, Ciências Herméticas em geral etc.

Torre de Babel: Símbolo representativo da ciência materialista que odeia a Deus. O cientificismo de nossa idade converte a espécie humana em soberba e orgulhosa. Está formada por pessoas dos níveis instintivo, emocional e intelectual.

Totem: Elemental vegetal ou animal venerado que serve de veículo à Divindade.

Tourada: Espetáculo que tem sua origem nos antigos Mistérios de Netuno, na Atlântida. Era uma ciência profunda com um grande significado, porém atualmente perdeu seus princípios esotéricos e se converteu em lamentável espetáculo circense. Só fomenta emoçoes de tipo inferior e baixas paixões.

Touro: Representa o Elemento Terra. Seu aspecto negativo representa o próprio Ego em seus aspectos passionais e irracionais. No aspecto positivo pode ser visto nas patas traseiras da Esfinge do Egito. A carne bovina pode ser ingerida normalmente porquanto proporciona grande vitalidade por conter em grande quantidade o tattwa tejas.

Touro Alado: Símbolo cabalístico de uma terra regenerada. Dito aspecto será o da Terra na nova Idade de Ouro, da Sexta Grande Raça Raiz. Também é o símbolo do Evangelho de Lucas.

Touro de Creta: Símbolo animal que representa o sexto trabalho de Hércules: fortes impulsos sexuais, passionais e irreflexivos.

Trabalho de Feitiçaria: Rituais tenebrosos dos quais podemos nos livrar envolvendo nosso corpo físico em uma Cinta Mágica mediante práticas diversas de Magia Elemental, como da piteira, do eucalipto ou da saia-branca.

Trabalho em Grupo: O Trabalho interno é altamente individual, muito pessoal e obedece a ritmos particulares. Porém a finalidade do grupo consiste em manter a força e o entusiasmo. Se nos isolamos, nos apagamos.

Traidores: Os três traidores de Hiram Abif são Judas, Pilatos e Caifás, os demônios do desejo, da mente e da má vontade respectivamente.

Traje de Bodas da Alma: Expressão que se refere ao ‘To Soma Heliakon’. É o Corpo de Ouro do Homem Solar, criado com o trabalho na Nona Esfera. Em uma passagem da Bíblia, aquele que não acudiu em traje de bodas ao banquete do Senhor foijogado às trevas.

Transfiguração: Fato que acontece com a Iniciação, quando Víbora Luminosa transpassa o Umbral da Terceira Câmara Secreta do Templo-Coração. Este processo aconteceu com Jesus e com Moisés. Diz o relato bíblico: “E enquanto o Mestre fazia a sua oração, ele se transformou e houve uma mudança em seu rosto, e suas vestiduras se tornaram brancas e resplandecentes. E com Ele falaram dois varões: Moisés e Elias, que lhe apareceram plenos de majestade.”

Transformação: Capacidade de modificação ou de mutação de um corpo em estado de Jinas pela qual pode adotar qualquer figura. O mantra para levar isto a cabo é: “EST SIT, ESTO FIAT”.

Transformação das Impressões: Interposição da Consciência ante as impresões que chegam a nós, através de nossos sentidos sensoriais.

Transformação Radical: Fenômeno que se alcança quando alguém se dedica de cheio ao trabalho sobre si mesmo.

Transmigração das Almas: Doutrina exposta pelo Avatara Krishna. Segundo dita doutrina, cada essência passará por um máximo de 3 mil ciclos de 108 existências se, em nenhuma de ditas existências se auto-realiza. Ao final de cada ciclo de 108 existências as essências deverão, mediante a Involução, passar pela Morte Segunda. Em cada volta da Roda, as essências passam por um período completo evolutivo nos mundos mineral, vegetal, animal e, finalmente, humano, com as citadas 108 existências. Seguidamente, caso de não se haver auto-realizado, a Essência passará por outro período involutivo em organismos animalóides, vegetalóides e mineralóides, passando pela Morte Segunda. Esta Roda está representada no Arcano 10 do Tarô. À direita está Hórus evolucionante. À esquerda Tiphón involucionante. Na parte superior a Esfinge nos assinala o Caminho da Revolução da Consciência.

Transmutação: A conversão do Esperma Sagrado em Energia.

Transubstanciação: Fenômeno de transmutação de uma substância em outra, em essência. As três Forças Primárias do Universo passam por esse processo em nós com o trabalho esotérico. Necessitamos cristalizar em nós mesmos as três Forças Primárias. Na Transubstanciação do pão e do vinho, os átomos crísticos passam a nosso organismo, penetrando nos corpos internos para despertar-nos os poderes de natureza solar.

Transvalorização: Atitude de renúncia aos valores mundanos, reconhecidos em nossa existência, para podermos nos dedicar ao trabalho sobre nós mesmos.

Transplantes de Glândulas: Ato que impede o desenvolvimento dos germens do Homem, depsitados em nossas glândulas endócrinas sexuais. O Mestre Samael assinala especialmente os atos de mexer nas trompas, alterar ou transplantar glândulas de animais.

Trem: Símbolo do Movimento Gnóstico. O trem, em cada parada, recebe a alguns passageiros e outros viajantes descem em outra. Assinala Samael que raros são aqueles que chegam à estação final.

Triamazikamno: O Santo Triamazikamno é a Lei do Três que, junto com a Lei do Sete, constituem-se no fundamento sobre o qual se sustenta todo o Universo. A Lei do Três é o Santo Afirmar, o Santo Negar e o Santo Conciliar. Regula a manifestação das três forças primárias de toda a criação: a positiva, a negativa e a neutra.

Triângulo: Representa s três Forças Primárias da Natureza: o Pai, Filho e Espírito Santo, ou seja, as Forças Positiva, Negativa e Neutra, necessárias para toda a Criação.

Triângulo das Bermudas: Zona geográfica muito célebre por constituir-se num Portal de acesso à Quarta Dimensão. Não é o único de nosso planeta.

Triângulo Ético: É o Segundo Triângulo dos Sefirotes da Cabala Hebraica, composto por Chesed, Geburah e Tipheret, ou seja: Atman, Budhi e Manas.

Triângulo Logóico: O Primeiro Triângulo da Cabala Hebraica. Constituído pelo Pai (Sabedoria), o Filho (Amor) e o Espírito Santo (Poder e Sabedoria). Suas denominações cabalísticas são: Kether, Chokmah e Binah. Em outro ordem de coisas, o Pai é a Verdade, o Filho é oAmor e o Espírito Santo é o Fogo Sexual.

Triângulo Mágico: O Terceiro Triângulo dos Sephirotes da Cabala Hebraica composto por Netzach, Hod e Yesod, ou seja, pelos Corpos Mental, Astral e Vital.

Tribeni: (ou Triveni) Região anatômica situada perto do coccix onde fazem contato os átomos solares e lunares do Mercúrio Transmutado. Assim se põe em ação o Enxofre, e o Fogo subirá pelo canal Sushumna, ou seja, pelo canal medular.

Tridentes: (os seis) Atributo ou prêmio simbólico, esotérico, que logran os que desenvolveram a totalidade da Razão Objetiva do Ser, possuindo, portanto, a total e absoluta Iluminação. Cada tridente indica certo grau de força ou despertar da Razão Objetiva. Os Hierofantes levam em cada um de seus cornos de prata três tridentes.

Trimurti: Termo que alude, no hindustani, à Tríada integrada por Brahma, Vishnu e Shiva, ou seja, o Triângulo Logóico. Por extensão, as outras duas tríadas, ou triângulos, oético e o mágico, recebem este mesmo nome.

Tripitaka: (sânscr.; páli Tipitaka) Três Cestos; cânone budista formado pelo Cesto das Disciplinas (Vinaya Pitaka), Cesto dos Discursos (Sutra Pitaka) e Cesto dos Ensinamentos Especiais (Abidharma Pitaka).

Triratna: (sânscr.; páli Tiratna; jap. Sanbô; tib. Könchogsum/Dkon Mchog Gsum) As Três Jóias, Três Preciosos; os três refúgios do budismo: o iluminado (Buda, ou seja, nosso Ser Interior Profundo), o ensinamento (Dharma, a Gnosis) e a comunidade budista (Sangha, a Venerável Loja Branca).

Trithemius: (Tritemo, Johannees von Heidenberg, 1462-1516) Ocultista, teólogo e historiador alemão. Abade do Mosteiro beneditino de Spanheim. Amigo e Mestre de Agrippa, Fausto, Paracelso e outros Iniciados, reuniu manuscritos herméticos e foi expert em Magia, Alquimia, Cabala. Foi também o primeiro escritor importante sobre Criptografia. Autor das obras Das Causas Secundárias e Stenographie. Compilador de diversos estudos sobre Magia Elemental, Astroteurgia, sobre o Pentagrama Esotérico e outros mais, até hoje usados nos rituais gnósticos.

Tritocosmo: Termo que alude à sétima ordem de mundos, ou seja, aos mundos infernais. Está submetido a 96 leis. Também conhecido como os Nove Círculos Dantescos.

Trogloditas: Atlantes em estado involutivo.

Trogoautoegocrático Cósmico Comum: A Lei Cósmica de recíproca alimentação de todos os organismos. Tem dois fatores básicos, fundamentais: Comer e Ser Comido. Como toda manifestação da Criação, apresenta um caráter de infinita sabedoria e não deve ser vista, conseqüentemente, como uma manifestação antinatural ou selvagem.

Tronos: Grau de Maestria. Estado Superlativo de Consciência. Têm sua morada no céu de Saturno.

Tsabaoth: (hebr.) Exército ou Hoste; de Tsâbâ: ir para a guerra. Daí o nome do deus da guerra, o “Senhor de Tsabaôth” ou dos Exércitos. Exército da Voz.

Tsongkhapa: (tib. Tsong Kha Pa) Monge tibetano (1357-1419), também conhecido como Je Rinpoche, fundador da Escola Gelug e criador dos ensinamentos Lam Rim. Monge reformador religioso. Até o ano de 1390 se radicou em Lhasa, oponndo-se ao animismo e a certas linhas adulteradas do tantrismo, organizando a seita Gelug-pa (gorros amarelos) e establecendo uma disciplina monástica rigorosa. Samael nos diz que foi uma das encarnações de Gautama Buda. Nessa encarnação este Iniciado terminou seu Trabalho Interno, encarnando de vez seu Cristo Íntimo.

Tuathas de Danand: Raça Jinas poderosa vinda da Atlântida. Fundaram, por toda a Europa, cidades mágicas com gentes dentro da Quarta Vertical. Levavam sempre consigo quatro símbolos: a espada, o cálice, a lança e uma pedra cúbica. Empreenderam terríveis guerras contra os restantes dos magos negros que saíram da Atlântida e tentaram se impor na Europa, especialmente nas Ilhas Britânicas.

Tule: (ou Thule) A ilha Jinas onde viveu a primeira Raça Humana Sagrada. Estava localizada na atual Groenlândia e Alaska que, por então, era o equador do planeta.

Tulku: (tib. Sprul Sku) Corpo de emanação, Sambogakaya; no budismo tibetano, pessoa reconhecida como o renascimento de um Lama falecido, com alto grau de consciência desperta.

Tum: (egípcio) Divindad Solar. Deus emanado de Osíris (o Cristo Cósmico) em seu caráter de Grande Abismo, Nut. É o Deus Proteu, que engendra aos demais deuses, assumindo a forma que deseja. É o Fohat primordial, o sopro antes da respiração. Por oposição a Ra (o Sol saído), Tum é chamado de o Sol Poente. Ra é o Sol diurno e Tum é o Sol noturno ou o Sol da Meia-Noite. É o precursor do Sol nascente. Poderoso mantra que nos conecta com nossa Divindade Interior.

Túnicas: As cores das túnicas que os Mestres da Luz e também os Magos Negros se acham relacionados com as cores da Grnde Obra: negro, branco, amarelo e vermelho. A túnica de cor púrpura é recebida quando acontece a transformação dos Corpos Solares em veículos de Ouro Puro. O Mestre Samael assinala que tanto os Mestres Brncos como os Magos Negros vestem suas túnicas características. Cita, por exemplo, a Andramelec, portando uma túnica cor negra, e a Chavajoth, portando uma de cor sangue. Também nos adverte o Mestre Samael que os Magos Negros, no Mundo Mental, podem adotar a vestimenta dos verdadeiros Mestres, podendo causar confusão aos neófitos inexperientes. Assinala como elemento diferenciador que a túnica de cor vermelha ou púrpura não a vestem os Mestres, mas sim os Magos negros.

Turânios: Termo que alude aos sobreviventes dos atlantes dedicados à Magia Negra. Lograram chegar até o Tibet, exatamente como os Escolhidos, e emigraram rumo à Pérsia. A Grande Lei pôde vencê-los e estes foram destruídos. Para eles, Ahriman era o centro vital de seu culto.

Turyias: (Sânscr.) Refere-se aos verdadeiros Iluminados, os Deuses Homens, os que falam com o Pai que está em Segredo e com a Divina Mãe cara a cara. Possuem o estado de perfeita clarividência.[/tab]

U

Ubiqüidade: Faculdade de manifestação simultânea, em forma visíble e tangível, em mais de um lugar ao mesmo tempo. Capacidade própria de quem realizou a Grande Obra.

UFO: Sigla em inglês de Unidentified Flying Object; equivalente a Ovni, em português. Termo que designa todo objeto que não pode ser identificado a olho nu ou por meio de tecnologia. No entanto, este termo é usado comumente para os Discos Voadores extraterrestres.

Ufólatra: Indivíduo que não trabalha objetivamente com as evidências e provas dentro da Ufologia, transformando esta paraciência numa verdadeira religião fanática.

Ufologia: Paraciência que estuda as aparições e a origem dos Ovnis, os extraterrestres e assuntos e fenômenos tidos como relacionados. Ufol. Científica: a que prioriza a análise científica da casuística. U. Mística ou U. Esotérica: a que admite contatos espirituais e mesmo físicas, porém com ensinamentos esotéricos, com extraterrestres.

Ugarit: Cidade datada da época da Idade do Bronze na Síria, onde foram descobertas muitas tábuas escritas em cuneiforme. Algumas tábuas escritas em cuneiforme, mas em cananeu, também são conhecidos como material de Ugarit. Material arqueológico riquíssimo que contém preciosidades do período áureo babilônico.

Ultra Mare Vitae: Expressão que se refere ao Mundo Luminal e Ultraterrestre.

Ultraterrestre: Entidade com nível evolutivo e consciencial superior, imaterial e capaz de operar em muitas dimensões.

Ummanu: (Babil.) Os Sete Sábios (ou seja os 7 Ameshaspentas, ou Cosmocratores), que escreveram os grandes poemas épicos, como Erra e Gilgamesh.

Unção Gnóstica: Rito inefável antiquíssimo, que consiste em degustar o pão e o vinho. Em dita cerimônia, átomos crísticos divinais de altíssima voltagem descem dos Mundos do Cristo Cósmico (o Chokmah, da Cabala) e penetram en nosso organismo para nossa cristificação, mediante o pacto de sangue que procura a transubstanciação de ditos alimentos na carne e no corpo de Cristo. Jesus foi o grande Mestre que popularizou este ritual, antes secretíssimo (como por exemplo acontecia nos Mistérios de Elêusis), para que todo aquele que Nele crê possa ser salvo.

Universidade Adhyátmica: Lugar onde os sábios examinam periodicamente os aspirantes que, depois de haver renunciado a Mammon (o intelectualismo, as riquezas materiais e a luxúria), desfrutam sabiamente das delícias do Amor no tálamo nupcial.

Unos In Hilo: (latim) Uno em um Ponto.

Upali: Um dos principais discípulos de Buda, recitador do Vinaya-Pitaka.

Upanayana: Sacramento iniciático, que recebe ao redor da idade de 7 anos, o também hindu de sexo masculino nascido nas castas superiores. Batismo iniciático.

Upanishad: Ensinamento esotérico, recebem este nome alguns dos textos revelados que contêm as doutrinas básicas do hinduísmo.

Upaya: (sânscr.) Método, instrumento para despertar a faculdade do Conhecimento (Prajña), por extensão designa ao companheiro sexual desta última. Meios hábeis.

Ureret: (egípcio). Veja Coroa de Ureret.

Urânia: Uma das nove Musas Eternas. Uma das partes de nosso Ser encarregadas de nos fazer compreender e vivenciar o poder das energias cósmicas para nosso despertar da Consciência.

Urano: Planeta com influência sobre as atividades femininas e masculinas. Quando o pólo masculino de Urano está apontado para o Sol, triunfa em nosso planeta dito sexo. Quando o que aponta a dito astro é o pólo femenino, a que triunfa é a mulher sobre o homem. Esta influência se mantém em ambos aspectos por épocas ou períodos de 42 anos. Por outra parte, deve-se assinalar que é um planeta catastrófico e revolucionário. Rege e governa inteligentemente as glândulas endócrinas sexuais. Também governa a Constelação de Aquário. Tem um ciclo sexual de 84 anos. Urano é alquimia sexual prática.

Urdhvarata: Termo utilizado na Índia para se referir à Magia Sexual.

Uriel: Anjo regente do planeta Vênus. Cosmocrator da terceira Legião de Anjos venusianos, do Amor, da Música e das Artes. Ensinou as Artes e as Ciências Superiores aos seres da Primeira Raça-Raiz da Terra, os hiperbóreos. Uriel legou um livro sagrado e misterioso, escrito em alfabeto rúnico.

Ursa Maior: Para o mestre Samael, ali residem as civilizações tecnologicamente mais avançadas de toda a nossa galáxia. Quando o Mestre Ressurrecto atinge determinada Iniciação Venusta, é levado a esta constelação para que sua Consciência seja trbalhada.

Uruk: Cidade na Baixa Mesopotâmia. Reis incluem Enmerkar, Lugalbanda e Gilgamesh. Deuses patronos: Anu e Ishtar. Templo principal: Eanna. Também conhecida como Tiranna, “a cidade do arco-íris” no período Selêucido. Agora chamada Guerraka, ao sul do Iraque. Cidades onde se ensinavam os Mistérios Tântricos em segredo.

Ushanas: Antiquísimo nome doAnjo Uriel.

Útero: Oórgão sexual feminino onde se desenvolve o feto. Alquimicamente chamado de Atanor, o forno onde se realizam as transmutações da energia criadora.

Utthan: Termi que se refere ao progresivo aumento autoconscientivo, desdobramentos astrais e experiências místicas transcendentais nos mundos superiores, que se sucedem com o despertar da Kundalini.

Uva: Alimento que contém o elemento Ar (tattwa Vayu) no Ritual Pancatattwa. Um dos símbolos do Deus olímpico Dioniso, ou Baco, o Deus do Êxtase, da Meditação profunda e da Alquimia Sexual. Os elementais das videiras são poderosos nas práticas de cura do Corpo Mental. Pertencem ao Raio de Vênus.[/tab]

V

Vaca Sagrada: A vaca estava consagrada a Ísis, a Mãe universal, a Natureza, e a Hathor, princípio feminino da Natureza. Ambas as deusas estavam associadas com o Sol e a Lua, como o provam o disco e os cornos (meia lua) da vaca. Nos Vedas, a aurora da Criação está representada por uma vaca. Essa aurora é Hathor, e o dia que segue a ela, ou seja, a Natureza já formada, é Ísis, porque ambas são uma mesma, exceto em questão de tempo. Hathor, a maior das duas, é “a Senhora das sete vacas místicas”; e Ísis, “a Mãe Divina”, é“a vaca cornífera”, a vaca da abundância (Natureza ou Terra), e, como a mãe de Hórus, a “mãe de tudo o que vive”. A vaca representa a Devi Kundalini Shakti. Os hindus representam a Divina Mãe com uma vaca de cinco patas. Segundo a mitologia grega, a virgem IO foi transformada em uma bezerrinha celeste para escapar das iras da deusa Juno.

Vacinas: A Gnose ensina que as vacinas danificam o corpo astral das pessoas que as tomam, pois são injetadas perigosas larvas astrais. Atualmente utilizam-se por medo e para a busca de segurança. Muitas das vacinas são obrigatórias. Para destruir essas larvas, use a prática da Magia Elemental do Limoeiro. Depois de abençoado o pé de limão, aranque um de seus frutos e esfregue no exato local onde foi injetada a vacina, ordenando mentalmente ao elemental do limão para que destrua as larvas infecciosas.

Vairóchana: (sânscr.; jap. Dainichi Nyorai) Um dos cinco Dhyani-Budas, muito venerado pela escola japonesa Shingon.

Vajra: (masculino, sânscr.; jap. Kongô-Sho; tib. Dorje/Rdo Rje) Diamante; símbolo do vazio indestrutível. Arma de guerra do deus Indra; Raio; Falo; Diamante O mistério tântrico (revelado só aos Adeptos mais avançados). É o Grande Arcano.

Vajradhara: (sânscr.; tib. Dorjechang/Rdo Rje ‘Chang) Detentor do Vajra; no budismo Vajrayana, o buda da mente pura, o aspecto Sambhogakaya do Iniciado que encarnou a seu Buda Interior, seu Íntimo.

Vajrasatva: (sânscr.; tib. Dorje Sempa/Rdo Sems Dpa’) Ser Vajra; no budismo Vajrayana, o buda do corpo puro, associado à purificação.

Vajrayana: (sânscr.; tib. Dorjetepa/Rdo Rje Theg Pa) Veículo de Diamante; forma esotérica do budismo Mahayana, baseada nos ensinamentos dos Tantras.

Vajroli: (feminino) Nome de uma peculiar técnica sexual própria do Yoga Tântrico. Canalização da energia sexual para as partes superiores do corpo. Uso da respiração e certos movimentos corporais para ativar os chacras inferiores para que estes canalizem o sêmen sublimado para o cérebro. Prática de Magia Sexual para transmutação da energia criadora nos solteiros. Apesar de ajudar a despertar nossa Consciência, com este método não é possível despertar a Kundalini porque se trabalha só com uma força.

Valentim: (Basílio; séc. 15) Antigo alquimista que, em sus obras manuscritas, tais como O Azoth, As 12 Chaves de Basílio Valentim e A Carruagem Triunfal do Antimônio, ensina o segredo da Grande Obra. Foi ele quem primeiro descreveu um método de obtenção do antimônio (não somente o antimônio químico, mas a encarnação de nosso Espírito, pois o Antimônio é uma parte de nosso Íntimo encarregada de fixar o Ser em nossa Alma).

Valentino: (Valentinus, + 160) Filósofo Gnóstico de origem egípcio. Tentou sintetizar os diversos sistemas gnósticos em um complexo religioso incorporando a eles elementos platônicos, pitagóricos e estóicos. Fundou a seita dos Valentinianos e é a personalidade mais relevante da Gnosis antiga. A Herexia de Valentinoconsistia em ter um Conhecimento mais profundo e transcendente que o dos sectários da Igreja Católica, diz Krum-Heller. Como Hipólito e outros assegurava que Jesus era gnóstico e que por isso os católicos não podiam interpretar as Escrituras. Falou largamente da transmutação e parece que da Cabala tirou o conceito dos Dez Sephirotes. Foi o primeiro a usar o sistema decimal para ensinar a Senda da Iniciação.

Vallabhaya: (sânscr.) Senhor e Bem-Amado (veja também Klim Krishnaya, Govindaya, Gopijana, Vallabhaya, Swaha).

Vampirismo: Depravação praticada por certas entidades tenebrosas que podem absorver nossa energia, especialmente a sexual. Os vampiros nascem de uma horrenda prática de “tantrismo homossexual”. Para nos proteger de pessoas com tendências vampirescas, recomenda-se realizar a Magia Elemental do Alho.

Vara de Aarão: Nome originário do “irmão” do profeta Moisés. Representa o poder sacerdotal por meio da ascensão da Kundalini em nossa coluna vertebral. Expressão que representa o Phalo.

Vara de Moisés: Bastão mágico usado por Moisés para efetuar milagres no Egito. Vara de origem fálica que simboliza a Espinha Dorsal. Foi portada por Moisés no Êxodo e se conta que a transformou em uma serpente aos atônitos olhos de Faraó.

Varginha: Cidade do sul de Minas Gerais onde foram capturadas criaturas estranhas ao nosso ambiente, provavelmente extraterrestres, em janeiro de 1996, o que é considerado por muitos o caso ufológico mais importante do Brasil.

Varuna: Deus do elemento água.

Vaso de Hermes Trismegisto: Expressão que alude ao símbolo alquímico da Energia Sexual Contém o vinho sagrado, produto da conversão da água em vinho por meio da transubstanciação. Não deve ser jamais derramado. Também representa ao Yoni feminino, assim como o Santo Graal ou Cálice de Salomão.

Vazio Iluminador: Experiência mística que se consegue através da meditação profunda e que nos conduz à Grande Realidade. Com ele se chega a experimentar o Santo Okidanokh, ou forma de manifestação do Absoluto, pois a Essência ‘escapa’ de seus veículos (corpo, mente e afetos). A consciência então se dilui, expande, chegando a interpenetrar-nos com toda a Criação: o mistério da Unidade Múltipla Perfeita. Conhecem-se os Mistérios das Leis da Natureza, tudo o que foi e tudo o que será. Quando alguém experimentou esse estado, sente um impulso interior formidável que lhe permite lutar vantajosamente contra o Ego. Ainda que se possa “experimentar” sem haver dissolvido o Ego, porém para provocar essa destruição egóica é necessário conhecê-lo profundamente.

Vayu: Princípio etérico do elemento ar. Tatwa contido especialmente nas frutas, no Ritual Pancatatwa.

Vedas: (masculino) Saber, ciência, designa as escrituras reveladas do hinduísmo. Denominação que recebe p conjunto dos escritos sagrados mais antigos do hinduísmo, assim como cada um dos quatro livros que o compõem. Esse conjunto de escritos literários antigos consta basicamente de quatro coleções de hinos, partes poéticas separadas e fórmulas ceremoniais. As coleções são conhecidas por Rig-Veda, Sama-Veda, Yajur-Veda e Atharva-Veda. Também são chamados de Samhitas (que significa “coleção”).

Vegetarianismo: Costume contrário à Lei do Trogoautoegocrático Cósmico Comum ou da recíproca alimentação de todos os seres. Os fanáticos do vegetarianismo convertem a cozinha no templo da Religião da Comida, com a prática desta tendência. Na alimentação, deve-se consumir aproximadamente de 10% a 25% de alimentaos de cada elemento etérico. Em relação com os 25% de carnes e pescados, preferencialmente não se aconselha a ingestão a carne de porco e de alguns outros, como do touro, de animais carniceiros e outros, involutivos, como macaco, formiga etc.

Velas: Nas práticas gnósticas acendem-se 3 ou 7 velas. O número 3 é totalmente criador e o 7, organizador e harmonizador. Recorda-nos a Santíssima Trindade. A prática da Magia das Velas para a cura é poderosa, pois estão contidas na chama salamandras que podem ser usadas para a regeneração energética e celular.

Velocino de Ouro: Expressão que se refero ao momento em que o Adepto recebe o Tesouro Inefável e imperecedouro do qual devemos nos apoderar depois de vencer o Dragão das Trevas (o Ego). Isso ocorre um vez criados os Corpos Existenciais e havendo passado pelas três purificações. Constitui-se no tesouro guardado zelozamente por nosso Lúcifer Interior. Devemos ser suficientemente inteligentes, astutos e fortes para vencer a Lúcifer, em nosso jogo da vida com ele. A condição exigida é não derramar o Vaso de Hermes. O Velocino também simboliza o Terceiro Logos, Shiva.

Venenoskirianas: (vibrações) Termino que alude às vibrações negativas que se produzem naquelas pessoas que não transmutam suas energias criadoras. Quando o esperma não recebe o choque especial da transmutação, degenera terrivelmente, desenvolvendo o abominável órgão kundartiguador. Origina pessoas sumamente delgadas e enxutas que, intensamente carregadas dessas vibrações, favorecem a manifestação de um alto grau de fanatismo e um habilidoso cinismo.

Vênus: (planeta) No Pentagrama Esotérico, representa o Amor. Em dito planeta vive uma humanidade muito avançada, tecnológica e espiritualmente.

Verbo: Termo que se refere ao Filho, o Segundo Logos.

Verdade: Experiência que só a podem experimentar os que morreram em si mesmos, os que lograram despertar Consciência. Quando a Jesus preguntaram o que é essa Verdade que ele ensinava, Ele guardou profundo silêncio. Quando a Gautama Sakiamuni, o Buda, fizeram a mesma pergunta, deu as costas ao interlocutor e se retirou. A Verdade nunca pode ser explicada, e cada qual deve experimentá-la por si mesmo.

Vestais: Sacerdotisas dos Templos de Mistérios em Roma, adoradoras da Deusa Vesta, o aspecto ígneo-sexual da Mãe Divina. Atualmente muito desprestigiadas por causa da degeneração sexual que as consideram como vulgares prostitutas.

Vestiduras de Glória: Depois de criar os três Corpos Existenciais, para cristificar-se devem criar essas três vestiduras de glória: o glorioso corpo do Pai, o do Logos Íntimo e o do Espírito Santo.

Vestir: O devoto debe se banhar e vestir adequadamente. O gnóstico desasseado representa muito má propaganda, porquanto afasta muita gente do Ensinamento. Em outra ordem de ensinamentos, o Mestre Samael manifesta que os homens, praticantes da Ciência Jinas, devem usar, para suas práticas, unicamente uma roupa de banho de cor amarela. E as mulheres, para o mesmo exercício, usarão uma túnica larga e a maior possível.

Véu de Ísis: Expressão que alude ao Véu Sexual Adâmico. Os Mistérios, antes herméticos, agora estão popularizados pelo Conhecimento Gnóstico.

Via-Láctea: A galáxia onde existimos. É o nosso Macrocosmo de 6 Leis. Alguns afirmam que existam mais de 200 bilhões de estrelas. Sua capital esotérica é a estrela binária Sírius.

Vida: A realidade da vida são as impressões. Por conseguinte, principalmente consiste em uma série de reações, normalmente negativas, que se dão como respostas incessantes às impressões que chegam à mente. Nossa tarefa consiste em transformar as impressões de modo que não provoquem tais respostas negativas.

Vigília: O segundo estado de consciência em que o humanóide crê estar desperto depois do sono ou descanso do corpo físico.

Vinagretti: Grande Mestre da Alquimia, protótipo do Mestre não intelectual.

Vinho: Mencionado mais de 200 vezes na Bíblia, o vinho é o canalizador por excelência, juntamente com o trigo, dos Átomos de Luz e Fogo que descem dos Mundos do Cristo. Existiu na Europa medieval uma Ordem Esotérica extremamente secreta chamada Ordem dos Produtores de Vinho, a qual ensinava em 10 passos como se produzir um vinho de qualidade superior, ou seja, ensinavam-se as técnicas mais avançadas do Tantrismo Sexual importadas do Oriente e adaptadas à psicologia ocidental. Simboliza o Fogo em potencial, o Enxofre a ser transmutado. É o Ens Seminis.

Vira: (masculino) Herói guerreiro, homem viril, apelativo dos adeptos do mais alto nível no tantrismo (por oposição a Pashus, os impotentes, os fornicários).

Virgem: Em todas as religiões simboliza à Mãe Cósmica, a Divina Mãe Kundalini.

Virgen Negra: Presente nos sótãos dos monastérios góticos, é a Mãe Divina Kundalini antes de ser fecundada. É honrada com velas de cor verde, com a esperança de que algum dia desperte nosso Fogo Interior. Quando fecundada pelo Logos é a Divina Concepção com o Menino em seus braços.

Virgílio: Célebre poeta latino de Mântua, autor da Eneida. Foi o grande mestre de Dante Alighieri e viveu entre os anos 70 e 19 a.C.

Virgo: Signo zodiacal que abarca os nascidos desde o dia 22 de agosto e 23 de setembro. Os nativos de dito signo são intelectuais e às vezes céticos. Resultam muito aptos para as ciências, psiquiatria, pedagogia etc. Sofrem no amor e passam por grandes deepções por fantasiarem muito a realidade. Devem erradicar de si o Egoísmo. São pessoas muito altruístas e colaborativas ou excessivamente egoístas.

Virtudes: Qualidade de manifestação da Essência. Um grau de Maestria Superlativa da Consciência Objetiva. Designação de Seres Sagrados que moram no Céu de Marte.

Vishnu: O Filho, a Segunda Pessoa do Triângulo Logóico. Também o Cristo na Terra Sagrada dos Vedas.

Vishuda: (masculino) Quinto centro, o Chacra do corpo sutil situado à altura da garganta. Seu Anjo Atômico nos ensina o conceito da Verdade Divina absoluta e das verdades relativas do homem.

Vitala: O mundo da Consciência, nos Vedas.

Vitaminas: Denominação científica dos diversos corpúsculos solares prânicos que em nosso organismo compõem os alimentos.

Vitriol: (ou Vitríolo) Expressão cifrada que quer dizer “Visita Interiora Terrae, Rectificatur Invenior Ocultum Lapidum”, ou seja, visite el interior da Terra que, retificando encontrarás a Pedra Oculta. O Vitríolo é o resultado da mescla do Sal, Enxofre e Mercúrio da Alquimia Sexual.

Vivekananda (swami): (Narendranath Datta, 1869-1902) Filósofo vedantista, autor e conferencista indiano, discípulo direto de Ramakrishna e difusor de seu pensamento, através da Ramakrishna Mission, que fundou em 1897. Percorreu a Europa e a América em missão doutrinal como notável orador, autor de numerosas obras o Vedanta e o Yoga. O Mestre Samael nos diz que foi uma das pessoas que desenvolveram maior controle sobre sua mente por meio da Meditação e de outras técnicas tântricas.

Vodu: (ou vudu) Práticas realizadas por alguns habitantes da República do Haiti. Através delas conseguem perceber o Ultra da Natureza, o mais além, de forma clarividente. Inclui incorporações de entidade negativas e ataques psíquicos contra pobres vítimas. Constituem-se essas práticas pura Magia Negra e o Karma é a extrema miséria e os Mundos Infernais. O Vodu foi ensinado pelos feiticeiros da Atlântida, que tinham seus templos nas regiões do Caribe. Pode-se defender das práticas de Vodu com a Alta Teurgia e a ajuda dos Mestres da Grande Fraternidade Branca.

Vogais: As sete vogais sagradas da Natureza são : IEOUAMS. Os lemurianos tinham um alfabeto que constava de 300 consoantes e 51 vogais. Atualmente, devido à degeneração dos idiomas, foram-se reduzindo ambas consideravelmente. O idioma chinês ainda conserva muitos sons da antiguidade e é um dos mais ricos idiomas existentes na atualidade.

Vontade: Qualidade própria da Consciência. Necessitamos engendrar a Vontade-Cristo, o Corpo causal da Vontade Consciente. O humanóide confunde a força do desejo (negativa) com a vontade (positiva).

Vontade Alheia: De não cumprir o sagrado princípio de respeitá-la em toda ocasião o livre-arbítrio alheio, incorre-se em Magia Negra.

Vontade Cristo: Qualidade onipotente porque só cumpre a vontade doÍntimo, tanto na terra como nos céus.

Von Uxkull: Krum-Heller o chama de “O Grande Iniciado Báltico”, viveu na América e Europa. Grande mestre dos Mistérios de Elêusis.

Vórtices: Chacras específicos por onde penetra no organismo o Prana, a Vida.

Vulcano: Planeta de nosso sistema solar. Havia um poderoso Templo de Alta Magia na Atlântida chamado de Santuário de Vulcano, onde foram encerrados alguns dos piores magos negros daquela Raça. Os Grandes Mestres do Santuário de Vulcano caíram na magia negra e se converteram em demônios terrivelmente perversos. O Deus Vulcano é o símbolo do Terceiro Logos, do Espírito Santo.[/tab]

W

Wagner: (Richard) Compositor alemão. Nasceu em 1813 e morreu em 1883. Autor de uma miríade de célebres óperas, destacando-se, entre elas: ParsifalO Anel dos NibelungosTristão e Isolda etc. Grande Iniciado e autêntico iluminado, que ensinou a Grande Obra por meio do Raio da Arte, da Música.

Waldemar: Sábio iniciado alemão da Santa Igreja Gnóstica européia. Autor de diversas obras sobre esoterismo e alquimia, citado em diversas ocasiões pelo Venerável Mestre Samael aun Weor.

Walkíria: Simboliza a Alma Espiritual, Budhi, ou a Bela Helena. Para os homens é feminina e para as mulheres, masculina. Atman, o Íntimo, envia a Walkíria para realizar determinados trabalhos: trabalhar nos templos, entregar mensagens, ajudar os Mestres. Constitui-se no fogo mensageiero, o Eros que palpita em nosso interior. O Iniciado deve desposar-se com ela, ou seja, casar com sua Alma Gêmea (interior).

Watan: Termo que alude a língua atlante primitiva, raiz do sânscrito, do hebreu e do chinês.

Wotan: Avatar do antigo México (como o deus Pacal Wotan, ou Votan) e da mitologia escandinava.

Wu: (chinês) Veja Bodhi. Literalmente significa Não; é um mantra para se alcançar o Vazio Iluminador. Deve ser vocalizado verbalmente tentando imitar o som do vento, com seus altos e baixos. Devagarinho, esse mantra vai sendo vocalizado baixo, até se o vocalizar unicamente de forma mental.[/tab]

X


X-Files: (Ufol) Popular e celebrado seriado da rede norte-americana Fox, que ajudou a popularizar a Ufologia em todo o mundo, apesar de criar muitas fantasias sobre o tema.

Xiitas: (Islam.) Esse grupo acredita que o sucessor de Mohamad deveria ser seu parente, ou seja, o Profeta Áli Abu Tálib. Diz a tradição que o Profeta Áli seria um dos grandes regentes do Sufismo.

Xochipilli: Deus mexicano da Música, das flores e do amor, esposo de Xochiquetzal. Diz o VM Samael que este Ser é um grande mestre da Fraternidade Branca. Samael afirma, em sua obra Magia Crística Asteca que este Mestre pode ser invocado às sextas-feiras, entre 10 da noite e meia-noite, suplicando-lhe para que interceda por nós perante a Justiça Divina e mova a Roda da Fortuna a nosso favor.

Xolotl: O Lúcifer entre os astecas.[/tab]

Y

Yab-Yum: (tib. Yab Yum) Pai-mãe; no budismo Vajrayana tibetano, representação simbólica da inseparabilidade dos meios hábeis (Upaya) e da sabedoria (Prajña). São também estatuetas sagradas onde se vê um casal divino em cópula sagrada, indicando a Alquimia Sexual para podermos trilhar a Senda da Iniciação autêntica.

Yama: Na mitologia indiana, o demônio da morte.

Yantra: (neutro) Instrumento pictográfico para dominar e refrear as ondas de pensamento, é outro nome da Mandala; é um símbolo usado nas práticas tântricas para o despertar da Concentração. O mais poderoso desses símbolos é o Sri Yantra.

Yasodhara: A esposa-sacerdotisa de Sidarta Gautama.

Yeshe Tsogyel: (tib. Ye Shes Mtsho Rgyal) Consorte, ou esposa-sacerdotisa, tibetana (757-817 d.C.) do mahasidha Padma Sambhava.

Yesod: (hebr.) Base, fundamento. A nona Séfira, ou Sefirote. O arquetipo ou base invisível, ou quadridimensional, de toda manifestação visível, a potencialidade eterna de tudo o que foi, é e será.

Yidam: (sânscr. Ishta-Devata; tib. Yid Dam) Mente de Compromisso; no budismo Vajrayana, divindade meditacional visualizada durante as práticas (Sadhanas). Como exemplo, podemos visualizar nossa Mãe Divina íntima, particular, tomando a forma de Tara Vermelha, e enquanto vocalizamos seu mantra sagrado, nós A visualizamos destruindo todas as ilusões egóicas de nossa mente.

Yoga: (masculino) Método ou disciplina psicossomática para chegar a um pleno desenvolvimento psicofísico e espiritual.

Yogachara: (sânscr.) Aplicação do Yoga; também conhecida como Vijnanavada, filosofia Mahayana fundada pelos monges Asanga e Vasubandhu, baseada no ensinamento do Chittamatra. Ou seja, é o reconhecimento de que se deve praticar o Yoga objetivando o Despertar da Consciência, e não somente o despertar dos Siddhis, ou poderes psíquicos básicos, inferiores.

Yogananda: (Paramahansa, Mukunda Lal Ghosh, ?-1952) Yogue e autor indiano, fundador da Yogoda Sat Sanga, em Dakshinswar (Índia) e da Self Realization Fellowship (de Los Angeles-EUA), para a difusão da Kriya Yoga, como meio de realização espiritual. Samael nos relata que este grande yogue conseguiu despertar uma boa porcentagem de sua consciência, porém não trabalhou na Forja Acesa de Vulcano, ou o “Arcano AZF”, a Magia Sexual, e, por conseqüência, seu trabalho não ficou completo.

Yogue: (masculino) Adepto do yoga.

Yoguine: (feminino): Adepta do Yoga, também esposa-sacerdotisa, companheira sexual, de um Iniciado.

Yoni: (masculino) Órgão sexual feminino representado nas mandalas com um triângulo com a ponta para baixo e o mantra pelas consoantes.

Yuga: (neutro) Período correspondente a cada una das 4 Eras Cósmicas.

Yutekswar, Sri: (Priya Nath Karar; 1855-1936). Místico hindu, discipulo del Guru Lahiri Mahasaya. Atribuem-se a ele diversos poderes milagrosos e foi mestre de Paramahansa Yogananda. Samael nos diz que é um Mestre.[/tab]

Z

Zacariel: (hebr.) Arcanjo Cosmocrator. Logos, Alma Suprema de Júpiter. Símbolo do altruísmo, da bondade, da abundância, da prosperidade e da generosidade. O dia da semana mais propício para trabalhos com as forças jupiterianas de Zacariel é sexta-feira, especialmente a meia-noite de quinta para a sexta.

Zafu: (jap.) Almofada redonda para a prática do Zazen.

Zakat: Doação ao necessitados, um dos principais pilares da fé muçulmana. Refere-se ao 3° Fator dentro do Islamismo.

Zangões: Termo que em esoterismo se refere aos Magos Negros. O Mestre Samael revela estes bruxos se reúnem especialmente no castelo de Klingsor, com suas parceiras, a fim de celebrar suas orgias.

Zanoni: (conde) Mestre Ressurrecto maravilhoso. Havia sido Iniciado na Torre de Fogo da Velha Caldéia e viveu nos Paraísos Jinas. Durante a Revolução Francesa, apaixonou-se por uma senhorita napolitana. E, ao se deixar seduzir e cair, perdeu sua condição de Ressurrecto. Morreu guilhotinado em dito movimento político. Diz-se que seu bodhisatva está encarnado em algum país da América do Sul, à espera de que seu Ser Divino ordene um novo Trabalho na Pedra Filosofal.

Zazen: (jap.; chin. Tso-Ch’an) Sentar-se Zen; meditação do budismo Zen, sem pensamentos ou objetos.

Zen: (jap.; sânscr. Dhyana; chin. Ch’an) Meditação; uma das principais escolas do budismo Mahayana.

Zend Avesta: A “Bíblia”, ou livro sagrado, escrito por Zoroastro.

Zendô: (jap.) Sala onde se pratica Zazen.

Zeus: (grego) O Pai que está em segredo, também o Cristo Cósmico. Dentre os mestres da Grande Fraternidade Branca, é o mais antigo mestre ressurrecto do planeta Terra.

Zigurats: Termo que alude às torres caldéias que albergavam as chamadas “câmaras dos sonhos”. Ali se praticava a cura por meio dos sonhos, onde se invocava aos deuses para obter a cura ou a revelação do porvir. Também se praticavam ali as observações astronômicas e estudos astrológicos.

Zodíaco: (grego) Da voz Zodion, diminutivo de Zoon, animal. Símbolo universalmente extendido em sua forma circular como “roda cósmica” o “roda da vida”. O movimento de descenso e ascenso da roda, reflete a queda da alma na existência material e a necessidade de ser salva, percorrendo o Camino inverso. O Zodíaco astrológico é un círculo imaginário que passa ao redor da Terra o plano do Equador, chamando-se seu primeiro ponto de Áries 0º. Está dividido em 12 partes iguais denominadas “Signos do Zodíaco”, contendo cada uma 30º de espaço, e nele está medida a verdadeira ascensão dos corpos celestes. A Precessão dos Equinócios é causada pelo “movimento” do Sol através do espaço, o qual faz que as constelações aparentemente se movam para diante contra a ordem dos signos na razão de 50 e 1/3 segundos por ano. Portanto, a Constelación de Touro se achava no primeiro signo do Zodíaco ao princípio do Kali Yuga e, por conseguinte, o ponto equinocial caía ali. Nese tempo, tambén Leão estava no Solstício de Verão, Escorpião no Equinócio de Outono e Aquário no Solstício de Inverno; e esses fatos formam a chave astronômica da metade dos mistérios religiosos do mundo, inclusive o esquema cristão. O Zodíaco foi conhecido na Índia e no Egito durante incalculáveis idades, e o conhecimento dos Sábios (magos) desses países, com respeito à influência oculta das estrelas e dos corpos celestes sobre nossa Terra, foi muito maior do que a astronomia profana poderia jamais esperar alcançar.

Zohar: (hebr.; tradição recebida) Em sentido genérico, misticismo judaico em todas as suas variantes; em seu sentido específico designa duas escolas cabalísticas: a escola alemã, centrada na oração e meditação, onde se trabalha com o processo devocional, místico, e a hispânica, que derivou até a especulação e a teosofia esotérica, que cristalizou no século 13 na Península Ibérica e Provença ao redor do Sefer ha-Zohar (Libro del Esplendor), conhecida como o Zohar, e de onde derivam todos os movimentos religiosos posteriores no judaísmo. A forma mais antiga conhecida do misticismo judeu data dos primeiros séculos e é uma variante do misticismo helenístico astral da era cristã, na qual o adepto, através da meditação e a utilização de fórmulas mágicas, viajava em êxtase, através e por cima das esferas, ou sefirotes, superiores. Na versão judaica, o adepto busca uma versão extática do trono de Deus, o carro (Merkabah) conduzido por Ezequiel (Ez.,1).

Zoostat: Termo que, na língua de ouro dos Mestres, designa a Consciência.

Zoroastro: (Zarathustra, séc.5º a.C.) Mítico profeta, grande reformador da religião persa, cuja figura se encontra envolta em uma auréola de lendas. Não é posível reconstruir historicamente com precisão sua vida, pois imagina-se que existiram diversos Zoroastros, e não unicamente um. A principal fonte biográfica é o Zend Avesta, livro sagrado dol Zoroastrismo. Esotericamente se lhe considera um grande legislador, portador de uma missão divina como fundador do Culto ao Fogo e da magia. Encarnou o Cristo Cósmico. Dizem certas tradições que ao encarnar o Logos Íntimo, seu Cristo Interior, Zoroastro se tornou aquele que trouxe e espalhou os Átomos Ígneos do Sol, para que estes se fixassem na Consciência de todos os habitantes da Terra. Afirma-se também que Zoroastro ensinou sobre a Reta Conduta: “Todo aquele cujas boas obras excedam em três gramas a seus pecados, irá para o céu; todo aquele cujo pecado seja maior, irá ao inferno; no entanto, aquele em que ambos sejam iguais, permanecerá no Hamistikan (o Limbo) até o corpo futuro ou ressurreição”.

Zotz: (Asteca) Termo que designa o Deus Morcego (ou Murciélago). Este é um grande Mestre do Raio de Saturno, um poderoso Anjo do Mundo Causal, regente da Vida e da Morte. Seu poder é terrível. Pertence ao Raio de Saturno. Também chamado de Camazotz.

Zu: Na mitologia babilônica, deus-pássaro e inimigo dos deuses, por ter roubado as Tábuas do Destino. Os deuses ficam impotentes diante do acontecido. Finalmente, o rei Lugalbea, pai de Gilgamesh, foi capaz de recuperar as Tábuas do Destino, após matar Zu. Na mitologia assíria, Marduk é quem esfola o crânio de Zu. Num outro mito, foi Ninurta o herói e matador de Zu.[/tab]