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“E quando Enoque viu isso, ficou
com a alma amargurada e chorou por seus irmãos;
e disse aos céus: Recusar-me-ei a ser consolado;
mas o Senhor disse a Enoque: Anima-te e alegra-te; e
olha.” (Gênesis)
Existem muitos livros que foram banidos do corpus bíblico
por serem considerados apócrifos (incultos ou
não inspirados por Deus). Em sua considerável
maioria eram justamente os mais reveladores, trazendo
importantes informações sobree uma série
de acontecimentos ligados aos contatos das divindades
com o homem.
O Livro do Profeta Enoque (citado em Judas 14), patriarca
bíblico antediluviano (ou seja, que viveu antes
da
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destruição e afundamento da Atlântida),
é, sem dúvida, um dos mais reveladores. Seu
livro mostra, entre outras coisas, que 200 “anjos”
desceram à Terra e tiveram filhos e filhas com as mulheres
terrestres.Como estamos vendo, não é de hoje
que seres poderosos, na Bíblia chamados de Nefilim,
se relacionam intimamente com nossa humanidade. Esses anjos
ensinaram muitas coisas para os terrestres, como astronomia,
noções de meteorologia e, de maneira surpreendente,
até mesmo a prática do aborto.
Esotericamente, Enoque cita o período final da Atlântida,
antes de seu afundamento devido à sua extrema corrupção.
Os grandes Iniciados atlantes começaram a se degenerar
(anjos unindo-se a mulheres) e isso não foi bem-visto
pela Justiça Divina. De acordo com o Mestre Samael
Aun Weor, o profeta Enoque foi na verdade uma das encarnações
do poderoso Anjo Metraton, tão citado na Angelologia.
Posteriormente, no período áureo do Egito Antigo,
esse profeta encarnou-se e se chamou Tehuti, mais conhecido
entre nós como Hermes Trismegisto. E entre os fenícios,
foi Cadmos, o criador da escrita. Acompanhemos a seguir os
dizeres de Samael sobre o Patriarca Enoque.
O Patriarca Enoque
(Do Livro As Três Montanhas, do VM Samael Aun
Weor)
O símbolo do tempo, ao qual o anel de bronze faz
também enfática referência, conduz ciclicamente
o Arhat gnóstico até aquela antiga época
patriarcal, denominada também Idade de Bronze ou Dvapara
Yuga que, indubitavelmente, precedeu esta nossa atual Idade
de Ferro ou Kali Yuga...
Os melhores tratadistas do ocultismo afirmaram sempre que
entre estas duas idades aconteceu a Segunda Catástrofe
Transapalniana, que modificou totalmente a fisionomia geológica
do planeta Terra.
O sétimo, entre os dez sublimes patriarcas antediluvianos,
é, fora de qualquer suposição, totalmente
diferente dos seis que, no curso dos séculos, o precederam
(Adão, Set, Enos, Cainã, Maladel, Jared), assim
como dos três que o sucederam (Matusalém, Lameque,
Noé).
Entretanto, é claro que o que mais nos assombra em
tudo isto é o sagrado nome de Enoque que, traduzido,
significa: iniciado, dedicado, consagrado, mestre.
O Gênese hebraico assevera, de forma muito solene,
que Enoque não morreu fisicamente, em realidade, senão
que “caminhou com Deus e desapareceu, porque o levou
Deus”.
Antiqüíssimas tradições esotéricas
que se perdem na noite dos séculos dizem claramente
que, estando Enoque sobre cume majestoso do Monte Mória,
teve um Shamadi clarividente em que sua Consciência
Objetiva Iluminada foi arrebatada e levada aos nove céus
citados por Dante em sua Divina Comédia, e no último
dos quais – no de Netuno – encontrou o patriarca
a Palavra Perdida (seu próprio Verbo, sua Mônada
particular, individual).
Posteriormente, quis esse grande Hierofante expressar essa
visão numa lembrança permanente e imperecedora...
Assim dispôs, categoricamente e com grande sabedoria,
que se fizesse, debaixo desse mesmo lugar bendito, um templo
secreto e subterrâneo, compreendendo nove abóbadas,
sucessivamente dispostas uma debaixo da outra, nas vivas entranhas
do monte...
Seu filho Matusalém foi certamente o arquiteto encarregado
material de tão extraordinário “sancta”...
Não se menciona o conteúdo e destino específico,
definido, de cada uma destas abóbadas, ou grutas mágicas,
em comunicação uma com a outra, mediante uma
escada espiralóide...
A última destas cavernas é, não obstante,
a que absorve toda a importância oculta. De maneira
que as anteriores tão só constituem a via secreta
indispensável, mediante a qual se chega a esta, no
mais profundo da montanha...
É, esta última, o local, ou “sanctum”,
mais íntimo, em que o patriarca Enoque depositou seu
mais tesouro esotérico...
O Velocino de Ouro dos antigos, o tesouro inefável
e imperecedor que buscamos, não se encontra nunca,
pois, na superfície, senão que temos de escavar,
cavar, buscar nas estranhas da terra, até encontrá-lo...
Descendo valorosamente às estranhas ou infernos do
Monte da Revelação, encontra o iniciado o místico
tesouro – sua Mônada divina – que para ele
se conserva através dos incontáveis séculos
que nos precederam no curso da história...
No capítulo II do Apocalipse de São João,
ainda podemos ler o seguinte: “Ao que vencer de comer
do maná oculto e lhe darei uma pedra branca, e, na
pedra, um novo nome escrito, o qual não conhece senão
aquele que o recebe.”
Até aqui, as palavras do Mestre Samael. Continuemos
a falar da profunda Sabedoria de Enoque e a seguir citando
trechos de seu livro.
Alguns estudiosos têm certeza de que esse livro foi
escrito originalmente em hebraico, outros julgam que a língua
original foi o aramaico e outros tantos acreditam que algumas
partes foram escritas em hebraico e outras em aramaico. A
primeira parte do Enoque etíope (caps. 1-36) tem uma
importância imensa, pois remonta provavelmente em 300
a.C. e aos primeiros livros da Bíblia. Uma das fontes
antigas usadas pelos últimos revisores do Gênesis
era semelhante à fonte utilizada mais integralmente
em Enoque I.
Hermes Trismegisto, outra das encarnações
de Enoque?
Para o VM Samael, sim. Afirma o Mestre sobre Enoque/Hermes:
"A Cabala perde-se na noite dos séculos, aí
onde o Universo gerou-se, no ventre de Maha Kundalini, a grande
Mãe. A Cabala é a ciência dos números.
O autor do Tarô ou Tarot foi o Anjo Metraton, que é
o chefe da Sabedoria da Cobra e foi o Profeta Enoque, do qual
nos fala a Bíblia.
O Anjo Metraton ou Enoque deixou-nos o Tarô, ou Tarot,
no qual se encerra toda a Sabedoria Divina. Este ficou escrito
em pedra. Também nos deixou as 22 letras do alfabeto
hebraico. Este grande Mestre vive nos mundos superiores, no
Mundo de Aziluth, um mundo de felicidade inconcebível,
segundo a Cabala é na Região de Kether, um Sefirote
bastante elevado."
O que É a Lei de Enoque para os Gnósticos
Pergunta: Vamos pedir ainda, para que fique um pouco
mais claro, que o senhor nos fale sobre a Lei de Enoque, de
que na época da primavera não devemos comer
carne, porque está muito carregada com as forças
sexuais dos animais. Porém, no Brasil a primavera é
em uma época diferente daqui. Então, qual será
a época certa, na primavera ou depois da Semana Santa,
na Sexta-feira Santa?
SAW: Com o maior prazer darei resposta aqui a nosso
irmão gnóstico e, pela sua mediação,
a todos os nossos irmãos gnósticos da República
do Brasil. Indubitavelmente, na primavera, a vida se encontra
forte e ativa. O impulso animal é muito poderoso. As
paixões animais, por tal motivo, se desatam. Obviamente,
a carne se encontra bastante carregada também do princípio
psíquico animal inferior. Na América do Sul,
as estações estão invertidas. Isto não
invalida nossas afirmações. Na primavera da
América do Sul, sucedem fenômenos similares aos
que acontecem na primavera do Hemisfério Norte. Não
quero com isto dizer, definitivamente, que não se pode
provar alguma carne na primavera. Digo de forma bem clara
que o que sucede é que, nesta época, os princípios
animalescos, bestiais, se encontram intensificados. Então,
convém dosar um pouco mais a carne, comê-la em
menor quantidade nesta época de primavera. Isto é
tudo. Com isto fica esclarecido o que temos afirmado em algumas
obras.
Trechos do Livro de Enoque
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“III - E, agora, ouvi-me, meus filhos,
que eu descerrarei os vossos olhos para que possais escolher
aquilo que Ele ama e desprezar tudo aquilo que odeia,
para poderdes caminhar perfeitamente em todos os Seus
caminhos e não errardes seguindo impulsos culposos
ou deitando olhares de fornicação. Porque
muitos foram os que se desviaram e homens fortes e valorosos
aí escorregaram, tanto outrora como hoje. Caminhando
com a rebelião nos corações, caíram
os próprios guardas dos céus, a tal chegados
porque não observavam os mandamentos de Deus, tendo
caído também os seus filhos, cuja estatura
atingia também a altura dos cedros e cujos corpos
se assemelhavam a montanhas. Todo o ser vivo que se encontrava
em terra firme, caiu, sim, e morreu, e foram como se não
tivessem sido, porque procediam conforme a sua vontade
e não observavam os mandamentos do seu Criador,
de maneira que a cólera de Deus se inflamou contra
eles. |
IV - assim se perderam os filhos de Noé e as suas
tribos e assim foram aniquilados. “Ainda nos textos
de Qumram, do século II a.C., vamos encontrar outro
documento antigo, o pergaminho de Lameque, contando uma história
semelhante. Como o rolo só se conservou em fragmentos,
faltam agora no texto frases e sentenças inteiras.
O que restou, entretanto, é suficiente singular para
ser relatado. Diz ele, que certo dia Lameque, pai de Noé,
voltando para casa de uma viagem de mais de nove meses, foi
surpreendido pela presença de um menino pequenino que,
por seu aspecto físico externo em absoluto não
se enquadraria na família. Lameque levantou pesadas
acusações contra sua mulher Bat-Enosh e afirmou
que aquela criança não se originara dele. Bat-Enosh
se defendeu, jurando por tudo que lhe era sagrado que o sêmem
só poderia ser dele, do pai Lameque, pois na ausência
do marido ela não teve o menor contato com nenhum soldado,
nem de um estranho nem de um dos “filhos do céu”.
E ela implorou:
“Ó meu senhor... juro... esse sêmem proveio
de ti, de ti proveio a concepção, de ti a plantação
do fruto que não é de um forasteiro, nem de
um guarda, tampouco de um filho do céu...”
Não obstante, Lameque não acreditou nas juras
de sua mulher e, desassossegado até o fundo de sua
alma, partiu para pedir conselho a seu pai Matusalém,
a quem relatou o caso familiar que tanto o deprimia. Matusalém
ouviu, meditou e como não chegou a tirar conclusão
alguma, por sua vez, pôs-se a caminho para consultar
o sábio Enoque. Aquele assunto de família estava
causando tal alvoroço que o velho enfrentou os incômodos
de uma longa viagem a fim de por a limpo a origem do garoto.
Enoque ouviu o relato de Matusalém, contando como,
de um céu cem nuvens, de repente caiu um menino, de
aspecto físico externo menos parecido com o dos mortais
comuns, e mais semelhante a um filho de pai celeste, cujos
olhos, cabelos, pele, em nada se enquadrava na família.
O sábio Enoque escutou o relato e mandou o velho Matusalém
de volta, com a notícia alarmante de que um grande
juízo punitivo sobreviria, atingindo a Terra e a humanidade;
toda a “carne” seria aniquilada, por ser suja
e perversa. No entanto, falou Enoque, ele, Matusalém,
deveria ordenar ao seu filho Lameque que ficasse com o menino
e lhe desse o nome de Noé, pois o pequeno Noé
teria sido escolhido para ser o progenitor daqueles que sobreviveriam
ao grande juízo universal. Matusalém viajou
de volta, informou seu filho sobre tudo o que estaria para
vir e Lameque finalmente aceitou a criança como sua.
A Biblioteca de Enoque
O “Livro de Enoque” (nome que significa Inicie,
ou Iniciador), é um texto apócrifo escrito por
volta de 200 a.C. (Os livros apócrifos judaicos circulavam
entre os judeus durante os séculos imediatamente anteriores
e posteriores ao início da era cristã. Os mais
importantes de todos estes eram os Livros de Enoque).
Na verdade, o Livro de Enoque era uma coletânea de
diversas obras literárias, que apareciam todas sob
o nome de Enoque, mas que teriam sido escritas por diferentes
autores. Tudo indica que o livro era bastante conhecido até
o século 18, mas não sabemos quantos deles existem.
O Livro das Similitudes (ou segredos) de Enoque menciona um
total de 360 livros. Uma verdadeira biblioteca cuja existência
dificilmente poderá algum dia ser comprovada. Sabemos
que com certeza existem três: O Enoque I ou Enoque Etíope;
o Enoque Eslavo ou Livro dos Segredos de Enoque e o Enoque
Hebreu. Há uma vaga referência a um Enoque IV,
feita numa epístola a Barnabás, datada do século
II da nossa Era. [Talvez se queira considerar também
o pergaminho de Lameque como uma seqüência das
histórias contadas pelo patriarca Enoque]. Infelizmente,
esses textos ficaram perdidos durante séculos, só
sendo redescobertos em épocas recentes, a maior parte
em fragmentos.
Alguns fragmentos do Livro de Enoque, já conhecido,
mas escrito em aramaico, foram descobertos nas célebres
grutas de Qumran, no Mar Morto (veja um pequeno fragmento
desse Manuscrito no topo desta matéria). Por
isso há quem especule a existência de uma versão
original mais antiga, escrita em hebraico. Uma outra versão
conhecida como Os Segredos de Enoque ou II Enoque, foi descoberta
na Rússia, em um texto eslavo, e traduzida para o inglês
no século XIX; Esta foi provavelmente escrita no Egito
no princípio da era cristã e fala da viagem
de Enoque através das diferentes coortes do Paraíso.
Uma de suas versões foi encontrada na Abissínia.
Havia sido escrita no idioma etíope, por isso ficou
conhecido como Enoque Etíope ou I Enoque. O Enoque
Etíope é conhecido de forma completa na Europa
desde 1773, quando o explorador inglês James Bruce trouxe
três cópias, que foram rapidamente difundidas;
mas a primeira publicação de excertos do texto
etíope de Enoque, o qual, é o único integral
remanescente, só ocorreu em 1800. A primeira tradução
completa foi publicada por Richard Laurence em Oxford no ano
de 1821, gerando novos debates em torno da velha questão:
Se os “filhos de Deus” que tiveram relações
sexual com mulheres eram de fato anjos. O estudo filológico
mostrou que estes originais foram escritos por volta do ano
400 da nossa Era e em grego. A queda dos anjos é contada
no texto da seguinte forma:
VI - 1. Quando outrora aumentou o número dos filhos
dos homens, nasceram-lhes filhas bonitas e amoráveis.
Os Anjos, filhos do céu, ao verem-nas, desejaram-nas
e disseram entre si: “Vamos tomar mulheres dentre as
filhas dos homens e gerar filhos!” 2. Disse-lhes então
o seu chefe Semjaza: “Eu receio não queiras realizar
isso, deixando-me no dever de pagar sozinho o castigo de um
grande pecado”. Eles responderam-lhe em coro: “Nós
todos estamos dispostos a fazer um juramento, comprometendo-nos
a uma maldição comum mas não abrir mão
do plano, e sim executa-lo”. 3. Então eles juraram
conjuntamente, obrigando-se a maldições que
a todos atingiram. Eram ao todo duzentos os que, nos dias
de Jared, haviam descido sobre o cume do monte Hermon. Chamaram-no
Hermon porque sobre ele juraram e se comprometeram a maldições
comuns.
4. Assim se chamavam os seus chefes: Semjaza, o superior
de todoseles, Arakiba, Rameel, Kokabiel, Tamiel, Ramiel, Danel,
Ezekeel, Narakijal, Azael, Armaros, Batarel, Ananel, Sakeil,
Samsapeel, Satarel, Turel, Jomjael e Sariel. Eram esses os
chefes de cada grupo de dez.
VII - 1. Todos os demais que estavam com eles tomaram mulheres,
e cada um escolheu uma para si. Então começaram
a freqüentá-las e a profanar-se com elas. E eles
ensinavam-lhes bruxarias, exorcismos e feitiços, e
familiarizavam-nas com ervas e raizes. 2. Entrementes elas
engravidaram e deram à luz a gigantes de 3.000 côvados
de altura. Estes consumiram todas as provisões de alimentos
dos demais homens. E quando as pessoas nada mais tinham para
dar-lhes os gigantes voltaram-se contra elas e começaram
a devorá-las. 3. Também começaram a atacar
os pássaros, os animais selvagens, os repteis e os
peixes, rasgando com os dentes as suas carnes e bebendo o
seu sangue. Então a terra chamou contra os monstros.
VIII - 1. Azazel ensinou aos homens a confecção
de espadas, facas escudos e armaduras, abrindo os seus olhos
para os metais e para a maneira de trabalhá-los. Vieram
depois os braceletes, os adornos diversos, o uso dos cosméticos,
o embelezamento das pálpebras, toda sorte de pedras
preciosas e a arte das tintas. 2. E assim grassava uma grande
impiedade; eles promoviam a prostituição, conduziam
aos excessos e eram corruptos em todos os sentidos. Semjaza
ensinava os esconjuros e as poções de feitiços,
Armaros a dissipação dos esconjuros, Barakijal
a astrologia, Kokabel a ciência das constelações,
Ezekeel a observação das nuvens, Arakiel os
sinais da terra, Samsiel os sinais do sol e Sariel as fases
da lua. 3. Quando os homens se sentiram prestes a serem aniquilados
levantaram um grande clamor, e seus gritos chegaram ao céu.
IX - 1. Então Michael, Uriel, Raphael e Gabriel olharam
do alto do céu e viram a quantidade de sangue derramado
sobre a terra e todas as desgraças que sobrevieram
(...) 2. Então eles falaram ao Senhor dos Mundos: “(...)
4. Tu vês o que foi perpetrado por Azazel, como ele
ensinou sobre a terra toda espécie de transgressões,
revelando os segredos eternos do céu, forçando
os homens ao seu conhecimento; assim procedeu Semjaza, a quem
conferiste o comando sobre os seus subalternos. 5. “Eles
procuraram as filhas dos homens sobre a terra, deitaram-se
com elas e tornaram-se impuros; familiarizaram-nas com toda
sorte de pecados. As mulheres pariram gigantes e, em conseqüência,
toda a terra encheu-se de sangue e de calamidades.”
6. “Agora clamam as almas dos que morreram, e o seu
lamento chega às portas do céu. Os seus clamores
se levantam ao alto, e em face de toda a impiedade que se
espalhou sobre a terra não podem cessar os seus queixumes.”
7. “E Tu sabes de tudo, antes mesmo que aconteça.
Tu vês tudo isso e consentes. Não nos dizes o
que devemos fazer.”
X - 1. Então o Altíssimo, o Santo, o Grande,
tomou a palavra e enviou Uriel ao filho de Lamech, com a ordem
seguinte: “Dize-lhe, em meu nome: ‘Esconde-te’,
e anuncia-lhe o fim próximo! Pois o mundo inteiro será
destruído; um dilúvio cobrirá toda a
terra e aniquilará tudo o que sobre ela existe.”
2. “Comunica-lhe que ele poderá salvar-se, e
que seus descendentes serão mantidos por todas as gerações
do mundo!” 3. E a Raphael disse o Senhor: “Amarra
Azazel de mãos e pés e lança-o nas trevas!
Cava um buraco no deserto de Dudael e atira-o ao fundo! Deposita
pedras ásperas e pontiagudas por baixo dele e cobre-o
de escuridão! Deixa-o permanecer lá para sempre
e veda-lhe o rosto, para que não veja a luz!”
4. “No dia do grande Juízo ele deverá
ser arremessado ao tremendal de fogo!
Purifica a terra, corrompida pelos Anjos, e anuncia-lhe a
Salvação, para que terminem seus sofrimentos
e não se percam todos os filhos dos homens, em virtude
das coisas secretas que os Guardiões revelaram e ensinaram
aos seus filhos! Toda a terra está corrompida por causa
das obras transmitidas por Azazel. A ele atribui todos os
pecados!” 5. E a Gabriel disse o Senhor: “Levanta
a guerra entre os bastardos, os monstros, os filhos das prostitutas
e extirpa-os do meio dos homens, juntamente com todos os filhos
dos Guardiões! Instiga-os uns contra os outros, para
que na batalha se eliminem mutuamente! Não se prolongue
por mais tempo a sua vida! Nenhum rogo dos pais em favor dos
seus filhos deverás ser atendido; eles esperam ter
vida para sempre, e que cada um viva quinhentos anos.”
6. A Michael disse o Senhor: “Vai e põe a ferros
Semjaza e os seus sequazes, que se misturam com as mulheres
e com elas se contaminaram de todas as suas impurezas!”
7. “Quando os seus filhos se tiverem eliminado mutuamente,
e quando os pais tiverem presenciado o extermínio dos
seus amados filhos, amarra-os por sete gerações
nos vales da terra, até o dia do seu julgamento, até
o dia do juízo final!”
| 8. “Nesse dia, eles serão
atirados ao abismo de fogo, na reclusão e no tormento,
onde ficarão encerrados para todo o sempre. E todo
aquele que for sentenciado à condenação
eterna seja juntado a eles, e seja com eles mantido em
correntes, até o fim de todas as gerações.”
9. “Extermina os espíritos de todos os monstros,
juntamente com todos os filhos dos Guardiães, porque
eles maltrataram os homens! Purga a terra de todo ato
de violência! Toda obra má deve ser eliminada!
Que floresça a árvore da Verdade e da Justiça.
(...)” |
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VII - 1. Enoque (...) havia estado junto dos Guardiães
e transcorreu os seus dias na companhia dos Santos. 2. (...)
Então os [Santos] Guardiães me chamaram, a mim
Enoque, o Escriba, e disseram-me: “Enoque, tu, o Escriba
da Justiça, vai e anuncia aos Guardiães do céu
que perderam as alturas do paraíso e os lugares santos
e eternos, que se corromperam com mulheres à moda dos
homens, que se casaram com elas, produzindo assim grande desgraça
sobre a terra; anuncia-lhes: 'Não encontrareis nem
paz nem perdão'. Da mesma forma como se alegram com
seus filhos, presenciarão também o massacre
dos seus queridos, e suspirarão com a desgraça.
Eles suplicarão sem cessar, mas não obterão
nem clemência nem paz!”
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