( Por Dr. Jorge Adoum – Mago Jefa )
Muitas pessoas têm duvidas da existência histórica
de Cristo. Deixemo-las em suas divagações, pois
não temos tempo a tratar de demonstrar a existência
do Sol.

A narrativa da descida do Verbo ao seio da matéria
é tão perfeita, tão verdadeira quanto
a descida do Eu Sou ao Meu Corpo.
Jesus identificou-se com o Cristo, "O Verbo por quem
todas as coiass foram feitas". Para as igrejas, esse
fato divino tornou-se em data histórica de quem consideram
a divindade encarnada (o Cristo Místico). Assim como
o Cristo dos Mistérios, O Logos, a Segunda Pessoas
da Trindade, é o Macrocosmos, assim também o
Microcosmos encerra e representa o segundo aspecto do Espírito
Divino, chamado, por isso, Cristo. O segundo aspecto do Cristo
dos Mistérios é, portanto, a vida do Iniciado,
a vida do Segundo Nascimento no Reino Interno. Durante esta
Iniciação Interna, o Cristo nasce no homem e,
mais tarde, exalta-se, para tornar mais intelectual ao Iniciado
a natureza do Espírito nele.
Somente por meio do Amor pode o homem aspirar à Iniciação.
Pelo amor verdadeiro o homem pode tornar-se "puro, santo,
sem mancha e viver sem transgressão", chegando
assim a ser Iniciado, a SER Cristo CONSCIENTEMENTE. Esse é
o caminho das provas que levam à "Porta Estreita",
ao "Caminho da Santidade" e, pois, ao"Gólgota
com a Cruz às Costas".
O Cristo-Sol no homem é o Fogo Divino da Alma, que
se deve "converter em Luz"; "O nosso Deus é
Fogo", disse Moisés. É o Menino que nasce
como o homem no presépio, na casa de carne (Belém),
o corpo físico.
O candidato deve desenvolver estas qualidades de maneira
perfeita, antes que o Cristo possa nascer nele. Deve preparar
a morada para esse Menino Divino que vai crescer dentro dele.
Os preceitos necessários para desenvolver essas qualidades
estão perfeitamente traçados no Sermão
da Montanha, e nada mais temos a dizer sobre esse particular.
O maior Mistério do Cristianismo está encerrado
nos 14 versículos do primeiro capítulo do Evangelho
de São João:
1. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com
Deus, e o Verbo era Deus.
2. Ele estava no princípio com Deus.
3. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do
que foi feito se fez.
4. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;
5. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não
a compreenderam.
6. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
7. Este veio para testemunho para que testificasse da luz;
para que todos cressem por ele.
8. Não era a luz; mas para que testificasse da luz,
9. Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem
que vem ao mundo.
10 . Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo
não O conheceu.
11. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12. Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de
serem feitos Filhos de Deus; aos que crêem no seu nome;
13. Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade
da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
14. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e
vimos a sua glória, como a glória do unigênito
do Pai, cheio de graça e de verdade.
Todas as religiões, antigas e modernas, colocaram
e colocam sobre altares a imagem de um homem ou de uma mulher
para simbolizar o poder Divino e o Adorá-lo. A Arca
de Noé, a Terra Prometida, o Presépio de Belém,
o Santo Sepulcro, o Tabernáculo, Jerusalém,
o Templo de Salomão etc. não são mais
do que o mesmíssimo corpo humano onde arde o Fogo Crístico.
O homem é um sistema universal composto de astros,
planetas, sóis, luas, cometas, vias-lácteas
e constelações. Deve seguir as mesmas LEIS DO
SISTEMA MAIOR. Quanto mais perfeito é o homem, tanto
maior cumprimento dá a essas leis, como o fez Jesus
Cristo. Nós também "devemos chegar, algum
dia, à estatura do Cristo".
Há uma só religião com muitas instituições
religiosas, assim como há uma única humanidade
com muitas raças e costumes. O Grande Arcano das religiões,
como o temos visto, está no poder do Fogo Crístico
e da Luz Inefável. O Sol, sempre o Sol, era adorado
como o Grande Fogo que ardia no meio do Universo, ao passo
que o Fogo Divino está mais além do Sol físico.
Por esse Fogo Divino Interno, que foi adorado no princípio,
o homem nos deixou um símbolo no archote, na espada
flamígera e na coroa de ouro cujas pontas se assemelhavam
aos raios solares. Todos os Homens Deuses tinham nomes que
significavam Fogo-Luz: Júpiter, Apolo, Hermes, Mitra,
Baco, Odin, Buda, Krishna, Zoroastro, Fo-Hi, Agni, Hiram Abiff,
Sansão, Josué, Vulcano, Alá, Bel, Baal,
Serápis, Salomão, Jeshua (Jesus) e muitas outras
divindades cujos nomes significam manifestações
de Luz.
A fábula de Prometeu é um véu da Verdade:
a alma humana, ao possuir o fogo divino da humanidade, empregou-o
para a destruição. Foi encadeada à rocha
(o corpo) e devorada pelo abutre (dos desejos) até
que um homem conseguisse dominar o fogo e se tornasse perfeito.
Essa profecia foi cumprida por Hércules (o Cristo),
que (nascendo como Luz no mesmo fogo da alma) libertou a que,
havia tantos anos, estava submetida ao tormento (nascendo
no seu coração pelo segundo nascimento ou Iniciação).
A luz que brilha no sistema nervoso é o mediador entre
o Deus Íntimo e o homem externo. É a ponte que
une o Espírito à Matéria. Por causa dessa
Luz o Filho do Homem é chamado Filho de Deus. Os filhos
da Luz conseguiram ver o Sol Interno Invisível. As
antigas religiões buscavam a maneira de captar o fogo
cósmico que circulava no éter; por isso, valiam-se
os sacerdotes de plantas, de animais e de metais com propriedades
absorventes dessa Luz Invisível. O cristianismo emprega
o fogo em seus ritos com o incenso para simbolizar que, assim
como o fogo queima o incenso e este se converte em fumo perfumador,
assim também o Fogo Divino, no homem, consome tudo
quanto há de grosseiro da alma, para convertê-la
em fragrante perfume. Os campanários, as torres, os
obeliscos e as pirâmides são símbolos
nativos do Fogo.
O ouro dos templos tem a cor da luz solar. Os círios
acesos nos altares representam o Fogo Divino. A pequena lâmpada
vermelha alimentada com azeite, que ilumina o altar, é
o mais importante; é o símbolo de IEVE, Adão-Eva,
O Senhor Construtor das Formas.
O azeite é o símbolo do sangue: este mantém
a chama sagrada do homem, assim como o outro sustenta as chamas
físicas.
O sangue é o veículo da chispa divina. Esta
chispa move-se com a corrente sanguínea e não
se encontra em qualquer ponto particular do organismo. A vibração
desta chispa pode ser dirigida e localizada em qualquer parte
do corpo, por meio da vontade concentrada. O sangue incendeia-se
nas veias e manifesta o Fogo Divino Interno.
O Iniciado participa do Divino Poder Solar. Transfigura-se.
Esse poder manifesta-se em forma de auréola de luz
ao redor de sua cabeça, porque o Fogo do Espírito
Santo no Sacro se converte em luz no cérebro,
e o Iiniciado se converte em Onisciente sem necessidade do
intelecto. Essa auréola de luz, com o tempo, converte-se
em diadema para o rei, mitra para o bispo, disco de luz para
a cabeça dos santos. O Fogo Criador, ao subir pela
espinha dorsal e, finalmente, chegar ao terceiro ventrículo
do cérebro, toma uma formosíssima cor dourada,
irradia-a em todas as direções, formando uma
coroa sobre o osso occipital, em forma de leque. Essa luz
significa a regeneração do homem que alcançou
a "estatura de Cristo". Ela muda de cor conforme
o pensamento: a pureza converte-se em branca; a espiritualidade,
em azul; o saber, em amarelo; o amor, em cor-de-rosa etc.
Temos hoje muitos meios de demonstrar esses fenômenos
e muitos homens de ciência estão ocupados no
estudo da aura humana.
Temos já dito que o homem deve ter dois nascimentos:
um físico e um espiritual. Tem de ser homem e Cristo
ao mesmo tempo. Vamos agora tratar de decifrar o Mistério
do Cristo no homem físico assim como deciframos o significado
do Cristo Solar.
O grânulo de vida está depositado no útero
materno, porta da vida, durante nove meses; após esse
tempo, nasce, e a Alma Cristo permanece no casebre do coração,
no corpo (casa de carne). O Menino-Cristo no homem está
rodeado de animais: a ignorância do burro, a debilidade
do cordeiro e a brutalidade do touro. O rei das trevas, no
corpo, com a ambição e o orgulho, quer matar
o novo Rei nascente, para livrar-se do remorso e ter ampla
liberdade de seguir os desejos da carne. O neófito
é atacado pelo fantasma do umbral no segundo nascimento
e é perseguido por todas as hostes do inferno (mundo
inferior). Foge, então, para o Egito, isto é,
refugia-se no mundo interno, abandonando as tentações
do corpo e suas paixões, a fim de crescer espiritualmente
e voltar, depois, ao cumprimento de sua missão na vida.
Assim como o Sol percorre aparentemente os 12 signos zodiacais,
também o Espírito Crístico tem de percorrer
todas as dependências do seu sistema no corpo, que é
a miniatura do Universo.
A cabeça é o Oriente do homem, de onde sai
o Sol-Cristo. O Iniciado deve dirigir sempre os seus pensamentos
e suas práticas para o cérebro, onde tem a raiz
de sua trindade. A porta para o Oriente é o coração,
por onde deve entrar o neófito. Por essta porta o neófito
ou recém-nascido é conduzido para as piras do
batismo (que se acham no fígado, órgão
que forma, por suas emoções e desejos, o corpo
astral ou de desejo); ali ele é batizado e submetido
à Prova da Água, que significa o domínio
do desejo. O recém-nascido jura ante o altar no coração,
onde brilham um Sol e seis luminares. (O Sol foi depois representado
pela custódia, símbolo do Sol resplandecente,
ou símbolo do Fogo Divino; os seus centros magnéticos
ou planetas são simbolizados pelos seis círios.)
O Cresthos (em grego significa "Bom") é
uma qualidade que deve ser adquirida antes de poder se tornar
um Cristo, um Ungido. Após haver chegado a viver uma
vida virtuosamente exotérica, poder-se-á começar
a viagem ou o caminho para a Iniciação, a Senda
da Provação – a senda que conduz à
porta estreita – o caminho da Santidade, o caminho da
Cruz. O aspirante deve adquirir as sete virtudes para sentir
o ardor pela felicidade de ver Deus e de unir-se a Ele (Mateus
5: 8).
O Espírito que mora no corpo é um fragmento
invisível de Deus. É trino, por ser Deus. É
Poder, Amor e Saber. O Pai é o Poder; o Filho é
o Amor e o Espírito Santo é o Saber. A Iniciação
consiste em dar completa liberdade ao Íntimo para que
obre por meio dos seus três atributos. O Cristo Místico,
pois, é o Ser Interno do homem e, por conseguinte,
é Duplo. É o Logos, Verbo ou Segunda Pessoa
da Trindade, que desce à Matéria. Em seguida,
o Amor, segundo aspecto do Espírito Divino, faz evoluir
o homem. Um representa os processos cósmicos no Mito
Solar, o outro representa o processo que se passa no indivíduo.
Ambas as fases, a Solar e a Individual, encontram-se na narrativa
dos Evangelhos; sua união nos apresenta uma imagem
do Cristo Místico. O Cristo Cósmico, a divindade
que se envolve com a Matéria, é a encarnação
do Logos ou Deus feito carne. Esta Matéria-Mãe
recebe da Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo,
a vida que a anima e lhe permite tomar forma.
A Matéria condensada é modelada em seguida
pelo Filho, o Segundo Logos, que se sacrifica encerrando-se
ou crucificando-se, a fim de tornar ao "Homem Celeste".
Do seu corpo fazem parte todas as formas. Tal é o
processo cósmico dramaticamente representado nos Mistérios.
"O Espírito de Deus pairava sobre as Águas.
E as trevas estavam sobre a fece do Abismo", disse o
Gênese.
Logo, lhe foi dada a Forma pelo Logos: "Todas as coisas
foram feitas por Ele e nada foi feito sem Ele", disse
São João no seu Evangelho.
Uma vez terminado o trabalho do Espírito, o Cristo
Cósmico e Místico pode revestir-se de Matéria,
entrando no seio da Virgem Matéria. Esta Matéria
foi vivificada pelo Espírito Santo a fim de receber
o Segundo Logos e, assim, o Cristo se encarna e se faz carne;
a vida e a matéria O envolvem com uma vestimenta dupla.
É a descida do Logos na Matéria, descrita com
o nascimento do Cristo por uma Virgem. Isso se torna Mito
Solar, esse é o nascimento de Deus-Sol no momento em
que o signo de Virgo ou Virgem se levanta no horizonte. Começam
aqui os símbolos e as lendas. O Menino nascido está
sujeito a todas as debilidades infantis. Ele, então,
representa "a alma frágil que nasce para a Evolução".
A Matéria O aprisiona para matá-lo. Ele, porém,
lentamente triunfa e modela o corpo para um destino sublime.
Consegue a maturação do corpo e se crucifica
nessa matéria com a finalidade de derramar da cruz
todas as energias de sua vida, sacrificada em benefício
do progresso da criação.
Padece, depois morre para os sentidos e é sepultado;
mas levanta-se com o corpo astral radiante que torna veículo
ou vestimenta (da alma) e vive através das idades.
A crucificação de Cristo é uma parte
do grande sacrifício cósmico. Todas essas alegorias
da crucificação nos mistérios se materializavam
até o ponto de tornar-se morte verdadeira de uma pessoa,
sofrida na Cruz e num crucifixo levado por um ser humano que
expira.
Toda esta história é hoje a história
de um homem; foi aplicada ao Instrutor Divino, Jesus, e transformou-se
na história de sua morte física, assim como
o seu nascimento de uma Virgem e a infância rodeada
de perigos. Sua Ressurreição e Ascensão
chegaram a ser assim como incidentes de sua vida. Os Mistérios
desaparecem, mas as lendas chegam a ser a vestimenta do Instrutor
da Judéia. O Cristo Cósmico desaparece no Cristo
Histórico. "Para os Iniciados, porém, o
Cristo era, é e será sempre o dos Mistérios,
que está intimamente ligado ao coração
humano – o Cristo do Espírito Humano –
o Cristo que vive em cada um de nós, que aí
vive, é crucificado, ressuscita dentre os mortos e
sobe ao céus, em meio dos sofrimentos e dos triunfos
de todo "Filho do Homem. A vida de todo Iniciado nos
Mistérios celestes está traçada em grandes
linhas na biografia dos Evangelhos. Por isso São Paulo
fala do nascimento, da Evolução e da maturação
completa de Cristo no discípulo.
Todo homem é potencialmente um Cristo e segue de um
modo geral a narrativa dos Evangelhos nos incidentes principais.
Mas, como já dissemos, esses têm um caráter
Universal e não Partcular.
Cinco grandes Iniciações esperam o aspirante
a Cristo. A primeira É O SEGUNDO NASCIMENTO DO CRISTO
NO CORAÇÃO, POIS O DISCÍPULO NASCE NO
REINO DE DEUS INTERNO, COMO UM MENINO. "SE NÃO
VOS TORNARDES COMO MENINOS, NÃO ENTRAREIS NO REINO
DOS CÉUS" DISSE JESUS. Jesus nasceu na caverna.
(É a gruta da Iniciação conhecida pelos
antigos como a "Caverna da Iniciação".)
Em cima da gruta brilha a ESTRELA DA INICIAÇÃO,
cuja luz resplandece pelo nascimento da LUZ INEFÁVEL.
Sua vida está em perigo por causa das tenebrosas potências
do mal. Apesar de todo o perigo, alcança o estado viril,
porque, uma vez nascido, não pode o Cristo morrer,
tem de terminar sua evolução no homem. Sua vida
se expande em beleza e força, crescendo em sabedoria
e espiritualidade até alcançar a Segunda Iniciação.
A Segunda Iniciação é o batismo da água
ou o domínio de todos os desejos, o qual lhe confere
os poderes necessários a um Instrutor. Então,
descendo o Espírito Divino sobre Ele com a glória
do Pai Invisível, ilumina-o e assim chega a ser "O
FILHO BEM-AMADO", A ELE SE DEVE ESCUTAR.
Logo Ele é levado ao deserto da Matéria para
ser tentado. O inimigo secreto, que reside no baixo-ventre
ou no inferno (parte inferior do corpo), esforça-se
por lhe mostrar a dificuldade de seguir a senda, e convida-o
a servi-lo, para a sua própria tranqüilidade e
proveito pessoal. Ele, porém, vence o Tentador e a
Tentação e volta aos homens, a fim de alimentá-los
com o pão da vida e curá-los das doenças.
Depois de tantos serviços impessoais e sofrimentos
internos, galga a montanha sagrada da Terceira Iniciação,
onde se transfigura, tornando-se tão radioso quanto
o Sol.
Estará, então, preparado para o BATISMO DE
FOGO ou o BATISMO DO ESPÍRITO SANTO e a entrada na
última etapa do caminho da Cruz. É, então,
perseguido e vituperado; contudo, não deixa de crescer
a vida do amor. Bebe o cálice amargo da traição,
do abandono, e é negado por todos os seus. Anda desapreciado
pelos homens, carregando a cruz na qual deve morrer, renunciando
à vida do mundo inferior. Cercado de inimigos triunfantes,
o seu heróico coração lança um
grito ao Pai que parece tê-lo abandonado, e então
abandona o corpo de desejos. Ele, o iniciado, desce aos infernos
para poder salvar os que pedem auxílio e os átomos
que desejam trabalhar sob o estandarte do Ser Interno. Volta
depois à luz, abandonando as trevas inferiores, com
o sentimento de que é o Filho Inseparável do
Pai.
Uma vez terminados os seus deveres na vida terrestre, Ele
sobe ao Pai por meio da Quinta Iniciação, porque
já está unido ao Deus Íntimo.
É esta a história dos Cristos e dos mistérios,
ou do Cristo dos Mistérios, sob o duplo aspecto –
Logos e homem –, cósmico e individual.
Jesus é considerado como o Cristo Místico e
Humano, que luta, sofre e, finalmente, triunfa: é o
homem em quem a humanidade se vê crucificada e ressuscitada,
cuja história promete uma vitória a todos os
que, como Ele, forem fiéis até a morte, e até
mais além da morte.
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