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Moisés
foi discípulo de um grande Mestre dos paraísos Jinas.
Moisés soube achar seu Guru na confluência dos dois
oceanos. Esse Guru, depois de instruir Moisés, submergiu-se
dentro do plano Astral. Entretanto, esse Guru tinha
corpo de carne e osso. Era um imortal das terras do
Jinas.
Desde
os tempos muito antigos, vemos na Bíblia o esoterismo,
a alquimia, a magia, a astrologia, a filosofia, a matemática,
etc. Se estudarmos cuidadosamente o Êxodo de Moisés,
descobriremos no antigo testamento maravilhas esotéricas:
exorcismos, ressurreição de mortos, sortilégios,
embruxamentos, desembruxamentos, transfigurações,
levitação, curas, etc., seja com a concentração
do campo magnético da raiz do nariz, seja com
passes magnéticos, com azeite consagrado, com
águas, seja com pequenas porções
de saliva mágica colocadas sobre a parte inferior...
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Estudando-se
cuidadosamente o êxodo de Moisés, descobre-se
nele os tempos antigos da magia pratica dos egípcios.
Moisés mesmo era um grande mago. Obviamente, Moisés
nasceu para cumprir uma gigantesca missão. Ninguém
ignora que ele era primo do faraó e que descendia de
um grande mago antigo, de um grande mago caldeu, refiro-me
a Abrahão. Também descendia de Isaac, da região
dos Iniciados do velho Egito dos faraós, do país
ensolarado de Kem.
Moisés
começou com um acontecimento insólito. Alguns
egípcios tentaram fazer mal a um hebreu e o maltrataram.
Moisés defendeu o homem, mas, como dissemos, passou
dos limites, pois ninguém ignora que matou um egípcio.
Disso as sagradas escrituras são testemunhas. Quando
um Iniciado cometia um crime, submetia a vida de um semelhante,
não era julgado pelos juízes da terra nem era
levado a qualquer corte desta justiça humana subjetiva.
Ele era julgado diretamente pelos grandes sacerdotes do país
ensolarado de Kem. O hierofante o julgava e isso era o mais
grave porque eles representavam a justiça celestial,
a justiça objetiva que por certo é bem diferente,
bem distinta, da justiça subjetiva terrena. Esta justiça
subjetiva se compra e se vende, mas a justiça objetiva
é justiça cósmica que não se pode
vender nem comprar.
Moisés
fugiu antes de ser julgado e se foi para Midian, à
terra do sacerdote de Midian, o qual veio a se tornar mais
tarde seu sogro. Foi-lhe dado hospitalidade em um grande templo.
Moisés ali esteve em uma cripta subterrânea.
Estando lá, saiu conscientemente de seu corpo físico.
No mundo astral, encontrou-se com o defunto. Durou bastante
tempo o seu sofrimento no astral enquanto seus fundamentos
positivos permaneciam dentro de um sepulcro de pedra numa
cripta subterrânea. No astral, tratava de convencer
o defunto para que o perdoasse, o que com esforço conseguiu.
Depois, é claro, conseguiu que também nos tribunais
da justiça cármica o perdoassem. Assim perdoado,
Moisés regressou ao seu corpo físico.
Antes, tinha outro
nome, porém após ter regressado ao seu corpo,
tomou o nome de Moisés, o qual significa: Salvo das
Águas.
Muitos
Iniciados não conseguiam sair do seu corpo físico
e havia os que não conseguiam vol-tar ao seu corpo.
Os sacerdotes residiam em casas próximas das criptas
e nelas achavam seus corpos já mortos. Mas, com Moisés
não foi assim. Depois, ele casou-se com uma grande
sacerdotisa de Midian e dedicou-se à Grande Obra. A
chave da Grande Obra vocês já conhecem, é
a Sahaja Maithuna, o Arcano AZF. Portanto, ele tornou-se alquimista
e cabalista.
Que Moisés
se auto-realizou é certo, que conseguiu a ressurreição
também é verdade e a conse-guiu precisamente
na caverna de Horeb. Ele viu uma chama que floresceu por entre
as sarças da caverna e aquela chama lhe disse: Descansa
Moisés, Eu Sou o Deus de Abrahão, o Deus de
Isaac e o Deus de Jacó. E Moisés, meus queridos
irmãos, naqueles precisos instantes, conseguiu a Ressurreição
Iniciática.
Ele já
havia voltado a si quando um raio de Aelohim penetrou nele,
isto é, seu Pai que está em segredo. Ressuscitou
para cumprir uma gigantesca missão; está escrito
no Êxodo.
Aelohim é
o Eterno Pai Cósmico Comum. Todo o Exército
da Voz, todos os Elohim, não são senão
raios de Aelohim, a Divindade Imanifestada, o Onimisericordioso,
o Uniexistente, o Eterno Pai Cósmico Comum. Nosso Pai
que está em segredo não é mais do que
um raio de Aelohim. Diante do Eterno Pai Cósmico Comum,
diante do Uniexistente, diante do sentido relevante, todos
os Grandes Mestres da Fraternidade Universal Branca, todos
os deuses, se ajoelham. Todos se ajoelham diante de Aelohim,
o Uniexistente, o Onimisericordioso, a Infinitude que a todos
sustenta, a Divindade ou o Divinal Imanifestado. Assim, pois,
meus caros irmãos, Moisés cumpriu uma valiosa
missão.
A Arca da Aliança
é indubitavelmente um instrumento da alta magia e está
carregada de força elétrica. Todo o profano
que se atrever a se aproximar da Arca morrerá instantaneamente.
Na Arca da Aliança estão a Vara de Aarão,
as tábuas da lei e a taça; não há
dúvida de que a vara é fálica. Assim,
pois, a Arca era poderosa. Moisés mesmo em sua peregrinação
levava sempre a vara do poder real. Diz-se que ele transformou
essa vara em uma serpente. Usava também o báculo,
a maça de Hércules etc.
Quando
alguém lê o Êxodo, não pode menos
do que se admirar de seus formidáveis poderes. Moisés
quando quis libertar o povo hebreu teve a oposição
do faraó. Dizem as sagradas escrituras que manifestou
seu poder diante do faraó, que só em levantar
a sua vara, as águas se converteram em sangue. As águas
não serviram mais e os peixes morreram. Outro movimento
suave e as águas se acabaram. Porém, o faraó
insistia em não deixar aquele povo sair do Egito. Levantou
novamente seu cetro e todas as casas ficaram cheias de enormes
e gigantescas rãs, porém ainda assim o faraó
não se deixou convencer; Moisés fez uma rã
desaparecer.
Continua o amargo
Êxodo dizendo que após desatou uma chuva de granizo
sobre a terra do Egito. Ao chegar a este ponto, lembro-me
que além de desa-tar tempestades de granizo, fez aparecer
sobre a terra do Egito milhares de mosquitos e pestes. E o
faraó não queria deixar aquele povo sair, claro
que necessitava dele. Afirma-se que Moisés fez com
que todos os primogênitos de todas as famílias
morressem. Assim está no livro Êxodo do antigo
testamento. Não sou eu que o está afirmando,
é o Êxodo. Claro, o faraó se convenceu
quando os primogênitos das famí-lias começaram
a morrer e deixou aquele povo sair.
Quando
Moisés estendendo sua vara separou as águas
das águas para que o povo passasse, seus perseguidores
tentaram fazer o mesmo. O faraó se arrependera e fora
em seu encalço com um exército de homens. Porém,
a uma ordem de Moisés aquelas águas juntaram-se
de novo. Assim, pois, todas essas passagens de Moisés
com seus poderes - com sua vara toca a penha para que dela
brote água – têm muito de simbolismo místico
e cabalístico.
Moisés
terrivelmente divino desce do Monte Sinai, sua face resplandecia
e as multidões se espantaram. Em sua ausência,
haviam estabelecido o culto ao Bezerro de Ouro. Quando Moisés
se deu conta disso, tomou aos seus e passou o fio da espada
em todos os demais. Como lhes disse, não se pode tomar
tudo em sua forma literal. Tudo isso é completamente
simbólico.
Quando
desceu do Sinai com as Tábuas da Lei, em sua cabeça
luziam dois cornos, quais gigantescos raios de luz. Por este
motivo é que foi esculpido com esses dois cornos. Que
quer dizer esses cornos de bode em Moisés? Por que
Michelangelo o cinzelou dessa forma? Pois tem um sentido simbólico,
certo! Por que tinha esses cornos de bode? Vou lhes dizer
porque. O bode representa o diabo. Por isso, Moisés
tinha os cornos. Por acaso, Moisés era o diabo? Temos
que analisar esta questão.
Bem vale a pena
refletir. Se pensarmos no bode, poderemos descobrir a potência
sexual. Nas cavernas dos Iluminados da Idade Média,
ele represen-tava precisamente a esse Lúcifer, a estrela
da manhã, o reflexo do Logos dentro de nós mesmos
aqui e agora! Assim como o sol físico tem em seu fundo
a sombra de si mesmo, assim o Mestre Interior de cada um de
nós projeta em nosso universo interior particular sua
sombra; isto é o inusitado. No princípio, Lúcifer
resplandecia no fundo de nossa consciência e era um
arcanjo. Quando foi precipitado para o fundo do abismo, desde
então converteu-se em bode.
Lúcifer
representa a potência sexual. Quem pode negar que o
bode não possui uma grande potência sexual? A
qualquer impotente sexual, já que há várias
classes de impotência: impotência por algum dano
no sistema nervoso, impotência devido a debilidade,
etc., se pode curar com os hormônios sexuais dessa animal,
depositados em seus testículos. Os hormônios
do bode têm poder para acabar com a impotência.
Assim,
pois, o bode representa por si mesmo o poder criador. Por
isso, ele é o representativo de Lúcifer. Isto
deve saber entender. Como quer que Moisés soube aproveitar
sua potência sexual, como quer que ele soube transmutar
o esperma sagrado em energia criadora, apareceram em sua cabeça
os cornos simbolizando a Lúcifer. De onde tirou Moisés
seus poderes? Com que força conseguiu desatar as dez
pragas do Egito, segundo declara o Êxodo? Pois, foi
aquele agente maravilhoso que lhe permitiu demonstrar sua
sabedoria diante do faraó – a potência
sexual. Aí está o poder dos poderes!
| Agora
ficará explicado para vocês por que a Arca
da Aliança tinha quatro cornos de bode. Esses quatro
cornos serviam para representar os quatro homens que puderam
levá-la de um lugar para outro. Essa arca em si
mesma está representando o Lingam-Yoni da Lei.
Aqui, pois, é onde está o poder e a força.
Sem ela, para nada serviria o TAO dos profetas, de nada
serviria o bastão dos Grandes Iniciados... o mercúrio
já fecundado pelo enxofre, isto é, pelo
fogo. |
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Assim,
pois, devemos compreender a necessidade de se elaborar o Mercúrio.
Os alquimistas da Idade Média guardaram silêncio
sobre o segredo do Bode de Mendes. Quando na Idade Média,
os iniciados neófitos eram levados à meia-noite
às cavernas da Iniciação, nos santuários
secretos, se lhes vendavam os olhos. Tirada a venda, encontrava-se
o neófito diante do Bode de Mendes, o diabo, porém
na testa dele resplandecia o pentagrama, a estrela flamígera,
não à inversa, como a usam os tântricos
negros, mas com o ângulo superior para cima e os dois
ângulos inferiores para baixo. Então, se ordenava
ao neófito que beijasse o traseiro do diabo. Se se
negasse, punham-lhe novamente a venda nos olhos e o tiravam
por uma porta escondida por onde jamais poderia entrar.
Lá,
os irmãos o advertiam sobre os perigos da Santa Inquisição
e sobre aquela pedra cúbica, onde estava sentado o
diabo. De uma porta, saía uma Ísis do templo...
Precisa-se ser suficientemente inteligente para dar-se conta
do profundo significado da cerimônia. De fato, entregava-se
ao trabalho na Grande Obra. O fundamental, meus queridos irmãos,
é fazer a Grande Obra. Para que serviria se nos tornássemos
eruditos, se não fizéssemos a Grande Obra?
É
óbvio que no começo devemos fabricar o mercúrio.
O segredo da elaboração do mercúrio nunca
foi revelado por ninguém e vocês sabem disso.
No Arcano
AZF está a chave. Com que objetivo pre-paramos
o mercúrio? Para que? Para fazer a Grande Obra, é
claro. Devemos transmutar na Sahaja Maithuna. Porém,
essa energia em si mesma já é um mercúrio,
a alma metálica do azougue em bruto do esperma. Depois
essa energia sobe pelos canais Ida e Pingala. Da união
de átomos solares e lunares nasce o fogo. É
verdade, esse fogo torna fecunda todas suas manifes-tações.
Esse fogo é o enxofre, o mercúrio fecundado
pelo enxofre.
Devemos
fazer todo o trabalho, porém qual é o trabalho?
Necessitamos compreender qual é o tra-balho que vamos
fazer, temos de acabar com muitos conceitos equivocados. Dizem
as diferentes organi-zações de tipo pseudo-esoterista
e pseudo-ocultista que o homem tem sete corpos:
Físico
- Etérico - Astral - Mental - Causal - Búdico
- Átmico
Citam estes corpos
também com outros nomes:
1. O físico.
2. O vital chamam-no de lingam sarira.
3. O astral dizem que é kamas ou princípio de
desejo.
4. O mental dizem que é manas inferior.
5. O causal chamam de manas superior.
6. O intuicional dizem que é o corpo búdico.
7. Átmico.
O curioso de tudo
isso é que os pseudo-esoteristas e pseudo-ocultistas
crêem que todos os humanos, melhor diríamos,
os humanos que cobrem a superfície da terra, já
possuem os sete corpos... Naturalmente, isto é completamente
falso. O animal intelectual equivocadamente chamado homem
somente temo corpo físico e seu assento vital orgânico.
Não tem nada mais. Não tem astral nem mental
e causal muito menos, O que tem depois do corpo físico
e do vital é o Ego, o eu, o mim mesmo, o si mesmo,
que faz as vezes de astral, que faz as vezes de mental, mas
que não é corpo astral nem corpo mental. Pude
viven-ciar isto facilmente nos mundos internos.
Em nome
da verdade e com grande ênfase digo-lhes que quando
me movo no mundo astral com inteira claridade meridiana vejo
quem tem astral e quem não tem tal corpo. As multidões
encarnam, vão e vêm e não sabem porque;
não têm corpo astral. São míseras
sombras, fantasmas inconscientes, parecem verdadeiros sonâmbulos
na região do Averno. Se ti-vessem corpo astral seriam
diferentes, seriam vistas como homens, seriam distintas. Qualquer
um pode fazer ali a diferenciação entre alguém
que tem astral e alguém que não tem. Um exemplo
bem duro que podemos pôr aqui é o de uma pessoa
vestida e outra sem roupas. A simples vista se vê quem
usa roupa e quem está despido. Assim, aqueles que não
têm corpo astral são vistos ali como pobres fantasmas.
Assim, pois, vamos fabricar o mercúrio como propósito
de criar os corpos existenciais superiores do Ser e depois
vamos aperfeiçoá-los etc.
Irmãos,
quero que entendam o que vão fazer, qual é o
trabalho que vamos realizar com o Mercúrio. Em
primeiro lugar, o mercúrio fecundado pelo enxofre toma
forma no corpo astral. Quando alguém já possui
o corpo astral, sabe que o tem porque pode usá-lo.
Assim, pois, irmãos, no mundo da mente, quem possui
um corpo astral sabe seu nome. Depois de morto, continua ali
com sua personalidade astral viva e já não é
uma criatura mortal.
Mas, se alguém
fabricasse o corpo astral e após parasse, não
continuasse trabalhando com o mercúrio, em novas existências
degenerará. Depois ainda teria de se submeter a reincorporação
em organismos.
Em primeiro
lugar, o mercúrio fecundado pelo enxofre toma forma
no corpo astral. Quando alguém já possui o corpo
astral, sabe que o tem porque pode usá-lo. Sabemos
que temos pés porque podemos caminhar com eles. Sabemos
que temos mãos porque podemos usá-las. Sabemos
que temos olhos porque podemos ver. Assim também sabemos
que temos um corpo astral porque o usamos, movemo-nos consciente
e positivamente com ele através dos mundos supra-sensíveis.
De que está feito o corpo astral? De mercúrio.
Por que o mercúrio toma a forma do corpo astral? Graças
a que foi fe-cundado pelo enxofre. O mercúrio fecundado
pelo enxofre toma a forma de um corpo astral e se converte
em corpo astral.
Uma vez
que tenhamos criado o corpo astral mediante o mercúrio,
já não seremos míseros fantasmas no mundo
dos mortos ou sombras abismais. Chega a minha memória
nestes instantes a lembrança de Homero que disse: Mais
vale ser um mendigo sobre a terra do que um rei no império
das sombras. Quem tem corpo astral já não é
um fantasma. Destaca-se como deus da terra e como deus da
mente e aqui figura com nome sagrado. Cada um de nós
tem o seu nome.
O
nome que eu uso é Samael
Aun Weor. Não é um nome caprichoso
que eu tenha escolhido ao acaso, não. Eu não
pus este nome em mim. Eu tenho me chamado assim através
de toda a eternidade.
De idade
em idade, de mahavântara em mahavântara, sempre
fui Samael Aun Weor. Este é o nome d'Ele, de minha
Mônada Divina. É o nome que identifica o Rei
do Fogo e dos vulcões indubitavelmente.
Como disse
Maomé: Alá é Alá e Maomé
é seu homem. Ele é perfeito e eu não
sou. Não entendo que seu filho seja perfeito porque
perfeito só há um, o Pai que está em
segredo. Nenhum de nós é perfeito.
Assim, pois, irmãos,
no mundo da mente, quem possui um corpo astral sabe seu Nome.
Depois e morto, continua ali com sua personalidade astral
viva e já não é uma criatura mortal.
Mas, se
alguém fabricasse o corpo astral e após parasse,
não continuasse trabalhando com o mercúrio,
em novas existências degenerará. Depois ainda
teria de se submeter a reincorporação em organismos
inferiores de animais até eliminar o que tiver de Hanasmussen.
Meus queridos
irmãos, há diversos reinos e, assim como aqui,
tais remos são governados por devas ou hierarquias.
Uma vez que se conseguiu a fabricação do corpo
astral mediante o fogo e o mercúrio da filosofia secreta,
devemos nos dedicar a trabalhar na fabricação
do corpo mental.
Todo mundo
pensa que tem um corpo mental próprio e isso é
falso. As pessoas não têm mente própria,
as pessoas têm muitas mentes. Pensem no seguinte: o
eu é múltiplo. O eu é um conjunto de
pessoas que cada um leva dentro. O corpo é uma máquina
e através dessa máquina de repente expressa-se
um eu, isto é, uma pessoa, porém essa pessoa
sai e se mete outra. Depois, essa outra sai e se mete uma
outra e assim sucessivamente. Total: o animal inte-lectual
não tem individualidade definida. É uma máquina
controlada por muitas pessoas, porém cada uma dessas
pessoas chamadas eus têm uma mente diferente.
Como quer que
são tantos os eus, as mentes são muitas. Cada
eu tem a sua mente, suas idéias, seus critérios
próprios etc. Então, meus queridos irmãos,
onde está a mente individual do pobre animal intelectual
equivocadamente chamado homem? Onde está a mente desse
pobre mamífero racional? Qual deles se é?
Infelizmente,
devemos nos dar conta do que somos, se é que queremos
uma transformação radical.
Depois
que se conseguiu a fabricação do astral, temos
de fabricar um corpo mental. E o faremos com o que? Com o
mercúrio! Esse mercúrio se cristalizará
no corpo da mente. Quando saberemos que temos uma mente individual?
Quando pudermos usá-la. Quando formos capazes de viajar
com o corpo mental através de todo o universo, de planeta
em planeta. Só então saberemos que temos um
corpo mental de carne e osso.
Quando
já possuirmos verdadeiramente um corpo mental, partiremos
para um trabalho mais avan-çado, começaremos
a criar o corpo da vontade consciente, o corpo causal, usando
sempre o mercúrio fecundado pelo enxofre. Portanto,
o trabalho é ordenado. Primeiro se fabrica o corpo
astral, em seguida o corpo da razão objetiva ou corpo
mental e depois o corpo da vontade consciente ou corpo causal.
Cada um destes corpos tem suas leis. O corpo físico
está governado por 48 leis, o astral por 24, o mental
por 12 e o causal por 6.
Vejam vocês
as maravilhas dos corpos já fabricados. Esses corpos
astral, mental e causal têm de fato seu princípio,
sua alma humana. Assim nos convertemos em um homem real, verdadeiro,
graças ao mercúrio da filosofia secreta fecundado
pelo enxofre; um homem real no sentido mais completo da palavra.
Julgarmo-nos homens
nestes momentos atuais é uma falsidade. Se colocarmos
um homem e um animal intelectual juntos, veremos que os dois
se parecem, há uma semelhança, porém,
se observarmos seus cos-tumes, veremos que são diferentes.
Os costumes de um homem verdadeiro são tão diferentes
dos do animal intelectual como os de um cidadão culto
são comple-tamente diferentes dos de um canibal da
selva.
Observem
em detalhe um homem um animal intelectual, observem seus comportamentos
e formas e verão que são radicalmente distintos,
diferentes, intimamente não se parecem em nada, ainda
que a apa-rência física de ambos seja igual.
Que nos animais intelectuais estão as possibilidades
de se converter em homem isso é coisa bem diferente!
Neles estão os germes dos corpos existenciais superiores
do Ser! Tais germes são emanações do
Sagrado Sol Absoluto que podem ser vivificados através
do trabalho com a alquimia sexual e isto é importantíssimo!
Muito bem, uma
vez recebido o princípio anímico, o qual chamaríamos
na gnose de pneuma ou espírito, vem a segunda parte
do trabalho que é bem mais profunda: trata-se de refinar
mais o mercúrio e de se intensificar a eliminação
do mercúrio seco e do sal vermelho.
Que é o
mercúrio seco? Já dissemos que está formado
ou representado pelos eus que carregamos dentro. Que é
o sal vermelho ou enxofre arsenicado? e o fogo infra-sexual,
o fogo que emana do abominável órgão
kundartiguador. Para a criação dos corpos exis-tenciais
do Ser é necessária também a eliminação
e a eliminação se intensifica na segunda parte
do tra-balho: a eliminação dos elementos indesejáveis,
do mercúrio seco e do sal vermelho ou enxofre arsenicado.
No terceiro
trabalho, meus estimados irmãos, na terceira cocção,
porque são três cocções ou três
purificações pelo ferro e pelo fogo, temos de
converter os corpos existenciais superiores do Ser em veículos
de ouro puro. De onde vai sair o ouro puro? Transporta-o o
mercúrio... Assim como São Cristóvão
leva o menino, assim também o mercúrio leva
em si o ouro. Porém, necessita-se de um artífice
que seja capaz de unir os átomos do ouro com o mercúrio.
Este artífice o temos todos dentro de nós mesmos,
é uma das partes de nosso Ser: o alquimista particular
de cada um de nós e que é conhecido como Antimônio.
Que poderíamos fazer nós sem essa parte, sem
esse alquimista? Felizmente, ele conhece a arte e é
um grande artista. Ele sabe como irá conseguir a união
dos átomos do ouro com o mercúrio.
Assim,
pois, na terceira parte do trabalho é necessário
que o corpo astral converta-se em ouro puro, em um veículo
de ouro. Somente assim poderá ser recoberto pelas partes
superiores do Ser ou pelas diferentes partes do Ser. O corpo
mental deve ser convertido em um veículo de ouro. Somente
assim ele poderá ser recoberto pelas distintas partes
do Ser. O corpo causal também terá de se converter
em ouro puro para que possa ser recoberto pelas diferentes
partes do Ser.
Em seguida,
a alma-espírito deverá se transformar em alma
de ouro e por último, o mais valioso que temos, o Atman
do qual falam os hindus, terá de se converter em ouro
puro. Quando se conseguiu isto, quando todos os veículos
foram recobertos pelas diferentes partes do Ser, quando todo
o mercúrio seco e todo o sal vermelho foi eliminado,
chega o nosso Pai. Ele levanta-se de seu sepulcro, entra em
seu envoltório e ressuscita em nós e nós
n'Ele.
Chegou-se
ao mestrado. Quem chega a estas alturas ganha o Elixir da
Longa Vida e assim poderá conservar seu corpo físico
durante milhões de anos. Quem chega a estas alturas
recebe a medicina universal e de seu organismo ficam erradicadas
as enfermidades. Quem chega a estas alturas poderá
transmutar o chumbo físico em ouro puro como o fizeram
o Conde
de Saint Germain, Cagliostro, Raimundo Lullo, Nicolas Flamel
e outros.
Porém,
tacitamente Lúcifer entrou. Que tem que ver Lúcifer
com o Bode de Mendes nesta questão? Por que Moisés
tinha cornos de bode em sua testa com raios de luz? Meus irmãos,
esse Lúcifer, diríamos é a mina de onde
vamos extrair o mercúrio. Muitas vezes dissemos que
o cavaleiro tem de enfrentar o dragão. Muitas vezes
dissemos aqui que Miguel luta contra o dragão, São
Jorge também luta contra o dragão. Muitas vezes
dissemos que o cavaleiro toma algo do dragão e o dragão
algo do cavaleiro para fazer disso uma estranha criatura.
Muitas vezes afirmamos que essa estranha criatura por sua
vez, por desdobramento, que resulta como síntese, é
o mercúrio, o qual é simbolizado pelo peixe
que o pescador tira do lago com suas redes.
Assim, pois, desse
Lúcifer extraímos todo o mercúrio e à
medida que o tempo for passando, Lúcifer vai se convertendo
todo em mercúrio até que no fim a única
coisa que resta em nós é o Mercúrio.
Que é
um Mestre Ressurrecto? Mercúrio já purificado
e convertido em ouro. Por isso se o representa com a Taça
de Alabastro, com o alabastro vivo, com a rosa elétrica
que se espera. Há alguns Cavaleiros da Ordem Superior
dos Ressurrectos, mas eles não têm organização
física visível em nenhuma parte.
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