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1. A Eucaristia
Por Arnold Krumm-Heller (VM Huiracocha)
O problema mais profundo das Religiões cristãs é a Eucaristia
que, de fato, nunca deixou de preocupar os sacerdotes.
Basta consultar a Teologia de Sacrest para perceber-se o
esforço dos Católicos na demonstração de que o pão, ou melhor,
a hóstia está convertida em Deus, De Verum, como diz o dogma
e sustentava o próprio São Tomás.
É este o grande ato de magia que o sacerdote, quando pronuncia os mantras:
HOC EST ENIM CORPUS MEUM e
HIC EST CALIX SANGUINIS MEI, como pronunciara
o Nazareno por ocasião da Ceia e que significam: Este é
meu corpo e Este é meu sangue.
No fundo o Catolicismo afirma que a hóstia é realmente Deus
e, por isto, a coloca em exposição nos seus altares, no momento
das cerimônias religiosas.
Os fiéis prostram-se de joelhos na consumação deste santo
sacrifício.
Não pensam do mesmo modo os Protestantes que, acentuando
com Lutero as seguintes palavras do Senhor: FAZE ISTO EM MINHA
MEMÓRIA, deduzem que a Eucaristia nada tem de comum com o
corpo e o sangue do Cristo e que tudo se limita a uma cerimônia
sem a mínima transcendência, constituindo-se numa mera recordação
da Ceia do Nazareno.
Ficou, portanto, a comunhão, para os Protestantes, reduzida à expressão de um símbolo e nada mais.
Disso deriva, efetivamente, a diferença que distingue o Catolicismo
do Protestantismo, que, se pudessem entrar em acordo, com
relação a outros pontos de doutrina, jamais se harmonizariam
quanto ao Sacramento da Eucaristia.
O Catolicismo Romano compreende perfeitamente o valor de
tudo isto e por este motivo não deixa de realizar periodicamente
os seus Congressos eucarísticos.
E' também notável a devoção que o Catolicismo tributa à hóstia, exposta por ocasião da missa.
Os GNÓSTICOS, que procuram esclarecer esses assuntos, encaram
o problema através de um prisma muito mais transparente e
cristalino. A hóstia e o vinho são ou não o corpo e o sangue
do Cristo?
Se a razão está com os Católicos é insignificante o cerimonial
que executam para a celebração de tão sagrados elementos;
se está, porém, com os Protestantes, carece de importância,
pois, o Nazareno aludiu a coisas muito mais elevadas que a
Igreja não celebra, pelo menos, com tanta retumbância.
A crucificação, por exemplo, seria um ato ritualístico de sublime significação.
Os Mistérios antigos no Egito ou na Grécia realizavam sempre
idênticas solenidades e a UNÇÃO foi, do mesmo modo, considerada
uma cerimônia de assinalada preponderância.
Daí, certamente, o interesse que o Sacramento desperta.
Para a solução do problema lançamos mão da nossa CHAVE: o
México nos antigos Mistérios do Sol que, ainda hoje, são celebrados,
na sua original pureza, pelos Chuch-kahau, que são Magos ou
Sacerdotes existentes no Departamento de Chiche, na Guatemala
e em outras localidades do Yucatan.
Acentuamos que se trata do Cristo e, para isto, basta refletir quem foi Quetzalcoatl.
Fixemos nossa mente no Sol, não no sentido puramente material
e astronômico de centro do sistema planetário, não como o
Sol que é apenas um expoente parcial, mas no Sol como essência
da sua luz, que é, em si mesma, o Reino do Céu, a Substância
Cristônica, esparsa por todo o Cosmo.
Deste modo, os Mistérios antigos compreenderam Quetzalcoatl
e assim, justamente, devemos compreender o Cristo, na sua
qualidade de substância íntima, solar.
Os antigos mexicanos tinham o costume de pôr nos túmulos
diversos alimentos como pão e o pulque, isto é, pão
e vinho, e acreditavam que os mortos, depois de abandonarem
o corpo material, possuíam necessidades físicas e precisavam,
portanto, alimentar-se.
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Ainda mantêm esses velhos hábitos que, por mais extravagantes
que pareçam, não deixam de ter uma explicação. Quando
morremos, e a alma deixa o corpo, continuamos a sentir,
por muito tempo, o ambiente em que vivemos, e nos parecerá
estranho como conseguimos atravessar as paredes das
habitações familiares, sem despertar a atenção dos que
nos cercam. O conhecimento desses fenômenos deu origem
ao Espiritismo, que não deixa de ter suas razões.
Pois bem, quando vivemos, tomamos alimentos, entre
eles, pão e vinho, que, ao penetrarem em nosso organismo,
são transformados e assimilados. Quando mortos, não
dispomos dos órgãos necessários à alimentação, mas a
Alma do ser desencarnado percebe que tudo, agora, se
opera de um modo absolutamente contrário. Em vez do
alimento, por exemplo, penetrar no organismo, o organismo
penetra no alimento, e nisso está a CHAVE ou a explicação
do Mistério. |
Todos nós recebemos, em particular, essa energia solar, essa
luz íntima do Cosmo. Jesus foi o único que se saturou e se
converteu nessa luz. O Mistério do Gólgota reside em que a
alma do Nazareno, depois do sacrifício da cruz, difundiu-se
por todo o Cosmo, sem perder, contudo, a sua personalidade
e sua missão de Guia de nosso Planeta.
Um sacerdote consciente pode, portanto, invocar o Cristo
e conseguir que a substância cristônica penetre realmente
no pão e no vinho, que, uma vez em nosso organismo, SE UNE
AO CRISTO DO NOSSO REAL SER.
Assim, nem os Católicos nem os Protestantes têm razão. A
explicação do Mistério está no que acabamos de expor.
O México, com seu culto solar, nos dá a CHAVE DO GRANDE MISTÉRIO
e se as filosofias e religiões que nos chegam do Oriente exaltam
a Índia, o Egito e a Grécia, por este motivo, com maior razão
temos o dever de exaltar o México.
2. A Eucaristia e Os Anjos da Presença, Do Amor e
da Morte
Por Geoffrey Hodson
As almas desencarnadas assistem freqüentemente aos serviços físicos das igrejas, porém na ocasião especial da Missa de Réquiem, vê-se presente um grande número delas. Muitas chegam, algum tempo antes do início do serviço, concentrando-se a maior parte ao redor das alas da igreja e na galeria, e ocupando grande parte do espaço sob o teto.
Em suas consciências mais elevadas muitos membros da congregação física podiam saudar a seus amigos superfísicos. A alegria de muitas reuniões felizes que assim ocorreram, não foi em nada afetada pelo fato de pouco ou nenhum conhecimento dos desencarnados ter penetrado na consciência física dos encarnados. A maior parte da congregação física havia criado nítidas formas-pensamento de seus amigos particulares falecidos e estas foram mais tarde substituídas pelos próprios amigos. Em alguns casos os desencarnados trouxeram consigo seres com quem haviam feito amizade no outro lado. Estes, junto a outros visitantes e os freqüentadores superfísicos da Igreja, humanos e angélicos, formaram uma congregação muito grande nos mundos ocultos.
A congregação superfísica ficou de frente para o altar no início do serviço, e daí em diante foi gradualmente se aproximando cada vez mais do mundo físico. Desde o começo eles viram nitidamente os candelabros, porque a luz da vela de cera é visível nos mundos ocultos e algumas vezes é usada como um sinal para os do outro lado do véu. A chama de luz e força emanada do Sacramento Reservado também é claramente vista, bem como os anjos ministrantes e as correntes de força fluindo através dos vários símbolos e jóias. Entretanto, estranhamente alguns nada vêem, apesar de sua visão não ser limitada como a nossa, por possuirmos corpo físico.
O efeito geral, entretanto, era para revelar o interior do plano físico da igreja, como se tivesse sido aberta uma cortina de um palco. Este afastamento do véu não se estendeu na mesma proporção ao exterior da Igreja. O conjunto da congregação ficou isolado das vibrações e fenômenos do mundo externo. Um grande anjo a quem nos referiremos mais adiante, vigiava este isolamento e mantinha a congregação superfísica dentro de sua aura, e assim ajudava a criar as condições em que o véu poderia ser seguramente afastado.
Os ANJOS DA EUCARISTIA têm também o cuidado de incluir tanto os vivos comos os desencarnados no edifício interno espiritual, de forma que todos possam compartilhar tanto quanto possível das influências derramadas. Eles ajudavam as pessoas no que era necessário e possível, e gradualmente, como resultado de suas carinhosas ministrações e do serviço, as congregações física e superfísica eram unidas uma a outra. No final do serviço os desencarnados estão aptos a ver o edifício físico, seus amigos, e especialmente os sacerdotes e os servidores no interior do Santuário.
Isso os enchia de intensa felicidade, embora alguns experimentassem
vaga saudade e mesmo anseio de retornar a vida e camaradagem
do plano físico. Uns poucos não haviam achado a nova vida
tão feliz quanto poderia ter sido, e sentiam-se solitários
ali.
Para muitos, sua consciência interna se desvanecia um tanto à medida que a percepção física aumentava, embora alguns poucos retivessem sua visão de seus próprios mundos. Alguns penetravam na aura de seus amigos e permaneciam de pé ou sentados com eles, porém a maioria dos que tinham amigos físicos presentes flutuavam bem acima deles. Quase todos sentiam a alegria da reunião e de receber os pensamentos e recordações amorosas de seus amigos e parentes. Gradativamente, a medida que todos se tornavam completamente harmonizados, as palavras e a música eram ouvidas com crescente clareza. Isto os tornava muito ditosos, evocando-lhes antigas recordações. Para eles era um grande prazer ouvir as vozes atuais de seus amigos particulares, deixados no plano físico. Ouviam muito atentamente o sermão, e no Credo, todos inclinavam suas cabeças. Alguns deles evidentemente conheciam bem as palavras e ajoelhavam-se no exato momento, porém todos acompanhavam com compreensão e assentimento reverentes.
Decorrido algum tempo, todas as considerações pessoais cederam lugar ao ato de adoração conjunta, quando as duas congregações se integraram no rítmo e poder do serviço. Pouco a pouco, com poucas exceções, se tornaram unificadas e harmonizadas, e os anjos puderam tratá-las como uma unidade. As exceções foram os que não haviam sido acostumados ao culto da igreja; estes permaneciam um tanto afastados, observando com interesse, mas não participando.
O Anjo da Presença resplandecia em toda a perfeita beleza espiritual do Senhor, cujos amor e benção fluíam continuamente através d'Ele. Todos eram envolvidos nesse maravilhoso fluxo, especialmente os sentados a parte, pois o Anjo parecia volver sua atenção para eles com o mais terno e compassivo amor, que paulatinamente vencia seu afastamento e os atraía.
Um grande anjo de tipo inteiramente novo para o autor apareceu na extremidade ocidental da igreja. Embora fosse essencialmente um Anjo de Amor, e vertesse uma qualidade especial de amor e proteção sobre os desencarnados, sua aparência externa era tal que nos fazia pensar no Anjo da Morte. Parecia ser um representante do grande Deus da Morte, cuja mão poderosa corta o cordão de prata que ata a alma ao corpo durante a vida terrena. Sua fisionomia era enérgica e inspirava tímido respeito com sua inescrutável expressão de poder e mistério. Era de cor verde escuro e da altura do corpo da igreja.
Mantinha a congregação invisível muito coesa no interior de sua consciência e exercia uma influência protetora sobre a mesma, de forma que nenhum dano poderia ocorrer aos vivos como aos mortos. Ele permanecia imóvel e impassível, zelando como se mencionou acima o isolamento da igreja do mundo externo, e dando a impressão de uma estátua enorme, viva e verde escura do Anjo da Morte.
No mundo do Além, como neste mundo existem muitos seres indesejáveis
que tomariam vantagem imediata das condições especiais, do
íntimo intercâmbio de forças entre os dois mundos. Esta proteção
angélica era, portanto, adicionada ao isolamento propiciado
pela consagração original da igreja e pelas "paredes" do edifício
eucarístico.
Parece também ter havido uma rarefação do véu no mundo externo, porém isto se restringiu aos níveis mais elevados dos planos concernentes. Isto parece ser o resultado de certas mudanças que ocorrem em todo sistema solar nesta época do ano. A influência do espiritual, como distinta do material, parece ser de algum modo aumentada e a divisão entre o espírito e a matéria como um conjunto, parece ser marcante. Talvez haja uma lei cíclica sob a qual, nesta época do ano, todos os véus se tornam definidamente mais tênues, de sorte que os níveis sem forma e com forma se tornara mais intimamente associados e os planos dentro destas divisões, mais intimamente sincronizados. Os sub-planos mais elevados dos mundos mental, emocional e etérico, são fundidos e mutuamente entrelaçados de maneira que o pulsar da vida e força no mundo material e através do mesmo é muito mais livre, do que normalmente. Dentro da igreja, onde se criam condições especiais, isto se estende através de todos os sub-planos, decrescentemente, e daí a necessidade de medidas especiais de precaução.
Aparentemente é função do Anjo da Morte manter a necessária
proteção, pois a ele concerne a passagem de poder, consciência
e vida de plano para plano, e a transferência da consciência
humana do plano físico ao plano emocional, na morte. Ele pode
exercer uma função, que é complementar e o inverso da de Nossa
Senhora, a qual preside a todo nascimento humano. Sugere-se
correspondência, porém o autor não está habilitado a dar um
pronunciamento definido sobre o assunto.
Retornando ao serviço em si, notou-se que a repetição de um nome em uma cerimônia liga instantaneamente o seu dono, aonde quer que esteja, com o oficiante, e através dele, com o poder da cerimônia. Quando foi recitada a prece pelos mortos e mencionados os nomes dos falecidos, os designados fulguravam subitamente com uma luz maior, a bênção do Senhor verteu-se do Santuário sobre eles, e fez o princípio crístico brilhar dali para dentro deles. Os não efetivamente presentes tiveram sua atenção atraída para os ali mencionados. Em alguns casos vieram imediatamente para a igreja, chamados pelo poder do Senhor e pelo amor dos que os lembraram.
Os próprios anjos trouxeram para a igreja muitos daqueles cujos nomes foram mencionados, ao mesmo tempo que adicionavam outros, não mencionados. Muitos anjos se assemelham a lindos pastores, cada um com seu rebanho destas "ovelhas" humanas, que haviam reunido e trazido a presença do Senhor. Muitos auxiliares humanos invisíveis, estavam também muito ocupados em trazer gente desencarnada para a igreja, e em ajudá-los a assimilar a atmosfera e a bênção do serviço.
O Anjo Construtor incluía todos estes em sua esfera de trabalho, e o Anjo da Presença saudava-os com o seu glorioso sorriso de amor e ternura a medida que chegavam. Era maravilhoso contemplar a expressão e o sorriso do Anjo da Presença. Seu sorriso revela muitíssimo mais do que qualquer sorriso humano pode expressar; inclui um jubiloso reconhecimento de um velho e muito amado amigo, uma profunda compreensão espiritual de todas as suas mais elevadas esperanças e possibilidades, e o terno amor compassivo de um pai para com o seu filho predileto. A expressão na face do Anjo é sempre a de exaltação espiritual, enquanto que o irradiante poder, vida e amor fluem através dele continuamente. Quando, pois, ele sorri, a beleza e amor profundamente compassivo revelados excedem a toda concepção humana, e nenhuma palavra pode retratar com propriedade a maravilha deste glorioso Representante Angélico de Nosso Senhor.
Uma tal visão do Bom Pastor e Seus servos angélicos e Seu rebanho demonstrou prontamente que Ele conhece cada indivíduo deste planeta, que todos os homens estão envolvidos no abraço de Seu Amor, e que de fato "por baixo estão os eternos braços". O Anjo da Presença reconhecia, cumprimentava, abençoava e enviava amor a cada indivíduo que chegava, e extraía o mais elevado no interior de cada um, em resposta.
A medida desta resposta variava consideravelmente. Alguns
nessa hora estavam preocupados e concentrados em si e não
responderam completamente; todos eram definidamente auxiliados,
cada um na medida em que estava apto a receber e assimilar
a bênção vertida e o Cristo interno podia ser despertado.
Àqueles que estavam lutando com grandes dificuldades quando
a bênção os atingiu - freqüentemente acompanhada por um anjo
- se sentiam de repente livres da tensão o iIuminados com
as soluções de seus problemas. Para muitos era um nítido ponto
de retorno no longo ciclo de encarnações; pode mesmo influenciar
o restante de sua peregrinação para a perfeição. Como fez
o Filho Pródigo, desde então "se levantarão e irão a seu Pai".
Teve lugar uma verdadeira conversão e determinaram-se desde
esse dia a dedicar-se à vida espiritual e ao trabalho profícuo.
3. Os Anjos e sua Função na Eucaristia
e nos Rituais
Por Charles Leadbeater
Quando um homem adentra na igreja, ele se põe na presença
de Nosso Senhor, entronizado sobre Seu altar; e só
por este fato ele também entra na presença de
uma grande multidão de Anjos adorantes. O quanto será
possível fazer por ele depende de até onde ele
pode abrir seu coração à sua influência,
e de sua disposição física, moral e mental.
Alguns de nós sentem tais influências fácil
e nitidamente, por termos aguçado nossos sentidos em
tal direção; outros as percebem apenas vaga
e incertamente; mas um número crescente de pessoas
está se tornando cônscia delas. O homem está
andando em lentos passos em direção a tornar-se
o tipo de criatura que os Anjos podem ajudar, e à medida
que avança mais para dentro de sua esfera, percebe
melhor seu interesse e sua graciosa resposta.
A presença dos Anjos não nos deveria ser incerta,
vaga ou hipotética; deveríamos começar
a pensar que são realidades perfeitamente definidas,
e ainda que não possamos de fato vê-los mais
do que vemos uma corrente elétrica, são reais
como uma corrente elétrica o é, e seus efeitos
podem ser notados por aqueles que são capazes de senti-los.
Grandes legiões de Anjos assistem à celebração
da Eucaristia. Os maiores Anjos acodem para tomar uma parte
definida no trabalho. A Sagrada Eucaristia não é
celebrada para nós, ainda que muito benefício
possamos obter dela. Nós não vamos no intuito
de receber, mas principalmente no de dar. Nós vamos
porque este é o método pelo qual Cristo irradia
influência espiritual sobre todo o Seu mundo, e nós
vamos lá para ajudá-lo nesta distribuição
de divina energia. Incidentalmente obtemos muito para nós
mesmos, mas este não é nosso objetivo principal.
Os Anjos vêm – os grandes Anjos – a fim
de fazer tudo isso possível para nós. Ao fim
do Asperges, pedimos a Deus que envie Seu Anjo para nos ajudar
e para estar conosco. Em resposta a aquele apelo acorre o
Anjo da Eucaristia e constrói um receptáculo
a partir de nossa devoção e de nossos sentimentos,
e da energia liberada pela parte musical do serviço.
Maiores que ele são os Anjos que vêm quando os
chamamos justamente antes do Sanctus – quando o sacerdote
ou bispo, tendo pedido que elevássemos nossos corações
e déssemos graças a Deus, prossegue dizendo
que com os Santos Anjos (enumerando os diferentes tipos),
também fazemos nossa parte. Este é o chamamento
tradicional a eles, e a melodia com que cantamos “Corações
ao alto!” e “Nosso coração está
em Deus” tem quase dois mil anos, se não mais.
Ela remonta aos primeiros tempos em que tais músicas
eram cantada na Igreja.
Então eles vêm e tomam parte no serviço.
É claro que não devemos pensar nem por um momento
que este é um privilégio nosso. Em todas as
Igrejas Cristãs onde não houve ruptura na sucessão
apostólica, permanece o mesmo mecanismo; na verdade
não devemos sequer imaginá-lo confinado ao Cristianismo.
Todas as religiões existem para o auxílio do
mundo, e em quase todas algum sistema é arranjado para
a recepção e distribuição de força
espiritual. Este trabalho dos Anjos é tornado mais
fácil quando a congregação compreende
o que está sendo feito e colabora inteligentemente
através do pensamento. Destarte deveríamos nos
aplicar em saber e compreender, para que pudéssemos
ajudar os Anjos no trabalho que têm de fazer.
Esses Espíritos gloriosos são de tantos tipos
diversos que é praticamente impossível tentar
alguma descrição deles. Muitos deles têm
forma humana, ainda que usualmente maiores que a estatura
do homem. Suas cores, sua radiância e iridescência
são de uma maravilha além de toda palavra; eles
nos olham com seus olhos faiscantes, plenos da paz eterna.
Suas auras são tão grandes e tão mais
magnificentes que as nossas, que à distância
parecem somente esferas de luz fulgurante. Nunca os vi com
asas; na verdade, imagino que as asas usadas pelos Anjos da
arte e da poesia devam simbolizar seus diversos poderes, como
o ilustram algumas escrituras. Esta suposição
pode ser corroborada pelo fato de que mesmo nas histórias
bíblicas, quando o Anjo do Senhor vem visitar Seu Povo
(como Abraão, Pedro e outros), ele costumeiramente
é tomado por um homem, o que dificilmente ocorreria
se portasse um par de asas enormes.
A aura de um grande Anjo é muito mais expansível
e flexível que a nossa; ele se expressa simultaneamente
em formas-pensamento de desenho maravilhosamente belo, em
fulgurações de gloriosas cores e através
de uma pletora da mais deslumbrante música. Para ele
um sorriso de boas-vindas poderia ser um coruscante relampejar
de cores e uma torrente de harmonias sonoras; uma frase proferida
por um desses valorosos Filhos de Deus seria como um grandioso
oratório; uma conversação entre dois
grandes Anjos seria como uma poderosa fuga (estilo de composição
musical contrapontística onde as várias vozes,
que têm aqui igual importância, entram em distâncias
e alturas sucessivos e pré-determinados, dialogando
em forma de imitação mútua ou eco), com
motivo (ou tema, fragmento melódico apresentado na
abertura da peça) respondendo a motivo, ecoando em
cataratas de harmonia acompanhada de caleidoscópicas
mutações de tons flamantes, cintilando como
miríades de arco-íris. Anjos há que vivem
e se expressam pelo que para nós são fragrâncias
e perfumes – mesmo que dizer assim seja degradar e materializar
as exóticas emanações nas quais se comprazem
tão jubilosos.
Sempre há Anjos cerca da Hóstia Consagrada,
mas quando o fulgor aumenta, na Elevação ou
no Benedictus, vemos uma surpreendente e ainda mais formosa
adição à falange, pois um número
de pequeninos Anjos volteiam em seu redor. A maioria dos membros
da Hoste Angélica são pelo menos do tamanho
humano, e muitos deles são bem maiores que o homem;
mas há uma tribo de diminutos querubins que são
como aqueles pintados por Ticiano ou Michelangelo. São
todos pequenas e maravilhosamente perfeitas criaturas –
não diversos de certos tipos de espíritos da
natureza, exceto pelo fato de que são muitíssimo
mais radiantes e indubitavelmente angélicos em feição;
têm aparência de crianças, mas ainda assim
parecem muito, muito velhos. São uma imagem do fulgor
eterno que é impossível de expressar em palavras;
são como aves do paraíso no esplendor de suas
cores, seres feitos de luz viva; e eles voejam ou quedam em
atitude de adoração, volteando adiante e atrás
ao se mover, criam uma espécie de esfera oca em torno
da Hóstia – uma esfera de talvez seis metros
de diâmetro.
Penso que nenhum deles desce ao nível astral; a maioria
deles é distinguível somente com a visão
do plano causal, o que significa que seu veículo mais
denso é feito de matéria pertencente ao plano
mental. São da mais alta valia no serviço, pois
refletem e transmutam algumas das mais poderosas forças
empregadas, e podem veicular grandes quantidades de outras;
assim, um torvelinho de indescritível atividade está
sempre acontecendo dentro e em torno da esfera.
Há também um outro tipo destas criaturinhas
ao qual o título de Anjo é menos adequado. São
igualmente graciosas e belas à sua maneira, mas na
realidade pertencem ao reino dos elfos ou espíritos
da natureza. Eles não se expressam através de
perfumes, mas vivem nas cercanias e misturados a tais emanações,
e estão onde quer que fragrâncias estejam sendo
disseminadas. Há muitas variedades, algumas vivendo
de odores repulsivos e pesados, outras somente daqueles delicados
e refinados. Entre eles existem algumas poucas espécies
que são especialmente atraídas pelo cheiro do
incenso, e são encontradas sempre que este é
queimado. Quando o sacerdote incensa o altar, criando um campo
magnético, enclausura dentro dele um número
destes deliciosos elfinhos, e eles absorvem grande quantidade
da energia que é acumulada ali, tornando-se valiosos
agentes de sua distribuição no momento oportuno.
Nós podemos também guardar em afetuosa lembrança
a grande classe de Anjos-Pensamento, que estão especialmente
conectados com os serviços da Igreja. O maior de todos
é o Anjo da Presença, que aparece toda vez que
a Santa Eucaristia é celebrada, e consuma por nós
aquele tremendo sacrifício; pois, ao completar os deveres
de seu ofício sagrado, o sacerdote pronunciando as
palavras de poder, aquele Anjo fulgura, e pelo seu ígneo
toque acontece aquela espantosa transmutação
que é ao mesmo tempo o maior de todos os milagres e
ao mesmo tempo o de todos o mais natural, uma expressão
íntima do Amor Divino. Ele é em verdade uma
forma-pensamento do próprio Senhor Cristo, uma projeção
daquela prodigiosa Consciência.
Não há alegria maior para Seus Santos Anjos
que seguir o clarão daquele pensamento, e banhar-se
naquele rio de vida, aquele inefável derramar de influência
espiritual. E isso acontece em cada Eucaristia; em cada Missa
a congregação é de longe muito mais numerosa
da que pode ser vista com os olhos físicos; e quando
celebramos estes sagrados mistérios, os esquadrões
da falange celeste juntam-se a nós, aqui e agora.
4. A Missa Sagrada, A Eucaristia e A Visão Gnóstica
Por Helena Blavatsky
Prestemos alguns momentos de atenção às assembléias dos "Construtores do Templo Superior" nos primeiros tempos do Cristianismo. Ragon nos mostrou plenamente a origem dos seguintes termos:
a) "A palavra 'Missa' vem do latim Messis –
'colheita', donde o nome de Messis, aquele que faz
amadurecer as colheitas - o'Cristo-Sol'.
A palavra 'Loja', da qual se servem os maçons, fracos sucessores
dos Iniciados, toma sua raiz em Loga (Loka em sânscrito),
uma localidade e um Mundo; e do grego Logos – a Palavra,
um discurso, cujo pleno significado é: um local onde certas
coisas são discutidas".
c) As reuniões dos Logos dos Maçons, Primitivos Iniciados,
acabaram sendo chamadas Synaxys, 'assembléias' de
Irmãos, com o fim de rezar e celebrar a Ceia (refeição), onde
eram utilizadas somente as oferendas não manchadas de sangue,
tais como os frutos e cereais. Logo depois essas oferendas
foram chamadas Hostiae, ou Hóstias puras e sagradas,
em contraste com os sacrifícios impuros (como os prisioneiros
de guerra, Histes, donde o francês Hostage – Ôtage ou
Refém), e porque as oferendas consistiam de frutos
da colheita, as primícias de Messis. Já que nenhum Padre da
Igreja menciona, como certos sábios o teriam feito, que a
palavra missa vem do hebreu Missah (Oblatum, oferenda), esta
explicação é tão boa quanto a outra. (Para um estudo profundo
da palavra Missah e Mizda, ver Os Gnósticos,
de King, pág. 124 e seguintes).
A palavra Synaxis tinha seu equivalente entre os
gregos na palavra Agyrmos (reunião de homens, assembléia).
Referia-se à Iniciação nos Mistérios. As duas palavras, Synaxis
e Agyrmos (14) caíram em desuso, e a palavra Missa
prevaleceu e ficou.
Desejosos como estão os teólogos de velar pela sua etimologia,
diremos que o termo "Messias" (Messiah) deriva da palavra
latina Missus (Mensageiro, o Enviado). Mas, se assim é, essa
palavra poderia também ser aplicada ao Sol, o mensageiro anual,
enviado para trazer nova vida à terra e à sua produção. A
palavra hebraica Messiah, Mashiah (o ungido, de Mashah, ungir)
dificilmente poderia ser aplicada no sentido eclesiástico,
ou seu emprego ser justificado como autêntico, tanto quanto
a palavra latina Missah (missa) não deriva da outra palavra
latina Mittere, Missum, "enviar" ou "reenviar". Porque o serviço
da comunhão, seu coração e sua alma, se fundamenta na consagração
e oblação da Hóstia (sacrifício), um pão ázimo (fino
como uma folha) representando o corpo de Cristo na Eucaristia,
e sendo feito de flor de farinha, é um desenvolvimento direto
da colheita ou oferendas de cereais.
Ainda mais, as missas primitivas eram Ceias (ou último alimento
do dia), simples refeição dos romanos, em que eles "faziam
abluções", eram ungidos e se vestiam do Senatory, e foram
transformadas em refeições consagradas à memória da última
ceia de Cristo.
No tempo dos apóstolos, os judeus convertidos se reuniam
em seus Synaxis para ler os Evangelhos e suas correspondências
(Epístolas). São Justino (ano 150 de nossa era) nos diz que
essas Assembléias solenes eram feitas nos dias chamados "sun"
(o dia do Senhor, e em latim, Dies Magnus). Nesses dias, havia
o canto dos Salmos, a "colação" do batismo com água pura e
o Ágape da Santa Ceia "com água e o vinho". Que tem a ver
essa combinação híbrida das refeições romanas pagãs, erigidas
em mistério sagrado pelos inventores dos dogmas da Igreja,
com o Messiah hebreu, "aquele que deve descer às profundezas"
(ou Hades), ou com o Messias (que é a sua tradução grega)?
Como demonstrou Nork, Jesus jamais foi ungido, nem como grande
sacerdote, nem como rei, e é por isso que seu nome Messias
não pode derivar da palavra equivalente hebraica, ainda mais
que a palavra "ungido" ou "untado de óleo", termo homérico,
é CHRI e CHRIO, ambos significando Untar o Corpo de Óleo
(ver Lúcifer, 1887: The Esoteric Meaning of the Gospels
– O Significado Esotérico dos Evangelhos).
As frases seguintes de outro maçom de grau elevado, autor
da Sources des Mesures, resumem em algumas linhas esse "imbroglio"
secular: "O fato é , diz ele, que existem Dois Messias: um,
descendo por sua própria vontade ao abismo para a salvação
do mundo - é o Sol despojado de Seus Raios de Ouro e coroado
de raios negros como espinhos (simbolizando essa perda); o
outro, o Messias triunfante, que alcançou o Ápice do Arco
do Céu, personificado pelo Leão da Tribo de
Judá. Em ambos os casos, ele tem a cruz...
Nas Ambarválias, festas romanas dadas em honra a Ceres,
o Arval, assistente do Grande Sacerdote, vestido de branco
imaculado, colocava sobre a Hóstia (a oferenda do sacrifício)
um bolo de trigo, água e vinha; provava o vinho das libações
e dava-o a provar aos outros. A Oblação (ou
oferenda) era então erguida pelo Grande Sacerdote. Tal oferenda
simbolizava os três reinos da natureza: o bolo de trigo (o
reino vegetal), o vaso do sacrifício ou Cálice (o reino
mineral) e o Pal (a estola) do Hierofante, uma de
cujas extremidades pousava sobre o cálice contendo o vinho
da oblação. Essa estola era feita de pura lã branca de tosão
de cordeiro.
Os padres modernos repetem gesto por gesto os atos do culto pagão. Eles erguem e oferecem o pão para a consagração; benzem a água que deve ser posta no cálice, e em seguida vertem o vinho, incensam o altar, etc., etc..., e, voltando ao altar, lavam os dedos, dizendo: "Eu lavarei minhas mãos entre o Justo e rodearei teu altar, Ó Grande Deus!". Assim o fazem porque o antigo sacerdote pagão assim o fazia, e dizia: "Eu lavo minhas mãos (com água lustral) entre o Justo (os irmãos completamente Iniciados) e rodeio teu altar, ó Grande Deusa! (Ceres)".
O Grande Sacerdote fazia três vezes a volta ao altar, levando as oferendas, erguendo acima de sua cabeça o cálice coberto com a extremidade de sua estola feita de lã de cordeiro, branca como a neve...
A vestimenta consagrada, usada pelo papa, Pallium, tem a
forma de uma manta feita de lã branca, com um galão
de cruzes púrpura. Na Igreja grega, o padre cobre o
cálice com a extremidade de sua estola pousada sobre seu ombro.
O Grande Sacerdote da Antigüidade repetia três vezes
durante o serviço divino seu "O Redemptor Mundi" a Apolo -
o Sol; seu "Mater Salvatoris" a Ceres – a Terra; seu
Virgo Partitura à Virgem Deusa, etc... pronunciando Sete Comemorações
Ternárias. (Ouvi, ó maçons!) O número ternário tão
reverenciado na Antigüidade como em nossos diasé pronunciado
sete vezes durante a Missa; temos três Introito, três Kyrie
Eleison, três Mea-Culpa, três Agnus Dei, três Dominus Vobiscum,
verdadeiras séries maçônicas. Acrescentemos-lhes os três Et
Cum Spiritu Tuo, e a missa cristã nos oferecerá as mesmas
Sete Comemorações Tríplices.
Paganismo, Maçonaria, Teologia, tal é a trindade histórica
que governa o mundo Sub-Rosa.
Podemos terminar com uma saudação maçônica, e dizer: Ilustre dignitário de Hiram Abif, Iniciado e "Filho da Viúva": o Reino das Trevas e da ignorância desaparece rapidamente, mas há regiões ainda inexploradas pelos sábios e que são tão negras quanto a noite do Egito.
Fratres Sobrii Estote et Vigilate.
5. Os 7 Sacramentos da Comunidade dos Iniciados
SACRAMENTOS |
Planeta |
Arcanjo |
Significado |
Batismo |
Lua |
Gabriel |
O Conhecimento dos Mistérios Alquímicos,
pacto do Batismo para ser orientado internamente. |
Confirmação
(Crisma) |
Mercúrio |
Rafael |
Aprofundamento e tomada de Consciência da importância
desses Mistérios para nossa Auto-realização. |
Matrimônio |
Vênus |
Uriel |
A efetiva prática desses Mistérios, é
executar o que já se estudou e se praticou o be-á-bá
da Alquimia, como os pranayamas, mantras, desbloqueios
dos nadís etc. Aqui se trabalha de verdade no 1º
Fator. |
Eucaristia |
Sol |
Michael |
Ajuda vinda dos Mundos do Cristo, aqui se absorvem os
Átomos Crísticos, tão necessários
para nosso crescimento interior. |
Confissão |
Marte |
Samael |
Aqui se conhece e se pratica realmente a Morte do Ego,
o 2º Fator. |
Apostolado |
Júpiter |
Zacariel |
O Apostolado é sinônimo do 3º Fator,
da ajuda à humanidade, amor consciente ao próximo,
entregando a Doutrina Gnóstica. |
Extrema-Unção |
Saturno |
Orifiel |
Aprofundamento do Trabalho dos 3 Fatores para a total
transcendência do si mesmo. A morte absoluta e a
Renúncia. |
6. Quem Ensinou o Mistério da Santa Eucaristia
ao V.'. M.'. Samael Aun Weor
Estando nos Mundos Superiores de Consciência Cósmica, o mestre
Samael fez "amizade" com um poderoso Anjo de Deus, Anjo de
Mando e do Poder, chamado Anjo Aroch.
Foi este Anjo, todo sabedoria, Amor e Poder, que ensinou ao mestre Samael, entre outras coisas, o mantra mais poderoso para se despertar a Kundalini, o antibiótica mais poderoso do mundo, a Conjuração de Proteção mais poderosa do Universo (Belilin) e outras coisas mais.
Este Anjo sagrado também ensinou ao Mestre Samael e a toda a Comunidade Gnóstica os Mistérios da Santa Unção Gnóstica, ou Mistério Eucarístico Gnóstico.
Leiamos o que o mestre Samael escreveu, no livro Tratado Esotérico de Magia Prática:
Quando o Anjo Aroch, Anjo de Mando, me ensinou esta chave maravilhosa da Unção Gnóstica, também me ensiou a ORAR:
"São indizíveis aqueles instantes em que o anjo Aroch, na figura
de um menino, ajoelhado e com as mãos unidas sobre o peito,
levantou seus olhos puríssimos até os Céus...
Seu rosto parecia ser de Fogo naquels instante, e, cheio de Amor profundo, esclamava: "SENHOR, SENHOR, NÃO ME DEIXES CAIR, NÃO ME DEIXES JAMAIS SAIR DA LUZ...etc..."
Logo, repartiu o Pão e o deu de comer, e pôs o vinho dentro
de uma pequena jarra de prata. Serviu-o em alguns cálices
e nos deu de beber..."
Até aqui, as palavras de nosso querido mestre Samael.
Como se pode invocar a este Anjo, toda vez que necessitarmos Iluminação, Consolo, Proteção e Sabedoria? Continua o Mestre, explicando:
À noite, antes de dormirmos, faremos uma oração. Devemos ter uma vela acesa (que deverá ser apagada depois de feita a oração), um copo com água e uma rosa (esta deverá estar sem o cabo, somente em botão. Se tivermos um altar, melhor. Se não, também está bom...)
Acendemos uma vela, colocamos no copo a água e, mergulhado na água colocamos um botão de rosa (sem o cabo, somente o botão).
Aí fazemos a oração conforme sabemos e podemos, e de manhã, logo após acordarmos, bebemos esta água...
Podemos repetir esta prática por 3 dias seguidos...
(retirado do livro Tratado de Magia Prática)
7. O Milagre da Transubstanciação
(Texto retirado do livro O Parsifal Desvelado, do
VM Samael Aun Weor, disponível em nossa Biblioteca
Gnóstica.)
Na Missa Gnóstica encontramos o seguinte
relato:
“(...) E Jesus, o Divino Grande Sacerdote Gnóstico,
entoou um doce cântico em louvor do Grande Nome e disse
aos seus discípulos: ‘Vinde a Mim e eles assim
o fizeram’.
Então, dirigiu-se aos quatro pontos cardeais, estendeu
seu tranqüilo olhar e pronunciou o nome profundamente
sagrado “Lew”, abençoou-os e lhes soprou
nos olhos.
Olhai para cima – exclamou. Já sois clarividentes.
Eles então levantaram seus olhares para onde Jesus
assinalara, e viram uma grande cruz que nenhum ser humano
poderia descrever.
E o Grande Sacerdote disse: Afastai a vista dessa grande
luz e olhai para o outro lado. Então viram um grande
fogo, vinho e sangue. (Aqui abençoa-se o pão
e o vinho.)
E continuou: Em verdade vos digo que eu não trouxe
nada ao mundo, senão o fogo, a água, o vinho
e o sangue da redenção.
Trouxe o fogo e a água do lugar da luz, dali onde
a luz se encontra.
Trouxe o vinho e o sangue da morada de Barbelos.
Depois de passado algum tempo, o Pai me enviou o Espírito
Santo em forma de branca pomba, mas, ouvi-me: o fogo, a água
e o vinho são para a purificação e o
perdão dos pecados.”
O Evangelho de Taciano testemunha o sacramento do corpo
e do sangue, dizendo:
“E Jesus tomou o pão e o abençoou.
E deu-os aos seu discípulos, dizendo: Tomai e comei,
porque este é o meu corpo, que lhes é dado.
E, tomando o cálice, deu graças, e o ofereceu
aos seus discípulos.
E disse: Tomai e bebei, porque este é o meu sangue
que será vertido na remissão dos pecados.
E desde agora não beberei mais do fruto da videira
até o dia em que o beba convosco no reino de meu Pai.
Fazei isto em minha comemoração.”
Lucas desvenda inteligentemente o profundo significado desta
mística cerimônia mágica, dizendo:
“Chegou o dia dos pães sem fermento, no qual
era necessário sacrificar o Cordeiro Pascal.
E Jesus enviou a Pedro (cujo evangelho é o sexo) e
a João (cujo evangelho é o Verbo), dizendo:
Ide preparar-nos a Páscoa, para que a comamos.”
O Nome Oculto de Pedro é “Patar” com suas
três consoantes, que no alto esoterismo são radicais:
“P”, nos recorda o Pai que está oculto,
o ancião dos dias da cabala hebraica; “T”
ou Tau, letra cruz, estudada em nosso capítulo anterior,
famosa no Sexo-Yoga; e “Ra”, Fogo Sagrado, Divindade,
Logos.
João descompõe-se nas cinco vogais IEOUA (Ieouan,
Swan, Choan, Ioan), o Verbo, a palavra.
Pedro morre crucificado na cruz invertida com a cabeça
para baixo e os pés para cima, como se nos convidasse
a baixar à Forja dos Ciclopes, à Nona Esfera,
para trabalharmos com a água e o fogo, origem de mundos
bestas, homens e deuses.
Toda autêntica Iniciação Branca começa
por ali.
João, o inefável, recosta sua cabeça
no coração do grande Cabir Jesus como que declarando:
o amor alimenta-se com o amor.
É fácil compreender que o Verbo criador, em
cilada mística, aguarda enroscado no fundo da arca
o instante preciso de ser realizado.
Ao que sabe, a palavra dá poder. Ninguém a
pronunciou, ninguém a pronunciará, a não
ser aquele que a tiver encarnado.
No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus,
e o Verbo era Deus.
Está escrito com palavras de fogo no grande livro
da existência cósmica que primeiro devemos percorrer
firmemente o caminho de Pedro.
O Verbo que jaz oculto no âmago misterioso de todas
as idades ensina, claramente, que depois é necessário
caminhar pela senda de João.
Porém, dentro destas duas sendas divinas, existe um
Abismo.
É indispensável ter uma ponte de prodígios
maravilhosos entre os dois caminhos... e, após, morrer
de instante a instante (morte mística).
Transmutar para falar no horto puríssimo da divina
língua é, certamente, o profundo significado
místico da Unção Gnóstica.
O pão e o vinho, a semente de trigo e o fruto da videira
devem ser regiamente transformados na carne e no sangue do
Cristo Íntimo.
O Logos Solar, com a sua vida pujante e ativa, faz germinar
a semente para que a espiga cresça de milímetro
em milímetro e, logo, encerrar-se como em um cofre
precioso dentro da pétrea dureza do grão.
Os raios solares, penetrando solenes na cepa da videira,
desenvolvem silenciosamente até amadurecer no fruto
santo.
O Sacerdote Gnóstico, em estado de êxtase, percebe
essa substância cósmica do Cristo-Sol encerrada
no pão e no vinho e atua desligando-a de seus elementos
físicos para que os Átomos Crísticos
penetrem, vitoriosos, nos organismos humanos.
Esses Átomos Solares, essas vidas ígneas, esses
agentes secretos do Adorável, trabalham silenciosos
dentro do Templo-Coração convidando-nos uma
ou outra vez a trilharmos a Senda que nos conduzirá
ao Nirvana.
É evidente e palpável a misteriosa ajuda dos
Átomos Crísticos.
E resplandece a luz nas trevas e aparecem sobre a Ara os
12 pães da proposição, alusão
manifesta aos signos zodiacais ou diversas modalidades da
substância cósmica.
Isto nos faz recordar a décima segunda carta do Tarô,
o Apostolado, o Magnus Opus, o liame da cruz com o triângulo.
Enquanto o Vinho deriva do fruto maduro da videira, é
o símbolo maravilhoso do fogo, do sangue e da vida
que se manifesta na substância, mesmo que as palavras
Vinho, Vida, Videira tenham diferentes origens. Nem por isso
deixam de ter certas afinidades simbólicas. Não
de outra forma relaciona-se o Vinho com Vis, “Força”,
e Virtus, “Força moral”, assim como Virgo,
“Virgem” (a Serpente Ígnea de nossos mágicos
poderes).
O Sahaja Maithuna (a Magia Sexual) entre Varão e Fêmea,
Adam-Eva, no leito delicioso do amor autêntico, guarda,
em verdade, sublimes concordâncias rítmicas com
o ágape místico do grande Cabir Jesus.
O germem encantador da espiga sagrada tem seu expoente máximo
e íntimo na humana semente.
O fruto sacrossanto da videira é realmente o emblema
natural da vida que se manifesta com todo o seu esplendor
na substância.
Transformar o pão (semente) em carne solar, e o vinho
delicioso em sangue crístico e fogo santo é
o milagre mais extraordinário do Sexo-Yoga.

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