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Texto
do Dr. JORGE ADOUM
O
que é o Matrimônio?
O
dicionário o define assim: é a união
legal do homem e
da mulher.
Para
nós, essa definição é vaga.
Os que sabem amar verdadeiramente definem melhor desta
maneira: O Matrimônio é a união
de dois seres de diferentes sexos para formar uma só
unidade. "OS DOIS SERÃO UM SÓ CORPO",
disse Jesus.
Entre
os animais, o macho busca indistintamente todos as fêmeas,
e as fêmeas se submetem a todos os machos. Só
o homem está feito para amar a uma só
mulher, e a mulher digna se conserva para um só
homem. Os libertinos são meros animais.
O
verdadeiro amor é a manifestação
da divindade na alma, porque é por si mesmo divino,
ou então não existe. O verdadeiro amor
é o caminho da alma para a eternidade. A mulher
adora Deus no homem que ama e que a fecunda, e cria
nela a coroa de todas as ambições: o filho.
Logo, o Matrimônio é a união de
duas almas que se tornam UMA e que deve completar-se
com uma terceira.
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"O
HOMEM É ÚNICO EM TRÊS AMORES, COMO DEUS
EXISTE EM TRÊS PESSOAS." (Eliphas Levy)
Amar é
ter encontrado a Deus na criatura. As almas vivem de verdade
e de amor. Senhora, tu amas assim a teu marido? Sê franca
contigo mesma e responda, mentalmente, a esta pergunta. O
inferno na alma é o não poder amar, e a maioria
da humanidade está condenada a esta tortura, porque
ela não sabe distinguir entre a paixão e o amor.
Don Juan
Tenório ia de uma decepção à outra,
na busca do amor, e por fim morreu sufocado pelos braços
de um espectro de pedra. O verdadeiro amor é a imortalidade
da alma. O homem que deseja mais do que uma mulher, e a mulher
que obedece aos desejos de mais de um homem, são animais;
não são dignos de conhecer o amor.
A mulher pura e
recatada é o ideal do homem; o homem digno e delicado
é o sonho ideal da mulher. Logo, o casamento é
o verdadeiro amor, e não é somente uma união
legal segundo as leis humanas.
Uma mulher
que ama a um homem e se casa com outro a quem não ama
é indigna de chamar-se esposa. Um casamento de conveniência
é concubinato legalizado pelas leis humanas.
Casar-se
com uma mulher que pertenceu por amor a outro, sem ser abandonada
por ele, é desposar a mulher do próximo. 0 verdadeiro
amor nunca pode estar em contradição com o dever;
a paixão sempre pede satisfação.
Escuta,
senhora, porque a ti estão dedicadas estas linhas:
o homem atual perdeu muito de sua dignidade, e seu único
remédio está em tuas mãos; tu podes curá-lo;
mas, para triunfares em teu intento, tu deves sacrificar-te
até dez vezes ao dia durante toda a tua vida, para
salvar a teu esposo. O homem está enfermo, o matrimónio
cambaleia e a sociedade está em destruição.
TU ÉS A MULHER: CONSOLADORA DOS AFLITOS, CURADORA DOS
ENFERMOS, REFÚGIO DOS PECADORES, PORTA DO CÉU
etc.
Em tuas
mãos está a salvação da Humanidade.
Socialmente, a mulher tem direito de abandonar o marido que
a engana, e se não tem filhos torna-se livre ante a
natureza; porém, se for mãe, perde o direito
de abandonar seu filhos e desonra-se a seus olhos. Então
será preciso o sacrifício e que se resigne ao
heroísmo da cruz materna, considerando-se viúva
no matrimônio e consolando-se das dores no carinho da
mãe.
Sem embargo,
estas linhas não foram escritas para conscolar às
esposas abandonadas, e sim para o coração digno
do verdadeiro amor, com a intenção de lutar
e reconquistar o esposo perdido. Ao escrever não justifico
de forma alguma o homem, contudo posso assegurar que em muitas
ocasiões a mulher é demasiado culpada pela dastruição
do lar. Porém, se erramos às vezes, isso não
deve significar que não podemos corrigir o erro. Mãos
à obra, senhora, levanta-te e prepara-te para o ataque,
com a arma do AMOR, para reconquistar teu marido, o pai de
teus filhos.
Casaste
por amor? Medita e examina em teu coração, e
responde com franqueza e lealdade a ti mesma, porque o amor
não engana e nem pode ser enganado.
- O que
esperavas da vida matrimonial?
- Tens
contribuído sempre para criar a felicidade no lar?
- Tens
aliviado as dificuldades da vida doméstica?
- Tu te
sacrificas para que teu marido tenha o que deseja?
- Tens
procurado criar sempre, com teu próprio esforço
e abnegação, os atrativos que renovam os encantos
da vida matrimonial?
- Tens
procurado aliviar a tristeza de teu marido, ou crês
que só ele que tem a obrigação de aliviar
a tua?
- Tens
recebido sempre teu marido, quando ele volta para casa depois
do trabalho, como o recebias quando eras sua noiva e ele ia
te visitar?
- Tens
cuidado de sua tranqüilidade e bem-estar no lar?
- Tens
estudado seus gostos para satísfazê-lo quando
necessário?
- Muitas
perguntas devo dirigir-te, prezada senhora, mas, por enquanto,
estas são suficientes. Estou esperando as respostas...
O matrimônio
é um estado cheio de dificuldades que têm de
ser enfrentadas na busca da felicidade conjugal. É
impossível oferecer um método único que
seja aplicável a todos os casos e circunstâncias.
Nestas
linhas ponho à tua disposição a série
de conhecimentos que podem capacitar-te a formares teu próprio
método.
As informações
adquiridas por experiências e aqui contidas podem ser
como um guia racional que ajuda a toda mulher casada a encontrar
na vida conjugal uma grande parte dos momentos ditosos com
que sonhou.
A
FELICIDADE E O AMOR
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A
Vontade Superior plantou na natureza humana o desejo
de perpetuar-se em carne e em espírito e para
conseguir tal condição, o homem e a mulher
sentem uma mútua atração que os
incita a desejarem-se e a buscarem um no outro o que
necessitam para satisfazer aos fins da natureza.
Satisfazer
o desejo que permite alcançar tal finalidade
constitui a dita no amor que exige condições:
satisfazer os apetites materiais e encher as necessidades
morais.
O
homem é uma metade de Deus e necessita de sua
outra metade para o cumprimento dessas finalidades;
logo, o homem ao casar crê haver encontrado a
pessoa que lhe inspira o encanto, a beleza, a harmonia,
o saber, a cobiça pelo dinheiro, a ânsia
da superação. O varão busca sua
contraparte na mulher, e esta nele.
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Mas o
homem é o executor das inspirações da
mulher e por isso ele busca nela a luz que o guia a adquirir
a satisfação dos apetites materiais e das necessidades
espirituais. O homem sente que os mistérios da Divindade
estão encerrados no coração da mulher
amada, e ao amar a mulher, está amando, através
dela, o próprio Deus.
O homem é
mente que pensa; a mulher é intuição
que inspira; pensar é ter cérebro, intuir é
ter coração.
O cérebro
trabalha, o coração adivinha.
O homem
é a força e o poder e por tal motivo busca na
mulher o conselho e a previsão. A força vence,
mas o conselho convence.
O homem é
o Fogo Sagrado e a mulher é quem mantém este
fogo divino nele.
O homem
se diviniza na mulher e ela manifesta a divindade dele.
O homem, corno
cérebro qual dínamo, fabrica força; a
mulher, como coração, produz amor; a força
mata, o amor ressuscita.
A mulher
é a divina arte que não imita, é a lei
da beleza.
Senhora,
tens sido luz para teu marido?
Tens sido seu conselho
e previsão?
Tens mantido
aceso o seu Fogo Sagrado, ou o tens apagado?
Tens divinizado
teu marido, ou o tens animalizado?
Tens sido para
ele uma inspiração superior?
Talvez me dirás
que és ignorante e que não sabes fazê-lo;
pois bem, a ignorância é uma desculpa, mas esta
desculpa não te justifica, porque o ignorante deve
aprender.
Aprender
o quê? Aprender a amar, a amar, a amar, porque o amor
é o saber máximo que te guia a adivinhar as
necessidades e os desejos de teu marido.
Mas, como
deve ser o amor? Acaso eu não o amo? Estude o "Decálogo
do Amor da Esposa para com o Marido", e depois poderás
responder a ti mesma aquela pergunta.
Este decálogo
exige:
1 Fidelidade ao
lar e ao marido.
2 Abnegação sem limites.
3 Prudência em palavras e atos.
4 Diligente na vida doméstica.
5 Delicada em todos os gostos.
6 Sempre alegre com o marido.
7 Constante nos afetos.
8 Recatada na vida social.
9 Terna e compreensiva na vida conjugal.
10 Honesta e digna nas relações íntimas.
Essas são
as qualidades que o homem busca na esposa, a qual, ao proporcioná-las
ao marido, este obrigatoriamente deve corresponder e contribuir,
por sua vez, com seu decálogo, que consiste nas qualidades
que fascinam a mulher, e são as seguintes:
1 Generoso no lar.
2 Valente no perigo.
3 Constante no trabalho.
4 Completo em suas obrigações.
5 Inteligente nas iniciativas.
6 Firme nas decisões.
7 Verdadeiro nas palavras.
8 Tolerante em seu comportamento.
9 Fogoso em seus desejos.
10 Pleno na vida íntima.
De tudo
o que ficou dito, se depreende que O AMOR TEM UMA ARTE E UMA
CIÊNCIA QUE SE DEVE APRENDER E PRATICAR para a ventura
do matrimônio e a felicidade do lar.
Agora, senhora
esposa, podemos dirigir-te as seguintes perguntas, para respondê-las
mentalmente em TEU ÍNTIMO:
- Tens
sido sempre abnegada com a família? Foste sempre fiel
ao lar e ao marido? Quantas vezes por dia te queixas de tua
sorte?
- Tens
sido prudente em aconselhar teu marido ou tens querido dar-lhe
ordens?
- Quantas
vezes ao dia gritas com ele, ou na hora de comer?
- Tens
sido sempre alegre com ele ou tu tens te portado como uma
criança que perdeu seu brinquedo?
- Quantas
vezes tens chorado tua desgraça matrimonial ante ele,
alegando que na casa de teus pais eras uma rainha?
- Quantas
vezes gritas por dia com a cozinheira, a criada e os filhos?
- Tens
sido constante em teus afetos ou somente quando tens uma necessidade
psíquica ou física?
- E, POR
ÚLTIMO, QUANTAS VEZES FERISTE TEU MARIDO COM PALAVRAS
OU GESTOS?
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