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A morte-em-marcha é um processo
mais aprofundado dentro da Psicologia Gnóstica
e deve ser levada muito a sério pelos estudantes
que querem trilhar a Senda da Auto-Realização,
ou seja, da Iluminação plena e total,
de acordo com o potencial do ser humano.
No entanto, este termo, morte-em-marcha, tem sido
motivo de debates acalorados por parte dos estudantes
de diversas linhas iniciáticas. Por que as
diferenças de opinião e por que os desentendimentos,
se o ensinamento é maravilhoso e perfeito?
É importantíssimo perscrutar e se aprofundar
sobre a morte-em-marcha. |
O Venerável Mestre Samael Aun Weor, fundador e grande
líder do gnosticismo moderno, enfatizava a necessidade
de vivenciar seriamente a psicologia gnóstica, e
aprofundar-se no dia-a-dia, a cada instante da vida.
Certa vez, Samael perguntou a um grupo de discípulos
quem é que meditava 24 horas por dia. Ninguém
levantou a mão, a não ser um deles, que protestou,
afirmando que é impossível viver o dia e a
noite inteiros meditando. O Mestre confirmou que, sim senhor,
é possível meditar 24 horas por dia, mas não
como se entende a meditação vulgarmente. Meditação
é um estado interno de consciência, onde a
Consciência vive em estado de alerta constante, dominando
e controlando a mente, as emoções, as energias
vitais e o corpo físico. (Infelizmente, o que a Consciência
menos faz é estar ativa, ser proativa em todas os
momentos da vida, o que ocorre são as reações
mecânicas nos diversos eventos do dia-a-dia.)
Afinal, o que é, exatamente, a morte-em-marcha e
como a utilizamos em nosso Trabalho Interno?
O VM Samael afirmou em praticamente todas as suas mais
de 60 obras que existe um princípio divino em nosso
psiquismo, em nosso “mundo interior”, capaz
de nos libertar de todas as formas de sofrimento, defeitos
psicológicos e adormecimentos mentais que temos cultivado
em nossa vida. Essa presença divina foi representada
por todas as tradições religiosas, místicas
e filosóficas de todos os tempos como um Poder Divino
com características maternas, amorosas e mágicas.
Seu nome na Gnose é MÃE DIVINA.
O fundamento do Trabalho Interno, de liberação
psicológica, é a entrega mística à
Mãe Divina. A Mãe Divina tem um poder mágico,
elétrico, sexual, capaz de destruir qualquer distúrbio
emocional ou mental. E paralelamente a essa Bhakti Yoga,
ou prática devocional com a Mãe Divina, necessita-se
morrer de instante em instante por toda a nossa vida, praticando
uma disciplina de vida, que inclui os seguintes itens:
1. ALERTA NOVIDADE. Estar Alerta ao máximo possível
durante o dia.
2. RETROSPECÇÃO. No final da noite, como primeiro
passo para a meditação. A Retrospectiva é
realizada visualizando regressivamente (de trás para
diante, ou seja, desde o momento em que iniciamos esta prática
até a hora em que acordamos, pela manhã),
dando mais ênfase nos defeitos com os quais vamos
trabalhar.
3. OBSERVAÇÃO SERENA. Aut-observação
de tudo o que se manifestou em você nos momentos em
que os Eus Psicológicos se manifestaram. (Isso requer
que sejamos extremamente verdadeiros e sinceros conosco;
sem subterfúgios, desculpas, justificativas, meias-palavras
etc.)
4. AUTO-EXPLORAÇÃO. Descobrir por que o Ego
em questão se manifestou naquela situação,
com aquela pessoa, naquele momento... Que imagens, palavras
ou sons fizeram esse Eu se expressar... Enfim, conhecer
todos os meandros do Ego.
5. ANÁLISE SUPERLATIVA. Entrar em meditação
profunda e deixar que a própria Voz do Silêncio
analise e estude o Eu. Simplesmente observá-lo, e
nada mais. Não pensar nele, não pesquisá-lo,
não dissecá-lo, simplesmente estar cônscio
dele de momento em momento.
6. VISÃO ESPACIAL DO EGO. Todos os aspectos do Ego
têm, nos mundos internos (astral e mental e causal),
uma forma arquetípica definida. Na fase da Análise
Superlativa, durante a meditação, surge em
nossa tela mental uma forma-pensamento. O Eu analisado pode
surgir à nossa frente como um animal por exemplo.
Pode ser a forma de uma pantera negra, uma mariposa, um
rato, uma barata, uma serpente com cabeça de velho,
um dinossauro, um gorila, um demônio, uma mulher sensual
etc. Se essa forma-pensamento for captada, tenha certeza
que houve de fato, nos mundos internos, aquilo que o Mestre
Samael chama de DIVISÃO SUJEITO-OBJETO ou OBSERVADOR-OBSERVADO.
É justamente nesse momento mágico e único
do Trabalho Psicológico, que a Essência se
liberou do Eu, e este se tornou um cascarão oco,
vazio. É a partir desse momento que se deve orar
fervorosamente à Mãe Divina para que Ela o
elimine de nosso interior. É só a partir desse
instante que o Eu poderá ser destruído pela
Mãe Divina; antes não é possível
porque a Essência ainda está presa nesse defeito
psicológico.
Resumindo, este trabalho sobre a morte do Ego se processa
com os seguintes passos:
1. Descobrir o Ego nas atividades
do dia-a-dia; vê-lo, observá-lo, senti-lo
sem julgá-lo, sem reprimi-lo, mas também
sem liberá-lo cegamente;
2. Processar o Ego, chegar a um nível de compreensão
o mais profundo possível (e isso só se
alcança nas práticas de meditação,
que não devem se limitar a um único dia);
3. Eliminar o Ego. Isso não acontece sem a intervenção
da Mãe Divina. Precisamos oferecer-lhe o Eu estudado,
já fraco, débil, para que a Mãe
Divina o fulmine eletricamente. Se houver auto-observação
diária, poderá haver eliminação
diária ou o que chamamos de Morte-em-Marcha. |
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Devemos lembrar sempre que só quando o Defeito se
manifesta, quando sai à luz do dia, pode ser descoberto,
processado e eliminado. No mesmo instante em que qualquer
Eu surgir – seja em pensamento, emoção
ou energia –, deve-se rogar com muita força
e entusiasmo a sua morte por meio da Mãe Divina.
Essa prática de pedir à Mãe Divina
a morte imediata do Eu descoberto é o que podemos
chamar de TRABALHO CURTO. Deve ser efetuado
o dia inteiro, sem se cansar, sem esmorecer jamais. Se for
necessário, invocar a Mãe Divina 100 mil vezes
por dia, mas sem tornar essa oração em algo
robotizado, mecânico. Já o trabalho de análise,
reflexão, discernimento e meditação
profunda dos Eus manifestados ao longo do dia é o
que podemos chamar de TRABALHO LONGO. Lembremo-nos
que os dois trabalhos devem ser utilizados ao mesmo tempo,
pois são técnicas distintas para um mesmo
fim.
É importante recordar que só a Alquimia não
elimina o Ego. Só a psicologia não elimina
totalmente o Ego. As duas devem andar de mãos dadas,
equilibrar as duas coisas com propriedade.
OS NÍVEIS DA MORTE DO EGO
Quando o VM Samael ensina que se deve morrer de instante
em instante, de momento em momento, Ele quis ensinar que
não se deve ser gnóstico somente quando estamos
em um grupo gnóstico, durante uma Missa ou em uma
Corrente de Cura. É necessário transformar
todos os instante do dia e da noite em um trabalho frutuoso.
A morte contínua se dá por dimensões
e por níveis. Temos o nível atômico,
o nível comportamental, o nível esotérico,
o nível psicológico, o nível sexual,
o nível ritualístico etc. Nenhum desses aspectos
deve ser menosprezado.
Cada um de nós tem suas características psicológicas,
mas devemos urgentemente romper essas barreiras. Alguns
de nós temos mais tendências intelectuais,
outros mais emocionais, outros mais motrizes etc. Mas o
gnóstico que quiser trilhar a Senda da Iniciação
necessita equilibrar todos os aspectos do Trabalho. Assim
como Samael fez em sua vida.
NÍVEL RITUALÍSTICO
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Todos os Altos Iniciados, tais como Jesus, Cagliostro,
Buda, Maomé, Padmasambhava etc. instituíram
em suas doutrinas poderosos rituais mágicos,
que com o tempo se transformaram em ritos religiosos
e mecânicos, praticados sem a devida consciência
por seus seguidores. A Gnose de Samael não poderia
ser uma exceção, pois o Avatar de Aquárius
criou diversos rituais que nos ajudam a conectar nossa
Consciência com as Forças Divinas dos Mundos
Superiores. Missas, Rituais de Grau, Cadeias, Magia
Elemental, Magia Sideral, Astroteurgia, Trabalho com
os Elementais Atômicos etc. servem para aumentar
nosso nível energético. |
Com isso, conseguimos ser auxiliados pelos mestres da
Grande Fraternidade Branca e as Partes Superiores de nosso
Ser Divino. Essas Práticas Sagradas têm como
intuito fortalecer a Essência para que ela tenha mais
entusiasmo, força e anelos para a Auto-Superação.
NÍVEL ATÔMICO
Atomicamente, o ser humano é dividido em duas esferas.
Uma contém átomos pesados, malignos e ligados
diretamente ao Ego, e se encontra na região do plexo
solar para baixo. A outra esfera de manifestação
atômica se encontra do plexo solar para cima, e é
aí que se encontram os Átomos de Luz, puros
e mais conectados às esferas do Espírito Divino.
Os átomos, como seres inteligentes, lutam dentro
de nosso corpo. As trevas buscam dominar o corpo, tentando
alcançar o coração. Quando as trevas
conquistam o Cárdias (o chacra cardíaco),
então advêm a depressão, a doença
e a morte. E quando os Átomos da Luz conquistam o
corpo, então nossas vibrações saltam
para uma oitava superior.
Como fazemos para colaborar com os Átomos da Luz,
que estão sob o controle do Átomo Crístico,
localizado no lado esquerdo do coração? Em
primeiríssimo lugar, eliminar de nosso dia-a-dia
os maus hábitos e mais costumes. Ter atitudes cotidianas
solares: acordar cedo, exercitar-se harmoniosamente (sugere-se
a Lamaseria), ingerir alimentos integrais, não adulterados
(com enxertos, alterados geneticamente etc.), praticar constantemente
exercícios respiratórios (pranayamas), ter
pensamentos e emoções positivos, participar
de rituais e correntes onde se invocam as forças
sutis da natureza e do cosmo etc.; enfim, ter uma vida a
mais saudável possível.
Quanto mais tivermos hábitos saudáveis e
conscientes, mais vão se carregando nossas “baterias
psíquicas”, chamadas no gnosticismo de Centros
Psíquicos (Intelecto, Emoções, Movimento,
Instinto e Sexo). E o VM Samael ensina que sem os Centros
equilibrados e carregados, não se pode começar
um Trabalho sério e correto.
Se queremos vencer o Inimigo Secreto (o Ego) devemos primeiro
desarmá-lo. Atacá-lo conforme nosso Nível
de Ser e de Compreensão. E isso se consegue, inicialmente,
no Nível Atômico.
NÍVEL DA CONDUTA PSICOLÓGICA
O Iniciado deve aperfeiçoar sua Conduta. Se ele
quer chegar a ser Santo, então deve ter uma conduta
de Santo, de Perfeito, de Equilibrado. Neste nível
devemos compreender o que se deve eliminar de nosso interior
e que alimenta o Ego e o fortalece, e o que devemos fortalecer
e que servirá de apoio para o Trabalho Interno. Esse
trabalho deve ser por toda a vida, uma mudança radical
em nosso diário viver. Ou seja, será mais
que impossível querer eliminar o Ego sem alterar
radicalmente nossa Conduta pessoal. Eis aí outra
explicação para a frase de Samael: “Morrer
de instante em instante e de momento em momento”.
E o VM Rabolu ensinava que se deve começar a morrer
efetivamente “nos detalhes”.
O QUE DEVEMOS ELIMINAR
1. Autoconsideração. Sofrer
facilmente com tudo o com todos. Sentir-se um pobre-coitado
e vítima de tudo e todos.É porta de entrada
dos Defeitos.
2. Maus costumes e maus hábitos.
No vestir-se, no comer, no palavreado, na música
que se ouve, na hora que se acorda e se dorme, nos olhares
etc.
3. Falsa Consciência. Somos um para
o cônjuge, outro para o patrão, outro com as
mulheres, outro com os homens, outro com irmãos gnósticos
etc.
4. Falsa Personalidade. Aceitamos as máscaras
que a sociedade nos dá, como a de advogado, jornalista,
professor, ator, executivo dinâmico, político.
A frase ou pensamento típicos dos que têm a
Falsa Personalidade bem desenvolvida é: “Com
quem você pensa que está falando?”
5. Eu da Crítica. Crítica
interior profunda aos demais e a si mesmo. Critica-se em
pensamentos, olhares, sorrisos, postura de mãos e
pernas,
6. Tagarelice Interior. Permitimos que
os pensamentos se soltem sem nenhum controle. Percebemos
claramente essas Tagarelices no momento em que nos deitamos
e nos concentramos na própria mente. Os mecanismos
mentais não param nem na hora de dormir.
7. Autovalorização e Auto-Importância.
Lembrar sempre que “Ninguém é insubstituível”,
e que “Só Deus é grande”.
8. Egocentrismo. Falar muito de si, interromper
os outros para dar nossos próprios exemplos.
9. Eu da Curiosidade. Querer saber de tudo
sem ser criterioso, respeitoso e autocontrolado.
10. Mecanicidades. Acordar sempre na mesma
hora, percorrer sempre o mesmo caminho para o trabalho,
almoçar sempre na mesma hora, dormir no mesmo horário
e fazer as mesmas coisas, sempre. Quebrar essa mecanicidade
para tornar o dia mais consciente.
11. Traumas, Complexos e Fobias. Isso gera
uma Personalidade desequilibrada, que é guarida do
Ego.
12. Canção Psicológica.
Dar vazão verbal ou mental a certas situações
vividas.
13. Desejos, Justificativas e Má Vontade.
(Os 3 Inimigos ou Traidores) Discursos verbais egóicos,
sentimentalismos, desejos negativos. A Má Vontade
se fortalece quando nos recusamos a fazer favores aos outros
por exemplo.
14. Fanatismo. Nascido de limitações
intelectuais e emocionais.
15. Vírus Psicológico. Pode-se
contagiar energética ou mentalmente. Noticiários,
fofocas, maledicências etc. não devem entrar
em nossa psique. O bocejo coletivo é uma forma de
vírus psicológico.
16. Impaciência. Nascida da ansiedade,
das comparações e da falta de confiança.
17. Incapacidade para fazer as coisas.
Inconstância, preguiça, desatenção
e indisciplina.
18. Insegurança. Em si mesmo e nos
outros.
19. Efígies Mentais. São
as representações mentais equivocadas. Conceitos
que temos sobre algo ou alguém, e que “temos
certeza” de que correspondem à verdade. Outro
exemplo de Efígie Mental é aquela música
que “canta” em nossa mente ininterruptamente.
20. “Tops” Mentais. Quaisquer
obstáculos nos fazem desistir do Trabalho Interno.
Dificuldades financeiras, dúvidas, ressentimentos,
opiniões contrárias, depressão, contratempos
diversos etc., que podem ser comparadas a “lombadas”
na estrada, que produzem lentidão e estancamento.
A causa é a Impotência da Consciência.
O QUE DEVEMOS DESENVOLVER
1. Consideração Exterior.
Respeito ao próximo, ao seu Nível de Ser,
limitações, opiniões, conceitos, ver
em seu interior uma Essência e um Ser que devem ser
respeitados. Para combater a Autoconsideração.
2. Valores da Essência. Fidelidade,
Disciplina, Ordem, Honestidade, Pudor, Tenacidade, Alegria,
Castidade etc., para combater a Anarquia Interna.
3. Valorizar o Trabalho Gnóstico.
Torná-lo Sério, Prático, Objetivo,
na vida tanto interior quanto exterior. Isso impede que
sejamos “gnósticos de fim de semana”.
4. Continuidade de Propósitos. Não
dar um só passo atrás, não querer tirar
“férias gnósticas”. Olhar sempre
para a frente.
5. Centro de Gravidade Permanente. Determinação
forte e entusiasmo dentro de nós. Ver a Gnose em
tudo na vida.
6. Eventos Internos e Acontecimentos Externos.
Saber viver corretamente, equilibradamente. Não cair
em depressão em festas ou contar piadas em velórios.
7. Nível de Ser e de Saber. Conhecer
a Doutrina Gnóstica profundamente para se desenvolver
corretamente nossos Mapas Internos de Trabalho.
8. Imaginação, Inspiração
e Intuição. São virtudes que
se conseguem com os exercícios gnósticos diários
e com a morte do Ego. Seguir os “sinais do Ser”,
que querem nos guiar em todos os aspectos da vida.
9. Viver Conscientemente. Usar todo o Conhecimento
gnóstico para que nossa vida nos dê frutos
espirituais, para que não passemos uma vida estéril.
10. Lei da Momentaneidade. Viver a vida
gnosticamente, o aqui e agora. Não projetar nem desejar
ou fantasiar o que gostaríamos que nossa vida fosse,
mas o que ela “pode” ser.
11. Paciência e Equilíbrio
em tudo. A César o que é de César e
a Deus o que é de Deus.
12. Naturalidade, espontaneidade.
13. Auto-observação e Observação
Externa em harmonia, contínua, para adquirirmos
a Recordação de Si.
14. Prudência no Trabalho. Lentos
mas seguros. Nada de pressa e impaciência.
15. Capacidade de Criar. Faze as coisas
com um nível de criatividade e consciência,
e não mecanicamene.
16. Sinceridade Interna e Externa.
17. Sacrifício da Dor ou Padecimento Voluntário.
Não confundir sofrimento com sacrifício.
18. Vontade de ser cada vez melhor na vida,
em todos os sentidos. Não confundir com preciosismo
mental.
19. Bom Dono de Casa. Ser bom pai, bom
filho, boa esposa, bom funcionário. Não porque
se pede aplausos, mas porque se quer expressar a Luz do
Ser Divino.
20. Autoconhecimento. Saber tal qual sou,
sem auto-imagens, disfarces psicológicos
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