Por Samael Aun Weor
INTRODUÇÃO
A questão do funcionamento equivocado dos
centros é um tema que exige um estudo de toda
a vida, através da observação
de “si mesmo” em ação e
do exame rigoroso dos sonhos.
Não é possível chegarem num
instante à compreensão dos centros;
necessitamos infinita paciência para compreender
suas formas incorretas de trabalhar.
Toda a vida se desenvolve em função
dos Centros e é controlada por eles. Nossos
pensamentos, sentimentos, esperanças, temores,
amores, ódios, ações, sensações,
prazeres, satisfações, frustrações,
etc., se encontram nos centros.
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O Descobrimento de algum “elemento inumano” em qualquer um dos centros
deve ser motivo mais que suficiente para trabalhá-lo esotericamente.
É necessário compreender o que é a
mente e o que são o sentimento e o sentimentalismo.
Se estudarmos o Ser cuidadosamente, veremos que a mente não é o
Ser. Na Teosofia se fala muito do “Corpo Mental” e
as diversas escolas de pensamento o citam. Não queremos
com isto dizer que todos os “humanóides” já possuam
o veículo mental. Haverá “manas”,
como se diz em sânscrito, ou seja, substância
mental, depositada em cada um de nós, porém
isso não é possuir realmente o veículo
da mente.
Em todo o caso, a mente, se é que o ser humano já possui
tal veículo ou que está começando a
criá-lo, e mesmo que ainda não o tenha, não é mais
que um instrumento de manifestação, mas não é o
Ser. O sentimento tampouco é o Ser. No passado, me
senti inclinado a crer que o sentimento, em si mesmo, correspondia
ao Ser, mais tarde, depois de severas análises, me
vi na necessidade de retificar tal conceito. Obviamente,
o sentimento advém do Corpo Astral nos seres humanos.
Poderiam objetar-me dizendo que nem todos possuem esse precioso
veículo kedsjano e nisso estamos de acordo, mas existe
a emoção, a substância astral correspondente
em cada um de nós.
De fato, quer tenhamos o veículo sideral ou não,
surge evidentemente isso que se chama sentimento. Em seu
aspecto negativo, o sentimentalismo nos converte em entes
demasiadamente negativos; mas o sentimento não é tampouco
o Ser, pode pertencer ao Centro Emocional, porém não é o
Ser.
A mente tem o seu Centro (o Centro Intelectual), mas não é o
Ser. O centro da Mente, o Intelectual, está localizado
no cérebro – isto é obvio – porém
não é o Ser. O Sentimento corresponde ao Centro
Emocional, localiza-se na região do plexo solar e
abarca os centros nervosos simpáticos e o coração,
porém não é o Ser.
O Ser é o Ser, e a razão do ser do Ser é o
mesmo Ser...
Por que temos que nos deixar levar pelos Centros da máquina?
Por que permitimos que o Centro Intelectual ou Emocional
nos controlem? Por que temos que ser escravos desta maquinaria?
Devemos aprender a controlar todos os Centros da máquina,
devemos nos converter em seus senhores.
Há cinco Centros na máquina, isto é óbvio:
O Intelectual, o primeiro; o Emocional, o segundo; o Motor,
o terceiro; o Instintivo, o quarto e, o Sexual, o quinto.
Mas, os Centros da máquina não são o
Ser; podem estar a serviço do Ser, porém não
são o Ser. Assim, pois, nem a mente nem o sentimento
são o Ser...
Por que sofrem os seres humanos? Porque permitem que o pensamento
e o sentimento intervenham nas diversas circunstâncias
da vida. Se nos insultam, reagimos de imediato, se ferem
nosso amor próprio, sofremos e até nos encolerizamos.
Quando contemplamos todo o panorama da vida, podermos evidenciar
claramente que temos sido, diríamos, como pedaços
de madeira no oceano, devido precisamente a que temos permitido
que a mente e o sentimento se intrometam nas diversas circunstâncias
da existência.
Não temos dado oportunidade à Essência,
ao Ser, para que se expresse através de nós.
Temos sempre tentado resolver as coisas por nossa conta,
reagimos ante qualquer palavra dura, qualquer problema ou
qualquer dificuldade; nos sentimos feridos quando alguém
nos fere, ou contentes quando alguém nos agrada.
Temos sido, dissemos, como pedaços de madeira entre
as embravecidas ondas do grande oceano; não temos
sido senhores de nós mesmos.
Por que nos preocupamos? Pergunto a mim mesmo e pergunto à vocês.
Por causa dos “problemas”, me diriam. A preocupação,
meus caros irmão é um hábito de muito
mau gosto, de nada serve, nada resolve; uma pessoa tem que
aprender a viver de instante em instante, de momento ao momento.
Por que haverá alguém de preocupar-se?
Assim não devemos permitir que a mente e os sentimento
se intrometam nas diversas circunstâncias da vida;
a personalidade humana deve tornar-se passiva, tranqüila.
Isto implica, de fato, em uma tremenda atividade da consciência;
isto significa aprender a viver conscientemente, isto significa
dispor a base para o despertar.
Para Saber Mais:
DISFUNÇÕES
NO TRABALHO DO CENTRO INTELECTUAL
DISFUNÇÕES
NO TRABALHO DO CENTRO EMOCIONAL
DISFUNÇÕES
NO TRABALHO DO CENTRO MOTOR
DISFUNÇÕES
NO TRABALHO DO CENTRO INSTINTIVO
DISFUNÇÕES
NO TRABALHO DO CENTRO SEXUAL
COMO
ACESSAR O CENTRO EMOCIONAL SUPERIOR
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