| É preciso que as pessoas
compreendam o que significa a palavra "Karma".
A lei da balança, a lei do Karma rege toda a
criação. Toda causa se transforma em efeito
e todo efeito se transforma em causa novamente.
Foi nos dada liberdade e livre escolha e podemos fazer
o que quisermos, porém é claro que temos
que responder diante de Deus por todos nossos atos.
Qualquer ato de nossa vida, bom ou mau, tem conseqüências.
A lei de ação e reação governa
o curso de nossas vidas, e cada nova existência
é produto da vida anterior.
Compreender integramente as bases e o "Modus Operandi"
da lei do Karma é indispensável para podermos
conduzir o barco de nossa vida de forma positiva e digna
através das diferentes escalas da vida.
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O Karma é lei de compensação, não
de vingança. Há quem confunda essa Lei Cósmica
com "determinismo" ou com "fatalismo",
ao crer que tudo que nos acontece já está previamente
determinado. É verdade que os atos humanos determinam
nossa herança, a educação e o meio [em
nascemos]. Mas também é verdade que o homem
tem o livre arbítrio e pode modificar seus atos, educar
seu caráter, formar hábitos superiores, combater
debilidades e fortalecer virtudes.
O Karma é um remédio aplicado para nosso próprio
bem. Infelizmente, as pessoas em vez de se inclinarem reverentemente
diante do eterno Deus vivo, protestam, blasfemam, se justificam,
se desculpam, lavam as mãos. Com tais protestos em
nada modificam o Karma; ao contrário: torna-se ainda
mais duro e severo.
Quando nascemos neste mundo trazemos nosso destino.
Uns nascem em berço de ouro e outros na miséria.
Se na passada existência matamos, agora nos matarão;
se ferimos, agora nos ferirão; se roubamos, agora
nos roubarão; e com a vara que medimos seremos
medidos.
Felizmente, caros amigos, a Justiça e a Misericórdia
são as duas colunas de sustentação
da Grande Fraternidade Branca.
Justiça sem Misericórdia é tirania;
Misericórdia sem Justiça é tolerância
e complacência com o delito. O Karma é
negociável. Isso pode surpreender muita gente
de diversas escolas esotéricas tradicionais.
Por certo alguns pseudo-esoteristas e pseudo-ocultistas
tornaram-se muito pessimistas em relação
à lei de causa e efeito. Supõem equivocadamente
que esta se desenvolve em forma mecânica, automática
e cruel. Os eruditos crêem que não é
possível alterar essa lei, mas lamento sinceramente
ter que discordar dessa forma de pensar.
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Se a lei de ação e reação, se
o Nêmesis da existência não fosse negociável,
então onde ficaria a misericórdia divina? Francamente,
não posso aceitar crueldade de parte da divindade.
Brahman, Deus ou Deuses de forma alguma poderia ser algo sem
misericórdia, algo cruel e tirânico. Por tudo
isso repito em forma enfática: O Karma é negociável.
É possível modificar nosso próprio destino.
Modificando-se a causa modifica-se o efeito. "O Leão
da Lei se enfrenta com a Balança". Se em um prato
da Balança colocamos nossas boas obras e no outro as
nossas obras negativas, ou teremos equilíbrio ou um
dos pratos pesará mais que outro. Se o prato das más
obras pesar mais devemos corrigir o desequilíbrio pondo
mais boas obras no prato correspondente, para inclinarmos
a Balança a nosso favor. Dessa forma pagamos Karma.
Fazendo boas obras para pagar nossas dívidas. Lembremos
que não se paga Karma somente com dor, também
podemos pagar karma com boas obras.
Agora vocês podem compreender, queridos amigos, como
é maravilhoso praticarmos o bem. Sem dúvida,
o reto pensar, o reto sentir e o reto agir são o melhor
negócio.
Nunca devemos protestar contra o Karma. O importante é
saber negociar. Infelizmente, quando as pessoas se encontram
em grandes amarguras o único que sabem fazer é
lavar as mãos dizendo que nunca fizeram mal a ninguém,
que não têm culpa de nada e que sempre foram
pessoas justas e corretas.
Que me seja permitido dizer aos que estão na miséria
que revisem sua conduta, que julguem a si mesmos, que se sentem
no banco dos réus, mesmo que por alguns poucos momentos
para fazer uma análise de si mesmos; depois, modifiquem
sua conduta.
Se esses que estão sem trabalho se tornassem castos,
caridosos, agradáveis, serviçais em cem por
cento é claro que mudariam radicalmente a causa de
sua desgraça e conseqüentemente, seus efeitos.
Não é possível modificar um efeito se
antes não se modificou a causa que o gerou, porque,
como dissemos: não existe efeito sem causa nem causa
sem efeito.
Devemos trabalhar sempre de forma desinteressada e com infinito
amor em favor da humanidade. Assim, mudaremos as causas negativas
que geram os nefastos efeitos.
Sem dúvida, a miséria tem suas causas nas bebedeiras,
na luxúria, na violência, no adultério,
no desperdício, na avareza, etc.
Quer ser curado? Cure os outros. Tem familiares na prisão?
Trabalhe pela liberação de outros. Está
com fome? Divida teu [pedaço de] pão com quem
está pior que você.
Muitas pessoas que sofrem só se lembram de suas amarguras,
desejando remediá-las, mas não se lembram dos
sofrimentos alheios, nem remotamente pensam em remediar os
sofrimentos do próximo. Esse estado egoísta
de sua existência não serve para nada. Assim,
o único que conseguem realmente é agravar seus
sofrimentos.
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Se essas pessoas pensassem nos demais, em servir
seus semelhantes, em dar de comer ao faminto, dar de
beber ao sedento, em vestir o desnudo, em ensinar ao
que não sabe, é claro que poriam boas
obras no prato da balança cósmica para
incliná-la a seu favor, e assim mudariam seu
destino e viria a sorte a seu favor. Mas as pessoas
são muito egoístas, e por isso sofrem.
Ninguém se lembra de Deus nem de seus semelhantes
se não quando estão em desespero, e isso
é algo que todo mundo pode comprovar por si mesmo.
Assim é a humanidade.
Infelizmente, esse ego que todos levamos dentro, faz
tudo ao contrário do que estamos dizendo aqui.
Por isso mesmo considero urgente, inadiável e
irremediável reduzir o ego à poeira cósmica.
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O único que é necessário fazer para
ter direito à verdadeira felicidade é, antes
de tudo, eliminar o ego. Certamente, quando não existirem
mais egos dentro de nós, esses horríveis elementos
que nos fazem tão perversos e malvados, não
haveria mais Karma a ser pago e o resultado disso seria a
felicidade.
A Lei do Karma, a Lei da Balança Cósmica não
é uma lei cega. Também é possível
pedir crédito aos Mestres do Karma, e isso é
algo que muitos desconhecem. Contudo, é bom saber que
todo crédito precisa ser pago com obras de caridade.
Se não for pago, então a Lei cobrará
com muito sofrimento.
Quem despertar a consciência poderá viajar com
seu corpo astral plenamente consciente e estudar no Templo
da Justiça seu próprio Livro do Destino. O Chefe
dos Sacerdotes do Tribunal do Karma é o Grande Mestre
Anúbis. O Templo de Anúbis, Supremo Regente
do Karma, encontra-se no mundo molecular, chamado por muitos
de Plano Astral.
No Tribunal da Justiça impera unicamente o amor e
a justiça. Ali existe um livro com as colunas "Dever
- Haver" para cada ser humano, onde diariamente se registra
tudo que se faz de positivo e de negativo.
| As boas ações
são representadas por um tipo incomum de moeda
que os Mestres acumulam em benefício daqueles
que realizam boas obras. Nesse Tribunal também
existem advogados defensores. Mas, paga-se por tudo.
Nada nos é dado gratuitamente. Quem tem boas
obras paga suas contas e se sai bem em seus negócios.
Os créditos solicitados devem ser pagos com trabalhos
desinteressados e inspirados no amor pelos que sofrem.
Negociar com os Senhores da Lei é possível
por intermédio da Meditação: orai
e meditai. Concentrai-vos em Anúbis, o Supremo
Regente da Boa Lei.
Lembrem-se: Para o indigno todas as portas estão
fechadas, menos uma: a do arrependimento. Pedi e vos
será dado; batei e se vos abrirá.
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(Por Samael Aun Weor, da obra Tarot y Kábala,
capítulo 27)
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