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Desvendando o Gênio de Stradivarius

Da genialidade de um artesão italiano nasceram os mais perfeitos instrumentos de corda de todos os tempos. Afinal, qual é a real magia que envolve o luthier Antonio Stradivari e seus violinos, violoncelos e violas? Por que o som desses instrumentos fascina e penetra no mais profundo dos ouvintes? Terá ocorrido algo de mágico na vida de Stradivarius – nome latinizado do luthier – para que ele criasse verdadeiras obras-primas do mundo musical?

Um autêntico violino Stradivarius

Para quem fazia violinos, violas e celos, é incrível que Stradivari continue insuperável até hoje. Dos quase 1.100 instrumentos feitos por ele, pouco mais de 600 chegaram até nossos dias, e são conhecidos como Stradivarius. Esse grande luthier (fabricante de instrumentos de corda com caixa de ressonância) nasceu em Cremona, ao norte da Itália, por volta de 1644, na região famosa por revelar diversos artesãos conhecidos por fabricar os melhores violinos do mundo. As técnicas eram passadas de pai para filho, e por inúmeras gerações os seus luthiers fizeram grandes instrumentos.

O Segredo dos Stradivarius

Sobre os fatos históricos conhecidos, pode-se estudar o livro Stradivarius, de Toby Faber. No entanto, o que nos interessa é investigar os aspectos ocultos dos Stradivarius.

Certa vez, o venerável mestre Samael estava conversando com um discípulo seu, numa praça no México. Os dois tomavam um sorvete enquanto dialogavam, e a conversa foi muito demorada. Alguém tomou a foto dos dois e em seguida, perguntou ao Mestre por que a conversa demorada e acalorada. O Mestre respondeu que aquela pessoa, de nome Moisés, era a reencarnação do famoso luthier italiano Stradivarius.

Bem, passaram-se os anos e, numa bela noite, Samael e sua família e discípulos estavam jantando em sua casa, entre eles esse secretário particular, quando alguém bateu à porta. O próprio mestre Samael fez questão de atender ao chamado. Passados alguns minutos, o mestre retorna à sala de jantar, porém sem sua camisa. Ele se veste com outra camisa e volta ao jantar. Ele, Samael, comenta que havia um mendigo que pedia esmolas, e o único que Ele tinha no momento era a sua melhor camisa, que ele havia doado a esse mendigo.

Após o jantar, o mestre Samael confidencia ao secretário particular quem era na verdade aquele pobre mendigo: era ninguém menos que o bodhisatva de um grande mestre do Raio de Vênus e da Música, chamado rei Konuzion. Muito degenerado, sim, mas ele se lembrava quem era, porém não lhe interessava – ainda não, por enquanto – voltar à Senda Iniciática.

Antonio Stradivari Construindo seus Violinos

Em outra ocasião, o Mestre Samael perguntou se o secretário se lembrava daquele indivíduo que estava tomando sorvete com Ele, de nome Moisés Rodríguez, e o secretário afirmou que sim, que lhe foi ensinado que aquele personagem era a reencarnação do famoso Stradivarius. Bem, o Mestre explicou que havia mais coisas sobre essa história toda de Stradivarius. Samael contou que o luthier aprendeu certos “segredos iniciáticos” de um misterioso homem que lhe apareceu em sua oficina, em Cremona. Esse misterioso ser era ninguém menos que o bodhisatva caído do grande rei Konuzion. Tal mestre, que, repito, pertencia ao Raio de Vênus, e, portanto, também do Raio da Música, era um grande expert em instrumentos sagrados. Intuitivamente, o secretário perguntou a Samael por que Ele estava confidenciando todas essas informações justamente com ele. O Mestre disse, fixando seus olhos nos dele: porque VOCÊ é a alma gêmea desse grande mestre, portanto, você também pertence ao Raio de Vênus!!!

V.M. Samael Aun Weor e Moisés Rodrigues - Stradivarius

Imagem de Samael tomando sorvete com Moisés Rodríguez, encarnação daquele que se chamou Stradivarius, o famoso construtor de violinos. Foto tomada na entrada do Museu de Antropologia e História da Cidade do México, em 1977

Konuzion e os Instrumentos Sagrados

A história do Rei Konuzion, que viveu nos primórdios de nossa Raça Ária, mais precisamente na primeira Sub-Raça Ariana, de acordo com Samael, foi a seguinte, como podemos ler no texto Música, Meditação e Iluminação (ou, Mensagem de Natal 1965), de autoria do VM Samael:

“Velhas tradições arcaicas dizem que o conhecimento relativo à sagrada Heptaparaparshinokh (a Lei do Sete), foi revivido muitos séculos depois da catástrofe da Atlântida, por dois santos irmãos iniciados chamados Choon-kil-tez e Choon-tro-pel, os quais atualmente encontram-se no Planeta Purgatório, preparando-se para entrar no Absoluto.

Rei Konuzion
Rei Konuzion


Em linguagem oriental, diz-se que o Planeta Purgatório é a região de Atala, a primeira emanação do Absoluto. Esses dois santos eram irmãos gêmeos. O avô desses dois iniciados foi o rei Konuzion, quem governou sabiamente o antiqüíssimo país asiático chamado, naquela época, Maralpleicie.

O avô rei Konuzion descendia de um sábio iniciado atlante, membro distinto da Sociedade de Akhaldam, sociedade de sábios que existiu na submersa Atlântida antes da segunda catástrofe Transapalniana. Os dois sábios e santos irmãos viveram os primeiros anos de sua vida na arcaica cidade de Gob, no país chamado Maralpleicie, porém tempos depois se refugiaram nesse país que mais tarde se chamou China. Os dois irmãos iniciados viram-se obrigados a emigrar, saindo de sua terra natal quando as areias começaram a sepultá-la. Gob foi sepultada pelas areias e hoje esse lugar é o Deserto de Gobi.

Os dois irmãos, a princípio, só se especializaram em medicina. Porém, depois, tornaram-se grandes sábios e viveram no lugar que mais tarde se chamou China. Coube a esses irmãos iniciados a alta honra de haverem sido os primeiros investigadores do ópio. Os dois irmãos descobriram que o ópio consiste de sete cristalizações independentes subjetivas com propriedades bem definidas.

Com trabalhos posteriores, demonstraram que cada uma dessas sete cristalizações independentes consistia, por sua vez, de outras sete propriedades ou cristalizações subjetivas independentes e estas, por sua vez, de outras sete e assim sucessiva e indefinidamente.

Puderam comprovar que existe íntima afinidade entre a música e a cor. Por exemplo, um raio colorido correspondente dirigido sobre qualquer elemento do ópio transformava-o em outro elemento ativo. Obtinha-se o mesmo resultado se, em lugar de raios coloridos, dirigiam-se as correspondentes vibrações sonoras das cordas de um instrumento musical conhecido naquela época com o nome de Dzendveokh. Verificou-se cientificamente que se fizermos passar qualquer raio colorido através de qualquer elemento ativo do ópio, este mesmo raio toma outra cor, a saber, a cor cujas vibrações correspondem às vibrações do elemento ativo. Ao se fazer passar qualquer raio colorido através das vibrações das ondas sonoras das cordas do Dzendveokh, aquele toma outra cor correspondente às vibrações manifestadas por meio da corda dada.
O Dzendveokh foi um aparelho de música formidável, com o qual se logrou verificar o poder das notas musicais sobre o ópio e em geral sobre todo o criado.

Se um raio colorido definido e vibrações sonoras definidas com inteira exatidão fossem dirigidos sobre qualquer elemento ativo do ópio, escolhido entre os que possuíam menor número de vibrações que a totalidade das vibrações do raio colorido e o mencionado som, o elemento ativo do ópio se transformava em outro elemento ativo do ópio.

É interessante saber que as sete cristalizações subjetivas do ópio se correspondem a outras sete e estas a outras sete, e assim sucessivamente. É também interessante saber que a escala musical setenária se corresponde com as setenárias cristalizações subjetivas do ópio.

Muitas experiências comprovaram que a cada classificação setenária subjetiva do ópio correspondem escalas setenárias subjetivas do subconsciente humano. Se a música pode agir sobre as cristalizações setenárias do ópio, é lógico pensar que também pode agir sobre as correspondentes classificações setenárias subjetivas do homem.

O ópio é maravilhoso, pois capta todas as potentes vibrações do Protocosmo Inefável. Desgraçadamente, as pessoas têm utilizado o ópio de forma danosa e prejudicial para o organismo. São muitos aqueles que empregaram o ópio para fortalecer as propriedades tenebrosas do Abominável Órgão Kundartiguador.
Muitos séculos depois do Sagrado Rascooarno (morte) dos irmãos santos, houve um rei muito sábio que, baseando-se nas mesmas teorias dos dois iniciados mencionados, construiu um instrumento musical chamado Lav-Merz-Nokh, com o qual pôde verificar muitas maravilhas relacionadas com a música.

O maravilhoso de tal aparelho musical é que tinha 49 cordas, sete vezes sete, correspondentes às sete vezes sete manifestações da energia universal. Este aparelho foi formidável, tinha sete oitavas musicais que estavam relacionadas com as sete vezes sete formas de energia cósmica. Assim foi como a raça humana daquela época conheceu, em carne e osso, o Hanziano Sagrado, o som Nirioonissiano do mundo.
Todas as substâncias cósmicas que surgem de sete fontes independentes estão saturadas pela totalidade de vibrações sonoras que o mencionado aparelho de música podia fazer ressoar no espaço.

Não esqueçamos jamais que o nosso Universo está constituído de sete dimensões e que cada uma destas tem subplanos ou regiões. O aparelho musical construído pelo rei Too-toz fazia vibrar intensamente todas as sete dimensões e todas as 49 regiões energéticas.

Atualmente, já temos música revolucionária formidável e maravilhosa, baseada no Som 13, mas necessitamos com urgência de aparelhos de música como o do rei Too-toz.

Necessitamos vivificar as vibrações do som Nirioonissiano do nosso mundo para vivificar as fontes cósmicas das substâncias universais e iniciar com êxito uma nova era. O mundo foi criado com a música, com o verbo, e devemos sustentá-lo e revitalizá-lo com a música, com o verbo.

A santa Lei Sagrada do Heptaparaparshinokh serve de fundamento a toda setenária escala musical. É urgente que todos os irmãos gnósticos compreendam a necessidade de estudar música. É urgente que todos os irmãos gnósticos cantem sempre as cinco vogais: I... E... O... U... A...”

Bem, até aqui, o texto de Samael Aun Weor. Mas a história não pára por aqui. Esse rei caiu na Roda do Samsara, involuiu por duas razões: pelo sexo e por ter ajudado a difundir o conceito de Bem e Mal entre os arianos, um conceito errôneo difundido por outro sábio da Sociedade Akhaldam.

De encarnação em encarnação, Konuzion conheceu Antonio Stradivari e ensinou-lhe alguns segredos da Escala Setenária do Heptaparaparshinokh. Ensinou Stradivari a construir um instrumento que tocasse e penetrasse nos mais profundos níveis dos 49 estratos de nossa mente. Esses segredos morreram junto com Stradivarius, mas podemos apreender algumas conclusões, pesquisando cientificamente os instrumentos criados pelo mestre luthier: proporções áureas, madeira embebida com água salgada e outros produtos desconhecidos, fundo listrado e ranhuras no fundo da caixa de ressonância, formatos distintos do braço, do apoio, da voluta, da barra harmônica, da abertura acústica... enfim, uma série de características que se harmonizavam com as Leis Cósmicas do Heptaparaparshinock (ou Lei Cósmica do Sete).

Teríamos muito mais para contar sobre os Instrumentos Sagrados, porém falaremos em outros textos do GnosisOnline. Para finalizar este interessantíssimo texto sobre Stradivarius e o rei Konuzion, transcrevo a seguir a relação que o mestre Samael teve com o instrumento sagrado Lav-Merz-Nokh. Esse instrumento, também batizado com o nome de Aya-Atapán, segundo o próprio Samael era muito utilizado nos templos shaolin para as práticas de meditação profunda. Samael ensinou:

Texto 1

Faz-se urgente e improrrogável dominar a mente. Devemos dialogar com ela, recriminá-la, açoitá-la com o látego da vontade e fazê-la obedecer. Esta didática pertence à Segunda Jóia do Dragão Amarelo.
Meu real Ser, Samael Aun Weor, esteve reencarnado na antiga China e chamou-se Chou-Li.

Fui iniciado na Ordem do Dragão Amarelo e tenho ordens de entregar as Sete Jóias do Dragão Amarelo a quem despertar a consciência, vivendo a Revolução da Dialética e conseguindo a Revolução Integral.
Antes de tudo, não devemos nos identificar com a mente, se é que queremos tirar o melhor partido da segunda jóia. Se continuamos nos sentido mente, se dizemos ‘estou raciocinando, estou pensando’, estamos afirmando um despropósito e não estamos de acordo com a doutrina do Dragão Amarelo porque o Ser não precisa pensar e não precisa raciocinar.

Quem raciocina é a mente. O Ser é o Ser e a razão de ser do Ser é o próprio Ser. Ele é o que é, o que sempre foi e o que sempre será. O Ser é a vida que palpita em cada sol. O que pensa não é o Ser. Quem raciocina não é o Ser. Nós não temos encarnado todo o Ser, mas temos uma parte do Ser encarnada, que é a Essência, ou budhatta, isso que há de alma em nós, o anímico, o material psíquico. É necessário que esta essência vivente se imponha sobre a mente.

Aquilo que analisa em nós são os eus. Os eus nada mais são do que formas da mente, formas mentais que têm de ser desintegradas e reduzidas a poeira cósmica.

Estudemos neste momento algo muito especial. Poderia se dar o caso de que alguém dissolvesse os eus, os eliminasse. Poderia também se dar o caso de que esse alguém, além de dissolver os eus, fabricasse um corpo mental. Obviamente, teria adquirido individualidade intelectual. Mas teria que se libertar até mesmo desse corpo mental, porque por mais perfeito que ele fosse, também raciocinaria, também pensaria, e a forma mais elevada de pensar é não pensar. Quando pensamos, não estamos na forma mais elevada de pensar.

O Ser não precisa pensar. Ele é o que sempre foi e o que sempre será. Assim, em síntese, temos de submeter a mente, interrogá-la... Não precisamos submeter as mentes alheias porque isso é magia negra. Não precisamos dominar a mente de ninguém porque isso é bruxaria da pior espécie. O que precisamos é submeter a nossa própria mente, dominá-la...

Durante a meditação, repito, surgem duas partes: a que está atenta e a que está desatenta.
Precisamos nos tornar conscientes do que há de desatento em nós. Ao nos fazermos conscientes, poderemos evidenciar que o desatento tem muitos fatores. Dúvida, há muitas dúvidas. São muitas as dúvidas que existem na mente humana. De onde vêm essas dúvidas?

Texto 2

É urgente compreender a fundo as técnicas da meditação. Hoje explicaremos sobre o Vazio Iluminador. Ao iniciar este tema me vejo obrigado a narrar por mim mesmo e de forma direto, o que sobre o tema eu pude verificar diretamente. Creio que os que escutem esta fita, estão informados sobre a maravilhosa Lei da Reencarnação, pois é ela o fundamento do seguinte relato:

Quando a Segunda Sub-Raça de nossa atual grande Raça Ária florescia, na China antiga, eu estava reencarnado ali, então me chamava Chou-Li. Obviamente, fui membro da dinastia Chou. E naquela existência, eu era membro ativo da ordem do Dragão Amarelo, é e claro que em tal ordem pude aprender claramente a ciência da meditação.

Todavia vem a minha memória aquele instrumento maravilhoso denominado Aya Atapán, que tem 49 notas. Bem sabemos que é a sagrada lei do eterno Heptaparaparshinock, ou seja, a Lei do Sete. Indubitavelmente, sete são as notas da escala musical, mas se multiplicamos o sete por sete, obteremos quarenta e nove notas colocadas em sete oitavas. Os irmãos nos reuníamos na sala de meditação, juntávamos nossas pernas, nos sentávamos em estilo oriental, com as pernas cruzadas, colocávamos as palmas das mãos de tal forma que a direita caía sobre a esquerda, sentávamos em círculo no centro da sala, cerrávamos os olhos e em seguida colocávamos muita atenção na música que certo irmão tocava no cosmo e em nós. Quando o artista fazia vibrar a primeira nota, estava em Dó. Todos nos concentrávamos. Quando fazia vibrar a seguinte nota, me Ré, a concentração se fazia mais profunda, lutávamos com os diversos elementos subjetivos que em nosso interior carregávamos; podíamos recriminá-los, podíamos ver a necessidade de guardar um silêncio absoluto, não está demais recordar a vocês, queridos irmãos, que os elementos indesejáveis, constituem o ego, o eu, o mim mesmo, são um todo de entidades diversas, personificando erros.

Quando vibrava a nota Mi, penetrávamos em nossa terceira zona do subconsciente e nos enfrentávamos com a multiplicidade, pois, destes diversos agregados psíquicos, que em desordem brigam dentro de nosso interior, que impedem a quietude e o silêncio da mente, nos recriminávamos, tratávamos de compreende-los, quando o conseguíamos penetrávamos um pouco mais fundo, em lá nota Fá. É óbvio que novas lutas nos esperam com tal nota.

Amordaçar a todos esses demônios do desejo que nos levamos dentro, não é tão fácil, obrigar-lhes a guardar silêncio e quietude não é coisa fácil, mas com paciência nos lográvamos, e assim prosseguíamos com cada um das notas da escala musical, em um oitava mais elevada, prosseguíamos com o mesmo esforço e assim pouco a pouco, enfrentando-nos aos diversos elementos inumanos que em nosso interior carregamos, lográvamos por fim amordaça-los a todos nos quarenta e nove níveis do subconsciente e então a mente ficava quieta e é no mais profundo silêncio.

Este era o instante em que a Essência, a alma, o mais pura que dentro temos, se escapava, para experimentar real, assim penetrávamos no Vazio Iluminador. Assim o Vazio Iluminador havia irrompido em nós; movíamos no Vazio Iluminador lográvamos conhecer as Leis da natureza em si mesmas, tal qual são e não como aparentemente são. Neste mundo tridimensional de Euclides, só se conhece causas e efeitos mecânicos, mas não as Leis Naturais em si mesmas; mas no Vazio Iluminador elas são ante nos como realmente são, podíamos perceber este estado com a consciência, com os sentidos superlativos do Ser, as coisas em si; no mundo dos fenômenos físicos somente percebemos a realidade da aparência das coisas, ângulos, superfícies, mas nunca um corpo inteiro, de forma integral.

Assim o pouco que percebemos se esfumaça, não podia perceber que quantidade de átomos, por exemplo, tem uma mesa ou uma sala, etc., mas no Vazio Iluminador percebemos as coisas em si, tal qual são integralmente, no momento que nos achamos assim submergidos dentro do grande Vazio Iluminador podemos escutar a voz do Pai que está em secreto. Indubitavelmente neste estado nos achamos no que poderia denominar arrebatamento, o êxtase, a personalidade cai num estado passivo, sentada lá na sala de meditação. Os centros emocional e motor se integram com o centro intelectual formando um todo único receptivo, de maneira que as ondas de tudo aquilo que vivenciamos do Vazio, circulando pelo Cordão de Prata, eram recebidas pelos três centros: intelectual, emocional e motor.

Repito: quando o Shamadi concluía, regressávamos ao interior do corpo, conservando a recordação de tudo aquilo que havíamos visto e ouvido. Sem perda de tempo, quero lhes dizer, o primeiro que há de deixar para poder submergir-se, por muito tempo, no Vazio Iluminador é o medo, o eu do temor deve ser compreendido, já sabemos que sua desintegração se faz possível suplicando a Divina Mãe Kundalini, em forma veemente, ela eliminará tal eu.

Um dia qualquer, não importa qual, estando-me no Vazio Iluminador, mais além da personalidade, do eu, e da individualidade, submergido nisso que poderíamos chamar o “Tao” senti que era tudo o que é, tem sido e será, experimentei a unidade da vida, livre de seu movimento: então era a flor, era o rio que corre cristalino, entre seu leito de rocha, cantando em sua linguagem deliciosa, era o ar, que se precipita nos fundos insondáveis, era o peixe que navega deliciosamente entra as águas, era a lua, era os mundos, era tudo o que é, tem sido e será.

Os sentimentos do mim mesmo, do eu, se pude deter em si, senti que me aniquilava, que deixava de existir como indivíduo, que era tudo menos um indivíduo, o mim mesmo tendia a morrer para sempre. Obviamente me lembro do indizível terror eu voltei a forma. Novos esforços me permitiram então a irrompimento do Vazio Iluminador, outra vez eu voltei a sentir-me confundido com tudo, uma pessoa como eu, como indivíduo, havia deixado de existir. Este estado de consciência se fazia cada vez mais e mais profundo, de tal forma que qualquer possibilidade para a existência se acabava, para a existência individual, sentia definitivamente que irá a desaparecer; não pude resistir mais, voltei a forma; num terceiro intento tampouco o pude resistir, voltei a forma; desde então sei que para experimentar o Vazio Iluminador e para sentir o Tao, em si mesmo se necessita eliminar o eu do temor, isso é indubitável.

Entre os irmãos da ordem sagrada do Dragão Amarelo, o que mais se distinguia foi meu amigo Chang, ele vive nesses planetas do Cristo, onde a natureza não é perecedora e jamais muda, pois há duas naturezas, a perecedora e cambiante, mutável, e a imperecedora, que jamais muda, e esta é imutável. Nos Planetas do Cristo existe a natureza eterna, imperecedora e imutável. Ela vive em unidade com esses Mundos do Senhor, o Cristo resplandece nela. Se liberar tem várias idades, meu amigo Chang vive ali naquele distante planeta com um grupo de irmãos que como ele também se liberaram. Conheci então os Sete Segredos da Ordem do Dragão Amarelo. Quisera ensinar-vos, porém com grande dor me dói quando os irmãos de todas as latitudes não estão preparados para poder recebê-las, e isto é lamentável; também sei que olho por olho não é possível utilizar os 49 sons do Aya Atapán, porque esse instrumento musical já não existe, muitas involuções desse instrumento existem, porém são diferentes, não têm as sete oitavas. Involuções desse instrumento são todos os instrumentos de corda, como o violino, a guitarra, e também o piano.

Assim, é possível chegar à experiência do Vazio Iluminador. Um sistema prático e simples que todos os irmãos podem praticar. Vou ditar-lhes agora mesmo a técnica, ponham atenção:

Sentem-se no estilo oriental, com as pernas cruzadas, mas sem serem obrigados porque sois ocidentais. Esta posição resulta para vocês muito cansativa, então sentais comodamente num cômodo confortável no estilo ocidental, colocando a palma da mão esquerda aberta, a direita sobre a esquerda, quero dizer o dorso da palma da mão direita sobre a palma da mão esquerda, relaxem o corpo o máximo possível e logo inalem profundamente, muito devagar , ao inalar imaginem que a energia criadora sobe pelos canais espermáticos até o cérebro, exale curto e rápido, ao inalar pronunciem o mantra HAAAAAMMMM, ao exalar pronunciem o mantra SAAHH.

Indubitavelmente, inala-se pelo nariz, se exala pela boca; ao inalar há de se mantralizar a sílaba sagrada HAAMM, mentalmente pois se está inalando pelo nariz, mas ao exalar-se poderá articular a sílaba SAAAHHH em forma sonora; Ham se escrevem com as letras H-A-M. Sah se escreve com as letras S-A-H...

A inalação se faz lenta; a exalação, curta e rápida. Motivos: Obviamente a energia criadora flui em todo sujeito desde dentro para fora, quer dizer , de maneira centrífuga; mas nós devemos inverter esta ordem com fim de superação espiritual; deve nossa energia fluir de forma centrípeta, quero dizer, de fora para dentro. Indubitavelmente se inalamos devagar, lento, fluira a energia criadora de forma centrípeta, de fora para dentro. Se exalarmos curto e rápido, então se fará cada vez mais centrípeta esta energia. Durante a prática não se deve pensar absolutamente em nada, os olhos devem estar cerrados profundamente, só vibrará em nossa mente o HAAAMMM, SAAAHHH e nada mais. À medida que se pratique a inalação, se vai fazendo mais longa e a exalação muito curta e rápida.

Grandes Mestres da Meditação chegam a tornar a respiração pura inalação, então a colocam em suspensão; impossível isto para os indivíduos, porém real para os místicos e em tal estado o Mestre participa do Nirvi-Kalpa-Shamadi, ou no Maha-Shamadi, vem o irrompimento do Vazio Iluminador , se precipitam nesse grande vazio, onde nada vive e onde somente se escuta a palavra do Pai que está em secreto.

Com esta prática se consegue o irrompimento do Vazio Iluminador, na condição de não pensar em absolutamente em nada, não deve admitir na mente nenhum pensamento, nenhum desejo, nenhuma recordação, a mente ficar completamente quieta por dentro por fora e no centro.
Qualquer pensamento, por insignificante que seja, é óbice para o Shamadi, para isto em si mesmo, esta ciência da meditação, combinada com a respiração produz efeitos extraordinários.

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