| Da
genialidade de um artesão italiano nasceram os mais
perfeitos instrumentos de corda de todos os tempos. Afinal,
qual é a real magia que envolve o luthier Antonio Stradivari
e seus violinos, violoncelos e violas? Por que o som desses
instrumentos fascina e penetra no mais profundo dos ouvintes?
Terá ocorrido algo de mágico na vida de Stradivarius
– nome latinizado do luthier – para que
ele criasse verdadeiras obras-primas do mundo musical?

Para quem fazia violinos, violas e celos, é incrível
que Stradivari continue insuperável até hoje.
Dos quase 1.100 instrumentos feitos por ele, pouco mais de
600 chegaram até nossos dias, e são conhecidos
como Stradivarius. Esse grande luthier (fabricante
de instrumentos de corda com caixa de ressonância) nasceu
em Cremona, ao norte da Itália, por volta de 1644,
na região famosa por revelar diversos artesãos
conhecidos por fabricar os melhores violinos do mundo. As
técnicas eram passadas de pai para filho, e por inúmeras
gerações os seus luthiers fizeram grandes instrumentos.
O Segredo dos Stradivarius
Sobre os fatos históricos conhecidos, pode-se estudar
o livro Stradivarius, de Toby Faber. No entanto,
o que nos interessa é investigar os aspectos ocultos
dos Stradivarius.
Certa vez, o venerável mestre Samael estava conversando
com um discípulo seu, numa praça no México.
Os dois tomavam um sorvete enquanto dialogavam, e a conversa
foi muito demorada. Alguém tomou a foto dos dois e
em seguida, perguntou ao Mestre por que a conversa demorada
e acalorada. O Mestre respondeu que aquela pessoa, de nome
Moisés, era a reencarnação do famoso
luthier italiano Stradivarius.
Bem, passaram-se os anos e, numa bela noite, Samael e sua
família e discípulos estavam jantando em sua
casa, entre eles esse secretário particular, quando
alguém bateu à porta. O próprio mestre
Samael fez questão de atender ao chamado. Passados
alguns minutos, o mestre retorna à sala de jantar,
porém sem sua camisa. Ele se veste com outra camisa
e volta ao jantar. Ele, Samael, comenta que havia um mendigo
que pedia esmolas, e o único que Ele tinha no momento
era a sua melhor camisa, que ele havia doado a esse mendigo.
Após o jantar, o mestre Samael confidencia ao secretário
particular quem era na verdade aquele pobre mendigo: era ninguém
menos que o bodhisatva de um grande mestre do Raio de Vênus
e da Música, chamado rei Konuzion. Muito degenerado,
sim, mas ele se lembrava quem era, porém não
lhe interessava – ainda não, por enquanto –
voltar à Senda Iniciática.

Em outra ocasião, o Mestre Samael perguntou se o secretário
se lembrava daquele indivíduo que estava tomando sorvete
com Ele, de nome Moisés Rodríguez, e o secretário
afirmou que sim, que lhe foi ensinado que aquele personagem
era a reencarnação do famoso Stradivarius. Bem,
o Mestre explicou que havia mais coisas sobre essa história
toda de Stradivarius. Samael contou que o luthier aprendeu
certos “segredos iniciáticos” de um misterioso
homem que lhe apareceu em sua oficina, em Cremona. Esse misterioso
ser era ninguém menos que o bodhisatva caído
do grande rei Konuzion. Tal mestre, que, repito, pertencia
ao Raio de Vênus, e, portanto, também do Raio
da Música, era um grande expert em instrumentos sagrados.
Intuitivamente, o secretário perguntou a Samael por
que Ele estava confidenciando todas essas informações
justamente com ele. O Mestre disse, fixando seus olhos nos
dele: porque VOCÊ é a alma gêmea desse
grande mestre, portanto, você também pertence
ao Raio de Vênus!!!

Imagem de Samael tomando sorvete com Moisés Rodríguez, encarnação daquele que se chamou Stradivarius, o famoso construtor de violinos. Foto tomada na entrada do Museu de Antropologia e História da Cidade do México, em 1977
Konuzion
e os Instrumentos Sagrados
A história
do Rei Konuzion, que viveu nos primórdios de nossa
Raça Ária, mais precisamente na primeira Sub-Raça
Ariana, de acordo com Samael, foi a seguinte, como podemos
ler no texto Música, Meditação e Iluminação
(ou, Mensagem de Natal 1965), de autoria do VM Samael:
“Velhas
tradições arcaicas dizem que o conhecimento
relativo à sagrada Heptaparaparshinokh (a Lei do Sete),
foi revivido muitos séculos depois da catástrofe
da Atlântida, por dois santos irmãos iniciados
chamados Choon-kil-tez e Choon-tro-pel, os quais atualmente
encontram-se no Planeta Purgatório, preparando-se para
entrar no Absoluto.

Rei Konuzion
Em linguagem oriental, diz-se que o Planeta Purgatório
é a região de Atala, a primeira emanação
do Absoluto. Esses dois santos eram irmãos gêmeos.
O avô desses dois iniciados foi o rei Konuzion, quem
governou sabiamente o antiqüíssimo país
asiático chamado, naquela época, Maralpleicie.
O avô rei Konuzion descendia de um sábio iniciado
atlante, membro distinto da Sociedade de Akhaldam, sociedade
de sábios que existiu na submersa Atlântida antes
da segunda catástrofe Transapalniana. Os dois sábios
e santos irmãos viveram os primeiros anos de sua vida
na arcaica cidade de Gob, no país chamado Maralpleicie,
porém tempos depois se refugiaram nesse país
que mais tarde se chamou China. Os dois irmãos iniciados
viram-se obrigados a emigrar, saindo de sua terra natal quando
as areias começaram a sepultá-la. Gob foi sepultada
pelas areias e hoje esse lugar é o Deserto de Gobi.
Os dois irmãos, a princípio, só se especializaram
em medicina. Porém, depois, tornaram-se grandes sábios
e viveram no lugar que mais tarde se chamou China. Coube a
esses irmãos iniciados a alta honra de haverem sido
os primeiros investigadores do ópio. Os dois irmãos
descobriram que o ópio consiste de sete cristalizações
independentes subjetivas com propriedades bem definidas.
Com trabalhos posteriores, demonstraram que cada uma dessas
sete cristalizações independentes consistia,
por sua vez, de outras sete propriedades ou cristalizações
subjetivas independentes e estas, por sua vez, de outras sete
e assim sucessiva e indefinidamente.
Puderam comprovar que existe íntima afinidade entre
a música e a cor. Por exemplo, um raio colorido correspondente
dirigido sobre qualquer elemento do ópio transformava-o
em outro elemento ativo. Obtinha-se o mesmo resultado se,
em lugar de raios coloridos, dirigiam-se as correspondentes
vibrações sonoras das cordas de um instrumento
musical conhecido naquela época com o nome de Dzendveokh.
Verificou-se cientificamente que se fizermos passar qualquer
raio colorido através de qualquer elemento ativo do
ópio, este mesmo raio toma outra cor, a saber, a cor
cujas vibrações correspondem às vibrações
do elemento ativo. Ao se fazer passar qualquer raio colorido
através das vibrações das ondas sonoras
das cordas do Dzendveokh, aquele toma outra cor correspondente
às vibrações manifestadas por meio da
corda dada.
O Dzendveokh foi um aparelho de música formidável,
com o qual se logrou verificar o poder das notas musicais
sobre o ópio e em geral sobre todo o criado.
Se um raio colorido definido e vibrações sonoras
definidas com inteira exatidão fossem dirigidos sobre
qualquer elemento ativo do ópio, escolhido entre os
que possuíam menor número de vibrações
que a totalidade das vibrações do raio colorido
e o mencionado som, o elemento ativo do ópio se transformava
em outro elemento ativo do ópio.
É interessante saber que as sete cristalizações
subjetivas do ópio se correspondem a outras sete e
estas a outras sete, e assim sucessivamente. É também
interessante saber que a escala musical setenária se
corresponde com as setenárias cristalizações
subjetivas do ópio.
Muitas experiências comprovaram que a cada classificação
setenária subjetiva do ópio correspondem escalas
setenárias subjetivas do subconsciente humano. Se a
música pode agir sobre as cristalizações
setenárias do ópio, é lógico pensar
que também pode agir sobre as correspondentes classificações
setenárias subjetivas do homem.
O ópio é maravilhoso, pois capta todas as potentes
vibrações do Protocosmo Inefável. Desgraçadamente,
as pessoas têm utilizado o ópio de forma danosa
e prejudicial para o organismo. São muitos aqueles
que empregaram o ópio para fortalecer as propriedades
tenebrosas do Abominável Órgão Kundartiguador.
Muitos séculos depois do Sagrado Rascooarno (morte)
dos irmãos santos, houve um rei muito sábio
que, baseando-se nas mesmas teorias dos dois iniciados mencionados,
construiu um instrumento musical chamado Lav-Merz-Nokh,
com o qual pôde verificar muitas maravilhas relacionadas
com a música.
O maravilhoso de tal aparelho musical é que tinha 49
cordas, sete vezes sete, correspondentes às sete vezes
sete manifestações da energia universal. Este
aparelho foi formidável, tinha sete oitavas musicais
que estavam relacionadas com as sete vezes sete formas de
energia cósmica. Assim foi como a raça humana
daquela época conheceu, em carne e osso, o Hanziano
Sagrado, o som Nirioonissiano do mundo.
Todas as substâncias cósmicas que surgem de sete
fontes independentes estão saturadas pela totalidade
de vibrações sonoras que o mencionado aparelho
de música podia fazer ressoar no espaço.
Não esqueçamos jamais que o nosso Universo está
constituído de sete dimensões e que cada uma
destas tem subplanos ou regiões. O aparelho musical
construído pelo rei Too-toz fazia vibrar intensamente
todas as sete dimensões e todas as 49 regiões
energéticas.
Atualmente, já temos música revolucionária
formidável e maravilhosa, baseada no Som 13, mas necessitamos
com urgência de aparelhos de música como o do
rei Too-toz.
Necessitamos vivificar as vibrações do som Nirioonissiano
do nosso mundo para vivificar as fontes cósmicas das
substâncias universais e iniciar com êxito uma
nova era. O mundo foi criado com a música, com o verbo,
e devemos sustentá-lo e revitalizá-lo com a
música, com o verbo.
A santa Lei Sagrada do Heptaparaparshinokh serve de fundamento
a toda setenária escala musical. É urgente que
todos os irmãos gnósticos compreendam a necessidade
de estudar música. É urgente que todos os irmãos
gnósticos cantem sempre as cinco vogais: I... E...
O... U... A...”
Bem,
até aqui, o texto de Samael Aun Weor. Mas a história
não pára por aqui. Esse rei caiu na Roda do
Samsara, involuiu por duas razões: pelo sexo e por
ter ajudado a difundir o conceito de Bem e Mal entre os arianos,
um conceito errôneo difundido por outro sábio
da Sociedade Akhaldam.
De encarnação em encarnação, Konuzion
conheceu Antonio Stradivari e ensinou-lhe alguns segredos
da Escala Setenária do Heptaparaparshinokh. Ensinou
Stradivari a construir um instrumento que tocasse e penetrasse
nos mais profundos níveis dos 49 estratos de nossa
mente. Esses segredos morreram junto com Stradivarius, mas
podemos apreender algumas conclusões, pesquisando cientificamente
os instrumentos criados pelo mestre luthier: proporções
áureas, madeira embebida com água salgada e
outros produtos desconhecidos, fundo listrado e ranhuras no
fundo da caixa de ressonância, formatos distintos do
braço, do apoio, da voluta, da barra harmônica,
da abertura acústica... enfim, uma série de
características que se harmonizavam com as Leis Cósmicas
do Heptaparaparshinock (ou Lei Cósmica do Sete).
Teríamos
muito mais para contar sobre os Instrumentos Sagrados, porém
falaremos em outros textos do GnosisOnline. Para finalizar
este interessantíssimo texto sobre Stradivarius e o
rei Konuzion, transcrevo a seguir a relação
que o mestre Samael teve com o instrumento sagrado Lav-Merz-Nokh.
Esse instrumento, também batizado com o nome de Aya-Atapán,
segundo o próprio Samael era muito utilizado nos templos
shaolin para as práticas de meditação
profunda. Samael ensinou:
Texto
1
Faz-se
urgente e improrrogável dominar a mente. Devemos dialogar
com ela, recriminá-la, açoitá-la com
o látego da vontade e fazê-la obedecer. Esta
didática pertence à Segunda Jóia do Dragão
Amarelo.
Meu real Ser, Samael Aun Weor, esteve reencarnado na antiga
China e chamou-se Chou-Li.
Fui iniciado na Ordem do Dragão Amarelo e tenho ordens
de entregar as Sete Jóias do Dragão Amarelo
a quem despertar a consciência, vivendo a Revolução
da Dialética e conseguindo a Revolução
Integral.
Antes de tudo, não devemos nos identificar com a mente,
se é que queremos tirar o melhor partido da segunda
jóia. Se continuamos nos sentido mente, se dizemos
‘estou raciocinando, estou pensando’, estamos
afirmando um despropósito e não estamos de acordo
com a doutrina do Dragão Amarelo porque o Ser não
precisa pensar e não precisa raciocinar.
Quem raciocina é a mente. O Ser é o Ser e a
razão de ser do Ser é o próprio Ser.
Ele é o que é, o que sempre foi e o que sempre
será. O Ser é a vida que palpita em cada sol.
O que pensa não é o Ser. Quem raciocina não
é o Ser. Nós não temos encarnado todo
o Ser, mas temos uma parte do Ser encarnada, que é
a Essência, ou budhatta, isso que há de alma
em nós, o anímico, o material psíquico.
É necessário que esta essência vivente
se imponha sobre a mente.
Aquilo que analisa em nós são os eus. Os eus
nada mais são do que formas da mente, formas mentais
que têm de ser desintegradas e reduzidas a poeira cósmica.
Estudemos neste momento algo muito especial. Poderia se dar
o caso de que alguém dissolvesse os eus, os eliminasse.
Poderia também se dar o caso de que esse alguém,
além de dissolver os eus, fabricasse um corpo mental.
Obviamente, teria adquirido individualidade intelectual. Mas
teria que se libertar até mesmo desse corpo mental,
porque por mais perfeito que ele fosse, também raciocinaria,
também pensaria, e a forma mais elevada de pensar é
não pensar. Quando pensamos, não estamos na
forma mais elevada de pensar.
O Ser não precisa pensar. Ele é o que sempre
foi e o que sempre será. Assim, em síntese,
temos de submeter a mente, interrogá-la... Não
precisamos submeter as mentes alheias porque isso é
magia negra. Não precisamos dominar a mente de ninguém
porque isso é bruxaria da pior espécie. O que
precisamos é submeter a nossa própria mente,
dominá-la...
Durante a meditação, repito, surgem duas partes:
a que está atenta e a que está desatenta.
Precisamos nos tornar conscientes do que há de desatento
em nós. Ao nos fazermos conscientes, poderemos evidenciar
que o desatento tem muitos fatores. Dúvida, há
muitas dúvidas. São muitas as dúvidas
que existem na mente humana. De onde vêm essas dúvidas?
Texto
2
É
urgente compreender a fundo as técnicas da meditação.
Hoje explicaremos sobre o Vazio Iluminador. Ao iniciar este
tema me vejo obrigado a narrar por mim mesmo e de forma direto,
o que sobre o tema eu pude verificar diretamente. Creio que
os que escutem esta fita, estão informados sobre a
maravilhosa Lei da Reencarnação, pois é
ela o fundamento do seguinte relato:
Quando a Segunda Sub-Raça de nossa atual grande Raça
Ária florescia, na China antiga, eu estava reencarnado
ali, então me chamava Chou-Li. Obviamente, fui membro
da dinastia Chou. E naquela existência, eu era membro
ativo da ordem do Dragão Amarelo, é e claro
que em tal ordem pude aprender claramente a ciência
da meditação.
Todavia vem a minha memória aquele instrumento maravilhoso
denominado Aya Atapán, que tem 49 notas. Bem sabemos
que é a sagrada lei do eterno Heptaparaparshinock,
ou seja, a Lei do Sete. Indubitavelmente, sete são
as notas da escala musical, mas se multiplicamos o sete por
sete, obteremos quarenta e nove notas colocadas em sete oitavas.
Os irmãos nos reuníamos na sala de meditação,
juntávamos nossas pernas, nos sentávamos em
estilo oriental, com as pernas cruzadas, colocávamos
as palmas das mãos de tal forma que a direita caía
sobre a esquerda, sentávamos em círculo no centro
da sala, cerrávamos os olhos e em seguida colocávamos
muita atenção na música que certo irmão
tocava no cosmo e em nós. Quando o artista fazia vibrar
a primeira nota, estava em Dó. Todos nos concentrávamos.
Quando fazia vibrar a seguinte nota, me Ré, a concentração
se fazia mais profunda, lutávamos com os diversos elementos
subjetivos que em nosso interior carregávamos; podíamos
recriminá-los, podíamos ver a necessidade de
guardar um silêncio absoluto, não está
demais recordar a vocês, queridos irmãos, que
os elementos indesejáveis, constituem o ego, o eu,
o mim mesmo, são um todo de entidades diversas, personificando
erros.
Quando vibrava a nota Mi, penetrávamos em nossa terceira
zona do subconsciente e nos enfrentávamos com a multiplicidade,
pois, destes diversos agregados psíquicos, que em desordem
brigam dentro de nosso interior, que impedem a quietude e
o silêncio da mente, nos recriminávamos, tratávamos
de compreende-los, quando o conseguíamos penetrávamos
um pouco mais fundo, em lá nota Fá. É
óbvio que novas lutas nos esperam com tal nota.
Amordaçar a todos esses demônios do desejo que
nos levamos dentro, não é tão fácil,
obrigar-lhes a guardar silêncio e quietude não
é coisa fácil, mas com paciência nos lográvamos,
e assim prosseguíamos com cada um das notas da escala
musical, em um oitava mais elevada, prosseguíamos com
o mesmo esforço e assim pouco a pouco, enfrentando-nos
aos diversos elementos inumanos que em nosso interior carregamos,
lográvamos por fim amordaça-los a todos nos
quarenta e nove níveis do subconsciente e então
a mente ficava quieta e é no mais profundo silêncio.
Este era o instante em que a Essência, a alma, o mais
pura que dentro temos, se escapava, para experimentar real,
assim penetrávamos no Vazio Iluminador. Assim o Vazio
Iluminador havia irrompido em nós; movíamos
no Vazio Iluminador lográvamos conhecer as Leis da
natureza em si mesmas, tal qual são e não como
aparentemente são. Neste mundo tridimensional de Euclides,
só se conhece causas e efeitos mecânicos, mas
não as Leis Naturais em si mesmas; mas no Vazio Iluminador
elas são ante nos como realmente são, podíamos
perceber este estado com a consciência, com os sentidos
superlativos do Ser, as coisas em si; no mundo dos fenômenos
físicos somente percebemos a realidade da aparência
das coisas, ângulos, superfícies, mas nunca um
corpo inteiro, de forma integral.
Assim o pouco que percebemos se esfumaça, não
podia perceber que quantidade de átomos, por exemplo,
tem uma mesa ou uma sala, etc., mas no Vazio Iluminador percebemos
as coisas em si, tal qual são integralmente, no momento
que nos achamos assim submergidos dentro do grande Vazio Iluminador
podemos escutar a voz do Pai que está em secreto. Indubitavelmente
neste estado nos achamos no que poderia denominar arrebatamento,
o êxtase, a personalidade cai num estado passivo, sentada
lá na sala de meditação. Os centros emocional
e motor se integram com o centro intelectual formando um todo
único receptivo, de maneira que as ondas de tudo aquilo
que vivenciamos do Vazio, circulando pelo Cordão de
Prata, eram recebidas pelos três centros: intelectual,
emocional e motor.
Repito: quando o Shamadi concluía, regressávamos
ao interior do corpo, conservando a recordação
de tudo aquilo que havíamos visto e ouvido. Sem perda
de tempo, quero lhes dizer, o primeiro que há de deixar
para poder submergir-se, por muito tempo, no Vazio Iluminador
é o medo, o eu do temor deve ser compreendido, já
sabemos que sua desintegração se faz possível
suplicando a Divina Mãe Kundalini, em forma veemente,
ela eliminará tal eu.
Um dia qualquer, não importa qual, estando-me no Vazio
Iluminador, mais além da personalidade, do eu, e da
individualidade, submergido nisso que poderíamos chamar
o “Tao” senti que era tudo o que é, tem
sido e será, experimentei a unidade da vida, livre
de seu movimento: então era a flor, era o rio que corre
cristalino, entre seu leito de rocha, cantando em sua linguagem
deliciosa, era o ar, que se precipita nos fundos insondáveis,
era o peixe que navega deliciosamente entra as águas,
era a lua, era os mundos, era tudo o que é, tem sido
e será.
Os sentimentos do mim mesmo, do eu, se pude deter em si, senti
que me aniquilava, que deixava de existir como indivíduo,
que era tudo menos um indivíduo, o mim mesmo tendia
a morrer para sempre. Obviamente me lembro do indizível
terror eu voltei a forma. Novos esforços me permitiram
então a irrompimento do Vazio Iluminador, outra vez
eu voltei a sentir-me confundido com tudo, uma pessoa como
eu, como indivíduo, havia deixado de existir. Este
estado de consciência se fazia cada vez mais e mais
profundo, de tal forma que qualquer possibilidade para a existência
se acabava, para a existência individual, sentia definitivamente
que irá a desaparecer; não pude resistir mais,
voltei a forma; num terceiro intento tampouco o pude resistir,
voltei a forma; desde então sei que para experimentar
o Vazio Iluminador e para sentir o Tao, em si mesmo se necessita
eliminar o eu do temor, isso é indubitável.
Entre os irmãos da ordem sagrada do Dragão Amarelo,
o que mais se distinguia foi meu amigo Chang, ele vive nesses
planetas do Cristo, onde a natureza não é perecedora
e jamais muda, pois há duas naturezas, a perecedora
e cambiante, mutável, e a imperecedora, que jamais
muda, e esta é imutável. Nos Planetas do Cristo
existe a natureza eterna, imperecedora e imutável.
Ela vive em unidade com esses Mundos do Senhor, o Cristo resplandece
nela. Se liberar tem várias idades, meu amigo Chang
vive ali naquele distante planeta com um grupo de irmãos
que como ele também se liberaram. Conheci então
os Sete Segredos da Ordem do Dragão Amarelo. Quisera
ensinar-vos, porém com grande dor me dói quando
os irmãos de todas as latitudes não estão
preparados para poder recebê-las, e isto é lamentável;
também sei que olho por olho não é possível
utilizar os 49 sons do Aya Atapán, porque esse instrumento
musical já não existe, muitas involuções
desse instrumento existem, porém são diferentes,
não têm as sete oitavas. Involuções
desse instrumento são todos os instrumentos de corda,
como o violino, a guitarra, e também o piano.
Assim, é possível chegar à experiência
do Vazio Iluminador. Um sistema prático e simples que
todos os irmãos podem praticar. Vou ditar-lhes agora
mesmo a técnica, ponham atenção:
Sentem-se no estilo oriental, com as pernas cruzadas, mas
sem serem obrigados porque sois ocidentais. Esta posição
resulta para vocês muito cansativa, então sentais
comodamente num cômodo confortável no estilo
ocidental, colocando a palma da mão esquerda aberta,
a direita sobre a esquerda, quero dizer o dorso da palma da
mão direita sobre a palma da mão esquerda, relaxem
o corpo o máximo possível e logo inalem profundamente,
muito devagar , ao inalar imaginem que a energia criadora
sobe pelos canais espermáticos até o cérebro,
exale curto e rápido, ao inalar pronunciem o mantra
HAAAAAMMMM, ao exalar pronunciem o mantra SAAHH.
Indubitavelmente, inala-se pelo nariz, se exala pela boca;
ao inalar há de se mantralizar a sílaba sagrada
HAAMM, mentalmente pois se está inalando pelo nariz,
mas ao exalar-se poderá articular a sílaba SAAAHHH
em forma sonora; Ham se escrevem com as letras H-A-M. Sah
se escreve com as letras S-A-H...
A inalação se faz lenta; a exalação,
curta e rápida. Motivos: Obviamente a energia criadora
flui em todo sujeito desde dentro para fora, quer dizer ,
de maneira centrífuga; mas nós devemos inverter
esta ordem com fim de superação espiritual;
deve nossa energia fluir de forma centrípeta, quero
dizer, de fora para dentro. Indubitavelmente se inalamos devagar,
lento, fluira a energia criadora de forma centrípeta,
de fora para dentro. Se exalarmos curto e rápido, então
se fará cada vez mais centrípeta esta energia.
Durante a prática não se deve pensar absolutamente
em nada, os olhos devem estar cerrados profundamente, só
vibrará em nossa mente o HAAAMMM, SAAAHHH e nada mais.
À medida que se pratique a inalação,
se vai fazendo mais longa e a exalação muito
curta e rápida.
Grandes Mestres da Meditação chegam a tornar
a respiração pura inalação, então
a colocam em suspensão; impossível isto para
os indivíduos, porém real para os místicos
e em tal estado o Mestre participa do Nirvi-Kalpa-Shamadi,
ou no Maha-Shamadi, vem o irrompimento do Vazio Iluminador
, se precipitam nesse grande vazio, onde nada vive e onde
somente se escuta a palavra do Pai que está em secreto.
Com esta prática se consegue o irrompimento do Vazio
Iluminador, na condição de não pensar
em absolutamente em nada, não deve admitir na mente
nenhum pensamento, nenhum desejo, nenhuma recordação,
a mente ficar completamente quieta por dentro por fora e no
centro.
Qualquer pensamento, por insignificante que seja, é
óbice para o Shamadi, para isto em si mesmo, esta ciência
da meditação, combinada com a respiração
produz efeitos extraordinários.
|