Cinco são as causas das enfermidades, a saber:
1º Do Ens Astrale
2º Do Ens Veneri
3º Do Ens Espirituale
4º Do Ens Naturae
5º Do Ens Deis
Diz o Mestre Paracelso: Todas as enfermidades têm seu
princípio em alguma destas três substâncias:
sal, enxofre e mercúrio. Isto quer dizer que poder
Ter a sua origem no mundo da matéria (simbolizado pelo
sal), na esfera da alma (simbolizada pelo enxofre) ou no reino
da mente (simbolizado pelo mercúrio). Se se deseja
compreender melhor este aforismo do Mestre Paracelso, deve-se
estudar a constituição interna do homem.

Se o corpo, a alma e a mente estão em perfeita harmonia
entre si, não há perigo de discordâncias
prejudiciais, porém se se produz um foco de discórida
em um desses três planos, a desarmonia comunica-se aos
demais.
O EU não é o corpo físico nem tampouco
o corpo vital, que serve de base à química orgânica.
Não é o corpo sideral, raiz mesma de nossos
desejos, mem a mente, organismo maravilhoso cujo instrumento
físico é o cérebro. O EU não é
também o corpo da consciência, no qual se fundamentam
todas as nossas experiências sentimentais, mentais e
volitivas. O EU é algo muito mais recôndito.
O que é o EU muitos poucos seres humanos compreenderam.
EU não sou a luz nem as trevas.
EU estou além do bem e do mal.
EU sou o Glorian.
EU sou o Íntimo.
O Glorian é o raio que ao tocar sua campanada vem
ao mundo físico.
O Glorian é a lei e a raiz incógnita do homem.
O Glorian é o EU do EU.
O Glorian é a lei dentro de nós.
Quando o homem obedee a lei, não pode adoecer. A enfermidade
vem da desobediência à lei. Quando os sete corpos,
como se fossem sete eus, querem atuar separadamente, o resultado
é a enfermidade.
Os corpos físico e vital devem obedecer à alma,
a alma deve obedecer ao Íntimo e o Íntimo deve
obedecer ao Glorian. Corpo, alma e espírito devem se
converter em um universo puríssimo e perfeito atrabés
do qual possa se expressar a majestade do Glorian.
Vejamos um exemplo concreto e simples. Se atiramos pedras
nas água naturalmente produzirão ondas .Essas
ondas são a reação da água contra
as pedras. Se alguém nos lança uma palavra ofensiva,
sentimos ira. Essa ira é a reação contra
a palavra ofensiva e a consequência pode ser uma indigestão,
uma dor de cabeça ou uma perda de energias simplesmente,
causa de alguma enfermidade futura. Se alguém frustra
um plano que projetamos, nos enchemos de profunda preocupação.
Essa preocupação é a reação
do nosso corpo mental contra a incitação externa.
Ninguém duvida que uma forte preocupação
traz enfermidades a cabeça.
Devemos dirigir as emoções com o pensamento,
o pensamento com a vontade e a vontade com a consciência.
Devemos abrir a nossa vontade com a consciência. Devemos
abrir a nossa consciência como se abre um templo para
que em seu altar oficie o sacerdote (o Íntimo) na presença
de Deus (o Glorian).
Temos de dominar nossos sete veículos e cultivar a
serenidade para que através de nós possa expressar-se
a sublime e inefável majestade do Glorian. Quando todos
os atos da nossa vida cotidiana, até os mais insignificantes,
sejam a expressão viva do Glorian em nós já
não voltaremos a enfermar.
Estudemos agora as cinco causas das doenças:
Ens Astrale
Diz Paracelso: Os astros no céu não formam o
homem. O homem procede de dois princípios: o Ens Seminis
(esperma masculino) e os Ens Virtutis (o Íntimo). Tem
portanto duas naturezas: corpórea e espiritual; e cada
uma delas requer uma digestão (matriz e nutrição).
Assim como o útero da mãe é o mundo que
rodeia o menino e do qual o feto recebe nutrição,
a natureza é o utero do qual o corpo terrestre do homem
recebe as influências que atuam em seu organismo. O
Ens Astrale é algo que não vemos mas que contém
a nós e a tudo o que vive e tem sensação.
É o que o ar contém e do que vvem todos os elementos
e o simbolizamos com um M (Misterium). (Paramirum.Livro 1)
O Grande Teofastro aqui nos fala claramente da luz astral
dos cabalistas, do ázoe e da magnésia dos antigos
alquimistas, do Dragão Voador de Medéia, do
INRI dos cristãos e do Taro dos boêmios. Já
chegou a hora de a biocenose estudar a fundo o grande agente
universal da vida: a luz astral e o seu solve e coagula, representados
no bode de Mendes.
A luz astral é a base de todas as enfermidades e a
fonte de toda vida. Toda enfermidade, toda epidemia, tem suas
larvas astrais que ao coagularem no organismo humano produzem
a enfermidade.
No templo de Alden, os Mestres sentam seus enfermos em uma
poltrona sob luz amarela, azul e vermelha. Estas três
cores primárias servem para tornar visíveis
no corpo astral as larvas da enfermidade. Depois que os Mestres
extraem essas larvas do corpo astral do paciente, tratam seu
organismo com diversos medicamentos. São o corpo astral,
o corpo físico atua sanará matematicamente,
já que antes de enfermarem os átomos físicos
de um órgão, enfermaram os átomos internos
do mesmo órgão. Curada a causa, cura-se o efeito.
Toda pessoa enferma pode escrever uma carta ao templo de
Alden e receber ajudas dos médicos gnósticos.
A carta deve ser escrita a punho pelo próprio interessado
e queimada a seguir por ele mesmo depois de havê-la
perfumado com incenso; tudo feito numa só ocasião.
A carta astral ou alma da carta queimada irá ao templo
de Alden. Os Mestres de Sabedoria lerão a carta e assistirão
ao enfermo.
Devemos Ter nossas casas asseadas, tanto no físico
como no astral. Os depósitos de lixo estão sempre
cheios de larvas infecciosas. Há substâncias
odoríferas que queimam as larvas ou as expulsam para
fora de casa. O frailejón é uma planta que os
índios arguacos utilizam para desinfetar suas casas.
Pode-s fazer a desinfecção com beladona, cânfora
e açafrão.
Evitemos o trato com pessoas malvadas, já que essas
pessoas são centros de infecção astral.
Minerva, a Deusa da Sabedoria, esteriliza os micróbios
do aposento do enfermo comum certo elemento alquímico
que irradia mediante sistema especial. isto os impede de se
reproduzirem. Minerva tem também uma lente côncava
que aplica ao órgão do enfermo, estabelecendo
assimum foco perene de magnetismo que produz a cura.
Ens Veneri
Se uma mulher deixa seu marido, não se acha livre dele
nem ele dela, pois uma união marital, uma vez estabelecida,
permanece para toda a eternidade. (De homunculis, Paracelso).
Realmente, a personalidade humana está contida no
sêmen, pois o sêmen é o astral líquido
do homem e toda união sexual torna-se por este motivo
indissolúvel. O homem que tem contato sexual com uma
mulher casada fica, por este motivo, vinculado à parte
cármica do marido e fluidicamente os dois maridos da
mulher ficam ligados pelo sexo.
Quando o sêmen cai fora da matriz, forma-se com seus
sais em corrupção certos parasitas, os quais
se aderem ao corpo astral de quem os gerou, absorvendo dessa
maneira a vida de seu progenitor. Os homens que se masturbam
geram súcubos e as mulheres masturbadoras geram íncubos.
Essas larvas incitam seus progenitores a repetir incessantemente
o ato que lhes deu vida. Têm a mesma cor do ar e por
isso não são visíveis a visão
comum. Remédio eficaz para se livrar delas é
carregar flor-de-enxofre nos sapatos. As emanações
etéricas do enxofre as desintegram.
A alma ao abandonar o corpo físico por causa da morte,
leva todos os seus valores de consciência. Ao reencarnar
em um novo corpo físico, traz de volta todos esses
valores de consciência, tanto os bons como os maus.
Esses valores são energias positivas e negativas. todo
ser humano comum tem em sua atmosfera astral cultivos de larvas
de formas tão estranhas que a mente nem imagina. Os
valores positivos trazem saúde e felicidade. Já
os valores negativos materializam-se em doenças e amarguras.
A varíola é resultado do ódio. O câncer,
da fornicação. A mentira desfigura a compleição
humana gerando filhos monstruosos. O egoísmo produz
a lepra. Se é cego de nascimento por passadas crueldades.
A tuberculose é filha do ateísmo. Portanto,
cada defeito humano é um veneno para o organismo.
Ens Espirituale
A estranha história que relataremos a seguir aconteceu
em um povoado da costa atlântica da Colômbia,
conhecido com o nome de Dibulla . Seus moradores, na sua maioria
da raça negra, viviam despreocupados e indolentes.
Um dia, há alguns anos, nativos dessa localidade roubaram
dos índios arhuacos relíquias sagradas de seus
antepassados. O mama Miguel enviou uma comissão a Dibulla
com este recado: O mama pôs o lebrillo e sabe que as
relíquias de nossos antepasados estão neste
povoado. Se não as entregardes na lua cheia o mama
enviará os animos e queimará o povoado. Esta
petição somente provocou zombaria e risos entre
os dibulheiros.
À chegada da lua cheia, estalou um incêncio
no povoado sem causa conhecida. Quando os vizinhos acudiram
para apagá-lo, novos incêndios irromperam, especialmente
nas casas onde estavam guardadas as relíquias roubadas.
Parecia que as potências do fogo estavam combinadas
contra aquele vilarejo indefeso para convertê-lo em
cinzas. Os curas cantavam em vão seus exorcismos e
as pessoas choravam amargamente. Tudo era confusão.
Perdida a esperança de conter o fogo, os dibulheiros
resolveram devolver aos arhuacos as relíquias sagradas.
Imediatamente, como que por encanto, cessaram os incêncios.
De que meios se valeu o mama para produzir os incêndios?
Sem dúvida alguma, dos elementais do fogo contidos
em plantas, ervas e raízes dos signos do fogo. Estes
conhecimentos são ignorados não somente pelos
cientistas modernos, como também pelas seitas que se
dizem possuidoras dos ensinamentos ocultos...
Ao falar do Ens Espirituale, temos que ser claros na expressão
e precisos no significado, porquanto o Ens Espirituale é
complexo em sua essência e em seus fenômenos .
Ao falarmos dos tatwas e das criaturas elementais dos vegetais,
advertimos que podem ser utilizados pelos magos negros para
causar dano aos seus inimigos. Cada vegetal é um extrato
tátvico.
E o que tatwa? Sobre isto se falou bastante , mas não
foi copreendido. Tatwa é vibração do
éter. Tudo sai do éter e tudo volta ao éter.
Rama Prasa, o grande filósofo hindu, falou dos tatwas
mas não ensinou a manejá-los por não
conhecer a fundo a sua sabedoria. Também H.P. Blavasky
em sua obra A DOUTRINA SECRETA falou dos tatwas, mas ela desconhecia
a técnica esotérica que versa sobre o seu uso
prático. Todo o universo está elaborado com
matéria etérica: akasha, termo usado pelos hindus.
O éter decompõe-se em sete modalidades diferentes
que ao se condensarem dão origem a toda criação.
O som é a materialização dos tatwa akasha.
O sentido do tato e a materialização do tatwa
vayu. O fogo e a luz que percebemos com os olhos é
a materialização do tatwa tejas. A sensação
do gosto é a materialização do tatwa
privti. Há ainda dois outros tatwas que somente o mago
sabe manejar. São eles os tatwas adi e sahmadi.
Akasha é a causa primária de tudo o que existe.
Vayu é a causa do ar e do movimento. Tejas é
o éter do fogo animando as chamas. Privti é
o éter do elemento terra acumulado nas rochas. Apas
é o éter da água que entrou em ação
antres de privti, pois antes de que houvesse terra houve água.
Os quatro elementos da natureza: fogo, terra, água
e ar são uma condensação de quatro tipos
de éter. Estas quatro variedades de éter estão
densamente povoadas por inumeráveis criaturas elementais
da natureza.
As salamandras vivem no fogo (tatwa tejas). As ondinas e
as nereidas nas águas (tatwa apas). As sílfides
nas nuvens (tatwa vayu) e os gnomos e pigmeus (tatwa privti
).
Os corpos físicos das salamandras são as ervas,
plantas e raízes dos vegetais influenciados pelos signos
do fogo. Os corpos físicos das ondinas são as
plantas influenciadas pelos signos zodiacais da água.
Os corpos físicos das sílfides são as
plantas relacionadas com os signos do ar e os corpos físicos
dos gnomos são os vegetais regidos pelos signos do
zodiaco da terra.
Quando o mama Miguel incendiou Dibulla, fez uso do tatwa
tejas. O instrumento para operar com este tawta são
os elementais do fogo, as salamandras, encarnados nas plantas,
árvores, ervas e raízes dos signos do fogo.
Manipulando o poder oculto das plantas da água, podemos
operar com apas e desatar tempestades ou apaziguar as águas.
Manejando os elementais do ar encerrados nos vegetais dos
signos deste elemento, vayu, podemos desatar ou acalmar os
ventos ou furacões. Manejando o poder oculto das ervas
dos signos da terra, transmutamos chumbo em ouro, apesar de
para tanto precisarmos também de tejas.
As tradições pré-históricas da
América pré-colombiana contam que os índios
trabalhavam o ouro com se ele fosse branda argila. Isso o
conseguiam através dos elementais das plantas, cujo
o conseguiam através dos elementais das plantas, cujo
elemento etérico são os tatwas. Os magos negros
usam os elementais dos vegetais e os tatwas para, de longe,
prejudicar a seus semelhantes.
Quando as sílfides astrais cruzam o espaço,
agitam a vayu e vayu movimenta as massas de ar produzindo
o vento. Quando um mago agita com seu poder aos elementais
do fogo, estes por sua vez atuam sobre tejas e o fogo devora
tudo o que o mago quiser. No mar explodem grandes batalhas
entre os elementos. As ondinas lançam o éter
de suas águas contra as sílfides e estas devolvem
o ataque enviando ondas etéricas contra as ondinas.
Dessa agitada combinação de água e ar
estala a tempestade. O rugudo do mar e o silvo do furacão
são os gritos de guerra dos elementais.
Os elementos da natureza agitam-se quando os elementais correspondentes
se emocionam, se entusiasmam ou se movem intensamente. Ao
manipular os elementais das plantas nos tornamos donos de
seus tatwas e dos poderes que eles encerram.
O corpo etérico do homem está constituido de
tatwas e sabemos que esse corpo é a base sobre a qual
opera a química orgânica. A própria ciência,
em seus tratados de física, já não pode
negar que o éter penetra todos os elementos físicos.
Danificando-se o corpo etérico , danifica-se matematicamente
o corpo físico. Utilizando os elementais vegetais e
as ondas etéricas, entidades perversas podem à
distância causar dano ao corpo etérico. As consequências
são muito graves.
Os magos médicos de raça índia do Departamento
de Bolívar, Colômbia, provam entre si sua ciência
e poder com o elemental da árvore guazuma da seguinte
maneira: Fazem um círculo ao redor da árvore,
bendizem-no, veneram-no e rogam-lhe o serviço de atacar
o médico rival. Depois deste ritual, com uma faca nova
levantam vários centímetros da casca da árvore
e colocam debaixo um naco de carne de rês (bofe). Em
seguida, ordenam ao elemental da árvore atacar o seu
inimigo. O rival faz o mesmo com outra guazuma. Desta maneira,
trava-se uma luta terrível entre os elementais dessas
árvores até que um dos médicos morra.
O elemental da guazuma é um gênio do fogo que
se lança impetuoso contra a vítima. Visto clarividentemente
este elemental aparece usando capa até os pés.
Ele esta dotado de grandes poderes.
Os magos negros praticam certo rito com a almecegueira, que
eu naturalmente guardo em segredo para não dar armas
aos malvados, conseguino assim ferir ou matar à distância
a quem desejam causar dano. Para curar um enfermo atacado
por este procedimento, o mago branco emprega outra almecegueira.
A primeira coisa que faz é desenhar a figura do enfermo
no tronco, depois faz-se um círculo mágico ao
redor da árvore e se ordena ao elemental curar o enfermo.
Á medida que a incisão na árvore vai
sanando, o enfermo vai também melhorando e quando a
cicatriz desaparece do tronco, a cura completa se verificou.
Aqui ocorrem dois fenômenos: o da transmissão
da vida (múmia), porque a vida do elemental da árvore
cura o enfermo, e o do transplante da enfermidade, já
que a enfermidade é transmitida ao vegetal agressico
e ao mago negro, os quais adoecem à medida que se cura
o paciente. Com este procedimento da almecegueira pode-se
curar à distância muitas enfermidades.
Há feiticeiros que se valem de certas plantas, misturadas
com os alimentos, para encher o organismo de suas vítimas
com mortíferos gusanos que lhe produzirão enfermidade
e morte. Outro inoculam blenorragia artificial ou dão
de beber substância animais perigosas a fim de produzir
determinados efeitos. Em outra parte deste livro, o leitor
poderá se informar detidamente sobre todas estas coisas.
Os magos negros sabem injetar substâncias venenosas
no corpo astral de suas vítimas, as quais enfermam
inevitavelmente. O corpo astral é um organismo material
um pouco menos denso que o físico. Nestes casos, os
Mestres dão um vomitório ao corpo astral do
enfermo para que expulse as substâncias injetadas. Os
outros corpos internos também são materiais
e como tais têm as suas enfermidades, sem medicamentos
e seus médicos. Não são raras no templo
de Alden as operações cirúrgicas.
Um grave dano no corpo mental ao transmitir-se reflexamente
ao cérebro físico produz a loucura. A desconexão
entre o corpo astral e o mental ocasiona loucura furiosa.
Se não há ajuste entre os astral e o etérico,
produz-se o idiota ou cretino. No templo de Alden, onde moram
os grandes Mestres da Medicina: Hipócrates, Galeno,
Paracelso, Hermes e outros, há um laboratório
de alquimia de alta transcedência. Esse templo está
no astral, nas vivas entranhas da grande natureza.
Os corpos internos comem, bebem, assimilam e digerem e excretam
exatamente como o organismo físico, pois são
corpos materiais, apenas que de diversos graus de sutileza.
Em toda sensação e reação, esses
corpos utilizam os tatwas . Os tatwas são a base fundamental
de tudo o que existe e da mesma maneira podem ser veículos
de amor ou de ódio.
Lamento Ter de discordar da opinião do Mestre Huiraconha
sobre o horário tátvico. Em seu TATWÂMETRO,
diz ele que cada tatwa vibra durante 24 minutos a cada duas
horas na seguinte ordem: akasha, vayu, tejas, pritvi e apas.
Afirma Huiracocha que a vibração dos tatwas
se inicia diariamente com a saída do sol. Isto está
em desacordo com os fatos e observações. O melhor
horário tátvico é o da natureza.
A causa de um tempo frio,úmido e chuvoso, céu
coberto de densas nuvens, se radica no próprio éter
da água (apas). Quando isso ocorre, as ondas etéricas
da água estão submetidas a uma forte vibração
cósmica que coincide geralmente com uma posição
lunar. Em horas ou de furacão e ventos, podemos afirmas
que as ondas etéricas do ar (vayu) estão em
agitação e vibração. Tardes cheias
de sol falam claramente que o éter do fogo (tejas)
está vibrando intensamente. Tempo seco e mormaç
indicam vibrações de akasha. Horas cheias de
alegria e plenas de luz, são as produzidas por privti.
O Melhor horário tátvico é o da natureza.
Quando as ondas de fogo se agitam, a ciração
se inunda de luz e de calor. Se vibra o éter aquosos,
movem-se as águas e tudo se emudece. Quando as ondas
etéricas do elemento terra fervem e vibram, a natureza
inteira se alegra.
As estaçòes podem ser determinadas no início
de cada ano. A tradiçãi das cabañuelas
é muito antiga e já foi esquecida e desfigurada.
Toma-se a primeira noite de janeiro 12 torrões secos
de sal em pedra. Separa-se em dois grupos de seis e aribui-se
a cada torrão um mês do ano. No dia seguinte
observa-se os torrões : os secos serão de verão
e os úmidos, de inverno.
Tanto os magos brancos como os magos negros usam os tatwas
da natureza para seus respectivos fins.
Há certos extratos tátvicos que o mago branco
aproveita para fechar seu corpo. Para defender-se das potências
maléficas, fecha sua atmosfera atômica e então
nenhuma influência maligna, veneno mágico ou
trabalho de feitiçaria poderá afetá-lo
nem causar-lhe dano.
No Departamento de Madalena na Colômbia, existe uma
árvore chamada tomasuco que é usada para fechar
o corpo. Iniciam o operação ao meio-dia de uma
Sexta-feira e rogam ao elemental para que lhes feche sua atmosfera
pessoal com seus átomos protetores, criando uma muralha
protetora que os defenda dos poderes tenebrosos. Feita a petição,
aproximam-se da árvore caminhando de sul a norte e,
com uma faca nova, cortam uma das veias da árvore para
em seguida banharem o corpo nu nesse líquido. Desse
líquido, que é muito amargo, tomam três
calices. Esse extrato tátvico protege de muitos males.
Quem fechou seu corpo deste modo, nào poderá
ser prejudicado nem por veneno nem por feitiços. Se
tiver à mão algum líquido ou substância
venenosa, sentirá um choque nervoso. O gênio
da árvore girará ao redor do mago branco impedindo
a entrada das potências do mal.
Em um festim, o Mestre Zanoni bebeu vinho envenenado e levantando
a taça disse: Brindo por ti Príncipe, ainda
que seja com esta taça. O veneno não causava
dano ao Mestre. Conta a história que também
Rasputin bebem vinho envenenado diante de seus inimigos e
riu-se deles.
Ens Naturae
Os nervos são para o fluído vital o que os fios
são para a eletricidade. O sitema nervoso cérebro-espinhal
é o assento do Íntimo e o sistema Grande Simpático
é a sede do corpo astral do homem.
O Coração envia seu espírito por todo
o corpo, assim como o Sol envia todo o seu poder a todos os
planetas e terras , a Lua (inteligência do cérebro)
vai ao coração e volta ao cérebro. O
fogo (calor) tem sua origem na atividade (química)
dos órgãos (os pulmões), porém
penetra todo o corpo. O licor vital (essência vital)
está universalmente distribuído e se move (circula
no corpo). Este humor contém muitos humores diferentes
produz nele metais (virtudes e defeitos) de várias
espécies. (Paramirum. Livro 3. Paracelso).
Muitos médicos da ciência oficial vão
exlamar diante destas afirmações: Onde estão
os corpos internos? Que faremos para distinguí-los
e percebê-los? Nós somente aceitamos o que se
possa analisar no laboratório e submeter ao estudo
dos sistemas que temos desenvolvido ! Ou seja, que o limite
de sua capacidade é proporcional aos aparelhos que
aperfeiçoaram. Esta posição em que sem
põem, negar tudo o que não podem compreender
e submeter tudo ao ditame de seus cinco sentidos, é
absurda. Se desenvolvessem a clarividência, o sexto
sentido, dariam-se conta da verdade destas asseverações.
Não se deve esquecer que as luminárias da época
de Pasteur mofaram dele quando defendeu as famosas teorias
que o tornaram célebre. Não ocorreu o mesmo
e algo pior com Copérnico e Galileu? Vítimas
do que se acreditou ser contrário à verdade
conhecida ou revelada? Não foram os sábios que
cobriram Colombo e vitupérios, porque ele anunciava
a existência de um novo mundo além do cabo de
Finisterre, fim da terra de então?
Pode-se despertar o sexto sentido com este procedimento:
Sente-se frente a uma mesa e olhe fixamente a água
contida em copo pelo espaço de dez minutos todos os
dias. Depois de algum tempo de prática despertará
a clarividência. A vogal I pronunciada diariamente durante
uma hora produz o mesmo resultado. Despertada a clarividência,
você poderá ver os corpos internos e estudar
sua anatomia.
Quando o corpo etérico do homem está debilitado,
o organismo físico enferma por ação reflexa.
O corpo etérico tem seu centro no baço. Através
do baço penetra no organismo as energias solares que
são o princípio vital de tudo o que existe.
O corpo etérico é uma duplicata exata do corpo
físico e está feito de tatwas. Dada átomo
etérico penetra em um átomo físico, produzindo-se
uma intensa vibração. Todos os processos da
química orgânica desenvolvem-se com base no corpo
etérico ou segundo organismo. Todo órgão
do corpo físico enferma quando sua contraparte etérica
enfermou e, ao inverso, cura-se o corpo físico quando
o etérico está curado.
Os discípulos que não recordam suas experiências
astrais devem submeter seu coro etérico a uma operação
cirúrgica que os Nirvanakayas realizam no primeiro
salão do Nirvana, o primeiro subplano do plano nirvânico
em linguagem teosófica. Depois desta operação,
o discípulo poderá levar nas suas viagens astrais
os éteres que precisa para trazer suas recordações.
O Corpo etérico consta de quatro éteres: éter
químico, éter da vida, éter luminoso
e éter refletor. Os éteres químico e
da vida servem de meio de manifestação às
forças que trabalham nos processos bioquímicos
e fisiológicos de tudo que se relaciona com a reprodução
da raça. A luz,,o calor, a cor e o som identificam-se
com os éteres lumínico e refletor. É
nesses éteres que a alma sapiente, a querida donzela
de nossas recordações, tem sua expressão.
Vista clarividentemente no corpo etérico, essa donzela
parece-se a uma bela dama.
É necessário que o discípulo aprenda
a transportar em suas saídas astrais a querida donzela
das recordações para trazer à memória
aquilo que ouvir e ver nos mundos internos, pois ela serve
de mediadora entre os sentidos do cérebro físico
e os sentidos do corpo astral os quais são ultra-sensíveis.
Vem a ser, se cabe a expressão, como que o depósito
da memória.
No leito, na hora de dormir, invoque ao Íntimo assim:
Meu Pai, tu que és meu verdadeiro ser, te suplico com
todo coração e de toda minha alma para que tires
do meu corpo etérico a donzela de minhas recordações
a fim de não esquecer nada quando retorne ao meu corpo.
Pronuncia-se a seguir os mantrans.
LAAAAAAA RAAAAAAA SSSSSSS
e adormeça. Dê a letra S um som sibilante e agudo
semelhante ao que produzem os freios de ar. Quando se ache
entre a vigília e o sono, levante-se da cama e saia
do quarto rumo a Igreja Gnóstica. Esta ordem deve ser
tomada tal e qual, com segurança e fé, pois
é real e não fictícia; nela não
há mentalizações nem sugestões.
Desça da cama cuidadosamente para não despertar
e saia do quarto com toda naturalidade, caminhando, como o
faz diariamente ao dirigir-se para o trabalho. Antes de sair
dê um pequeno salto com intenção de flutuar.
Se flutuar, dirija-se à Igreja Gnóstica ou à
casa do enfermo que necessita de cura. Mas, se ao dar o pulinho
não flutuar, volte para o leito e repita o experimento.
Não se preocupe com o corpo físico durante esta
prática. Deixe que a natureza trabalhe e não
duvide, senão o efeito se perde.
O cérebro tem um tecido muito fino que é o
veículo físico das recordações
astrais. Quando esse tecido se danifica, impossibilitam-se
as recordações e somente se pode remediar o
dano no templo de Alden mediante a ação dos
Mestres.
Os canais seminíferos possuem átomos que tipificam
nossas reencarnações passadas. São também
os portadores da hereditariedade e das enfermidades sofridas
em vidas anteriores e das de nossos antepassados. A célula
germinal do espermatozóide é sétupla
em sua constituição interna e com ela recebemos
a herança biológica e anímica de nossos
pais. O caráter e o talento próprios separam-se
da corrente atávica porque são patrimônio
exclusivo do Ego.
No coração do Sol há um hospital ou
casa de saúde, onde se dá assistência
oportuna a muitos Iniciados desencarnados para curar seus
corpos internos.
A aura de um menino inocente é uma panacéia
para os corpos mentais enfermos. As pessoas que sofrem de
enfermidades mentais encontrariam grande alívio se
dormissem perto de um menino inocente. São também
muito recomendáveis as queimações de
milho tostado. O enfermo deve manter o estômago livre
de gases para evitar que subam ao cérebro e causem
maiores transtornos. O azeite de figueirinha é muito
recomedado para esses enfermos da mente em aplicações
diárias na cabeça.
As vacinas devem ser proscritas em todos os casos, pois danificam
o corpo astral das pessoas. Alguém deseja receber ajuda
dos Mestres Galeno, Hermes, Paracelso, Hipócrates,
etc., deve escrever ao templo de Alden e pedir atenção
médica.
Os tatwas vibram e palpitam intensamente com o impulso das
populações de elementais e com as influências
estelares. Os tatwas e os elementais das plantas são
a base da medicina oculta. Cura-se geralmente os tumores purulentos
dos dedos submergindo-se alternadamente a parte afetada em
água quente e fria. A ação do calor e
do frio (tatwas tejas e apas) ao estabelecer o equilíbrio
orgânico, restabelece a normalidade.
Todo ser humano carrega uma atmosfera de átomos ancestrais
que tem seus chacras nos joelhos. Ali, nos joelhos, não
em outra parte, está localizado o instinto de conservação
e a herança da raça. Por esta exclusiva razão,
tremem os joelhos diante de um grave perigo.
Ens Dei
Diz H.P.Blavatsky : Karma é lei infalível que
ajusta o efeito à causa nos planos físico, mental
e espiritual do Ser como nenhuma outra; até nas mínimas
coisas, desde a perturbação cósmica até
o movimento de nossas mãos. Do mesmo modo como o semelhante
produz o semelhante, assim também Karma é aquela
lei invisível e desconhecida que ajusa sábia,
inteligente e equitativamente cada feito a sua causa, fazendo-a
remontar até seu produtor.
Paga-se Karma no mundo físico e paga-se também
nos mundos internos, porém o Karma no mundo físico,
por grave que ele seja, é muito mais suave que o corresponente
no astral. Atualmente, no Avitchi da lua negra há milhões
de seres humanos pagando terríveis karmas.
A mente do mago se horroriza ao contemplar Lúcifer
submerso em fogo ardente e enxofre. A mente do mago se horripila
ao contemplar os famosos inquisidores da Idade Média
suportando o fogo que a outros fizeram suportar e emitindo
os mesmos ais lastimosos que a outros fizeram exalar. A alma
do mago estremece de horror ao contemplar os tiranos da guerra
purgando seus terríveis Karmas na lua negra. Ali vemos
Hitler e Mussolini sofrendo o martírio do fogo que
desencadearam sobre as cidades indefesas.
Ali vemos Abaddén, o anho do abismo, sobrendo em si
mesmo as cadeias e ligamentos com que martirizou a outros.
Ali vemos Mariela, a grande maga, abrasada no fogo de suas
próprias maldades. Vemos a Javé e a Caifás,
o sumo sacerdore, recebendo o suplício da cruz ao qual
condenaram o Mestre. Vemos também o Imperator, fundador
da escola AMORC da Califórnia, atado ao laço
ou corda da magia negra com que prendem aos discípulos
ingênuos.
Quando a alma humana se une com o Íntimo, já
não tem Karma para pagar porque, quando uma lei superior
transcende uma lei inferior, a lei superior lava a lei inferior.
As piores enfermidades são as geradas pelo Karma.
A varíola é o resultado do ódio, a difteria
é o fruto das fornicações de vidas passadas.
O câncer também é resultado da fornicação.
A tuberculose ou peste branca é o resultado do ateísmo
e materialismo de vidas passadas. A crueldade engendrará
a cegueira de nascimento. A malária provém do
egoísmo, etc. Centenas de outras enfermidades têm
sua origem nas más ações de nossas vidas
anteriores
Dentro de cada homem vive uma lei e essa lei é o Glorian,
de onde emanou o próprio Íntimo. A alma é
tão somente sombra do nosso real Ser, o Glorian. O
Glorian é um hálito do absoluto, profundamente
ignoto, para si mesmo. Ele não é espírito
nem matéria, nem bem nem mal, nem luz nem trevas, nem
frio nem fogo, ele é a lei dentro de nós, ele
é o EU real e verdadeira. Quando o Íntimo e
a alma obedecem a lei que é a sua lei, o resultado
é a alegria, a felicidade e a saúde perfeita.
Dia chegará em que nos libertaremos dos Deuses e dos
universos. Isto ocorrerá quando nos fundirmos com o
Glorian que é a lei dentro de nós. Cabe à
alma subir trabalhosamente a setenária escada de luz
para passar além da luz e das trevas. Deve passar por
cinquenta portas para unir-se com seu Glorian.
De um ritual gnóstico copiamos o seguinte: Lá
em cima, na altura do desconhecido há um palácio.
O piso daquele palácio é de ouro, lápis-lazúli
e jaspe, porém no meio de tudo sopra um hálito
de morte. Ai de ti, ó guerreiro! ó lutador!
se teu servidor se afunda; porém há remédios
e remédios.
Eu conheço esses remédios porque o amarelo
e o azul que te circundam são vistos por mim.
Amar-me é o melhor, é o mais sublime e delicioso
néctar.
Este fragmento do ritual gnóstico de Huiracocha profanado
por Israel Rojas R. encera grandes verdades esotéricas.Aquele
magnífico palácio das cinquenta portas tem belos
e agradáveis jardins nos quais sopra um hálito
de more. Em seus salões seremos amados or nossos discípulos
mais queridos, como também vendidos e atraiçoados
por esses mesmos discípulos; nos abandonarão
os que antes nos aplaudiam e admiravam e ficaremos sós,
mas no fundo realmente nem sós nem acompanhados, porém
em perfeita plenitude.
O homem se converterá em uma lei quando se unir a
lei.
Há poderes próprios e poderes herdados.
Ganserbo, o grande bruxo, contou-me como ele herdou os poderes
de sua avó, uma anciã espanhola. Eis o que Ganserbo
me disse: Minha avó havia-me instruído para
que eu a assistisse em seu leito de morte; ela me assegura
que eu seria o herdeiro de seu poder. Em uma viagem que fiz
para fora, a anciã entrou em estado de agonia e não
podia morrer, pedindo aos meus familiares para que me chamassem.
Quando regressei à casa, tudo compreendi e entendi.
Era o momento supremo. Dobrei as calças até
o joelhos para poder suportar o terrível frio da entrega
do poder. Entrei sozinho no aposento fúnebre, apertei
minha mão à mão de minha avó e,
ato consecutivo, apagou-se a luz que iluminava o tétrico
recinto. Um copo entornou e sua água não derramou.
A anciã exalou seu último suspiro e deixou em
minha mão uma enorme aranha terrivelmente gelada e
hirta. Aquela aranha submergiu nos poros de minha mão
e assim herdei o poder de minha avó.
Esta narração, tal como a escutei dos lábios
do bruxo Ganserbo, mostra-nos às claras os poderes
herdados. Investigações posteriores, relativas
ao caso Ganserbo, levaram-me á conclusão de
que se tratava de poderes de magia negra. A aranha em questão
é uma maga negra que viveu aderida ao corpo astral
de todos os antepassados de Ganserbo. Essa maga negra gosta
de assumir o horrível aspecto de aranha. Como o corpo
astral é plástico, com ele pode-se assumir qualquer
aparência animal.
Ganserbo é um grande adivinho e nada se lhe pode esconder,
porém no fundo realmente não é senão
um médium inconsciente e, ainda que conheça
os segredos de todo mundo, isto se deve unicamente aos informes
internos que recebe da maga negra aderida ao seu astral, tal
como esteve antes aderida ao astral de sua avó.
A palavra perdida é outro poder que o Mestre entrega
ao seu discípulo na hora da morte. A palavra perdida
dos magos negros escreve-se MATHREM e pronuncia-se MAZREM.
A palavra perdida dos magos brancos mantém-se oculta
dentro do fiat luminoso e espermático do primeiro instante
e só o Iniciado a conhece. Ninguém a pronunciou
e ninguém a pronunciará, senão aquele
que o tem encarnado.
1 - Lê se o EU como o SER, a CONSCIÊNCIA, o ÍNTIMO,
e não o ego.
(Do livro Tratado de MEdicina Oculta e Magia Prática
- Samael Aun Weor)
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