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Uma técnica que harmoniza os doshas e regula a distribuição
de energia cósmica pelo organismo.
Pranayama
é uma palavra de origem sânscrita: prana significa "energia
vital" e yama "ação, atividade, movimento". Existem muitas
diferentes técnicas de aplicação, cada uma direcionada a um
objetivo terapêutico ou espiritual: no Yoga, por exemplo,
o Pranayama é usado para obter um estado de concentração e
harmonia, no Ayurveda, sua prática regula a distribuição vital,
como base da harmonia entre os doshas.
A palavra
prana refere-se a toda forma de energia invisível que alenta
a vida. No ser humano, o prana penetra por várias as vias;
há o prana do ar, da água, dos alimentos vivos (sementes,
furtas etc.), da luz, do Sol, do solo. Embora, em termos gerais,
a ayurveda classifica cinco tipos de prana, cada um deles
governa áreas ou órgãos do corpo, em síntese o prana é apenas
um, o prana aéreo, ou Vayu, a principal fonte direta de energia
cósmica para os seres vivos que respiram o ar. Captado pelas
vias respiratórias, é imediatamente distribuído pelo organismo,
sua carência ou má distribuição possibilita o surgimento de
doenças a partir da desarmonia entre os doshas, que absorvem
"vorazmente" prana. Uma vez que o prana aéreo esteja em condições
de equilíbrio quantitativo e qualitativo, todos os outros
pranas também tendem ao equilíbrio, o mesmo ocorre em relação
aos três doshas.
A
técnica do Pranayama
Para regularizar
o equilíbrio da respiração, siga os passos deste exercício
simples, que dura apenas alguns minutos.
- Escolha
um local calmo e sem ruídos, de preferência isolado das
outras pessoas.
- O
horário ideal é ao amanhecer, quando o ar está mais carregado
de prana. Mas você pode fazer o exercício pela manhã, logo
ao acordar. Claro que se você fizer o pranayama em algum
lugar carregado de energias, muitíssimo melhor. Pode ser
na praia, no campo, na montanha.
- Sente-se
confortavelmente com as costas eretas e os pés apoiados
no chão. Feche os olhos e procure relaxar, deixando a mente
tranqüila.
- Inicie
o exercício comprimindo suavemente a narina direita com
o polegar exalando pela narina esquerda. Inale suavemente
pela narina esquerda, enchendo os pulmões de ar; feche a
narina esquerda com os dedo indicador, exalando leve e lentamente
pela narina direita, repetindo o processo de alterar as
narinas durante cinco minutos. Depois, recoste-se e permaneça
de olhos fechados por dois ou três minutos. Medite, faça
um exercício de Visualização Criativa para a autocura, ore
a Deus e à Mãe Divina, ou simplesmente esvazie a mente,
sem nenhuma intenção.

Lembre-se
de iniciar o exercício exalando e terminar inalando, de modo
suave e natural. Com um pouco de prática, cada pessoa encontra
logo a cadência e o ritmo mais adequados. Realizado diariamente,
o exercício de respiração polarizada (ou Pranayama Egípcio,
como é conhecido entre nós, estudantes gnósticos, por ter
sido muito utilizado pelos hierofantes egípcios e seus discípulos)
traz uma sensação de equilíbrio, serenidade e bem-estar, que
tende a crescer à medida que se aperfeiçoa o método com a
prática constante.
Lembre-se:
sem prática, não se chega a lugar algum. A Sabedoria gnóstica
sem uma devida e equilibrada vivência, é perda de tempo. Só
enche nosso intelecto, mas não nossa consciência. O venerável
mestre Samael Aun Weor afirmava que o Buscador da Luz deve
ter uma Intelecção Iluminada, ou seja, um correto equilíbrio
entre intelecto e intuição.
Os cinco
tipos de prana
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- Prana
- Concentra-se no cérebro e move-se para baixo governando
a respiração. Está ligado à inteligência, à sensibilidade,
às funções motoras principais. Penetra no corpo sutil
pelo chacra da coroa, situado no alto da cabeça, e
pela inspiração do ar passando pelas narinas. É o
principal tipo de energia cósmica.
- Vyana
- Concentra-se no coração. Age no corpo inteiro governando
o sistema circulatório, as articulações e os músculos.
É captado do ar inspirado nos pulmões e da energia
dos alimentos.
- Samana
- Concentra-se no intestino delgado, governa o aparelho
digestivo e é captado principalmente pela energia
vital doa alimentos vivos (sementes, frutas, ect.).
- Udhana
- Concentra-se na região da garganta e governa a fala,
o teor da voz, a força vital, a força de vontade,
o esforço, a memória e a exalação do ar. É captado
sobretudo da energia que advém do chacra da garganta.
- Apana
- Concentra-se no baixo ventre, governa a evacuação
e a micção, a potência sexual, o fluxo menstrual e
o processo de parto. É captado pelo chacra localizado
na base da coluna e pelo dos órgãos genitais (chacra
prostático ou uterino).
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Os
três canais de energia
O pranayama
é uma técnica para equilibrar a energia vital, a qual, ao
penetrar no organismo, polariza-se um aspecto negativo e outro
positivo (o Yin e Yang da medicina chinesa). Entrando pelas
narinas, o prana polarizado percorre inicialmente os canais
principais de energia localizados ao longo da coluna vertebral.
Esses canais, também, são polares e segundo a ayurveda recebem
o nome de Ida, Pingala e Sushumna, este canal central é o
mais importante dos três. Ida, ou canal lunar (negativo),
inicia-se na narina esquerda e desce serpenteando ao longo
da coluna vertebral em volta de Sushumna, o canal central,
até finalizar no testículo direito. Pingala, ou canal solar
(positivo), inicia-se na narina direita e acompanha simetricamente
a Ida. Pingala vem terminar no testículo esquerdo. Cada um
desses canais semi-etéricos e semi-físicos carrega energias
prânicas que se polarizam a partir das narinas.
Uma
importante observação: essas polaridades comentadas logo
acima referem-se a uma pessoa do sexo masculino. No caso das
mulheres, a polaridade inverte-se na relação entre as narinas
e os canais de energia: Ida, lunar, inicia-se na narina direita
e termina no ovário esquerdo, e Pingala, solar, na narina
esquerda, e terminando no ovário direito.
Percebe-se,
por uma análise mais profunda sobre o acima citado que há
uma íntima relação entre Respiração, Prana e Pensamento. Portanto, uma das conclusões a que chega
o estudante gnóstico é que o exercício do Pranayama devidamente
realizado interfere nos chacras dos testículos e dos ovários.
Essa interferência gera um choque vibratório, fazendo com
que a energia sexual seja transferida à velocidade da luz
até o cérebro, e do cérebro distribuindo-se para todo o organismo,
vitalizando-o e curando-o poderosamente. Isso é o que podemos
chamar de sexualizar o corpo físico, ou seja, transfere-se
a energia sexual, altamente implosiva, para todas as células
do organismo, rejuvenescendo-o.
Juntos,
os três canais criam uma imagem que se assemelha a duas serpentes
harmoniosamente enroscadas numa haste; dessa figura originou-se
o tradicional Caduceu de Mercúrio, que simboliza a
Medicina Universal. Este é também, na verdade, o antigo símbolo
da medicina tibetana, cujos procedimentos visam a restauração
da saúde por meio de reequilíbrio das energias prânicas nos
três canais principais do organismo.

Para a
antiga medicina tibetana, não apenas as doenças físicas, mas
inclusive as de caráter psíquico ou mental, são provocadas
por alterações energética nesses canais. A partir deles, toda
a energia vital é distribuída para o organismo e é através
deles, ainda, que os centros de energia, ou chacras, se comunicam.
Assim, todas as energias emocional e mental não somente são
influenciáveis pelos três canais, como também - e principalmente
- os influencia.
O
autoconhecimento, uma condição para a saúde
Os recursos
oferecidos pela Medicina Oriental (na verdade, esotérica)
devem ser utilizados segundo orientação de uma sabedoria especializada,
como a gnóstica. Alguns, porém, podem ser aplicados de modo
mais livre, embora seja necessário que você conheça o tipo
de sua constituição e possa adotar aquilo que lhe for mais
adequado. É fundamental, portanto, procurar se conhecer para,
finalmente, obter um equilíbrio que permita a seu organismo
fazer instintiva e naturalmente as escolhas certas.
Os
12 Teoremas
Os 12
Teoremas são um complemento das Sete Leis e podem nos ajudar
a entender melhor a polaridade universal.
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Yin e Yang são dois pólos da pura expansão infinita;
eles se apresentam quando a pura expansão atinge o
ponto geométrico da bifurcação.
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Yin e Yang surgem da continuamente pura expansão infinita.
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Yin é centrífugo; Yang é centrípeto; Yin e Yang produzem
energia.
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Yin gera Yang, Yang gera Yin.
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A força de atração ou de repulsão entre as coisas
é proporcional à diferença entre os seus componentes
Yin e Yang.
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O excesso de Yin gera Yang e o excesso de Yang gera
Yin.
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Todo fenômeno é produzido pela combinação entre Yin
e Yang em várias proporções.
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Todos os fenômenos são efêmeros devido às constantes
alterações das agregações dos componentes Yin e Yang.
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Nada é exclusivamente Yin ou Yang; tudo tem polaridade.
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Não existe nada neutro; Yin ou Yang estão em evidência
em qualquer situação.
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Grande Yin atrai o pequeno Yang; Grande Yang atrai
Pequeno Yin.
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Todas as concreções (solidificações) físicas são Yang
no centro e Yin na periferia.
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Se você tiver alguma dúvida ou quiser esclarecimentos,
escreva-nos para o endereço gnosisonline@gnosisonline.org
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