A Bíblia nos relata inumeráveis
casos de possessos. A sálvia e a arruda eram
muito utilizadas na Idade Média para combater
as más entidades que obsedavam aos possessos:
estas plantas as utilizavam em forma de fumigações.
A sálvia é uma das plantas mais eficazes
para combater esses casos em que uma entidade maligna
se apossa do corpo de uma pessoa, a obsessa até
enlouquece. O elemental da sálvia usa túnica
de cor amarela pálida, e tem o maravilhoso poder
de sanar os possessos. Esta planta se há de colher
na noite, primeiro se bendiz, e logo se colhe de raiz
e por surpresa. |
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Há que macerar a planta e dar-lhe a beber o sumo ao
possesso; também se podem esfregar as folhas entre
a água, e dar-lhe a beber dela.
Há que queimar a planta e defumar com ela ao possuído;
os fumos da planta devem envolve-lo. Se deve conjurar à
má entidade com algum exorcismo. Antigamente se usava
para ele uma camândula feita de peças largas
de vidro e o exorcismo de um livro secreto, hoje pode rezar-se
a Conjuração dos Quatro:
"Caput mortum imperet tibi dominus, per vivum et devotum
serpentem. Cherub imperet tibi dominus per Adam Jot Chavah.
Aquila errans imperet tibi dominus per alas tauri.
Serpens imperet tibi dominus Te-tra-gram-ma-ton per angelum
et leonem.
Michael, Gabriel, Raphael, Anael.
Fluat udor per espiritum Elohim.
Maneat terra per Adam Jotchavat.
Fiat firmamentum per Iahuvehu-Zebaoth
Fiat judicium per ignem in virtute Michael.
Anjo de olhos mortos, obedece ou dissipa-te com esta água
santa.
Touro alado, trabalha ou volve à terra se não
queres que te aguilhoe com esta espada.
Águia encadeada, obedece ante este signo ou retira-te
ante este sopro. Serpente móvel, arrasta-te a meus
pés ou serás atormentada pelo fogo sagrado,
e evapora-te com os perfumes que eu queimo.
Que a água volva à água, que o fogo
arda, que o ar circule, que a terra caia sobre a terra, pela
virtude do pentagrama que é a estrela matutina, e em
o nome do Tetragrama que está escrito no centro da
Cruz de Luz. Amén".
É necessário sentar o obsedado em uma sala e
pintar no solo um círculo com carvão ao redor
do "possesso". Também se deverá pintar
no umbral, com carvão, e no solo, o signo do Tetragrammaton,
ante o qual fogem aterrorizadas as colunas de demónios.
Os dois vértices da estrela de cinco pontas do pentagrama
irão para fora do aposento, e o triângulo superior
irá do lado de dentro da habitação.
O mago deverá magnetizar o paciente com a firme vontade
de tirar a entidade obssessora, mas jamais hipnotizar o possesso,
porque o hipnotismo é pura e legítima magia
negra. O mago deverá conjurar a entidade obsessora
com o império de todas as suas forças, e deverá
ter em suas mãos uma espada ou um punhal de cabo novo,
para ordenar imperiosamente à entidade perversa a fim
de que esta aterrorizada, abandone o corpo de sua vítima.
Se ordenará ao elemental da sálvia tirar a
má entidade fora do corpo da vítima, e custodiá-la
por tempo indefinido. Já livre a vítima da entidade
perversa que a obsedava, é necessário aprisionar
a entidade perversa para evitar que esta regresse novamente
à sua vítima, e então tocará ao
médico mago praticar na seguinte forma:
Bendisse ao cipó de cadeia, e ordene-se-lhe encerrar
a perversa entidade. Cortem-se dois cipós e ponham-se
no solo em forma de cruz. Logo trace-se um círculo
no solo ao redor da cruz para formar nosso famoso círculo
Gnóstico da cruz dentro do círculo da eternidade.
O mago caminha logo por cima do círculo traçado
no solo, começando de sul a norte, para regressar novamente
ao sul. Se deve seguir o curso do círculo caminhando
por seu lado direito. Os cipós de cadeia que formam
a cruz, marcarão o sul e o norte, o oriente e o ocidente;
estarão pois, colocados de acordo com os quatro pontos
cardinais da terra. Ao terminar o mago sua volta ao redor
do círculo, e como já dissemos, conservando
sua direita, o mago atravessará o círculo pelo
centro, de sul a norte, depois de cortar o centro do cipó
em duas ramas em forma horizontal.
Depois de chegar ao norte do círculo, o mago se encaminhará
até ao Este do círculo, conservando em seus
passos sempre o lado direito, e uma vez ali, cortará
o outro cipó na mesma forma do primeiro, e logo atravessará
resolutamente o círculo de Este a Oeste, afastando-se
logo sem olhar para nenhuma parte; no centro do círculo
ficará encerrada a entidade perversa, e assim nesta
forma dita entidade não pode regressar a sua antiga
vítima.
O elemental do cipó de cadeia usa túnica amarela
e é muito inteligente. Silencioso observa o ritual,
e logo dá voltas ao redor do círculo, pronunciando
seus encantamentos mágicos para aprisionar a entidade
perversa. A seguinte figura nos apresenta os passos do mago
ao atravessar o círculo:
As setas grandes indicam os passos do mago ao atravessar
o círculo, e as pequenas nos indicam que o círculo
há que caminhá-lo conservando a direita.
Hoje em dia os "possessos" vão ao manicômio,
porque os tontos científicos da época são
grandes charlatães que ignoram estas coisas. Com esta
chave muitos possessos poderão salvar-se do manicómio,
onde morrem sem que aos médicos psiquiatras, de quem
tanto se alardeia diz-se que por seus avançados métodos,
se lhes ocorra indagar a causa.
Existem por aí muitos espiritistas "chanfrados",
teosofistas mórbidos e rosacrucistas enfermos, que
vivem comodamente nas grandes cidades e criticam o autor da
presente obra seus profundos estudos sobre Elementoterapia.
Mas nenhum deles teve a paciência de internar-se na
selva para investigar os elementais vegetais. ¡Que cómodo
e que saboroso é criticar sentados e tranquilos, sem
se insolar nem se desvelar na selva, sem suportar formigas,
nem peçonhas, nem venenos de ofídios!
Esses tais super transcendidos são "parasitas"
que vivem devorando a sabedoria que os magos adquirem com
supremos sacrifícios, e a devoram não para compreender
e sim para atraiçoar; o mundo está cheio de
parasitas sociais e críticos estultos. Pensam esses
super transcendidos espiritistas e espiritualistas, que é
mau estudar os elementais vegetais, sem dar-se conta ditos
estultos, que os elementais vegetais são anjos inocentes,
e que na época de Vênus serão homens,
e mais tarde anjos virtuosos, Pitris solares, e Dhianis divinais.
Os Gnósticos sabemos muito bem que os elementais das
plantas serão os homens do futuro.
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