| Lemos em Fausto,
do grande Iniciado alemão Goethe, o seguinte diálogo
entre o Doutor Fausto e Mefistófeles:
"Mefistófeles: Bom; mas para sair, força
é dizê-lo, acho um certo empecilho: e é
ver pintado no limiar um 'pé de feiticeira'.
Fausto: Tens medo do Pentagrama! Essa é boa! E quando
entraste, diabão do inferno, emandingou-te acaso? Um
gênio desses deixa-se assim lograr?
Mefistófeles: Repare o sábio! Aquele Pentagrama
está malfeito. O ângulo que aponta para a rua
não fechou bem."
O Pentagrama Esotérico é um símbolo
e um instrumento de meditação e de trabalho
interior. A estrela de 5 pontas devidamente paramentada com
os símbolos sagrados é chamada de Pentagrama
Esotérico, Pentalfa Gnóstica ou Estrela Flamígera.
No Pentagrama Esotérico acha-se resumida toda a Ciência
da Gnosis. O Pentagrama expressa o domínio do Espírito
sobre os Elementos da Natureza. O signo do Pentagrama chama-se
igualmente Signo do Microcosmo e representa o que os rabinos
cabalistas do Livro do Zohar chamam Microprosopio.
O Pentagrama sempre foi objeto de vivo interesse. Já
utilizado pelos egípcios, ele foi também altamente
considerado pelos druidas sob a forma de uma estrela regular
de cinco pontas chamada “pé dos druidas”.
Para Pitágoras,
o Pentagrama era o símbolo do himeneu celeste: a fusão
da alma com o Espírito. Ele dava ao número 5
o nome de “número do homem no microcosmo”.
O Pentagrama era tão apreciado entre os pitagóricos
(os discípulos e seguidores de Pitágoras) que
para eles participarem das reuniões secretas era necessário
portar um Pentagrama em sua mão direita. Entre os primeiros
cristãos, o pentagrama representava Cristo, outra designação
do Alfa e Ômega, do começo e do fim. Os alquimistas
medievais recorriam à estrela de 5 pontas como sinal
da Quinta Essentia, o quinto elemento, o éter-fogo
ou, ainda, o Espírito Santo. É o sinal do Verbum
Dimissum. Giordano Bruno considerava o número 5 como
o número da Alma por ser composto (como ele o é)
de igual e desigual, de par e ímpar. O Pentagrama é
associado ao grau de Mestre Eleito da Maçonaria, no
rito Escocês. No Pentagrama Esotérico estão
inscritas as proporções exatas do Athanor, essencial
à realização da Grande Obra.
O símbolo do Pentagrama Esotérico, como nós,
estudantes gnósticos, o usamos em nossas práticas
de Magia Cerimonial, é bem conhecido em toda a tradição
ocultista, especialmente por causa do famoso livro de Eliphas
Levi, Dogma e Ritual de Alta Magia.
Mas não pensemos que foi o Mestre Levi quem criou,
"inventou" este símbolo mágico. Por
muitos anos o Pentagrama Esotérico foi conhecido como
o "Pentagrama de Goethe",
pois este o mencionou em sua obra Fausto. Este emblema
chegou a nossos dias graças aos 3 principais discípulos
do Abade Trithemo, o verdadeiro criador do
Pentagrama Esotérico. Esses discípulos foram:
Paracelso, Cornélio Agrippa e o lendário Doutor
Fausto de Praga.
Este Pentagrama Esotérico passou a ser mundialmente
conhecido depois da publicação do Dogma e Ritual
de Alta Magia. Posteriormente, o VM Samael Aun Weor chegou
a realizar 3 correções deste símbolo:
Ele agregou a estrela de 6 pontas, o hexagrama (pois o hexagrama
é um dos símbolos do Deus Parvati, o Regente
do Elemento Ar, assim como o Cálice representa a Água,
o Cajado a Terra e a Espada o Fogo); alterou a palavra hebraica
"Eva" e a substituiu por "Jeová";
e finalmente acertou o cálice, que originalmente estava
inclinado (como podemos notar no livro de E. Levi), pondo-o
em sua posição mais correta, em pé. Dizia
o Mestre Samael que o Pentagrama ficaria assim completo em
suas representações cosmogônicas e elementais.
O Pentagrama Gnóstico é a humana figura com
quatro membros e uma ponta superior única, que é
a cabeça. O Pentagrama, elevando para o ar seu raio
superior, representa o Salvador do Mundo. O Pentagrama, elevando
para o ar suas duas patas inferiores, representa o Bode do
Aquelarre. Uma figura humana com a cabeça para baixo
representa, naturalmente, a um demônio, ou seja, a subversão
intelectual, a desordem ou a loucura.
O Pentagrama é o Signo da Onipotência Mágica.
O melhor “eléctrum” é uma estrela
flamígera com os sete metais que correspondem aos sete
planetas. Estes metais são:
METAL |
PLANETA |
Prata |
Lua |
Mercúrio |
Mercúrio |
Cobre
|
Vênus |
Ouro |
Sol |
Ferro |
Marte |
Estanho |
Júpiter |
Chumbo |
Saturno |
Na parte traseira do Pentagrama afixam-se os 7 metais acima
descritos para que seu poder se amplifique ao máximo,
de acordo ao grau de energia interna, especialmente sexual,
por nós acumulado. Deve-se pedir a algum ouriver para
que solde ou cole um microscópico fragmento dos 7 metais.
No caso do mercúrio, por ser um metal líquido,
deve-se criar um artifício para que este não
escorra e se perca.
No Pentagrama Esotérico encontramos símbolos
sagrados, astrológicos, astronômicos, cabalísticos
e numerológicos de alta transcendência, os quais
representam as diversas forças e poderes que o Mago
deve manipular para sua proteção, autoconhecimento
e auto-realização.
Palavras Hebraicas do Pentagrama Esotérico
Termo Hebraico |
Tradução |
Significado |
 |
Iod-He-Vau-He |
Um dos nomes sagrados de Deus, que pode ser traduzido
por Jeová. É a Hoste dos Elohim que criaram
o Universo por meio da Energia Criadora Sexual. É
a Inteligência no Macrocosmo. Adam-Kadmon, o Adão
Cósmico. |
 |
Adam |
Adão neste caso representa os Homens Solares,
a família dos Pítris, os nossos antepassados
que formaram a Raça Adâmica, os Deuses encarnados
na Terra, representando a Inteligência no Microcosmo.
|
 |
Pachad |
Sexto grau iniciático entre os místicos
muçulmanos, significa domínio físico,
emocional e mental, sucede o sétimo e último
grau, o de Súfi. |
 |
Kaphir |
Um dos nomes assignados a Geburah-Marte. Estas quatro
palavras, que também têm uma aplicação
como nomes de poder, são para o Pentagrama um ponto
medular na Magia Cerimonial. Evite-se seu uso quando se
ignorar o Ritual. |
O Trabalho Psicológico é
representado nos 7 Signos Planetários do Pentagrama
Esotérico
|
SOL |
MICHAEL |
Devemos substituir o ORGULHO solar pela
Fé, Humildade e Equilíbrio. |
|
LUA |
GABRIEL |
A AVAREZA lunar em Altruísmo. |
|
MERCÚRIO |
RAFAEL |
A PREGUIÇA mercuriana em Diligência. |
|
MARTE |
SAMAEL |
A CÓLERA marciana em Amor Consciente. |
|
JÚPITER |
ZACARIEL |
A INVEJA jupiteriana em Alegria pela felicidade do próximo. |
|
VÊNUS |
URIEL |
A LÚXURIA venusiana pela Castidade. |
|
SATURNO |
ORIFIEL |
A GULA saturniana pela Temperança. |
Outros Símbolos Inseridos no do Pentagrama
Esotérico
|
ALFA |
A primeira letra do alfabeto grego, representa
o princípio de tudo. |
|
ÔMEGA |
A última letra do alfabeto grego, representa
a finalização da Grande Obra. O Alfa e o
Ômega são as letras que representam a Obra
do Cristo dentro de nós, ou seja, Ele é
o responsável pelo Trabalho Interno, do início
ao fim da senda Iniciática. |
|
1,2 e 1,2,3 |
Números que na Cabala representam o Fundamento
da Grande Obra. Note-se que a soma de todos esses números
(1+2+1+2+3) é igual é 9, a NONA ESFERA,
o Mistério dos Mistérios Tântricos. |
|
ESPADA |
Na base do Pentagrama, representa que a Espada Flamígera
se encontra em nosso Centro Sexual, à espera de
ser despertada com a Alquimia. Também representa
a Defesa Psíquica e o Elemento FOGO. O regente
supremo do Fogo Elemental é Agni. |
|
CÁLICE |
O Cálice é o símbolo da Santidade,
do Eterno Feminino de Deus e da Mulher. O útero
onde são gestados os exércitos dos Deuses
e dos Demônios. O Santo Graal, que guarda o Sangue
da Unção Crística e o Sangue do Redentor
do Mundo. Representa também o Elemento ÁGUA,
cujo regente é o divino rei das águas Varuna. |
|
HEXAGRAMA |
A Estrela de Salomão é o símbolo
supremo do Raio do Sol, do Arcanjo Michael Aun Weor, o
chefe supremo do Elemento Ar. O Hexagrama é também
o símbolo do Elemento AR, cujo chefe é o
titânico Deus Parvati. |
|
CAJADO |
O báculo de poder é uma cana de sete ou
doze nós, encimada por 3 bolas. O cajado, báculo
ou cetro dos reis representa o Elemento TERRA, cujo deus
elemental é Kitíchi. Observe o estudante
que os símbolos dos 4 Elementos estão rodeando
o Pentagrama, representando que esses devem servir de
Proteção ao Iniciado, ao Mago. Devemos usar
a sabedoria e a esperteza no Caminho Iniciática,
usando todas as Forças da Natureza e do Cosmo para
nos guiarem e protegerem, a todo custo. |
|
OLHO DE HÓRUS |
O Olho que Tudo Vê representa a Onipotência
de Deus, a Sabedoria Divina, que deve orientar, guiar
os passos na Senda da Iniciação, de toda
a Obra Alquímica. São os Olhos do Espírito. |
|
CADUCEU |
O Caduceu de Mercúrio encontra-se no centro do
Pentagrama simbolizando que a Síntese da Grande
Obra é a elevação da Energia Sagrada
da Kundalini. Sem isso, sem o despertar da Kundalini,
torna-se IMPOSSÍVEL a auto-realização
íntima de nosso Espírito. |
TETRAGRAMATON |
TETRAGRAMATON |
O Nome Sagrado que não deve ser pronunciado fora
de um Ritual Gnóstico Sagrado, pois é um
Mantra DE IMENSO PODER SACERDOTAL... |
O que Simboliza o Pentagrama Esotérico
O Pentagrama
simboliza o domínio do Espírito sobre os elementos
da natureza. Com este signo mágico podemos comandar
as criaturas elementais que povoam as regiões do fogo,
do ar, da água e da terra. Ante este símbolo
terrível tremem os demônios, os quais fogem aterrorizados.
O Pentagrama
com a ponta superior para cima serve para afugentar os tenebrosos.
com a ponta para baixo, serve para chamá-los. Posto
no umbral da porta com a ponta superior para dentro e os dois
ângulos inferiores para fora ele não permite
a passagem aos magos negros. O pentagrama é a Estrela
Flamígera, o signo do Verbo feito carne. Segundo a
direção de seus raios pode representar Deus
ou o diabo; o Cordeiro Imolado ou o Bode de Mendés.
Quando o pentagrama eleva ao ar seu raio superior representa
o Cristo. Quando eleva ao ar suas duas pontas inferiores representa
Satã.
O pentagrama
representa o Homem Completo. Com o raio superior para cima
é o Mestre. Com o raio superior para baixo, e as duas
pontas inferiores para cima, é o anjo caído.
Todo Bodhisatva caído é a estrela flamígera
invertida. Todo iniciado que se deixa cair converte-se na
estrela flamígera invertida.
O melhor
Eléctron é uma estrela flamígera com
os sete metais que correspondem aos sete planetas astrológicos.
Podemos
fazer medalhões para colocarmos no pescoço,
anéis para trazermos no dedo anular. Ë interessante,
também, desenhar a estrela flamígera sobre uma
pele de cordeiro bem branca para tê-la dentro de casa,
sempre no umbral da câmara nupcial. Assim, evitamos
que os tenebrosos metam-se em nosso quarto. O Pentagrama também
pode ser desenhado nos vidros das janelas a fim de aterrorizar
os fantasmas e os demônios.
O Pentagrama
é o símbolo do Verbo Universal de Vida. Podemos
fazê-Io resplandescer, instantaneamente, com a entoação
de certos mantras secretos. Nos "Upanishads Gopalatapani
e Krishna" encontramos o mantra que tem o poder de formar
instantaneamente, no plano astral, a terrível estrela
flamígera, ante a qual fogem aterrorizados os demônios.
Este mantra consta de cinco partes, a saber:
KLIM,
KRISHNAYA, GOVINDAYA, GOPIJANA, VALLABHAYA SWAHA...
Ao
vocalizar-se este mantra, forma-se instantaneamente a estrela
flamígera, ante a qual fogem aterrorizados os tenebrosos
do Arcano 18. Estes demônios atacam violentamente ao
iniciado que está trabalhando na Grande Obra. Os devotos
do matrimônio perfeito têm que travar tremendas
batalhas contra os tenebrosos. Cada vértebra da espinha
dorsal representa acirradas batalhas contra os Magos Negros,
os quais lutam para afastar o estudante da Senda do Fio da
Navalha.
O
poderoso mantra que acabamos de mencionar tem três
etapas perfeitamente definidas: Ao recitar o KLIM, que
os ocultistas da Índia chamam A Semente de Atração,
provocamos um fluxo de Energia Crística que desce
instantaneamente do Mundo do Logos Solar, para proteger-nos.
Abre-se, então, para baixo, uma porta misteriosa.
Depois, por meio das três partes seguintes do
mantra, infunde-se a energia crística naquele
que o recita e, finalmente, por meio da quinta parte,
o que receber a Energia Crística pode irradiá-la
com tremenda força, para defender-se dos tenebrosos
que fogem aterrorizados.
O
verbo cristaliza-se sempre em linhas geométricas.
Demonstra-se isto através de uma fita magnética,
na qual fica gravado, por exemplo, um discurso. Cada
letra é cristalizada em figuras geométricas.
Basta, depois, fazermos vibrar a fita no gravador para
que se repita o discurso.
Deus
geometriza. A palavra toma formas geométricas.
Estes mantras citados por nós tem o poder de
formar, instantaneamente, nos mundos suprassensíveis
a estrela flamígera. Essa estrela é um
veículo de força crística e representa
o Verbo. Com este poderoso mantra podem defender-se
todos aqueles que estão trabalhando na "Frágua
Acesa de Vulcano". Esse mantra vocaliza-se silabando-o.
Com ele devemos conjurar os demônios que controlam
os possessos. |
 |
É
urgente aprendermos a criar instantaneamente a estrela flamígera,
e essa possibilidade temo-la quando entoamos o citado mantra,
a fim de combatermos os tenebrosos.
A seguir, fala Samael Aun Weor sobre o Simbolismo
do Pentagrama Esotérico
Se analisarmos a fundo a Pentalfa, podemos ver no ângulo
superior um quatro, esse é o símbolo de Júpiter,
o Pai dos Deuses, o símbolo do Espírito Divino
de toda a criatura que vem ao mundo, o símbolo do Eterno
Deus Vivente.
Embaixo desse símbolo de Júpiter existem dois
Olhos sempre abertos, são os Olhos de Deus, diante
deste símbolo de Júpiter, com os Olhos do Espírito
Divino sempre abertos, as colunas de Anjos e Demônios
tremem, e tal símbolo faz fugir aterrorizados os tenebrosos.
Quando o homem está de pé com suas pernas e
braços abertos, cria-se, de forma extraordinária
a Pentalfa. Se observarmos cuidadosamente esses braços
abertos, veremos o signo de Marte, o planeta da Guerra e sabemos
que o Ocultismo Marciano é terrível. Nas Esferas
Inferiores de Marte encontramos os terríveis Magos
Negros que tremem diante desse signo terrível da Pentalfa.
É claro que, se colocarmos o signo de Marte nos braços
da Estrela de cinco pontas (que é o Homem), nos dar
uma força incrível, não uma força
física, que é de tipo muito inferior, não,
ela nos dá a Força do Espírito, para
vencer os malvados.
Nos ângulos inferiores, que são as duas pernas
de cada um de nós, tem a assinatura de Saturno e sabemos
que é o aspecto negativo da esfera de Saturno, que
é a terrível Magia Negra, é claro que
os tenebrosos entendem isso; se estiver colocado nas pernas
esse signo de Saturno, e se colocarmos a Pentalfa com as pernas
para baixo, e temos Júpiter em cima com os Olhos do
Espírito sempre abertos, é claro que os tenebrosos,
vendo isso, se horrorizam, não podem resistir e se
retiram...
A lado direito, colocando a imagem frente a frente, vemos
Lua e na esquerda vemos o Sol, mas se colocarmos a imagem
não de frente a frente, mas sim ao nosso lado, é
claro que na direita está o Sol, e na esquerda está
a Lua, verdade?
O Sol está representado por um círculo com
um ponto no centro, esse Sol radiante do Espírito ilumina
o nosso caminho, representando as forças solares, as
forças positivas, masculinas. Na esquerda está
a Lua que representa as forças negativas, femininas.
No centro aparece o Caduceo de Mercúrio e embaixo
desse deste está o símbolo do planeta Mercúrio.
É claro que o Mercúrio é o símbolo
do Mensageiro dos Deuses, é o planeta que está
mais perto do Sol, é o Ministro do Sol, sem Mercúrio
seria impossível chegar à auto-realização
Íntima do Ser. Tal caduceo está na coluna vertebral
do homem, na nossa medula espinal, com o par de cordões,
conhecidos no Oriente como "Ída" e “Píngala”
que se enroscam entre si numa espiral ascendente, por onde
a Energia criadora sobe até ao cérebro.
Nos estenderemos mais pouco mais, bom, aqui temos, nesta
Pentalfa, o Báculo dos Patriarcas, a Vara de Aarão,
a Cana
de Bambu, de sete nós, o Cetro
dos Reis, a Vara de José (florescida), que é
a Espinha Vertebral.
É claro que pelo canal da medula espinhal (Sushumna)
que sobe o Fogo Sagrado até o cérebro, para
passar dali ao Templo do Coração.
Também aprece na Pentalfa a Espada Flamígerante,
que nada mais é do que o Fogo Sagrado de cada um de
nós. Sem a Espada Flamígerante não seríamos
discípulos verdadeiros. Quando um Ano perde a sua Espada,
esse Anjo cai e se precipita nos Infernos Atômicos...
Aparece também, na parte superior da Pentalfa um Cálice,
de maneira que, vemos o Cálice e a Espada, esse cálice,
representa a Yoni (o útero), assim como o Báculo
representa o Phalus, o princípio masculino, e a Espada,
o Fogo Sagrado.
É claro que temos que aprender a manejar o Báculo
e a Espada, como também, temos que trabalhar com o
Vaso de Hermes, se quisermos realizar a Grande Obra.
A palavra "Tetragrammaton" que aparece na Pentalfa
é muito interessante, "Tetra" quer dizer
Trindade dentro da Unidade da Vida. É o "Santo
Quatro", ou seja, o Pai é o número Um,
o Filho o número Dois e o Espírito Santo é
o número Três. Através Deles emanam o
Ain-Soph, quer dizer, a "Estrela Atômica Interior",
que sempre nos socorre; e dos Três emanam o Ain-Soph,
formando desta forma os "Quatro": o "Tetragrammaton",
que é um Mantra poderosíssimo, é uma
palavra, é mântrica...
Uma vez eu quis experimentar o mantra "Tetragrammaton",
vocalizei-o nos Mundos Superiores da Consciência Cósmica,
então muitos inefáveis dos Nove Céus
(Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter,
Saturno, Urano e Netuno) apareceram para ver o que se passava
e disseram: "Por que estais pronunciando o nome do Eterno
em vão?" Eu me senti perplexo e, ao mesmo tempo,
confundido...
Se colocarmos o Pentagrama com o ângulo superior para
baixo e os dois ângulos para cima, teremos o signo da
Magia Negra, em vez de concorrer às nossas invocações,
os Anjos, concorrem as colunas dos Demônios.
Quando um Iniciado cai, quando derrama o Vaso de Hermes Trismegisto,
então é fulminado pelo Arcano 16 da Kabala,
caindo com a cabeça para baixo e a perna para cima,
na forma da Pentalfa invertida, assim é quando caem
os grandes Iniciados.
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Se na entrada da nossa casa pintarmos com carvão
o signo da Pentalfa com o ângulo superior para
dentro e os dois raios inferiores para fora, não
entrarão na nossa casa os tenebrosos.
Quando se coloca o Pentagrama no vidro, ou seja, num
quadro, espanta terrivelmente os tenebrosos, se também
pintarmos no vidro, eles fugirão espavoridos
diante do Pentagrama.
Se o levarmos no nosso peito, em ouro ou em prata,
estaremos protegidos contra as forças das trevas.
O Pentagrama tem um poder mágico realmente surpreendente...
Nos braços da Pentalfa vemos várias letras
hebraicas, aparece IOD-HE-VAU-HE.
A palavra "IOD" representa o princípio
masculino, a partícula Divina e como Chispa Virginal
é terrível.
A palavra "HE" representa o princípio
feminino-Divino.
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A palavra "VAU" representa o princípio masculino-sexual,
ou seja o Lingam.
E a palavra "HE" representa o princípio
feminino-sexual,a Yoni.
Existe um modo de pronunciar as letras hebraicas "IOD-HE-VAV-HE",
mas é terrivelmente divino esse mantra, que não
deve ser pronunciado em vão, porque essas quatro letras
fazem vibrar a Divindade Interior (o nome do Eterno)...
Aparecem outras letras hebraicas também, para nos
lembrar de certos processos da Divindade, mas guardarei silêncio
sobre isso agora... Aparecem números também,
para lembrarmos da Trindade dentro da Unidade (o Tetragrammaton)
mas não é obrigatório que esses números
estejam aí, isso é meramente convencional, o
importante é que tenha o Tetragrammaton, que sabemos
que é a Trindade dentro da Unidade da Vida, ou seja,
o Santo Quatro.
Sem dúvida, meus caros irmãos, o Pentagrama
é o ser humano, o Microcosmos, dentro do qual está
o Infinito. Temos de trabalhar com esse Caduceu de Mercúrio
que aparece na Pentalfa, ou seja, temos de transmutar o esperma
em energia, para despertar o Fogo Sagrado e fazê-lo
subir pela coluna vertebral até o cérebro! Só
assim será possível desenvolver todas as nossas
Faculdades e Poderes. Temos que trabalhar com esse Caduceo
de Mercúrio na nossa coluna espinhal.
Quando nós soubermos transmutar o esperma em Energia,
quando não cometermos o crime de derramar no Vaso de
Hermes Trismegisto, então o esperma (não ejaculado)
se transformará em Energia Seminal. Essa energia, por
sua vez, se bipolariza em átomos solares e lunares
de altíssima voltagem que sobem pelos dois cordões
nervosos que se enroscam na Coluna vertebral. Mais tarde,
os Átomos Solares e Lunares fazem contato com o "Triveni",
no cóccix, e então por indução,
despertará em nós uma terceira força:
quero referir-me ao Fogo Sagrado, o Fogo Pentecostal, o Fogo
Jeovístico, o Fogo Sexual, que vai ascendendo lentamente,
vértebra por vértebra, despertando os nossos
Poderes.
Sem dúvida de temos que trabalhar com o Sol e com
Lua, os princípios masculinos e femininos, ou seja,
o homem com sua mulher, e a sua mulher com o seu homem. Somente
assim é possível despertar esse Fogo Sagrado
que nos há de transformar radicalmente.
Temos que aprender a manejar o Báculo e a Espada,
a manejar o Vaso de Hermes e o Cálice Sagrado, só
assim será possível a transformação
total.
Em minha aula passada disse que quando um homem se
casa com uma mulher que não lhe pertence por esposa,
mas que caprichosamente a toma, violando as Leis, é
fácil reconhecê-la, porque no dia do casamento,
astralmente ela aparece como calva, como se não tivesse
cabelo.
Então se diz que o homem está marcado
com uma Estrela fatal na sua teste, ou seja, com a Pentalfa
invertida, com o Fogo Luciférico.
Quando também um homem é infiel à
sua esposa, a esposa que lhe foi dada pela Grande Lei, então
a Pentalfa invertida, aparece na sua teste, o símbolo
fatal da Estrela de cinco pontas invertida...
Na Idade Média existiram os Grandes Mistérios
Esotéricos Gnósticos, aquele neófito
que era candidato à Iniciação era conduzido,
com os olhos vendados, até a uma grande sala e ali
lhe tiravam a venda dos seus olhos e se apresentava ante sua
vista o cabrito macho de Mendes, o Diabo..., entretanto, o
Diabo trazia na sua testa o Pentagrama com o ângulo
Superior para cima e os dois ângulos inferiores para
baixo...
Nesse momento ordenavam ao neófito que beijasse o
traseiro do Diabo. Se o neófito recusava e não
obedecia, voltavam a colocar a venda em seus olhos, e tiravam-no
dali por outra porta. Jamais saberia por onde entrou e nem
por onde saiu. Mas, se o neófito obedecia, das pernas
do Diabo, onde estava sentado sobre um cubo, a Pedra Cúbica,
saía uma bela donzela que o recebia com um beijo de
paz e de braços abertos, desta forma era recebido por
toda a irmandade e aceito como Cavalheiro Gnóstico.
|
Esses eram os Gnósticos Rosa-cruzes, eles
conheciam os mistérios da Rosa e da Cruz. Com
isso não quero dizer que foram "Rosacruzes"
de verdade, por que só existem Rosa-cruzes lá
nos Mundos Superiores, aqui embaixo só existem
aspirantes a Rosa-cruzes. Para pertencer à Ordem
Rosa-cruz, temos de ser Gnósticos.
A Rosa por acaso não é o símbolo
do Logos Divino? E a Cruz? Nós sabemos que a
Cruz é um símbolo Sexual. O que temos
que fazer para que as rosas, o Logos, floresçam
em nós? Somente através do trabalho sexual,
da Alquimia Sexual, as rosas florescerão em nós
e dessa forma seremos Gnóstico-Rosa-cruzes, antes
disso só poderemos ser Aspirantes a Rosa-cruz.
|
 |
Ninguém poderia entrar na Rosa-cruz de Ouro sem ser
Gnóstico, sem o "G" da geração.
Um quadro de Khunrath, na Idade Média, é maravilhoso,
nele aparece o Cristo crucificado, mas com o grande phalus
ereto, como um facho de Luz... Só assim se é
possível ser gnóstico-rosa-cruzes.
Na Idade Média, eram aceitos nos Templos Gnósticos
os aspirantes a Rosa-cruzes, depois daquela Iniciação,
mas o que significava aquele cabrito macho de Mendez? Claro
que é o Tiphon Baphometo... "Eu acredito nos Mistérios
do Baphometo!", declara o Gnosticismo Universal, o Baphometo-Lucifer
é uma das varias partes do nosso Ser!
Nosso Ser Íntimo tem muitas partículas e uma
delas é Lúcifer; reflexo dos Logos, sobra do
nosso próprio Logói Íntimo, projeta e
dentro de nós mesmos. Temos aqui os "Mistérios
do Baphometo e do Abraxas" o Galo de Abraxas é
também gnóstico, vale a pena que lembremos que
ele representa a ressurreição.
Então, poderia, por acaso ser possível a Ressurreição
sem Lúcifer? Impossível! Isto também
sabiam os Nahuas: O Lúcifer-Nahua, tão amado
no Templo de Chapultepec pelos gnósticos-rosa-cruzes,
o "Xolotl" que existe dentro de cada um de nós.
Esse é o Fogo vivente e filosofal que jaz no profundamente
nas nossas Águas Seminais do nosso Caos Metálico
sexual, no âmago do esperma...
"INRI", dizem os gnósticos; esse INRI está
colocado sobre a cruz do Salvador do Mundo, mas onde está
essa cruz? Volta a repetir que o Lingam-Yoni (Phalus-Útero),
conectados sexualmente, fazem a cruz...
Então, carregamos a cruz, e devemos trabalhar na cruz,
porque ali está o INRI, que quer dizer: "IGNIS
NATURA RENOVATUR INTEGRAM" (o Fogo renova incessante
a natureza).
Assim é que, Lúcifer-Nahua (Xolotl), o Bode
de Mendez está escondido no fundo do nosso sistema
semina, esse é o Fogo Vivente e Filosofal, mediante
o qual poderemos nos transformar radicalmente...
Na Catedral de Notre Dame, em Paris, tem uma estátua
muito interessante: "O Corvo" e na sua parte mais
alta, tem uma inscrição numa pedra que diz:
"A pedra do Centro", ou "A pedra superior do
ângulo", a "Pedra Mestra", o Diabo. Mas
que curioso é isso, o diabo dentro da Catedral de Notre
Dame de Paris; ali onde os fiéis pagam as suas velas
depois dos ritos e orações... Se essa é
a Pedra Filosofal, realmente...
As antigas Sibilas diziam: "O verdadeiro Filósofo
é aquele que sabe preparar o Vaso". Mas qual vaso?
O Vaso de Hermes Trismegisto. Onde está esse vaso?
Ele aparece no Pentagrama, é o Cálice Sagrado,
que Cristo bebeu durante a última Ceia. É o
Santo Graal, sobre o qual há tanta literatura cavalheiresca.
Existe um que resplandece lá no Templo de Montserrat,
na Cataluña, Espanha. Existe também uma cópia
no Templo de Chapultepec.
Esse é o Vaso de Hermes que temos que prepara-lo,
pois nele contém a matéria prima da Grande Obra,
nele está o Esperma Sagrado, o Ens-Seminis.
Ai daquele que derrama o Vaso de Hermes, porque cairá
como uma Pentalfa invertida no fundo do Abismo, e isto é
realmente muito doloroso, meus queridos irmãos...
Continuemos agora com o Selo de Salomão, que aparece
aqui também, nesse trabalho magistral da Pentalfa,
com os triângulos entrelaçados.
É claro que para entender, necessitamos ser alquimistas,
sem o que não poderíamos de nenhuma maneira.
Vêm à minha memória, nestes momentos,
acontecimentos transcendentais da minha presente reencarnação...
Eu era muito jovem e ela se chamava Urânia (Infinito)
e vivia sempre enamorado da Urânia, nesses céus
povoados por inumeráveis Galáxias que se precipitam
no abismo sem fim...
Um dia, em estado de Samadhi, abandonei todos os meus veículos
para submergir-me no "Paracleto Universal", além
do Bem e do Mal, muito além do corpo e da mente, em
estado, diríamos, de supernirvânica felicidade,
na ditosa região imaculada do Espírito Universal
da Vida, e pude entrar pelas portas do Templo, e abri o Grande
Livro da Natureza e estudei as suas Leis...
O êxtase aumentava a cada momento, quando regressei
daquele Samadhi e voltei ao corpo físico, pela glândula
Pineal, tão citada por Descartes como: "A porta
da Alma". Recebi extraordinárias visitas, eram
algumas Damas-Adeptos, que surgiram daquele Paracleto Universal,
fazendo-se visíveis para mim, no nosso mundo de forma
densa. Uma delas, cheia de extraordinária doçura,
colocou no dedo anular da minha mão direita um anel
com o Selo de Salomão e exclamou: "Você
passou pela Porta do Santuário; pouquíssimos
são os seres humanos que conseguem passar por essa
terrível prova"... Abençoou-me e foi-se
embora, deixando um anel no meu dedo anular direito.
Levantei-me muito feliz e cada vez que eu conseguia escapar
deste corpo físico denso, via na minha mão direita
o anel prodigioso; formado com aquela substância imaculada,
branca e divinal da região do Paracleto Universal,
onde o tempo não existe.
Mas, existem acontecimentos transcendentais e transcendentes,
e numa dessas noites e mistério, depois de achar-me
num jardim cheio de flores sublimes, representação
alegórica das Virtudes Divinais, tive a idéia
de penetrar num Templo de Beleza.. Entre o aroma que se escapava
das flores de incenso, eu flutuava feliz com o meu veículo
sideral . As músicas das esferas faziam vibrar o Cosmos
Infinito, e a cada melodia eu estremecia intimamente...
Detendo-me diante da Sacra Ara, diante de um Mahatma, naquele
divino lugar, eu olhei o anel na minha direita e o toquei
com a minha mão esquerda, então o Mahatma exclamou;
"Esse anel já não te serve, porque o tocaste
com a mão esquerda; sem dúvida vou consultar
sobre isso..."
Depois me deu certas explicações sobre o anel
e me disso que tal anel representava o Logos do Sistema Solar
e que as Forças Sexuais Masculinas e Femininas trabalham
nele; que as seis pontas são masculinas e que as seis
entradas, entre as pontas, são femininas. Explicou-me
que as seis pontas e as suas entradas entre as pontas formam
as Doze Radiações, e mediante a Alquimia Logóica,
cristalizamos as Doze Constelações do Zodíaco,
que para o nosso Sistema Solar, é uma verdade Matriz
Cósmica...
O Mahatma silenciou e retirou-se, passaram então os
tempos e nunca mais voltei a ver o anel na minha mão
direita. Sempre inquiria, buscava e clamava por aquele anel...
De diversos esoteristas escutei comentários, mas nada
sobre a face da Terra podia dar-me uma explicação
satisfatória.
Quando voltarei a conquistar o prodigioso anel? Passaram-se
os anos e no fim entendi...
Meus amigos, o triângulo superior é o Enxofre
da Filosofia Secreta, o Fogo Vivente dos Alquimistas e o triângulo
inferior, que se enlaça com o superior, é o
Mercúrio.
Eu tinha realizado a Grande Obra lá no Continente
Mú ou Lemúria (que se afundou entre as ondas
enfurecidas do Oceano Pacífico, há uns 18 milhões
de anos), onde havia conseguido a integração
total com o Enxofre e o Mercúrio; realizei em mim mesmo
a Pedra Filosofal, e por tal motivo, entregaram-me o famoso
anel, isso foi nos tempos idos, onde havia passado pela Prova
do Santuário...
Eu tinha realizado a grande obra que realizou Nicolas Flamel,
a mesma que realizou Raimundo Lulio, Jeshua ben Pandirah,
Kout Humi, Saint Germain e o enigmático e poderoso
Conde Cagliostro, Quetzalcoatl e muitos outros...
Mas, depois de ter realizado a Grande Obra, depois de ter
estudado o Grande Livro e de desatar os "Sete Selos",
cometi o grande erro de tocá-lo com a mão esquerda,
isso foi há um milhão de anos, mais ou menos,
ou seja, depois de ter conseguido a união dos dois
triângulos (a integração do Enxofre com
o Mercúrio), fiz o seguinte: lancei-me como a Pentalfa
invertida, com a cabeça para baixo e as pontas para
cima. Eu estava proibido de fazer sexo e cometi o mesmo erro
do Conde Zenon Zanoni, voltei ao sexo...
O Conde Zenon Zanoni apaixonou-se por Viola, a grande Napolitana,
assim também cometi o erro de apaixonar-me por uma
formosa donzela da Primeira Sub-Raça da Quinta Raça-Raíz,
no Planalto Central de "Assiah", hoje Ásia.
Foi então, quando perdi o prodigioso anel, foi então
que aconteceu dentro de mim a redução metálica,
e assim, como um Bodhisatva caído, andei de existência
em existência, até que na presente existência
resolvi colocar-me de pé outra vez, para servir de
instrumento ao Pai, por Ele é o que inicia a Nova Era
de Aquários...
Amigos, esse Enxofre é o Fogo Sagrado que temos que
despertar, para desatar os Sete Selos do Grande Livro da Sabedoria,
o Grande Livro da Natureza, que está citado no Apocalipse
através do Vidente de Patmos, isso é verdade!
Quando se desata o primeiro Selo, vem um grande acontecimento;
quando desatamos o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto,
e assim sucessivamente, até romper o Sétimo
Selo, então acontecem raios e trovões, granizos
e grandes terremotos. Cada um de nós tem a obrigação
de desatar os Sete Selos do Grande Livro, mediante o Fogo
Sagrado.
Quando a Kundaliní vai subindo pela coluna vertebral
e começa desatar os Sete Selos, acontece que no primeiro
Selo, abre-se a Igreja de Éfeso, o Chakra Muladhára,
que nos dá poderes sobre os Gnomos da Terra; quando
o Fogo Sagrado sobe até a altura da próstata,
e desta o Segundo Selo, o Chakra Swadhisthána, nos
dá o poder sobre a Água da Vida; quando o Fogo
Sagrado sobe até a altura do plexo Solar, no Chakra
Manipura, desatando o terceiro Selo, nos dá poder sobre
as criaturas do Fogo; quando sobe até a altura do coração,
desatando o quarto Selo, nos dá o poder sobre as criaturas
do Ar; quando sobe até altura da laringe Criadora,
no Chakra Vishudda, desatando o quinto Selo, nos dá
poder sobre o Akasha Puro e a Clarividência; quando
chega na altura entre as sobrancelhas, no Ájña
Chakra, desatando o sexto Selo, abre-se uma maravilhosa Lótus,
que nos permite ver as grandes realidades dos Mundos Superiores,
e a Kundaliní chega no sétimo Selo, no Sahásrara
Chakra, na glândula Pineal, então adquirimos
a Polividência e muitas outras faculdades...
Como isso pertence a Alquimia, vou lhes dar algumas noções
sobre isso que é maravilhoso... Dizem, meus caros irmãos,
na linguagem alquimista, que devemos passar por "Três
Calcinações", representado através
do símbolo vivente da Salamandra.
A Primeira Calcinação pertence à Montanha
da Iniciação; o Sal vermelho, que nada mais
é que o Fogo petrificado, o Enxofre petrificado, porque
o Fogo na Alquimia está representado pelo Enxofre.
Esse Sal Vermelho são os elementos inumanos que carregamos
dentro de nós e que devem ser reduzidos a cinzas...
Essa é a Primeira Calcinação.
A Segunda é mais avançado, pertence à
Segunda Montanha, tem que voltar a calcinar as cinzas desse
Sal Vermelho para tirar dele os diversos elementos espirituais.
Isso é bastante interessante, porque se trabalha nas
esferas da Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte,
Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
A Terceira vai mais longe, temos de voltar ao Sal Vermelho,
às cinzas que caíram e as recolher, para queimá-las,
a fim de extrair, dali, o Sal Metálico, incombustível
e forças, ou seja, os Elementos Divinais mais profundos
que estavam presos dentro do Ego. Uma vez extraído,
se fusionam com a Consciência para que esta resplandeça
no Seio do universo.
Só depois da Terceira Calcinação que
o Galo da Paixão canta, representando a "Ressurreição",
por isso Cristo disse: "Antes que o galo cante, me negarás
três vezes...".
A primeira negação corresponde à Primeira
Calcinação da Alquimia, o primeiro cozimento
do Sal Vermelho, porque temos que nos fundirmos nos Mundos
Infernais (para trabalhar, logicamente), porque esse é
o "Palácio da Alquimia", então se
diz que temos negado o Cristo. Nos Mundos Infernais temos
que trabalhar e viver com os Demônios destruindo nossos
elementos inumanos. Na Segunda Calcinação, se
diz que temos negado o Cristo pela segunda vez, porque temos
que voltar aos Mundos Infernais para continuar a trabalhar
e desintegrar os nossos defeitos psicológicos que levamos
muitos submersos dentro de nossas próprias naturezas...
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