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A Atlântida Existiu

mapa da atlantida"Os povos e culturas da Idade da Pedra não são o princípio nem o fim do mundo, são unicamente a decadência e degeneração de riquíssimas civilizações anteriores, e isto está demonstrado pelos restos das culturas pré-histórias, pelos dados da filologia comparada, que demonstram a surpreendente riqueza psicológica das línguas arcaicas, e pelos documentos irrefutáveis da arte e literaturas antigas.

Os povos verdadeiramente selvagens ou semi-selvagens encontrados pelos exploradores modernos são, fora de qualquer dúvida, descendentes degenerados de povos extraordinariamente cultos que existiram antes da Idade da Pedra. Todos os povos selvagens têm lendas e tradições de uma Idade de Ouro ou de uma etapa heróica, mas na realidade esstas tradições, essas lendas, falam de seu próprio passado, de sua própria e antiga civilização.

O mesmo fato explica com clareza meridiana a superioridade indiscutível dos desenhos paleolíticos, os mais antigos encontrados nas profundas cavernas da Terra em relação aos desenhos neolíticos, ou seja, os mais recentes." Samael Aun Weor.

Existe no Códice Borgia a figura do Atlanteotl, que carrega sobre seus ombros a água celeste, exatamente como o Atlas grego, ao qual estamos acostumados a dar prioridade como símbolo. Devemos dizer, enfaticamente e sem muita prosopopéia, que o legendário Atlas grego é cópia fidedigna do heróico Atlanteotl Maia e Asteca. Suprimida com delicado refinamento intelectivo a desinência "otl" daquele luminoso nome citado acima resulta então a palavra Atlante. Atlante-Otl: sendo esta palavra explica por suas raízes, só nos resta dizer com grande ênfase que isto não é questão de vãs etimologias empíricas, arbitrariamente selecionadas, nem de meras coincidências, como supõem sempre os ignorantes ilustrados.

Trata-se de extraordinárias e legítimas concordâncias lingüísticas, explicáveis somente graças ao tronco Atlante, comum aos povos americanos e mediterrâneo-semitas. Inquestionavelmente, estes e aqueles têm suas raízes na Terra encantada de Olisis, a Atlântica submergida agora no mar das trevas, vapor sombrio de lendas de horror, de naufrágios pavorosos e de viagens sem retorno...

Mar imenso que em Gibraltar, além das Colunas de Hércules, estendes tormentoso tua onda infinita de Mistérios infranqueáveis aos navegantes!...

A lenda trágica preenche teu espaço com o poder coletivo das gerações que assim te contemplaram, e o poeta escuta na voz de tuas ondas imensas o rumor de tuas tragédias e o ruído de teus mundos sepultados...

A Atlântida, este vasto continente desaparecido, que se tinha como um sonho de poeta, uma criação da divina mente de Platão, o Iniciado, e nada mais, existiu realmente.

A Intuição do poeta é a visão do Gênio; aquele que nega é porque não pode ver com seu poder imenso...

Os Sábios só são grandes quando chegar a ser poetas; quando se sobrepondo ao detalhe, sente as harmonias latentes no fundo de tudo o que existe e que podem arrebatar-nos a esferas superiores...

Assim é como o autor da "Metamorfose das Plantas" pôde escrever seu "Fausto"; o da Filogenia alçar se Credo; Humboldt fazer seus Cosmos e Platão, o Divino, seu Timeu e Crítias, como Poe com sua Eureka, todos poemas da Vida Universal, que não é senão o hálito do Oculto...

"Vês esse mar que abarca a terra de pólo a pólo? (de Cristóvão Colombo a seu Mestre). Já foi o Jardim das Hespérides. O Teide ainda lança relíquias suas, rebramando tremebundo qual monstro que via no campo da matança...".
"Aqui lutam Titãs; ali floresciam cidades populosas... hoje, em mármores palácios congregam-se as focas e de algas se vestem os prados onde pastavam as ovelhas...".

Helena Petrovna Blavatsky, nas estâncias Antropológicas, números 10,11 e 12, disse textualmente o seguinte:

"Assim, de dois em dois, nas sete zonas, a Terceira Raça (os Lêmures) deu nascimento à Quarta (os Atlantes). Os Suras ou Deuses (homens perfeitos) converteram-se am Asuras, em não-deuses (pecadores). A primeira em cada Zona era da cor da Lua; a Segunda, amarela como o ouro, a Terceira Vermelha e a Quarta, de cor castanha, que se tornou negra pelo pecado...".

Cresceram em orgulho os da Terceira e Quarta (sub-raças Atlantes), dizendo:

"Somos os Reis; somos os Deuses". Tomaram esposas de formosas aparências da Raça dos "Ainda sem mente", ou de "Cabeça estreita", engendrando monstros, demônios maléficos, homens machos e fêmeas e também Khados com mentes pobres. Construíram enormes cidades e, lavrando suas próprias imagens, segundo seu tamanho e semelhança, as adoraram... Fogos internos já haviam destruído a Terra de seus Pais (a Lemúria) e a água ameaça a Quarta Raça (a Atlântida)... As primeiras Grandes Águas vieram e submergiram as Sete Grandes Ilhas... Os bons foram todos salvos e os maus destruídos...

Poucos homens ficaram: alguns amarelos, alguns de cor castanha e negra e alguns vermelhos. Os da cor da Lua (os Tuatha) haviam desaparecido para sempre. A Quinta Raça (a Humanidade que atualmente povoa a face da terra, incluindo aos Maias, Incas, Quichuas, Toltecas, Nahuas e Astecas da América Pré-Hispânica), toda produzida do Tronco Santo (o povo eleito saldo das águas), ficou e foi governada pelos Primeiro Reis Divinos"... As Serpentes (dragões da sabedoria ou Rishis) voltaram a descer e fizeram as pazes com os Homens da Quinta raça, a quem educaram e instruíram"...

No Velho Egito dos faraós, os sacerdotes de Saís disseram a Sólon que a Atlântida havia sido destruída 9.000 anos antes de conversarem com ele. O famoso doutor Schliemann, que teve a elevada honra de haver descoberto as ruínas da velha Tróia, encontrou no tesouro de Príamo um estranho jarro de forma muito peculiar, sobre o qual está gravada uma frase em caracteres fenícios que diz textualmente: "Do rei Cronos da Atlântida".

É interessante saber que entre os objetos desenterrados em Tiahuanaco, América Central, encontram-se jarros muitos semelhantes aos do tesouro de Príamo. Quando esses jarros misteriosos foram intencionalmente quebrados com propósitos científicos, encontraram-se dentro deles moedas nas quais se podia ler com inteira clareza uma frase que dizia: "Emitido no Templo das Paredes Transparentes".

Não cabe dúvida de que este Templo mencionado nos jarros misteriosos era a Tesouraria Nacional Atlante. Certamente, a Atlântida de Platão deixou de se simplesmente um mito e se converteu em um fato concreto, real e efetivo. Faz pouco, na Espanha, um grupo de cientistas preparava-se para a exploração da Atlântida. Bem sabem os especialistas em assuntos marinhos que existe uma grande plataforma no fundo do mar, entre a América e a Europa. Inquestionavelmente, tal plataforma é da Atlântida.

Em frente às costas do Peru, a 1.500 metros de profundidade, foram observadas colunas muitas bem lavradas, muito bem talhadas, de edifícios Atlantes, e conseguiram-se magníficas fotografias sobre este particular. Com tudo isto fica demonstrada a existência da Atlântida. Porém os tontos cientistas continuam como sempre, negando...

Além disso, a questão racional, por si só, é um importante testemunho da Atlântida. Se nos transladarmos por um momento, a Toluca (México), encontraremos os olhos oblíquos, próprios da raça japonesa e da China Oriental, isto é mais que suficiente para indicar-nos um tronco comum entre o leste e o oeste. Porém, continuemos estudante algumas provas significativos. Para isto passo a transcrever a tradução de um manuscrito Maia que é parte da famosa coleção de "Lê Plongeon", os manuscritos de Troano, e que podem ser vistos no Museu Britânico:

"No ano 6 de Kan, o 11 Muluc, no mês Zrc, ocorreram terríveis terremotos que continuaram sem interrupção até o 13 Chuen. O país das colinas de barro, da Terra de Mu, foi sacrificado. Depois de dois tremores, desapareceu durante a noite, sendo constantemente estremecido pelos fogos subterrâneos, que fizeram com que a terra se afundasse e reaparecesse varias vezes e em diversos lugares, por fim a superfície cedeu, e dez países se separaram e desapareceram. Afundaram 64 milhões de habitantes, 8.000 anos antes de se escrever este livro".

Nos arquivos antiqüíssimos do antigo templo de Lhasa (Tibet), pode-se ver uma antiga inscrição Caldéia escrita uns 2.000 anos antes de Cristo, e que diz textualmente:

"Quando a Estrela Bal caiu no lugar onde agora só há mar e céu (o Oceano Atlântico), as Sete cidades com suas portas de ouro e Templos Transparentes tremeram e estremeceram como as folhas de uma árvore movidas pela tormenta".

E eis que uma onda de fogo e de fumaça se elevou dos palácios; os gritos de agonia da multidão encheram o ar. Buscaram refúgio em seus templos e cidadelas e o Sábio Mu, o sacerdote de Ra-Mu, apresentou-se e disse: "Não vos predisse tudo isto?" E os homens e mulheres, cobertos de pedras preciosas e brilhantes vestiduras, clamaram: "Mu salva-nos!", e Mu replicou: "Morrereis com vossos escravos e vossas riquezas e de vossas cinzas surgirão novas nações".

Se eles se esquecerem de que devem ser superiores, não pelo que adquirem, mas pelo que dão, a mesma sorte lhes caberá. As chamas e a fumaça afogaram as palavras de Mu, e a terra se fez em pedaços e submergiu com seus habitantes nas profundidades em alguns meses".

E o que poderiam agora exclamar nossos amáveis críticos, diante destas duas histórias, uma do Tibet Oriental e outra da América Central, que de forma específica relatam ambas a mesma catástrofe? Além de tão extraordinárias semelhanças, se realmente queremos mais evidencia, é óbvio que devemos então apelar à filologia. É óbvio e manifesto que o "Viracocha" peruano é certamente o mesmo "Viraj", varão Divino, "Kabir", ou "Logos" dos Hindus, o "Inca", palavra esta que, ao escrever-se com as sílabas invertidas, pode ler-se "Cain" (Sacerdote-Rei).

Por isso, não são de estranhar as infinitas conexões intrínsecas que a Doutrina e os feitos dos Primeiros Incas guardam com toda a Iniciação Oriental. O grande historiador romano César Cantu liga sabiamente os primeiros Incas com certas tribos Mongóis, ou Shamanas antiqüíssimas, o que equivale a dizer que nisso da inopinada apresentação do manu do Norte, ou Manco Capac, e de sua nobre companheira (Coya ou Iaco) se deu acaso a milagrosa circunstância que inteligentemente nos faz notar Helena Blavatsky, relativa ao fenômeno teúrgico desses seres puros ou Shamanos, que podem emprestar seu corpo físico aos Gênios dos mundos supra-sensíveis, com o evidente propósito de ajudar a humanidade; portento este, que de modo algum deve ser confundido com o Mediunísmo espírita...

O Inefável "Tão" chinês é o mesmo "Deus" latino, o "Dieu" francês, o "Theos" grego, o "Dios" espanhol e também o "Teotl" Nahuatl-Asteca. O "Pater" latino é inquestionavelmente e de forma irrefutável o mesmo "Father" inglês, o "Vater" alemão, o "Fader" sueco, o mesmíssimo "Padre" espanhol e por último o "Pa" ou "Ba" indo-americano.

A doce "Mater" do Latim indubitavelmente á a mesma "Mat" russa, a "Mére" francesa, a "Mother" inglesa, a nobre "Madre" espanhola e também a "Na" ou "Maya" em Maia ou Quícha.

Extraordinárias similitudes lingüísticas que assinalam e indicam algo mais que mera ostentação, exibicionismo ou boato etimológico...

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