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Gnosisonline > A Arte Superior > Copan - O Deus Murciélago Copan - O Deus Murciélago
A figura diz-nos que é uma Divindade, um Verbo encarnado. As gônadas estão muito formadas indicando claramente que o poder está no sexo, em lugar de um FALO aparece um rosto para recordar que o homem causal forma-se com o mercúrio, que é a alma metálica do esperma sagrado e que o homem verdadeiro é precisamente o resultado da transmutação sexual. O Deus Morcego tem poder sobre a vida e sobre a morte.
Silêncio imponente, somente interrompido pelo crepitar do defumador, subitamente, um bater de asas e um aroma de rosas e de nardos espalhavam-se por todo o templo. Dos braseiros saía uma chama que queria alcançar o céu; o mestre e os assistentes prosternavam-se até tocarem o solo com suas frontes. O Deus Morcego baixava ataviado com a libré do Deus do Ar ou em, forma de pássaro-morte. Eram as provas funerais do arcano 13. Treze degraus tinham os templos e treze mechas tem a barba do Ancião dos Dias. Dentro do recinto onde levantava-se o templo maior de tenochtitlan, existiu um templo circular dedicado ao Sol. Entre as câmaras secretas deste templo de mistérios existiu o Tzinacalli, (Casa do Morcego), espaçoso salão, com aspecto interior de sombria caverna onde tinham lugar os rituais de iniciação para alcançar os altos graus de cavaleiro ocelotl e cavaleiro Guautli (Águia). Sobre o dintel de pequena porta, dissimulada no muro interno do fundo da caverna, a qual dava passagem para o Templo, pendia um espelho grande de obsidiana, e diante dessa portinha, ardia no chão uma fogueira de pinheiro. O candidato era levado ao Tzinacalli, onde era deixado até altas horas da noite. Haviam-lhe indicado que caminhasse através da escuridão em direção a luz de uma fogueira, e lá aguardasse e falasse ao guardião do umbral: “SOU UM FILHO DA GRANDE LUZ, TREVAS AFASTE-SE DE MIM”. Sobre a cabeça do candidato os morcegos começavam a chiar e a esvoaçar. A lenha do primeiro ia aos poucos se apagando, ficando dela apenas o rescaldo, cujo fogo refletia no espelho. De repente, ruidoso bater de asas, um alarido aterrador e uma sombra com asas de morcego e forma humana, “maxtlal” em torno da cintura, emergia da escuridão e com sua pesada espada ameaçava decapitar o intrépido invasor dos seus domínios. Infeliz do candidato que retrocedesse aterrorizado! Uma porta que até então permanecera habilmente dissimulada na rocha, abria-se silenciosamente e no portal aparecia um estranho assinalando-lhe o caminho dos profanos, de onde o candidato havia vindo. Mas se o candidato tinha a presença de espírito suficiente e resistia impávida a investida de Camazotz ( o Deus dos Morcegos), a pequena porta oculta diante dele, abria-se suavemente e um Mestre vinha-lhe ao encontro para descobrir, oculta entre as sombras da caverna, a esfinge do candidato modelada em papel de amate, o qual era incinerada enquanto os demais mestres davam ao candidato as boas vindas, convidando-o a entrar no Templo. Este ritual simboliza a morte das paixões da personalidade do iniciado, em sua passagem das sombras para a luz. Através das provas da ordália a quem eram submetidos, os candidatos à iniciação nos antigos mistérios, a alma animal destes retratava-se às vezes como morcego, a alma deles estava cega e privada de poder, por falta de luz espiritual: o Sol. Como vampiros, os depravados e avaros, arrojam-se sobre suas presas para devorar as substâncias vivas nelas existentes, e depois deambular preguiçosamente, regressando às sombrias cavernas dos sentidos, onde ocultam-se da luz do dia e todos que vivem nas sombras da ignorância, da desesperação e do mal. O mundo da ignorância é governado pelo medo, pelo ódio, pela cobiça, pela luxúria. Em suas sombrias cavernas vagueiam os homens e as mulheres que somente movem-se no vai e vem de suas paixões. Somente quando o homem realiza as verdades espirituais da vida, escapa desse subterrâneo, dessa maldita caverna de morcegos, onde Camazotz, que muitas vezes mata apenas com a sua presença, permanece oculto espreitando as suas vítimas. O sol da verdade levanta-se no homem, ilumina seu mundo, quando este eleva sua mente desde a obscuridade da ignorância e do egoísmo, para a luz do altruísmo e da sabedoria. Símbolo desse estado de consciência no homem, são os olhos de águia que sobre os puros pés de COATLIQUE, procuram ver em direção ao infinito. PRÁTICA: Recomendamos a escolha de um lugar privado para as suas práticas. Um pequeno escritório ou mesa. Uma toalha branca sobre a mesa. Uma pequena cruz de madeira ou de metal. Suas velas de cera ou de parafina. Escolha uma quinta-feira de 9 às 10 horas, ou de 10 às 11 horas da noite. Três dias antes de fazer a invocação do Deus Morcego ou do Camazotz com quem tem que enfrentar o estudante que queira avançar na senda, deve alimentar exclusivamente de frutas, legumes, pão preto e leite. Não tema invocá-lo. A alma purificada pelo amor e a sincera devoção ao seu Deus Interno não deve temer nada, nem a ninguém, senão ao próprio temor. Depois de sua invocação, informe-se detidamente, detalhadamente, sobre o que experimentou, viu ou ouviu, durante a prática, e guarde para você mesmo estas experiências de sua vida. Textos relacionados com este assunto:
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