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Gnosisonline > A Arte Superior > A Poética de um Mestre A Poética de um Mestre
Na obra do Mestre Samael Aun Weor existem verdadeiras pérolas líricas, tal como era amante dos grandes poetas, que transmitiram conhecimento pelos séculos sem-fim, também o Mestre nos deixou suas próprias poesias, cheias de lirismo e de profundo conhecimento. MANTEIA
Bailam exóticas dançarinas de Eleusis O CÂNTICO DOS CÂNTICOS Sinto em meu interior um fogo atormentador Eu vivo entre a copa dos poetas coroados O mel de teu lábios agita meu interior Eras o fogo do arcano... Agora alegres do vinho imortal, Venha licor, venha luz e música Venha alegria, sono e poesia A sabedoria se elabora com a sabedoria do pecado, Por isso eu a ti te quero, na perfumada peça de caoba. Teus peitos destilas mel e veneno, Me agrada o baile e teus amores Quem nada sabe... As rosas vermelhas são melhores que as brancas, A tentação é a mãe do pecado, Os deuses mais divinos Canta, Bel, canta tua canção, porém teu verdadeiro nome é amor... Eu quero dizer-te coisas raras,
Escuta-me, amado discípulo, esse Mestre é teu Íntimo e tu és a alma do Mestre. O Íntimo se faz Mestre com os frutos das experiências milenares através das inumeráveis reencarnações. Escuta-me, amado discípulo: quando um vestido se perde, que se faz? O tira de ti, porque já não te serve, e isso não se pode negar. Agora bem, e se tu desejar repor teu vestido aonde vais? Tu me responderás que vais ao costureiro. Pois bem, querido discípulo, já te disse que tu és uma alma e que teu corpo é teu vestido. Teu vestido de carne foi bem feito para tua medida, e lhe fizeram os obreiros: teu Pai e tua Mãe. Quando esse vestido se perder, que fazes? Tira-o de ti, e se queres repô-lo tens que buscar um novo par de obreiros que sejam varão e fêmea para que te façam outro vestido de carne bem- feito e na tua medida. Tu me dirás, de que forma? E eu te pergunto: Como te fizeram o vestido de carne que tens? Da mesma forma te farão, os novos costureiros, outros vestidos de carne. Por que se faz estranho? Quando tu removes um pano e pões outro, deixas de ser o senhor "xx" e te esqueces de teus negócios e de tuas contas? Claro que não: seja com um vestido de pano ou com um jeans, tu sempre pagas tuas contas. O mesmo sucede quando tu, que eras uma alma, te reveste com um vestido de carne.Tu pagas tuas contas velhas e as paga porque não há mais remédio. Essas contas são tuas más ações. Não esqueças que Adão não é um só indivíduo, nem Eva uma só mulher. Adão são os milhares de homens da Lemúria, e Eva são as milhares de mulheres da Lemúria. As almas que hoje em dias vestidas com carne e osso são as mesmas da Lemúria, que nessas então estavam vestidas com outros vestidos de carne e osso. Os Quatro Tronos, no Amanhecer da Vida, emanaram de sua própria vida milhões de corpos humanos em estado de embriões. Esses corpos humanos se desenrolaram através das idades e agora são nossos maravilhosos vestidos, feitos do linho da terra. Ouve-me, bom leitor, quando já te sentes devidamente preparado, pede na Santa Igreja Gnóstica aos Mestres para que te sujeitem às Provas de Rigor e se desejas ajuda especial, invoca a mim, SAMAEL AUN WEOR, e eu te conduzirei através dos nove portais que te darão direito a subir ao Gólgota da Alta Iniciação, com a cruz de madeira tosca e pesada que lhe entregam na primeira Iniciação de Mistérios Menores. Recorda-te, bom discípulo, que essa cruz pesa com o peso de teu próprio Karma e não te deixes cair porque o discípulo que se deixa cair, tem que sofrer muitíssimo, para recuperar o perdido. Ouve-me, bom discípulo, o caminho é duro e cheio de pedras e espinhos, a pobreza e a infâmia lhe retiram suas máscaras para ferir-te na metade da jornada. Suaras sangue e teus pés também sangrarão na metade da jornada, com as pedras do caminho. O sendeiro da alta iniciaçãoé o Sendeiro do Gólgota; é um sendeiro de angústias e lágrimas. No silêncio da noite, acendes teus velas e no silêncio profundo onde velas, recorda-te, de teu Deus interno e penetra em sua caverna, que é o que lhe espera lá dentro, muito dentro de ti mesmo, aguardando a hora de ser realizado. Acende tuas velas, ó chela! No silêncio profundo da noite, e penetra fundo, muito fundo, na cidade sagrada da serpente, lá dentro está teu Deus aguardando-te. Acende o fogo da noite, cerra teus olhos, retira de tua mente toda classe de preocupações mundanas, adormece-te um pouquinho e trata de conversar com teu Deus interior, em mistério, através da meditação interior, ó lanu! Quando aprendas a entrar em tua própria caverna, através da profunda meditação interior, poderás conversar com teu próprio Íntimo, ó discípulo. Acende o fogo sagrado na noite profunda donde velas, deixando a densa obscuridade; teu Deus quer falar-te entre a sarça ardente de Horeb. Sensibiliza tuas sete Igrejas com teu canto, o discípulo, e não esqueças que o verbo abre as sete portas das sete Igrejas de teu organismo. Canta, discípulo, canta! POETAS PREFERIDOS DE SAMAEL
No início da Divina Comédia, no Canto I, lê-se o seguinte: No meio do caminho de nossa vida esta selva selvagem, áspera e forte de outras coisas direi que descobri. Dante Alighieri, esse poderoso Iluminado que escreveu a Divina Comédia, também cometeu o erro de haver-se apartado do Caminho Reto, e caiu na selva obscura do materialismo. Difícil é encontrar o caminho reto porém mais difícil e ser firme e não abandonar o caminho jamais. Quem quiser subir deve primeiro baixar, esse á a Lei. A Iniciação é Morte e Nascimento ao mesmo tempo. Quando Dante quis subir para cima da montanha augusta da iniciação, seu Guru lhe fez baixar aos Mundos Infernos, esta é a Lei. No Submundo o poeta florentino viu e olhou as almas sofredoras dos antigos condenados e também os equivocados sinceros que estão contentes com as chamas luciféricas de suas próprias paixões aguardando o dia e a hora de ocupar seu posto entre os Bem-aventurados. Sem essas três mulheres simbólicas chamada Lúcia (a Graça Divina), Beatriz (a Alma Espiritual) e Clemência (a Misericórida), não seria possível Dante descobrir os terríveis mistérios do Abismo. E encontrou Dante no Submundo a muitos sábios e a muitos homens de prestígio e conhecimentos e a muitos Centauros, metade homens e metade bestas. Nos Mundos Infernos vivem Centauros tão famosos como o Centauro Quíron, o famoso educador de Aquiles e o irascível Folo e o cruel Átila, o Flagelo de Deus, e outros que hoje em dia são venerados em distintos países como Heróis Nacionais. O Caminho que conduz à Auto-realização Íntima do Ser começa dentro dos próprios Infernos Atômicos deste pobre Animal Intelectual equivocadamente chamado Homem, continua no Purgatório Molecular do Iniciado e conclui nas Regiões Eletrônicas do Empíreo. Todo Neófito deve aprender a distinguir entre o que é uma caída e uma baixada. O descenso consciente de Dante aos Mundos Infernos não é uma caída. Só no caminho é possível desenvolver a base de tremendos Super-Esforços Íntimos em nós mesmos e dentro de nós mesmos, todas as terríveis possibilidades ocultas do homem. O desenvolver de tais possibilidades nunca tem sido uma Lei. Fora de toda dúvida podemos e devemos afirmar enfaticamente que a Lei para a infeliz Besta Intelectual é o existir miseravelmente antes de ser tragado pelo Reino Mineral, dentro do círculo vicioso das Leis Mecânicas da Natureza. E ainda que se espantem os débeis e covardes é urgente dizer que o caminho que conduz aos valentes a Auto-Realização Íntima, é espantosamente Revolucionário e terrivelmente perigoso. As palavras escritas sobre a porta do Inferno, na Divina Comédia: INFERNO CANTO III (originale) Per me si va ne la cittá dolente, INFERNO - CANTO III Por mim se vai à cidade dolente,
Em sublime êxtase inefável, Goethe proclama a sua Divina Mãe Kundalini como autêntica liberadora: Levantai os olhos até a visão salvadora. Bem sabia Goethe que, sem o auxílio de Devi Kundalini, a Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes, seria algo mais que impossível a eliminação do ego animal. É inquestionável que as relações amorosas mais conhecidas de Goethe, excluindo, naturalmente, a sustentada com Cristina Vulpius, foram, sem exceção alguma, de natureza mais erótica que sexual. "O apaixonado enamoramento que teve por Carlota Buff, Lili, ou Frederica Brion, não podia propagar, correspondentemente, toda situação ao sexual." "Muitas histórias literárias tentaram já expor, lisa e francamente até que ponto chegaram as relações de Goethe com a senhora Von Stein. Os fatos examinados abonam a idéia de que se tratou de uma correspodência ideal." "O que Goethe não viveu, como é sabido, em completa abstinência sexual na Itália e que, em seu regresso à pátria, ligou-se prontamente em vínculo com Cristina Vulpius, que nada lhe recusava, permite a conclusão que deveria antes carecer de algo." "Indubitavelmente", continua dizendo Waldemar, "Goethe amou de maneira mais apaixonada quando se achava separado do objeto do seu anelo; só na reflexão tomava seu amor corpo e lhe insuflava ardor." Hermann Grimm diz com razão: "Temos visto com sua relação com Lotte só é compreensível, quando remetemos toda sua paixão às horas em que não está com ela." Não está demais, neste capítulo, enfatizar a idéia de que Goethe aborrecia o coito dos fornicários: "Omne animal post coitum triste est". Assim que trazes a meu amor Que fale agora o poeta! Que diga o que sente! Em verdade e poesia, escreve: "Eu saía raramente; porém, nossas cartas", referindo-se a Frederica, "trocavam-se cada vez mais viventes. Punha-se ao corrente de suas circunstâncias... para tê-las presentes de modo que tinha ante a alma, com afeto e paixão, seus merecimentos. "A ausência me fazia livre e toda a minha inclinação florescia, devidamente, só pela prática, na distância. Em tais momentos podia eu, propriamente, deixar-me deslumbrar pelo porvir." Em seu poema Dita da Ausência, expressa claramente sua propensão à erótica metafísica: Liba, ó jovem, da sagrada dita a flor Waldemar comentando diz: "O poeta não se interessava nada", e isto deve ser consignado, "pela senhora Von Stein, como era ela realmente, senão em como a via através da pressão de seu próprio coração criador. "Seu anelo metafísico pelo eterno feminino projetava-se de tal modo sobre Carlota que nela via a Mãe, amava-a, em uma palavra, o princípio universal ou, expressando-o melhor, a própria idéia de Eva". Já em 1775 escrevia: "Seria um magno espetáculo ver como se reflete nesta alma, o universo. Ela vê o universo tal como é e, por certo, mediante o amor." "Enquanto Goethe pudesse poetizar a moça que amava, ou seja, criar um ente ideal que correspondesse ao vôo de sua fantasia, era fiel e afeiçoado; mas, enquanto relaxava o processo de poetizar, bem fosse por própria culpa ou da outra pessoa, retirava-se. Invariavelmente, procurava suas sensações erótico-poéticas até o momento em que a coisa ameaçava converter-se em séria, pondo-se a salvo, então, nos Patbos da distância." Permita-se-nos a liberdade de dissentir de Goethe neste ponto espinhoso de sua doutrina.
Goethe, adorando sua Divina Mãe Kundalini, exclama cheio de êxtase: Virgem pura no mais belo sentido, Anelando morrer em si mesmo, aqui e agora, durante o coito metafísico, querendo destruir a Mefistófeles, exclama: Flechas, transpassai-me! Inquestionavelmente possuía este bardo genial uma intuição maravilhosa; se, exclusivamente, tivesse redescoberto em uma só mulher, se nela tivesse achado o Caminho Secreto; se com ela tivesse trabalhado, durante toda a vida, na Nona Esfera, é óbvio que teria chegado à Liberação Final. Em seu Fausto expõe, com grande acerto, a fé na possibilidade da elevação do Embrião Áureo liberado a uma superalma (o Manas Superior da Teosofia). Quando isto sucede, dito princípio teosófico penetra em nós e, fusionado com o Embrião Áureo, passa por transformações íntimas extraordinárias; então se diz de nós que somos Homens com Alma. Ao chegar a estas alturas, alcançamos a maestria, o adeptado; convertemo-nos em membros ativos da Fraternidade Oculta. Isto não significa perfeição no sentido mais completo da palavra. Bem sabem os divinos e os humanos, o difícil que é alcançar a perfeição na maestria. Dito seja de passagem: é urgente saber que tal perfeição só se consegue depois de haver realizado esotéricos trabalhos de fundo nos mundos Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. De todas as maneiras, a encarnação da alma humana ou terceiro aspecto da Trimurti indostânica, conhecida como Atman-Budhi-Mas, em nós e sua mescla com o Embrião Áureo é um evento cósmico extraordinário que nos transforma radicalmente. A encarnação do Manas Superior em nós não implica no ingresso dos princípios átmico e búdico ao interior de nosso organismo. Este último pertence a trabalhos ulteriores sobre os quais falaremos, profundamente, em nosso futuro livro intitulado As Três Montanhas. Depois desta pequena digressão, indispensável para o temário em questão, continuaremos com o seguinte relato. Há muito tempo sucedeu-me, no Caminho da vida, algo insólito e inusitado. Uma noite qualquer, enquanto me ocupava em meus interessantíssimos trabalhos esotéricos fora do corpo físico, tive de acercar-me, com o Eidolon, da gigantesca cidade de Londres. Recordo com clareza que, ao passar por certo lugar daquela urbe, pude recordar, com assombro místico, a aura amarela resplandecente de certo jovem inteligente que em uma esquina se encontrava. Penetrei num café muito elegante daquela metrópole e, sentando-me a uma mesa, comentei o supradito caso com uma pessoa de certa idade que, lentamente, saboreava, numa xícara, o conteúdo daquela bebida arabesca. De repente, algo inusitado sucede; um personagem se acerca de nós e se senta ao nosso lado; ao observá-lo detidamente, pude verificar, com grande assombro, que se tratava do mesmo jovem de resplandecente aura amarela que, momentos antes, tanto me assombrara. Depois das costumeiras apresentações, vim a saber que tal sujeito era nada menos que aquele que em vida escrevera O Fausto; quero referir-me a Goethe. No mundo astral sucedem maravilhas, fatos extraordinários, prodígios; não é raro encontrar-se, ali, com homens já desencarnados, com personagens como Victor Hugo, Platão, Sócrates, Danton, Moliére etc. Assim, pois, vestido com o Eidolon, quis conversar com Goethe fora de Londres e às margens do imenso mar; convidei-o e é óbvio que ele, de modo algum, declinou tal convite. Conversando juntos, nas costas daquela grande ilha britânica, onde se encontra situada a capital inglesa, pudemos ver algumas ondas mentais de cor vermelho-sanguinolenta que, flutuando sobre o borrascoso oceano, vinham até nós. Tive de explicar àquele jovem de radiante aura que ditas formas mentais provinham de certa dama que, na América Latina, me desejava sexualmente; isto não deixou de nos causar certa tristeza. Brilhavam as estrelas no espaço infinito e as ondas enfurecidas, rugindo espantosamente, golpeavam, incessantemente, a arenosa praia. Conversando sobre os alcantilados do Ponto, ele e eu, trocando idéias, resolvi fazer-lhe, à queima-roupa, como dizemos aqui no mundo físico, as seguintes perguntas: Tens agora, novamente, corpo físico? A resposta foi afirmativa. Teu veículo atual é masculino ou feminino? Então respondeu: "Meu corpo atual é feminino". Em que país estás reencarnado? "Na Holanda". Amas a alguém? "Sim", disse, "amo a um príncipe holandês e penso casar-me com ele em determinada data (Desculpe o leitor que não mencionemos esta última)." Pensava que teu amor seria estritamente universal; amai as rochas, lhe disse, as montanhas, os rios, os mares, a ave que voa e o peixe que desliza nas profundas águas. "Não é acaso o amor humano uma chispa do amor divino?" Este tipo de resposta a modo de pergunta pronunciada por aquele que em sua passada reencarnação se chamara Goethe, me deixou, certamente, aniquilado, perplexo, assombrado. Indubitavelmente, o insigne poeta me havia dito algo irrefutável, incontrovertível, exato. (Retirado do livro O Mistério do Áureo Florescer, cap. 31)
A Senda da Realização Cósmica é o caminho do Matrimônio Perfeito. Victor Hugo, o grande humanista Iniciado, afirmou textualmente o seguinte: O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher é o mais sublime dos ideais. Essas frases sublimes do grande humanista Iniciado Victor Hugo nos convidam à senda do Matrimônio Perfeito. Bendito seja o Amor. Benditos os seres que se adoram. (Retirado do livro O Matrimônio Perfeito)
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